Top PDF Começa tudo outra vez....

Começa tudo outra vez....

Começa tudo outra vez....

Nós nos perguntávam os o quanto a negação do paciente, até sua m orte, nove m eses depois, sem pre solicitando o prazo para voltar a trabalhar, m esm o com um a enorm e ascite ( barriga d’água) , ictérico, quase verde, astênico, apontando todas as causas para suas dores nas costas ( “será que dorm i de m au jeito?”) , será que esta negação teria algo a ver com o segredo de sua m ãe? Sentíam os que pudesse ter, m as não tínham os elem entos em que nos em basar... O sentir, os sentires... O que era m esm o que ele precisava retom ar? O que já havia sido deixa- do inacabado e ele não queria repetir? Segundo Deleuze ( 1968) , a repetição não se refere a algum a sem elhança ou equivalência, não é acrescentar nenhum a se- gunda ou terceira vez à prim eira, é elevar a prim eira à enésim a potência. E Garcia- Roza acrescenta: “É pelas m áscaras que a repetição se constitui, isto é, com o disfarce. As m áscaras, porém , não encobrem senão outras m áscaras...” ( GARCIA- ROZA, 1986, p. 44) .
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TUDO O QUE NO MUNDO EXISTE COMEÇA E ACABA EM LIVRO

TUDO O QUE NO MUNDO EXISTE COMEÇA E ACABA EM LIVRO

Já me ocorreu dizer uma vez que não consigo levar a sério a definição de livro como "reunião de folhas ou cadernos, soltos, costurados ou por qualquer outra forma presos por um dos lados, e enfeixados ou montados em capa flexível ou rígida". Esta, entretanto, é a definição que está nos dicionários. Parece até que foi para satirizá-la que Fernando Pessoa disse dos livros que "são papéis pintados com tinta"; e que "estudar é uma coisa em que está indistinta / a distinção entre nada e coisa nenhuma". Como Guilherme Figueiredo em recente e notável discurso de paraninfo, penso que o livro nasceu quando o homem primitivo riscou no muro da caverna o primeiro signo. "Aquele risco — observa Guilherme Figueiredo — era o livro: pedra, papiro, chancela, incunábulo, in fólio, prensa manual, explosão eletrônica, som com velocidade
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Tudo o que no mundo existe começa e acaba em livro

Tudo o que no mundo existe começa e acaba em livro

Já me ocorreu dizer uma vez que não consigo levar a sério a definição de livro como "reunião de folhas ou cadernos, soltos, costurados ou por qualquer outra forma presos por um dos lados, e enfeixados ou montados em capa flexível ou rígida". Esta, entretanto, é a definição que está nos dicionários. Parece até que foi para satirizá-la que Fernando Pessoa disse dos livros que "são papéis pintados com tinta"; e que "estudar é uma coisa em que está indistinta / a distinção entre nada e coisa nenhuma". Como Guilherme Figueiredo em recente e notável discurso de paraninfo, penso que o livro nasceu quando o homem primitivo riscou no muro da caverna o primeiro signo. "Aquele risco — observa Guilherme Figueiredo — era o livro: pedra, papiro, chancela, incunábulo, in fólio, prensa m a nual, explosão eletrônica, som com velocidade
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A margem é onde tudo começa e onde tudo acaba: A. Dasilva O. fala ao país pela Rádio Caos

A margem é onde tudo começa e onde tudo acaba: A. Dasilva O. fala ao país pela Rádio Caos

Nesse aspeto, o papel das pequenas editoras é particularmente significativo. Pierre Bourdieu (1996) considera ser possível fazer a distinção entre produção em larga e pequena escala. No campo alternativo português, a predominância, e única possibilidade, é a produção em pequena escala, caraterística, grosso modo, de pessoas mais jovens. Outra questão importante nesta produção em pequena escala é que as recompensas económicas não são imediatas (isto é, se alguma vez surgirem). Porém, como já acima mencionado, é possível alcançar um tipo de apoio social de pessoas que estão na mesma situação, o que possibilita o desenvolvimento de um movimento artístico-literário não-comercial (O’CONNOR, 2008, p. 17). Isto é, editoras que nos remetem também para a diferença entre a música- para-o-público e a música-para-a-música. Ou, noutros termos, mainstream e underground. E podemos afirmar, com um elevado grau de certeza, que é esta última caraterística a mais relevante no quadro do biografado, denegando o interesse económico da produção musical.
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A formação de crianças leitoras: a família como mediadora de leitura

A formação de crianças leitoras: a família como mediadora de leitura

Contudo, a formação da família, como mediadora de leitura, não tem acompanhado o desenvolvimento de todas essas atividades. Porque reconhecemos que é na família que tudo começa, em relação à formação de leitores e à promoção de uma relação íntima, afetiva, prazerosa entre a criança, a literatura e o livro, este artigo tem como objetivos: perceber como a família tem um papel fundamental como primeira mediadora de leitura; compreender como a família contribui para a promoção de uma educação literária com as crianças; debater a necessidade de formar a família para poder desempenhar eficazmente esses papéis; conhecer programas de formação da família, como mediadora de leitura, nomeadamente em Portugal, promovidos e desenvolvidos em nível nacional, local e escolar.
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Revista de Educação Pública, v. 26, n. 63, set./dez. 2017

Revista de Educação Pública, v. 26, n. 63, set./dez. 2017

Jodelet (2004) fez uma crítica a essa forma de estudar a ancoragem, destacando três pontos: a) o risco de ocultar a objetivação, uma vez que não se identifica um núcleo ou uma estrutura; b) o risco de não prestar atenção aos conteúdos, aos significados construídos e seus efeitos simbólicos, podendo levar a confundir representações sociais com outros conceitos, como valores ou ideologias; c) incidir em um certo objetivismo, uma vez que as posições (organizadas conforme as relações sociais) são a dimensão que organizam as análises. Em resposta, Buschini e Doise (2008) afirmam a existência de duas versões da ancoragem, uma semântica, que passa pela identificação do núcleo figurativo e seu enraizamento na realidade; e outra de regulação social, ou seja, do impacto dos metassistemas (institucionais, ideológicos, de valores, religiosos) no funcionamento da representação, na verdade, nas tomadas de posição. Esses autores reconhecem a necessidade de modelos mais integrativos e apontam duas vias para superação: ou pela exploração dos Themata, ou estudar a ancoragem não a partir do objeto, mas das dinâmicas e práticas grupais, como vinha sendo feito ao longo dos anos 2000 pelos pesquisadores da abordagem estrutural. Esse debate é revelador da riqueza de perspectivas ou de olhares (como apontamos anteriormente no texto, acerca das figuras do estranho) que a TRS permite (TRINDADE; SANTOS; ALMEIDA, 2011).
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A simbologia da figura canina em romances de Vergílio Ferreira

A simbologia da figura canina em romances de Vergílio Ferreira

o cão ladrou outra vez... Sem antes nem depois..[r]

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Uma Mensagem da Fundação Itaú Social

Uma Mensagem da Fundação Itaú Social

Tudo começa na escola, onde professores que se inscrevem no programa recebem o Kit Itaú de Criação de Textos com orientações de como tra- balhar com seus alunos. Nesta edição, depois da triagem nas próprias escolas, o projeto recebeu 5974 textos, que depois de selecionados em seus Estados e regiões foram reduzidos a 183 semifina- listas. Os selecionados puderam participar, com seus professores, de oficinas regionais de três dias sobre a prática e o ensino da escrita realizadas nos pólos regionais de Curitiba, Manaus, Rio de Janei- ro, Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Goiânia. Em cada pólo, estudantes e professores visitaram museus, teatros, livrarias e pontos turísticos. No último dia de atividades os alunos reescreveram seus textos, incorporando as noções adquiridas nas oficinas. “O projeto, além de ser um concurso, traz a idéia de como produzir e aperfeiçoar um texto. Nossa preocupação principal são as práticas na pro- dução de texto. Por isso o cuidado constante com o aprimoramento, com o texto sendo revisto e re- escrito muitas vezes”, explica a coordenadora de gestão do Cenpec, Maria Estela Bergamin.
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A crise das instituições portuguesas: no rumo duma metodologia de intervenção institucional

A crise das instituições portuguesas: no rumo duma metodologia de intervenção institucional

Em síntese, poderemos dizer que numa Instituição deste tipo o ((expectro da ruptura institucionab) começa a surgir. Numa outra perspectiva de análise deste mesmo prob[r]

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Tudo Bem e o nacional-popular no Brasil dos anos 70.

Tudo Bem e o nacional-popular no Brasil dos anos 70.

Naquela noite, enquanto a outra ganha a vida na rua, a doméstica devota geme e chora em seu quarto. Alguém da família resolve socorrê-la, mas a crente não responde. O filho mais velho arromba a porta do aposento. A doméstica deixa o quarto com as mãos estendidas, as palmas perfuradas sangrando como as chagas de Cristo. Vai para a rua – única cena externa do filme –, circula brevemente pela vizinhança em meio à noite movimentada de Copacabana. Será ela a redimir os pecados do mundo? Sua fé, a toda prova, a transforma em milagreira. Os moradores do condomínio fazem fila para receber as graças da “santinha”, até que Juarez, enraivecido com a ignorância, popular termina pondo fim à peregrinação. Em Tudo Bem a fé, o misticismo e a superstição integram a cultura nacional. O cineasta, ao mesmo tempo que retrata a religiosidade popular, critica a alienação decorrente do misticismo e ainda a contrapõe à religião oficial e ao poder da Igreja Católica, representada na figura de Juarez. Ninguém doma o povo. Nem a esquerda comunista, nem os católicos de direita.
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Educação ambiental e o uso de agrotóxicos

Educação ambiental e o uso de agrotóxicos

na escola municipal que é de dia né, e ai eu tenho me referenciado com essas crianças, você entende? Não sou professor deles nem no ciclo 1, nem no ciclo 2, mas hoje... quando esse cara chegar no ensino médio, ele vai falar ‘pô, quando eu tava na quinta série esse cara tava lá, agora vai dar aula pra mim’, então eu acho que essa relação se diferencia, que é o que a gente tem carência, na cidade principalmente, porque na cidade eu cansei de ouvir professores dizendo assim ‘ai, eu detesto trabalhar na escola perto de casa’. Puts, mas que merda! Que cabeça que tem esse indivíduo, que detesta trabalhar com alunos que moram perto da sua casa? Quer dizer, que concepção de sociedade, de comunidade, de sociabilidade que você tem? Entende? E pra mim é o contrário. O fato de estar aqui, é isso que me... o meu processo de conhecimento e de aprendizagem é a hora de compartilhar na escola, no dia-a-dia, na convivência, aprendendo com eles também. Educação é uma troca, né... uma troca. Então assim, é... essas coisas elas estão ocorrendo assim, bem legal. Lá é TV TEM, lá onde você mora, em Rio Claro? [Não]. Porque aqui é TV TEM, essa região aqui. A TV TEM, tem um projeto aqui eles fazem, essas cidades que anunciam aí, a Cidade Limpa, né... que é, eles pegam aqueles entulhos dos quintais das pessoas. Aquelas coisas que as pessoas põe pra fora e eles passam pegando né? Então, amanhã nos íamos fazer ali no bairro Monjolada, né? Foi cancelado por conta da chuva. Ali a gente tem feito os mutirões de limpeza, coleta de lixo. A gente, nessa discussão com a prefeitura... as coisas foram muito loucas, porque a gente tava pensando as coisas dentro da escola e eles estavam pensando as coisas dentro da prefeitura, né? Quando a gente chamou eles pra conversar, foi muito fácil a gente perceber que a gente tava falando a mesma coisa, né, aí a gente já montou um Ecoponto na escola, então as crianças... primeiro vai na escola né? As crianças estão levando lixo reciclável pra dentro da escola, e a cooperativa, ao invés de ficar rodando, que isso é caro, ele vem e já pega direto na escola, no Ecoponto. Aí a prefeitura conseguiu, no ministério das cidades, pra compra de um caminhão, conseguiu trezentos mil reais, então vão ter um caminhão, vão montar 100 containers na cidade, nos bairros, pra questão do lixo reciclável, porque tudo isso tá relacionado aos aterros sanitários, e sabe... a partir do ano que vem, nessa área, o bicho vai pegar, não vão se liberar mais lixão, ai vai ser só aterro sanitário, é caro, não vai ta dando pra levar tudo pra lá, então as próprias cooperativas de reciclagem estão dentro disso né, tem que existirem. Município que não formular ali dentro vai ter que contratar, então aqui a gente tá num processo de discussão que é bem isso, e os resultados, fruto disso, a gente percebe que é bem lento, mas que tá ocorrendo. [Principais dificuldades e limites, você percebe Paulo? Pra você trabalhar com esses temas?].
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Matrix: uma análise discursiva

Matrix: uma análise discursiva

interdiscursivas. Como mencionado, o interdiscurso é um conjunto de formulações feitas e já esquecidas que determinam o que falamos, já o intradiscurso é o eixo da formulação, o que efetivamente é dito. Deste modo, o interdiscurso disponibiliza dizeres, atualizando pelo já dito, aquilo que estabelece uma formação discursiva em relação à outra. E no intradiscurso podemos perceber as relações de um texto com outros textos efetivamente produzidos (ORLANDI, 2002). Porém, nessa relação o esquecimento não é estruturante, como o é para o interdiscurso: o falante/locutor “sabe” que está usando um texto alheio, o que as teorias textuais chamam de intertextualidade (KOCH, 1987). Posto isso, prosseguiremos com uma breve análise das relações intradiscursivas e interdiscursivas presentes nos discursos dos personagens do filme.
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Manuela de Freitas: uma actriz que é “tudo ou nada”

Manuela de Freitas: uma actriz que é “tudo ou nada”

Foi especialmente dolorosa. Era o contrário do que eu tinha visto na Laura Alves. Era o desrespeito absoluto pelo teatro. Assisti a coisas inimagináveis, por exemplo, estar em cena a contracenar com dois actores que nos intervalos das deixas faziam comentários sobre as pernas duma espectadora da primeira fila. A senhora deu por isso e teve de pôr um casaco sobre as pernas. Não queria acreditar no que estava a ouvir. Uma das frases que me ficou para sempre dessa época foi: “Vamos lá fazer arte com M grande”. Foi uma experiência terrífica, de tal maneira que eu disse: “Não me apanham mais”. E lá voltei para o emprego. Fui secretária na Siderurgia Nacional. Estava eu nesta aflição e o Luís de Lima veio a Portugal dirigir o Cénico de Direito. Contei-lhe as duas experiências traumáticas que tinha tido e que nunca mais ia fazer teatro. Ele convidou-me para ser assistente dele no Cénico de Direito e acabámos por fazer o Mestre Gil aqui em Lisboa. Tive vários problemas. Estávamos em 67 / 68. Suspeitavam que eu fosse da PIDE, mas depois tudo correu bem. Fiquei com grandes amigos até hoje, como o Hélder Costa, que conheci na altura. Fui com eles a Nancy. No fim, o Luís de Lima voltou para o Brasil e eu voltei para casa outra vez.
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Desejo e Alteridade na secção "Consciência-de-si" da Fenomenologia do Espírito de 1807 de Hegel

Desejo e Alteridade na secção "Consciência-de-si" da Fenomenologia do Espírito de 1807 de Hegel

A consciência escrava, por sua vez, e de maneira inicial, toma o senhor como sua essência. Ela sente uma angústia que perpassa todo seu ser, ela sente o medo da morte. O medo da morte não se confunde com um medo qualquer, mas é um terror, uma angústia que faz a consciência tremer nas profundezas de seu ser. Ela treme em sua totalidade, “tudo que havia de fixo, nela vacilou” (HEGEL, 2011, p.149). Frente ao medo da morte, essa consciência escrava se subjuga a outra. Tendo sido dominada, ela deve trabalhar para a subsistência do senhor e vê a sua vida como dependente da vontade dele. Mas pela mediação do trabalho a consciência escrava sai de si e chega a si mesma. Ela se afasta daquela situação de mera coisi- dade na qual é colocada. Os objetos de seu trabalho não são coisas inessenciais, são a própria realização de sua essência. A consciência escrava encontra a si mesma por meio do trabalho.
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Problemas - Sistematização e Representação

Problemas - Sistematização e Representação

Assim, as proposições atômicas correspondem a expressões simbó- licas com símbolos relacionais (que representam uma relação), sím- bolos funcionais (para representar funções), símbolos para variáveis (em geral, do final do alfabeto: x, y, z), símbolos para constantes (em geral, do início do alfabeto: a, b... ; ou algarismos: 1, 2...), conectivos e quantificadores. Reciprocamente, podemos criar expressões simbó- licas, seguindo uma gramática própria, tais que possam ser tradu- zidas para proposições em linguagem corrente, uma vez que se faça uma correspondência entre símbolos e palavras ou entre símbolos e frases. Isso é o que se chama de interpretação. E o conjunto no qual se faz essa interpretação se chama de modelo. Em um modelo, faz sentido atribuir um valor de verdade: ou V (verdadeiro) ou F (falso).
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Arquivos da memória: um passeio pelos espaços interditos de A misteriosa chama da rainha Loana, de Umberto Eco

Arquivos da memória: um passeio pelos espaços interditos de A misteriosa chama da rainha Loana, de Umberto Eco

Yambo buscava recordar sua identidade. Para isso, foi de encontro com seu passado mais adormecido, sua infância e adolescência, no local onde vivera, do qual havia se afastado após a morte de seus pais e seu avô. As recordações contidas neste local o feriam de alguma forma e, para mantê-las adormecidas, preferia esconder da vista aquilo que as trazia à tona, mantendo tudo aquilo que era objeto de possível rememoração de seus familiares ocultado. Após o acidente, motivo de sua amnésia, as primeiras referências que precisavam ser retomadas era justamente o reconhecimento de sua origem, marcado pela fotografia dos pais, suscitando a necessidade de percorrer novamente os “palácios da memória” (AGOSTINHO, 1955). De acordo com a própria narrativa, Giambattista havia ordenado que a ala antiga da casa de Solara se mantivesse fechada, sem acesso aos visitantes para que não possibilitasse recordar de suas lembranças relacionadas à família. Os arquivos da memória, assim, conscientemente, foram obscurecidos através do ocultamento dos espaços que poderiam estimular este ato. Este processo de repressão das recordações dolorosas, enviando o passado para a ala antiga e trancando suas portas, tornando seu acesso dificultado, denota um mecanismo de defesa de Yambo. O recalcamento dessas experiências acaba sendo debilitado, visto que as reminiscências do vivido retornam à sua memória como impulso de busca pelo reconhecimento destes espaços, que acaba por provocar uma sensação de estranhamento, pois as recordações, de maneira obscurecida e confusa, vêm à tona no seu consciente, ao mesmo tempo em que se impede o encontro da origem desta recordação. É a “misteriosa chama”, o unheimlich de Yambo.
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DA NOÇÃO DE SOBERANIA DOS ESTADOS À NOÇÃO DE INGERÊNCIA ECOLÓGICA

DA NOÇÃO DE SOBERANIA DOS ESTADOS À NOÇÃO DE INGERÊNCIA ECOLÓGICA

Ou seja, “o soberano que não faz tudo o que tem direito a fazer mostra a sua indulgência, ao passo que em presença de um dever, ele não pode fazer outra coisa senão cumpri-lo.” 16 Mesmo assim, os Estados são receosos em aceitar a ingerência ecológica porque ela interfere diretamente na sua autonomia territorial, base do poder estatal interno, em ultima análise, ameaça à primazia da soberania.

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REAd. Rev. eletrôn. adm. (Porto Alegre)  vol.22 número3

REAd. Rev. eletrôn. adm. (Porto Alegre) vol.22 número3

É importante ainda frisar que, apesar de ainda haver um preconceito quanto a estudos replicados, Easley, Madden e Dunn (2000) afirmam que pesquisas desse gênero são inquestionáveis e críticas para o avanço da ciência, pois auxiliam no desenvolvimento e no refinamento das teorias científicas, sem esquecer na potencialização da generalização dos resultados. Por tudo isso, entende-se que a presente pesquisa, além de almejar a generalização dos resultados para outra realidade que não a europeia, também inclui outro construto que poderá servir de base para futuros estudos com o intuito máximo de entender, cada vez mais, como educadores, professores e demais profissionais da área, podem exercer o seu papel para desmistificar o estudo da estatística aos estudantes e, finalmente, incentivá-los a apreciar este campo de estudo tão importante tanto para a academia como para a vida profissional.
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Bons dias!: escravidão e abolição na crônica machadiana

Bons dias!: escravidão e abolição na crônica machadiana

Este ponto, a nosso ver, é o foco machadiano no ensaio. O que de fato constitui-se em elemento “essencial” para caracterizar a nacionalidade de uma literatura, existe de fato esse elemento? Machado pergunta e ele mesmo nos dá a resposta: “o Hamlet, o Otelo, o Júlio César, a Julieta e o Romeu têm alguma coisa com a história inglesa nem com o território britânico, e se, entretanto, Shakespeare não é, além de um gênio universal, um poeta essenci almente inglês” (ASSIS, 2008d, p. 804). A partir dessa perspectiva, postula a ideia que se tornou “formula celebre” para os interpretes da sua obra e da literatura brasileira em geral: “o que se deve exigir do escritor antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço” (ASSIS, 2008d, p. 804). Machado afirma, portanto, que um poeta não seria nacional apenas por escolher inserir nos seus versos assuntos locais. Para o ensaísta, este aspecto poderia, no máximo, “dar uma nacionalidade de vocabulário e nada mais. Aprecia-se a cor local, mas é preciso que a imaginação lhe dê os seus toques, e que estes sejam naturais, não de acarreto” (ASSIS, 2008d, p. 807). Como afirma Machado (2008d, p. 807), “o sublime é simples” e esta talvez seja a sua fórmula.
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A narrativa transmídia como gênero do discurso : um estudo de caso do longa-metragem Capitão América 2 o soldado invernal

A narrativa transmídia como gênero do discurso : um estudo de caso do longa-metragem Capitão América 2 o soldado invernal

Kurtzberg era hábil, veloz e, como tinha que botar o pão na mesa dos pais e do irmão mais novo, queria ganhar tudo o que fosse possível. Impressionado com o talento e com a ética de trabalho de Kurtzberg, Simon logo o recrutou como sócio nos empreendimentos de freelancer, e no início dos anos 1940 eles trabalharam juntos num novo título para a Timely chamado Corvo Vermelho [Red Raven]. Kurtzberg não recebeu créditos pela história de oito páginas, chamada “Mercurio no Século XX”, na qual o deus de pés alados é enviado “do Alto Olimpo, retiro celestial dos deuses da Antiguidade”, para salvar a humanidade de si mesma – e de seu primo, Plutão, que usa o disfarce de Rudolph Hendler”, líder ditatorial da “Prussilândia”. Mas em outra história, “Comet Pierce” (com dívida a Flash Gordon), Kurtzberg assinou com um pseudônimo que logo viria a adaptar em caráter permanente e jurídico: Jack Kirby (HOWE, 2013, p. 26).
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