Top PDF Avaliação da saúde bucal de crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família

Avaliação da saúde bucal de crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família

Avaliação da saúde bucal de crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família

A Equipe Topázio (ESF 02) pertence ao centro de Saúde São Paulo, Regional Nordeste. Abrange os bairros São Gabriel, São Paulo, Pirajá e Eymard. A área passa atualmente por algumas mudanças como: aumento do fluxo de veículos, desapropriações de casa e construções de prédios. As ruas da área são em sua maioria asfaltadas. Existem becos e aglomerados. É uma área basicamente plana, sendo que 02 (duas) micro-áreas situam-se mais distantes da UBS. Na época chuvosa a população não sofre com inundações. A barreira física encontrada pela população é a BR 262. A área da Equipe Topázio, é distribuída em 4 microáreas. Sendo: microárea – 06, distribuída da seguinte forma: 23 famílias, constando crianças de 0 a 12 anos, microárea - 08, é constituída por 16 famílias, sendo 53 crianças, microárea - 09, são 10 famílias com 43 crianças, microárea - 18, tem 30 famílias com 16 crianças.
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Qualidade de vida e saúde bucal de um grupo de crianças beneficiadas peloPrograma Bolsa Família, Belo Horizonte MG

Qualidade de vida e saúde bucal de um grupo de crianças beneficiadas peloPrograma Bolsa Família, Belo Horizonte MG

A elaboração de conceitos e fluxos de trabalho potencializou a articulação de programas governamentais e não-governamentais através de convênios com as secretarias implicadas, como a da Assistência Social. Este dado facilitou a implementação dos programas complementares. O monitoramento dos NIR é mensal, o que permite ajustes periódicos, conforme as diretrizes do programa. A articulação com o Programa BH Cidadania aproxima o programa dos serviços de base local da Assistência Social (CRAS, Casa do Brincar, Agente Jovem, Socialização Infanto- Juvenil) com perfil mais preventivo e facilitador da inserção das famílias beneficiárias nos programas complementares. As variáveis não tangíveis, como auto-estima, comportamento e dinâmicas vinculantes das famílias beneficiárias estão sendo incorporadas nas análises realizadas pelas equipes, de forma articulada com outros serviços, como os CRAS, que trabalham com o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. (Belo Horizonte, 2008).
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Saúde bucal em crianças com idade índice de cinco anos pertencentes a famílias em situação de pobreza beneficiadas pelo Programa Bolsa Família

Saúde bucal em crianças com idade índice de cinco anos pertencentes a famílias em situação de pobreza beneficiadas pelo Programa Bolsa Família

A cárie dentária é associada às marcantes desigualdades, desde as sociodemográficas e geográficas até aquelas de acesso aos bens e serviços relacionados à saúde. O objetivo deste estudo foi identificar o perfil epidemiológico da cárie em crianças de cinco anos que vivem em famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família e intervir por meio da educação em saúde para o autocuidado, com vistas a prevenir a cárie e tratá-la, se necessário. A pesquisa- ação, nesse contexto de estudo, se constituiu no método que orientou a elaboração dos diagnósticos, identificação de problemas e busca de solução. Participaram do estudo 29 famílias com 32 crianças. Foram realizados a coleta de dados, mediante entrevistas; o exame clínico das crianças para a verificação do perfil epidemiológico da cárie dentária e as necessidades de tratamento; a evidenciação da placa bacteriana para verificação do IHOS; escovação dental supervisionada e tratamento clínico. Essas atividades foram permeadas por processos de Educação em Saúde. Os resultados apontam que a renda mensal das famílias é de até um salário-mínimo em 28 (97%) famílias estudadas. A escolaridade prevalente é o ensino fundamental incompleto para (15) 52% das mães e (13) 45% dos pais. A mãe é a pessoa responsável por levar a criança à unidade de saúde em 26 (90%) famílias, bem como por orientar as 28 (88%) crianças em relação aos hábitos de higiene oral. Percebe-se, assim, a importância de a equipe de saúde bucal dedicar um tempo a orientação e motivação das mães e das crianças para o autocuidado e das mães para o cuidado com os filhos, podendo refletir na melhora na qualidade da saúde da família. Quanto à presença de cárie, 12 crianças não apresentaram cárie, três exibiram mancha branca de cárie e 17 registraram cavidade de cárie. Destas, 11 (64.7%) tinham mãe que não estudou e/ou estudou menos do que o ensino fundamental completo. Quanto a qualidade da higiene oral, das 32 (100%) crianças estudadas, sete (21.9%) expressaram higiene oral satisfatória, 15 (46.9%) apresentaram higiene oral regular e de 10 (31.2%) crianças indicaram higiene oral deficiente ou ruim. Este estudo foi interessante pelo reforço do acesso das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família aos serviços de saúde bucal e Educação em Saúde.
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Comportamento das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família : uma perspectiva analítico-comportamental do cumprimento das condicionalidades de Educação e de Saúde

Comportamento das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família : uma perspectiva analítico-comportamental do cumprimento das condicionalidades de Educação e de Saúde

A partir da perspectiva Analítico-comportamental, esta tese identifica as metacontingências estabelecidas a partir da legislação do Programa Bolsa Família voltadas para o cumprimento das condicionalidades de educação e de saúde pelas famílias beneficiárias, e verifica as variáveis relacionadas ao programa, aos serviços de educação e às características das famílias beneficiárias que estão associadas ao cumprimento das condicionalidades de educação. O Programa Bolsa Família é analisado como uma intervenção em uma prática cultural ineficiente. Essa prática cultural é constituída por contingências entrelaçadas que prejudicam a frequência escolar e o estado nutricional de crianças pobres e extremamente pobres, e que resultam em adultos despreparados para o mercado de trabalho, perpetuando o ciclo da pobreza entre gerações. A análise da legislação do Programa Bolsa Família permitiu o destaque de dois tipos de metacontingências: 1) um voltado para a mudança comportamental dos membros das famílias beneficiárias, com o objetivo de alcançar produtos agregados relativos à melhoria da situação de saúde, ao aumento da escolaridade e aumento da renda dos membros dessas famílias; e 2) e o outro voltado para a organização da gestão das condicionalidades de educação e de saúde, a partir do encadeamento de comportamentos de servidores públicos dos três níveis governamentais – municipal, estadual e federal. A partir do método estatístico de análise de regressão multinível, verificou-se que a qualidade da gestão do programa nos municípios e o nível de escolaridade do responsável familiar afetam positivamente o cumprimento das condicionalidades de educação. Observou-se também que os efeitos de a família residir na área rural, pertencer a uma comunidade tradicional ou ter algum membro com deficiência variam entre os municípios, o que indica formas diferentes de as prefeituras lidarem com essas questões. Não foi possível verificar o efeito da qualidade dos serviços de educação devido a dificuldades na interpretação dessa variável. Por fim, esta tese é um exemplo de pesquisa que combina diferentes métodos – análise funcional e análise de regressão multinível – para o estudo de um mesmo objeto – o Programa Bolsa Família. Isso contribuiu para minimizar as limitações inerentes a cada um deles e permitiu uma compreensão mais ampla das condicionalidades desse programa.
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Levantamento de necessidades em saúde bucal de crianças e adolescentes do Programa Bolsa Família residentes em área de abrangência do CS Miramar, Belo Horizonte, 2009

Levantamento de necessidades em saúde bucal de crianças e adolescentes do Programa Bolsa Família residentes em área de abrangência do CS Miramar, Belo Horizonte, 2009

Projeto de intervenção apresentado ao Curso de Especialização: Odontologia em Saúde Coletiva com ênfase em Saúde da Família, do Departamento de Odontologia Social e Preventiva, da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obtenção do título de especialista.

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(In) segurança alimentar e relação com indicadores sociodemográficos, antropométricos e dietéticos de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família

(In) segurança alimentar e relação com indicadores sociodemográficos, antropométricos e dietéticos de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família

Na década de 90 houve iniciativas pioneiras de programas de transferência de renda em alguns municípios brasileiros. No entanto, somente a partir de 2001, ocorreu à expansão destes programas, com a criação dos programas federais; Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Auxílio Gás e Cartão Alimentação. Estes programas eram bem focalizados na população em situação de extrema pobreza, entretanto, cada um deles possuía diferentes cadastros de beneficiários, ofereciam baixos valores de benefícios e estavam sob a responsabilidade de um órgão diferente. Deste modo, a pulverização dos programas em várias instâncias da estrutura do poder no âmbito do Executivo (Ministérios da Educação, Saúde e Assistência) impossibilitava a coordenação assim como dificultava a fiscalização e avaliação das ações. Nesse sentido, para corrigir os problemas mencionados, em 2003, ocorreu à unificação dos programas federais, em um único e atual programa, o Programa Bolsa Família.
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Avaliação antropométrica e consumo alimentar em crianças menores de cinco anos residentes em um município da região do semiárido nordestino com cobertura parcial do programa bolsa família.

Avaliação antropométrica e consumo alimentar em crianças menores de cinco anos residentes em um município da região do semiárido nordestino com cobertura parcial do programa bolsa família.

realiza expedições anuais a comunidades carentes de assistência médica, promovendo ações preven- tivas e curativas de saúde, bem como desenvol- vendo pesquisas voltadas a dar suporte a políticas de saúde. Em 2005, o projeto Bandeira Científica desenvolveu suas atividades no município de João Câmara (RN), localizado no Estado do Rio Grande do Norte, região do semiárido Nordestino, a 74km da capital Natal. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 8 , em 2000, 85,3%

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Sobrepeso e obesidade em crianças de cinco a dez anos de idade beneficiárias do Programa Bolsa Família no estado de Sergipe, Brasil.

Sobrepeso e obesidade em crianças de cinco a dez anos de idade beneficiárias do Programa Bolsa Família no estado de Sergipe, Brasil.

de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde do Brasil. Dentre outras competências, o Datasus tem a inalidade de fomentar, regulamentar e avaliar as ações de informatização do SUS; desenvolver, pesquisar e incorporar tecnologias de informática que possibilitem a implementação de sistemas e a disseminação de informações necessárias às ações de saúde; manter o acervo das bases de dados necessárias ao sistema de informações em saúde; assegurar aos gestores do SUS e órgãos congêneres o acesso aos serviços de informática e bases de dados; deinir programas de cooperação técnica com entida- des de pesquisa e ensino para prospecção e transferência de tecnologia e metodologia de informática em saúde; e apoiar estados, municípios e o Distrito Federal na informatização das atividades do SUS (7) .
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Efeitos do Programa Bolsa Família na fecundidade das mulheres beneficiárias

Efeitos do Programa Bolsa Família na fecundidade das mulheres beneficiárias

Na chamada nova geração de políticas sociais, destaca-se o Programa Bolsa Família, que adquiriu o sinônimo de “instrumento para redução da desigualdade”, por fazer uma redistribuição da renda diretamente dos cofres públicos para a população que vive em situação de pobreza. Entretanto, a ambiguidade das consequências teóricas que este tipo de benefício pode causar na sociedade ressalta a importância da realização de estudos científicos sobre este tema. Surgem dúvidas quanto a sua efetividade nas transformações da sociedade quando a abordagem deste programa é feita no contexto do fenômeno da transição demográfica, em especial a questão da fecundidade. Se por um lado as condicionalidades objetivam o investimento em capital humano, o aumento da renda familiar, através dos benefícios monetários concedidos, pode incentivar as famílias beneficiárias a terem mais filhos. Utiliza- se a temática dos programas de transferência de renda, adotando o Programa Bolsa Família como objeto principal de estudo, para verificar a influência desta política nas taxas de fecundidade das beneficiárias. Para tal, são utilizadas as amostras coletadas pelas Pesquisas de Demografia e Saúde, do projeto MEASURE DHS, dos anos de 1991 e 2006. No primeiro momento é feita um diferença-da-diferença para comparar as taxas de fecundidade das elegíveis e das não elegíveis somente para a região Nordeste. No segundo, é feita a avaliação do benefício na fecundidade das beneficiárias da região Nordeste e, também, de todo o Brasil. São encontrados efeitos positivos quanto à efetividade do programa na redução das taxas de fecundidade esperadas das beneficiárias quando estas são comparadas com as elegíveis não beneficiárias.
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PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA – UMA ANÁLISE SOB A ÓPTICA DAS CONDIÇÕES SOCIOAMBIENTAIS EM QUE VIVEM AS FAMÍLIAS BENEFICIÁRIAS EM UM MUNICÍPIO DA SERRA DO ESPINHAÇO, MG, BRASIL

PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA – UMA ANÁLISE SOB A ÓPTICA DAS CONDIÇÕES SOCIOAMBIENTAIS EM QUE VIVEM AS FAMÍLIAS BENEFICIÁRIAS EM UM MUNICÍPIO DA SERRA DO ESPINHAÇO, MG, BRASIL

Este estudo pode ser considerado como um aporte às políticas públicas sociais e de saúde, e ferramenta de avaliação e diagnóstico da qualidade de vida e bem-estar das populações, de modo a nortear estratégias a serem (re) definidas pelos governantes. Para tanto, há de se assegurar a confiabilidade e excelência no preenchimento dos dados, muito criticada e considerada uma limitação comum aos estudos que utilizam dados secundários e agregados. O mau preenchimento das informações inviabiliza o uso de variáveis complementares, fato que deve chamar a atenção à necessidade de treinamento de recursos humanos designados a lidar com informações que alimentam as bases de dados governamentais.
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Impacto do atendimento odontológico na saúde bucal de crianças beneficiadas pelo Programa Bolsa Família Belo Horizonte MG

Impacto do atendimento odontológico na saúde bucal de crianças beneficiadas pelo Programa Bolsa Família Belo Horizonte MG

de renda que o Governo Federal até então praticava junto a outros programas de transferência de renda mínima, em especial os Programas Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Auxílio Gás e o Cartão Alimentação. Além de promover a transferência de renda, o programa objetiva interagir as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza com a rede de serviços públicos como a saúde, educação e assistência social, dando impulso a uma política de combate à fome e segurança alimentar, nutricional, além de promover o desenvolvimento social e econômico destas famílias.
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Mobilidade social e empoderamento: a percepção das mulheres beneficiárias do programa Bolsa Família em Minas Gerais

Mobilidade social e empoderamento: a percepção das mulheres beneficiárias do programa Bolsa Família em Minas Gerais

A gestão do PBF se faz em três ministé- rios: do Desenvolvimento Social e Combate à fome, da Educação, que é responsável por fiscalizar a frequência das crianças na escola, e da Saúde, que fica responsável pela atenção a essa área. Esses ministérios agem em harmonia com os estados e municípios, para que o programa seja mais bem fiscalizado e o dinheiro público seja aplicado devidamente. No âmbito municipal, os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) são unidades públicas estatais descentralizadas da política de assistência social, responsá- vel pela organização e oferta de serviços da proteção social básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) nas áreas de vulnerabilidade e risco social dos muni- cípios e do DF. Dada sua capilaridade nos territórios, se caracteriza como a principal porta de entrada do SUAS, ou seja, é uma unidade que propicia o acesso de grande número de famílias à rede de proteção social de assistência social (MDS, 2010).
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Avaliação das ações de saúde bucal no Programa Saúde da Família no distrito de Mosqueiro, Pará.

Avaliação das ações de saúde bucal no Programa Saúde da Família no distrito de Mosqueiro, Pará.

Apresenta equipes de saúde da família há cer- ca de quatro anos nas Unidades Básicas de Saúde dos bairros, prestando atendimento à popula- ção. Em 2002, com base na Portaria 1.444, do Ministério da Saúde, de 28 de dezembro de 2000, foi implantada uma Equipe de Saúde Bucal (ESB) dentro da modalidade I preconizada pelo Minis- tério da Saúde para aumentar as ações de pro- moção, prevenção e procedimentos odontológi- cos, levando ações de saúde bucal diretamente às comunidades. Esta ESB atua fazendo visitas do- miciliares, visitas em escolas e creches, com pales- tras de educação em saúde, procedimentos pre- ventivos, tratamento restaurador atraumático - ART - e alguns procedimentos curativos que são realizados nas crianças em um odontomóvel.
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USO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE BUCAL ENTRE CRIANÇAS DE FAMÍLIAS ELEGÍVEIS AO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA

USO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE BUCAL ENTRE CRIANÇAS DE FAMÍLIAS ELEGÍVEIS AO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA

Os programas de transferência de renda condicionada suscitam muitas críticas e debates em torno de sua efetividade, porém diversos estudos apontam que houve redução nas desigualdades, aumento do consumo de bens e serviços e, ainda, a possibilidade de promover a inclusão social das famílias. Como, de modo geral, a mulher é a titular do benefício, também se verifica o favorecimento de igualdade de gênero por meio do reforço do seu poder econômico perante a família (ALVES, ESCOREL, 2013; BOHN et al., 2014). Segundo alguns autores, um dos possíveis impactos destes programas é aumentar a transmissão do capital humano das famílias mais pobres, proporcionando a oportunidade de que as crianças possam atingir melhor nível educacional e assim se tornarem adultos com capital social mais alto que o de seus pais, tendo melhores condições de inserção no mercado de trabalho (BICHIR, 2010; IPEA, 2009; MAGALHÃES, 2010).
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Efeitos do Programa Bolsa Família na fecundidade das beneficiárias.

Efeitos do Programa Bolsa Família na fecundidade das beneficiárias.

Quanto às exigências relacionadas à saúde, é determinado que crianças com até 7 anos devem man- ter as vacinações atualizadas e terem seu crescimento acompanhado, gestantes e nutrizes devem reali- zar consultas pré e pós-natal, mães das crianças que têm até 7 anos devem participar de atividades soci- ais e educativas relacionadas à saúde e todas estas devem ter acompanhamento nutricional. Referente à educação, a exigência é de 85% de assiduidade escolar para as crianças e adolescentes até 15 anos. Na área da assistência social, o programa oferece apoio às crianças em risco ou retiradas do trabalho infantil através de ações sociais e educativas. Aos demais membros das famílias assistidas, recomenda- se a participação em programas complementares, como cursos profissionalizantes voltados à geração de emprego e renda, cultura, melhoria das condições habitacionais, entre outros. O acompanhamento dessas exigências é feita pelos Ministérios da Saúde (MS) e da Educação (MEC) numa ação conjunta que fortalece as ideias de descentralização de responsabilidades e articulação de setores distintos. É im- portante mencionar que estas condicionalidades tentam estimular, nos pais, a troca da quantidade de filhos pela qualidade dos filhos já existentes, pois as mesmas imputam um custo marginal de dedicação que pode não ser compensado pelo ganho extra do programa.
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Saúde bucal e Programa Bolsa Família: um projeto de intervenção na área de abrangência do C.S. Nazaré.

Saúde bucal e Programa Bolsa Família: um projeto de intervenção na área de abrangência do C.S. Nazaré.

Diante da multicausalidade da cárie dentária, com seus conhecidos fatores determinantes tanto biológicos como comportamentais, surge a necessidade de pesquisas que incluam a sua interação com os conceitos de bem-estar relacionados à vida de mães, pais e crianças. A carência de estudos que relacionam os benefícios atuais promovidos pelo governo brasileiro com a saúde bucal de crianças faz com que, investigações nesta área, sejam necessárias para identificar possíveis fatores associados com as tendências atuais de auxílio à população que possam ser influenciadores sobre os cuidados com a saúde das crianças, levando a ausência ou ao aparecimento de doenças como a cárie dentária.
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A Frequência Escolar e a Educação a partir do ponto de vista das Beneficiárias do Programa Bolsa Família

A Frequência Escolar e a Educação a partir do ponto de vista das Beneficiárias do Programa Bolsa Família

O Programa Bolsa Família (PBF) é uma política de transferência de renda, implantada pelo governo federal, em 2003, que visa combater a pobreza. Destina-se a famílias com renda per capita igual ou inferior a R$ 140,00. O desenho do PBF busca enfrentar a pobreza ar- ticulando ações em dois períodos temporais. Em curto prazo, transferir renda diretamente às famílias, atuando na redução da chamada pobreza absoluta. Em longo prazo, combater a chamada transmissão intergeracional da pobreza, por meio de condicionalidades vincu- ladas à saúde e, sobretudo, à educação. Em relação à educação, é exigida frequência escolar mínima de 85% para as crianças entre 6 e 15 anos de idade, e 75% para adolescentes en- tre 16 e 17 anos de idade. O pressuposto deste entendimento, que vincula transferência de renda com exigência de frequência escolar, é que as crianças e jovens, ao entrarem cedo no mercado de trabalho, diminuiriam a sua escolaridade e reduziriam drasticamente suas chances de sair da pobreza quando adultas. Este artigo visa compreender como se esta- belece a relação entre frequência escolar e saída da pobreza, de acordo com os pontos de vista dos próprios titulares das famílias beneficiárias pelo PBF, residentes na região sul do município de Campinas (SP), Brasil. Os resultados da pesquisa realizada indicam que as entrevistadas não tiveram problemas em cumprir com as exigências das condicionalidades em educação, uma vez que nenhuma verbalizou dificuldades no sentido de não conseguir vagas ou acesso à escola para seus filhos. Treze das quinze entrevistadas afirmaram que seus filhos estariam na escola mesmo se não estivessem participando do Programa Bolsa Família. Todavia, quanto mais avançada a idade do filho, mais difícil se torna a tarefa de cumprir com a exigência, conforme atestam suas falas. No tocante à compreensão sobre a educação e o papel que esta desempenha no enfrentamento da pobreza, as mães expressam a convicção de que a educação trará possibilidades de mudanças, seja para elas, seja para seus filhos. No entanto, com diferentes matizes que se relacionam com a própria escolarida- de das entrevistadas. Para algumas mães, a possibilidade de um dia elas ou seus filhos faze- rem alguma faculdade “genérica” ainda faz parte dos planos. Para outras, a possibilidade de entrar no mundo do letramento. No entanto, as respostas denotam certa insatisfação com a qualidade do ensino oferecido e, relacionado a esta compreensão, expectativas modestas
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Abordagem multinível na avaliação o Programa Bolsa Família

Abordagem multinível na avaliação o Programa Bolsa Família

O presente trabalho teve por objetivo avaliar o programa de transferência de renda conhecido por Bolsa Família (PBF) por meio de dados secundários oficiais públicos. O período de análise foi de 2000 a 2010. O estudo baseou-se no entendimento de pobreza como medida de desenvolvimento econômico e no conceito de capital humano de Schultz (1961). Nesta perspectiva, a educação é vista como o meio pelo qual se quebra a espiral de pobreza e se proporciona incremento do bem-estar social. No curto prazo, acredita-se que a transferência de renda crie condições básicas para que crianças e adolescentes em idade escolar frequentem a escola. No médio e no longo prazo, espera-se que estejam mais qualificados para o mercado de trabalho, aumentando a renda da família. O método utilizado na presente pesquisa foi a análise de regressão multinível com medidas repetidas. Foram obtidos dados de 5.565 municípios. Estes dados foram agrupados em seis categorias: (1) econômica; (2) agropecuária; (3) demográfica; (4) de saúde; (5) educacional; e (6) do PBF. Os dados econômicos incluíram Produto Interno Bruto e Valor Adicionado Bruto por setor (agropecuário, industrial, serviços e impostos). Os dados agropecuários compreenderam a produção de grãos de feijão, de milho e de soja, bem como o número de cabeças ordenhadas de rebanhos bovinos leiteiros. Os dados demográficos foram a população total municipal e a densidade populacional. Os dados de saúde foram número de óbitos por diarreia e mortalidade infantil. Os dados educacionais foram proficiência escolar e distorção idade-série (DIS). Os dados do PBF foram o número de famílias beneficiadas, o montante em reais repassado para os municípios e o percentual de famílias pobres beneficiadas pelo PBF. Realizou-se a Análise de Componentes Principais (ACP) a fim de determinar
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A percepção das mulheres beneficiárias do programa bolsa-família sobre sua implementação em Viçosa-MG

A percepção das mulheres beneficiárias do programa bolsa-família sobre sua implementação em Viçosa-MG

Importante observar que as duas famílias referidas anteriormente vivenciavam situações de desemprego, na primeira nenhum membro da família trabalhava, dependendo inteiramente do beneficio do PBF; na segunda, apenas o marido era aposentado. Nas análises de Amartya Sen e José de Souza Martins, o desemprego é apontado como um elemento importante para a avaliação da pobreza e da exclusão. Ele contribui para a “multiplicidade de dolorosas experiências cotidianas de privações, de limitações e de anulações” das famílias, como colocou Martins (2002, 2007). Além disso, o desemprego não é meramente uma deficiência de renda que pode ser compensada por transferências do Estado, conforme apontou Sen (2000), é também uma fonte de efeitos debilitadores muito abrangentes sobre a iniciativa e liberdades dos indivíduos e nos casos das referidas famílias gera problemas de saúde e violência. Assim, na relação entre desemprego e programas de transferência de renda, Sen (2000) destacou que se a perda de renda fosse tudo o que o desemprego acarreta, ela poderia ser, em grande medida, suprimida mediante o auxílio-renda, e se desemprego tem outros efeitos graves sobre a vida dos indivíduos, causando privações de outros tipos, a melhora graças ao auxílio renda seria, nessa medida, limitada (SEN, 2000, p. 117).
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Acompanhamento nutricional das crianças do Sistema Bolsa Família na Saúde

Acompanhamento nutricional das crianças do Sistema Bolsa Família na Saúde

Uma das avaliações do PBF incluiu cerca de 15.000 famílias e apontou efeitos positivos nos gastos, pois as famílias do PBF apresentavam dispêndio total superior às do grupo comparação, sobretudo em relação a alimentos, educação e vestuário infantil (BRASIL, 2007d). Pesquisa qualitativa sobre as mudanças na condição social das mulheres realizada em dez municípios brasileiros com diferentes graus de urbanização/modernização e realidades econômicas distintas observou três tipos de impacto: o da visibilidade das mulheres enquanto consumidoras, a afirmação da autoridade das mulheres no espaço doméstico e, por último, e talvez mais o importante, a percepção das mulheres de pertencimento à cidadania brasileira (SUÁREZ, 2007). Avaliação independente realizada pelo IBASE sobre as repercussões do PBF na SAN de famílias do programa registrou que estas gastam, em média R$ 200 mensais com alimentação, o que corresponde a 56% da renda familiar total. Quanto mais pobre a família maior a proporção da renda gasta com alimentação. O estudo concluiu também que o PBF trouxe resultados importantes na vida das mulheres, como maior influência no planejamento dos gastos, aumento da independência financeira e no respeito que passam a infundir no âmbito familiar e na comunidade (IBASE, 2008). Outro estudo que analisou transferência de renda e segurança alimentar e nutricional, concluiu que comparados a outras intervenções, os programas de transferência de renda favorecem “a autonomia das famílias no uso dos recursos, na escolha dos alimentos e, portanto, na adequação à sua realidade e cultura” (BURLANDY, 2007).
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