Top PDF Avaliação ecotoxicológica na Bacia do Rio das Velhas - MG

Avaliação ecotoxicológica na Bacia do Rio das Velhas - MG

Avaliação ecotoxicológica na Bacia do Rio das Velhas - MG

A bacia do rio das Velhas encontra-se na região central do estado de Minas Gerais, com uma área de drenagem de aproximadamente 27.867,20 km 2 , englobando 51 municípios de forma parcial ou total, contidos na bacia. Possui grande importância geopolítica por estar inserida no município de Belo Horizonte e região metropolitana, onde o desenvolvimento industrial e atividades de mineração estão presentes. Os biomas predominantes ao longo da bacia são de Mata Atlântica, Cerrado e Campos de Altitude. Os ensaios ecotoxicológicos tem sido utilizados para avaliar os efeitos de poluentes potencialmente tóxicos sobre comunidades biológicas. Estes ensaios têm sido conduzidos no Projeto Águas de Minas do Instituto Mineiro de Gestão Ambiental – IGAM, projeto esse de monitoramento de águas superficiais das bacias do estado de Minas Gerais. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a frequência de ocorrência de eventos tóxicos dos ensaios ecotoxicológicos de 23 estações amostrais que incluem estações na calha principal e nos principais tributários, numa série histórica de 5 anos que compreende 2009 à 2013 no alto, médio e baixo curso da bacia do rio das Velhas. Observou-se que as estações amostrais BV037, BV063 e BV067 (alto curso), BV137, BV154 e BV155 (médio curso) e BV151 (baixo curso) apresentaram os maiores percentuais de ocorrência de eventos tóxicos ao longo da série histórica. A partir dos resultados obtidos, é notável a importância dos ensaios ecotoxicológicos na identificação dos pontos mais críticos o que permite uma avaliação da qualidade da água do ponto de vista ecotoxicológico ao longo da bacia do rio das Velhas.
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A ABORDAGEM DE CONFLITOS PELO USO DA ÁGUA NA GESTÃO DE RECURSOS H͍DRICOS - REFLEXÕES A PARTIR DO CONTEXTO DA BACIA DO ALTO RIO DAS VELHAS/MG

A ABORDAGEM DE CONFLITOS PELO USO DA ÁGUA NA GESTÃO DE RECURSOS H͍DRICOS - REFLEXÕES A PARTIR DO CONTEXTO DA BACIA DO ALTO RIO DAS VELHAS/MG

Caminhos de Geografia Uberlândia -MG v. 19, n. 68 Dez/2018 p. 343–360 Página 348 O questionário foi disponibilizado em mídia digital, por meio da estrutura disponibilizada gratuitamente pelo sistema CognitoForms. O questionário foi submetido a conselheiros do Comitê do Rio das Velhas e dos subcomitês de bacia hidrográfica inseridos no Alto Rio das Velhas e foi composto por cinco perguntas para caracterização do entrevistado, nove referentes ao contexto ambiental do Alto Rio das Velhas, e quatro afirmações retiradas da entrevista, em que foi questionado dos participantes o grau de concordância com as frases e expressões. As respostas dos questionários foram analisadas e relacionadas de forma a servirem como fundamentação para os dados e questões apresentadas pela pesquisa. Ao todo o questionário foi respondido por 105 representantes institucionais de diferentes entidades atuantes no Comitê do Rio das Velhas e dos Subcomitês de Bacia Hidrográfica que contemplam representantes do poder público municipal, federal e estadual (32 respondentes), usuários de água (17 participantes) e sociedade civil organizada (39 instituições). Também participaram membros da equipe de mobilização do CBH Rio das Velhas que atuam diretamente na bacia do Alto Rio das Velhas. Das 105 respostas, nove foram invalidadas por duplicidade, inconsistência ou entradas em branco.
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Variação dos parâmetros físicos e químicos das águas superficiais da bacia do Rio das Velhas - MG e sua associação com as florações de cianobactérias

Variação dos parâmetros físicos e químicos das águas superficiais da bacia do Rio das Velhas - MG e sua associação com as florações de cianobactérias

O nitrogênio orgânico está presente na água em forma de suspensão e é oriundo principalmente de fontes biogênicas. Resultados de análise da água com alteração de nitrogênio nas formas predominantemente reduzidas (nitrogênio orgânico e amoniacal) indicam que a fonte de poluição encontra-se próxima, ou seja, caracteriza-se por uma poluição recente (IGAM, 2007). Os maiores valores de concentração para o nitrogênio orgânico, assim como as maiores medianas foram observadas nas estações de monitoramento do médio curso do rio das Velhas, indicando que este trecho do rio representa a zona de degradação no processo de autodepuração natural do rio.
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DA FRAGMENTAÇÃO À DESINTEGRAÇÃO DA GESTÃO TERRITORIAL: PERSPECTIVAS A PARTIR DAS ÁGUAS NA BACIA DO ALTO RIO DAS VELHAS – MG

DA FRAGMENTAÇÃO À DESINTEGRAÇÃO DA GESTÃO TERRITORIAL: PERSPECTIVAS A PARTIR DAS ÁGUAS NA BACIA DO ALTO RIO DAS VELHAS – MG

Caminhos de Geografia Uberlândia v. 20, n. 72 Dez/2019 p. 487–505 Página 502 baixíssima”. No caso do Rio das Velhas, a cobrança pelo lançamento de efluentes não contempla outros usos, principalmente industriais, esse é um instrumento muito importante e deve ser desenvolvido, de forma a contemplar diferentes atividades ambientalmente impactantes no processo. O meio por cento a que se refere o participante do grupo focal é referente à uma tarifa acordada entre a Agência Reguladora de Água e Esgoto (ARSAE-MG) e a Copasa e que tem a finalidade de gerar recursos para investimentos em recuperação ambiental em áreas de mananciais. Este é um programa que se aproxima do conceito também de usuário-pagador, mas muito recente para ser analisado pelo artigo, visto que ainda não teve ações diretas e concluídas na região do Alto Rio das Velhas. Contudo, é um programa semelhante ao proposto pela lei 12.503/97, conhecida como Lei Piau, e que, apesar de aprovada e sancionada há mais de 20 anos, não gerou os recursos destinados para a proteção de mananciais.
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Diagnóstico dos garimpos de topázio imperial no Alto Maracujá, Sub-bacia do rio das Velhas, MG.

Diagnóstico dos garimpos de topázio imperial no Alto Maracujá, Sub-bacia do rio das Velhas, MG.

Esse estudo apresenta um diagnóstico dos garim- pos de topázio imperial na cabeceira do rio Maracujá, denominada Alto Maracujá, em Cachoeira do Campo, dis- trito de Ouro Preto, Minas Gerais. Há muitos anos atuan- te na região, o garimpo é acusado de afetar seriamente a infra-estrutura e o meio ambiente da região, com desta- que para os impactos na drenagem e nas matas ciliares. Para realização do diagnóstico ambiental da atividade ga- rimpeira na região, utilizaram-se técnicas de avaliação de impacto ambiental, visitas a campo, entrevistas, levanta- mento da literatura técnica e histórica da região e localiza- ção dos garimpos via GPS. O estudo apresenta os efeitos no meio ambiente e infra-estrutura, bem como a interação sócio-econômica da atividade na região.
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Quem controla o saneamento?: um estudo do controle social das políticas públicas de saneamento em quatro municípios da Bacia do Rio das Velhas - MG

Quem controla o saneamento?: um estudo do controle social das políticas públicas de saneamento em quatro municípios da Bacia do Rio das Velhas - MG

O Programa de saneamento ambiental da Bacia do Ribeirão da Mata, e nós criamos o consórcio aqui, o COM10, composto pelos municípios: Capim Branco, Confins, Esmeraldas, Lagoa Santa, Matozinhos, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, São José da Lapa e Vespasiano. Este projeto é coordenado pela COPASA e acompanhado pelo Comitê de Bacia. Também está trabalhando neste projeto, o governo estadual representado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional e Política Urbana – SEDRU, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SEMAD, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM e o Instituto Guacuí que é uma ONG vinculada ao Projeto Manuelzão, do Comitê da Bacia do Rio das Velhas que assinam o protocolo de intenções. Neste protocolo nós nos comprometemos em compatibilizar as diretorias regionais, os planos diretores, terem um programa de saneamento englobando tanto a drenagem como o tratamento do esgoto. O governo estadual soltou o decreto nº. 44/500 (trata da gestão ambiental metropolitana e foi incluída a Bacia do Ribeirão da Mata) e coloca o programa de saneamento ambiental, então nós demos um salto onde foi englobado também o abastecimento de água e resíduos sólidos, porque o saneamento abrange isso também, né! (PCMC – VP).
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APLICAÇÃO E TÉCNICAS DE QUANTIFICAÇÃO DA INFILTRAÇÃO E DA RECARGA DE AQUÍFEROS DO ALTO RIO DAS VELHAS (MG)

APLICAÇÃO E TÉCNICAS DE QUANTIFICAÇÃO DA INFILTRAÇÃO E DA RECARGA DE AQUÍFEROS DO ALTO RIO DAS VELHAS (MG)

Embora as formas das curvas globais de recessão sejam geralmente semelhantes, diferenças são observadas de um aquífero para outro (Smakhtin 2001), pois a mesma é afetada pelas propriedades hidrodinâmicas do aquífero, como a condutividade hidráulica, coeficiente de armazenamento, gradiente hidráulico, características geomorfológicas da bacia, geologia, entre outros (Tallaksen 1995). Pelo modelo de Maillet, a inclinação da curva de recessão em gráfico semilogarítmico (Figura 3.8) corresponde ao coeficiente d e recessão (α), característico para cada bacia de drenagem (Castany 1971). As principais abordagens na obtenção direta deste coeficiente são: métodos baseados na solução analítica de equações aproximadas ou exatas (Dewandel et. al. 2003) e análise gráfica seguindo os princípios da técnica de Barnes (Custódio & Lhamas 1976).
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Reflexões sobre a política participativa das águas: o caso CBH Velhas (MG)

Reflexões sobre a política participativa das águas: o caso CBH Velhas (MG)

Na bacia do rio das Velhas, foi mostrado que as inúmeras diferenças existentes entre os três trechos, quer seja, alto, médio e baixo Velhas, associados ao grande número de municípios inseridos na bacia e a falta de um sentimento popular de pertencimento a esta região hidrográfica, são fatores que emperram o gerenciamento integrado como um todo. Nos estudos efetuados por Abers (2003), notou-se que um dos conflitos que não aparece com intensidade dentro do comitê é entre a RMBH, área responsável pela maior parte da poluição na bacia, e a porção a jusante. Esta ausência talvez esteja associada à própria desigualdade entre as duas partes da bacia; a região a jusante é comparativamente fraca em termos de influência política e econômica, sendo muito dependente da capital. Também representa apenas uma pequena parcela da população, tendo um menor peso demográfico. “A falta de conflito nesta área representaria, neste caso, apenas uma falta de poder político por parte dos atingidos” (ABERS, 2003). Além do mais, a participação das prefeituras do médio e baixo Velhas, principalmente as da região norte da bacia, sempre foi insatisfatória no CBH Velhas. Assim, o que se vê, neste caso, é que a adoção da bacia hidrográfica como unidade de planejamento e gestão reproduziu a preponderância de interesses e grupos da RMBH sobre o conjunto mais amplo da população desta área.
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Plantas medicinais da Bacia do Rio das Velhas: avaliação das condições para produção e uso em saúde pública.

Plantas medicinais da Bacia do Rio das Velhas: avaliação das condições para produção e uso em saúde pública.

O apoio à estruturação e fortalecimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs) em plantas medicinais e itoterápicos no âmbito do SUS, iniciado recentemente pelo Ministério da Saúde, representa uma oportunidade interessante de superação dos referidos obstáculos. Em 2012 foram apoiados 14 projetos de Secretarias de Saúde das cinco regiões brasileiras: Betim (MG), João Monlevade / São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), Botucatu (SP), Itapeva (SP), Brejo da Madre de Deus (PE), Diorama (GO), Foz do Iguaçu (PR), Pato Bragado (PR), Toledo (PR), Petrópolis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Santarém (PA), Alagoas e Rio Grande do Sul. O início de outros projetos, além da expansão dos dois APLs do estado de Minas Gerais, poderiam fomentar o trabalho colaborativo em rede e organizar a cadeia produtiva dos municípios em questão. Espera-se, em breve, que os resultados obtidos com tais projetos e a inovação gerada a partir das particularidades de cada região sirvam de base para a expansão da itoterapia no SUS e a recolocação em cena da intersetorialidade e do conceito ampliado de saúde. TABELA 3. Principais causas de internações hospitalares, por local de residência, nos municípios estudados em 2010.
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Investigação dos depósitos fluviais e de encosta em bacias de cabeceira do alto Rio das Velhas (MG) : subsídios para avaliação da suscetibilidade a fluxos de detritos.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Investigação dos depósitos fluviais e de encosta em bacias de cabeceira do alto Rio das Velhas (MG) : subsídios para avaliação da suscetibilidade a fluxos de detritos.

Costa et. al. (2014) encontraram numa seção pedológica, levanta- da na bacia do córrego São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto (MG), um horizonte de linha de pedra (stone line) contínuo por quase toda a topossequência, com espessuras entre 0,70 e 0,90m, desaparecendo a jusante por erosão (Figura 2.5). Essa linha encontra-se no meio de dois horizontes pedológicos câmbicos e é constituída por fragmentos centi- métricos e milimétricos de xisto, quartzo, itabirito e canga. Em uma das trincheiras escavadas ao longo da seção, foi identificado um fragmento de itabirito (ø 20 cm) a aproximadamente 70cm de profundidade, suge- rindo origem alóctone dos horizontes superiores à linha de pedras, pois essa rocha provém do Grupo Itabira, aflorante nos divisores da bacia do córrego São Bartolomeu. Além disto, Costa et. al. (2014) encontraram evidências micromorfológicas sugestivas de que o horizonte pedológico superior à linha de pedras seria de origem alóctone. Contudo, os autores não encontraram qualquer relação entre as stone lines e os depósitos de fundo de vale, pois as stone lines se encontram decapeadas nos segmen- tos inferiores das encostas na região.
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Evolução morfopedológica de vertente escarpada na alta bacia do Rio das Velhas, Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Evolução morfopedológica de vertente escarpada na alta bacia do Rio das Velhas, Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais.

Figura 5.2 - Topossequência do sistema pedológico formado por Cambissolos Háplicos e desenvolvidos sobre xistos do Grupo Nova Lima (Supergrupo Rio das Velhas). Os números 1, 2 e 3 indicam os compartimentos superior, médio e inferior da vertente. A figura superior representa uma ampliação dos compartimentos médio e inferior, onde os estudos se desenvolveram. A escala do solo foi ampliada em relação à escala vertical para facilitar a visualização das relações entre os horizontes pedológicos.........................................................................................................................................95 Figura 5.3 - DRX da fração argila de P2 (compartimento pedológico superior), P4 (transição) e P5 (compartimento pedológico inferior). Onde: Ka – caulinita; Gb- gibbsita; Mu- muscovita; Gt – goethita. LP- Linha de pedras. Radiação KCu (2ө)........................................................................103 Figura 6.1 - Geology of the upper basin of the São Bartolomeu creek, upper Rio das Velhas, showing the hydrographic basin and studied toposequence (modified after Baltazar et al. 2005 and Costa et al. 2014).................................................................................................................................................108 Figura 6.2 - São Bartolomeu toposequence, Upper Rio das Velhas basin, MG. The proportion of clast components of the SL is presented in percentage (modified after Costa et al. 2014………………………………………………………………………………………………....111 Figura 6.3 – Micromorphological characteristics of the distrofic haplic Cambic Tb horizons from São Bartolomeu toposequence where Qz- quartz; V-pores; Bt-biotite; e Mu-muscovite and XPL samples A, B, D, E, F e G and PPL samples C e H. (A) Profile P2, horizon 2C – lithic fragments of schist (1); (B) profile P2, gradual transition between horizons 2C/2Bi2; (C) profile P5, transition clair (2) between horizons C/Bi with strong schist foliation; (D) profile P2 horizon 2Bi2- typical nodules Fe (3); (E) profile P2, horizon Bi1 – subangular conjunctive blocs (4 e 5); (F) profile P4 horizon Bi1 with weak pedality; (G) profile P5 horizon Bi1 with weak pedality and (H) profile P5 - horizon Bi- showing
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Dissertação de Mestrado INVESTIGAÇÃO DOS DEPÓSITOS FLUVIAIS E DE ENCOSTA EM BACIAS DE CABECEIRA DO ALTO RIO DAS VELHAS (MG) - SUBSÍDIOS PARA AVALIAÇÃO DA

Dissertação de Mestrado INVESTIGAÇÃO DOS DEPÓSITOS FLUVIAIS E DE ENCOSTA EM BACIAS DE CABECEIRA DO ALTO RIO DAS VELHAS (MG) - SUBSÍDIOS PARA AVALIAÇÃO DA

Como já comentado, a presença de unidades geológicas (itabiritos, quartzitos e canga) bem características e distintivas nas cabeceiras na região, possibilitam determinar a área-fonte dos clastos depositados ao longo dos cursos de cada bacia. Observou-se então a predominância de clastos de xistos do Grupo Nova Lima em praticamente todas as amostras coletadas ao longo dos canais principais, porém observa-se uma quantidade considerável de quartzitos e itabiritos em todo o percurso, em torno de 20 e 10 % respectivamente (Figura 4.4), provenientes de afloramentos próximos ao ápice da Serra de Ouro Preto. Cabe destacar que também se observou a inversão de proporções de clastos de xistos e itabiritos entre 2 e 3 quilômetros de distância da nascente no canal principal da bacia do córrego São Bartolomeu. Supõe-se que isso tenha ocorrido devido a pulsos de fluxos de detritos em algum afluente neste trecho do córrego São Bartolomeu, com capacidade de mobilizar grande quantidade de clastos de itabiritos. No entanto, a possível área fonte desse material não foi investigada.
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CILIADOS PLANCTÔNICOS E EPIBENTÔNICOS DO RIO DAS VELHAS E TRIBUTÁRIOS, MG: ECOLOGIA E USO POTENCIAL PARA BIOINDICAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS

CILIADOS PLANCTÔNICOS E EPIBENTÔNICOS DO RIO DAS VELHAS E TRIBUTÁRIOS, MG: ECOLOGIA E USO POTENCIAL PARA BIOINDICAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS

Com o objetivo de ampliar o conhecimento a cerca da ciliatofauna epibentônica em sistemas lóticos neotropicais, foi realizado um estudo taxonômico e ecológico dos protistas ciliados encontrados em 23 estações amostrais do Rio das Velhas (Bacia do Rio São Francisco), Minas Gerais, nos períodos de chuva (outubro de 2009) e seca (julho 2010). Dentre as 32 espécies de ciliados registradas nas estações amostrais analisadas foi realizado um estudo taxonômico detalhado de uma espécie da ordem Urostylida, usando observações in vivo, técnicas de impregnação pela prata e de microscopia eletrônica de varredura. Após comparação dos dados biométricos e do padrão de disposição dos cirros do complexo médio-ventral e dos cirros bucais a espécie foi identificada como Diaxonella trimarginata (Kaltenbach, 1960), constituindo o primeiro registro deste ciliado para a região Neotropical. A população estudada apresenta características biométricas e morfológicas semelhantes às descrições prévias, tais como: corpo flexível e achatado dorsoventralmente, citoplasma com pigmentação rosa, 2 vacúolos contráteis, número de nódulos de macronúcleo superior a 80 e número de pares de cirros médio-ventrais menor que 20. As únicas diferenças entre a população do rio das Velhas e aquelas previamente descritas são o número de cirros bucais (5 x 6) e de cirros transversos (6 x 8), respectivamente. Entretanto, tais diferenças não justificam a proposição de uma nova espécie.
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Avaliação ecotoxicológica da qualidade da água e do sedimento no Córrego Tripuí, Ouro Preto MG

Avaliação ecotoxicológica da qualidade da água e do sedimento no Córrego Tripuí, Ouro Preto MG

Vertentes bem íngremes e vales profundos e encaixados determinam os traços presentes no relevo, e apresentam a submissão deste à geologia local. A Serra de Ouro Preto representa o flanco sul de uma grande estrutura regional conhecida com Anticlinal de Mariana, e é o divisor de duas grandes bacias de drenagem regionais, do rio das Velhas e do rio Doce, a cidade estando nas cabeceiras deste último rio, “A malha urbana estende-se ocupando tanto o vale principal, como as vertentes e contrafortes das serras, principalmente a Serra de Ouro Preto”, (Pinheiro et al, 2004, p. 89). Desta forma, os cursos dos rios se encontram muito influenciados pela estrutura das rochas. A Bacia do Córrego Tripui é um dos contribuintes indiretos da Bacia do Rio Doce; o alto curso localiza-se próximo a serra de Ouro Preto e a drenagem apresenta forte controle estrutural.
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Avaliação da rede de monitoramento de qualidade das águas superficiais da Bacia do Rio das Velhas utilizando o método da entropia

Avaliação da rede de monitoramento de qualidade das águas superficiais da Bacia do Rio das Velhas utilizando o método da entropia

As análises de agrupamento hierárquico e de componentes principais foram empregadas para agrupar as estações de monitoramento na bacia do rio das Velhas por Nonato et al. (2007), de acordo com similaridades e índices de qualidade de água, identificando os principais poluentes e as fontes de contaminação associadas. A análise de agrupamento compreende um grupo de técnicas estatísticas multivariadas cujo objetivo principal é o agrupamento de dados com características semelhantes, permitindo, assim, identificar comportamentos similares entre diferentes pontos de monitoramento de água em uma região, ou entre variáveis mensuradas em um conjunto de dados de programa de monitoramento. A distância Euclidiana é a medida de dissimilaridade mais comumente usada em agrupamentos, embora outras medidas de distância existam. A análise de agrupamento hierárquica (HCA – Hierarchical Cluster Analysis) permite a formação de grupos (ou classes) de amostras que apresentam características físicas e químicas similares, que são visualmente representadas por um dendograma.
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Contribuição para revisão do plano diretor de recursos hidricos da bacia hidrografica do Rio das Velhas: o impacto da mineração do Alto Rio das Velhas

Contribuição para revisão do plano diretor de recursos hidricos da bacia hidrografica do Rio das Velhas: o impacto da mineração do Alto Rio das Velhas

A avaliação e o planejamento do uso dos recursos hídricos são ferramentas valiosas para os diversos setores da sociedade visto que a água é um recurso limitado e fundamental para a existência da vida na Terra. No Brasil, o século XX foi um período de transição entre situações de conforto hídrico para situações de conflito, tendo motivado o desenvolvimento de instrumentos de gestão hídrica. A preocupação com o gerenciamento dos recursos hídricos tornou-se mais abrangente a partir da promulgação da Lei Federal nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, cujos reflexos nas legislações estaduais demandaram a elaboração dos primeiros planos diretores de recursos hídricos no Estado de Minas Gerais.O Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio das Velhas (PDRH Velhas) foi aprovado em dezembro de 2004 pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Velhas). No PDRH Velhas foram identificados conflitos de uso da água tendo em vista a expressiva demanda por abastecimento hídrico em seu alto curso, que inclui cerca de 60% das captações para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Neste sentido, estavam previstas atualizações dos estudos a cada 2 anos, que não foram realizadas desde então. Nos últimos anos, o setor mineral, fortemente presente na bacia, experimentou um período de aquecimento, que produziu efeitos na demanda setorial e, portanto, reflexos no perfil da demanda hídrica da bacia. Desta forma, uma vez que uma revisão do PDRH Velhas está prevista para 2011, este trabalho analisou o impacto da mineração no Alto rio das Velhas, a partir das informações do cadastro de usuários e outorgas do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e outras informações secundárias, comparando-as às demandas previstas no PDRH Velhas.Os resultados encontrados sugerem forte expansão das demandas hídricas relacionadas à mineração, mas aponta o lançamento de efluentes domésticos sem tratamento ou ainda em padrões passíveis de melhoria como principal problema de gestão de recursos hídricos no Alto rio das Velhas.
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Avaliação ecotoxicológica de impactos da contaminação por metais e arsênio em áreas de mineração e beneficiamento de ouro em Minas Gerais

Avaliação ecotoxicológica de impactos da contaminação por metais e arsênio em áreas de mineração e beneficiamento de ouro em Minas Gerais

As atividades de mineração de ouro provocam grandes distúrbios ambientais reduzindo a qualidade da água, sedimento e solo. Um dos maiores problemas causados pelo desenvolvimento dessas atividades é a liberação de arsênio, um ametal extremamente tóxico no ambiente que pode provocar danos no DNA, lesões na pele, neurodisfunções entre outros problemas. Este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de água e sedimento de uma área no entorno de uma mineração de ouro. Para tanto, foram escolhidos três córregos (P1, P2 e P3) influenciados por atividade mineradora de ouro, direta e indiretamente. Foram conduzidos ensaios ecotoxicológicos com amostras de água e sedimento durante períodos secos e chuvosos e avaliada a contaminação por metais. Os resultados mostraram que as três áreas estão fortemente contaminadas. O córrego mais contaminado por arsênio foi P2 (51,55- 120 µg.L -1 , que recebe efluente diretamente da mina de ouro, seguido por P1 (0,57-90 µg.L -1 ), localizado próximo a uma nascente, e utilizado para irrigação de hortaliças. Já o córrego que recebe efluente direto de uma bacia de contenção (P3), apresentou níveis de arsênio abaixo dos limites da legislação (0,55-2,05 µg.L -1 ). Entretanto, apresentou efeito de toxicidade aguda em todas as amostras de água. Em relação ao sedimento, P1 apresentou o maior valor médio de As (26,31 mg.Kg -1 ) enquanto P2 apresentou os maiores valores médios de Cu (37,29 mg.Kg -1 ) e Cr (4,95 mg.Kg -1 ). Os resultados obtidos nesse estudo demonstraram que áreas próximas à mineração de ouro estão sujeitas à contaminação por metais e arsênio independentemente de receberem efluentes diretamente da mina.
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Avaliação do desmatamento e seus possíveis impactos nas mudanças climáticas da bacia do Rio Turvo Sujo - MG

Avaliação do desmatamento e seus possíveis impactos nas mudanças climáticas da bacia do Rio Turvo Sujo - MG

Especificamente, esta dissertação é direcionada de forma a investigar as causas e resultados dos desmatamentos ocorridos, bem como seus impactos nas degradações dos recursos naturais e nas mudanças climáticas regionais. Assim, serão analisadas as evoluções temporais de NDVI, temperatura e precipitação durante um período de 1984 a 2007 de forma a investigar os possíveis impactos do desmatamento nas mudanças climáticas da Bacia do Rio Turvo Sujo. A tendência das mudanças climáticas será avaliada com os dados anuais de precipitação e temperatura, observadas nas estações meteorológicas disponíveis no município de Viçosa. A taxa anual de desmatamento durante o período de 1984 a 2006 será analisada usando a evolução temporal de NDVI. As tendências de evoluções temporais das variáveis dependentes, tais como NDVI, temperatura e precipitação serão obtidas pela correlação estatística com a variável independente, o tempo em ano.
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Distribution, fractional and mobility of trace elements in stream sediments.

Distribution, fractional and mobility of trace elements in stream sediments.

As técnicas e os dados discutidos neste trabalho, no contexto das complexas questões ambientais, podem ser tornar ferramentas úteis no desenvolvimento de projetos que visem uma avaliação in- tegrada para o gerenciamento da qualidade da bacia do alto do rio das Velhas. No entanto, a otimização de protocolos analíticos de extração seqüencial e/ou em fase única se faz necessária, conside- rando que estes sedimentos são particularmente enriquecidos em óxidos de ferro.

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Quantificação e avaliação ambiental da contaminação por metais e arsênio em sedimentos da bacia do Rio Doce - MG

Quantificação e avaliação ambiental da contaminação por metais e arsênio em sedimentos da bacia do Rio Doce - MG

O relatório de Águas Superficiais do 4º Trimestre de 2011, correspondente ao período de coleta chuvoso de sedimentos, não se encontra disponibilizado no banco de dados do IGAM, divulgado pelo portal InfoHidro (InfoHidro, 2015). No relatório de Águas Superficiais do 2º trimestre de 2012 (IGAM, 2012a), correspondente ao período de coleta de sedimentos intermediário, foram observadas violações dos parâmetros legais para água Manganês total e Arsênio total. Para o primeiro, os pontos RD019 e 023, no Rio Doce, apresentaram violação do parâmetro de 30 e 47%, respectivamente. No Rio casca, o ponto RD018 atingiu 58% de violação, para Mn. No Rio do Carmo, o ponto RD009 superou o parâmetro legal para As em 102%. No Rio Piranga, os pontos RD001 e 007 apresentaram valores de 12 e 25% de violação, para Mn. Ainda para Mn, os pontos RD025, 026 e 029, no Rio Piracicaba, foram superiores ao limite estabelecido para águas em 62, 29 e 25%, respectivamente. Em todos os rios citados, os valores dos parâmetros são referentes à Classe 2 de enquadramento dos corpos d’água. Com exceção do ponto RD009, com histórico de contaminação das águas por As e que ficou confirmada com este trabalho também a contaminação dos sedimentos, nenhum dos outros pontos onde foram verificadas violações de Mn para água corresponderam aos pontos onde foram verificadas as maiores concentrações de Mn, no período intermediário (chuvoso/seca) de coleta para sedimentos.
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