Top PDF Avaliação da funcionalidade em crianças com disfunções neurológicas usando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) como referência

Avaliação da funcionalidade em crianças com disfunções neurológicas usando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) como referência

Avaliação da funcionalidade em crianças com disfunções neurológicas usando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) como referência

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, no “World Report on Disability ”, (WHO, 2011) o uso da estrutura e modelo da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) para avaliação da funcionalidade das pessoas com deficiências nas estruturas e funções do corpo. A paralisia cerebral (PC) e o acidente vascular cerebral (AVC) em crianças ou adolescentes podem promover um quadro clínico heterogêneo com diferentes comprometimentos cognitivos e motores (Beckung & Hagberg, 2002, Gordon et al, 2002). O efeito destes comprometimentos nas capacidades e no desempenho das crianças com disfunções neurológicas depende das interações das deficiências com os fatores contextuais em que a criança está inserida. A maioria dos estudos relacionados com a PC ou AVC na infância abordam os aspectos biomédicos de investigação da etiologia das doenças ou na avaliação de efeitos de tratamentos nas estruturas e funções do corpo (Kirkhan et al, 2004, Barreirinho et al, 2003). Estudos dos aspectos biopsicossociais que envolvem a saúde de crianças com disfunções neurológicas são escassos. Pesquisas são necessárias para desenvolver instrumentos de avaliação conforme as recomendações da OMS (OMS, 2003).
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AVALIAÇÃO SOCIAL BASEADA NA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL

AVALIAÇÃO SOCIAL BASEADA NA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL

Introdução: A Paralisia Cerebral (PC) é causa mais comum de deficiência física grave na infância. Compreender as circunstâncias em que vivem as crianças com PC é umas das premissas tratadas nas recomendações do Relatório Mundial sobre a Deficiência (2012). Para tanto, este estudo apresenta uma análise social sobre a contribuição da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em crianças com PC. Objetivos Geral: Conhecer os universos sócio econômico e demográfico de crianças com PC, com base na CIF. Específicos: Detectar fatores socioambientais e familiares que possam interferir no processo de reabilitação, de acordo com os domínios de saúde da CIF; contribuir para a estruturação teórico- metodológica da prática do Serviço Social nas equipes de reabilitação da pessoa com deficiência. Metodologia: Trata-se de estudo quantitativo, qualitativo e descritivo. Tem como sujeitos 25 crianças e jovens, de 0 a 18 anos, diagnosticados com Paralisia Cerebral (PC), em acompanhamento no Instituto de Medicina Física e Reabilitação do HCFMUSP, Rede Lucy Montoro, nas unidades da região sul, do município de São Paulo. Foram entrevistados um familiar cuidador de cada criança, utilizando-se dois instrumentos, elaborados pela própria pesquisadora: Perfil socioeconômico e demográfico dos pacientes com Paralisia Cerebral e Avaliação Social com base na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Resultados: A pesquisa revelou que os arranjos familiares podem interferir no tratamento em reabilitação física da criança com PC. As famílias de crianças com PC, objetos deste estudo, têm menores rendas. O apoio recebido é dado, basicamente, pelo núcleo familiar do paciente. A maioria dos pacientes apresentou dificuldades de interações sociais. A política de habitação apresentou os piores índices, seguida da política de educação. Para as políticas de transporte e saúde, houve variação de intensidade, no entanto, foram avaliadas como facilitadores ao contexto de vida do paciente. Atitudes negativas da sociedade obtiveram os piores scores de avaliação. Conclusões: A CIF apresenta um modelo de avaliação apropriado à obtenção de subsídios, necessários e sensíveis à análise da realidade humano-social, vivida pela criança com PC. Outrossim, auxilia na identificação das barreiras incapacitantes e permite uma análise sobre a oferta de serviços públicos na região Sul do município de São Paulo.
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Avaliação do conteúdo dos instrumentos de qualidade de vida aplicados em crianças e adolescentes com paralisia cerebral de acordo Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

Avaliação do conteúdo dos instrumentos de qualidade de vida aplicados em crianças e adolescentes com paralisia cerebral de acordo Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

Em geral, o componente fatores ambientais da CIF foi pouco abordado pelos instrumentos de QV. Dois questionários genéricos não contemplaram essa categoria: CHQ e PedsQL. Mesmo os instrumentos específicos destinados à avaliação dos indivíduos com PC, como CCHQ, CPChild e PedsQL-CP, não representaram significativamente este componente. O questionário CPQOL foi o que obteve maior número de conceitos associados aos fatores ambientais da CIF, ao abranger conteúdos que retratam o uso de produtos e tecnologias para uso pessoal, para mobilidade e educação, acesso a serviços com usos de facilitadores (rampas, placas de sinalização, espaço), atitude e aceitação social e sistema de saúde, representando os capítulos um (produtos e tecnologia), quatro (atitudes) e cinco (serviços, sistemas e políticas) da CIF (WATERS et al., 2007). O segundo questionário que obteve maior número de conceitos associados com os fatores ambientais da CIF foi o CHAQ. Este instrumento destina-se a medir o grau de independência nas atividades de vida diária, mesmo que para isso o indivíduo faça uso de aditamentos como cadeira de rodas, bengalas, andadores, barras de suporte, tipos de adaptadores (MACHADO et al., 2001; MORALES et al., 2007), representando os conceitos do capítulo um (produtos e tecnologia) dos fatores ambientais.
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Avaliação de Crianças com Diparesia Espástica Segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).

Avaliação de Crianças com Diparesia Espástica Segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).

RESUMO: as disfunções decorrentes da paralisia cerebral (PC), associadas à falta de adaptações ambientais podem resultar tanto no agravo da incapacidade e/ou das limitações da criança em desempenhar atividades funcionais, quanto em restrições à sua participação. Por isso, faz-se necessária a avaliação da funcionalidade dessa criança para melhor conhecer as atividades realizadas, bem como as condições de participação em contextos signiicativos ao seu desenvolvimento. Este estudo teve por objetivos avaliar a funcionalidade, classiicar o desempenho e a capacidade e investigar a participação de crianças com PC do tipo diparesia espástica. O estudo envolveu três crianças com diagnóstico de PC do tipo diparesia espástica, deambuladoras, idade entre nove e treze anos, e suas mães. Os dados foram coletados por meio de entrevistas dos participantes mediante roteiro estruturado; e avaliação funcional das crianças, utilizando-se um instrumento fundamentado na Classiicação Internacional de Funcionalidade (CIF). Os resultados obtidos revelaram importantes limitações relacionadas principalmente às atividades de mobilidade e autocuidado das crianças com GMFCS II e III; e evidenciaram leve aumento da diiculdade no desempenho quando comparado à capacidade dos participantes. O instrumento fundamentado na CIF revelou-se útil e eicaz para investigar a funcionalidade de crianças com PC do tipo diparesia espástica em idade escolar, pois permitiu avaliar a capacidade e o desempenho e identiicar tanto limitações na realização de atividades pelas crianças, como algumas restrições à sua participação.
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Caracterização de aspectos fonoaudiológicos segundo as categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para Crianças e Jovens (CIF-CJ)

Caracterização de aspectos fonoaudiológicos segundo as categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para Crianças e Jovens (CIF-CJ)

Objetivo: Caracterizar o desempenho em aspectos fonoaudiológicos de pacientes ambulatoriais segundo as categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para Crianças e Jovens (CIF-CJ). Método: Trata-se de estudo observacional descritivo, baseado em análise retrospectiva de dados secundários coletados em serviço fonoaudiológico ambulatorial da rede pública, com prontuários de pacientes com idades entre 5 e 16 anos avaliados entre 2010 e 2014. Foram analisados elementos dos relatórios de anamnese e avaliação, sendo identificadas categorias da CIF-CJ referentes aos componentes Funções do Corpo, Atividades e Participação e Fatores Ambientais. As categorias presentes foram definidas como as variáveis do estudo. Todas foram armazenadas como variáveis categóricas, sendo realizada análise descritiva por meio da distribuição de frequências. Resultados: Foram incluídos 180 prontuários e das 168 categorias pré-selecionadas, 65 foram identificadas. Para as Funções do Corpo, 13 itens foram verificados, sendo a categoria com mais frequência referida em que se observa deficiência a funções mentais da linguagem. Para as 34 categorias identificadas pertencentes às Atividades e Participação, as mais frequentemente apontadas como dificuldade foram: aprender a ler – desempenho e realização das tarefas domésticas – desempenho. Das 18 categorias dos Fatores Ambientais, a descrita na maior parte dos relatórios como Barreira foi a atitudes individuais de conhecidos, pares, colegas, vizinhos e membros da comunidade. Conclusão: Foram verificadas alterações em categorias dos três componentes da CIF-CJ analisados, indicando a existência de questões que afetaram o desempenho funcional em aspectos fonoaudiológicos de crianças e jovens atendidos em ambiente ambulatorial.
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O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para acompanhamento de pacientes usuários de Implante Coclear.

O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para acompanhamento de pacientes usuários de Implante Coclear.

Foi encontrado que a maioria das crianças usuárias de IC participantes do estudo não apresentava deficiência nas Funções do Corpo relacionadas com as habilidades auditivas e de lingua- gem, sendo apenas relatada deficiência em relação ao desenvol- vimento das habilidades de leitura e escrita. O mesmo ocorreu no domínio Atividades e Participação, sendo que muitas crianças apresentaram dificuldades no desempenho escolar avaliado pelos dados dos prontuários. Quanto aos Fatores Ambientais, o ruído e a não disponibilidade de recursos tecnológicos para auxiliar na compreensão auditiva no ruído, como o sistema FM, foram caracterizados como barreira para a maioria da população. Dessa forma, a CIF-CJ auxiliou a ampliar a visão sobre o desenvolvimento da criança usuária de IC. O uso dessa ferramenta, que enfatiza o papel dos fatores contextuais para o bem-estar do indivíduo, pode ajudar o profissional, tanto do serviço de IC, quanto o terapeuta, no planejamento terapêuti- co (19) e na escolha de instrumentos de avaliação (20) .
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Funcionalidade e incapacidade : aspectos conceptuais, estruturais e de aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

Funcionalidade e incapacidade : aspectos conceptuais, estruturais e de aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

Formalmente é só na área da educação que a CIF em Portugal tem tido aplicabilidade. De facto, com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº3/2008, ficou definido que os apoios especializados visando a criação de condições para a adequação do processo educacional às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação, fossem aferidos através da checklist da classificação. Daqui resulta, que o Plano Educativo Individual, tem por base os dados que constam no relatório técnico-pedagógico, oferecidos pela avaliação especializada e multidisciplinar, realizada com referência à CIF, para crianças e jovens.
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A aplicabilidade da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

A aplicabilidade da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

108 Candeias et al., 2009b; Maia & Lopes-dos-Santos, 2010; Correia & Lavrador, 2010 b; Ferreira, 2009b; DGIDC, 2010b), aos quais aludimos no Capítulo II. De entre os aspectos que podem ser classificados como positivos e que verificámos no nosso trabalho encontramos, tal como referido por Breia e Micaelo (2008), Ferreira (2009b) bem como no estudo realizado pela DGIDC (2010b), o maior envolvimento e responsabilização dos intervenientes no processo de avaliação com a constituição das equipas multidisciplinares. Verificámos, igualmente, como constatado por Maia e Lopes-dos-Santos (2010), que estas equipas deverão partilhar a responsabilidade de avaliar, determinar os objectivos de intervenção e acompanhar a sua implementação através do PEI. Candeias e colaboradores (2009b) referem nas suas conclusões a ideia de que a linguagem da CIF-CJ é unificadora e padronizada de forma a facilitar o trabalho dos diversos intervenientes no processo de avaliação. Também Vale (2009) nos apresenta esta ideia de que a CIF possibilita uma linguagem específica que a torna acessível aos mais diversos técnicos e Profissionais da Saúde e da Educação que estão ligados ao processo de avaliação de crianças/jovens, ajudando assim a ultrapassar as habituais dificuldades não só de comunicação como de articulação entre os intervenientes neste processo. No entanto, outros estudos (Breia & Micaelo, 2008; DGIDC, 2010b), nos quais incluímos o nosso trabalho empírico, mostram que os Profissionais de Saúde e da Educação encontram, na prática, barreiras à utilização desta linguagem, considerando o desconhecimento de muitos profissionais e a escassez de documentos de trabalho que utilizem a linguagem da CIF-CJ.
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Funcionalidade e incapacidade: aspectos conceptuais, estruturais e de aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

Funcionalidade e incapacidade: aspectos conceptuais, estruturais e de aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

Formalmente é só na área da educação que a CIF em Portugal tem tido aplicabilidade. De facto, com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº3/2008, ficou definido que os apoios especializados visando a criação de condições para a adequação do processo educacional às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação, fossem aferidos através da checklist da classificação. Daqui resulta, que o Plano Educativo Individual, tem por base os dados que constam no relatório técnico-pedagógico, oferecidos pela avaliação especializada e multidisciplinar, realizada com referência à CIF, para crianças e jovens.
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A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde : um modelo multidimensional e multideterminado da funcionalidade em idosos assistidos na Rede

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde : um modelo multidimensional e multideterminado da funcionalidade em idosos assistidos na Rede

As conquistas tecnológicas das ciências da saúde aumentaram no último século em alguns países, 30 anos à esperança de vida (CDCP, 2011), fazendo com que a atuação da Saúde Pública do século passado, consubstanciada pela definição de ser a ciência e a arte da prevenção da doença e da promoção da saúde, passasse a ter um quadro de referência e uma ação mais alargados. Riegelman & Kirkwood, 2014, advogam-lhe para este início de século uma definição mais abrangente que inclua um espectro alargado da perspetiva populacional: “the totality of all evidence-based public and private efforts that preserve and promote health and prevent disease, disability and death”. Esta definição aumenta o âmbito tradicional da Saúde Pública ao incluir uma avaliação ampla dos determinantes ambientais, sociais e económicos, mas também ao incluir uma avaliação das intervenções relacionadas com a saúde, onde se incluem a estrutura e o funcionamentos dos sistemas de cuidados, ou a equidade da sua distribuição, e também o papel das políticas públicas (Riegelman & Kirkwood, 2014).
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Atividades e participação de crianças com Paralisia Cerebral conforme a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde.

Atividades e participação de crianças com Paralisia Cerebral conforme a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde.

As auto-transferências são aquisições que as crianças com PC não realizam com muita facilidade. Cerca de 78,1% (n=25) apresentou incapacidade para transferir-se de uma posição a outra, a partir da posição sentada e 75% (n=24) dos casos a partir da posição deitada. Na avaliação quanto à capacidade para transportar, mover e manusear objetos verificou-se que 43,7% (n=14) dos casos não expressaram dificuldades para transportar objetos nas mãos. Esses dados coincidiram com os casos mais leves de PC, nas quais 25% (n=8) tinham dificuldades leves, 21,8% (n=7) moderadas e 9,3% (n=3) graves. Nos casos moderados e graves, as crianças foram capazes de transportar e mover objetos, apenas quando eram transportadas no colo, ou seja, dependiam do auxílio de outra pessoa para desempenhar o teste.
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CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE – UMA DIMENSÃO DO NEURODESENVOLVIMENTO

CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE – UMA DIMENSÃO DO NEURODESENVOLVIMENTO

O movimento eugénico decorrente do trabalho de Sir Francis Galton, intitulado “Hereditary Genius” no final do séc. XIX, teve recetividade na comunidade científica e sociedade, atendendo à miscelinização entre incapacidade intelectual e indigência e os testes psicológicos de “mensuração” da cognição serviram, em certa medida, para fundamentar a segregação e institucionalização. (117). É no séc. XX que, por necessidade de recrutamento de jovens mancebos para integrar as fileiras dos exércitos do primeiro grande conflito mundial, são criados instrumentos de avaliação mais precisos, os denominados testes psicológicos, progressivamente aperfeiçoados e utilizados em numerosas áreas que vão da educação e ensino (caracterização das dificuldades de aprendizagem experimentadas por muitas crianças e jovens) à investigação em áreas de que são exemplo as neurociências. Contestados veementemente por uns pelo seu pendor de estratificação social e por outros pela inadequacidade da sua finalidade, são ainda hoje utilizados face à ausência de instrumentos alternativos mais fidedignos e com a mesma finalidade (116).
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Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e afasia: um estudo da participação social.

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e afasia: um estudo da participação social.

Objetivo: Este estudo identifica e analisa o impacto das afasias na participação social e nas atividades cotidianas das pessoas por elas acometidas, bem como visa conhecer as implicações dos fatores ambientais nas limitações e restrições da participação, segundo os critérios estabelecidos pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Método: São apresentados e discutidos dados de 12 pessoas de ambos os sexos com afasia que participavam de um Grupo Interdisciplinar de Convivência. Os dados foram coletados entre outubro de 2011 e março de 2013 e analisados com base na check list da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Resultado: Todos os sujeitos apresentaram restrições no desempenho e para a participação em suas atividades cotidianas, seja por determinantes biológicos, ambientais ou socioculturais. Conclusão: A restrição na participação foi a mais evidente, decorrente mais dos fatores ambientais do que das sequelas advindas das lesões cerebrais.
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Funcionalidade e incapacidade humana: explorando o escopo da classificação internacional da Organização Mundial da Saúde.

Funcionalidade e incapacidade humana: explorando o escopo da classificação internacional da Organização Mundial da Saúde.

A produção teórica sobre incapacidade se apresenta dicotomizada nas perspectivas médica e social. O mo- delo biomédico foca a deficiência, doença ou anorma- lidade corporal e como esses fatores produzem incapa- cidade. A abordagem social sugere que o significado de deficiência e incapacidade emerge de contextos sociais e culturais específicos. A OMS criou a Classificação In- ternacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), que traz um sistema de classificação e modelo teórico baseados na junção dos modelos médico e so- cial e usa uma abordagem biopsicossocial para inte- grar as dimensões da saúde. Apesar da importância e atualidade da CIF, alguns conceitos foram pouco de- talhados e justificados, podendo ocasionar interpre- tações distintas. Propõe-se com este ensaio descrever o modelo da CIF e analisar o alcance da teoria biopsi- cossocial para explorar a natureza relacional das cate- gorias deficiência e incapacidade, bem como o caráter universal da proposta da OMS. Um dos aspectos mais positivos da CIF é trazer à baila a natureza interativa da incapacidade e a divisão do fenômeno em três di- mensões, mostrando o grau de complexidade do pro- cesso de funcionalidade e incapacidade humana.
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A experiência brasileira com o core set da classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde para lombalgia.

A experiência brasileira com o core set da classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde para lombalgia.

Objetivo: Validar empiricamente o core set da CIF para lombalgia e descrever a funcionalidade de uma amostra de pacientes com lombalgia mecânica crônica inespecífica. Métodos: Vinte e nove pacientes de um centro de reabilitação foram avaliados por meio do core set da CIF para lombalgia e pelo questionário de Roland Morris (QRM) e SF-36. Resultados: Todas as categorias de estruturas do corpo do core set se mostraram comprometidas em ao menos 80% dos pacientes, sendo consideradas validadas. Entre as 19 categorias de Funções do corpo, apenas quatro estavam comprometidas em menos que 80% dos pacientes, sendo consideradas não- validadas, o mesmo foi observado para cinco das 29 de Atividades e participações e cinco das 25 categorias de Fatores ambientais. Conclusões: As categorias selecionadas para o core set da CIF para lombalgia foram consideradas empiricamente validadas e em conjunto permitiram descrever a multiplicidade de repercussões dessa condição de saúde sobre a funcionalidade das pessoas. O core set da CIF serve para guiar a intervenção terapêutica interdisciplinar.
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A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: uma revisão sistemática de estudos observacionais.

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: uma revisão sistemática de estudos observacionais.

A concepção de um modelo de relação causal linear (no qual o dano a uma estrutura ou função corporal leva a uma incapacidade e esta determina uma desvantagem para a realização dos papéis sociais) começou a sofrer críticas e questionamentos. Dentre esses estava a progressão ixa de uma sequência de eventos baseada em acometimentos clínicos. Diante da necessidade de adequação do modelo, diversos centros colaboradores da OMS, em conjunto com organizações governamentais e não governamentais, incluindo grupos de pessoas portadoras de necessidades especiais, se engajaram para revisar a CIDID. Como resultado, em 2001 a OMS aprovou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) 4 .
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Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde: utilização no cuidado de enfermagem a pessoas idosas.

Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde: utilização no cuidado de enfermagem a pessoas idosas.

Com a CIF os enfermeiros podem avaliar cada pessoa ido- sa, identificando as necessidades básicas afetadas e elaboran- do/programando o plano de cuidado, com vistas à manuten- ção do envelhecimento ativo. A CIF pode confirmar/validar essa avaliação, além de torná-la uma linguagem universal aos enfermeiros que atuam no cuidado ao idoso e aos demais profissionais da área da saúde pois ela tem como objetivo agrupar aspectos semelhantes da funcionalidade humana, organizá-los numa estrutura lógica e defini-los de forma que os termos usados nessa classificação sejam equivalentes no âmbito internacional (4) .
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Avaliação da funcionalidade de atletas de basquete sobre rodas com lesão medular na perspectiva da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

Avaliação da funcionalidade de atletas de basquete sobre rodas com lesão medular na perspectiva da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

A CIF permitiu avaliar as percepções do indivíduo com lesão medular, praticante do basquete sobre rodas, a respeito de vários aspectos da sua vida, e não somente referente a aspectos físicos da lesão, com informações sobre a deficiência que se estende de modo a obter informações sobre as habilidades funcionais em diferentes domínios. Uma vez que poucos estudos são encontrados com lesão medular utilizando a CIF, este foi realizado para verificar a funcionalidade ou incapacidade, levando em conta as funções e estruturas do corpo, relacionando com atividades e participação, abordando também fatores ambientais que interferem na vida desse indivíduo. Assim, a discussão dos resultados foi realizada envolvendo outras publicações relacionadas com a qualidade de vida e complicações em indivíduos com lesão medular.
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Reflexões sobre a versão em Português da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde.

Reflexões sobre a versão em Português da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde.

na ICIDH, isto é, com base em estatísticas de nor- malidade e em curvas de variação sobre os pa- drões corporais, acreditava-se que a controvérsia sobre os dois conceitos seria atenuada, o que de fato não ocorreu. A demanda do modelo social da deficiência era por descrever as lesões como uma variável neutra da diversidade corporal hu- mana, entendendo o corpo como um conceito representativo da biologia humana. O sistema proposto pela ICIDH classificava a diversida- de corporal como conseqüência de doenças ou anormalidades, além de considerar que as des- vantagens eram causadas pela incapacidade do indivíduo com lesões de se adaptar à vida social.
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Declínio funcional de idosa institucionalizada: aplicabilidade do modelo da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde.

Declínio funcional de idosa institucionalizada: aplicabilidade do modelo da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde.

residente em instituição de longa permanência (ILPI), descrevendo a influência das condições contextuais (socioeconômicas e familiares) em sua saúde, bem como discutir a provável relação entre os eventos e seu declínio funcional utilizando o modelo conceitual da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A CIF foi elaborada pela Organização Mundial de Saúde para atender a diferentes setores e estabelecer uma linguagem comum na descrição da saúde, permitindo uma abrangência multidimensional dos fatores direta e indiretamente relacionados ao quadro clínico-funcional, bem como intervenções de caráter interprofissional na clínica ou no ambiente institucional. A paciente passou por diferentes momentos na ILP e foi a óbito após 12 meses. A discussão do caso permite planejar melhores estratégias para lidar com os eventos adversos à saúde que podem ocorrer nesse contexto.
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