Top PDF Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos. 2.º Relatório de Execução Material.

Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos. 2.º Relatório de Execução Material.

Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos. 2.º Relatório de Execução Material.

A caracterização da ocupação do solo anterior ao fogo florestal em áreas recentemente ardidas no Penhascoso (concelho de Mação) e no Vale do rio Zêzere (concelho de Manteigas) permite definir quantitativamente e qualitativamente o seu contributo para a produção de cinzas. Foi realizada uma amostragem estratificada aplicada às zonas não ardidas contíguas às áreas afectadas por incêndios (Figura 2), sendo realizados 3 inventários por estrato com uma ocupação idêntica aos estratos identificados para a área ardida.

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Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos. 3.º Relatório de Execução

Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos. 3.º Relatório de Execução

De acordo com as conclusões desse relatório, verifica-se que tantos as cinzas de incêndios colhidas em campo, como os solos e suas misturas com cinzas ou cinzas obtidas em laboratório, apresentam uma variedade de metais, em níveis diferentes e com comportamentos distintos. Os metais mais solubilizáveis são em geral o Ca, K e também o Na e Mg. Para além deste verificam-se também níveis significativos de solubilização de cloro e sulfato.

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Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos

Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos

Capítulo 6 – São apresentados os estudos relativos à afectação dos fogos na componente qualitativa do ciclo hidrológico, desenvolvidos pela equipa do Núcleo de Águas Subterrâneas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC-NAS). Neste capítulo descrevem-se: (1) o plano de monitorização para as áreas de estudos de águas subterrâneas e superficiais, bem como dos solos e cinzas (localização e número de amostras a recolher; frequência de amostragem; parâmetros a analisar); (2) descrição das campanhas de recolha de amostras de águas e solos para análise química laboratorial (determinação da concentração de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP), bem como de outros elementos químicos (cloretos, sulfatos, bicarbonatos, nitratos, cálcio, magnésio, sódio e potássio) e medições in situ dos parâmetros condutividade eléctrica, temperatura, pH e Eh); (3) análise dos resultados obtidos para detectar a eventual contaminação das amostras por acção dos fogos e a determinação de indicadores da alteração da qualidade da água por acção dos fogos. Capítulo 7 – É apresentada uma metodologia de aplicação dos conhecimentos adquiridos com os estudos apresentados nos capítulos anteriores para a avaliação dos impactos dos fogos numa área ardida (bacia do rio Zêzere, a montante de Caldas de Manteigas) desenvolvidos pela equipa do Núcleo de Águas Subterrâneas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC-NAS). Neste capítulo descreve-se: (1) o cálculo sumário da recarga para a área estudada; (2) o cálculo das respectivas reservas de água subterrânea; (3) a carga poluente produzida pelo fogo aí ocorrido; (4) o impacto desta carga poluente sobre as águas subterrâneas considerando a sua evolução espacial e temporal.
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Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos. 1.º Relatório de Execução

Avaliação do impacte de fogos florestais nos recursos hídricos subterrâneos. 1.º Relatório de Execução

Para se fazer uma primeira abordagem ao impacto dos fogos nos solos e nos lixiviados recorreu- se aos estudos desenvolvidos para o Projecto EUFIRELAB – Laboratório Aberto para as Ciências e Tecnologia do Fogo Florestal na Região Euro-Mediterrânica ("Euro-Mediterranean Wildland Fire Laboratory, a “wall-less” Laboratory for Wildland Fire Sciences and Techonogies in the Euro_Mediterranean Region"), por conter no seu programa elementos de referência, nomeadamente no que se refere à sistematização das orientações técnicas e científicas.
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Caracterização multidisciplinar dos recursos hídricos subterrâneos em áreas urbanas e montanhosas (Norte e Centro de Portugal): metodologias e técnicas

Caracterização multidisciplinar dos recursos hídricos subterrâneos em áreas urbanas e montanhosas (Norte e Centro de Portugal): metodologias e técnicas

O presente trabalho ilustra a aplicação duma abordagem multidisciplinar ao estudo de recursos hídricos subterrâneos em duas áreas do Maciço Ibérico Português onde predominam as rochas cristalinas: a área metropolitana do Porto (Norte de Portugal) e um sector da região montanhosa da Serra da Estrela (Centro de Portugal). Tal abordagem está na base da obtenção dum tipo de conhecimento mais compatível com a gestão sustentável dos recursos hídricos subterrâneos. A investigação em curso inclui diversas técnicas, onde se destacam: (i) a elaboração dum quadro geológico, morfotectónico e climatológico; (ii) a inventariação de pontos de água e a definição de redes de monitorização hidrológica; (iii) a realização de estudos de campo destinados a observar a geologia, a morfotectónica (por observação directa ou através da geofísica) ou os solos; (iv) a recolha de amostras de água subterrânea e superficial para estudo hidrogeoquímico convencional e isotópico.
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Inventário dos recursos hídricos subterrâneos na bacia hidrográfica da Ribeira de Sá, Sardoura, Castelo de Paiva: metodologia e potencialidades

Inventário dos recursos hídricos subterrâneos na bacia hidrográfica da Ribeira de Sá, Sardoura, Castelo de Paiva: metodologia e potencialidades

A metodologia aplicada consistiu, numa primeira fase, na pesquisa e recolha de dados bibliográficos e documentais relativos ao tema das águas subterrâneas bem como na análise de cartografia militar das décadas de 40, 70 e 90 referente a informação iconográfica de indicadores de recursos hídricos subterrâneos existentes no concelho de Castelo de Paiva, designadamente, chafarizes ou fontes, poços, tanques, poços com engenho e nascentes (figura

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Aplicação dos SIG em operações de prevenção e combate a fogos florestais

Aplicação dos SIG em operações de prevenção e combate a fogos florestais

Como anteriormente referido, para que deflagre um fogo florestal é necessário que ao binómio combustível-comburente se associe uma fonte de ignição, e que se verifiquem as condições adequadas à reação em cadeia que vão fazer com que o fogo progrida. Também já foi referido que o tipo de combustível vegetal e a percentagem de humidade são determinantes na deflagração e na progressão do fogo, e que, numa situação de propagação, o próprio fogo vai alternado as condições atmosféricas locais: modifica o sentido, a direção e a intensidade do vento, aumenta a temperatura e baixa a humidade, quer ao nível da atmosfera quer ao nível dos combustíveis florestais. Estes factos permitem evidenciar a complexidade deste fenómeno e a necessidade de desenvolver sistemas de simulação que permitam, por um lado, estudar e entender o fenómeno em si, auxiliando a gestão dos espaços florestais, e por outro, que operem como sistemas de previsão capazes de dar apoio às decisões que se colocam em cenários reais.
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Sistema de suporte à previsão e deteção de fogos florestais

Sistema de suporte à previsão e deteção de fogos florestais

O artigo foi criado como uma solução para ser aplicado nas florestas tropicais da Indonésia. Devido ao grande volume de fogos florestais provocados pela área da agricultura, torna-se importante encontrar uma forma de mitigar o impacto, através da monitorização da floresta utilizando para isso, uma WSN composta por uma grande quantidade de sensores, que recolhem informação sobre temperatura, humidade luz e pressão atmosférica, transmitida para um ponto de monitorização ou departamento de proteção civil. Com os avanços neste tipo de redes e tecnologias envolvidas, permite a sua utilização, pois sistemas baseados em satélite são bastante suscetíveis às condições climatéricas e a outra solução que passa por utilizar seres humanos para observar, são bastante limitadas na deteção. É proposta assim a utilização de WSN para recolher dados em tempo real e a utilização de objetos aéreos não tripulados para obtenção de imagens de vídeo. As características para o início de um fogo, são ter material inflamável, oxigénio e altas temperaturas.
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Métodos probabilísticos e estatísticos na gestão de fogos florestais

Métodos probabilísticos e estatísticos na gestão de fogos florestais

Numa primeira fase come¸ cou-se por efectuar uma an´ alise descritiva dos dados recor- rendo ` a teoria dos processo pontuais espaciais e estendo aos processos pontuais espa¸ co- temporais e aos processos espaciais marcados. Posteriormente recorreu-se ao modelo de Cox log-Gaussiano para modelar a localiza¸ c˜ ao dos incˆ endios florestais e, com base neste modelo, modelou-se a ´ area ardida. Desta forma pretendeu-se mostrar como a con- figura¸ c˜ ao do padr˜ ao dos pontos pode afectar a dimens˜ ao dos incˆ endios florestais. Para tentar validar o modelo de Cox log-Gaussiano considerado recorreu-se ` a no¸ c˜ ao de res´ıduo espacial e ` a fun¸ c˜ ao-L baseada na fun¸ c˜ ao-K de Ripley. Com base nestes modelos cons- tru´ıram-se dois mapas: um mapa de risco de incˆ endio associado ` a densidade de incˆ endios florestais e um mapa de perigo de incˆ endio associados ` a ´ area ardida.
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Efeitos dos fogos florestais repetidos na exportação de nutrientes

Efeitos dos fogos florestais repetidos na exportação de nutrientes

28 Departamento de Ambiente e Ordenamento No caso das perdas de PT ambas as áreas se mantêm com um comportamento semelhante ao longo do tempo, apesar da área multi-fogos apresentar valores superiores de perdas. Ao longo do período de estudo é de notar uma diminuição gradual das perdas de PT em ambas as áreas. A primeira amostragem foi onde a área multi-fogos registou o seu maior valor de perdas, em contraste na uni-fogo não se obteve amostras pelo que não há valor para comparação. Esta grande perda de PT da primeira amostra foi seguida duma diminuição abrupta, tendo atingido um valor menor que na área uni-fogo. À semelhança do que aconteceu no evento de Janeiro nas perdas de NT, também nessa mesma data a área multi-fogos registou um aumento de perdas de PT mas não foi acompanhado dum aumento na área uni-fogo. A considerar ainda que os valores maiores são registados no inicio do estudo (primeiro mês), correspondendo ao máximo 24,4 mg/m 2 e 14,9 mg/m 2 respetivamente nas áreas multi-fogos e uni-fogo.
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Impacto dos fogos florestais na adsorção de fósforo ao solo

Impacto dos fogos florestais na adsorção de fósforo ao solo

62 Através da digestão ácida dos solos e seguinte análise ICP dá-nos informação das concentrações de Al, Fe e Mn totais presentes no solo. Com base nas figura 16, 17 e 18 a concentração totais de Al, Fe e Mn nos solos estudados, são superiores nos solos QBI e QAI, com concentrações de 89,6 mg/g (σ= 4,0) e de 86,5 mg/g (σ= 0,8) de Al, de 41,8 mg/g (σ= 5,0) e 41,8 mg/g (σ= 4,0) de Fe e de 0,42 mg/g (σ= 0,1) e 0,42 mg/g (σ= 5,0E-3) de Mn, respectivamente. Nos solos NQ, as concentrações dos metais são mais baixas, de 70,1 mg/g (σ= 16,0) de Al, 36,6 (σ= 8,0) e de 0,24 mg/g (σ= 0,1). Os valores das concentrações totais de Al e Fe das réplicas de campo não apresentam desvios significativos no mesmo tipo de solo, à excepção do NQ em que há uma grande variabilidade nas réplicas de campo (solo 1, 2 e 3) (Anexo I, figuras 6a) e 6b)). Os valores da concentração total de Mn das réplicas de campo não apresentam desvios significativos no mesmo tipo de solo, à excepção do solo 1 dos solos NQ, que o valor é inferior aos restantes valores do mesmo tipo de solo (Anexo I, figura 6c ) ). Este aumento da quantidade de metais verificado no solo após o incêndio pode ter resultado das cinzas provenientes da combustão das plantas e resíduos vegetais produzidos pelo fogo (Shaoquing et al., 2010). O fogo destrói parte da matéria orgânica na camada superficial por oxidação, resultando em nutrientes disponíveis nas cinzas. Os nutrientes depositados no solo vão-se precipitar, dissolver e entrar no solo em formas prontamente disponíveis. Desta forma, há um aumento da quantidade de nutrientes presente no solo, após um incêndio (Pritchett & Fisher et al., 1987). A quantidade de metais (Fe, Al e Mn) presentes no solo tem sido considerada como um factor determinante na adsorção de P, porque o átomo de oxigénio do ião fosfato doa um par de electrões para preencher a camada de electrões dos átomos dos metais, principalmente do Fe e Al. E com o aumento da concentração de metais (Fe, Al e Mn) presente no solo, aumenta a adsorção de P no solo (Wang et. al., 2009).
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Sistema de apoio no combate aos fogos florestais para o Concelho de Águeda

Sistema de apoio no combate aos fogos florestais para o Concelho de Águeda

11 O sistema permite editar e analisar toda a informação enviada pelas unidades móveis para fazer um planeamento das ações de supressão mais atempado e eficaz. É permitido ainda, recolher e enviar para a estação de controlo a informação vetorial sobre posições de emergência, localização e intensidade de frentes de fogo, execução de fogos táticos, aceiros, entre outras, recolhidas no local do incêndio quase em tempo real. Por fim permite processar a informação recebida das unidades móveis para produzir mapas de apoio, ou seja, mapas com a evolução das operações e das frentes de fogo, a localização e estado dos meios envolvidos, área do incêndio, etc. (Louro, 2013).
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Recursos hídricos

Recursos hídricos

Esta pesquisa visa mencionar os recursos hídricos, que são nada mais nada menos do que qualquer água superficial ou subterrânea que pode ser obtida e disponível para o uso humano, como os rios, lagos, arroios, lençóis freáticos e etc. A importância desses recursos é muito abrangente porque atende a economia, geração de energia até a sobrevivência dos seres vivos na terra. Na economia, ela exerce um papel fundamental que é uma fonte alter- nativa de energia, energia elétrica através das usinas hidrelétricas, a mais importante e mais utilizada fonte de energia do Brasil. Os recursos também podem ser utilizados para alimen- tação através da pesca, que pode ser utilizada tanto para a sustentação das pessoas como mercadoria de venda para outros países, através das exportações. Em relação à sobrevivên- cia dos seres vivos, a vida se originou na água e é extremamente dependente dela, o corpo humano é composto por 75%de água, o que seria da vida sem os recursos hídricos? 2 REcURSoS hÍDRIcoS
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Efeito dos fogos florestais sobre a água subterrânea na Serra do Caramulo

Efeito dos fogos florestais sobre a água subterrânea na Serra do Caramulo

Enquanto os fogos de menor escala podem fazer parte da dinâmica e da gestão de recursos naturais, os fogos florestais extensos aumentaram significativamente durante as últimas décadas (Olivella et al. 2006).Todos os anos milhões de hectares de floresta são destruídos em todo o mundo, consumindo várias centenas de milhões de toneladas de biomassa seca (Bakirci 2010). O fogo é, assim, um agente modificador potente do meio ambiente, que em grandes escalas é assumido como uma força destrutiva, causando impactes rápidos e dramáticos na estrutura e funcionamento dos ecossistemas (Silva 2012).
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Geofísica aplicada na avaliação de recursos hídricos subterrâneos e meio ambiente da zona costeira do campo petrolífero de fazenda Alegre, norte Capixaba Espírito Santo

Geofísica aplicada na avaliação de recursos hídricos subterrâneos e meio ambiente da zona costeira do campo petrolífero de fazenda Alegre, norte Capixaba Espírito Santo

Como podem ser observadas, as 18 sondagens elétricas adotadas apresentam o mesmo padrão geral, em que a resistividade diminui gradativamente com a profundidade. As curvas de eletrorresistividade que foram interpretadas nesta pesquisa podem ser agrupadas em três grupos qualitativos na classificação de Mooney e Orellana (1966). De um modo geral todas elas têm terminações decrescentes, pois as variações concentram-se fundamentalmente nos primeiros estratos geoelétricos mais rasos que foram investigados. O primeiro grupo está representado pelas sondagens elétricas verticais FAL_:01, 03, 04, 05 (Figuras 41, 42, 43, 44 e 45 respectivamente) e pelas sondagens elétricas verticais FAL_ALE: 2, 4 e 10 (Figuras 47, 49 e 55 respectivamente), em que todas elas correspondem a curvas decrescentes do Tipo QQ. O segundo grupo está representado pela sondagem elétrica vertical FAL_: 06 (Figura 46) e pelas sondagens elétricas verticais FAL_ ALE:, 6, 8, 9, 12 e 14 (Figuras 51, 53, 54, 56 e 58 respectivamente) correspondem ao padrão do tipo KQ. Um terceiro grupo de sondagens está representado pela sondagem elétrica vertical FAL_: 02 (Figura 42), e pelas sondagens elétricas verticais FAL_ ALE: 5 e 13 (Figura 50 e 57 respectivamente) e correspondem ao tipo QK.
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Recursos hídricos subterrâneos na bacia do rio Uíma, Santa Maria da Feira: um contributo para o ordenamento do território a nível municipal

Recursos hídricos subterrâneos na bacia do rio Uíma, Santa Maria da Feira: um contributo para o ordenamento do território a nível municipal

Seguindo uma abordagem multidisciplinar, apresentam-se os resultados de um inventário de recursos hídricos subterrâneos num setor da bacia do Rio Uíma, Santa Maria da Feira. O desenvolvimento de uma ficha de inventário que inclui vários aspetos hidrogeológicos foi essencial para se interpretar a distribuição das nascentes na área de estudo.

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Modelação da nuvem de retardante químico: optimização no combate aos fogos florestais

Modelação da nuvem de retardante químico: optimização no combate aos fogos florestais

É de notar que a Figura 5.31 não coincide com a Figura 5.17, apenas porque se deslocou a mancha 20 metros para a esquerda de forma a fazer coincidir o zero do eixo com o início da largada do retardante. Relativamente à Figura 5.32, não é necessária qualquer mudança de referencial, uma vez que o modelo RAM simulou este caso com a largada do retardante a ser iniciada já em X = 0. A comparação destas duas figuras permite concluir que ambos os modelos simulam manchas semelhantes, observando-se, contudo, as seguintes pequenas diferenças: (i) a mancha simulada pelo FLUENT apresenta-se ligeiramente mais deslocada para a direita e (ii) o FLUENT simula uma maior dispersão (transversal) do retardante, devido ao cálculo two ways. Este último produz um campo de ventos instacionário e variável no espaço 3D e, consequentemente, uma maior dispersão. Em qualquer das simulações, a dispersão lateral é realista para sistemas MAFFS que apliquem retardante em condições de ausência total de vento lateral. Na prática, existirá sempre algum vento lateral, pelo que a mancha de retardante tenderá a ser mais “alargada” e menos concentrada. Para se obterem níveis de cobertura superiores a 2 ou 3 mm, o caudal de retardante à saída do avião deverá ser superior (mantendo a velocidade do avião). Embora os valores do FLUENT sejam mais fiáveis, a diferença entre os resultados dos dois modelos será inferior às incertezas associadas aos valores dos parâmetros operacionais. Assim, é provável que pequenos erros inerentes às simplificações do modelo RAM se encontrem diluídos e sejam desprezáveis face a “erros” superiores no diagnóstico/quantificação dos parâmetros operacionais. Em suma, os erros de modelação, mesmo com o RAM, poderão ser inferiores aos erros dos inputs. A questão da aceitação do modelo RAM é relevante, uma vez que este é significativamente mais “barato” em termos computacionais. Uma simulação com o RAM, num vulgar computador pessoal, é efectuada em alguns minutos, enquanto que, para a mesma simulação e usando o mesmo hardware, o FLUENT requer dois dias de processamento numérico.
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Estudo do comportamento de fogos florestais com base no modelo FARSITE

Estudo do comportamento de fogos florestais com base no modelo FARSITE

Para que haja um fogo é necessária a existência de combustível, o qual no caso dos incêndios florestais, é constituído pelo vasto conjunto de espécies vegetais que se encontram na floresta. De forma geral os combustíveis são consumidos rapidamente, pelo que a continuação da combustão é acompanhada da propagação a novos combustíveis adjacentes. Assim, os incêndios florestais tendem a progredir ao longo de uma linha à qual se chama frente de chamas, cujo perímetro delimita a área ardida. A quantidade de combustível disponível no terreno é um parâmetro deveras importante, porque dele depende em última análise, a energia libertada durante a progressão do incêndio – a intensidade de progressão, e consequentemente a maior ou menor facilidade com que o incêndio poderá ser combatido e suprimido.
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Avaliação de materiais educativos sobre recursos hídricos

Avaliação de materiais educativos sobre recursos hídricos

Resumo: As questões ambientais vêm sendo discutidas em todos os âmbitos em face do atual quadro de degradação, principalmente no que concerne aos recursos hídricos. A educação ambiental, nesse sentido, deve ser ressaltada como elemento fundamental para a transformação da sociedade, viabilizando o desenvolvimento de uma nova ética, sendo imprescindíveis os materiais educativos (ME). O presente trabalho avaliou ME sobre recursos hídricos produzidos por órgãos governamentais, empresas, organizações não governamentais, instituições filantrópicas e outros, tanto documentos impressos quanto digitais. Foram avaliados 52 documentos, com o objetivo de se identificar as relações entre suas modalidades, desenvolvedores, público alvo, propósitos e as características do documento. Observando-se que a maior parte dos materiais avaliados ignora particularidades dos públicos alvo, se caracterizando por uma abordagem pragmática, especialmente nos produzidos por instituições governamentais, que invariavelmente, visam atitudes individuais, para a economia de água. Salienta-se, que existe a urgência de que se desenvolvam pesquisas que abordem os recursos hídricos pela ótica da educação ambiental. Entendendo aqui a educação ambiental como um processo político que habilite o cidadão ao protagonismo no meio em que vive.
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