Top PDF Ciclagem de nutrientes, produção de milho em sistema de integração lavoura-pecuária subsequente ao consórcio de pastagens hibernais

Ciclagem de nutrientes, produção de milho em sistema de integração lavoura-pecuária subsequente ao consórcio de pastagens hibernais

Ciclagem de nutrientes, produção de milho em sistema de integração lavoura-pecuária subsequente ao consórcio de pastagens hibernais

A integração Lavoura-Pecuária tem foco na busca pela excelência na produção, sendo reconhecida como ferramenta de otimização de recursos naturais e financeiros, conciliando a interação entre as interfaces solo, planta e animal. O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da inclusão da ervilhaca como pastagem hibernal, sob pastejo com animais recebendo ou não suplementação, na produção da cultura subsequente (produção de milho para silagem e rendimento de grãos) na dinâmica de decomposição e liberação de nutrientes da biomassa residual pós pastejo e das fezes, em um sistema de integração lavoura-pecuária. O trabalho foi desenvolvido na Universidade Tecnológica federal do Paraná - Campus Dois Vizinhos (UTFPR-DV) e os consórcios foram compostos entre as espécies forrageiras: aveia + azevém + suplementação; aveia + azevém + ervilhaca e aveia + azevém + ervilhaca + suplementação, todos com e sem pastejo. A suplementação utilizada foi milho moído em peneira de 1 mm. Utilizou-se como adubação de base na pastagem 200kg de adubo 5-20-10 e 120 kg de N em cobertura distribuídos em 4 aplicações. Posteriormente para a cultura do milho 185 kg de 5-20-10 como adubação de base e 180 kg de N em cobertura distribuídos em 2 aplicações. Avaliou-se a decomposição da MS e liberação de nutrientes (nitrogênio, fósforo e potássio) oriundos da biomassa do consórcio forrageiro e do esterco, componentes de rendimento do milho, rendimento de grão e produção de silagem de planta inteira. Dentre os nutrientes estudados o nitrogênio foi o que teve maior retorno ao sistema após a decomposição da biomassa pastejada, não pastejada e oriundos do esterco bovino. A taxa de decomposição da biomassa sofreu influência do pastejo, apresentando decomposição mais acelerada, enquanto que para a matéria seca fecal, a taxa de decomposição foi maior para o esterco proveniente de animais que receberam suplementação, não observando-se efeito da ervilhaca no retorno de nutrientes ao solo. A presença do animal influenciou somente a variável de massa de mil grãos do milho, a qual demonstrou ser superior em áreas sem pastejo.
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Ciclagem de nitrogênio em sistema de integração lavoura-pecuária com irrigação e leguminosa forrageira

Ciclagem de nitrogênio em sistema de integração lavoura-pecuária com irrigação e leguminosa forrageira

Diante da crescente utilização da integração lavoura-pecuária é de grande importância a realização de estudos para compreender o funcionamento dos mais diversos tipos de sistemas integrados e mitigar as dúvidas existentes a respeito desses sistemas, sendo assim necessário compreender a ciclagem de nutrientes mediante às práticas adotadas nesses sistemas. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da leguminosa e da irrigação na ciclagem de nitrogênio em sistema de integração lavoura-pecuária. O experimento foi realizado em área pertencente à Fazenda Experimental da UTFPR - Campus Dois Vizinhos durante o período de abril de 2016 a março de 2017, sendo avaliados quatro tratamentos em esquema fatorial 2x2 (irrigado e não irrigado x consorciado e não consorciado com leguminosa), no delineamento experimental inteiramente casualizado contendo três repetições. Durante o inverno/primavera a área foi cultivada com pastagem de aveia preta (Avena strigosa) e azevém (Lolium multiflorium) sobressemeada em Estrela Africana (Cynodon sp.) e, nos piquetes consorciados, foi implantada também ervilhaca (Vicia sativa). Durante o período de verão um piquete de cada tratamento foi cultivado com milho (Zea mays). Para avaliação da ciclagem de nutrientes, foram determinadas as quantidades de nitrogênio que retornaram ao solo via fezes, urina, resíduos da pastagem e resíduos da cultura do milho. Os dados foram submetidos à análise de variância e quando apresentarem diferença significativa foi realizado o teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Não foram observados efeitos significativos da irrigação e nem da leguminosa durante o período de inverno/primavera nos teores e retorno de nitrogênio da pastagem, das fezes, da urina e dos resíduos da pastagem, além de serem observadas semelhanças também no consumo e retenção de N pelos animais. Durante o período de verão os fatores avaliados também não causaram influências significativas na produção de grãos e de palhada e nem na extração, exportação e retorno de nitrogênio pela cultura do milho. Considerando a ciclagem total no sistema, foi observada maior exportação de N onde não houve a inserção da leguminosa (242,77 kg ha -1 ). O retorno total e a quantidade total de N ciclado ficaram na média de 335,61 kg ha -1 e 567,13 kg ha -1 , respectivamente, não sendo influenciados de forma significativa pelos fatores avaliados. O uso da irrigação e do consórcio com leguminosa não influenciaram na ciclagem de nitrogênio em sistema de integração lavoura-pecuária após um ano de avaliação.
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ATRIBUTOS FÍSICOS E QUÍMICOS DO SOLO E PRODUTIVIDADE DE MILHO EM CONSÓRCIO COM GRAMÍNEAS TROPICAIS NO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA

ATRIBUTOS FÍSICOS E QUÍMICOS DO SOLO E PRODUTIVIDADE DE MILHO EM CONSÓRCIO COM GRAMÍNEAS TROPICAIS NO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA

Para que seja feita a rotação ou consorciação de culturas dentro da ILP, é importante conhecer a espécie que será utilizada em relação à sua produção de biomassa seca e tempo de decomposição, fatores esses que interferem na quantidade de palhada no solo e, por conseguinte, nas características químicas do solo (ANDREOTTI et al., 2008). Silva et al. (2006) afirmaram que a diversificação das espécies em sistemas de ILP proporcionam maior diversidade dos grupos da macrofauna invertebrada no solo e, esses invertebrados, alteram a atividade de microrganismos que são responsáveis pelos processos de mineralização e humificação da matéria orgânica do solo, variando a disponibilidade de nutrientes assimiláveis pelas plantas (DECAËNS et al., 2003).
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Produtividade de grãos de milho e massa seca de braquiárias em consórcio no sistema de integração lavoura-pecuária.

Produtividade de grãos de milho e massa seca de braquiárias em consórcio no sistema de integração lavoura-pecuária.

Outras formas de ILP com pastagens anuais de inverno, em cultivo exclusivo ou em consórcio de gramíneas e leguminosas, têm sido estudadas na região Sul do Brasil (FONTANELI et al., 2006; SILVA et al., 2007; LUNARDI et al., 2008; CARVALHO et al., 2010), com resultados favoráveis principalmente em relação ao aumento da produtividade de grãos de milho e soja sobre os resíduos das pastagens após a dessecação, conforme revisão de BALBINOT JÚNIOR et al. (2009). Contudo, a maioria dos trabalhos neste sistema de produção agrícola avalia a utilização da Brachiaria brizantha e Brachiaria decumbens, havendo carência de informações quanto à Brachiaria ruziziensis e à Brachiaria híbrido cv. ‘Mulato II’. Além disso, o sistema de consórcio tem sido estabelecido para produção de forragem entre o período de outono- primavera e, posteriormente, a dessecação desta para o aporte de palha ao SSD, ou mesmo, apenas para formação de palhada. Dessa forma, objetivou-se avaliar a produtividade de grãos de milho e massa seca de espécies de braquiárias em duas modalidades de consórcio na integração lavoura-pecuária no período de inverno-primavera em região de Cerrado.
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Nitrogênio no solo e na cultura do milho subsequente ao cultivo de ervilhaca em sistema de integração lavoura pecuária

Nitrogênio no solo e na cultura do milho subsequente ao cultivo de ervilhaca em sistema de integração lavoura pecuária

O sistema ILP pode aumentar as concentrações de carbono orgânico no solo ao longo do tempo, devido ao crescimento contínuo de plantas na área, seja pastagem ou culturas para exploração vegetal, rotação de culturas, incremento da massa produzida por tempo em decorrência do pastejo e maior ciclagem de nutrientes (TRACY & ZHANG, 2008). O teor de C orgânico representa um importante indicador de qualidade do solo (CONCEIÇÃO, et al., 2005), já que este afeta diretamente os atributos físicos, químicos e biológicos do solo (BALBINOT JUNIOR, et al., 2009). Argenta et al. (2001) relata que em condições de pousio ocorre a redução da incorporação de carbono orgânico no solo, com aumento da erosão hídrica, decorrente da falta de proteção do mesmo.
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Adubação de sistemas e comportamento dos nutrientes em sistema de integração lavoura-pecuária

Adubação de sistemas e comportamento dos nutrientes em sistema de integração lavoura-pecuária

O presente trabalho foi conduzido em uma propriedade agropecuária localizada no município de Abelardo Luz – SC, no ano agrícola de 2015/2016, consistindo na sucessão de três cultivos no sistema de ILP de longa duração, intitulando-os em fases, Fase I= pastagem, Fase II= milho silagem e Fase III= feijoeiro em 2ª safra. Desse modo, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da interação entre a aplicação de adubação nitrogenada nas diferentes fases de cultivo do sistema ILP com distintas pressões de pastejo sobre o comportamento de nitrogênio, fósforo e potássio no solo, o estado nutricional do milho silagem e feijoeiro em 2ª safra, bem como avaliar a produtividade destes cultivos em um sistema de Integração Lavoura- Pecuária. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com três repetições, distribuídos em esquema fatorial (2x2), o primeiro fator foi Tempo de Adubação de N: N aplicado na pastagem (N-Adubação Pastagem) e N aplicado na cultura de grãos (N-Adubação Grãos), na dose de 200 kg de N ha -1 . O segundo fator foi a Altura de Pasto, caracterizada por duas alturas de manejo da pastagem (Alta Altura e Baixa Altura). O uso da prática de adubação de sistemas não provocou perda por lixiviação de N-NO3 - no perfil do solo, mesmo quando realizada em uma única aplicação de 200 kg de N ha -1 . A baixa altura de pasto intensifica a ciclagem de nutrientes por potencializar as práticas de adubação nitrogenada, devido a mudanças provocadas na biota do solo e na qualidade do resíduo remanescente sobre o solo (palhada). A adubação nitrogenada em cobertura no azevém proporcionou maiores teores de P disponível no solo após a aplicação de N. O pastejo e a adubação nitrogenada em cobertura no azevém estimulam o crescimento e rebrota das plantas, provocando absorção de K pelas plantas, reduzindo a possibilidade de perdas. No cultivo do milho para silagem em ILP é possível alcançar níveis adequados de nutrição nitrogenada com a aplicação de nitrogênio em cobertura na pastagem no inverno, bem como, na própria cultura no verão. A curva de diluição proposta por Lemaire e Salette (1984) para espécies de plantas C3 não se mostrou adequada para a diagnose do estado nutricional nitrogenado para a cultura do feijoeiro. O uso de adubação nitrogenada em cobertura na pastagem e o manejo em menor intensidade de pastejo proporciona maior produção de forragem total do azevém. As maiores produtividades de feijoeiro foram obtidas com a aplicação de 100 kg ha -1 de N em cobertura no estádio V4.
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Leguminosas em consórcio com gramíneas hibernais na produção vegetal e uso do nitrogênio em um sistema de integração lavoura pecuária

Leguminosas em consórcio com gramíneas hibernais na produção vegetal e uso do nitrogênio em um sistema de integração lavoura pecuária

Para a produção acumulada e massa seca de cada período foi obtida por meio da soma do primeiro com o segundo período e assim sucessivamente até o último período. As amostras coletadas em cada período foram pesadas e destas foram retiradas uma sub amostra para separação botânica e outra para obtenção da MS as quais foram colocadas em estufa de ventilação forçada a 60°C por aproximadamente 72 horas, ou até o peso estabilizar, e para avaliação da concentração dos nutrientes, após a determinação de MS, o material remanescente foi moído à 1 mm em moinho de faca tipo Willey e realizado a digestão sulfúrica para determinação da PB, sendo o N total determinado em destilador de arraste de vapor semi-microKjeldhal seguindo a metodologia descrita por TEDESCO et al., 1995.
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Altura do pasto e adubação nitrogenada sobre a produção de forragem e eficiência no uso de nutrientes em sistema de integração lavoura-pecuária

Altura do pasto e adubação nitrogenada sobre a produção de forragem e eficiência no uso de nutrientes em sistema de integração lavoura-pecuária

O uso adequado de estratégias de manejo, como o ajuste da intensidade de pastejo e a adubação nitrogenada, são fundamentais para o sucesso da Integração Lavoura- Pecuária (ILP). Diversos estudos já comprovaram a influência da intensidade de pastejo e da adubação nitrogenada na dinâmica de produção de forragem e na ciclagem de nutrientes. Entretanto, a maioria dos trabalhos estudam estas estratégias de forma isolada e pouco se sabe sobre a interação entre estes fatores no manejo de um sistema ILP. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é determinar a melhor estratégia de manejo, envolvendo altura do pasto e adubação nitrogenada no sistema ILP, que permita maior produção de forragem e melhor eficiência no uso de nitrogênio por uma pastagem de aveia preta ‘BRS 139’ mais azevém ‘Barjumbo’, em sistema ILP. O experimento foi realizado em uma área de 14 ha, onde desde 2012 vem sendo conduzido um experimento em longo prazo com Integração Lavoura-Pecuária sob Plantio Direto, em Abelardo Luz – SC. O delineamento experimental foi blocos ao acaso com três repetições, distribuídos em um esquema fatorial (2x2), o primeiro fator foi a intensidade de pastejo (alta e baixa), caracterizada por duas alturas de manejo do pasto (10 e 25 cm), e o segundo fator foi a época de aplicação de N no sistema: N aplicado na pastagem (N-pastagem) e N aplicado na cultura de grãos (N-grãos), na dose de 200 kg de N ha -1 . A altura do pasto foi regulada por meio de pastejo com lotação contínua e taxa de lotação variável de bovinos de corte e a cultura antecessora à pastagem foi o milho. A adubação nitrogenada na pastagem aumentou a densidade populacional de perfilhos, a densidade de forragem, a participação do azevém ‘Barjumbo’ e a porcentagem de folhas de azevém na massa de forragem. No manejo com baixa altura
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Desempenho agronômico da cultura do milho e espécies forrageiras em sistema de Integração Lavoura-Pecuária no Cerrado.

Desempenho agronômico da cultura do milho e espécies forrageiras em sistema de Integração Lavoura-Pecuária no Cerrado.

de produtividade, degradação do solo e dos recursos naturais (MACEDO, 2009). As causas possíveis para degradação das pastagens vão desde o manejo incorreto, processos erosivos por ações climáticas ou humanas, até a mudança natural da fertilidade do solo pela perda de nutrientes por exportação e/ou lixiviação. A degradação do solo prejudica a produção agrícola, favorece o aparecimento de espécies espontâneas e diminui a cobertura vegetal, ocasionando erosão. Além disso, a não aplicação de práticas adequadas na formação e manutenção das pastagens, tais como manejo incorreto do solo, sem reposição de nutrientes, acelera o processo de degradação (OLIVEIRA; YOKOYAMA, 2003). Assim, uma das melhores opções para recuperação de pastagens degradadas, e que potencializa a produtividade na pecuária e de grãos, é o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), que se adapta muito bem ao bioma cerrado (VILELA et al., 2011).
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Produção de trigo duplo propósito e ciclagem de nutrientes em sistema de integração lavoura pecuária

Produção de trigo duplo propósito e ciclagem de nutrientes em sistema de integração lavoura pecuária

A maior reserva de N é a atmosfera, entretanto, este é disponibilizado às plantas somente através de processos altamente endergonicos. Considerando todos os ecossistemas terrestres, o N do solo é 16.000 vezes menor do que o atmosférico (Russelle, 1996). Mesmo assim, o solo é a segunda maior reserva de N, sendo este dependente do teor de MO, biomassa microbiana do solo, NH 4 + fixado e, de uma forma um pouco menos representativa, pela concentração de N inorgânico presente nas plantas (NO 3 - ; N; NH 4 + ). A mesofauna abaixo do solo, e.g nematóides, térmites, minhocas, também representam um importante componente do N do solo. O perfil do solo da camada radicular pode conter de 4.500 a 24.000 kg de N.ha -¹ (Henzell e Ross, 1973). Estas quantidades são maiores que aquelas reportadas na biomassa viva das pastagens tropicais (geralmente entre 20 a 300 kg de N.h -1 ), (Henzell e Ross, 1973).
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SISTEMA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA:

SISTEMA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA:

A produção em sistema de integração acarreta diversos benefícios, não somente para o produtor, com a redução de custos de produção ao longo do tempo; diminuição da ociosidade do uso das áreas agrícolas; diversificação na produção e estabilidade de renda, mas também ao meio ambiente, onde há melhoria de condições físicas, químicas e biológicas do solo; há aumento da ciclagem e eficiência na utilização de nutrientes; viabiliza a recuperação de áreas com pastagens degradadas; há aumento do bem-estar e produtividade animal (CORDEIRO et al., 2015). Em contrapartida, nos deparamos também com alguns desafios para sua implantação, tais como: tradicionalismo e resistência dos pequenos produtores à adoção de novas tecnologias; o tempo de retorno, principalmente no componente florestal, dá-se a médio e longo prazo; por ser um sistema produtivo complexo, acarreta mais riscos, especialmente ao componente agrícola. (BALBINO et al., 2012b).
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Integração lavoura-pecuária-floresta. 1. estruturação dos sistemas de integração lavoura-pecuária

Integração lavoura-pecuária-floresta. 1. estruturação dos sistemas de integração lavoura-pecuária

Um dos sistemas integrados mais antigos, praticado no Sul do Brasil, é o Sistema Faxinal, que consiste em um tipo de exploração agrossilvipastoril no qual o proprietário dispõe de duas glebas de terra, sendo uma em comum com os demais produtores (“cercado”), onde é desenvolvida a pecuária e a exploração silvícola (madeira e erva-mate) e outra para uso individual, explorada com agricultura (GRZEBIELUKA; SAHR, 2009). A origem deste sistema é muito antiga e teve a influência do caboclo, formado a partir dos mineiros livres, indígenas provenientes das missões jesuíticas, tropeiros e vaqueiros, e de imigrantes (poloneses, italianos e alemães). Sistemas semelhantes a este são encontrados em Portugal e Espanha, onde suínos são criados semiextensivamente em áreas de florestas. Tal sistema pode ser caracterizado como sendo silvipastoril, já que não prevê a rotação com a lavoura (LEITE et al., 2009). Alguns trabalhos apontam problemas de sustentabilidade do sistema devido ao impacto dos animais nas áreas de florestas.
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Manejo integrado de plantas daninhas em pastagens na integração lavoura-pecuária- floresta

Manejo integrado de plantas daninhas em pastagens na integração lavoura-pecuária- floresta

(herbáceo e arbustivo). Entre o primeiro levantamento, em 2007, e o último, em 2009, verificou-se redução de 60% no número de espécies daninhas na pastagem (35 para 14). Uma das estratégias preconizadas para o manejo integrado de plantas daninhas em pastagens é o controle cultural, que aproveita características das culturas e do seu sistema de cultivo para aumentar a capacidade competitiva das plantas contra a comunidade invasora. No caso presente, houve melhoria da fertilidade do solo (Tabela 1), o que pode ter influenciado positivamente o crescimento da pastagem e a sua capacidade de interferência negativa sobre a comunidade daninha.
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PRODUTIVIDADE DE MILHO SAFRINHA NO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA, NA REGIÃO DE SORRISO, MATO GROSSO

PRODUTIVIDADE DE MILHO SAFRINHA NO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA, NA REGIÃO DE SORRISO, MATO GROSSO

A população final não foi influenciada pelas modalidades de cultivo, não tendo havido diferença significativa (Tabela 1). Pelo fato de a semeadura ser realizada com semeadora a vácuo, pôde-se perceber grande precisão onde se visou atingir uma densidade populacional de 60.000 plantas por hectare, enquadrando- se dentro da faixa recomendada para o híbrido utilizado. Devido ao aumento de tecnologia dos híbridos e seu potencial genético, o cultivo de milho com baixa densidade vem sendo deixado de lado. Esses dados estão de acordo com Marchão et al. (2004), que constataram maiores produtividades em populações de 50 a 70 mil plantas ha -1 . Pereira
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Atributos do solo e produtividade do milho e do feijoeiro irrigado sob sistema integração lavoura-pecuária.

Atributos do solo e produtividade do milho e do feijoeiro irrigado sob sistema integração lavoura-pecuária.

Resumo – O objetivo deste trabalho foi avaliar as alterações nos atributos físicos e químicos do solo, na capacidade de suporte de pastagem e na produtividade do milho e do feijoeiro irrigado, em sistema de integração lavoura-pecuária, em plantio direto. O experimento de campo foi instalado em área irrigada por pivô central, em Santo Antônio de Goiás, GO, em um Latossolo Vermelho argiloso. Os tratamentos, avaliados por três anos consecutivos, foram: pastagem contínua; sucessão anual pastagem/feijão irrigado; sucessão anual milho/ pastagem/feijão irrigado e sucessão anual milho/feijão irrigado no inverno. Cada parcela, correspondente a um tratamento, apresentava área de seis hectares. A espécie forrageira utilizada foi a Urochloa ruziziensis, pastejada por fêmeas bovinas mestiças das raças Gir e Holandesa, com massa aproximada de 450 kg. Não houve alteração da densidade e porosidade do solo nos diferentes tratamentos. A alteração nos atributos químicos dependeu do nutriente avaliado. Sucessões com braquiária no sistema de cultivo aumentaram a proporção de agregados do solo maiores que 2 mm. Os valores de capacidade de suporte da pastagem diminuíram à medida que o número de culturas de grãos implantadas na sucessão anual aumentou. A produtividade do feijoeiro foi influenciada pela sucessão anual envolvendo pastagem, diferentemente do observado na produtividade de milho.
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Sistema Agrossilvipastoril: integração lavoura, pecuária e floresta

Sistema Agrossilvipastoril: integração lavoura, pecuária e floresta

Os argumentos desfavoráveis à utilização de animais como ferramentas de controle do sub‐bosque no ano do estabelecimento do sistema baseiam‐se, fundamentalmente, nos danos que podem ser causados às árvores. Os danos até agora identificados e causados pelos animais podem ser considerados muito pequenos e dependem muito da qualidade e disponibilidade do substrato forrageiro do sub‐bosque e, sobretudo, da altura do componente arbóreo. Uma medida de cautela e bom manejo é colocar animais mais jovens no sistema quando as árvores são mais jovens. Por exemplo, um plantio de eucalipto com seis meses de idade, com boa formação, já pode receber bovinos desde que exista também disponibilidade de pasto capaz de suportar a carga animal condizente com a biomassa do sub‐bosque. Ovinos, animais de menor porte, também são utilizados em Sistemas Silvipatoris. Exemplos comuns em muitas regiões do Brasil podem ser vistos com a inclusão de ovinos em culturas de café, citrus e plantações de cocos com o objetivo principal do controle do sub‐bosque. Com esta prática evita‐se a utilização de herbicidas, resultando ainda na produção de carne. No planejamento de Sistemas Silvipastoris com ovinos, é desejável que o sub‐bosque seja constituído de espécies forrageiras mais apreciadas e adequadas aos hábitos de pastejo dos ovinos, como as do gênero Cynodon.
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Avaliação econômica de um sistema de integração lavoura-pecuária.

Avaliação econômica de um sistema de integração lavoura-pecuária.

O experimento foi instaladao em dezembro de 2005 na Unidade Demonstrativa do Sistema Integração Lavoura-Pecuária (UD-iLP) da Embrapa Milho e Sorgo, localizada no município de Sete Lagoas, MG, com latitude 19º28’S, longitude 44º15’W e altitude de 732 m. O clima da região se enquadra no tipo Aw da classificação de Köppen, ou seja, típico de savana, com inverno seco e temperatura média do ar do mês mais frio superior a 18 o C. Os índices de precipitação mensal do período experimental encontram-se dispostos na Tabela 1. O solo é um Latossolo Vermelho distrófico, muito argiloso (SANTOS et al., 2006). No momento da implantação, em 2005, o solo apresentava a seguinte composição, na profundidade de 0 – 0,2 m: pH (água) = 5,35; P (Mehlich) = 14,45 mg dm - ³; K (Mehlich) = 79 mg dm -3 ; S = 11,23 mg dm - ³; Ca = 2,5 cmol c dm - ³; Mg = 0,75 cmol
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Doses de potássio no sistema integração lavoura-pecuária

Doses de potássio no sistema integração lavoura-pecuária

Observa-se pelo teste F para o fator subparcela apontou diferença significativa apenas para camada de 5-10 cm de profundidade, onde o teste Tukey revelou que o tratamento sem palha apresentou maiores valores de K trocável quando comparado a subparcela com Brachiaria brizantha como planta de cobertura, o que já havia sido relatado anteriormente na Figura 13. Este fato não foi completamente compreendido uma vez que Mielniczuk, (1998) apud Fiorin (1999), relata que a taxa de mineralização dos nutrientes contidos na biomassa das plantas de cobertura, de maneira geral, é semelhante à taxa de decomposição da matéria orgânica, porém, o K é exceção, pois este nutriente é totalmente liberado mesmo sem haver decomposição completa do tecido vegetal.
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Viabilidade econômica de um sistema de integração lavoura-pecuária

Viabilidade econômica de um sistema de integração lavoura-pecuária

A Integração Lavoura-Pecuária (ILP), sistema de produção que utiliza a criação de animais para produção de carne, leite ou lã, é mais uma opção de rotação de culturas agrícolas. Inúmeros são os benefícios deste tipo de sistema tanto para as lavouras, quanto para a produção animal. Ressalta-se a importância deste sob o viés ambiental, pelo aumento da diversidade biológica no ambiente solo-planta-animal-atmosfera, que resulta em melhora das propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, bem como preservação dos recursos hídricos. O aumento da diversidade de renda, decorrente de sua utilização, é capaz de reduzir os riscos inerentes ao sistema produtivo e gerar segurança econômica ao produtor rural quanto aos investimentos na produção. A política agrícola nacional reconhece tais benefícios por meio de fomento às práticas agrícolas e pecuárias por ele preconizadas, de modo que estas recebem apoio e recursos financeiros de entidades governamentais. Objetivou-se com este estudo de caso demonstrar o retorno econômico de um projeto de ILP, com utilização do financiamento do Programa de Agricultura de Baixo Carbono. O trabalho foi desenvolvido em uma propriedade rural tradicionalmente agrícola em Goioerê, Estado do Paraná. A metodologia empregada foi a análise de projetos, por meio do valor presente líquido e da taxa interna de retorno, antes e depois da implantação da ILP. A atividade de integração lavoura-pecuária proporcionou retornos econômicos superiores às taxas aplicadas aos investimentos mais conservadores do mercado financeiro, como a caderneta de poupança e, ainda, benefícios ambientais obtidos são observados desde o primeiro ano de implantação do projeto.
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