Top PDF Cibercultura, simulacro e espetáculo

Cibercultura, simulacro e espetáculo

Cibercultura, simulacro e espetáculo

Fomos tomados pela hiper-realidade? A ima- gem, antes retrato da realidade, já desmente essa realidade. Depois substitui a falta dessa realidade. Por fim, já não se relaciona com a realidade (Baudrillard, 1981). A cultura do virtual, da infor- mação, a Cibercultura, são reflexos destas defini- ções. Tudo é eletrônico e mediado, o tempo é curto, as opções são infinitas, não correspondem ao que realmente existe para ser escolhido. As relações não fazem parte do real. O ser humano, como é, não é mais aceito. Ele tem que ser uma imagem do que realmente queremos.

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Espetáculo, simulacro, tribalismo, hipermodernidade : paradoxos da sociedade da imagem

Espetáculo, simulacro, tribalismo, hipermodernidade : paradoxos da sociedade da imagem

No cíclico, a sociedade tinha a consciência de um presente perpétuo e era produto de sua própria história. Percebia o tempo que voltava, não o que passava. Era organizado conforme a experiência imediata com a natureza. O irreversível surge nas sociedades de classes, nas quais passam a ser organizados os sistemas de trocas e as concepções temporais. Se, na era do tempo cíclico, as sociedades míticas eram produto de sua história, nas de classes, a história passa a ser seu produto. O tempo cíclico do eterno retorno passa a ser o tempo irreversível do ser vivo. E esta história é medida através de acontecimentos entrelaçados com o poder, a sucessão de poderes. A eternidade saiu do tempo cíclico e passou a ser orientada para além dele, para um final, seja para o reino de Deus, seja para a construção do paraíso terrestre, seja para a concretização de projetos políticos. Para Debord, a transição do tempo cíclico em tempo irreversível não se dá de imediato, inicia na Grécia com a tomada de consciência do tempo histórico, passa pelo nascimento das religiões monoteístas, pela Idade Média, pelo Renascimento, até seu triunfo na noção do tempo irreversível da burguesia, o tempo do trabalho: “é a vitória do tempo profundamente histórico, porque é o tempo da produção econômica que transforma a sociedade, de modo permanente e absoluto”. O tempo irreversível passa a se metamorfosear em tempo das coisas através da produção em série de objetos: “o irreversível unificado mundialmente pelo capitalismo é o mercado mundial, do espetáculo mundial. O tempo irreversível da produção é antes de tudo a medida das mercadorias” (§ 125-146).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA SAMUEL NOGUEIRA MAZZA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA SAMUEL NOGUEIRA MAZZA

Através das notícias que circularam na época de estreia de No Singular, percebemos que a temática das redes sociais, da interatividade e do mundo digital é muito ressaltada pelas falas de Rodovalho e pelos jornalistas, citando até mesmo Pierre Lévy, escritor de Cibercultura (1997), como uma leitura que influenciou Rodovalho na concepção do espetáculo. Isso demonstra que, antes mesmo da estreia, o espetáculo já estava previamente interpretado e carregado de significados. O artigo de Renato Queiroz, publicado em 05/09/2012, data de estreia do espetáculo (07/10/2012), afirma que “além das redes sociais, No Singular busca inspiração na velocidade de informações do mundo contemporâneo. O espetáculo extrai do mundo a fragmentação”. E ainda: “Segundo o coreógrafo, cada intérprete publica o seu perfil no espaço. A música, o silêncio e os sons corporais alimentam a estrutura virtual, que fala de um ser humano que se agrupa em redes, mas permanece solitário em suas escolhas.”
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Cibercultura, hipertexto e cibercidade

Cibercultura, hipertexto e cibercidade

Há sempre redes sendo formadas e desfeitas. O princípio de toda ação tendo um objetivo mais ou menos secreto, escuso, fechado, que se quer anônimo ou clandestino implica criação de redes tal como foi dicionarizado por Antonio Houaiss 36 em uma de suas acepções (2000): redes de traficantes, redes de acionistas procurando meios de comprar e vender ações com o maior lucro possível, redes de consumidores de drogas, redes de magistrados, de grupos políticos proibidos pelo Estado de se manifestarem, de terroristas, de hackers, de piratas, de políticos, de senadores, de empresários, de comerciantes, redes de ex-doutores, redes oferecendo sexo, de artistas, de escritores, de traficantes de drogas, produtos de contrabando, falsificadores, redes de ghost writers, rede de informantes trabalhando para os ghost writers, estes trabalhando para o escritor que assina os livros e esse mesmo escritor trabalhando para a rede editorial. Policiais pertencentes à rede policial que por sua vez criam redes ilegais com outras redes ilegais, enfim, nossa vida é constituída por redes. Contrariamente ao consensual, essa vida em rede existe para substituir o grande simulacro que foi colocado no lugar virtual ocupado pelas redes na nossa sociedade, o qual se caracteriza pela ocorrência da representação do Estado e de suas instituições. Tal simulacro foi constituído e, em última instância, serve de camuflagem às redes com o papel social de simular um funcionamento democrático para dar cobertura às redes clandestinas, ditas ilegais.
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O webjornalismo participativo nos portais IG e Terra : os canais minha notícia e VC repórter

O webjornalismo participativo nos portais IG e Terra : os canais minha notícia e VC repórter

De outra parte, a segunda hipótese: a mais recente forma de espetáculo da cibercultura é o webjornalismo participativo praticado em portais comerciais, que se configura como espaço de[r]

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UM ESPETÁCULO DE RESULTADOS

UM ESPETÁCULO DE RESULTADOS

científica alcança, segundo Roqueplo(1983, p. 130- 131), um universo de inserção capaz de expandir para os mais diversificados espaços socioculturais sua credibilidade, subsidiada pelo “discurso/ espetáculo” na qualidade de “celebração do mito da cientificidade”. O referido autor adverte que, embora não seja a única responsável pela construção e propagação do “mito da cientificidade”, a divulgação científica contribui veementemente para erigir uma imagem mítica da ciência ao recorrer ao “discurso/ espetáculo” como garantia de “veracidade de seu próprio discurso” (ROQUEPLO, 1983, p. 132). A questão da recodificação da linguagem científica em um tipo de elocução mais acessível aos não especialistas, com vistas à construção narrativa da divulgação da ciência, levaria a refletir, desta maneira, sob a possibilidade efetiva de popularizar amplamente aspectos da atividade e da produção científica, mais proximamente possível da realidade tal como ela é. Mostafa (1981, p. 843), neste sentido, questiona “até que ponto a simbologia humana consegue exprimir o real”, considerando não haver formas de tradução objetivas, nem tampouco desinteressadas, uma vez que “o conteúdo científico ao ser ‘traduzido’ em linguagem comum forçosamente distorce a mensagem”.
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A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE NA PÓS-MODERNIDADE: O SIMULACRO DA REALIDADE

A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE NA PÓS-MODERNIDADE: O SIMULACRO DA REALIDADE

Para a realização de tal intento, recorrei à análise sobre a identidade pós- moderna tendo como recurso metodológico a leitura do filme Ela (Her, 2013), uma produção norte-americana vencedora do Oscar de melhor roteiro original e do Globo de Ouro na mesma categoria. Trata-se de uma comédia dramática, com traços de ficção científica, escrita, dirigida e produzida por Spike Jonze, que narra a relação do ser humano contemporâneo com a tecnologia. Mais do que isso, em uma aproximação com a teoria aqui abordada, procuro observar como o simulacro presente na sociedade pós- moderna está vinculado ao próprio desenvolvimento da identidade como resultante do desenvolvimento do pós-modernismo e da cultura de consumo. O filme conta com as atuações de Joaquim Phoenix como Theodore Twombly, um escritor solitário de cartas de saudações, términos e felicitações para terceiros, Amy Adams documentarista e amiga de Theodore, Rooney Mara como Catherine a ex-esposa do protagonista e Scarlet Johansson, como a voz de Samantha o sistema operacional pelo qual Theodore encontra um sentido para a sua vida.
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Avaliação do impacto de grandes provas de corrida em Lisboa

Avaliação do impacto de grandes provas de corrida em Lisboa

Os eventos desportivos são, habitualmente, divididos em 2 vertentes, “Eventos espetáculo” e “Eventos Participação”, segundo a ótica do espetador. Os “Eventos Espetáculo”, tal como o nom[r]

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O simulacro do desastre: Cristian Segura e a percepção do espaço

O simulacro do desastre: Cristian Segura e a percepção do espaço

Ele coloca as palavras Sununu, Soro e Itaverá, com a mesma estrutura gráfica que encontramos no Jardim Botânico, coladas no palco do teatro, de modo que quando o espectador entre no local, do alto aviste essas palavras. Além disso, o artista coloca, também, o som de vidros se quebrando e rachando, de modo que se assemelhe a uma ópera de vidros em destruição. Som e palavra unem-se para fazer-nos imergir para dentro desse espaço que despedaça, esfacela-se, um espa- ço que está sendo destruído por algo invisível, um simulacro de destruição, pois realmente acreditamos naquilo e é isso que o artista nos faz crer.
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Futebol como simulacro:  Tipp-Kick, um jogo alemão

Futebol como simulacro: Tipp-Kick, um jogo alemão

Fato é que Dante se destacara pelo Bayern ao integrar a equipe que conquistou a Tríplice Coroa em 2013 (Campeonato Alemão, Copa da Alemanha e Champions League). Após o Mineiraço, não voltou a ser convocado para a seleção brasileira. E logo após retornar da Copa, não pode evitar as gozações pelo vexame, inclusive por alguns companheiros de Bayern, como Thomas Müller. Com a chegada do treinador Pepe Guardiola, o zagueiro decidiu deixar a equipe e se transferiu para o clube alemão VfL Wolfsburg. Na temporada 2016/17, Dante foi para o clube francês OGC Nizza. Aliás, a representação de Dante como miniatura do Tipp-Kick não deixa de ser parte do simulacro do futebol, com suas figuras famosas. Talvez isso tenha ocorrido raramente na história da Mieg por questões derivadas da própria jogabilidade, ao contar com apenas um jogador de linha
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O espetáculo da culinária:

O espetáculo da culinária:

E a busca por esse tipo de conhecimento está cada vez mais acessível considerando a ampla variedade de conteúdos sobre culinária disponíveis nas mídias, seja por meio de vídeos no YouT[r]

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Mediar um espetáculo de rua? O espectador transeunte do espetáculo "O terreno baldio"

Mediar um espetáculo de rua? O espectador transeunte do espetáculo "O terreno baldio"

Muitos espectadores relataram a necessidade de ir embora, por esta razão foi sugerido que eles deixassem apenas uma palavra registrada no cubo. Aqueles que permaneceram, o ator/ mediador perguntava o nome da pessoa, o convidava a adentrar o espaço e em determinadas interações utilizava a expressão “sinta-se em casa e mexa no que quiser”, uma forma de aproximação com os espectadores para ressaltar a liberdade que os mesmos tinham em interagir com os elementos da encenação. Neste dia o espetáculo contou com um público presente que variava entre 40 a 60 pessoas. Durante a interação com os cubos e as escritas com o giz, uma média de 20 a 30 pessoas colocaram sua impressões, inquietudes e manifestos, muitos deles associados com os acontecimentos em pauta, políticos e sociais.
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A Teatralidade das Marionetes na Cena de Robert Lepage

A Teatralidade das Marionetes na Cena de Robert Lepage

A apropriação de outras culturas como objeto – e desta forma, o uso de bonecos como objetos teatrais - constitui o “texto” de um espetáculo, no qual o espetáculo é “escrito” através do processo de constantes transformações do espaço e da ação. Estas transformações freqüentemente são implementadas através dos meios técnicos mais simplistas, mas com resultados estéticos surpreendentes. Da mesma forma, um processo criativo coletivo exige que o ator se transforme em dramaturgo, que se torne tanto sujeito quanto objeto de sua atuação. Portanto, não é surpreendente que na maioria das suas produções Lepage seja visto como um autor total que trabalha com performers como “Super Marionetes”. Uma vez que o desenvolvi- mento do espaço teatral é um processo contínuo, móvel e mutável, a cenografia se desenvolve organicamente a partir do jogo com objetos teatrais. Desta forma, os bonecos não são apenas objetos, mas elementos cenográficos que definem o espaço. A reação dos críticos de todo o mundo focalizou na simplicidade e na teatralidade imaginativa, no conteúdo emotivo que foi transmitido apesar das barreiras lingüísticas através da interação dos atores com os objetos teatrais. Lepage utiliza história, tradições, culturas, linguagens e emoções individuais como objetos teatrais na composição de sua cena, usando-os como recursos a partir dos quais ele incorpora partituras na encenação.
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ES ACE RCA D O POD ER E DA AL TER IDA DE

ES ACE RCA D O POD ER E DA AL TER IDA DE

Com o espetáculo Oleanna (1995), produzido pela Fagundes Produções Artísticas, podemos observar um pouco do processo de adaptação e produção de um espetáculo, dest[r]

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CIBERCULTURA, TECNOLOGIAS E EXCLUSÃO DIGITAL

CIBERCULTURA, TECNOLOGIAS E EXCLUSÃO DIGITAL

Ao discutirmos essas relações que transitam no contexto da cibercultura, Lévy (1999) faz a seguinte indagação - será que a tecnologia é como um ator autônomo, que não possui ligação com a cultura e a sociedade? A respeito disso, o autor é enfático em sua afirmação, dizendo que não se separa a ação e o pensamento do ser humano, bem como não há diferença entre locais presenciais ou artificiais, e suas ideias ou representações, ou seja, eles estão sim entrelaçados mutuamente. Do mesmo modo Lévy (1999, p. 22) salienta: “mesmo supondo que realmente existam três entidades – técnica, cultura e sociedade -, em vez de enfatizar o impacto das tecnologias, poderíamos igualmente pensar que as tecnologias são produtos de uma sociedade e de uma cultura”. Sendo produtos, também se relacionam com esferas de poder porque podem ser exploradas para sua manutenção numa perspectiva de continuidade da estrutura social com divisões de classe e de diferenças de acesso a culturas, educação, formação cidadã, etc.
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Comunicação midiática e educação na cibercultura

Comunicação midiática e educação na cibercultura

Existe um produto, ainda pouco utilizado tanto pela comunicação quanto pela educação, mas com características comunicativas consolidadas e absorvidas socialmente, para ser aprimorado como ferramenta de uma “pedagogia da cibercultura”, em uma proposta de educação menos hierarqui- zada, mais espontaneamente organizada e com capacidade de agregar conhecimentos díspares. Falamos dos games. Eles fazem forte oposição ao modelo de ensino-aprendizagem atual, centrado $% 5D,#% +" 3#"@-(("# - 0". -$@"C,- 0"$)-,+'()%K Dentre as principais habilidades dos gamers apon- tadas por com Mattar (2010) e Prensky (2007) estão: facilidade para trabalhar em grupo; apren- dizagem rápida; iniciativa, atitude e criatividade; capacidade de resolução de problemas e tomada de decisões com pouca informação; raciocínio e processamento de informações mais rápidos; pensamento não linear; preferência do visual ao textual; não ver fronteiras entre jogo, trabalho e estudo; sentimento positivo em relação à tecnologia e a conectividade; desenvolvimento de atividades simultâneas sem comprometimento do resultado de algumas delas.
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O espetáculo da moral em Schiller

O espetáculo da moral em Schiller

Como! Não deve haver nenhum espetáculo numa República? Pelo contrário, deve haver muitos deles. Nas repúblicas que eles nasceram, é em seu seio que os vimos brilhar com um verdadeiro ar de festa. A que povos convém melhor reunir-se frequentemente e formar entre si os doces laços do prazer e da alegria do que àqueles que tem tantas razoes para se amar e para permanecer sempre unidos? Já temos várias festas públicas: tenhamos mais ainda e só ficarei mais encantando. Mas não adotemos esses espetáculos exclusivos que encerram tristemente um pequeno numero de pessoas em um antro obscuro; que os mantem temerosos e imóveis no silencio e na inação: que não oferecem aos olhos mias do que clausuras, pontas de ferro, soldados, aflitivas imagens da servidão e da desilgualdade. Não, povos felizes, não são estas as vossas festas! È em pleno ar puro, é sob os céus que deveis vos reunir e vos entregar ao doce sentimento de vossa felicidade (Rousseau, 1993, p. 128)
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Cibercultura e arte "in vitro"

Cibercultura e arte "in vitro"

85 momentos específicos. Em O que é o Virtual o autor a descreve como “virtualização da virtualização”, proposta que situa a atividade artística num patamar privilegiado ao subentendê-la como uma espécie de operador de virtualização, cujo raio de ação incluiria seus produtos e atividades, mas também e necessariamente a própria tecnologia e sua parafernália, seus desdobramentos sócio-culturais, seus efeitos nocivos, seu uso e alternativas de correção e redefinição de sua aplicabilidade. Por sua vez, em Cibercultura percebe-se um deslocamento desse quadro inicial: aqui, a “arte” abandona sua condição de agente da virtualização, incluindo da própria arte, para assumir a condição de objeto passível da virtualização tecnocientífica em curso e integrar-se à ciber-utopia do “universal sem totalidade”: a virtualização contemporânea promove a passagem de uma cultura moderna, centrada na palavra escrita, essencialmente racionalista, do isolamento e do individualismo, instrumentalista, para uma outra situação sócio- cultural em que a principal mídia, o computador e a rede mundial eletrônica de telecomunicação interfere na dialética da produção simbólica e de sua representação imagética. Quéau (1986, p. 91), referindo-se à imagem digital, produto das neotecnologias computacionais, afirma que “a imagem calculada introduz um corte de primeira grandeza, comparável sem dúvida à invenção da imprensa ou da fotografia na história dos meios de representação.” Na medida em que a virtualização é concebida como processo inverso, em direção contrária à atualização, capaz de, por isso mesmo, reconduzi-la a um ponto de partida indeterminado e indefinido, à “configuração problemática de tensões e coerções” anterior à sua existência; ao situar-se na extremidade oposta à atualização, dispositivo que conduz à recriação da realidade, através da problematização de seus limites espaço-temporais, tornando voláteis e dinâmicas as fronteiras entre interioridade e exterioridade, Pierre Lévy (1999, p. 78) acerta ao posicionar a arte no centro das três grandes virtualizações, ponto de confluência entre linguagem, técnica e ética, convergência das três virtualizações primordiais que, segundo o autor, possibilitaram o aparecimento da cultura e de suas formas, materiais tanto quanto simbólicas: “a arte está na confluência das três grandes correntes de virtualização e de hominização que são as linguagens, as técnicas e as éticas (ou religiões).”
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CIBERCULTURA E CIBERESPAÇOS: conceitos e discussões

CIBERCULTURA E CIBERESPAÇOS: conceitos e discussões

Segundo Rüdiger (2002), a era da cibercultura nasce da crise das ideologias e da unificação do mundo em torno de um único modelo político (neoliberalismo), de uma única ordem econômica (globalização), de uma única rede de troca de informações (a Internet). Assim, a cibercultura é um campo privilegiado para o estudo da sociabilidade, ao estabelecer novas formas de relações dos sujeitos com a tecnologia e com um meio cujo nível de interatividade é, até então, inédito.

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A interface entre Saúde Pública e Cibercultura.

A interface entre Saúde Pública e Cibercultura.

Resumo Este artigo, de caráter opinativo, pro- põe uma reflexão sobre como está a relação entre a cibercultura e a saúde pública e sua utilização como meio de pesquisa, e não apenas como ins- trumento. Cibercultura seria então uma nova forma de relação entre sujeitos. É justamente “através” e “pelas” relações sociais que os indiví- duos adquirem habilidades técnicas e comunica- ção. Mudam-se as formas relacionais, os meios, mas os fins permanecem os mesmos: o de estarem em contato com outros humanos. Nas últimas décadas, com o advento do computador, Internet e todo aparato tecnológico, as relações humanas se veem intermediadas por estes, o que caracteri- za algo atual, denominado de cibercultura. Esta hoje influencia todas as áreas de atuação e a saúde pública não pode ficar de fora, entendendo esta e seus benefícios para seu desenvolvimento. Preci- samos estar atentos a essas mudanças e trazê-las do plano teórico para o plano prático, implemen- tando não somente políticas públicas de saúde que levem em conta o sócio-virtual, mas também, en- quanto profissionais, nos atualizarmos sobre as novas formas de comunicação, interação, meto- dologia de pesquisa, elaboração de instrumentos, abordagens de amostragem e todos os demais fe- nômenos decorrentes da cibercultura que traba- lharão em parceria com a saúde pública. Palavras-chave Cibercultura, Saúde pública, Pesquisa
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