Top PDF Caminhos e desafios da formação de educadores de jovens e adultos

Caminhos e desafios da formação de educadores de jovens e adultos

Caminhos e desafios da formação de educadores de jovens e adultos

Pudemos verificar que, no contexto da EJA, constitui-se a figura do trabalhador voluntário, que se solidariza com o cidadão a quem foi negado o direito básico da educação, criando e desenvolvendo projetos de alfabetização de adultos, como é o caso da educadora carioca – Maria Helena – e de suas parceiras, que vêm se dedicando à EJA voluntariamente há dezesseis anos. Constitui-se, também, a figura do educador do movimento social, que se envolve com as questões da EJA pelo comprometimento ideológico com a construção da cidadania em seu município, em seu estado e em seu país. Constitui-se a figura do alfabetizador contratado pelos programas de alfabetização do governo, levado a desenvolver seu trabalho a partir de uma formação aligeirada e superficial e tendo um tempo limitado e insuficiente para o cumprimento de seu objetivo – a alfabetização de seus educandos. Por fim, constitui-se a figura do professor do sistema regular de ensino, em turmas de EJA, que traz consigo uma formação em termos de conteúdo – obtida nos cursos de licenciatura que fez – mas sem uma formação pedagógica específica para a atuação com essa realidade diferenciada. No entanto, todos esses educadores investigados, por seu envolvimento com o movimento dos fóruns, vão se tornando profissionais engajados com a causa da educação de jovens e adultos, empenhados firmemente em mediar o processo de aprendizagem do educando adulto, possibilitando-lhe a aquisição dos recursos necessários para a sua vida social. Buscam, de todas as formas, suprir a falta da formação específica. Porém, sempre estarão em situação de desvantagem em relação a todo o conhecimento que já existe construído pelo campo da EJA.
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A formação experiencial de educadores de jovens e adultos em Macapá

A formação experiencial de educadores de jovens e adultos em Macapá

A formação religiosa citada por Mona, Adria, Sara e Bela apresentam-se como contextos estruturantes, com práticas educativas não formal e informal. Destacam que a princípio foram orientações estabelecidas e influenciadas pela família, porém, todas voluntariamente mantiveram essa proximidade e respeito pelas convicções e princípios religiosos repassados pela família. Sobre isso, Josso (2006) destaca que “a força desses laços de parentesco se expressa nos laços de lealdade e de fidelidade que engendram e que se manifestam não apenas na preservação das relações mais ou menos ritualizadas, mas igualmente nas convicções adotadas” (p. 376). Percebe-se que os valores religiosos constituíram-se base na formação dos educadores e segundo os educadores interferiram na escolha da profissão. Testemunharam que inconscientemente as escolhas profissionais foram direcionadas à atividades em que pudessem contribuir socialmente na formação de outros. Com bases nessa orientação Bela menciona “percebi que precisava conhecer o contexto de vida deles, o educador tem que respeitar a linguagem dos alunos-idosos”. Adria relata sobre seu trabalho com jovens que apresentavam dificuldades de aprendizagem “percebi que cada um tem um tempo e dificuldades que precisam ser levadas em consideração”. Sara aprendeu a preocupar-se com o próximo, refere “procuro entender o tempo de cada um e com os adultos isso fica mais forte”. Bela também fez uso de sua formação religiosa para ajudar jovens em situação de risco e com dificuldade de inserção na sociedade. Corroborando com as ideias de Freire (1977) a educação de adultos precisa considerar a realidade e o universo vocabular dos educandos. Nos relatos dos educadores quanto ao domínio de aprendizagens adquiridas em contextos não formal e informal, encontramos uma estreita relação com a formação pessoal do indivíduo, com a internalização de comportamentos e atitudes que se consolidaram e, os levaram a adquirir constância de posteriores atividades no mesmo sentido.
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Desafios contemporâneos para a formação de jovens e adultos.

Desafios contemporâneos para a formação de jovens e adultos.

As últimas quatro décadas têm sido progressivamente marcadas por uma atenção e investimento na formação, nomeadamente de jovens e adultos, particularmente a partir da década de noventa do século passado, com o acentuado e persistente discurso da importância da formação-aprendiza- gem ao longo da vida. Partindo desta constatação, discutiremos neste artigo alguns dos pressupostos subjacentes aos discursos da formação e da apren- dizagem ao longo da vida. Procuramos evidenciar fragilidades e controvérsias que têm estado presentes, tanto nos discursos como nas práticas, e identifi- car alguns desafios que se colocam ao campo da formação, reconhecendo, tal como Pineau (2004), que os tempos formadores são demasiadamente im- portantes para serem apenas os das formações instituídas. Assim, procura- remos desocultar e reabilitar o ponto de vista do adulto que se forma e pensar sobre a dinâmica de formatividade que não se esgota no âmbito da institucionalização da formação. Incidiremos a nossa análise e reflexão na importância da interação entre percursos de formação e trajetórias de vida, evidenciando a relevância da experiência na aprendizagem dos adultos e na construção de saberes. Esta análise permite-nos, também, salientar a impor- tância e necessidade dos contextos de formação (formais e não formais)
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A educação de jovens e adultos em áreas de reforma agrária: desafios da formação de educadores do campo.

A educação de jovens e adultos em áreas de reforma agrária: desafios da formação de educadores do campo.

As experiências acumuladas ao longo de oito anos de execução do Pro- jeto Educação, Campo e Consciência Cidadã têm demandado pesquisas acadêmicas com o objetivo tanto de suprir a escassez de informações siste- matizadas sobre tal projeto quanto o de avaliar as condições e os resultados das propostas pedagógicas implementadas, principalmente em termos do alcance de suas metas, das potencialidades e limites dos processos pedagógicos e das dinâmicas de parceria implementadas. Cabe ressaltar que não são muitas as pesquisas no Brasil que avaliam os impactos de programas de educação de jovens e adultos, tanto do ponto de vista das habilidades de leitura e es- crita dos jovens e adultos inseridos em programas governamentais, quanto dos processos de formação de educadores e educadoras promovidos por esses pro- gramas. Essa lacuna teórica, segundo Ribeiro (2001), acarreta um limite na produção do conhecimento no campo da EJA e especialmente de análises de resultados das políticas públicas nessa área. “Nas últimas duas décadas, o tema da avaliação de rendimento e impactos de programas de educação de jovens e adultos esteve praticamente ausente das pesquisas acadêmicas, como de- monstra o levantamento da produção da pós-graduação entre 1986 e 1998, coordenada por Haddad” (Ribeiro, 2001, p. 1).
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Reflexão e Análise da Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo.

Reflexão e Análise da Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo.

marcada por contínua e sistemática usurpação do direito dos jovens e adultos brasileiros de acesso e de permanência na escola. Estudos como o de Fazzi (2007), Di Pierro (2010), Moura (2009) e Porcaro (2011) reve- lam múltiplos aspectos desta ausência histórica de políticas e de ações governamentais em nossa sociedade, em favor da garantia dos jovens e adultos ao direito à educação. Estes estudos também destacam que a EJA tem sido tratada, no discurso governamental, como uma modali- dade de educação temporária, tornando-se cada vez mais alinhada às políticas neoliberais de contenção dos gastos públicos com as questões sociais. Aliado a isto, os estudos também evidenciam que a formação de educadores para uma atuação na realidade da EJA não tem sido uma prioridade, visto a ausência de instituições formadoras e de políticas públicas orientadas para uma formação específica de seus educadores. Temos, assim, um cenário marcado por dívidas, lacunas e silenciamen- tos diversos que, no conjunto, contribuem para que o ensino destinado aos jovens e adultos no Brasil se configure muito mais como um trans- plante de concepções, estrutura e funcionamento do ensino regular, tornando a maioria dos cursos de EJA um espaço de um ensino pouco atrativo, com conteúdos, práticas e processos divorciados da vida e dos interesses dos educandos.
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Mutações no campo da educação de adultos: sobre os caminhos da formação dos educadores.

Mutações no campo da educação de adultos: sobre os caminhos da formação dos educadores.

Constituindo-se a educação de adultos num campo de práticas heterogéneo, inclui um conjunto razoavelmente diversificado de modalida- des e áreas de intervenção. Embora, como afirmam diversos autores (LIMA, 1992; FINGER e ASÚN, 2001; entre outros), se possa verificar um desfasamento entre o pensamento teórico e a produção científica, por um lado, e as práticas, o desenvolvimento de projectos e a acção educativa, por outro, na sua prática profissional, os educadores de adultos devem ter em conta a diversidade do seu campo e o menor ou maior grau de desenvolvi- mento que certas modalidades de educação de adultos podem apresentar. Estes pressupostos sugerem também a existência de distintos métodos educativos, contemplando não só aqueles que se baseiam na transmissão de conhecimentos ou na reprodução de comportamentos, mas também aqueles que se centram sobre o questionamento dos saberes, e de distintos grupos de participantes, aqueles que procuram novos conhecimentos e certificações por razões económicas e profissionais, e/ou os que através da educação desejam intervir do ponto de vista social, político, cívico, cultu- ral, etc., melhorar a sua situação económica e profissional ou ocupar os seus tempos de lazer.
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Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo: produções do período 2006-2011

Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo: produções do período 2006-2011

O presente trabalho trata-se de um estudo de caso na Aldeia Indígena M‟Biguaçu - Tekoá Yynn Moronti Wherá em Biguaçu/SC - que investiga as vozes Guarani sobre a escola na aldeia. Problematizo as vozes das crianças, jovens, adultos e lideranças no sentido de compreender as relações, anseios, os significados atribuídos à escola e o que preconizam para a organização e construção da escola específica, diferenciada, bilingüe e intercultural. A abordagem metodológica de natureza qualitativa apoia-se nas observações, entrevistas, desenhos das crianças, diário de campo, experiência profissional da pesquisadora e nos referenciais teóricos da educação, história e antropologia, para compreender as relações estabelecidas na atualidade entre os Guarani e a escola instituída na aldeia. A discussão inicia- se partindo do olhar histórico sobre os indígenas e a sua educação escolar, dando ênfase à educação escolar indígena em Santa Catarina. Situo a aldeia M‟Biguaçu buscando identificar o Jeito Guarani, a história da aldeia e da escola e a sua organização. Por fim, faço referência às vozes Guarani sobre a escola na aldeia. Os resultados apontam para o sentido de que a escola, ocupa lugar de destaque na aldeia. É considerada por seus membros como a segunda casa de reza, que contribui para fortalecer a cultura e as organizações sociais desse grupo. Os dados apontam para as tradições no sentido de potencializar os rituais, cerimônias, artesanato, agricultura, enfim, o Jeito Guarani de conceber a escola. Portanto, são atribuídos à escola dois papéis fundamentais. Um, de desenvolver os conhecimentos da sociedade não-indígena, tais como: leitura e escrita, para empreender suas grandes lutas. O outro, está relacionado com as questões culturais Guarani, quais sejam, os ensinamentos tradicionais, fortalecendo e valorizando a cultura, principalmente para os jovens que estão num processo de desvalorização da mesma, efeito da aculturação a partir do intenso contato com a sociedade não-indígena. Enfim, a escola é admitida como ponto de conexão entre os dois mundos, enfatizando a religião e f ortalecendo a luta pela terra para “viver bem”, o seu sistema (TEKÓ) e a reprodução do NHANDEREKÓ.
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A formação de educadores e a constituição da educação de jovens e adultos como campo pedagógico.

A formação de educadores e a constituição da educação de jovens e adultos como campo pedagógico.

Um conjunto de estudos que certamente pode subsidiar a ação dos educadores de jovens e adultos nessa direção é o que aborda as especi- ficidades do conhecimento prático ou espontâneo, tendo como contraponto os conhecimentos teóricos, científicos ou escolares (Vygotsky 1996, Eisner 1985). Compreender o que é específico do tipo de pensamento que a es- cola desenvolve é fundamental para que os educadores não julguem erro- neamente certas respostas dos alunos jovens e adultos como respostas tí- picas de crianças. Se os alunos têm dificuldades em, por exemplo, reagir a determinadas instruções da forma esperada, não é porque sofram de algum retardo de desenvolvimento, mas porque não estão suficientemente fami- liarizados com procedimentos que são tipicamente escolares (Oliveira 1995). É fundamental que os educadores entendam que certas operações de tipo formal e mesmo certos estilos de aprendizagem – por exemplo, os basea- dos na instrução verbal ou na explicitação de procedimentos utilizados – não são aquisições naturais de todos os seres humanos, mas dependem de um tipo específico de exercício intelectual muito característico da prática escolar (Scribner e Cole 1981). Esse instrumental teórico ajudaria também os educadores a distinguir mais claramente no que é que, de fato, a escolarização pode fazer diferença para os jovens e adultos. Estariam mais aptos, assim, a fazer escolhas pedagógicas mais acertadas diante da premência que caracteriza as necessidades de aprendizagem de jovens e adultos, mediante suas condições reais de dedicação aos estudos.
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O PRONERA E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NO ACAMPAMENTO ELIZABETH TEIXEIRA: AS VOZES QUE ECOAM DA SALA DE AULA

O PRONERA E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NO ACAMPAMENTO ELIZABETH TEIXEIRA: AS VOZES QUE ECOAM DA SALA DE AULA

Os questionamentos que Caldart (2010) traz e que se fundamentam com as novas polêmicas apresentadas no documento (FONEC, 2012) se dão a partir da constituição originária da LEdoC, que foi vista como uma possibilidade de provocação do debate sobre a necessidade de transformação da escola e dos modelos dominantes de formação de educadores e educadoras nas Licenciaturas atuais. Porém, as metas de formação de educadores e educadoras que o Pronacampo apresenta estão em desacordo com as metas de formação previstas pelos cursos de LEdoC no Brasil que ocorrem de maneira presencial; sendo assim, o Pronacampo autoriza a Universidade Aberta do Brasil (UAB) a abrir cursos de LEdoC através da Educação à Distância, formando professores e professoras; e, nesse caso, não nos sentimos à vontade para usar a grafia educadores e educadoras para os diplomados na forma massificada e precarizada realizada pela UAB. Essa crítica não quer dizer que “recusamos o direito e o dever dos docentes em formação de acessar as novas tecnologias de informação e comunicação e de saber incorporá-las em sua prática pedagógica, como ferramenta de ensino, pesquisa e extensão, mas se trata de situar o papel complementar e não central dessas tecnologias no processo formativo dos educadores” (FONEC, 2012).
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Aprendendo com classes EJA: peculiaridades usadas para elevar a freqüência

Aprendendo com classes EJA: peculiaridades usadas para elevar a freqüência

Introdução: O programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o Programa Permanente de Formação de Funcionários (PROPERFF) do Campus da Unesp de Ilha Solteira tem como educadores, alu[r]

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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E ENSINO MÉDIO

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E ENSINO MÉDIO

O mesmo processo de avaliação que foi feito com os educadores que participaram dos seminários foi feito com os educandos. Após o término das apresentações, encaminhamos para os estudantes a tarefa de avaliarem o seminário quanto ao cumprimento dos objetivos, a pertinência da metodologia empregada, das participações, dos tempos, e sugestões para melhorar. Eles colocaram que foi boa a idéia de seminário, da metodologia empregada, de que a fala de um estudante por eixo foi muito boa porque ajudou na compreensão de totalidade sobre os assuntos debatidos. Que os assuntos abordados foram importantes porque ajudaram a fazer a reflexão sobre a realidade e contribuíram para os novos desafios colocados no Movimento. Segundo alguns estudantes são necessários avanços em alguns aspectos, quanto à participação na plenária (evitar entradas e saídas do recinto), rever os tempos para apresentação e garantir diálogo entre orientador e orientando. No dizer do grande grupo de estudantes esse trabalho de pesquisa e apresentação proporcionou um grande aprendizado para todos.
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INTEGRAÇÃO CURRICULAR NA ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DARIO CATUNDA FONTENELE, IPUEIRAS-CE: DESAFIOS E CAMINHOS POSSÍVEIS

INTEGRAÇÃO CURRICULAR NA ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DARIO CATUNDA FONTENELE, IPUEIRAS-CE: DESAFIOS E CAMINHOS POSSÍVEIS

Por ser uma escola de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional existem diferentes cursos técnicos de nível médio sendo ofertados pela EEEP Dario Catunda Fontenele, a saber: Agronegócio, Edificações, Finanças e Mecânica. Nesse sentido, cada um dos cursos apresenta um Plano específico que contempla todo o itinerário formativo dos estudantes, levando em consideração um estudo de mercado do município e região realizado pela Secretaria da Educação do Ceará acerca dos potenciais deste mercado, ou seja, antes de implementar um determinado curso a SEDUC leva em conta as características dos municípios e das regiões afim de identificar as áreas que mais se relacionam com o desenvolvimento local e com o perfil dos jovens que pretende formar em cada município, região e no estado.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA SAMARA FREIRE DE OLIVEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA SAMARA FREIRE DE OLIVEIRA

Os resultados da pesquisa corroboram a necessidade de formação, tanto inicial quanto continuada, pois, conforme ensina Libâneo (2013, p. 187), esta é “o prolongamento da formação inicial, visando ao aperfeiçoamento teórico e prático no próprio contexto de trabalho e ao desenvolvimento de uma cultura geral mais ampla, para além do exercício profissional”. Vê-se, então, que nem mesmo a oferta de segunda licenciatura pelo PROFORMAR está contribuindo para o fim da defasagem de professores habilitados.

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VERÔNICA DE SOUZA CRUZ OS DESAFIOS DE APROPRIAÇÃO DE RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS: UM ESTUDO DA CORDENADORIA REGIONAL DE CAREIRO DA VÁRZEAAM

VERÔNICA DE SOUZA CRUZ OS DESAFIOS DE APROPRIAÇÃO DE RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS: UM ESTUDO DA CORDENADORIA REGIONAL DE CAREIRO DA VÁRZEAAM

Esta dissertação, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, tem o objetivo de compreender quais os principais desafios da Coordenadoria Regional e dos gestores das escolas estaduais de Careiro da Várzea, no Amazonas, frente à apropriação dos resultados das avaliações externas do Sistema de Avaliação do Desempenho da Educacional do Amazonas (SADEAM). Portanto, esta pesquisa busca responder a seguinte questão norteadora: quais os desafios da Coordenadoria Regional para auxiliar os gestores das escolas estaduais de Careiro da Várzea, quanto à apropriação do uso dos resultados das avaliações externas? Diante da política da qualidade da educação, os gestores escolares, cada vez mais, possuem o papel de buscar se apropriar dos resultados das avaliações externas como uma importante ferramenta para planejamento de ações que tenham como objetivo a melhoria da aprendizagem dos alunos. Assim, os resultados das avaliações externas do SADEAM de 2012 a 2015, os dados do Projeto Político Pedagógico das escolas e os relatórios sobre os resultados do SADEAM divulgados pela Secretaria de Educação construíram o texto deste estudo de caso, fundamentado em autores que se dedicam a temática da importância das avaliações externas e da apropriação dos resultados como instrumento de gestão capaz de contribuir para a melhoria da qualidade da educação. Dentre eles: Lück (2000, 2009,2010), Machado (2012, 2015), Machado e Miranda (2012), Souza e Oliveira (2010), Rezende (2014), Franco et al. (2007) e Frasseto e Ramos (2013). A partir da análise dos desafios de apropriação das avaliações externas enfrentados pelos gestores de Careiro da Várzea AM, propõe-se um Plano de Intervenção Educacional (PAE) para a Coordenadoria Regional.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd- CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd- CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

A oitava diretriz, “Melhorias da Educação do Campo, Indígena, Especial, EJA, e Paulo Freire”, segue a linha de ação “Ampliação do Acesso à Educação Básica da Rede Pública no Meio Rural”, destacando a inclusão educacional, a diversidade e a formação profissional para a população do campo – indígenas, portadores de necessidades especiais –, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Aos profissionais (professores, técnicos, intérpretes, etc.) das referidas áreas são ofertados cursos de capacitação, que fazem parte das ações prioritárias do Governo. A Consolidação da Política de Responsabilização Educacional é a nona diretriz que obedece as seguintes orientações básicas:
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Sérgio Roberto Moraes Corrêa Doutorando em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande (PPGCS-UFCG) Professor do Deptº. de Educação Especializada da Universidade do Estado do Pará E-mail: s

Sérgio Roberto Moraes Corrêa Doutorando em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande (PPGCS-UFCG) Professor do Deptº. de Educação Especializada da Universidade do Estado do Pará E-mail: s

5. Matriz ambiental: As políticas e as práticas educativas devem ser fundadas num processo de formação humana, que articule indissociavelmente a relação ser humano e natureza contribuindo assim, para a afirmação de valores de consciência sócio-ambiental. De forma predominante, a relação ser humano-natureza tem se pautado por um antropocentrismo desmedido, que concebe os recursos naturais como objetos de dominação, inspirado pela razão instrumental, que confunde, reduz e finda o desenvolvimento no crescimento econômico e progresso sem fim, de modo desigual, excludente e predatório dos recursos naturais (BOFF, 2004; CORRÊA, 2007). Por outro lado, temos assistido ao fortalecimento de um ecocentrismo, que superpõe a natureza, em grande medida, à natureza humana, encontrando-se fundada numa perspectiva biologizante do Norte, defensora das chamadas áreas protegidas, que excluem as populações humanas de suas comunidades, sustentando um protecionismo conservador, que, em última instância, termina por beneficiar os grandes grupos econômicos existentes na atualidade.(DIEGUES, 2000).
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DESAFIOS E IMPACTOS DA EXTENSÃO NO ÂMBITO DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

DESAFIOS E IMPACTOS DA EXTENSÃO NO ÂMBITO DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O ponto de partida para uma política institucional que sirva de vigoroso suporte para a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão é a não hierarquização destas três funções, uma vez que devem receber igualdade de tratamento por parte das instituições de ensino superior, caso contrário, segundo Moita e Andrade (2009), violarão um preceito legal. Infelizmente a prática acadêmica tem mostrado que esta ausência de hierarquia não é tão presente quanto se deseja, principalmente quando se trata de trabalhar a extensão, porque tem sido vista como a função que proporciona menos visibilidade e status acadêmicos, se comparada ao ensino e à pesquisa. Resta à política institucional defender a indissociabilidade entre o ensino, pesquisa e extensão, atribuindo-lhes igual valor e importância, sabendo que dela depende não somente uma formação da graduação com qualidade, mas também a formação na pós-graduação, utilizando a extensão como instrumento capaz de contribuir para esta boa formação, ao interagir de modo significativo com a sociedade. De acordo com Dias (2009), uma política institucional deve favorecer a implantação, implementação e desenvolvimento de ações que realmente integrem o ensino, a pesquisa e a extensão.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MARÍLIA ROMEIRO VITT

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MARÍLIA ROMEIRO VITT

O presente estudo, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-graduação Profissional em Gestão e Educação da Educação Pública, pretendeu analisar o processo de implementação da Diretoria de Pessoal na Regional de Ensino de Governador Valadares. O Governo de Minas Gerais realizou uma reorganização da estrutura orgânica da Administração Pública do Poder Executivo, por meio do Decreto nº 45.536, de 28/01/2011, modificando a estrutura organizacional da Secretaria Estadual de Educação criando a Subsecretaria de Recursos Humanos, e nas Superintendências Regionais de Ensino, a Diretoria de Pessoal (DIPE). A partir desse novo cenário, chegamos à pergunta norteadora deste estudo: Quais são os desafios da Diretoria de Pessoal da SRE de Governador Valadares na Gestão de pessoas e atualização da vida funcional dos servidores? A metodologia para desenvolvimento desta pesquisa envolve um Estudo de Caso, a pesquisa de campo realizada é exploratória, descritiva e de cunho qualitativo, sendo utilizados questionários, entrevistas e análise documental, além desses instrumentos foi realizada uma pesquisa bibliográfica e consultados autores como Chiavenato (1999; 2004; 2010), Bergue (2010), Tachizawa, Ferreira e Fortuna (2006), Lück (2010), Mintzberg (2006; 2008; 2010). Os resultados da pesquisa demonstraram que o impacto da nova diretoria proporcionou maior eficiência na execução dos trabalhos, bem como melhoria no atendimento ao público. Foi visto que os gestores não utilizam adequadamente os instrumentos e ferramentas de gestão de pessoas colocadas à sua disposição, o que se aliou à falta de planejamento integrado. O desafio que influencia a atualização da vida funcional dos servidores é dar instrumentos às escolas para que tenham autonomia para gerenciar o processo funcional do servidor, para que seja atualizado corretamente, durante sua vida laboral até o momento da sua aposentadoria. Portanto, é necessário proporcionar qualificação continuada aos gestores e servidores para que possam estar sempre motivados, preparados e direcionados para o atendimento às pessoas, às demandas internas e externas.
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DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL DA UFJF

DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL DA UFJF

O objetivo deste trabalho é investigar as ações, desenvolvidas pela política de assistência estudantil da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), concebidas com o propósito de minimizar a desigualdade social e educacional. Tomando como base as áreas estratégicas, propostas pelo Programa Nacional de Assistência Estudantil, esta pesquisa teve como foco as ações que contribuem para uma formação ampliada do aluno e para permanência no ensino superior, fora do âmbito do oferecimento de auxílio material. A assistência estudantil é uma política social pública, ou seja, um programa de ação governamental voltado para o propósito de redução das desigualdades sociais. Pode-se associar desigualdade social à pobreza, porém, a concepção de pobreza, que norteia esse trabalho, não se restringe à carência material, compreendendo-a também como repressão do acesso à vantagens sociais, como: saúde, educação e cultura. Dessa forma, este trabalho propõe uma visão mais ampla da política de assistência ao estudante, sugerindo ações voltadas não só ao combate da pobreza, mas que busquem também reduzir outras formas de desigualdade social. A pesquisa teve abordagem qualitativa, e foi organizada sob a forma de estudo de caso. Foram realizadas entrevistas com seis atores que atuam em diferentes setores da UFJF, com o intuito de conhecer as ações desenvolvidas pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAE, gestora da política de assistência) em parceria com outros setores da instituição. Adicionalmente, foi realizada pesquisa documental e bibliográfica a fim de apresentar as experiências de dez universidades públicas brasileiras, que também desenvolvem essa política e que ilustram como a política de assistência pode ser pensada de forma a abarcar projetos e ações no âmbito da cultura, saúde (na forma de atendimento psicológico oferecido aos beneficiários) e esportes. Os resultados da pesquisa, realizada na UFJF, indicaram a necessidade de promover avaliações da política, com o intuito de conhecer o perfil dos alunos atendidos, identificar necessidades do público alvo, subsidiar a implantação de novas ações e verificar a eficácia das que já estão em curso. Também indica que é importante mapear os setores com os quais a PROAE pode desenvolver parcerias e projetos para ampliar sua atuação. Revelou, ainda, a importância de ampliar a divulgação das ações, desenvolvidas por essa Pró-Reitoria, responsável pela condução da política de assistência estudantil, para que os apoiados pelo programa possam conhecer os benefícios oferecidos e oportunidades.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG FACULDADE DE EDUCAÇÃO - FAE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG FACULDADE DE EDUCAÇÃO - FAE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

Por isso, segundo os dirigentes entrevistados, não é à toa que o MST desde o seu surgimento, tem uma preocupação especial com a educação e formação dos Sem Terras, promovendo inclusive campanhas de alfabetização, para que o povo domine as técnicas da escrita e leitura, mas também para que aprenda “a fazer a leitura do mundo”, se utilizando desses recursos e técnicas para conhecer outras coisas, ampliando seu universo cultural. Assim, o MST aprendeu articular cursos de formação técnica articulados com formação política, como nos cursos de cooperação, agroecologia, comunicação, etc. A “pouca” importância dada aos cursos de caráter mais teórico não chega a parecer contraditório se recuperarmos como se dão os processos iniciais de formação desses sujeitos, ou seja, no início dos acampamentos e assentamentos, as pessoas são inseridas e envolvidas em situações do cotidiano, visando coletivizar e democratizar os processos e formar, com potencial político participativo, esses sujeitos. Para Bogo (2011):
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