Top PDF Avaliação pontual da qualidade de antimaláricos no Sistema Único de Saúde - SUS

Avaliação pontual da qualidade de antimaláricos no Sistema Único de Saúde - SUS

Avaliação pontual da qualidade de antimaláricos no Sistema Único de Saúde - SUS

A malária é a doença parasitária mais devastadora do mundo, com cerca de 300 a 500 milhões de casos resultando em 1 a 3 milhões de mortes anuais. No Brasil, foram relatados ao Ministério da Saúde mais de 540 mil casos da doença em 2006. Entre os maiores problemas relacionados ao tratamento da malária estão o arsenal terapêutico limitado e o aparecimento de resistência aos antimaláricos. A resistência aos antimaláricos pode ser desencadeada por vários fatores, inclusive o uso de medicamentos de má qualidade ou falsos. A qualidade dos medicamentos deve ser continuamente avaliada, principalmente em regiões tropicais como a Amazônica e outras regiões endêmicas. Três estados da Região Norte do Brasil foram escolhidos para a avaliação da qualidade de medicamentos (o almoxarifado estadual e duas localidades em cada estado). Os resultados foram comparados com aqueles apresentados pelo CENADI (Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Insumos), no Rio de Janeiro (área não endêmica). Estes locais foram visitados e fotografados para caracterizar o armazenamento de medicamentos. Amostras contendo comprimidos de difosfato de cloroquina, cloridrato de mefloquina, difosfato de primaquina e sulfato de quinina foram armazenados nas condições ambientais locais por cinco meses. Após este tempo, as amostras foram recolhidas e avaliadas pelo Laboratório de Controle de Qualidade por análises físico-químicas. As amostras foram analisadas segundo métodos das monografias da Farmacopéia Americana 28ª edição e da literatura científica. O armazenamento de medicamentos encontrado na região Norte mostrou-se deficitário e necessita de melhorias. Apenas um almoxarifado estadual apresentou condições apropriadas de armazenagem, porém as amostras não foram analisadas devido a extravio. Os demais almoxarifados estaduais e localidades apresentaram deficiências no armazenamento dos antimaláricos, podendo influir na qualidade destes. As amostras de cloroquina não apresentaram problemas de qualidade. As amostras de primaquina e quinina apresentaram problemas de produção industrial, como variação de peso e de embalagem, sem relação com altas temperaturas e umidade. A porcentagem de cedência de mefloquina da amostra do CENADI apresentou diferença estatisticamente significativa comparada a dos outros locais na Região Norte, causada por problemas de formulação ou mau armazenamento. Um método de cromatografia líquida de alta eficiência para a determinação de cloridrato de mefloquina em comprimidos foi desenvolvido e validado. As condições cromatográficas otimizadas foram: metanol:tampão fosfato monobásico de potássio (0,05 mol/l) (60:40), fluxo 1 ml/min, coluna C 18 250 x 4,6 mm 5 µm, volume de injeção 20 µl, detecção em 283 nm. O
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Qualidade do serviço oftalmológico prestado aos pacientes ambulatoriais do Sistema Único de Saúde - SUS.

Qualidade do serviço oftalmológico prestado aos pacientes ambulatoriais do Sistema Único de Saúde - SUS.

Objetivos: Identificar a percepção da qualidade dos serviços oftalmológicos prestados aos pacientes ambulatoriais do Sistema Único de Saúde - SUS - e detectar quais ações são percebidas como necessárias e prioritárias para melhorar a sua qualidade. Métodos: Foi realizado estudo descritivo quan- titativo de 100 pacientes ambulatoriais do SUS, submetidos a exame oftalmológico na Fundação Hilton Rocha, em Belo Horizonte - MG, no período de 1 de junho a 30 de julho de 2004. Realizaram-se entrevistas pessoais, mediante a aplicação de dois questionários estruturados adap- tados da escala SERVQUAL modificada. Essa escala foi adaptada à realidade da instituição estudada. Resultados: A escala SERVQUAL adaptada foi submetida à validação estatística apresentando adequado índice de consistência interna. Em termos gerais, detectou-se ligeira insatisfação geral com a qualidade do atendimento oftalmológico. Os entrevistados deram maior importância à segurança e à confiabilidade. Detectou-se o maior grau de insatisfação na confiabilidade, principalmente em relação ao cumprimento das atividades nos horários marcados e em relação à execução dos serviços no prazo prometido. Conclusões: A instituição deve planejar e executar ações que levem a melhora geral da satisfação de seus pacientes com a qualidade do serviço recebido, prin- cipalmente no aspecto confiabilidade. A monitorização da qualidade do serviço pelo emprego periódico da escala SERVQUAL permitiria não só planejar estratégias precisas de intervenção de alta efetividade neste e em outros serviços de saúde, como também permitiria monitorizar a resposta a essas ações, contribuindo, dessa forma, para a melhora da qualidade do serviço no sistema como um todo.
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Qualidade do serviço prestado aos pacientes decirurgia cardíaca do Sistema Único de Saúde-SUS.

Qualidade do serviço prestado aos pacientes decirurgia cardíaca do Sistema Único de Saúde-SUS.

Esta escala é aplicada em diferentes setores, com resultados internacionais positivos [3,4,9-13]. A avaliação dos serviços de saúde por meio da escala SERVQUAL está bem documentada na literatura [3,4,12,13]. Para pacientes brasileiros, Brasil [14] avaliou a qualidade percebida em serviços hospitalares diferenciados e Hercos & Berezovsky [15] analisaram a qualidade do serviço oftalmológico prestado aos pacientes ambulatoriais do SUS, realizando a validação da escala utilizada e salientaram a importância de seu uso em outras áreas da saúde. Dias [16] avaliou a qualidade de serviço em consultórios médicos.
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A estreita porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS): uma avaliação do acesso na Estratégia de Saúde da Família.

A estreita porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS): uma avaliação do acesso na Estratégia de Saúde da Família.

organizacional, sóciocultural e econômica. Fez-se uma avaliação de processo com abordagem qualitativa por meio de entrevista aberta, observação direta e análise documental, em Recife, Pernambuco. Os principais problemas foram: deficiente sistema de referência e contra-referência; demora no retorno dos resultados dos exames laboratoriais; excessivo número de famílias por equipe; dificuldades para marcar consultas; despesas com medicamentos. Foram observadas facilidades na relação profissional-usuário, bem como na proximidade geográfica da unidade de saúde. A ESF revelou-se uma estreita porta de entrada do SUS, merecendo um olhar distinto, que adote como ponto de partida as necessidades dos indivíduos demandatários de suas ações, bem como as lógicas que norteiam as ações dos sujeitos envolvidos no cuidado. Palavras-chave: Sistema Único de Saúde (SUS). Acesso e avaliação da qualidade da assistência à saúde. Estratégia de Saúde da Família. Satisfação do usuário. Atenção primária à saúde.
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Direito à saúde: o Sistema Único de Saúde (SUS) está em risco?.

Direito à saúde: o Sistema Único de Saúde (SUS) está em risco?.

O grupo evidenciou a necessidade de um aprofundamento do diálogo com a sociedade, ao mostrar o SUS de qualidade e humanizado. As ações desse eixo dizem respeito à defesa do SUS, utilizando a publicidade positiva. A percepção de que faltam temas mobilizadores para a consolidação do SUS permeou as discussões. Percebeu-se que valores associado ao direito à saúde, assim como algumas experiências e políticas públicas exitosas, precisam ser melhor divulgados, tais como: a) o sentido democrático e de respeito à cidadania do SUS; b) sua viabilidade econômica em contraponto à saúde privada; c) a Estratégia de Saúde da Família e seus resultados; c) a renúncia fiscal ao subsistema privado de saúde e suas implicações negativas para o SUS e a sociedade. Propôs-se, como estratégia de comunicação, o uso das redes sociais e da mídia livre, além da aproximação com determinadas “redes quentes” – movimentos sociais – que estão mais próximas da sociedade. Pensou-se, também, na criação de alguns lemas do SUS, no reforço de sua logomarca, bem como na articulação de uma campanha intitulada: “Eu sou o SUS”.
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Desenvolvimento da especialidade saúde e trabalho, no departamento de enfermagem do Hospital Virtual Brasileiro.

Desenvolvimento da especialidade saúde e trabalho, no departamento de enfermagem do Hospital Virtual Brasileiro.

O objetivo deste estudo é criar uma página na internet, sobre a especialidade Saúde e Trabalho, no Departamento de Enfermagem do Hospital Virtual Brasileiro. A estrutura da página está dividida nos seguintes temas: Sistema Único de Saúde (SUS); SUS x Norma Operacional de Saúde do Trabalhador (NOST); Breve histórico da organização do trabalho; Qualidade de vida; Eventos e links sobre o tema. Foi utilizada a metodologia de navegação e programação HTML (hyper text markup language) para o desenvolvimento das páginas WWW, revisão bibliográfica dos últimos anos, através de bibliotecas e da própria internet; além da revisão por especialistas na área de Saúde e Trabalho.
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Os caminhos da fonoaudiologia no Sistema Único de Saúde - SUS.

Os caminhos da fonoaudiologia no Sistema Único de Saúde - SUS.

Defende-se que os aspectos de fala, da lingua- gem e da audição devem ser considerados atri- butos da saúde uma vez que suas manifestações patológicas abalam a competência e o desem- penho comunicativo verbal e não verbal, intra e interpessoal. Eles geram sofrimento, mesmo não causando dor física, não apresentando sinais e sintomas expressos laboratorialmente, não sendo levados à cura por meio de ingestão de drogas nem levando à morte. Porém, essas manifestações patológicas limitam a capacidade do ser humano criar e transformar o mundo, através do poder da palavra, gerando um enorme impacto na experiên- cia pessoal e comprometendo a qualidade de vida. É necessária uma intervenção voltada para impe- dir e/ou para romper o processo da doença, sendo este o primeiro passo para produzir saúde, global e fonoaudiológica 6 . Como a habilidade comunicativa
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Capital Social e Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

Capital Social e Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

Entretanto, o Brasil precisa trilhar um longo caminho para superar uma configuração de Estado patrimonialista que facilitou a desigualdade, a hetero- geneidade e a estrutura social, e dificultou o acesso a bens de consumo coletivo de responsabilidade estatal, entre eles água potável, moradia, saneamento, energia elétrica, transporte, educação e saúde. Nesse contexto, há muitas distorções no que diz respeito à localização espacial, com grandes diferenças regionais, em que se destacam níveis de pobreza significativos nas regiões Norte/Nordeste e no meio rural, em comparação com outras regiões do país. Todas essas distorções que ainda estão presentes na realidade brasileira devem ser consideradas no acompanhamento da implanta- ção ou da efetivação do CS no SUS, não como fator de desânimo ou de desmobilização, mas como balizador para buscar medidas dinamizadoras em favor de sua qualificação. Daí a hipótese de futuro trabalho, aludin- do para o fato de a eficiência do SUS estar diretamente ligada à qualidade da sociedade, ao acúmulo de capital social em uma determinada comunidade. Esta pesquisa de doutorado foi desenvolvida na área de saúde pública buscando verificar empiricamente a consistência de nossa hipótese teórica. Buscou-se constatar em que medida a tese de Putnam (2005) para o caso italiano pode ser generalizada para o caso brasileiro, especial- mente no Rio Grande do Sul, onde temos uma diferença nas dotações de CS no estado. No norte, colonizado por imigrantes alemães e italianos, houve o predomínio do minifúndio e da mão de obra não escrava. No sul, com menores dotações do CS, tivemos colonização portu- guesa, predominância do latifúndio e da mão de obra escrava, portanto duas configurações diferentes.
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Sistema de Avaliação para a Qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS) :: Brapci ::

Sistema de Avaliação para a Qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS) :: Brapci ::

Ações e iniciativas de monitoramento e avaliação acompanham o desenvolvimento dos sistemas de saúde. O estágio atual de reconhecimento da complexidade da gestão de sistemas e serviços, em particular no caso brasileiro, devido à abrangência, ao volume de serviços e procedimentos e às características das disposições legais relativamente à organização, mostra a necessidade de uma política e de um sistema de monitoramento e avaliação. Em decorrência dessa necessidade, o Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS (DEMAS) da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, vem sistematizando e apresenta a proposta de um “Sistema de Avaliação para a Qualificação do SUS”. O sistema de avaliação do SUS se constitui por um conjunto de programas de avaliação, relativamente independentes, mas relacionados, concatenados e complementares entre si, de modo a formarem um complexo que vise produzir, por meio de avaliações, um conjunto de informações necessárias e estratégicas ao desenvolvimento e qualificação do SUS, quanto ao cumprimento de seus princípios e diretrizes. A apresentação e análise descritiva apresentadas neste artigo incluem os seguintes componentes: o Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde – IDSUS; o Programa Nacional de Avaliação de Serviços de Saúde (PNASS); a Pesquisas nacionais de avaliação do acesso e de satisfação dos usuários; e o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). As iniciativas apresentadas pretendem sinergia entre si e a melhoria da capacidade de gestão no Sistema Único de Saúde (SUS).
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Etno-avaliação da humanização hospitalar pelo usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus mediadores.

Etno-avaliação da humanização hospitalar pelo usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus mediadores.

As entrevistas foram realizadas nas enfermarias, as quais continham até seis leitos, algumas com ar-condicionado e boas condições físicas, enquanto outras apresentavam ven- tilação e iluminação precárias. Parte das entrevistas tam- bém ocorreu em locais próximos às enfermarias (corredo- res, jardins), sempre respeitando a disponibilidade e a pri- vacidade dos informantes. Em duas ocasiões, as entrevis- tas foram efetuadas no domicílio dos entrevistados, em razão de a alta hospitalar não haver sido avisada previa- mente às pesquisadoras. A colocação do microfone próxi- mo à boca do paciente facilitou sua privacidade e garantiu qualidade nas gravações.
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O SUS – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE COMO “WELFARE STATE” BRASILEIRO

O SUS – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE COMO “WELFARE STATE” BRASILEIRO

O desafio mais persistente para a implementação do SUS passa a ser a integralidade, como forma de evitar que o sistema de saúde pública constitua-se de programas focais voltados aos menos favorecidos. Cabe reavaliar que a proposta oficial avançou com a estratégia Saúde da Família, contudo, a própria organização desse programa de saúde, para funcionar, necessitava da contratação de profissionais cujas categorias nem eram regulamentas ainda como as de auxiliar e técnico de saneamento, agente de vigilância sanitária, agentes de saúde. Essa situação foi agravada pelo processo de admissão desses trabalhadores, que seguiu o viés da precarização e da terceirização, não viabilizando a qualidade e humanização dos serviços de saúde a serem prestados. O setor de saúde, apesar do compromisso com os ideais integralizadores da Reforma Sanitária, ao implementar as políticas de modo fragmentado, perpetua a falta de integração entre os conteúdos propostos enquanto nega os saberes, desejos e experiências acumulados dos usuários. A política de saúde vincula- se aos processos econômicos, políticos, culturais e ideológicos, e a sua constituição enquanto prática social relaciona-se ao modo de desenvolvimento social do País.
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A “diferença de classe” no Sistema Único de Saúde (SUS): o que está em risco?

A “diferença de classe” no Sistema Único de Saúde (SUS): o que está em risco?

Sob um aspecto subjetivo, o conceito de saúde reflete os padrões culturais dos indivíduos, existindo culturas primitivas onde a dor é sinônimo de enfermidade (“sem dor, sem doença” 3 ) enquanto quaisquer anomalias congênitas ou adquiridas são consideradas naturais (saúde). Absorve-se desta perspectiva uma conclusão: cada período histórico e cada sociedade privilegiará sua própria concepção de saúde. Nesta ordem, determinada comunidade, conforme critérios e valores estabelecidos em sua cultura, religião e necessidades, tratará de ditar sua percepção de saúde. Na passagem do século XVIII para o XIX, ter-se-ia estatuído, nas palavras de Michel Foucault, o “umbral da modernidade biológica”, momento em que “a vida biológica e a saúde da nação tornaram-se alvos fundamentais de um poder sobre a vida, num processo denominado de ‘estatização do biológico’” (ORTEGA, 2004, p. 16). Segundo esta visão biopolítica 4 de Foucault, se daria demasiada ênfase à qualidade biológica da população, de modo a se fortalecer o Estado nacional, a burguesia e um sistema médico-jurídico que pretende, em verdade, a normalização social.
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O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL PRINCESA ISABEL – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL PRINCESA ISABEL – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

quando a avaliação abrange uma lição ou tópico concreto (curto prazo), diz-se que tem sobre o estudante o efeito de reativar ou consolidar sua memória, centrar a atenção sobre aspectos importantes do conteúdo, estimular as estratégias de aprendizagem, proporcionar-lhe oportunidades de consolidá-la, oferecer-lhe informação sobre a mesma, ajudar-lhe a conhecer seu progresso para assim melhorar seu autoconceito e guiar a escolha de atividades de aprendizagem para incrementar o domínio do aprendido. Se a avaliação se refere a módulos mais amplos, cursos ou experiências amplas, afirma-se que seus efeitos são: aumentar a motivação dos estudantes para com a disciplina e condicionar a percepção de suas próprias capacidades na matéria de que se trate, incidindo também na escolha que os estudantes fazem de estratégias de estudo. Mais a longo prazo, quando os alunos/as estão submetidos a pautas constantes de avaliação, podem se ressaltar os efeitos de estimular a habilidade de reter e aplicar em contextos e formas diversos o material aprendido, incidir na motivação de continuar estudando a matéria a que se refere e na auto percepção como estudantes. Quando se pratica a avaliação reiteradamente e de forma generalizada cria estilos de aprender e até modela a mentalidade dos povos: a exibição do conhecimento assimilado como equivalente à posse de cultura (Bourdieu, 1983) – é a cultura de exibição de concurso.
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Gerd Sparovek (org.) Rodrigo Fernando Maule Durval Dourado Neto Patrícia Guidão Cruz Ruggiero Alberto Giaroli Oliveira Pereira Barreto

Gerd Sparovek (org.) Rodrigo Fernando Maule Durval Dourado Neto Patrícia Guidão Cruz Ruggiero Alberto Giaroli Oliveira Pereira Barreto

O objetivo geral da pesquisa foi retratar os resultados alcançados nos projetos do Programa de Crédito Fundiário e Combate à Pobreza Rural. A base de dados utilizada nas análises consistiu de uma ampla pesquisa de opinião junto aos seus beneficiários. Com esta estratégia procurou-se complementar as avaliações possí- veis de serem feitas com os registros oficiais, como listagens de ações, execução orçamentária ou dados do Sistema de Informações Gerenciais (SIG), administrado pela Unidade Técnica Nacional (UTN). As informações coletadas na rotina de execução e monitoramento das ações do CF-CPR têm restrições para a avaliação de aspectos qualitativos (por exemplo: qualidade de vida nos projetos, forma de organização das associações) e aqueles relacionados aos objetivos finais do Progra- ma (geração de renda e desenvolvimento produtivo dos projetos). Os benefícios decorrentes do Programa devem estar presentes e materializados nos imóveis re- formados e o impacto sobre a vida das famílias deve preferencialmente ser relatado em primeira pessoa. Registrar esta realidade por meio dos depoimentos dos bene- ficiários do Programa converge neste sentido. Desvios destes relatos com metas ou com registros oficiais servem de alerta, mas devem ser vistos com cautela por im- precisões e tendências que podem ocorrer em qualquer pesquisa de opinião.
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Uma análise da progressividade do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma análise da progressividade do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A composição do OSS – sem vincular fontes para cada área específica – contemplou a natu- reza distinta dos benefícios e serviços por ele fi- nanciados: (i) os de caráter contributivo e indi- vidualizados (tais como os do regime geral de aposentadorias) e (ii) os benefícios regidos pela lógica da cidadania (tais como o acesso univer- sal à saúde e o “salário cidadão” de um salário mínimo para a população de mais de 65 anos ou portadora de deficiência); assim, foram con- templadas tanto as tradicionais contribuições sobre a folha de salários (da empresa e do tra- balhador), como as contribuições sobre o lucro líquido (CSLL) e sobre o faturamento (COFINS) e, ainda, previu-se o ingresso ao OSS dos recur- sos do Tesouro que se fizessem necessários pa- ra atender as necessidades decorrentes desse modelo de proteção social welfariano.
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Alternativas de tratamento para pacientes pediátricos em ventilação mecânica crônica.

Alternativas de tratamento para pacientes pediátricos em ventilação mecânica crônica.

Em maio de 2005, o Hospital Auxiliar de Suzano iniciou um programa com o objetivo de dar alta a esses pacientes que estavam hospitalizados na UVDM, mas tinham condições de receber tratamento em casa. Os critérios para elegibili- dade do paciente foram: 1) estabilidade clínica; 2) condi- ções familiares adequadas (educação, habitação, situação socioeconômica); e 3) existência de um serviço de saúde

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OS CAMINHOS DA ALTA COMPLEXIDADE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS

OS CAMINHOS DA ALTA COMPLEXIDADE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS

responsabilidades dos municípios na Atenção Básica, estabelece o processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços de saúde e de busca de maior equidade; cria mec[r]

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O PAPEL DA GESTÃO ESCOLAR NO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO: O CASO DA ESCOLA ESTADUAL MATTA MACHADO

O PAPEL DA GESTÃO ESCOLAR NO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO: O CASO DA ESCOLA ESTADUAL MATTA MACHADO

(Diretora) Olha, nós tivemos um problema, que foi um problema que foi muito positivo para a escola quando ofertamos as vagas em 2013. A procura por vagas nessa escola excedeu o numero de vagas disponíveis e também assim, passou das nossas expectativas. E aí eu vejo, uma equipe, que na verdade, tem um trabalho consolidado, os nossos professores buscam esse conhecimento, tem um compromisso com a educação de qualidade e os pais hoje, eles são seletivos, eles vão procurar uma escola que oferta ensino de qualidade, tanto que uma demanda maior, a nossa clientela maior foi da rede particular. Então os pais quando chegam aqui na escola ele falam: ― Eu estou optando por essa escola, não por que eu não posso pagar uma escola de qualidade pro meu filho na rede particular , é por que essa escola, que é da rede pública, ela oferta um ensino de qualidade, então não tem por que eu pagar uma escola particular.‖ Então a gente fica feliz com esses comentários dos pais, por que nós sabemos que os pais estão avaliando o trabalho das escolas, e aí a nossa escola, ela tem ficado aí como referencia de uma escola pública que oferece um ensino de qualidade.
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O estudo considerou as seguintes variáveis refe- rentes aos mamógrafos: - Mamógrafos existentes e disponíveis para o SUS;

O estudo considerou as seguintes variáveis refe- rentes aos mamógrafos: - Mamógrafos existentes e disponíveis para o SUS;

Aspectos limitantes deste estudo devem ser considerados. A grande maioria dos estudos rela- cionados à análise de parâmetros assistenciais e a real situação dos territórios da distribuição dos equipamentos no país ainda estão considerando os valores da antiga Portaria Nº 1001/2002. Isso difi- cultou avaliar aspectos de comparatividade equiva- lentes de parâmetros, já que consideramos o novo documento de parâmetros do SUS, a Portaria Nº 1631/2015. Outro ponto importante que não pode passar despercebido é a limitação do banco de dados CNES. Esse sistema de informação nem sempre é atualizado de forma sistemática pelos entes fede- rados, além de existir limitações de qualidade das informações. 2 Porém, são dados públicos e muito
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE ORGANIZAÇÕES E SISTEMAS PÚBLICOS (PPGGOSP) Fernando Calzavara de Oliveira

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE ORGANIZAÇÕES E SISTEMAS PÚBLICOS (PPGGOSP) Fernando Calzavara de Oliveira

A Portaria de nº 3088, de 23 de Dezembro de 2011, estabelece no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e da política de saúde mental no Brasil a diretriz deformação e implementaçãoda rede de atenção psicossocial. Considerando a necessidade de que o SUS: 1) incentive a formação de uma rede de saúde mental integrada, articulada e efetiva nos diferentes pontos de atenção para atender as pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do consumo de álcool, crack e outras drogas; bem como 2) amplie e diversifique a oferta de serviços para esta mesma população, buscamos por meio desta pesquisa analisar em que medida e de que modo esta política vem sendo implementadano contexto da política de saúde mentaldo município de São Carlos-SP.Portanto, o objetivo do estudofoi verificar se estão sendo implementados meios inovadores de gestãointersetorial, integrada e articulada, que confiram eficácia à atenção psicossocial, nos moldes preconizados pelo SUS para a saúde mental, e identificar quais são estes possíveis mecanismos, a fim de produzir recomendações de procedimentos para o ganho de eficácia da gestão descentralizadadesta políticaque possam ser replicados em outros municípios, a depender das maiores ou menores especificidades e empecilhos encontrados.Em face da identificação de característicasde fragmentação da mesma durante o processo de implementação, foi possível criar um retrato, a fim de se identificar possíveis variáveis relacioandas a essa configuração atual. A metodologia utilizada foide estudo de caso único incorporado, (YIN, 2005), e os dadoscoletados através de observação empírica, da aplicação de roteiro de entrevista semiestruturada com os gestores que coordenam os serviços, bem como agentes implementadores;e por meiode pesquisa documental junto aos prontuáriosdo Centro de Atenção Psicossocial - CAPS AD São Carlos, entre os períodos de 2010 a 2012.Com isso, concluímos que a implementação da política da RAPS no município de São Carlos encontra-se fragilizada em virtude:1) de sua condição atual de formação, 2) dos efeitos em sua estruturação dos diferentes modelos de cuidado em saúde mental que se sobrepõem, bem como 3) da ação de atores que produzem como resultado o confllito e não a cooperação.
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