Top PDF Bullying no contexto escolar : prevenção da violência e promoção da cultura da paz na perspectiva de adultos e crianças

Bullying no contexto escolar : prevenção da violência e promoção da cultura da paz na perspectiva de  adultos e crianças

Bullying no contexto escolar : prevenção da violência e promoção da cultura da paz na perspectiva de adultos e crianças

Nos dias de hoje, são cada vez mais frequentes situações de violência física e psicológica entre os alunos nas escolas que podem ser classificadas como bullying. O bullying ocorre quando determinado aluno é exposto repetidamente e, ao longo do tempo, a ações negativas de outro(s) aluno(s). O presente trabalho teve como objetivo de pesquisa investigar os posicionamentos, ideias, crenças, valores e ações típicas apresentadas nas narrativas de crianças, professores e equipe escolar de uma escola pública da cidade de Brasília em relação ao fenômeno do bullying escolar. Foram entrevistados individualmente sete membros da equipe pedagógica e administrativa da escola, três professoras de três turmas do 5 o ano do Ensino Fundamental e dezenove crianças dessas turmas. Além disso, foram realizadas quarenta horas de observação das atividades do cotidiano escolar, em especial as atividades do Projeto Virtudes, desenvolvido pela orientadora educacional da escola para prevenir o bullying. Os resultados desta pesquisa revelam que o Projeto Virtudes, na prática, se constituiu na simples transmissão de regras por parte da orientadora educacional em situação semelhante a aulas. Constata- se também que frequentemente os adultos têm grande dificuldade de definir os conceitos de paz e violência, de observar e saber lidar com a complexidade das relações sociais entre as crianças e também de pensar em como promover a paz entre os alunos para além da transmissão unidirecional oral de regras e punições. Os resultados apontam, ainda, na narrativa das crianças dessa escola, a vivência do bullying entre os alunos e as sugestões das próprias crianças para prevenção e resolução do problema do bullying escolar. Em conclusão, caso as escolas desejarem de fato assumir como um de seus objetivos a educação para a paz e a prevenção do bullying, necessitarão da abertura de espaços para escutar as crianças e de, com elas, desenvolver estratégias cooperativas de respeito interpessoal na vida cotidiana da escola: adultos e crianças trabalhando juntos na inclusão da diversidade e na desconstrução dos preconceitos, incluindo as famílias dos alunos em todo esse processo.
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Violência e bullying em contexto escolar : contributos da perspectiva intercultural

Violência e bullying em contexto escolar : contributos da perspectiva intercultural

Acreditamos que a educação intercultural e o currículo intercultural poderão contribuir de forma bastante positiva na prevenção e no combate à violência gerada na escola e pela escola, aju- dando a melhorar a qualidade do ensino e das aprendizagens e as capacidades dos professores para atuar face à diversidade e melhor compreender o mundo global e culturalmente plural no qual vivemos. poderá, ainda, fomentar a construção e a promoção de uma cultura de tolerância e paz, para que todas as crianças e jovens possam, então, estudar numa escola segura e solidária e viver num mundo com cidadãos conscientes face à imperatividade do respeito pela pessoa na sua singularidade e diferença; uma escola inclusiva, emancipadora e liberta de preconceitos, que assume inteiramente a responsabilidade do seu importante papel socializador, visando contribuir para a formação de cidadãos íntegros e civicamente responsáveis, capazes de fazer emergir e imprimir mudanças efetivas na escola e na sociedade e ajudar a construir um mundo mais justo e verdadeiramente solidário.
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PROTAGONISMO JUVENIL NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA E PROMOÇÃO DA CULTURA DA PAZ EM UMA CIDADE DO INTERIOR DA BAHIA

PROTAGONISMO JUVENIL NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA E PROMOÇÃO DA CULTURA DA PAZ EM UMA CIDADE DO INTERIOR DA BAHIA

A escola, reconhecida como um espaço primordial de socialização e preparação de crianças e adolescentes para a vida, também pode ser um lócus de violência. Pode ignorar as habilidades e competências das crianças e jovens das classes populares, impondo-lhes um conjunto de atitudes, comportamentos e racionalidades das classes dominantes, fazendo-os crer que são incapazes de aprender (BOURDIEU; PASSERON, 1978), constituindo aí o polissêmico campo da violência simbólica. Pode permitir ou se omitir diante de agressões e humilhações de alunos praticadas por funcionários, professores ou por seus pares. Essa última forma, reconhecida pelo conceito de bullying, é caracterizada por comportamentos prepotentes e agressivos, tais como colocar apelidos, ofender, humilhar, discriminar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, agredir, roubar e quebrar pertences, podendo ocasionar perda de interesse ou medo de freqüentar a escola. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Proteção à Infância em 11 escolas do Rio de Janeiro, com o apoio da Petrobrás, envolvendo 5.875 alunos de 5.a a 8.a séries do Ensino Fundamental revela o envolvimento de 40,5% deles nessa prática: 16,9% como alvos, 10,9% como alvos e autores e 12,7% como autores (www.bullying.com.br).
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Educação para a paz e não violência, numa comunidade escolar

Educação para a paz e não violência, numa comunidade escolar

dominantes. É o processo de desumanização construído na realidade histórica em um contexto real. Em outra obra intitulada Conscientização de (2008), Freire apresenta-se numa crença de radical humanismo ressaltando que enquanto relação, os seres humanos pelo seu poder criador são capazes de fazer sucumbir uma dada situação de opressão e violência humana. Em Educação e Mudança (1979/2010), o autor fala-nos do compromisso com a sociedade, afirmando que a práxis humana é a condição essencial para que haja homens e mulheres comprometidos com o mundo, e com a realidade concreta em que estão inseridos, reafirmando o compromisso com a própria existência humana. Em Pedagogia da Autonomia(2002), expressa sua indignação às posições fatalistas e deterministas da história e da realidade cotidiana legitimando a negação dos direitos de “ser mais” fundamentais à humanidade das pessoas.
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NOVAS RELIGIOSIDADES E A PROMOÇÃO  DA CULTURA DE PAZ

NOVAS RELIGIOSIDADES E A PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

Considerando que a Paz não é ausência de conflito, que ocorre em etapas que envol- vem o nível do indivíduo, da sociedade e da relação com a natureza e que esta visão de mundo pode ser aplicada de forma pratica e estruturada pelo método “A arte de viver em paz”, que foi reconhecido como modelo e referência de educação para a Paz, desde o ano de 2002 pela UNESCO e tem sido aplicado no Brasil há 32 anos e em alguns outros países (França, Argentina, Equador, Portugal), pode se entender que esta metodologia promove o florescimento da paz por meio de uma significativa mudança em relação a visão de mundo, à consciência de pertencimento e de auto-responsabilidade pelas escolhas e decisões praticas na vida, gerando ações menos violentas e mais pacíficas a partir do indivíduo. Lenoir (2005, p. 227) entende que as novas religiosidades favorecem a evasão de conceitos que buscam a abertura de diálogo com os mais variados níveis de conhecimento:
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Bullying : novo? : crime de violência escolar

Bullying : novo? : crime de violência escolar

Taipa de Carvalho 143 diz-nos a propósito do art.º 152º CP: “a função deste artigo é prevenir as frequentes (…) formas de violência no âmbito da família (...) A ratio do tipo não está, pois, na protecção da comunidade familiar, conjugal, educacional (...), mas sim na protecção da pessoa individual e da sua dignidade humana (...). Se em tempos passados, se considerou que o bem jurídico protegido era apenas a integridade física, (…), hoje, uma tal interpretação redutora é, manifestamente, de excluir. A ratio desse art. 152º vai muito além dos maus tratos físicos, compreendendo os maus tratos psíquicos (p. ex., humilhações, provocações, ameaças, etc.)... Portanto deve dizer-se que o bem jurídico protegido por este crime é a saúde - bem jurídico complexo que abrange a saúde física, psíquica e mental, e bem jurídico que pode ser afectado por uma multiplicidade de comportamentos que impeçam ou dificultem o normal e saudável desenvolvimento da personalidade da criança ou do adolescente, (...), afectem a dignidade pessoal do cônjuge (...).” 144
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Prevenção da violência nas relações de namoro: intervenção com jovens em contexto escolar

Prevenção da violência nas relações de namoro: intervenção com jovens em contexto escolar

condutas em relação aos seus parceiros. Tal como noutros estudos internacionais, verificou-se que os comportamentos mais usualmente recebidos/perpetrados eram aquilo a que poderíamos chamar de “formas menores” de violência: insultar, difamar ou fazer afirmações graves para humilhar ou ferir, gritar ou ameaçar com intenção de meter medo, partir ou danificar objectos intencionalmente e dar bofetadas. À semelhança de outros trabalhos (e.g., KAURA; ALLEN, 2004) neste estudo, a taxa de violência severa era bastante reduzida, embora esses tipos de actos também estivessem presentes (e.g., apertar o pescoço, actos sexuais contra vontade, murros, pontapés ou cabeçadas, bater com a cabeça na parede ou contra o chão, ameaças com armas). Quanto às diferenças de género, os resultados não indicaram distinções significativas, embora no que diz respeito a pequenos actos de violência as mulheres admitissem uma maior taxa de agressão. As estudantes admitiram, em particular, praticar mais comportamentos específicos tais como “dar uma bofetada” e “insultar, difamar ou fazer afirmações graves para humilhar ou ferir” do que os seus parceiros de sexo masculino. Este resultado, corroborando os dados de outros estudos neste domínio (KATZ; KUFFEL; COBLENTZ, 2002, KAURA; ALLEN, 2004), mostrou que as raparigas também se envolvem em atos de violência e que os homens também podem ser vitimados no contexto das suas relações amorosas.
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A EDUCAÇÃO EM GÊNERO PARA CRIANÇAS NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR

A EDUCAÇÃO EM GÊNERO PARA CRIANÇAS NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR

A presente pesquisa teve por objetivo identificar abordagens na educação em gênero para crianças, através de um levantamento bibliográfico, a fim de promover reflexões sobre violência e sua prevenção no cotidiano escolar. O problema de pesquisa foi: como é desenvolvido o tema Gênero para crianças, identificando e prevenindo a violência de gênero na escola? Nas discussões sobre o conceito de gênero, Scott (1989) entende que gênero passa pelo debate político e analítico e independe da anatomia do indivíduo. Gênero não diz respeito somente às mulheres, mas elas fazem parte da construção histórica dos “feminismos”, que lutam contra as desigualdades, discriminações, estereótipos e pelo respeito à diversidade. No embasamento teórico da pesquisa, abordou-se um pouco da história dos feminismos, a violência de gênero e as políticas públicas para seu enfrentamento. Analisou-se as relações de gênero e a violência discutidas por diversos autores, apontando três eixos que promovem reflexão sobre a violência contra crianças no meio familiar, violência de gênero na escola e a homofobia, assim como o uso de materiais didáticos escolares embasados na heteronormatividade. Percebeu-se a relevância do tema pesquisado que é pouco investigado, principalmente quando se trata da infância. Há necessidade de realizar novos estudos a fim de construir o “marco da diversidade” e inseri- lo no processo de ensino e aprendizagem com naturalidade e respeito. Também se faz necessário implementar análise e revisão de materiais escolares embasados na heteronormatividade, reformulando-os na perspectiva da diversidade, para que seja possível implementar a abordagem da educação em gênero para crianças com vistas à prevenção da violência na escola e na sociedade.
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Bullying Homofóbico em Contexto Escolar

Bullying Homofóbico em Contexto Escolar

Através da análise de resultados, verificamos a permanência de algumas crenças conservadoras (e.g., efeminação dos gays; masculinização das lésbicas; fazer impressão ver duas pessoas do mesmo sexo beijar-se e estar perto de um gay e/ou lésbica) sobre gays e lésbicas, particularmente o sexo masculino que demonstrou menos tolerância face à orientação sexual não heteronormativa. Foram também visíveis atitudes conservadoras relativamente às questões de género (e.g., sensibilidade do sexo feminino; culpabilização da mulher em alguns casos de violência doméstica). Relativamente às práticas de violência sobre gays e lésbicas, o sexo feminino destacou-se não só como agente agressor mas também como vítima. Por sua vez, no que se refere aos tipos de violência, a violência psicológica e social são as mais observadas e praticadas, segundo os/as participantes. Em relação ao impacto das violências sobre os indivíduos gays e lésbicas, verificamos uma consciencialização dos/as jovens, concretamente do sexo feminino, sobre o impacto que as violências exercem na saúde das vítimas com orientação sexual gay ou lésbica. As principais conclusões do presente estudo, recaem pela permanência de crenças associadas ao género, à orientação sexual gay e lésbica, assim como valores significativos, descritos pelos dados, na observação de comportamentos violentos, de cariz homofóbico. Porém, são também visíveis algumas atitudes positivas face à orientação sexual e/ou identidade de género não heteronormativa.
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O papel interventivo do yoga na promoção da saúde e cultura de paz no ambiente escolar

O papel interventivo do yoga na promoção da saúde e cultura de paz no ambiente escolar

significativas nos escores de percepção de violência dos cinco grupos investigados: do grupo experimental, antes (49,11 ± 7,57) e depois (40,56 ± 2,83) da intervenção; do grupo controle do sexo masculino, antes (51 ± 7,35) e depois (42,11 ± 5,69); grupo experimental feminino, antes da intervenção, foram (38,83 ± 3,97) e depois (34,83 ± 2,48); grupo controle feminino, antes (53,71±7,57) e depois (43,57±4,04), grupo de professores antes da intervenção os escores foram (72,5 ± 8,16) e depois (52,87 ± 15,21). Utilizou-se a análise de discurso para interpretar os dados qualitativos e três macrocategorias foram criadas com base nos discursos recorrentes dos sujeitos: O que representa o Yoga; De lodo a lótus: benefícios e mudanças percebidas; e O Yoga na promoção da saúde e paz na escola. Para preservar a identidade dos alunos, foram utilizados codinomes. Evidenciamos uma mudança no comportamentos dos sujeitos entrevistados. Concluiu-se que houve uma mudança significativa no comportamento agressivo dos alunos, porém, o grupo-controle também reduziu o percentual de violência. Acreditou-se que este resultado sucedeu em razão da mudança de comportamento do grupo experimental haver desencadeado mudanças nos grupos controle.
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Prefácio a «Violência nas escolas e bullying: Reflexões sobre indisciplina, violência e bullying escolar»

Prefácio a «Violência nas escolas e bullying: Reflexões sobre indisciplina, violência e bullying escolar»

O que tem de fácil escrever sobre a Nazaré, tem de difícil escrever sobre a indisciplina, a violência e o bullying, fenómenos cada vez mais expostos aos olhos de uma vasta maioria da população portuguesa (e não só!), mas raramente analisados de forma consistente, com argumentações bem construídas e sustentadas, procurando compreender os diversos ângulos de abordagem possíveis.

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Violência escolar e bullying em países europeus

Violência escolar e bullying em países europeus

Quanto à Q4, sobre o impacto do projecto na comunidade escolar, os professores dos países envolvidos referiram que todos os alunos revelaram uma atitude positiva face às actividades do projecto, o mesmo se verificando a nível da observação de progressos nas relações interpessoais entre alunos, em maior ou menor grau, tendo o Reino Unido destacado a aproximação entre alunos de diferentes faixas etárias. Relativamente à existência de progressos nas relações entre alunos e professores todos os países respondem de forma positiva. O Reino Unido acrescenta que o projecto proporcionou um maior conhecimento dos professores face aos alunos. No que se dirige aos progressos observados nas relações entre os alunos e os auxiliares de acção educativa, os diversos países referem a existência de algumas melhorias. Relativamente ao que ainda necessita ser trabalhado em termos dos comportamentos dos alunos, a Finlândia destaca que um maior relaxamento permitirá aos alunos o usufruir de outros métodos de aprendizagem e trabalho na escola. Itália salienta a necessidade de desenvolver junto dos alunos o sentido da responsabilidade, do autocontrolo e do respeito pelos outros. A Polónia considera ser necessário continuar a trabalhar a agressão interpessoal entre os alunos, a disciplina e a cooperação entre alunos de diferentes faixas etárias. Portugal assinala que se deve promover a uniformidade da actuação dos professores perante os comportamentos dos alunos e que as ocorrências não devem ser escondidas. A Suécia considera importante continuar a trabalhar as atitudes negativas dos alunos, o desenvolvimento do respeito entre pares, referindo ainda o impacto positivo do projecto sobre o relacionamento interpessoal entre professores. O Reino Unido refere que continuará a seguir as estratégias anti-bullying e disciplinares vigentes na escola.
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A construção da cultura de paz como uma estratégia de superação da violência no meio escolar: impasses e desafios

A construção da cultura de paz como uma estratégia de superação da violência no meio escolar: impasses e desafios

A violência nas escolas e no entorno social faz vicejar a ótica e a lógica do prazer individualista na negação do outro, ameaçando os princípios reconhecidos internacionalmente pela educação dos quatro pilares do conhecimento: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser (DELOURS, 1998). Os profissionais do Serviço Social e áreas afins têm o compromisso ético- político frente à violação dos direitos humanos que vem ocorrendo no âmbito escolar. Neste sentido, entende-se a violência primeiramente contextualizada na estrutura sócio-econômica e cultural da sociedade, caracterizando-se como “vio- lência estrutural”. Como afirma Boulding (1981), a violência estrutural oferece um marco à violência do comportamento, pois se aplica tanto às estruturas organi- zadas e institucionalizadas da família como aos sistemas econômicos, culturais e políticos que conduzem à opressão de determinadas pessoas a quem se negam vantagens da sociedade. Desta forma, a compreensão da violência estrutural ba- seia-se na desigualdade social histórica agravada pelo sistema capitalista exclu- dente, que violenta a infância e adolescência ao retirar estruturas e possibilidades adequadas de trabalho e condições de vida dignas às famílias, refletidas na fala do professor “eles [alunos] vivem em casa de papelão”. Enredados em um círculo vicioso de falta de oportunidade e apoio, crianças e adolescentes, muitas vezes, acabam trilhando caminhos pelo tráfico de drogas, constituindo-se em uma das mais preocupantes expressões da questão social no meio escolar: a violência atre- lada ao tráfico de drogas, “o mais difícil é salvar o menino do tráfico” (sic).
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A violência em contexto escolar "Bullying": a importância da animação socioeducativa na mediação de conflitos e apoio ao aluno

A violência em contexto escolar "Bullying": a importância da animação socioeducativa na mediação de conflitos e apoio ao aluno

átrio dos alunos, ia ser um fracasso, pela suspeita de ser rasgado, ou escritas frases obscenas desapropriadas para o ambiente escolar. Depois de alguns dias o painel estar colocado, verificou-se que os alunos colaboraram com res- peito, com sensatez e cooperação, opinando sobre a questão apresentada., com ideias que deverão ser analisadas em grupo no 2º período. Foram ainda colocados no chão do respetivo átrio palavras de sensibilização para os valores e atitudes na comunidade educativa, frases simples como por exemplo, na por- ta da entrada dos alunos estava colocada no chão as palavras BOM DIA e na porta de saída ATÉ AMANHÃ., entre outras frases alusivas à motivação dos alunos, no sentido de colaborar com boas práticas educativas. Os espaços ex- teriores às salas de aulas são espaços que devem ser trabalhados nas mais diversas formas, com especial referência aos recreios e aos átrios dos alunos, onde se pode por em prática diversas aprendizagens de lazer etc. (exposições, jogos, teatro, dinâmicas de grupo, musica, ao vivo).
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Bullying homofóbico no contexto escolar em Portugal

Bullying homofóbico no contexto escolar em Portugal

Nos últimos anos, a temática de violência nas escolas tem vindo a receber uma maior atenção na área da investigação e dos media. O bullying é uma forma específica de violência nas escolas, sendo definida por Olweus (1993), como “um(a) aluno(a) estar a ser provocado/vitimado quando ele ou ela está exposto, repetidamente e ao longo do tempo, a acções negativas da parte de uma ou mais pessoas” (p. 9). As acções negativas podem ser verbais (e.g. chamar nomes), físicas (e.g. bater), sexuais (e.g. tocar em partes do corpo do outro deixando-o desconfortável), ou sociais (e.g. excluir), contri- buindo para a distinção entre o bullying “directo” (que envolve um ataque manifesto a uma vítima) e o bullying “indirecto” (que está relacionado com o isolamento social e exclusão de um grupo). Destaca-se ainda o cyberbull- ying, que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação (e- -mail, telemóvel, pager, etc.) como forma de agressão. Green (2008) afirma que estes dois tipos de bullying podem ocorrer no intervalo, na hora de almoço, antes ou depois da escola, tendo sempre uma ou mais vítimas e um/a ou mais agressores (bullies).
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AMBIENTE ESCOLAR: VIOLÊNCIA,MÍDIAS SOCIAIS E BULLYING

AMBIENTE ESCOLAR: VIOLÊNCIA,MÍDIAS SOCIAIS E BULLYING

intervenção, cujos efeitos já foram experimentados em várias ocasiões e podem ser usados para uma situação mais difícil” como: unir sociedade, família, professores para atuar junto à criança e adolescentes dentro e fora do ambiente escolar e apesar de serem exemplos de propostas que deram certo, isso não quer dizer que possam ser aplicadas indistintamente, pois cada escola possui suas peculiaridades. Essas propostas devem ser investigadas e adaptadas à realidade de cada escola. Lopes Neto (2005) diz que o fenômeno é complexo e de difícil solução, precisa ser combatido continuamente e ainda que as ações são relativamente simples e de baixo custo podendo ser até incluído no cotidiano escolar não precisa ser nenhum projeto grandioso ou mirabolante. Ainda segundo o autor a intervenção é necessária, mas os programas não podem ser padronizados, pois as estratégias a serem desenvolvidas devem sempre considerar a características sociais, econômicas e culturais de sua população e deve ser específico para cada escola. A escola tem uma grande responsabilidade em relação ao bullying, a psicóloga Joseth (2017) diz que, quando na escola são identificados casos de bullying, é preciso considerar que a instituição tem a responsabilidade em lidar com isso. A escola deve sempre estar atenta para que iniciativas a sejam tomadas, e o problema seja revertido, os trabalhos devem sempre acontecerem, é interessante existires projetos durante o ano letivo que trabalhe a temática.
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Bullying A violência entre adolescentes em contexto escolar: uma meta-análise Liliana Leandra Gonçalves Martins

Bullying A violência entre adolescentes em contexto escolar: uma meta-análise Liliana Leandra Gonçalves Martins

24 As estratégias de prevenção e intervenção em bullying seguem, muitas vezes, as ideias de Olweus. Neste sentido devem envolver o agressor e a vítima, dando-lhes apoio individualizado, tal como promovendo competências cognitivas, emocionais e comportamentais, nomeadamente: gestão emocional; comportamento assertivo; resolução de problemas; escuta-ativa; trabalho em equipa; procura de soluções pacíficas; uso do humor no lidar com o agressor; trato amigável; envolvimento na participação ativa; técnicas de relaxamento; atividades extracurriculares; recurso ao desporto, às artes entre outras actividades para controlar o stress, aborrecimento/tédio, ansiedade/depressão, podendo melhorar a frequência da agressão, visto se manterem entretidos e ocupados nas atividades que lhes proporciona agrado; utilização de vídeos, teatro-debate, histórias, jogos dramáticos e cooperativos. Preconizam, ainda, o envolvimento dos professores e da escola, no sentido de avaliar o problema na própria escola, identificando as atividades bullying, estabelecendo regras no regulamento escolar contra este fenómeno, oferecendo formação adequada aos professores, promovendo o diálogo, envolvendo e responsabilizando os alunos, tal como melhorando a supervisão. Também as famílias devem se envolver no percurso escolar do seu educando, identificando sinais de violência no adolescente e prevenindo comportamentos agressivos. Quanto à política é crucial que valorize e investa no sistema social e educativo (Costa & Vale, 1998; Gomes-Pedro, 1999; Grew et al., 2005, citados por Pereira, 1997; Matos & Gonçalves, 2012; Olweus, 1991, 1993, 1994, citado por Matos et al., 2009a; Pereira, Costa, Melim, & Farenzena, 2011; Smith, 2002, citado por Pereira, Melim, & Farenzena, 2011).
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Concepção de um programa de prevenção da violência nas relações de intimidade juvenis em contexto escolar

Concepção de um programa de prevenção da violência nas relações de intimidade juvenis em contexto escolar

Para a avaliação deste programa, optou-se por adoptar uma lógica quasi- experimental, ou seja, existirá um pré-teste e um pós-teste, com grupo de controlo não aleatorizado. Deste modo, o grupo de controlo permitirá verificar que mudanças ocorrem na ausência de intervenção, dando-nos uma visão mais exacta dos efeitos da intervenção (Woodhill, 2000). Neste sentido, e numa primeira edição do programa, para além da escola que irá receber a intervenção, terá de ser seleccionada uma escola com características semelhantes, a qual constituirá o grupo de controlo. Apesar das implicações éticas habitualmente levantadas pelo facto de apenas uma das escolas receber a intervenção e a outra escola seleccionada funcionar como grupo de controlo, considerar-se-á uma intervenção subsequente nesta última escola, tendo em conta, que numa primeira aplicação, este programa funcionará como programa-piloto e, portanto, susceptível a modificações e melhorias. Assim, no início do ano lectivo, serão passados dois questionários em ambas as escolas, sendo igualmente realizados grupos focais com alunos e agentes educativos 4 , processo que deverá repetir-se no final do ano lectivo correspondente ao da intervenção, seis meses depois e ainda um ano após a intervenção. Os questionários aplicados serão compostos por três secções, sendo que as duas primeiras correspondem a versões adaptadas do Inventário de Violência Conjugal (IVC; Matos, Machado & Gonçalves, 2000b) e da ECVC (Matos et al., 2000a). A última secção dos questionários dirá respeito a um conjunto de questões que permitam avaliar não só o nível de conhecimentos dos participantes acerca da violência nas relações de intimidade, mas também a norma subjectiva e o controlo percebido dos participantes sobre os obstáculos e elementos facilitadores do comportamento violento no presente
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O bullying em contexto escolar: um estudo de caso.

O bullying em contexto escolar: um estudo de caso.

Um estudo realizado numa escola da cidade de Lisboa permitiu deduzir variáveis internas à própria escola, tais como a falta de qualidade do espaço e a organização das actividades que podem reflectir positiva ou negativamente a incidência de violência. Neste caso, os agentes educativos patentearam as fracas condições físicas e espaciais da escola: o espaço físico reduzido, a degradação e desadaptações das instalações que condicionam as propriedades ambientais do estabelecimento de ensino (Sebastião, 2003). Este autor alude ainda a variáveis relacionadas com a própria organização, destacando-se a instabilidade por parte da direcção e gestão da escola, a mobilidade dos docentes e insignificante cooperação entre estes, além da falta de serviços de apoio orientação e acção social.
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Bullying transfóbico: experiências de discriminação e violência de pessoas trans em contexto escolar

Bullying transfóbico: experiências de discriminação e violência de pessoas trans em contexto escolar

Temos que atribuir algum peso à dimensão cultural na manutenção de atitudes, pensamentos e crenças transfóbicas na mente das pessoas em resultado dos padrões de género que estão nela enraizados e que tornam uma pessoa que não seja conformista com os mesmos um possível alvo de discriminação e até de bullying. Este tipo de concepções é mais predominante em culturas onde estão enraizados os padrões tradicionais de como um homem/mulher devem ser. Esta dimensão cultural e o peso que exerce nas pessoas que com ela interagem condicionam as pessoas levando a que tenham pensamentos e atitudes prejurativas para com pessoas LGBT. Estes padrões tradicionais que estão enraizados em várias culturas e que são de difícil combate, podemos inseri-los num conceito designado de “heteronormatividade” e que constitui um grande obstáculo a ultrapassar quando queremos intervir na comunidade, visando a mudança de mentalidade e combater o fenómeno do bullying transfóbico.
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