Top PDF Avaliação externa de escolas: liderança e resultados escolares. Que relação?

Avaliação externa de escolas: liderança e resultados escolares. Que relação?

Avaliação externa de escolas: liderança e resultados escolares. Que relação?

No decurso deste ciclo de avaliação externa, nos meses de julho ou de agosto, foram divulgadas as listas de escolas em avaliação no ano letivo seguinte e as escolas foram convidadas a começar a sua preparação. A respetiva delegação regional da IGE informou com antecedência a data da visita da equipa de avaliação externa à escola e solicitou o envio de documentação. A equipa de avaliação permaneceu na escola dois ou três dias, consoante se tratasse de uma escola não agrupada/singular ou de um agrupamento de escolas. A sessão de apresentação da escola, feita pela direção perante as entidades suas convidadas e a equipa de avaliação externa, marcou o início do trabalho na escola. A visita às instalações permitiu à equipa observar in loco a qualidade, a diversidade e o estado de conservação das mesmas, os vários serviços e ainda situações do quotidiano escolar. Nos agrupamentos de escolas foram também visitados jardins de infância e escolas básicas do 1.º ciclo, selecionados de acordo com critérios definidos nas agendas das visitas. Os dados recolhidos por análise documental e por observação direta foram complementados pelos obtidos com a audição, através de entrevistas em painel, de vários atores internos e externos da escola: alunos, pais, docentes, trabalhadores não docentes, autarcas e outros parceiros da escola em processo de avaliação.
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Avaliação externa de escolas: liderança(s) e autoavaliação que relação?

Avaliação externa de escolas: liderança(s) e autoavaliação que relação?

A partir dos anos 90 surgiu a ideia que ambos os movimentos se deviam unir. Desta convicção nasceu um novo movimento teórico-prático que se alimenta das duas correntes anteriores e que veio a chamar-se melhoria da eficácia escolar (Effectiveness School Improvement - ESI) (Reynolds et al., 1996; Murillo, 2001; Muñoz-Repiso e Murillo, 2003). Um dos aspetos mais característicos deste novo movimento é a focagem na escola e nos processos de ensino e aprendizagem como unidades de análise essenciais. Neste sentido, entram em jogo diversas variáveis, que vão desde os professores até à cultura de escola. Finalmente, é de referir que este movimento assenta em três conceitos fulcrais: “cultura de melhoria”, “processos de melhoria” e “resultados de melhoria”. A visão e metas partilhadas, a disponibilidade em converter-se numa organização aprendente, o compromisso e motivação da comunidade escolar, a existência de uma liderança forte e participativa, a estabilidade docente e o tempo empregue na melhoria, constituem fatores determinantes da “cultura de melhoria”.
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Liderança e resultados escolares: indícios de uma relação. Um estudo a partir de relatórios de avaliação externa

Liderança e resultados escolares: indícios de uma relação. Um estudo a partir de relatórios de avaliação externa

31 comportamentais e se verifica se são ou não atingidos, estamos perante uma avaliação descritiva. Por sua vez, tem que se formular juízos de valor para se tomarem decisões. As decisões devem ter em conta o processo pelo qual o aluno passou e o contexto em que se insere e visa regular o ensino e a aprendizagem de forma a melhorar os resultados. Para isso dá-se particular relevância aos contextos, ao feedback e à partilha do poder de avaliar. Nesta perspetiva a avaliação deve ser um processo negociado e construído entre professores e alunos onde o professor numa 1.ª avaliação corrige, apontando pontos forte e pontos fracos e aquilo que deve ser feito para melhorar. Com base nessa avaliação, os alunos devem identificar claramente onde erraram e o que devem fazer para superar o erro, reformulando de forma a obterem melhores resultados, desenvolvendo desta forma as aprendizagens. Podemos dizer que os alunos são envolvidos de forma ativa no processo de ensino e de aprendizagem. Desta forma, corroboramos o pensamento de Black e William (1998) ao afirmar, após um estudo realizado, que a avaliação pode contribuir para melhorar de forma muito significativa a qualidade das aprendizagens dos alunos. Os mesmos autores levam-nos a acreditar que serão os alunos com maiores dificuldades que mais beneficiarão deste modelo de avaliação.
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José Lourenço - A Liderança das Escolas - Avaliação externa e perceções dos professores

José Lourenço - A Liderança das Escolas - Avaliação externa e perceções dos professores

Os sistemas educativos, ao longo dos tempos, foram adequando-se, de modo a responder às solicitações e necessidades das sociedades que deviam servir (Pont et al., 2008). A construção do atual modelo de escola inicia-se e acompanha a expansão territorial da Europa, com a consequente globalização e emergência de um modelo de desenvolvimento capitalista, no qual Portugal assumiu inicialmente um papel de liderança. O ensino baseado na relação mestre-aluno da Idade Média não era capaz de responder à crescente procura de pessoas habilitadas a ler e a escrever. É desta procura de respostas para uma nova realidade que, ao longo do século XVI e XVIII, se vai consolidando, à sombra da Igreja, uma outra forma de ensinar, onde o mestre não tem um aluno, mas vários, devendo ensiná-los como se estivesse a ensinar a um só (Teodoro, 2003). Ao longo do séc. XIX, os Estados Nação adotam esse modelo de ensino como um elemento central para a homogeneização cultural e linguística e para a afirmação de uma identidade nacional (Teodoro, 2005), ao mesmo tempo que se consolida um sistema de organização que Weber (2004) viria a designar por burocracia. Apesar das transformações ao longo dos tempos, ou de país para país, a escola manteve-se estável na sua gramática, assentando esta, essencialmente, no conceito de distribuição dos alunos em classes de acordo com a sua idade, na institucionalização de um currículo, na compartimentação dos saberes, na reprodução e na seleção pela excelência intelectual.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

A liderança da diretora é reconhecida, pela sua relação de proximidade com a comunidade educativa, o que lhe permite o conhecimento consciente da realidade vivida e lhe dá uma capacidade de intervenção pronta para a resolução dos problemas identificados. É apoiada por uma equipa motivada que revela conhecer as diferentes dimensões e objetivos organizacionais. As lideranças intermédias são valorizadas pela direção e pelos seus pares. No trabalho que desenvolvem, padronizam um conjunto de procedimentos e orientam a ação para a melhoria dos resultados escolares.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

A avaliação diagnóstica e a formativa são valorizadas como fontes de informação reguladoras do processo ensino e aprendizagem, sendo realizadas de forma contínua e articulada. Os docentes utilizam instrumentos de avaliação diversificados e a aplicação, apesar de ainda não generalizada, de testes comuns para um ano de escolaridade e para uma disciplina promovem a aferição de graus de exigência. A monitorização do desenvolvimento do currículo é concretizada nas estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica. Com base em informação detalhada e fundamentada sobre a eficácia, a coerência e a qualidade do sucesso académico, as referidas estruturas monitorizam e ponderam os resultados escolares e o trabalho pedagógico desenvolvido. Por sua vez, para além da citada informação, é também recolhida e tratada informação rigorosa e relevante em relação ao sucesso dos alunos abrangidos pelas medidas de promoção do sucesso escolar implementadas que, depois de divulgada, é analisada nos diversos órgãos de direção, administração e gestão, bem como nas estruturas representativas dos docentes. Estas análises revelam-se pertinentes e consequentes na adequação das planificações elaboradas e na reformulação das medidas de apoio desenvolvidas, tendo muitas vezes em atenção as recomendações transmitidas pelo grupo específico que trabalha toda a informação sobre os resultados escolares.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

Os docentes realçam como positivo a liderança e disponibilidade da direção, o envolvimento dos docentes no processo de autoavaliação, o gosto de trabalhar no Agrupamento e a abertura ao exterior. Como menos favorável, ainda que em percentagens baixas, as salas de aula e a adequação dos espaços de desporto e recreio. O pessoal não docente destaca como positivo a liderança e disponibilidade da direção, o seu envolvimento na autoavaliação e a valorização dos seus contributos para o funcionamento da escola, a abertura ao exterior e o gosto por trabalhar no Agrupamento. Ainda que em percentagens baixas, apontam como menos favorável as condições de segurança da escola e o ambiente de trabalho. O esforço e o sucesso dos alunos são valorizados. Nesse sentido, foram instituídos Prémios de Mérito (Valor e Excelência) para distinguir os alunos dos 4.º e 6.º anos que se destaquem pelos resultados escolares e pelo desenvolvimento de comportamentos meritórios e ações de solidariedade. O Agrupamento incentiva os alunos à participação nas atividades das associações locais, com as quais mantém uma estreita ligação, contribuindo de forma ativa para o desenvolvimento da comunidade envolvente.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

d) Importa realçar que o Agrupamento não superou, substancialmente, as fragilidades identificadas no primeiro ciclo de Avaliação Externa das Escolas, nomeadamente em relação aos resultados académicos dos alunos, agora enquadrados numa perspetiva mais contextualizada e sustentada no valor esperado. Ficou demonstrado, no Relatório, que o ciclo de desenvolvimento do Agrupamento não tem sido acompanhado da melhoria esperada das aprendizagens e dos resultados dos alunos, pelo que a equipa de avaliadores considera não existir fundamento para alterar a classificação de SUFICIENTE, atribuída no Domínio Liderança e Gestão.
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A avaliação externa das escolas e os TEIP na sua relação com a justiça social

A avaliação externa das escolas e os TEIP na sua relação com a justiça social

sas medidas destacam ‑se o programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) – destinado a escolas que vivem situações de abandono e insucesso escolares – e a Avaliação Externa das Escolas (AEE) – a que são sujeitas todas as escolas públicas e que tem como objetivo promover uma educação de melhor qualidade e que assegure, para todos os alunos, melhores resultados escolares. É tendo este contexto por referência que o estudo que aqui se apresenta tem como finalidade dar a conhecer, na opinião dos/as inquiridos/as, o modo como estas duas medidas estão, ou não, a contribuir para a promoção de uma melhoria educacional (Bolívar, 2003) fundada em princípios de justiça curricular e social (Connell, 1995) e de vivên‑ cias de uma educação democrática (Apple, 2013; Apple & Beane, 1995; Leite, 2000). Tendo em conta este objetivo, o artigo orienta ‑se pelas seguintes questões: Que ações são adotadas pelas escolas para a concretização do princípio da justiça curricular e social no quadro destas duas medidas políticas? Que influência exerce a AEE em escolas TEIP e a monitorização inerente a este programa nos resultados dos alunos, na prestação do serviço educativo e na liderança e gestão? Que fatores potenciam, ou inibem, o impacto da AEE nas escolas TEIP e a monitorização a que são sujeitas estas escolas?
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

A liderança do diretor é consensualmente reconhecida e valorizada pela comunidade educativa e pauta- se pela disponibilidade, cultura democrática e forma como sabe envolver os atores educativos na procura das melhores soluções para os problemas que vão surgindo. Da mesma forma, os membros da direção, que desenvolvem uma relação próxima com a comunidade escolar, revelam um conhecimento aprofundado das diferentes funções, dimensões e objetivos organizacionais do Agrupamento. O conselho geral assume predominantemente uma postura proactiva, colaborativa e de reforço convergente das propostas vindas de outros órgãos.
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Supervisão, liderança e trabalho colaborativo nos relatórios de avaliação externa das escolas

Supervisão, liderança e trabalho colaborativo nos relatórios de avaliação externa das escolas

Os resultados corroboram os estudos que enfatizam a dificuldade de se instituírem práticas de trabalho colaborativo (Hargreaves, 1998; Roldão, 2006), no qual a supervisão deve ser uma prática naturalmente experienciada pelos professores. As dinâmicas colaborativas que se salientam dos relatórios são tipificadas, rotineiras e burocráticas, não se percecionando que os contextos escolares proporcionem condições para o desenvolvimento de outras práticas colaborativas. Ressalta o aspeto formal e esporádico destas dinâmicas, isto é, o trabalho que é desenvolvido no âmbito restrito das reuniões de Departamento Curricular e/ou Grupos Disciplinares, ficando aquém do que é anunciado nos discursos teóricos. Este tipo de trabalho está orientado sobretudo para a implementação de medidas ditadas quer externamente (Ministério da Educação), quer internamente (Conselho Executivo/Direção), sendo de caráter obrigatório, assumindo estas dinâmicas colaborativas essencialmente uma resposta reativa, tratando-se na linha de Hargreaves (1998) de uma “colegialidade artificial”. O acompanhamento entre pares é realizado de forma indireta, carecendo de uma monitorização sistemática e atenta por parte dos supervisores num processo partilhado de responsabilidades e aprendizagem.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

As taxas de sucesso global no 1.º, 2.º e 3.º ciclos no triénio 2009-2010 a 2011-2012 têm-se situado acima das médias nacionais, mostrando um bom desempenho geral do Agrupamento, embora no último ano letivo as taxas de transição/conclusão no 3.º, 4.º e 8.º anos se terem situado abaixo do valor nacional. Já as taxas de sucesso nas provas de aferição do 4.º ano, que se vinham a posicionar acima das médias nacionais em 2009-2010 e 2010-2011, baixaram significativamente no último ano letivo, ficando abaixo das nacionais, tanto na disciplina de Língua Portuguesa como na disciplina de Matemática. Nas provas de aferição do 6.º ano as taxas de sucesso em 2009-2010 e 2010-2011 situaram-se acima das médias nacionais em Língua Portuguesa, tendo na disciplina de Matemática ficado aquém das nacionais. Em 2011-2012, com a introdução das provas finais de ciclo no 6.º ano, as taxas de sucesso nestas disciplinas superaram claramente os resultados nacionais, com a percentagem de níveis positivos na disciplina de Matemática a situar-se 24% acima da média nacional. Nas provas finais das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática do 9.º ano os resultados situaram-se acima das médias nacionais no último ano letivo, tendo melhorado em relação aos resultados dos exames de 2010-2011, ano em que a percentagem de níveis positivos na Língua Portuguesa ficou abaixo da nacional. De salientar a diminuição da diferença entre as médias das classificações interna e de exame e o aumento da percentagem de níveis 4 na Matemática. Os dados relativos aos cursos de educação e formação revelam taxas de conclusão elevadas. A taxa de transição/conclusão dos alunos com necessidades educativas especiais de caráter permanente tem-se situado acima de 80%.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

No âmbito do trabalho desenvolvido, é analisada informação pertinente, focada, sobretudo, nos resultados escolares, produzida pelos responsáveis das estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica. Os resultados desta análise, onde são identificados pontos fortes e aspetos a melhorar, são posteriormente considerados no planeamento da ação educativa do ano letivo seguinte. É evidente a determinação desta equipa em prosseguir uma reflexão mais alargada e abrangente da realidade da vida escolar, conforme se constata do relatório de autoavaliação. Pese embora esta vontade e alguns progressos verificados, ainda não se reconhece uma cultura de autoavaliação sustentada por procedimentos de recolha e tratamento de informação da totalidade das áreas a avaliar e da qual resulte um plano de melhoria global e consistente, focado na superação das fragilidades identificadas e com impacto na melhoria da qualidade do serviço educativo prestado.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

Os sucessos dos alunos são valorizados pelos professores, nomeadamente, através da divulgação das atividades e dos seus resultados (p. ex., nos espaços escolares, no jornal escolar Pena Jovem, na biblioteca municipal, na casa da Banda, no edifício do município de Penalva do Castelo) e da participação dos alunos em concursos (p. ex., Canguru Matemático, Jogos Matemáticos, Olimpíadas da Criatividade). Existem prémios de mérito que são comparticipados com o apoio da Caixa Agrícola. Os alunos são distinguidos em cerimónia pública – Dia do Diploma - e os seus resultados são divulgados, nomeadamente, no jornal escolar, o que constitui um estímulo para a melhoria das aprendizagens. A abertura do Agrupamento à comunidade é relativamente expressiva e envolve todos os intervenientes escolares, incluindo pais e autarquias locais que participam nos órgãos onde estão representados e em atividades pedagógicas das crianças e dos alunos (p. ex., Festand, feiras do Queijo e da Maçã, férias, visitas de estudo, Semana em Movimento, Caminho dos Galegos, Sarau). O envolvimento com as instituições locais na concretização de projetos pedagógicos e de âmbito social (p. ex., continuidade das atividades de animação e apoio à família na educação pré-escolar e da componente de apoio à família no 1.º ciclo durante as interrupções letivas e estágios profissionais), bem como a participação em projetos de âmbito nacional (p. ex., Parlamento dos Jovens, Eco-Escolas) e internacional (p. ex., Comenius) têm contribuído para a valorização e promoção da imagem do Agrupamento junto da comunidade.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

A avaliação da comunidade educativa sobre o serviço prestado pela Escola, realizada através de questionários de satisfação da IGEC aplicados no âmbito do presente processo de avaliação, é satisfatória. Os alunos assinalam como mais positivo as relações de amizade com os seus pares e o conhecimento dos critérios de avaliação e, como menos positivo, o conforto das salas de aula e a higiene e limpeza dos espaços escolares. Os encarregados de educação sublinham como mais positivo as relações de amizade que os filhos estabelecem na Escola e a disponibilidade e a ligação com a família realizada pelo diretor de turma. Como pontos menos positivos assinalam as instalações escolares, a justiça da avaliação dos alunos, os serviços de refeitório e bufete e a forma como são resolvidos os problemas de indisciplina. Os professores revelam-se mais satisfeitos com a circulação da informação, com o funcionamento dos serviços administrativos e com a abertura da Escola ao exterior. Como pontos menos positivos fazem sobressair o conforto das salas de aula e o comportamento dos alunos. O pessoal não docente evidencia, como mais positivo, a segurança e limpeza da Escola e, como menos positivo, a circulação da informação e o comportamento dos alunos. O cruzamento destes resultados com o discurso dos diversos atores e o diagnóstico da Escola, traçado nos documentos orientadores, revela a preocupação pelas questões ligadas ao comportamento cívico dos alunos e à estratégia para o melhorar, bem como pelas condições físicas para o exercício de algumas atividades educativas (p. ex., exiguidade do espaço onde se encontra instalada a biblioteca).
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

Para além do trabalho da referida equipa, é produzida muita informação pertinente de cariz avaliativo, da responsabilidade dos coordenadores das estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica e dos responsáveis das atividades, dos projetos e dos planos implementados. É evidente a determinação dos responsáveis escolares em prosseguir uma reflexão sustentada sobre a realidade da vida escolar. Contudo, não está ainda garantida a existência de um procedimento coerente de autoavaliação, que inclua toda a informação intencionalmente elaborada, para, através de um plano de melhoria consistente, focado nas fragilidades identificadas e devidamente monitorizado, melhorar a qualidade do serviço educativo e os resultados escolares.
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Escolas, avaliação externa, auto-avaliação e resultados dos alunos

Escolas, avaliação externa, auto-avaliação e resultados dos alunos

e outros elementos da comunidade educativa; e 3.5 Equidade e justiça. No domínio 4. Liderança: 4.1 Visão e estratégia; 4.2 Motivação e empenho; 4.3 Abertura à inovação; e 4.4 Parcerias, protocolos e projectos. A finalizar, no domínio 5. Capacidade de auto-regulação melhoria da escola, os factores: 5.1 Auto-avaliação e 5.2 Sustentabilidade do progresso. Por último, no capítulo V, Considerações finais, são tecidas considerações relativamente aos atributos da unidade de gestão e às condições de desenvolvimento da sua actividade, que poderão orientar a sua estratégia de melhoria. Neste capítulo é apresentada uma síntese dos atributos da unidade de gestão com a identificação de pontos fortes e de pontos fracos. Pontos fortes, entende-se os “atributos da organização que a ajudam a alcançar os seus objectivos ” e, por pontos fracos, os “atributos da organização que prejudicam o cumprimento dos seus objectivos ”. Relativamente às condições de desenvolvimento da actividade, que poderão orientar a estratégia de desenvolvimento das unidades de gestão, neste capítulo são apresentados as oportunidades e os constrangimentos. As oportunidades são entendidas como condições externas à organização que a poderão ajudar a alcançar os seus objectivos e os constrangimentos como condições externas à organização que poderão prejudicar o cumprimento dos seus objectivos.
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

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2.6. O contraditório assinala como incorreção a percentagem de alunos do 2.º ciclo, alvo de medidas disciplinares, que tiveram sucesso deficitário, aspeto que se confirma na página 8, do relatório do DMADO de 2015-2016. Procede-se à respetiva retificação no projeto de relatório, o que reforça, como indicado na página 4 do mesmo "(...) a necessidade de se proceder a uma reflexão sobre a eficácia das estratégias já implementadas, sem descurar a sua relação com as metodologias de ensino privilegiadas em sala de aula, com vista à melhoria das atitudes, dos comportamentos e dos resultados."
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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

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1. A análise do documento de autoavaliação mostra um documento denso e bastante extenso, sem identificar de forma sintética os pontos fortes e as áreas de melhoria. Os testemunhos recolhidos nas entrevistas de painel comprovam, por outro lado, que a autoavaliação tem um contributo reduzido no planeamento e na gestão das atividades, não sendo reconhecido pela generalidade dos docentes como um instrumento de melhoria das práticas profissionais e dos resultados escolares.

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AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS

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satisfação (do conhecimento da unidade orgânica), a observação direta e as entrevistas de painel realizadas nos dias em que decorreu a visita, permitindo a triangulação e validação da informação recolhida. Por outro lado, porque o móbil do contraditório apresentado são fundamentalmente as classificações atribuídas aos domínios Prestação do Serviço Educativo e Liderança e Gestão, refira-se que, na escala de avaliação prevista no já referido modelo, a classificação de BOM traduz um juízo resultante de ações que têm produzido um impacto em linha com os valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Com efeito, nos descritores dos diferentes níveis da escala de classificação, existe uma correlação entre o impacto da ação do agrupamento e os valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. No caso em apreço, os valores observados na maioria das variáveis em análise situam-se em linha com os respetivos valores esperados.
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