Top PDF Caesalpinioideae (Leguminosae) nos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

Caesalpinioideae (Leguminosae) nos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

Caesalpinioideae (Leguminosae) nos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

Leguminosae Adans. é constituída de 730 gêneros e 19.325 espécies, e é subdividida em três subfamílias: Caesalpinioideae, Mimosoideae e Papilionoideae (Lewis et al. 2005), situando-se entre as três maiores famílias de Angiospermae (Polhill et al. 1981). Apresenta hábito variado, desde ervas perenes até árvores de grande porte, folhas, em geral, compostas, inflorescência racemosa, flores com corola dialipétala e zigomorfa, com exceção das Mimosoideae, que possuem corola gamopétala, de simetria radiada, frutos do tipo legume e suas variações, como legume bacóide, nucóide e samaróide, lomento, folículo, sâmara e drupa (Barroso et al. 1991; Barroso et al. 1999). O monofiletismo da família foi confirmado por Chappill (1995) e Doyle et al. (2000), pela presença de folhas compostas, com pulvinos e de uma pétala adaxial diferenciada, ovário monocarpelar e frutos do tipo legume. A família consiste no elemento principal de muitos tipos vegetacionais (Lewis 1987), sendo
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Aumento da disponibilidade de N via deposição atmosférica e fenologia reprodutiva de Habenaria caldensis Kraenzl. (Orchidaceae) no Parque Estadual do Itacolomi (PEIT) - MG, Brasil.

Aumento da disponibilidade de N via deposição atmosférica e fenologia reprodutiva de Habenaria caldensis Kraenzl. (Orchidaceae) no Parque Estadual do Itacolomi (PEIT) - MG, Brasil.

Dentre as famílias mais bem representadas nos campos rupestres de Minas Gerais, destaca-se a Orchidaceae, sendo Habenaria Willd. um extenso gênero pertencente à subtribo Habenariinae e que, no Brasil, abriga cerca de 170 espécies, sendo o segundo maior gênero de orquídeas, apenas superado por Pleurothallis (Hoehne 1940, Pabst & Dungs 1975, Batista et al. 2004). O gênero Habenaria distribui-se amplamente no território brasileiro, sendo encontrado principalmente no cerrado e campos rupestres das regiões sudeste e centro-oeste do país (Batista et al. 2004). A H. caldensis é uma espécie relativamente comum em campos rupestres dos estados de Minas Gerais e Goiás (Batista et al. 2004) e, devido à sua ampla distribuição, pode ser considerada um ótimo modelo de estudo para o entendimento das respostas desses vegetais ante a mudanças ambientais. O entendimento dessas respostas enseja o fomento de programas visando à conservação de, por exemplo, H. itacolumia, espécie endêmica e ameaçada de extinção do Parque Estadual do Itacolomi (PEIT) (Fundação Biodiversitas 2005).
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Leguminosae Adans. nos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística, preferência por hábitat, aspectos reprodutivos e distribuição geográfica

Leguminosae Adans. nos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística, preferência por hábitat, aspectos reprodutivos e distribuição geográfica

Os Campos Graminosos Úmidos (CGU) estão associados a áreas aplainadas e de menores altitudes, que recebem água por drenagem lateral e material coluvial. Possuem um estrato graminóide desenvolvido, além de numerosos arbustos e subarbustos (Fig. 8C, Anexo 3). O solo, derivado do quartzito, enquadra-se na classe dos Gleissolos (EMBRAPA 1999) e apresenta, entre os estudados, os menores teores de argila, alumínio trocável e H+Al (Tab. 7), além de ser mal drenado. A umidade é mais alta na superfície, o que pode, neste hábitat, estar relacionado à maior quantidade de matéria orgânica. É o terceiro mais rico em Leguminosae, com 19 táxons, entre eles: Chamaecrista hedysaroides, Mimosa aurivillus var. calothamnos, Clitoria falcata var. falcata, Indigofera suffruticosa e Sesbania virgata. É uma área que, por localizar-se em altitudes menos elevadas, possui influência da vegetação das Florestas Estacionais Semideciduais, apresentando diversos táxons arbóreos que, neste ambiente, não passam de arbustos com, no máximo, 4m de altura, como: Bauhinia ungulata var. cuiabensis, Abarema langsdorfii e Andira surinamensis.
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Papilionoideae (Leguminosae) nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

Papilionoideae (Leguminosae) nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil.

Papilionoideae está representada por 440 gêneros e 12.000 espécies, distribuídas desde florestas úmidas até desertos (Polhill 1981). No Brasil são 88 gêneros e 180 espécies nativas (Barroso et al. 1991). É a subfamília mais representativa nos campos rupestres, com 157 espécies e 35 gêneros (Garcia & Dutra 2004). Apresenta hábito variado, folhas 1-plurifolioladas, na maioria trifolioladas, digitadas ou pinadas, flores geralmente zigomorfas (exceto em Swartzia), cálice gamossépalo com iniciação das sépalas unidirecional, corola papilionácea com prefloração vexilar, os frutos são do tipo legume e suas variações, como: lomento, folículo, sâmara e drupa e as sementes apresentam a região do
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Papilionoideae (Leguminosae) nos campos ferruginosos do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística e fenologia.

Papilionoideae (Leguminosae) nos campos ferruginosos do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística e fenologia.

RESUMO – (Papilionoideae (Leguminosae) dos campos ferruginosos do Parque Estadual do Itacolomi, MG). Foi realizado um levantamento florístico das espécies de Papilionoideae (Leguminosae) ocorrentes nos campos ferruginosos do Parque Estadual do Itacolomi (PEI), situado nos municípios de Ouro Preto e Mariana, estado de Minas Gerais. As coletas foram feitas no período de março de 2001 a maio de 2002. Foram identificadas 20 espécies de Papilionoideae, pertencentes a 13 gêneros. Os gêneros mais representativos em número de espécies foram Desmodium (4), Crotalaria (3), Machaerium e Stylosanthes, com duas espécies cada. Os demais gêneros foram representados por apenas uma espécie cada. No estudo fenológico das espécies, foram constatadas correlações entre fatores climáticos (temperatura e precipitação) e a perda de folhas, brotação, floração e frutificação.
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Leguminosae-Caesalpinioideae do Parque Estadual Paulo César Vinha, Espírito Santo, Brasil.

Leguminosae-Caesalpinioideae do Parque Estadual Paulo César Vinha, Espírito Santo, Brasil.

Chamaecrista ensiformis var. ensiformis ocorre nos estados do PA, AM, MA, PI, RN, PB, PE, BA, AL, SE, GO, MG, ES e RJ, na Caatinga, Cerrado, Floresta Amazônica e Floresta Atlântica, onde pode ser encontrada em vegetação de restinga e floresta ombrófila densa (Morim & Barroso 2007; Souza & Bortoluzzi 2011). No PEPCV ocorre na borda da Formação Florestal Inundável, na Arbustiva Fechada Não Inundável e na Formação Arbustiva Aberta Inundável, ocupando a borda das moitas de vegetação ou ocasionalmente o seu interior. Pereira (1990) comenta a ocorrência da espécie na borda da Formação Florestal Não Inundável, porém no presente estudo não foi possível encontrá-la na área mencionada. É facilmente identificada no PEPCV pelo hábito arbustivo com inflorescências caulifloras e nectário foliar escutelado, entre o par de folíolos basal, às vezes entre os demais pares. Floresceu nos meses de abril, maio, setembro e dezembro e frutificou nos meses de maio e junho.
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O gênero Chamaecrista (Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae) no Parque Estadual da Serra Dourada, Goiás, Brasil.

O gênero Chamaecrista (Leguminosae, Caesalpinioideae, Cassieae) no Parque Estadual da Serra Dourada, Goiás, Brasil.

O número de táxons encontrados neste estudo demonstra a considerável riqueza de Chamaecrista em áreas serranas do Brasil Central, quando comparada a outras áreas do país. Por exemplo, no Rio Grande do Sul, Camargo & Miotto (2004) referiram somente cinco táxons para Chamaecrista; nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, o gênero foi representado por apenas sete espécies (Dutra et al. 2008); em áreas do entorno do Parque Estadual das Dunas de Natal, foram encontradas 10 espécies (Queiroz & Loiola 2009); e para a Ilha do Cardoso em São Paulo, Silva & Tozzi (2010) mencionaram apenas duas espécies.
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Flora Fanerogâmica e Vegetação do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

Flora Fanerogâmica e Vegetação do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

Little is still known about Itacolomi State Park flora, whose domain is an ecotone region between the Atlantic Forest and the Cerrado. There were found only a preliminary checklist of campos rupestres (Peron 1989), specific family studies about Orchidaceae (Alves 1990, Batista et al. 2004), Leguminosae (Dutra et al. 2005, 2008a, 2008b, 2009, 2014, Lima et al. 2007, 2010), Bromeliaceae (Coser et al. 2010), Myrtaceae (Bünger et al. 2012) and Asteraceae (Barnadesieae e Mutiseae) (Almeida et al. 2014). And also, few floristic studies have been recently published on small patches of campos rupestres (Gastauer et al. 2012) and forests (Pedreira & Sousa 2011) of this conservation unit. The aims of this study are to present a brief description of the vegetation of Itacolomi State Park (ISP) and to present a checklist of the phanerogamic flora.
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Bromeliaceae Juss. dos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística e aspectos fenológicos

Bromeliaceae Juss. dos Campos Rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística e aspectos fenológicos

O pico de frutificação das espécies anemocóricas da subfamília Tillandsioideae na estação seca corrobora o encontrado por Araújo et al. (2004). Nesta estação, a menor atividade de patógenos (Rathcke & Lacey 1985) e as condições atmosféricas podem favorecer a dessecação das paredes externas dos frutos, influenciando a deiscência, abscisão e dispersão (Pijl 1982). Além disso, correntes de ar são mais freqüentes e intensas neste período (Araújo et al. 2004), propiciando o alcance de maiores distâncias pelos diásporos e maior distribuição das espécies no ecossistema. No entanto, a correlação encontrada entre o número de espécies frutificando em Pitcairnioideae e as variáveis climáticas, sugere que a dispersão destas espécies no período chuvoso pode não ser muito efetiva, pois freqüentes chuvas podem danificar os apêndices das sementes, inviabilizando a dispersão. Esta idéia é reforçada quando se analisa a distribuição de Dyckia cinerea, que ocorrem em grandes adensamentos populacionais, pontualmente em uma região do Parque.
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Asteraceae Dumort nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: Barnadesieae e Mutisieae.

Asteraceae Dumort nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: Barnadesieae e Mutisieae.

O estudo das tribos Barnadesieae e Mutisieae é parte do levantamento florístico das espécies de Asteraceae nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi (PEI) em Minas Gerais, realizado através de coletas mensais no período de agosto de 2005 a agosto de 2007. Para as duas tribos foram identificadas 21 espécies pertencentes a seis gêneros: Dasyphyllum Kunth com quatro espécies e uma variedade; Chaptalia Vent.(quatro spp.), Gochnatia Kunth. (três spp.), Mutisia L.f. (uma spp.), Richterago Kuntze (seis spp.) e Trixis P. Br. (três spp.). Destas espécies, a maioria é restrita aos Campos Rupestres da Cadeia do Espinhaço ou áreas próximas com vegetação de transição, sendo quatro endêmicas de Minas Gerais. São apresentadas chaves de gêneros e espécies, descrições morfológicas, comentários taxonômicos, informações sobre a distribuição geográfica das espécies e ilustrações.
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Asteraceae Dumort. nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

Asteraceae Dumort. nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

A história fóssil de Asteraceae tem revelado uma possível origem no Mioceno inferior e médio. Entre os registros fósseis mais antigos, está o fóssil polínico de Echitricolporites, identificado como pertencente ao complexo AHH=Astereae- Heliantheae-Helenieae, tipo datado do Eoceno encontrado no Estado do Rio de Janeiro, Brasil (Graham 1996). Segundo Salgado-Labouriau (1994), as Asteraceae que no início eram pouco freqüentes, vão constituir no Quartenário uma das grandes famílias de plantas. Entretanto, o não estabelecimento de registro fóssil de Barnadesieae tem dificultado o entendimento da história geológica da família (Graham 1996), uma vez que estudos filogenéticos moleculares têm demonstrado ser esta subfamília a mais primitiva dentre as três subfamílias de Asteraceae (Bremer & Jansen 1992).
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Bignoniaceae Juss. do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística, similaridade e distribuição geográfica

Bignoniaceae Juss. do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística, similaridade e distribuição geográfica

A composição florística do PEI foi estudada por Badini (1940a, 1940b) e Lisboa (1956, 1971); relatos destes trabalhos não se restringiram ao Parque em si, mas abrangeram toda a vegetação de Ouro Preto e localidades vizinhas. Perón (1989), em um trabalho mais específico para os campos rupestres do Itacolomi, listou 56 famílias e 300 espécies, mas não documentou nenhum representante de Bignoniaceae. Messias et al. (1997), ao realizarem um levantamento florístico específico para o PEI, constataram a presença de 49 famílias e 295 espécies. Neste estudo, seis espécies de Bignoniaceae, foram amostradas; três em campo rupestre (Fridericia speciosa Mart., Arrabidaea samyoides (Cham.) Sandwith e Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers), cinco em mata (Lundia cordata (Vell.) DC., Tynanthus elegans Miers, A. samyoides (Cham.) Sandwith, P. venusta (Ker Gawl.) Miers e Tabebuia sp.). Estes dados entretanto são incipientes, quando comparados a outros trabalhos de Bignoniaceae no Brasil. Os demais trabalhos sobre a florística do PEI trataram de grupos como Myrtaceae (Myrcia) por Peron (1994), Orchidaceae (Habenaria) por Batista et al. (2004) e Leguminosae em áreas de campos rupestres (Dutra 2005; Dutra et al. 2006) e Florestas Estacionais Semidecíduas (Lima et al. 2007).
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Anatomia foliar de Bromeliaceae Juss. do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

Anatomia foliar de Bromeliaceae Juss. do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

Das 21 espécies que Coser (2008) identificou para a família Bromeliaceae no Parque Estadual do Itacolomi (PEI), o autor sugeriu a possibilidade de Racineae aerisincola estar extinta para o PEI, visto que o último registro é de 30/06/1999 (VIC 23656), e a mesma não foi mais encontrada nas expedições a campo, desde então. Apesar da ausência desta espécie no presente trabalho, registra-se o acréscimo da espécie Vriesea schwackeana, que não constava no levantamento de Coser (2008). De acordo com Coser et al. (2010), dentre as espécies de Vriesea listadas para o PEI, quatro delas (V. bituminosa, V. regnellii, Vriesea sp1 e Vriesea sp2) fazem parte de um complexo de espécies que ocorrem nos campos rupestres do estado de Minas Gerais e que necessita de revisão detalhada para melhor definição dos táxons, visto que pode estar ocorrendo a hibridização destas espécies. Como a identificação e coleta em campo foi prejudicada por estes fatores, estas espécies foram consideradas como Vriesea sp1 e Vriesea sp2, que constituem os dois morfos encontrados em campo. Em virtude disso, foram coletadas e analisadas no presente trabalho 19 espécies de Bromeliaceae, sendo nove pertencentes à subfamília Bromelioideae, três a Pitcairnioideae e sete a Tillandsioideae (tab. 1). Dentre as espécies coletadas, 10 apresentaram hábito rupícola ou saxícola, sete apresentaram hábito epifítico e duas, hábito terrestre ou terrícola (tab. 1). Destas espécies, 13 formam tanques acumuladores de água, e em seis espécies a roseta não forma tanque: Ananas macrodontes, Cryptanthus schwakeanus, Dyckia cinerea, Dyckia saxatilis, Pitcairnia flammea, e Tillandsia stricta.
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HERBIVORIA FOLIAR EM POPULAÇÕES E ESPÉCIES ARBÓREAS COGENÉRICAS ENTRE FLORESTAS PALUDOSAS E DE ENCOSTA

HERBIVORIA FOLIAR EM POPULAÇÕES E ESPÉCIES ARBÓREAS COGENÉRICAS ENTRE FLORESTAS PALUDOSAS E DE ENCOSTA

Neste trabalho comparou-se a historia de vida de dois gêneros arbóreos (Myrcia e Clethra) em função da adaptação a diferentes ambientes e a suscetibilidade destes a herbivoria. As hipóteses deste trabalho são que o estresse por saturação hídrica do solo interfere na fenologia das plantas, na estrutura de copa e nos seus caracteres anatômicos foliares, refletindo nos padrões de herbivoria e suscetibilidade a insetos herbívoros. O estudo foi realizado em dois tipos fisionômicos de floresta tropical adjacentes, (Floresta Montana em encosta drenada e Floresta Paludosa de baixada) no Parque Estadual do Itacolomi, MG, Brasil. A fenologia foliar e herbivoria por mastigação e por insetos galhadores foram medidas e comparadas entre os gêneros e entre os dois tipos de ambientes. Para realizar medidas das possíveis estruturas anatômicas com potencial função de defesa, seis folhas de cada planta foram selecionadas e cortadas à mão livre na região mediana. Os resultados permitiram concluir que as espécies investigadas têm baixa esclerofilia, independente do tipo de solo, favorecendo a herbivoria por insetos de vida livre e não por insetos indutores de galhas. Observou-se também que quanto maior o CAP (circunferência à altura do peito) dos indivíduos do gênero Clethra, maiores as chances dessas plantas abrigarem alta abundância e diversidade de insetos herbívoros, e com isso terem maior perda de área foliar por herbivoria. Ficou claro porém, que a espessura da epiderme é o caráter responsável pela inibição da herbivoria na escala das folhas para os indivíduos de Clethra. Quanto à fenologia, plantas que lançaram folhas no período chuvoso foram mais atacadas por herbívoros. E por fim, as plantas em solo drenado foram mais atacadas por herbívoros, o que pode ter sido um reflexo da maior disponibilidade de recursos para esses indivíduos, sendo uma resposta direta da influência das condições hídricas do solo nas taxas de herbivoria.
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Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

Orchidaceae do Parque Estadual de Ibitipoca, MG, Brasil.

2-8), havendo várias propostas de denominação de seus tipos. Andrade & Sousa (1995) dividiram o Parque em quatro formações básicas: campo graminoso, campos rupestres (Fig. 5), campo com arbustos e arvoretas (com predominância da Asteraceae conhecida como candeia – Vanillosmopsis erythropappa Schult. Bip.) e capões de mata. Salimena-Pires (1997) diferenciou seis tipos vegetacionais: campos rupestres (senso estrito), campo rupestre arborizado (Fig. 6), campo gramíneo-lenhoso, mata de galeria, Floresta Estacional Semidecidual Montana e brejo estacional. Rodela (1998) apresentou uma divisão em sete tipos vegetacionais no Parque: remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual Montana, Floresta Ombrófila Densa Altimontana, mata ciliar (Fig. 7) e capão de mata, cerrado de altitude, campo rupestre, campo herbáceo-graminoso e campo encharcável. As florestas do interior do PEIB foram estudadas por M.A. Fontes (dados não publicados), demonstrando que devem ser classificadas como Florestas Ombrófilas Densas ou nebulares; esse autor reconheceu duas fisionomias distintas: 1) mata alta, onde se destacam duas áreas denominadas “Mata Grande” e “Matinha”, com cerca de 94 e 30 ha, respectivamente, perfazendo mais de 30% da cobertura total de florestas do PEIB, com árvores de até 25 m, e 2) mata baixa, onde há predominância de “candeia”, com árvores alcançando até 12 m.
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Análise multitemporal das mudanças no uso e ocupação do Parque Estadual do Itacolomi (MG) através de técnicas de geoprocessamento.

Análise multitemporal das mudanças no uso e ocupação do Parque Estadual do Itacolomi (MG) através de técnicas de geoprocessamento.

de 14 de Junho de 1967. Localiza-se na terminação sul da serra do Espinhaço, abrangendo uma área de aproximada- mente 7.200 km². A serra do Espinhaço pertence ao chamado planalto Atlântico e estende-se pelos Estados da Bahia e Minas Gerais. É considerada reserva mundial da biosfera, por ser uma das regiões mais ricas do planeta, pela sua grande diversidade biológica. Os traços regionais do relevo, acidentado com vertentes bem íngremes e vales profun- dos e encaixados, mostram uma clara dependência com a geologia local, que controla a conformação em duas dire- ções preferenciais de serras e drenagens (Varajão, 1988). O principal elemento da paisagem é sem dúvida a serra do Itaco- lomi, com altitudes oscilando entre 700 e 1772m. A cobertura vegetal, pertencente aos domínios Mata Atlântica e Cerrado, apresenta ampla diversifi cação fi sionô- mica, devido à elevada heterogeneidade ambiental, sendo que os principais tipos vegetacionais encontrados no parque são as fl orestas estacionais semideciduais submontana, os habitats mésicos (bre- jos), os campos rupestres, as formações monodominantes de Eremanthus spp. (candeiais), além dos eucaliptais. Nos vales, nas drenagens e nas encostas mais baixas, a vegetação é mais densa que nas áreas restantes, variando de uma mata rala, constituída principalmente por espécies arbustivas para uma mata de galeria de maior porte. Já a super- fície cimeira é dominada por espécies herbáceas. A geologia local do PEI é representada pelas rochas metassedi- mentares clásticas dos Supergrupos Rio das Velhas, Minas (Grupo Piracicaba) e Grupo Itacolomi, cujo empilhamento encontra-se controlado por falhas de cavalgamento (Gloeckner, 1881 in Cas- tañeda, 1993). Predominantes na área, os quartzitos do Grupo Itacolomi foram divididos por Ferreira e Lazarin (1993) em: quartzitos inferiores e superiores, separados por xistos do Supergrupo Rio das Velhas. Encontram-se também na região rochas intrusivas - metabásicas (Barbosa, 1959); depósitos elúvio-colu- vionares, representados principalmente
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Melastomataceae Juss. no campo rupestre do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: relações ecológicas, fitofisionômicas, padrões de distribuição geográfica e comparação florística

Melastomataceae Juss. no campo rupestre do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: relações ecológicas, fitofisionômicas, padrões de distribuição geográfica e comparação florística

O presente estudo teve como objetivos o levantamento florístico das espécies de Melastomataceae que ocorrem no Parque Estadual do Itacolomi (PEI), região sudeste do estado de Minas Gerais; verificar os padrões de distribuição geográfica das espécies de Melastomataceae ocorrentes nos Campos Rupestres do PEI e a similaridade florística com outras áreas de Campo Rupestre de Minas Gerais e Bahia. O Parque faz parte do complexo Serra do Espinhaço, entre as co ordenadas 20º22‟-30‟S e 43º22‟-32‟W, com altitudes que podem variar entre 900-1.772 m. O levantamento das espécies de Melastomataceae foi desenvolvido mediante 21 expedições mensais, realizadas em 11 trilhas (1. Estrada de Baixo; 2. Estrada de Cima; 3. Morro do Cachorro; 4. Calais; 5. Tesoureiro; 6. Baú; 7. Lagoa Seca; 8. Pico do Itacolomi; 9. Sertão; 10. Serrinha; 11. Caboclo), no período de agosto de 2009 a fevereiro de 2011, abrangendo oito fitofisionomias (Campos Graminosos Úmidos, Escrube sobre Quartzito 2, Escrube sobre Quartzito 1, Campos Graminosos Secos, Escrube sobre Filito, Campos Quartzíticos dos Afloramentos Rochosos, Campos Graminosos Úmidos de Altitude e Campos ferruginosos). Além do material botânico coletado, materiais de Melastomataceae coletados no PEI registrados na literatura ou depositados em herbários, foram também considerados neste estudo. A determinação das espécies foi realizada com base na literatura específica, consulta a especialista e visita aos herbários BHCB, HUFU, OUPR, RB e VIC. Os padrões de distribuição geográfica foram obtidos mediante adaptações de padrões já estabelecidos. A comparação florística foi determinada utilizando estudos realizados em 17 áreas de campo rupestre da Bahia e Minas Gerais. As Melastomataceae estão representadas no PEI por 72 espécies, a partir das quais foi elaborada uma chave de identificação. A tribo Microlicieae foi a mais representativa, com 31 spp. Os gêneros mais representativos foramMicrolicia (17 spp.), Tibouchina (13 spp.), Leandra (10 spp.), Miconia (9 spp.) e Trembleya (6 spp.). As
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Avaliação da qualidade do ar no Parque Estadual do Itacolomi (PEI- MG) utilizando Spondias dulcis Forst F. (Anacardiaceae) como organismo bioindicador

Avaliação da qualidade do ar no Parque Estadual do Itacolomi (PEI- MG) utilizando Spondias dulcis Forst F. (Anacardiaceae) como organismo bioindicador

Medidas de volume, pH (Hanna Instruments pH/mV, São Paulo, Brasil) e condutividade (Micronal modelo B331, São Paulo, Brasil) foram realizadas nas amostras dos eventos de chuva. A análise de cátions e ânions foi feita em amostras de 50 mL de água de chuva, por cromatografia de troca iônica, utilizando-se o cromatógrafo (modelo 761, Metrohm, Herisau, Suíça) acoplado a um detector condutométrico. O controle da instrumentação e o tratamento das informações analíticas foram efetuadas com o software Metrohm 761 PC V.1.1. As condições analíticas para determinação dos ânions foram: coluna aniônica Metrosep A-Supp5 (250mmx4mm), solução eluente de Na 2 CO 3 4,0 mmol L -1 / NaHCO 3 1,0 mmol L -1 ; vazão de 0,7 mL
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Schizaeales no Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil.

Schizaeales no Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil.

1967. Está situado nos municípios de Ouro Preto e Mariana, com uma área estimada em 7.000 ha, sendo o ponto mais elevado o Pico do Itacolomi com 1.772 m. Abrange a maior parte da Serra do Itacolomi, compondo o limite sul da Cadeia do Espinhaço ou Serra Geral (Dutra et al. 2005). Sua vegetação é constituída por campos rupestres, permeados por manchas de fl orestas estacionais semi-deciduais. A região do Parque ocupa a zona de transição entre os domínios da Mata Atlântica e do Cerrado (Veloso et al. 1991). O clima é do tipo Cwb (Köppen), temperado úmido com inverno seco e verão quente e chuvoso. As temperaturas anuais oscilam entre 17 °C a 23 °C (Feam 1995 apud Werneck et al. 1999).
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Myrtaceae no Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil.

Myrtaceae no Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil.

O Parque Estadual do Itacolomi (PEIT) está situado nos municípios de Ouro Preto e Mariana, Minas Gerais, entre os paralelos 20º22’30” e 20º30’00”S e os meridianos de 43º32’30” e 43º22’30”W, abrangendo a maior parte da Serra do Itacolomi (Peron 1989). Ocupa uma área de aproximadamente 7.000 ha, sendo o ponto mais elevado o Pico do Itacolomi, a 1.772 m. Sua vegetação é composta por florestas estacionais semideciduais, florestas ombrófilas altomontanas, florestas paludosas e campos rupestres com fitofisionomias de campos quartzíticos e campos ferruginosos (Messias et al. 1997). As porções florestais são caracterizadas por Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Ombrófila Alto-montana. Os campos rupestres do PEIT representam cerca de metade da área total do parque, com três tipos básicos de formações vegetacionais (adaptado de Peron 1989): i) capões de mata que acompanham os cursos d’água, ii) campos graminosos e iii) afloramentos rochosos quartzíticos. O clima na área, segundo a classificação de Köppen, é do tipo Cwb, úmido (mesotérmico), ou seja, temperado úmido com inverno seco e verão quente e chuvoso (Messias et al. 1997).
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