Top PDF Caracterização da resposta inflamatória nos carcinomas mamários em cadelas

Caracterização da resposta inflamatória nos carcinomas mamários em cadelas

Caracterização da resposta inflamatória nos carcinomas mamários em cadelas

Foram realizados dois experimentos distintos utilizando cadelas portadoras de carcinoma mamário, com o objetivo de caracterizar a resposta inflamatória associada ao tumor e realizar a imunofenotipagem dos leucócitos no sangue periférico por citometria de fluxo. No primeiro experimento foram estudados 51 tumores mamários classificados histologicamente em dois grupos: carcinomas em tumores mistos (MC-BMT=31) e carcinomas (MC=20), os quais foram submetidos à análise morfométrica das células inflamatórias e avaliação clínico-patológica sistemática, além da avaliação da taxa de sobrevida das cadelas. A partir desses parâmetros, foi observado que o grupo MC estava associado com maior freqüência a estadiamento clínico avançado, elevado grau histológico e metástase pulmonar. A inflamação foi mais difusa e intensa no grupo MC, quando comparado ao grupo MC-BMT, sendo os linfócitos o tipo celular predominante. A análise multivariada mostrou que apenas infiltrado linfocítico de intensidade ≥ 600 (P=0,02) foi um fator prognóstico independente. Foram selecionados ainda 24 animais (MC-BMT=16 e MC=8) para determinação dos subtipos de linfócitos infiltrantes no tumor. A porcentagem de células T foi maior nos animais do grupo MC-BMT, sem metástase, enquanto a porcentagem de linfócitos B foi maior nos animais com metástases MC-BMT (P <0,05). A percentagem relativa de linfócitos T CD4+ foi significativamente maior nos animais com metástases (ambos MC-BMT e MC), (P <0,05), enquanto a proporção de células T CD8+ células foi maior no MC-BMT sem metástase. Independentemente do tipo de tumor, os animais com elevada proporção de células T CD4+ e baixa de células T CD8+ apresentaram menor taxa de sobrevida. Aparentemente, o subtipo de linfócito, a quantidade e o momento do início da resposta inflamatória, induzida pela ação
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Cultivo primário de células oriundas de carcinomas mamários de cadelas e caracterização...

Cultivo primário de células oriundas de carcinomas mamários de cadelas e caracterização...

Em animais, a prevalência do câncer tem aumentado de forma significativa com o passar dos anos. As neoplasias mamárias representam o tipo mais frequente de câncer em cadelas, chegando a 52% da população de fêmeas, e entre os animais afetados, 50% das neoplasias se apresentam sob a forma maligna. O desenvolvimento e caracterização de modelos animais para o estudo de neoplasias humanas é de extrema relevância para a melhoria no diagnóstico e tratamento do câncer. Os tumores sólidos apresentam uma hierarquia entre as células que determina o desenvolvimento e o comportamento da neoplasia. Recentemente, tem- se estudado um pequeno grupo de células que apresentam diversas características das células-tronco normais encontradas nos tecidos. Estas células, denominadas Células Iniciadoras de Tumor (CITs), são descritas como sendo as principais responsáveis pelas falhas na quimioterapia e no aparecimento de recidivas tumorais, devido ao grande potencial de renovação e diferenciação que elas possuem. Desta maneira, nosso objetivo foi caracterizar linhagens celulares provenientes de neoplasia de glândula mamária de cadelas que pudessem ser utilizadas futuramente na pesquisa básica e aplicada em oncologia comparada. Além das alterações citogenéticas e imunocitoquímicas, verificamos que os cultivos celulares apresentaram quantidades distintas de populações positivas e negativas quanto à expressão de CD24 e CD44 bem como da atividade de aldeído-desidrogenase, porém, todos exibiram potencial tumorigênico in vitro através do ensaio de formação de tumoresferas.
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Análise prognóstica da imunoexpressão de proteínas relacionadas à transição epitelial-mesenquimal nos carcinomas mamários esporádicos de cadelas

Análise prognóstica da imunoexpressão de proteínas relacionadas à transição epitelial-mesenquimal nos carcinomas mamários esporádicos de cadelas

O modo de ação das MMPs engloba desde a atuação como proteinases que simplesmente degradam a matriz extracelular até a ação como moduladores específicos da angiogênese e da resposta inflamatória. Entretanto, talvez o papel de maior destaque das MMPs seja sua função regulatória no microambiente neoplásico. As MMPs afetam a função dos adipócitos, a qual acaba por ter grande importância em neoplasias ricas em adipócitos como as neoplasias mamárias. Elas também regulam o curso da reação inflamatória em diversas fases e facilitam o recrutamento de células inflamatórias ao alteraram a função de quimiocinas e a biodisponibilidade de importantes citocinas pró- inflamatórias. 62 Os efeitos das MMPS nas células mielóides podem estar ainda implicados na formação de um nicho pré-metastático. De fato, MMP-2, -3 e -9 contribuem para o estabelecimento de sítios próprios para metástase em órgãos distantes. 22,51,61
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Caracterização imuno-histoquímica de células do infiltrado inflamatório e de citocinas pró e anti-inflamatórias nos carcinomas mamários caninos

Caracterização imuno-histoquímica de células do infiltrado inflamatório e de citocinas pró e anti-inflamatórias nos carcinomas mamários caninos

A imunomarcação para MIF mostrou maior número de células nos carcinomas papilares e tubulares em relação ao GC, isto deve-se a maior atividade dos linfócitos e macrófagos nestes tumores, como demonstram nossos resultados. Oda et al. (2008) afirma que o MIF representa um importante elo entre a inflamação e o câncer devido a seus efeitos sobre a resposta inflamatória, promovendo a proliferação e a invasividade tumoral e relaciona sua expressão à malignidade da neoplasia. Citam, porém, a maior expressão de MIF em tumores sólidos, o que não ocorreu no presente estudo. O MIF possui ação pleiotrópica, atuando na angiogênese, tumorigênese e proliferação celular (ARMSTRONG, 2008; LO et al., 2013) e isto parece estar de encontro com a maior estabilidade dos tumores sólidos em relação as alterações de seu microambiente tumoral. Portanto, a maior imunomarcação para MIF parece estar relacionada em uma maior atividade do microambiente tumoral em tumores papilares e tubulares.
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Análise da expressão de MDR1, MRP1, MRP2 e da superfamília EGFR nos carcinomas mamários esporádicos de cadelas

Análise da expressão de MDR1, MRP1, MRP2 e da superfamília EGFR nos carcinomas mamários esporádicos de cadelas

O HER3 (ErbB3) é um receptor tirosina cinase o qual apresenta fraca atividade (GUY et al., 1994; KRAUSS et al., 1989). Ele forma com HER2 um complexo de alta afinidade para seu ligante natural, a heregulina (SLIWKOWSKI et al., 1994). HER3 está superexpresso em diversos cânceres nos seres humanos, porém não há evidência de amplificação gênica e dados sobre sua superexpressão são limitados. Entretanto, um estudo acerca das mutações encontradas na co-expressão de HER2 com EGFR ou HER3 nos carcinomas de células escamosas orais nos seres humanos demonstrou que elas são extremamente capazes de predizer o comportamento dos tumores (XIA et al., 1999). Consequentemente, a caracterização do papel de HER3 como um biomarcador prognóstico se torna mais importante, ao menos nos carcinomas de células escamosas humanos. De maneira semelhante, estudos com câncer de próstata sugerem a existência de um envolvimento parácrino de Neuregulina 1 e o heterodímero HER2/HER3 (LYNE et al., 1997). Nas cadelas, até o momento, são poucas as informações disponíveis na literatura acerca de HER3 (KIM et al., 2011), sendo os achados limitados e, até o momento, não apresentando relação com doenças malignas.
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Análise da expressão de MDR1, MRP1, MRP2 e da superfamília EGFR nos carcinomas mamários esporádicos de cadelas

Análise da expressão de MDR1, MRP1, MRP2 e da superfamília EGFR nos carcinomas mamários esporádicos de cadelas

O HER3 (ErbB3) é um receptor tirosina cinase o qual apresenta fraca atividade (GUY et al., 1994; KRAUSS et al., 1989). Ele forma com HER2 um complexo de alta afinidade para seu ligante natural, a heregulina (SLIWKOWSKI et al., 1994). HER3 está superexpresso em diversos cânceres nos seres humanos, porém não há evidência de amplificação gênica e dados sobre sua superexpressão são limitados. Entretanto, um estudo acerca das mutações encontradas na co-expressão de HER2 com EGFR ou HER3 nos carcinomas de células escamosas orais nos seres humanos demonstrou que elas são extremamente capazes de predizer o comportamento dos tumores (XIA et al., 1999). Consequentemente, a caracterização do papel de HER3 como um biomarcador prognóstico se torna mais importante, ao menos nos carcinomas de células escamosas humanos. De maneira semelhante, estudos com câncer de próstata sugerem a existência de um envolvimento parácrino de Neuregulina 1 e o heterodímero HER2/HER3 (LYNE et al., 1997). Nas cadelas, até o momento, são poucas as informações disponíveis na literatura acerca de HER3 (KIM et al., 2011), sendo os achados limitados e, até o momento, não apresentando relação com doenças malignas.
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Associação entre os níveis de resíduos piretróides e graus de agressividade dos carcinomas mamários espontâneos de cadelas

Associação entre os níveis de resíduos piretróides e graus de agressividade dos carcinomas mamários espontâneos de cadelas

6.1 Associação entre resíduos de piretróides em mama e no tecido adiposo e agressividade dos carcinomas mamários de cadelas A avaliação da expressão gênica das neoplasias de mama da mulher, geralmente utilizando técnica como o TMA, permite a identificação taxonômica de subtipos distintos de carcinomas como: Luminal A, Luminal B, Superexpressão de HER-2 e Basal (PEROU et al., 2000). Estes subtipos moleculares não apenas refletem a heterogeneidade dos carcinomas de mama, mas também auxiliam no prognóstico dessas neoplasias, por exemplo, o subtipo Luminal A está associado a uma melhor resposta terapêutica, ao contrário, o subtipo Basal está associado ao comportamento mais agressivo e a pior resposta ao tratamento (SORLIE et al., 2001; SORLIE, 2004; SORLIE et al., 2006). Nas neoplasias de mama dos caninos, a perda de receptores hormonais na progressão tumoral, bem como a superexpressão de HER-2 em malignidades, também tem permitido a classificação molecular dos carcinomas em subgrupos e a correlação com o prognóstico, similar ao câncer de mama do homem (GAMA et al., 2008; SASSI et al., 2010).
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Caracterização imunofenotípica dos carcinomas mamários pouco diferenciados

Caracterização imunofenotípica dos carcinomas mamários pouco diferenciados

O HER2 pertence à família de quatro receptores transmembrana (HER1 ou EGFR, HER2, HER3 e HER4), que usam a atividade da tirosinoquinase como gatilho na sinalização celular. Outros membros da família dos receptores de fator de crescimento tirosino-quinase são o c-Kit e o receptor do fator de crescimento endotelial vascular (VEGFR), fatores que inicialmente foram estudados na avaliação do prognóstico do câncer de mama, e hoje é sabido que usam as mesmas vias de ativação que o HER2. A positividade para HER2 parece estar associada com relativa, porém não absoluta resistência à terapia endócrina em geral (34) . Estudos têm sugerido que este efeito é específico com o RE, já que a via não genômica de atuação do RE passa pelas mesmas vias do HER, o que justificaria a falha de resposta ao bloqueio hormonal e a resistência ao tamoxifeno (35) . Resultados retrospectivos sugeriram que a positividade para HER2 estaria associada à resposta com antracíclicos; no entanto este efeito poderia ser secundário a co-amplificação do gene da proteína topoisomerase II alpha (TOP2A), alvo direto destes agentes, e, portanto outro marcador com
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Estudo da resposta inflamatória em tumores mamários de cadela

Estudo da resposta inflamatória em tumores mamários de cadela

As células Treg são potentes inibidoras da ativação de linfócitos T tanto in vitro como in vivo. Desenvolvem-se no timo a partir de células T CD4 + naive e são caracterizadas pela sua elevada expressão de CD25 e a transcrição do fator FoxP3. Apresentam como função principal a regulação das respostas imunológicas através de mecanismos celulares e mecanismos dependentes de citocinas. Protegem os tecidos normais do organismo de reações imunológicas exageradas tendo papel na tolerância aos antigénios do próprio (Simonson & Allison, 2010). Este tipo de linfócitos produz citocinas como IL-10 e fator de crescimento de transformação β (TGF-β) que inibem a proliferação celular e a produção de IFN-γ. Em certos carcinomas humanos, o número de células Treg encontra-se especialmente aumentado nos focos tumorais e a sua presença é suficiente para inibir a proliferação de linfócitos T CD8 + citotóxicos específicos contra as células tumorais (Maia & Cardoso, 2012). Estão presentes em maior número nos tumores mais agressivos ou avançados e um número elevado de células Treg intra- tumorais tende a estar associado a um pior prognóstico em certos carcinomas (Simonson & Allison, 2010). Sasaki et al. (2008) estudaram o valor prognóstico da infiltração de células Treg FoxP3 positivas em carcinoma hepatocelular e observaram um menor intervalo livre de doença em pacientes com contagens mais elevadas destas células. Gao et al. (2007) concluíram igualmente que um maior número de linfócitos Treg está associado a um pior prognóstico. Contrastando com os estudos supramencionados, a associação das células Treg com um melhor prognóstico foi observado por alguns autores em carcinoma gástrico (Haas et al., 2008), carcinoma colorectal (Frey et al., 2010; Salama et al., 2009) e carcinoma do ovário (Leffers et al., 2008).
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Avaliação da quimioterapia metronômica em carcinomas mamários de cadelas por imunomarcações

Avaliação da quimioterapia metronômica em carcinomas mamários de cadelas por imunomarcações

RESUMO – A neoplasia mamária canina (NMC) é o tipo de neoplasia que mais comumente afeta cadelas não castradas. A terapia para a NMC é um desafio já que não são descritos tratamentos efetivos para neoplasias de alto grau histológico. Uma possibilidade terapêutica que age diminuindo a angiogênese tumoral é a quimioterapia metronômica (QM). Tem sido proposta a quantificação da angiogênese tumoral através da mensuração do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e da densidade microvascular (DMV). Desta forma, neste estudo, foi avaliada a resposta de carcinomas mamários caninos à QM por mensuração da DMV e detecção do VEGF tecidual, índice apoptótico (IA) e índice de proliferação celular (IP). Foram utilizadas 28 cadelas com carcinomas mamários, distribuídas igualmente em um grupo controle (GC) tratadas com mastectomia e um grupo tratado (GT) com QM (ciclofosfamida 15mg/m 2 e piroxicam 0,3mg/kg) ambos por via oral e diariamente durante 28 dias seguido de mastectomia. As neoplasias mamárias foram classificadas e graduadas histologicamente. DMV, grau do VEGF tecidual, IA e IP de todas as neoplasias foram obtidas por imunomarcação. A análise estatística mostrou diferença entre os grupos na DMV e IA (p<0.05), evidenciando redução quantitativa na microvasculatura tumoral e aumento na apoptose de células neoplásicas. Com base neste resultado, é possível afirmar que a QM possui efeitos antiangiogênicos e pró-apoptóticos em carcinomas mamários de cadelas e pode ser utilizada como uma nova opção terapêutica.
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Expressão imuno-histoquímica da topoisomerase III? nos carcinomas mamários

Expressão imuno-histoquímica da topoisomerase III? nos carcinomas mamários

forte relação entre a superexpressão do HER-2 e alterações na expressão da topoisomerase IIα, devido à proximidade do lócus gênico das 2 proteínas, no braço longo do cromossomo 17 (O’MALLEY et al., 2009). Entretanto, outros estudos demonstraram que uma modificação nos padrões de expressão da topoisomerase IIα pode não ocorrer somente por esta proximidade genética, pois os dois genes, apesar de próximos pertenceriam a 2 amplicons diferentes e, quando co-amplificados, seriam resultado de duas diferentes mutações. (ARRIOLA et al., 2007; Mano et al., 2007). No presente estudo, encontramos relação entre a negatividade para HER-2 e a negatividade da topoisomerase IIIβ. A expressão de HER-2 está associada a um aumento na sua dimerização com outros membros da família dos receptores do fator de crescimento epidermal, resultando na ativação de vias que aumentam a sinalização proliferativa para o núcleo (IGNATIADIS et al., 2009). A negatividade para a proteína HER- 2 nos carcinomas mamários negativos para a topoisomerase IIIβ indica que este subgrupo de pacientes pode ser um subtipo menos agressivo de carcinomas ductais de mama.
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Neoplasias mamárias em cadelas e gatas

Neoplasias mamárias em cadelas e gatas

Até à data, vários estudos foram realizados com o objectivo de identificar uma associação entre a incidência de tumores mamários e as diferentes raças caninas e felinas. Misdrop (2002) identificou as cadelas de raça pura como estando sobre-representadas, face às de raça indeterminada, no grupo de animais com neoplasias deste tipo. Para além disso, algumas associações foram já propostas para os canídeos, tais como os Caniches, os Teckel e alguns Spaniel. Porém, nenhuma destas raças representou uma predisposição significativa e consistente nos diversos estudos (Lana et al., 2007; Rutteman & Kirpensteijn, 2003). Os canídeos da raça Pastor Alemão têm sido associados a um risco acrescido para as neoplasias mamárias malignas (Rutteman & Kirpensteijn, 2003). Noutra perspectiva, foi recentemente proposta uma relação entre a incidência de tumores mamários e o tamanho da raça canina (Itoh et al., 2005). Num estudo com base em 101 cadelas com tumores mamários, das quais 60 eram de raça pequena (peso inferior a 4Kg) e 41 eram de raça média a grande (peso entre 7,5Kg e 30,3Kg), Itoh et al. verificaram que em 25% das cadelas de raça pequena as neoplasias eram histologicamente malignas, enquanto nas de raça média a grande os tumores malignos afectavam 58% das fêmeas. Quanto às gatas, estudos epidemiológicos revelaram a existência de predisposição racial para o desenvolvimento desta neoplasia, uma vez que as raças Americano de pêlo curto e Siamês apresentaram maiores taxas de incidência que as restantes raças (Lana et al., 2007; Misdrop, 2002; Rutteman & Kirpensteijn, 2003). Em particular, os gatos siameses podem ter um risco relativo até duas vezes superior face às outras raças (Lana et al., 2007; Misdrop, 2002). As mutações genéticas com capacidade para causar tumores ocorrem, mais comummente, nas células somáticas, podendo também ocorrer na linhagem germinal, originando, dessa forma, informação transmitida à descendência (Rassnick, 2007).
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Via da vitamina D em tumores de mama de cadelas

Via da vitamina D em tumores de mama de cadelas

concentração utilizada, indicando ativação genômica da via da VD e que o tecido permanece metabolicamente ativo em cultura. Entretanto, não houve diferença da expressão gênica de outros genes envolvidos com o metabolismo da VD (CYP27B1), genes envolvidos no controle da proliferação (CDKN1A e CDKN1B) e genes envolvidos com a imunidade (CD14). O tratamento com calcitriol nas diferentes concentrações não induziu a apoptose (expressão proteica de caspase-3 clivada) e não alterou a proliferação nos tecidos normais (expressão proteica de Ki-67), mas diminuiu a proliferação nos tecidos tumorais. Não foi observada correlação entre a indução da apoptose e redução da proliferação com os padrões de expressão proteica de VDR. Concluindo, não observamos diferença na concentração sérica de 25(OH)D 3 entre cadelas com tumor de mama e animais controle. Detectamos
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Comparative study of systemic early postoperative inflammatory response among elderly and non-elderly patients undergoing laparoscopic cholecystectomy

Comparative study of systemic early postoperative inflammatory response among elderly and non-elderly patients undergoing laparoscopic cholecystectomy

a IL-6 pode ser utilizada como um marcador inflamatório, pois tem seus níveis elevados precocemente frente ao dano tecidual. Por isso, as dosagens de interleucina-6 e da proteína C-reativa têm sido utilizadas por diversos autores como método de escolha para avaliação e comparação da resposta inflamatória sistêmica em diferentes grupos 26,27 .

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Carcinomas mamários de tipo basal: perfil clínico-patológico e evolutivo.

Carcinomas mamários de tipo basal: perfil clínico-patológico e evolutivo.

neste grupo de tumores. Como adotamos a positividade para CK5 como elemento deinidor do fenótipo basal, este resultado aponta o marcador como um possível indicador de pior prognóstico nas pacientes com tumores triplo-negativos, um grupo que ainda não dispõe de terapêutica especíica e que apresenta pior resposta às alternativas convencionais de tratamento. Nossos resultados portanto corroboram estudos prévios, que ressaltam a importância de se identiicar a diferenciação basal nos tumores triplo-negativos 20,21 .

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Perfil imuno-histoquímico de carcinomas mamários invasores em homens.

Perfil imuno-histoquímico de carcinomas mamários invasores em homens.

O câncer de mama em homens é uma doença incomum. A cada 150 casos de câncer de mama é esperada a ocorrência de apenas um no sexo masculino. Devido à baixa incidência desta neoplasia, grande parte do seu conhecimento é oriunda do carcinoma de mama no sexo feminino, cujos parâmetros diagnósticos, prognósticos e terapêuticos são bem estabelecidos na literatura. Entretanto, a distribuição dos fenótipos moleculares dos carcinomas da mama masculina é pouco conhecida. Pela análise de dados clínicos e imuno-histoquímicos estudamos os diferentes perfis de uma amostra de 20 casos de tumores invasores de mama em homens. Utilizamos um painel de cinco anticorpos composto por receptor de estrogênio, citoqueratinas 5/6, citoqueratinas 8/18, HER-1 e HER-2. Dos 20 casos examinados, 19 eram carcinomas do tipo ductal não-especial (95%) e um do tipo lobular (5%). A maioria dos casos foi composta por mastectomias (65%), sendo a média de tamanho das neoplasias de 2,8 cm e o grau histológico mais freqüente o II (60%). Do total, 86,6% dos casos apresentaram metástases linfonodais. O número médio de linfonodos comprometidos foi de 5,2 nas amostras com axila positiva. Foram determinados 14 tumores (70%) correspondentes ao fenótipo RE+/luminal, dois (10%) do tipo indeterminado, um único tumor (5%) do fenótipo Basal, e três de mama (15%) correspondendo ao fenótipo HER2-positivo. A imunofenotipagem dos carcinomas de mama no sexo masculino permite traçar paralelos com os tumores de mama feminina, possibilitando a elucidação de fatores intrínsecos à doença em cada um dos sexos.
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Avaliação ultrassonográfica de tumores mamários e linfonodos locorregionais em cadelas

Avaliação ultrassonográfica de tumores mamários e linfonodos locorregionais em cadelas

RESUMO - As cadelas, assim como as mulheres, apresentam uma elevada incidência de neoplasia mamária, por isso a incessante busca de diagnóstico mais precoce. A avaliação dos linfonodos locorregionais devem fazer parte do estadiamento clínico das cadelas com neoplasia mamária. Como o exame ultrassonográfico é uma importante técnica de avaliação tecidual, o objetivo deste trabalho é padronizar a técnica de varredura do linfonodo axilar em cadelas, e assim auxiliar o ultrassonografista a identificá-lo com maior facilidade para posteriores avaliações do parênquima. Usando transdutor linear em frequência de 12MHz e ganho de 58%, foram avaliados 30 linfonodos axilares (direito e esquerdo) de 16 cadelas hígidas, peso corporal, médio de 12,8Kg. Em apenas um animal não foi possível visibilizar o linfonodo axilar, pois a presença de gordura em excesso impediu sua visibilização. Todos os linfonodos apresentaram características normais: formato ovalado, contorno regular, hipoecogênico e vascularização hilar. Concluiu-se que o exame ultrassonográfico do linfonodo axilar deva fazer parte do estadiamento de cadelas com tumor de mama, pois é um exame exequível quando se tem conhecimento anatômico da região explorada. Após este estudo prévio, foram selecionadas 30 cadelas com tumores de mama, que foram submetidas a avaliação ultrassonográfica dos linfonodos axilares e inguinais, a fim de classificá-los em metastático ou não metastático. As características ultrassonográficas dos tumores mamários também foram descritas, visando diferenciar os critérios ecográficos relacionadas com o comportamento benigno e maligno destes tumores. Concluiu-se que a avaliação ultrassonográfica não permitiu predizer a malignidade dos tumores mamários (p=0,99) e nem a presença de metástase (p>0,5) e reatividade (p>0,5) em linfonodos locorregionais.
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Marcadores moleculares em câncer de mama em mulheres jovens (idade < 35 anos): estudo comparativo com mulheres pós-menopausa (idade entre 50 - 65 anos)

Marcadores moleculares em câncer de mama em mulheres jovens (idade < 35 anos): estudo comparativo com mulheres pós-menopausa (idade entre 50 - 65 anos)

A classificação morfológica atualmente utilizada é insuficiente para caracterizar os carcinomas de mama, uma vez que os tumores com o mesmo grau, estágio e tipo histológico podem apresentar diferentes prognósticos e respostas à terapia (ELSTON & ELLIS, 1991; REIS-FILHO et al, 2006). O surgimento das técnicas de biologia molecular iniciou uma nova era no estudo das doenças malignas. Com o advento das técnicas moleculares em larga escala, o entendimento das características moleculares dos tumores começou a desempenhar um papel importante no diagnóstico, prognóstico e como valor preditivo na maioria dos tumores malignos. A caracterização sistemática e detalhada dos tumores em uma escala genômica pôde ser correlacionada com informações clínicas, contribuindo, desta forma, para aumentar o entendimento das causas e progressões do carcinoma e para capacitar a descoberta de novos marcadores moleculares, possibilitando intervenções terapêuticas (NIELSEN et al, 2004). Atualmente, o câncer de mama é o tumor que mais vêm sendo estudado pelos métodos moleculares (REIS-FILHO et al, 2008).
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Hemoglobin metabolism by-products are associated with an inflammatory response in patients with hemorrhagic stroke

Hemoglobin metabolism by-products are associated with an inflammatory response in patients with hemorrhagic stroke

O objetivo deste estudo foi avaliar o papel de produtos hemoderivados e os mecanismos protetores contra a he- moglobina e heme na fisiopatologia da lesão cerebral após AVC hemorrágico. Procuramos também determinar se as respostas dos níveis de ferro, heme, Hx e Hp estão rela- cionadas às respostas inflamatórias do paciente e às taxas de mortalidade aos 7 dias. Nossos principais achados fo- ram: a defesa contra derivados da hemoglobina é deficien- te, à medida que as concentrações de Hx e Hp no LCR são virtualmente desprezíveis em comparação aos níveis plasmáticos; ferro e heme parecem estar relacionados com uma resposta inflamatória que desencadeia a liberação de IP-10 e MIP-1b, e a sobrecarga sistêmica de ferro se corre- laciona com prognósticos piores; e os perfis inflamatórios sistêmico e no LCR 72 horas após o evento se relacionam com mortalidade precoce, porém as respostas inflamató- rias locais podem exercer um papel protetor após um AVC hemorrágico e HSA.
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Carcinomas mamários de tipo basal: estudo clínicopatológico e imunofenotípico em mulheres brasileiras

Carcinomas mamários de tipo basal: estudo clínicopatológico e imunofenotípico em mulheres brasileiras

é caracterizado por elevada expressão de painel de genes tipicamente expressos pelas células epiteliais luminais da mama (“câncer luminal”). O grupo RE-negativo engloba três subgrupos de tumores: um com superexpressão de HER2; um que expressa genes característicos das células basais/mioepiteliais da mama normal (“câncer basal”); e outro cujo perfil de expressão gênica é similar ao do parênquima mamário normal/fibroadenomas. Estudos subseqüentes (CALZA et al, 2006; SORLIE et al, 2001; SORLIE et al, 2003) identificaram consistentemente os mesmos grupos de tumores inicialmente descritos por Perou et al (2000). Entretanto, alguns subgrupos parecem ser instáveis (RAKHA et al, 2008b). Por exemplo, a subclassificação dos tumores luminais pode compreender de um a três grupos (luminal A, luminal B e luminal C); tumores não classificáveis ou tipo “mama normal” parecem ser indistinguíveis do grupo de carcinomas negativos para RE em alguns trabalhos (PEROU et al, 2000; SORLIE et al, 2001). Posteriormente, pesquisas avaliando perfis imunoistoquímicos através de TMA, foram capazes de, pelo menos parcialmente, replicar a referida classificação molecular (ABD EL-REHIM et al, 2005; NIELSEN et al, 2004; SORLIE et al, 2003). A importância desta taxonomia molecular se reflete nos casos em que grupos moleculares distintos diferem também quanto ao comportamento clínico; além disto, as análises transcriptômicas forneceram informações sobre quais genes seriam responsáveis por cada subgrupo (RAKHA et al, 2008b).
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