Top PDF Avaliação neuropsicológica em crianças e adolescentes com infecção por HIV e AIDS

Avaliação neuropsicológica em crianças e adolescentes com infecção por HIV e AIDS

Avaliação neuropsicológica em crianças e adolescentes com infecção por HIV e AIDS

A Aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo vírus de imunodeficiência humana (HIV) e acomete o sistema nervoso podendo causar comprometimento neurocognitivo. As crianças e adolescentes estão em maior risco de desenvolver problemas neurocognitivos em comparação com os adultos, visto que o vírus invade um sistema nervoso imaturo e em desenvolvimento. Uma bateria de 12 tarefas neuropsicológica foi padronizada, normatizada e aplicada em 3 grupos: a) grupo clínico 1 - composto por 14 pacientes com HIV; b) grupo clínico 2 - composto por 32 pacientes com AIDS e c) grupo controle - composto por 362 sujeitos sem a doença, semelhantes quanto a idade, sexo e escolaridade. O principal objetivo do presente trabalho foi comparar o desempenho dos 2 grupos clínicos (HIV e AIDS) com o desempenho do grupo controle nas 12 tarefas selecionadas para o estudo. Os objetivos específicos foram: a) verificar se nos grupos clínicos ocorre um comprometimento maior nas tarefas de velocidade de processamento de informação e funções executivas em relação às funções lingüísticas e de inteligência e b) verificar a associação entre desempenho neuropsicológico e evolução da doença. Os resultados foram apresentados em 2 momentos. No primeiro momento foram feitas comparações entre os três grupos com o teste estátistico de kruskall-Waliis e em seguida comparações post-hoc com o teste estatístico de Mann-Whitney. No segundo momento foram realizadas análises ROC, mostrando as tarefas que melhor discriminam as crianças e adolescentes do grupo HIV e AIDS dos controles. Os principais resultados encontrados foram 1) o grupo HIV e AIDS tem pior desempenho que os controles nas tarefas neuropsicológicas; 2) não foram encontradas diferenças significativas de inteligência e fluência verbalentre os grupos; 3) o grupo HIV encontra-se numa posição intermediaria entre o grupo de controles e AIDS e 4) os testes de velocidade de processamento de informação e de funções executivas, foram os que apresentaram maior acurácia na discriminação dos grupos controles e clínicos ( HIV e AIDS) em torno de mais de 70%. O estudo permite concluir que as crianças em estado mais avançado da doença apresentam maiores comprometimentos cognitivos.
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Crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids e suas famílias: aspectos psicossociais e enfrentamento.

Crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids e suas famílias: aspectos psicossociais e enfrentamento.

O฀ presente฀ estudo฀ teve฀ como฀ objetivos:฀ (1)฀ descrever฀ aspectos฀ sociodemográficos,฀ médico-clínicos฀ e฀ da฀ orga- nização฀ familiar฀ de฀ crianças฀ e฀ adolescentes฀ soropositivos฀ infectados฀pela฀transmissão฀vertical,฀a฀partir฀de฀relatos฀verbais฀ de฀ seus฀ cuidadores฀ primários;฀ (2)฀ descrever฀ dificuldades฀ e฀ estressores฀ percebidos฀ pelos฀ cuidadores฀ sobre฀ aspectos฀ psicossociais฀e฀do฀tratamento฀para฀o฀HIV฀de฀crianças/adoles- centes฀soropositivos;฀(3)฀identificar฀e฀analisar฀estratégias฀de฀ enfrentamento฀utilizadas฀pelos฀cuidadores฀para฀lidar฀com฀es- tressores฀relativos฀à฀soropositividade฀da฀criança/adolescente.฀ A฀relevância฀da฀pesquisa฀justifica-se฀em฀face฀da฀necessidade฀ de฀se฀conhecer฀melhor฀os฀aspectos฀psicológicos฀e฀sociais฀que฀ afetam฀esse฀segmento฀de฀pessoas฀soropositivas,฀para฀a฀estru- turação฀de฀modelo฀de฀atendimento฀psicossocial฀direcionado฀ a฀cuidadores/familiares฀e฀crianças/adolescentes,฀visando฀a฀ atenção฀integral฀e฀interdisciplinar฀em฀HIV/aids.
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Crianças e adolescentes com HIV/Aids: revisão de estudos sobre revelação do diagnóstico, adesão e estigma.

Crianças e adolescentes com HIV/Aids: revisão de estudos sobre revelação do diagnóstico, adesão e estigma.

Pesquisas têm apontado as vantagens da revelação do diagnóstico para crianças e adolescentes com HIV/Aids, mas os cuidadores têm adiado essa decisão independente das recomendações das equipes de saúde. A não-revelação, por outro lado, parece trazer consequências negativas. A ex- periência de atendimento a essa clientela e os resultados de estudos sobre o tema indicam que não há associação entre conhecimento do diagnóstico e ocorrência de problemas de ajustamento psicossocial. Dessa forma, a revelação do diag- nóstico, conduzida de forma adequada e planejada, pode favorecer a adaptação de crianças e adolescentes à soropo- sitividade, propiciando que estes desenvolvam habilidades de enfrentamento para lidar com essa condição. Ademais, a partir do momento que têm informações corretas e realistas sobre a enfermidade, esses pacientes podem participar efeti- vamente do seu próprio tratamento e compreender a impor- tância de aderir adequadamente à medicação.
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Avaliação do potencial evocado auditivo de longa latência (p300) na infecção pelo HIV em crianças e adolescentes

Avaliação do potencial evocado auditivo de longa latência (p300) na infecção pelo HIV em crianças e adolescentes

Neste estudo, crianças infectadas pelo HIV em uso regular de HAART foram pareadas e comparadas com um grupo de crianças sem HIV e com rendimento escolar adequado quanto ao desempenho no teste P300 (tabela 1, gráficos 1 e 2). O número de participantes por faixa etária seguiu o cálculo do tamanho amostral que foi suficiente e bastante expressivo quando comparado com estudos da cognição na população pediátrica, cujas amostras eram compostas de oito a no máximo 25 crianças infectadas pelo HIV sem grupo controle pareado. (BLANCHETTE et al, 2001; FUNDARÒ et al, 1998; MATAS et al 2006). A inclusão de grupo controle pareado por sexo e idade permitiu, neste estudo, comparações e conclusões mais seguras sobre a influência da infecção pelo HIV tratada com HAART no desenvolvimento cognitivo infantil.
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Entrevista com os familiares: um instrumento fundamental no planejamento da revelação diagnóstica do HIV/Aids para crianças e adolescentes.

Entrevista com os familiares: um instrumento fundamental no planejamento da revelação diagnóstica do HIV/Aids para crianças e adolescentes.

Abstract The scope of this study was to present the participation of caregivers in creating strate- gies for disclosure of their condition to HIV-pos- itive children, as well as discussing the interven- tions that might contribute to overcoming the difficulties that commonly prevent family mem- bers from accepting this process. The participants included 23 caregivers of 18 patients referred for diagnosis disclosure, monitored at two pediatric AIDS units in the municipality of São Paulo, Brazil. This is a qualitative study and data were collect- ed through semi-structured interviews. The re- sults showed that legitimating reasons why care- givers are reluctant to disclose the diagnosis to the children, as well as their motivations, are in- terventions that contribute to reduce resistance, facilitating the acceptance of disclosure. The col- laboration of caregivers has provided valuable insights for conducting the work, and has enabled the establishment of a receptive and supportive relationship minimizing inhibitions that could be harmful to the continuity of the process. Key words Acquired Immunodeficiency Syndro- me, HIV, Child, Adolescent, Caregivers, Disclo- sure
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Ética na pesquisa com adolescentes que vivem com HIV/Aids.

Ética na pesquisa com adolescentes que vivem com HIV/Aids.

Contudo, no desenvolvimento da etapa quan- itaiva, os adolescentes apresentaram imidez quando quesionados sobre os aspectos compor- tamentais, sexuais e de conhecimento da doença, porque temiam a revelação de suas respostas aos seus responsáveis. Diante disso, os paricipantes foram esclarecidos sobre o sigilo e a conidenciali- dade que o estudo manteria quanto às informações coletadas. Na pesquisa qualitaiva, observou-se a diiculdade de expressão dos adolescentes acerca de suas vivências com a infecção, pois muitas vezes ela é velada em suas relações familiares e sociais, em razão da esigmaização de que podem ser víi- mas. O medo de falar sobre a doença concreiza-se na não explicitação da infecção com a inalidade de ocultá-la das pessoas fora de seu convívio. Esse aspecto reforça ainda mais o imperaivo da coni- dencialidade, à qual todo paricipante de pesquisa tem direito. No entanto, essa diiculdade de expres- são foi superada mediante o apoio da equipe do serviço de saúde e dos pares na dinâmica de grupo. Havendo conidencialidade e respeito entre ado- lescente e pesquisador, podem emergir assuntos fundamentais para muitas pesquisas. A conidencia- lidade é um dos pilares básicos para a construção da relação terapêuica ou de pesquisa com qualquer pessoa, especialmente com os adolescentes 22 .
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Elementos de vulnerabilidade individual de adolescentes ao HIV/AIDS.

Elementos de vulnerabilidade individual de adolescentes ao HIV/AIDS.

A adolescência é caracterizada pela experimentação e descoberta, pelo desenvolvimento da autonomia e pela sexualidade. O objetivo desse estudo foi identificar as evidências científicas da literatura sobre os elementos da dimensão individual da vulnerabilidade de adolescentes ao HIV/AIDS. Através da revisão sistemática integrativa, em bases e bancos de dados eletrônicos (Cinahl PubMed, Scopus, LILACS, Adolec, Dedalus, BDTD e Portal de Teses da Universidade de São Paulo) rastrearam-se trabalhos publicados entre 1996 e 2006. Compuseram a amostra final 41 estudos. O elemento da vulnerabilidade individual mais freqUente nos estudos foi o grau e qualidade do conhecimento sobre HIV/AIDS. A revisão permitiu identificar evidências científicas da vulnerabilidade individual relevantes para o planejamento das ações de prevenção à infecção pelo HIV em adolescentes.
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Avaliação da saúde auditiva em crianças com HIV/AIDS.

Avaliação da saúde auditiva em crianças com HIV/AIDS.

Objetivo: Avaliar a audição de crianças com HIV/AIDS e analisar os resultados dessa avaliação, associando-os à faixa etária e ao tempo de diagnóstico. Métodos: Caracteriza-se por ser um estudo descritivo e transversal. Foram incluídas 23 crianças com HIV/AIDS, em acompa- nhamento em dois serviços de atendimento especializado (SAE), em João Pessoa (PB). As crianças foram submetidas à avaliação audiológica básica (audiometria e imitanciometria) e os achados foram analisados com o uso de estatística descritiva. Resultados: No exame audiomé- trico, observou-se 39 orelhas alteradas, apresentando maior ocorrência para perda discreta. Na avaliação imitanciométrica, predominou a curva do tipo B, seguida da curva A, As e C, respectivamente. Ao associar os tipos de perdas auditivas à faixa etária e ao tempo de diagnóstico do HIV, obteve-se diferença (p<0,001) para ambas as variáveis. Conclu- são: Crianças portadoras de HIV/AIDS apresentam perda auditiva e existe associação com a idade e com o tempo de infecção. Evidencia-se a necessidade de realizar um trabalho educativo junto aos familiares e à própria criança com HIV, acerca de medidas que podem ser adotadas para preservar, ao máximo, a saúde auditiva.
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Atenção à saúde de criança e adolescente com HIV: comparação entre serviços.

Atenção à saúde de criança e adolescente com HIV: comparação entre serviços.

Para a integração dos serviços, tem-se como pré-requisito a formação dos profissionais da APS (por meio de cursos de cur- ta duração, educação continuada), objetivando um modelo de cuidado colaborativo de maneira a fornecer formação e apoio continuados. Além disso, a integração requer o fortalecimento da capacidade de comunicação entre os serviços, a definição e atribuição clara das ações de cada serviço, a colaboração com outros setores governamentais não relacionados com a saúde, o comprometimento por parte do governo em relação a uma po- lítica e legislação formais que legitimem as ações de integração dos serviços e cuidados à infecção e o empenho em longo prazo. Ressalta-se, que neste estudo, os atributos foram avaliados por meio da experiência dos usuários (familiares/cuidadores), os quais tendem a apresentar uma visão mais crítica dos serviços de saúde, evidenciando a necessidade de inclusão de outros atores sociais. Além disso, apresenta-se como limitação o tama- nho da população do estudo, o qual, por ter sido realizado com a população que estava vinculada ao serviço especializado, acaba por excluir outras crianças e adolescentes com HIV que fazem acompanhamento em outros serviços, o que influenciou estaticamente na chance de associação para a comparação entre os serviços. É preciso destacar que os resultados são restritos a um único município, portanto a generalização dos dados deve ser feita com cautela. Todavia, a carência de estudos nacionais sobre o tema aponta para a relevância de avaliações similares que podem servir de subsídio para o aprimoramento das ações e políticas públicas por meio da sua discussão com os usuá- rios, profissionais e gestores, servindo como uma ferramenta de orientação para implementações no sistema de saúde.
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Perda auditiva em crianças com HIV/AIDS.

Perda auditiva em crianças com HIV/AIDS.

A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, conhecido pela sigla originada do inglês HIV (Human Immunodeficiency Virus), causa a síndrome da imunodefi- ciência adquirida (SIDA), conhecida na língua inglesa como AIDS (Acquired Immunodeficiency Syndrome). A doença afeta diretamente o sistema imunológico do indivíduo, atingindo os linfócitos T auxiliares e levando à imunodepressão, o que permite o aparecimento de doenças oportunistas. Dessa forma, o portador do HIV pode sofrer por males como: hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e neoplasias (linfomas), manifestadas por febre prolongada, emagreci- mento acentuado, astenia, anorexia, poliadinopatias em várias áreas do corpo, sudoreses noturnas, tosse com expectoração e diarreias constantes (1) .
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Conhecimento, percepções e práticas relacionadas ao hiv/aids entre adolescentes da cidade de Vespasiano/MG

Conhecimento, percepções e práticas relacionadas ao hiv/aids entre adolescentes da cidade de Vespasiano/MG

Objetivos: Relacionar o conhecimento sobre o HIV/Aids ao comportamento sexual adotado pelos adolescentes da cidade de Vespasiano/MG. Métodos: Foi utilizado delineamento transversal com amostra aleatória e representativa de 1.158 adolescentes com idade entre 14 a 19 anos, matriculados em nove escolas públicas. Os sujeitos responderam a questionários estruturados e auto-aplicáveis. A análise dos dados envolveu estatística descritiva, testes de hipóteses (Qui-quadrado, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, Kendal e Teste Exato de Fisher). Foi significativa a diferença a entre idade da primeira relação sexual de rapazes (14,4 ± 1,8) e moças (15,1 ± 1,2), assim como a frequência de rapazes que já iniciaram a atividade sexual (60,1% dos rapazes e 40,5% das moças, respectivamente). Adolescentes do sexo masculino apresentaram maior adesão ao preservativo nas relações sexuais dos últimos seis meses. Escolaridade e classe econômica não se associaram a idade da primeira relação sexual e uso do preservativo. Indivíduos mais jovens (14 à 15 anos) apresentaram maior adesão a camisinha que os de idade superior (18 à 19 anos). Houve associação estatística entre o uso do preservativo na primeira relação sexual e a maior frequência de uso nas relações dos últimos seis meses. Conhecer o parceiro sexual reduziu a percepção do próprio risco relacionado às DST/Aids. Não houve associação estatística entre o conhecimento sobre HIV/Aids e o uso de preservativo, multiplicidade de parceiros e percepção do próprio risco para a infecção. Conclusões: O conhecimento não influenciou práticas sexuais
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Crescendo com HIV/AIDS: estudo com adolescentes portadoras de HIV/AIDS e suas cuidadoras-familiares.

Crescendo com HIV/AIDS: estudo com adolescentes portadoras de HIV/AIDS e suas cuidadoras-familiares.

Com relação à abordagem de outros assuntos como exposição a doenças e gestação na adolescência, duas cuidadoras manifestaram conhecimentos adquiridos a partir de suas experiências de vida, reforçando a preocupação com as adolescentes no sentido de conscientizá-las dos problemas que podem surgir por ocasião da gestação na adolescência ou da exposição a doenças sexualmente transmissíveis. [...] o que a cabeça faz o corpo paga e menor de idade com filho, uma criança tomar conta de outra criança, a responsabilidade é grande. Eu passei por isso, sei o que é isso e eu não tinha como evitar a gravidez (Cuidadora 1). Conversei sobre o uso da camisinha, mas comprimido não. Porque se ela usar uma camisinha não tem perigo (de infecção de outras doenças), porque usa a feminina. O que eu sei, o que eu aprendi, eu falo pra ela (Cuidadora 3) .
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Competência avaliativa do enfermeiro para o reconhecimento e enfrentamento das necessidades...

Competência avaliativa do enfermeiro para o reconhecimento e enfrentamento das necessidades...

O conteúdo dos grupos focais foram norteadores dos treinamentos realizados com os professores a serem envolvidos nas ações de educação à saúde. O protocolo referiu sobre a desigualdade social e de gênero como um dos fatores de risco para a infecção para o HIV, mas este não foi um dos temas ressaltados nos grupos focais com os adolescentes (cap. 7, p.19). O desenvolvimento das ações de educação à saúde contava com os profissionais de saúde, professores, funcionários e familiares de crianças e adolescentes matriculados em escolas de ensino fundamental e médio da rede pública de ensino. A expectativa era de atender no primeiro período por volta de 5.000 (cinco mil) estudantes. A distribuição de camisinhas tinha a previsão de oito camisinhas por aluno ao mês, 160.000 (cento e sessenta mil) preservativos ao mês. No histórico de ações de educação à saúde para jovens matriculados em escolas públicas com temáticas voltadas para a sexualidade o documento registrou que existiam programas desenvolvidos desde o ano de 1996. No discurso foi apontado que as ações de educação à saúde e Políticas Públicas comprometidas com o enfrentamento destas questões possibilitariam aos adolescentes uma mudança de vida para a adoção de estilo de vida mais saudável. Esta justificada pela possibilidade de os sujeitos terem a chance de adotar medidas de proteção e autocuidado, uma vez que estariam cientes dos riscos para as doenças sexualmente transmissíveis, assim como para a gravidez na adolescência. Para o desenvolvimento das ações junto às escolas referiu-se que era necessário considerar a realidade de cada uma. Foi registrado que as resistências aos projetos vieram com estas temáticas, na grande maioria, foram da Igreja Católica. Para avançar na implantação do protocolo, os técnicos tiveram que contornar a situação e elaborar justificativas mais técnicas.
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Padrões e tendências de  e sobrevida em crianças com AIDS no Brasil

Padrões e tendências de e sobrevida em crianças com AIDS no Brasil

Uma série de defeitos no sistema imune é responsável pela maior suscetibilidade a doenças bacterianas graves, incluindo defeitos na resposta mediada por células T e células B (anticorpos). Tais mudanças no sistema imune inicialmente se expressam na imunidade humoral com marcada hipergamaglobulinemia policlonal. Essa condição de deficiência da resposta humoral é mais significativa devido à ausência de resposta secundária a antígenos, o que faz com que a resposta primária seja basicamente à custa de IgM. Além disso, evidencia- se insuficiência na conversão de imunoglobulinas IgM para IgG, responsáveis pela resposta específica duradoura. Evolutivamente, a progressão da infecção compromete a imunidade celular, com redução absoluta e percentual de linfócitos T CD4+. De uma forma geral, ainda nos estágios iniciais da infecção as células-alvo principais são os linfócitos T CD4+ de memória. Considerando-se que os recém-nascidos apresentam menor proporção dessa população de células em comparação aos adultos, este fato associa-se também à suscetibilidade a infecções oportunistas nas crianças expostas ao HIV por TV, mesmo com contagens de linfócitos CD4+ superiores às verificadas pelos adultos nas mesmas condições clínicas 111; 148; 149; 150; 151 .
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J. Pediatr. (Rio J.)  vol.82 número6

J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 número6

Finalmente, gostaria de lembrar aos pediatras e infecto- logistas que assistem crianças com infecção pelo HIV/AIDS que o manejo da infecção pelo HIV em crianças no Brasil deve ser norteado pelo Guia de Tratamento Clínico da Infecção pelo HIV em Crianças, elaborado e distribuído pelo Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde. Esse docu- mento é atualizado periodicamente, e sua versão 2006 já está disponível no site do Programa (www.aids.gov.br).

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J. Pediatr. (Rio J.)  vol.82 número4

J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 número4

emergência de mutações de resistência simultaneamente à preservação da função imunológica 4,5 . Há várias questões que tornam o tratamento do HIV mais problemático nas crianças. Entre elas, o momento da infecção por HIV, que ocorre quando o seu sistema imune ainda está em desen- volvimento e portanto mais suscetível aos efeitos negativos da infecção por HIV. A farmacocinética das múltiplas drogas usadas no tratamento de HIV muda à medida que os lactentes se tornam crianças e as crianças se tornam ado- lescentes. Esse fator também é res- ponsável por uma progressão mais rá- pida da doença em pacientes pediátri- cos e pela exigência de tratamentos permanentes durante o crescimento e desenvolvimento normais na infância. A farmacocinética das drogas anti-retrovirais não apenas varia com a idade na faixa pediátrica; parece que as crianças sofrem de toxicidade aumentada, tanto aguda como de longo prazo 6 . Além disso, questões de adesão em bebês, crianças e adolescentes podem afetar a efetividade dos regimes anti-retrovirais, o que exige o desenvolvimento de drogas mais especificamente apropriadas para essa faixa etária, contemplando características como melhor tolerabi- lidade.
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Perfil clínico-laboratorial de crianças vivendo com HIV/AIDS por transmissão vertical em uma cidade do Nordeste brasileiro.

Perfil clínico-laboratorial de crianças vivendo com HIV/AIDS por transmissão vertical em uma cidade do Nordeste brasileiro.

Introdução: A transmissão vertical constitui a principal via de infecção infantil pelo vírus HIV-1 (vírus da imunodeiciência humana). A presente pesquisa tem como objetivo estudar a evolução clínica e laboratorial de crianças vivendo com HIV/AIDS decorrente da transmissão vertical. Métodos: trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, realizado a partir da coleta de dados em prontuário médico de todas as crianças atendidas em um Serviço de Assistência Especializada, no período de janeiro de 1998 a junho de 2006. Resultados: foram avaliadas 80 crianças que preencheram critérios de inclusão. Observou-se que em 56 (70%) crianças, o diagnóstico da infecção pelo HIV na mãe deu-se após o parto e que em 44 (55%) o parto foi via vaginal. Amamentação ao seio materno foi documentada em 56 (70%) crianças e esta variou de um mês até mais de 12 meses. A não utilização ou uso incompleto do Protocolo ACtG 076 foi documentado em 63 (78,5%) casos. Conclusões: Os dados observados em nosso estudo são bastante preocupantes e revelam falha na assistência materno-infantil, especialmente voltada para prevenção da transmissão.
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Composição corporal e lipodistrofia em crianças e adolescentes pré-púberes infectados pelo HIV

Composição corporal e lipodistrofia em crianças e adolescentes pré-púberes infectados pelo HIV

Métodos: Estudo transversal com 40 crianças e adolescentes pré-púberes atendidos no Centro de Atendimento da Disciplina de Infectologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM), de agosto a dezembro de 2008. Coletou-se dados do prontuário referentes à idade, transmissão, profilaxia, classificação clínico - imunológica da doença (CDC,1994) e terapia antiretroviral . Utilizou-se o escore z de índice de massa corpórea (zIMC) e de estatura/idade (zE/I) para classificar o estado nutricional e comprometimento estatural, respectivamente (OMS, 2007). Averiguou-se a composição corporal por meio de DXA e BIA. Utilizou-se equações de BIA para crianças saudáveis (Houtkooper et al.,1992) e para crianças infectadas pelo HIV (Arpadi et al.,1996 e Joffe et al.,2005). Utilizou-se o programa SPSS versão 12.0 para análise estatística.
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Doença periodontal e lesões orais na população HIV/aids do centro de referência, controle e tratamento da polícia militar de Minas Gerais

Doença periodontal e lesões orais na população HIV/aids do centro de referência, controle e tratamento da polícia militar de Minas Gerais

Estamos realizando uma pesquisa, com objetivo de diagnosticar a doença periodontal e lesões de mucosa nos pacientes portadores da infecção HIV/AIDS, que são acompa[r]

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Avaliação neuropsicológica dos transtornos psicológicos na infância: um estudo de revisão.

Avaliação neuropsicológica dos transtornos psicológicos na infância: um estudo de revisão.

2001; Shallice e colaboradores, 2002). Crianças com TDAH têm apresentado baixo desempenho na inibição de resposta, no planejamento de tarefas e na atenção seletiva, e um maior aumento na perseveração de resposta, quando comparadas a grupos controle (Papadopoulos, Panayiotou, Spanoudis & Natsopoulos, 2005; Schulz e colaboradores, 2005). Pesquisas indicaram diferentes direções de desfecho no desempenho cognitivo quando são avaliadas as variáveis (a) subtipos do TDAH: desatento, hiperativo e misto (Hinshaw, Sam, Treuting, Carte & Zupan, 2002; Nigg, Blaskey, Huan-Pollock & Rappley, 2002; Schmitz e colaboradores, 2002); (b) gênero (Seidman e colaboradores, 2005); (c) período do desenvolvimento (Drechsler, Brandeis, Foldenyi, Imhof & Steinhausen, 2005); e (d) presença de comorbidade psiquiátrica (Fischer, Barkley, Smallish & Fletcher, 2005; Oosterlaan, Scheres & Sergeant, Tabela 1 – Descrição da freqüência de artigos por transtorno e por ano na avaliação neuropsicológica infantil
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