Top PDF Biologia floral e polinização de Arrabidaea conjugata (Vell.) Mart. (Bignoniaceae).

Biologia floral e polinização de Arrabidaea conjugata (Vell.) Mart. (Bignoniaceae).

Biologia floral e polinização de Arrabidaea conjugata (Vell.) Mart. (Bignoniaceae).

RESUMO – (Biologia floral e polinização de Arrabidaea conjugata (Vell.) Mart. (Bignoniaceae)). O trabalho aborda a biologia floral, a atividade forrageira dos visitantes florais (polinizadores e pilhadores), os eventos fenológicos e o sistema de reprodução de Arrabidaea conjugata (Vell.) Mart. (Bignoniaceae), em área de vegetação de restinga, município de Maricá, Rio de Janeiro, no período 1997 a 2000. A espécie estudada tem flores com antese diurna, lilases, tubulosas, hermafroditas, odoríferas e oferecem néctar como recurso floral. O néctar é secretado por um disco localizado na base do gineceu e é acumulado em câmara nectarífera. Os grãos de pólen são liberados gradativamente, prolongando-se a fase de doação de pólen. As abelhas Euglossa cordata Linnaeus, Centris analis Fabricius e C. tarsata Smith são os polinizadores da espécie. Destaca-se pilhagem primária de néctar, por abelhas, e secundária, por borboletas e beija-flor. A espécie é auto-incompatível, apresentando baixos índices de formação de frutos em condições naturais (Frutos/Flores = 12,2%). Foi registrado padrão de floração “cornucópia”, entre os meses de dezembro a março (estação quente/chuvosa), com pico em janeiro. As sementes são anemocóricas e liberadas gradativamente na estação fria e seca.
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Biologia floral e sistema de polinização de Solanum stramonifolium Jacq. (Solanaceae) em remanescente de Mata Atlântica, Pernambuco.

Biologia floral e sistema de polinização de Solanum stramonifolium Jacq. (Solanaceae) em remanescente de Mata Atlântica, Pernambuco.

RESUMO – (Biologia floral e sistema de polinização de Solanum stramonifolium Jacq. (Solanaceae) em remanescente de Mata Atlântica, Pernambuco). A deiscência de anteras através de pequenos poros apicais é uma característica encontrada em várias espécies da família Solanaceae, especialmente no gênero Solanum, característica esta que restringe a polinização a um grupo de abelhas fêmeas capazes de vibrar as anteras para retirada do pólen. A fenologia, biologia floral e a polinização de Solanum stramonifolium foram estudadas entre os meses de agosto/1999 a dezembro/2000 em populações naturais ocorrentes no Parque Estadual de Dois Irmãos, um dos poucos remanescentes de Mata Atlântica localizada em Recife, Pernambuco (8°7’30”S e 34°52’30”W). Solanum stramonifolium é um arbusto com flores dispostas em inflorescências racemosas, apresentando corola branca e cinco estames de um amarelo intenso, com anteras poricidas dispostas ao redor do gineceu. A antese ocorre nas primeiras horas do dia, havendo reflexão de luz ultravioleta e presença de áreas de concentração de emissão de odor por toda a corola e na região apical das anteras. Solanum stramonifolium tem padrão de floração contínuo e apresenta flores hermafroditas (62%) e funcionalmente masculinas (38%), o que caracteriza a espécie como andromonóica. Treze espécies de abelhas foram observadas visitando as flores de S. stramonifolium (nove polinizadores e quatro pilhadores). A constante e grande produção de flores faz com que Solamun stramonifolium mantenha sua guilda de polinizadores e garanta assim a sua reprodução, sendo, ao mesmo tempo, uma importante fonte de recursos para a manutenção destas abelhas.
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Biologia floral e da polinização de quatro espécies de Eugenia L. (Myrtaceae).

Biologia floral e da polinização de quatro espécies de Eugenia L. (Myrtaceae).

RESUMO – (Biologia floral e da polinização de quatro espécies de Eugenia L. (Myrtaceae)). Eugenia uniflora, E. punicifolia, E. neonitida e E. rotundifolia são espécies perenes, geralmente de porte arbustivo, que ocorrem na restinga do Parque Natural Municipal de Grumari, região oeste do Município do Rio de Janeiro. Possuem inflorescências racemosas com flores pediceladas inseridas nas axilas foliares. Suas flores são andróginas, polistêmones, do tipo Papaver, generalistas, com grãos de pólen como único recurso floral sendo enquadradas dentro da categoria de “flores-pólen”. O estigma é seco, diminuto e formado por papilas delgadas. A antese é diurna, as flores duram apenas um dia e são visitadas por uma ampla variedade de insetos, incluindo himenópteros, dípteros, coleópteros e neurópteros, totalizando 29 espécies. As abelhas são os visitantes mais comuns e, dentre elas, Apis mellifera L., espécie introduzida pela ação humana, é a mais freqüente e abundante, sendo considerada o polinizador efetivo das espécies aqui estudadas. A floração é anual e em massa. E. uniflora floresce de agosto a outubro, com frutificação de setembro a novembro. E. neonitida floresce do final de agosto até início de dezembro, com frutificação de outubro até início de janeiro. E. punicifolia floresceu por duas vezes no ano de 2003, sendo a primeira florada entre os meses de junho e julho, frutificando no mês de agosto e a segunda, entre os meses de setembro e outubro, frutificando entre novembro e dezembro e no ano de 2004, floriu apenas no mês de agosto e frutificou entre outubro e dezembro. E. rotundifolia floresceu no mês de março, com frutificação de maio a junho.
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Aspectos da biologia floral e da polinização do adubo verde Mucuna pruriens (L.) DC. (Leguminosae, Faboideae)

Aspectos da biologia floral e da polinização do adubo verde Mucuna pruriens (L.) DC. (Leguminosae, Faboideae)

A adubação verde é considerada uma alternativa viável e sustentável aos solos agrícolas. O destaque positivo dessa prática resulta da comprovação dos efeitos danosos dos adubos solúveis em junção com os elevados custos do petróleo e fertilizantes industriais. Diante disso Leguminosae tem sido a família mais utilizada como adubo verde, pois traz muitas vantagens tanto para o solo quanto para as plantas. Nesta família destaca-se a espécie Mucuna pruriens (L.) DC. (Leguminosae, Faboideae) como uma das mais utilizadas para esta prática. Entretanto o conhecimento sobre sua biologia e principalmente em relação aos aspectos da biologia floral e de seus agentes polinizadores acerca de várias espécies utilizadas como adubo verde são escassos. Assim este trabalho objetivou verificar aspectos da biologia floral e da polinização que influenciam a reprodução do adubo verde Mucuna pruriens. Para isso, foi inventariada a riqueza de visitantes florais e de polinizadores; verificada como a morfologia e a biologia floral influenciam no comportamento do polinizador e/ou visitante floral; e analisados os componentes de fecundidade de M. pruriens através de suas taxas de frutificação e formação de sementes. Para o estudo da biologia floral as flores foram observadas quanto ao seu período de floração e duração da antese. Visto também se ocorre mudança de coloração nas partes florais e receptividade estigmática em todos os estágios de desenvolvimento floral. Foi verificada a morfometria das flores mediante material preservado em FAA e in natura. Para o estudo morfo-anatômico da quilha foi utilizada a microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. Os visitantes florais foram observados durante suas atividades de forrageamento e feito teste de autogamia para verificar a presença
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Biologia floral, ecologia da polinização e eficiência na produção de sementes de Vigna unguiculata (L.) Walp. em sistemas agrícolas

Biologia floral, ecologia da polinização e eficiência na produção de sementes de Vigna unguiculata (L.) Walp. em sistemas agrícolas

cultura de importante destaque na economia nordestina. Este trabalho teve por objetivo estudar a biologia floral, identificar os visitantes que realizam a polinização e a influência dos mesmos na produção de suas sementes. Foram realizados estudos morfológicos da arquitetura floral, bem como da biologia floral. O comportamento dos visitantes foi observado entre 05h00min-10h00min. Para identificar a estratégia reprodutiva realizaram-se dois experimentos: A. com os tratamentos de autopolinização espontânea e polinização natural; e B. com autopolinização espontânea e polinização cruzada manual, realizando-se ainda, estudo biométrico das sementes e frutos. V. unguiculata apresenta flores zigomorfas, contém um estandarte, duas alas e uma quilha. A antese teve início às 04h30min-05h00min, entrando em senescência às 09h00min- 10h00min. As abelhas Xylocopa grisescens (71% das visitas) e Eulaema nigrita (21,3%), foram consideradas polinizadores efetivos. Não houve diferença significativa na produção de frutos e sementes. V. unguiculata é capaz de produzir sementes na ausência de polinizadores, porém, possui arquitetura floral que atrai visitantes, garantindo assim a variabilidade genética.
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Rodriguezia bahiensis Rchb. f. : biologia floral, polinizadores e primeiro registro de polinização por moscas Acroceridae em Orchidaceae.

Rodriguezia bahiensis Rchb. f. : biologia floral, polinizadores e primeiro registro de polinização por moscas Acroceridae em Orchidaceae.

RESUMO – (Rodriguezia bahiensis Rchb. f.: biologia floral, polinizadores e primeiro registro de polinização por moscas Acroceridae em Orchidaceae). O gênero Rodriguezia distribui-se pela América Tropical, com cerca de 40 espécies, pouco conhecidas quanto à biologia floral e polinização. Rodriguezia bahiensis é endêmica ao Nordeste do Brasil e apresenta flores com atributos associados às síndromes de psicofilia e melitofilia. No entanto, a população estudada está associada a uma ampla guilda de visitantes florais incluindo borboletas, abelhas, mariposas, beija-flores e moscas Acroceridae, este último grupo registrado pela primeira vez atuando como polinizadores em representantes de Orchidaceae. As flores apresentam néctar como recurso, encontrado em baixa quantidade, o que em conjunto com a presença de guias de néctar imitando pólen sugere a ocorrência de um mecanismo de polinização combinando recompensa e engano. Embora a população estudada esteja associada a uma larga guilda de visitantes, a formação natural de frutos da população é baixa (6,57%), o que pode estar associado à alta frequência de pilhadores e possível auto-incompatibilidade na espécie estudada.
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Polinização e biologia floral de Clusia arrudae Planchon & Triana (Clusiaceae) na Serra da Calçada, município de Brumadinho, MGPolinização e biologia floral de Clusia arrudae Planchon & Triana (Clusiaceae) na Serra da Calçada, Brumadinho, MG.

Polinização e biologia floral de Clusia arrudae Planchon & Triana (Clusiaceae) na Serra da Calçada, município de Brumadinho, MGPolinização e biologia floral de Clusia arrudae Planchon & Triana (Clusiaceae) na Serra da Calçada, Brumadinho, MG.

RESUMO – (Polinização e biologia floral de Clusia arrudae Planchon & Triana (Clusiaceae) na Serra da Calçada, Brumadinho, MG). A biologia floral e a polinização de Clusia arrudae foi estudada na Serra da Calçada. C. arrudae não apresenta apomixia mesmo com a deposição de resina nos estigmas. Frutos desenvolvidos a partir de flores polinizadas manualmente produziram mais sementes (6,3 sementes por lóculo) do que frutos desenvolvidos a partir de flores polinizadas naturalmente (4,3 sementes por lóculo). O pico de floração ocorre de dezembro a meados de fevereiro. Plantas masculinas e femininas produzem flores diariamente; todavia, a cada três dias ocorre um pico de anteses que é sincronizado na população. A razão sexual da população é de 1:1, com plantas masculinas produzindo uma maior quantidade de flores que plantas femininas. Flores masculinas produzem cerca de 11 × 10 6 grãos de pólen no decorrer de três dias. A maioria dos grãos (66%) é apresentada no primeiro dia. Os
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Biologia floral e polinização de Casearia grandiflora, Casearia. javitensis e Lindackeria paludosa (Flacourtiaceae) na região de Manaus, AM.

Biologia floral e polinização de Casearia grandiflora, Casearia. javitensis e Lindackeria paludosa (Flacourtiaceae) na região de Manaus, AM.

em todas as plantas acompanhadas durante o estudo e visitavam as lores durante quase todo o dia. A ocorrência de polinização por moscas em espécies arbóreas de lores aparentemente generalistas tem sido observada para outras espécies com lores pequenas (Pombal 1994, Pombal & Morellato 1995). Entre elas há o levantamento feito na Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais em Belo Horizonte por Silva et al. (2001) que registraram 40 espécies de moscas visitando 16 famílias de plantas, sendo registradas com maior freqüência O. obesa e Palpada furcata (ambas da família Syrphidae). Machado & Loiola (2000), no estudo feito com Cordia multispicata Cham. (Boraginaceae) e Borreria alata (Aubl.) DC. (Rubiaceae), citaram nove espécies de moscas, principalmente do gênero Palpada. Muitas espécies da família Syrphidae visitam variadas espécies de plantas nas quais o acesso ao néctar e ao pólen é mais fácil (Silva et al. 2001), como é o caso das lores de C. grandilora e C. javitensis. Além das moscas também foram observados besouros, vespas e borboletas (iguras 3 e 4) visitando as lores de C. grandilora e C. javitensis, sendo consideradas como polinizadores ocasionais por suas visitas menos freqüentes. Dentre as abelhas, Melipona seminigra merrillae (igura 5) e Cephalotrigona capitata femorata (igura 6) foram as mais freqüentes, sendo considerados polinizadores. Foi encontrado pólen das espécies de Casearia no aparelho bucal, cabeça e pernas dos visitantes.
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Biologia floral e polinização de Aechmea beeriana (Bromeliaceae) em vegetação de baixio na Amazônia Central.

Biologia floral e polinização de Aechmea beeriana (Bromeliaceae) em vegetação de baixio na Amazônia Central.

Apesar de diferentes espécies de beija-flores visitarem u m a mesma inflorescência, não foram observados mais que dois indivíduos ao mesmo tempo.. Os beija-flores em geral visitava[r]

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Biologia floral e polinização de Manihot Mill.  (Euphorbiaceae), com ênfase em duas espécies do Cerrado

Biologia floral e polinização de Manihot Mill. (Euphorbiaceae), com ênfase em duas espécies do Cerrado

Floral traits evolution undergoes selective pressures by antagonists and mutualists, i.e. secretory structures and glands function for defense and pollinators attraction. We explored floral features and glands of Manihot, to give insights into the genus floral evolution. Furthermore, we evaluated if narrowly distributed species of the main diversity center of the genus – Cerrado – present differential floral traits. We studied 16 species, eight narrowly distributed in Cerrado and eight more widely distributed or from a different biome. We reviewed in literature the species floral traits, examined its flowers and performed red neutral test to detect secretory activity. In three species, we analyzed the structure and histochemistry of the glands. Our data supported two floral glands in Manihot, nectary, and osmophores (scent gland), providing the second register of osmophores in Euphorbiaceae. Narrow endemic species of Cerrado had differential floral features in female flower morphology and size and more often had deciduous bracts. Species endemic to Cerrado also appeared with more conspicuous osmophores. Our findings indicate that the Cerrado species evolved differential floral traits in Manihot. Although species presented individual variation in floral traits, a very conservative state for both floral glands evinced. Both glands had secretory structures and compounds related to defense and pollinator attraction. Due to osmophore pattern in tepals and its main chemicals, it seems that this gland evolved first to function in floral protection. In summary, a double role of floral glands in attraction and defense should be common, especially in osmophores, thereby optimizing plant reproductive fitness and defense system.
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Biologia floral e polinização artificial de pinhão-manso no norte de Minas Gerais.

Biologia floral e polinização artificial de pinhão-manso no norte de Minas Gerais.

Apesar  da  formação  de  frutos  normais  a  partir  da  autofecundação,  as  chances  de  que  esse  fato  ocorra na natureza são pequenas, pois raramente são  encontradas  lores  femininas  e  masculinas  abertas,  concomitantemente,  numa  mesma  inlorescência.  A  avaliação  da  autofecundação  “natural”,  sem  polinização  manual,  comprova  esta  observação,  uma  vez que, na ausência de insetos polinizadores, apenas  20%  das  lores  femininas  desenvolveram  frutos.  Os  frutos  formados  foram  signiicativamente  mais  leves, com número de sementes por fruto inferior, com inferiores comprimento e largura de sementes (Tabela  1),  e  sementes  com  signiicativa  redução  no  índice  de  velocidade  de  emergência,  em  relação  aos  outros tipos de polinização.
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Fenologia reprodutiva, biologia floral e polinização de Allamanda blanchetii, uma Apocynaceae endêmica da Caatinga.

Fenologia reprodutiva, biologia floral e polinização de Allamanda blanchetii, uma Apocynaceae endêmica da Caatinga.

RESUMO – (Fenologia reprodutiva, biologia loral e polinização de Allamanda blanchetii, uma Apocynaceae endêmica da Caatinga). A fenologia reprodutiva, a biologia loral, o mecanismo de polinização e o sistema reprodutivo de Allamanda blanchetii A.DC. foram analisados em populações naturais na Fazenda Almas, Paraíba, Brasil. Allamanda blanchetii é uma espécie arbustiva, endêmica da Caatinga, com loração de fevereiro a julho e pico nos meses de março e abril. A frutiicação acompanhou a loração e estendeu-se até o mês de setembro. As lores são tubulares e de coloração rosa, cuja forte hercogamia evita a autopolinização. O pólen é depositado na parte superior da cabeça do estilete (região não receptiva), ainda na fase de botão em pré antese (anteras deiscentes), caracterizando a apresentação secundária de pólen. As lores produzem uma média de 36,6 µL de néctar, o qual é o único recurso para os visitantes lorais. Allamanda blanchetii é auto-incompatível e os resultados sugerem mecanismo de incompatibilidade de ação tardia. Seus atributos lorais estão relacionados com as síndromes de melitoilia e psicoilia e, de fato, os polinizadores registrados foram a abelha Eulaema nigrita Lepeletier como principal polinizador e quatro espécies de borboletas que atuam como polinizadores secundários. A ocorrência de forte hercogamia, apresentação secundária de pólen e mecanismo de auto-incompatibilidade indicam o elevado grau de especialização dos sistemas de polinização e reprodução de A. blanchetii. Palavras-chave - apresentação secundária de pólen, auto-incompatibilidade, hercogamia
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Biologia floral de Virola surinamensis (Rol.) Warb. (Myristicaceae).

Biologia floral de Virola surinamensis (Rol.) Warb. (Myristicaceae).

A biologia floral é importante para o entendimento da interação planta-animal e, principalmente, para o sistema de cruzamento das plantas. As interações e os sistemas de cruzamento são considerados indicadores biológicos por contribuírem nos planos de conservação e manejo e no entendimento do fluxo gênico das populações (JARDIM, 1991). Os estudos sobre biologia floral visam ao melhoramento, conservação genética e produção de sementes e devem ser baseados no conhecimento do modo de reprodução da espécie (GUSSON et al., 2006). Ao mesmo tempo auxiliam o entendimento do fluxo gênico e o sistema de reprodução (BAWA, 1974, 1980). Autores como Bawa (1974), Opler e Bawa (1978), Bawa e Beach (1981), Bullock e Bawa (1981), Bullock (1982), Armstrong e Drummond (1986), Jardim (1991), Pinã-Rodrigues et al. (1993), Pombal e Morellatto (1995), Jardim e Macambira (1997), Venturieri e Silva (1997), Maués et al. (1999) e Venturieri et al. (1999) têm estudado a ecologia de polinização em espécies florestais hermafroditas e monóicas de regiões tropicais, enquanto Bawa (1980) e Bullock (1982) relataram estudos sobre a polinização de plantas dióicas. Segundo esses dois últimos autores, as plantas dióicas estabelecem sincronismos eficazes no florescimento das plantas masculinas e femininas e na oferta de recursos florais para auxiliar a sua reprodução, por intermédio dos polinizadores, portanto, eles autores consideram o dioicismo um aspecto extremamente evoluído das espécies.
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Abelhas visitantes florais e potenciais polinizadores da cajazeira (Spondias mombin L.) sob cultivo, na Chapada do Apodi, Ceará

Abelhas visitantes florais e potenciais polinizadores da cajazeira (Spondias mombin L.) sob cultivo, na Chapada do Apodi, Ceará

A pesquisa foi realizada entre os meses de novembro de 2009 a janeiro de 2010, na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte, no estado do Ceará. Utilizaram-se, ao todo, 32 árvores de cajazeira ( Spondias mombin L . ), do clone Lagoa Redonda, enxertado sobre umbuzeiro ( Spondias tuberosa Arruda). O trabalho teve como objetivo avaliar a biologia floral, o padrão de forrageamento, abundância e freqüência das abelhas visitantes florais da cajazeira durante todo o período de florescimento, além do vingamento inicial (fertilização das flores) de acordo com os diferentes testes de polinização (polinização livre, restrita com papel, restrita com filó, manual cruzada com o pólen oriundo de flores masculinas, manual cruzada com o pólen oriundo de flores hermafroditas, autopolinização manual, polinização por abelhas Apis mellifera e polinização por abelhas Trigona spinipes ). Os resultados mostraram que os principais e mais abundantes visitantes florais das flores de cajazeira, foram Apis mellifera (68%) , Trigona spinipes (30%) , Xylocopa grisescens (1%) e Plebeia aff. Flavocincta (1%). A cajazeira possui uma elevada produção de flores, porém os níveis de polinização natural estão muito abaixo do seu potencial de vingamento de frutos, quando comparados com a polinização cruzada manual e com a polinização por Apis mellifera . As flores da cajazeira não possuem a capacidade de realizar a autopolinização, necessitando da participação de agentes abióticos, no caso o vento e/ou bióticos, como as abelhas, para que haja a polinização das flores. Conclui-se que, a cajazeira é uma espécie andromonóica e alógama, grande produtora de pólen e com síndrome de polinização por melitofilia, onde as espécies Apis mellifera, Trigona spinipes e Xylocopa grisecens são os seus efetivos polinizadores. Sendo a Apis mellifera, o principal polinizador e o mais eficiente, promovendo incremento no vingamento dos frutos do clone de cajazeira Lagoa Redonda, sob cultivo, na Chapada do Apodi, Ceará.
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Biologia floral de Zeyheria tuberculosa (Bignoniaceae)

Biologia floral de Zeyheria tuberculosa (Bignoniaceae)

O processo de coevolução é um dos principais agentes na estruturação das comunidades e resulta de interações mutualistas entre táxons filogeneticamente distantes (Thompson, 1998). A polinização é baseada em uma interação em que ambas as partes aumentam sua aptidão, pois, normalmente, os animais obtêm alimento e material para cuidados com a prole e as plantas têm a possibilidade de fecundação cruzada (Wilmer, 2011; Torezan-Silingardi 2012). Esta relação é estabelecida por meio de atrativos primários tais como néctar, pólen, óleo, resina e fragrâncias que representam recursos essenciais aos animais, e de atrativos secundários que consistem na atração dos animais às flores, tais como formato da corola, cor e odor (Faegri & Van Der Pijl, 1979). A comunicação planta-animal é fundamental para a evolução floral visto que as classes de animais diferem muito em sua biologia sensorial, o que influencia em sua maneira de perceber, sabores, cores, odores e a qualidade do recurso (Schaefer & Ruxton, 2011).
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Comportamento forrageiro de abelhas visitantes de Solanun lycocarpum (Solanaceae) St. Hill e aspectos da biologia floral

Comportamento forrageiro de abelhas visitantes de Solanun lycocarpum (Solanaceae) St. Hill e aspectos da biologia floral

BUCHMANN e HURLEY (1978) desenvolveram um modelo biofísico para descrever o fenômeno da polinização vibrátil. O movimento vibratório de alta freqüência e pequena amplitude desencadeado pelos músculos indiretos de vôo do pterotórax da abelha é transmitido pelas pernas às anteras e dessas aos grãos pólen em seu interior. Os grãos adquirem um ganho líquido de energia cinética nos choques com as paredes internas e entre si próprios e começam a escapar pelo pólo apical. Algumas adaptações tornam o processo mais eficiente: os grãos de pólen pequenos e leves, sem adesivos lipídicos, facilitam o ganho energético nos múltiplos choques e a sua liberação na forma de nuvem. Tais características, observáveis nos grãos de pólen de Solanum lycocarpum, foram registradas também para outras espécies do gênero (BUCHMAN et al 1977). No corte da antera, podem ser observados os septos ligados à columela central aos quais BUCHMANN et al. (1977), estudando Solanum xantii e Solanum douglasii atribuiram um papel de expansão e casualização do movimento de grãos de pólen no interior dos lóculos durante as vibrações.
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Morfologia floral e biologia reprodutiva de genótipos de aceroleira.

Morfologia floral e biologia reprodutiva de genótipos de aceroleira.

RESUMO: Estudos sobre morfologia floral e biologia reprodutiva de uma cultura contribuem para o desenvolvimento de técnicas de castração e polinização. Com este propósito, estudaram-se a estrutura e a biologia floral em cinco genótipos de aceroleira (Malpighia emarginata), em Jaboticabal, SP; no período de dezembro/97 a janeiro/99. Foi avaliada a morfologia floral, por caracterização e quantificação, e a biologia reprodutiva, desde o aparecimento dos primórdios do botão floral até a abertura. As flores da aceroleira são monóclinas, com cálice composto por seis a sete sépalas, corola de cinco pétalas, nove a dez glândulas presentes na base, androceu com dez estames e gineceu com três a quatro pistilos e distribuem-se em cimeiras axilares com 3 a 13 flores nos ramos do ano anterior e do mesmo ano. Verificaram-se de 6 a 7 floradas por ano, principalmente de janeiro a maio e de agosto a dezembro, registrando-se que desde o aparecimento do botão floral à antese decorrem 6,9 a 7 dias, com abertura floral entre 5h00 e 8h00 e das 14h00 às 16h00, com floração de 22,1 a 29,4 dias, decorrendo do florescimento à maturação do fruto 22 dias e duração da colheita de 19,7 a 28,8 dias.
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Biologia floral e reprodutiva de Casearia grandiflora Camb. (Flacourtiaceae).

Biologia floral e reprodutiva de Casearia grandiflora Camb. (Flacourtiaceae).

O início da formação de frutos por autopolini- zação ocorreu em 24% dos casos (tabela 1). Estes frutos se desenvolveram até certo ponto, mas não alcançaram a maturação. No primeiro censo reali- zado um mês após as polinizações, frutos de auto- polinização e polinização cruzada apresentavam ovário expandido a ponto de afastar as pétalas re- manescentes. Entretanto, no censo final, realizado dois meses após o primeiro, os poucos frutos re- manescentes de autopolinização se apresentavam pequenos e murchos, caindo subsequentemente. Os frutos formados por polinização cruzada tiveram maior sucesso (49%), com desenvolvimento integral até a maturação. Os frutos depois de maduros apre- sentavam coloração verde escura e se abriam ex- pondo um arilo umedecido de cor laranja, bastante atrativo (figura 2f). Algumas flores emasculadas tiveram um início de desenvolvimento dos frutos (não quantificado quando do censo inicial), mas nenhum apresentou desenvolvimento completo. Nas flores marcadas como controle, houve uma con- siderável produção de frutos (32%), que se desen- volveram até a maturação.
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Biologia floral e fragrâncias das flores de Passiflora L

Biologia floral e fragrâncias das flores de Passiflora L

polinizadas por aves, como P. coccinea, normalmente apresentam coronas com filamentos curtos, largos e verticais que protegem o néctar armazenado no opérculo, assim como flores vermelhas não perfumadas (ou com fragrâncias muito tênues sem função na polinização). Em concordância, foi observado que as flores de P. coccinea apresentaram uma fragrância muito sutil, quase imperceptível, constituída principalmente por substâncias alifáticas presentes também nas partes vegetativas, mais relacionadas com atração e recrutamento de formigas e outros insetos benéficos para proteger a planta da herbívora. Também foi evidenciado que a corona de P. coccinea constituiu uma barreira muito eficaz contra o roubo de néctar por parte dos insetos. Desta forma, as formigas recrutadas pelas plantas de P. coccinea aproveitam só os recursos secretados pelos nectários extraflorais na base das sépalas e pedicelos das folhas, deixando intacto o néctar da flor para os beija-flores, os quais estão perfeitamente adaptados para penetrar a corona e realizar a polinização eficientemente. Isso foi demonstrado por Varassin, Trigo e Sazima (2001) no caso de P. speciosa, espécie muito similar à P. coccinea. Entretanto, muitas das passifloras polinizadas por abelhas apresentam coronas extremamente fragrantes, com numerosos filamentos mais curtos no centro do opérculo, que junto com os filamentos mais compridos da corona, contribuem com a difusão da fragrância que a flor emite. A confluência no centro da flor constitui não só uma guia visual, mas também olfativo para os polinizadores. As espécies estudadas nesta pesquisa correspondentes nesta categoria são P. edulis, P. alata, P. quadrangularis e P. cincinnata.
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Biologia da polinização e sistema reprodutivo de Psychotria barbiflora DC. (Rubiaceae).

Biologia da polinização e sistema reprodutivo de Psychotria barbiflora DC. (Rubiaceae).

Os dados relacionados à biologia floral, como morfologia e cor das flores, horário, duração e seqüência de antese, receptividade do estigma, número de flores abertas por inflorescência e os dados referentes ao néctar (volume e concentração) e ao pólen (morfometria, números de grãos de pólen por antera, por flor, razão pólen/óvulo e viabilidade), foram feitos utilizando-se, para cada análise, dez flores provenientes de 20 indivíduos, dez brevistílicos e dez longistílicos, distribuídos em três trilhas no interior do Parque. Foram feitos desenhos comparativos entre as flores brevistilas e longistilas, com auxílio de câmara clara acoplada a microscópio estereoscópico. A contagem do número de grãos de pólen e óvulos por flor foi feita diretamente sob microscópio estereoscópico, sendo posteriormente calculada a razão pólen/óvulo (Cruden 1977). A viabilidade polínica foi testada em grãos provenientes de duas das cinco anteras de cada flor, pela técnica de coloração do citoplasma por carmim acético 1,2% (Radford et al. 1974), sendo contados, ao acaso, 100 grãos por lâmina. As medidas de 25 grãos de pólen de cada morfo foram feitas utilizando-se flores frescas de diferentes indivíduos, com auxílio de ocular micrométrica, comparando-se os resultados através de análise de variância.
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