Top PDF Composição florística da floresta estacional decídua montana de Serra das Almas, CE, Brasil.

Composição florística da floresta estacional decídua montana de Serra das Almas, CE, Brasil.

Composição florística da floresta estacional decídua montana de Serra das Almas, CE, Brasil.

RESUMO – (Composição florística da floresta estacional decídua montana de Serra das Almas, CE, Brasil). No domínio semi-árido brasileiro, a flora das bacias sedimentares ainda é pouco conhecida, mas os levantamentos já existentes indicam que há grande heterogeneidade florística e fisionômica. Mesmo áreas geográficas próximas podem apresentar dissimilaridade florística. Visando testar esta hipótese, a composição florística e o espectro biológico da floresta estacional decídua de Serra das Almas, estado do Ceará, foram analisados e comparados com os de 14 áreas sedimentares no Nordeste. Foram encontradas 104 espécies e 39 famílias em 1 ha analisado. Fabaceae, Euphorbiaceae, Erythroxylaceae e Myrtaceae foram as famílias com maior riqueza e fanerófitos a forma de vida predominante (87%). Arbóreas e arbustivas representaram 72% das espécies, trepadeiras 15%, subarbustos 6% e herbáceas 7%. A análise de agrupamento da composição dos fanerófitos, usando o índice de Jaccard e as médias de grupo a posteriori, indicou a formação de grupos florísticos entre áreas geográficas mais próximas. Porém, não foi significativo pelo teste de Mantel, o que demonstra a ocorrência de alta heterogeneidade florística mesmo entre áreas geográficas próximas. A flora da floresta da Serra das Almas apresentou maior semelhança com as formações encontradas no planalto da Ibiapaba.
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Composição florística e fisionomia de floresta estacional semidecídua submontana na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Composição florística e fisionomia de floresta estacional semidecídua submontana na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Tabela 3 – Número de espécies por família, dentre as famílias mais ricas, nas florestas da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. O número entre parênteses refere-se à ordem de predominância da família nos respectivos estudos. 1. Presente estudo; 2. Mata de Encosta Serra da Bacia; 3. Mata Ciliar Rio Lençóis; 4. Mata Ciliar Rio Capivara; 5. Mata Ciliar Rio Ribeirão; 6. Mata Ciliar Rio Mandassaia; 7. Mata de Encosta Rio Lençóis; 8. Mata de Encosta Rio Capivara; 9. Mata de Planalto; 10. Mata de grotão; 11. Mata Montana. Myrt = Myrtaceae; Lau = Lauraceae; Fab = Fabaceae; Chrys = Chrysobalanaceae; Euph = Euphorbiaceae; Salic = Salicaceae; Sapot = Sapotaceae; Rub = Rubiaceae; Melas = Melastomataceae; Apoc = Apocynaceae; Voch = Vochysiaceae; Olac = Olacaceae; Clus = Clusiaceae; Anac = Anacardiaceae. * = Famílias que dentro de uma área estudada não fizeram parte das mais ricas.
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Composição florística de uma floresta estacional semidecidual montana no município de Viçosa-MG.

Composição florística de uma floresta estacional semidecidual montana no município de Viçosa-MG.

Deus de Minas, Poço Bonito, Tiradentes, Itutinga, Bom Sucesso e Lavras (Oliveira-Filho et al., 1994), todas de Minas Gerais. As florestas de Atibaia (Meira-Neto et al., 1989), São José dos Campos (Silva, 1989) e de Jundiaí (Rodrigues et al., 1989), no Estado de São Paulo, também são muito similares à Mata da Silvicultura. Se analisar do ponto de vista geográfico, nota-se que essas florestas estão na Serra da Mantiqueira, em seus contrafortes ou em regiões serranas próximas suficientemente para rece- ber as influências florísticas dessa grande serra. Da mesma maneira, a maior dissimilaridade florística da Mata da Silvicultura foi com as florestas de Linhares e de Ubatuba. Por conseqüência, ao analisar o dendrograma apresentado por Oliveira-Filho et al. (1994), é possível afirmar que lhe são dissimilares, também, as florestas do Parque Estadual do Rio Doce - MG (CETEC, 1982), que têm mais afinidade florística com a floresta de Linhares - ES (Peixoto & Gentry, 1990), e a floresta da Ilha do Cardoso (Barros et al., 1991), que tem mais afinidade com a floresta de Ubatuba (Silva & Leitão-Filho, 1982). Portanto, a comparação florística feita entre as dez flo- restas por meio de análise de agrupamentos, bem como utilizando as espécies indicadoras de florestas de altitude dentre as espécies comuns entre a Mata da Silvicultura e as demais, revela uma clara influência da flora montana na composição florística da Mata da Silvicultura. As maiores similaridades entre a Mata da Silvicultura e as florestas submontanas ocorreram com as mais meridio- nais de cada tipologia, Ubatuba (floresta ombrófila densa) e Londrina (floresta estacional semidecidual), assim como houve maior número de espécies indicadoras de florestas de altitude. Esse fato pode ser explicado pela zonação altitudinal que repete a zonação latitudinal, extensamente citada e demonstrada na literatura (Mueller-Dombois & Ellenberg, 1974; Veloso et al., 1991). Por esse motivo, é provável que sejam encontradas maiores similaridades florísticas entre florestas estacionais semideciduais montanas do Sudeste brasileiro e florestas estacionais semideciduais submontanas do Sul do Brasil do que entre essas florestas submontanas do próprio Sudeste. Se tal fato se confirmar, é mais adequado denominar essas flo- restas, que seriam zonais e representantes do clímax climático (Mueller-Dombois & Ellenberg, 1974), como florestas estacionais semideciduais subtropicais. Então, as espécies indicadoras de florestas de altitude seriam denominadas, mais adequadamente, como espécies indi- cadoras de florestas subtropicais.
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Variações na composição florística e na estrutura fitossociológica de uma floresta ombrófila densa alto-montana na Serra da Mantiqueira, Monte Verde, MG.

Variações na composição florística e na estrutura fitossociológica de uma floresta ombrófila densa alto-montana na Serra da Mantiqueira, Monte Verde, MG.

mais protegidos. Neste limite, a cobertura vegetal formaria uma mata de seis a oito metros de altura (Hueck 1972). Para o sul do Estado de Minas Gerais, Azevedo (1962) descreveu variações fitofisionômicas decorrentes de condições diversas do clima, solos, altitude, relevo e duração da estação seca e reconheceu uma floresta distinta que cobriria as regiões elevadas da Mantiqueira, do planalto de Poços de Caldas e maciço do Itatiaia. Leitão Filho (1982) também destacou a ocorrência de uma fisionomia florestal exclusiva das áreas montanhosas da Serra da Mantiqueira associada a climas mais frios e composta por espécies com distribuição geográfica restrita. Porém, poucos foram os levantamentos realizados nas florestas montanas e alto-montanas no sudeste brasileiro e para a região da Serra da Mantiqueira pode-se citar Silva (1989), Fontes (1997), Guedes-Bruni (1998), Carvalho et al. (2000), Ribeiro (2003), França & Stehmann (2004), Carvalho et al. (2005) e Pereira et al. (2006).
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Florística arbórea da Mata da Pedreira, município de Viçosa, Minas Gerais.

Florística arbórea da Mata da Pedreira, município de Viçosa, Minas Gerais.

As fitofisionomias de Minas Gerais predominavam em uma vasta região correspondente ao centro-sul e ao leste do Estado. A formação vegetal que sugeriu o nome Zona da Mata formava um contínuo com a floresta do médio Paraíba, ao sul, e a do vale do Rio Doce, ao norte. A oeste, limitavam-na os campos naturais do centro e do sul de Minas (Valverde, 1958). Essa afirmativa vem confirmar a presença das florestas densas e contínuas existentes há menos de um século, na região conhecida como “área da mata”, na qual a formação florestal predo- minante é a Floresta Estacional Semidecidual (Veloso & Goes-Filho, 1982).
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Florística e estrutura da comunidade arbórea de um remanescente de Floresta Estacional Decidual de encosta, Monte Alegre, GO, Brasil.

Florística e estrutura da comunidade arbórea de um remanescente de Floresta Estacional Decidual de encosta, Monte Alegre, GO, Brasil.

RESUMO – (Florística e estrutura da comunidade arbórea de um remanescente de Floresta Estacional Decidual de encosta, Monte Alegre, GO, Brasil). O presente estudo teve como objetivo descrever a composição de espécies arbóreas e a estrutura de um fragmento de Floresta Estacional Decidual, na região Nordeste de Goiás, Brasil. Foram levantadas 25 unidades amostrais quadradas de 20×20m, totalizando uma amostra de um hectare, sendo incluídos na amostragem todos os indivíduos com diâmetros iguais ou superiores a 5cm. Foram amostrados 663 indivíduos pertencentes a 52 espécies arbóreas, destacando-se pela densidade as espécies Combretum duarteanum Camb., Casearia rupestris Eichl., Myracrodruon urundeuva Fr. Allem., Machaerium acutifolium Vog. e Tabebuia impetiginosa (Mart. ex DC.) Standl. Foram encontradas 21 famílias botânicas, com maior representatividade da família Leguminosae (17 espécies) e das famílias Bignoniaceae (4 espécies), Anacardiaceae (3 espécies) e Bombacaceae (3 espécies). A vegetação estudada apresentou dossel descontínuo e distribuição diamétrica desequilibrada, com valores do quociente de Liocourt “q” variando de q1= 0,66 a q6 = 0,14. Estes remanescentes florestais desempenham papel importante na manutenção da diversidade biológica e possuem espécies arbóreas madeiráveis de importância econômica, que se tornaram raras em outros locais da região Nordeste de Goiás.
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Estrutura, composição florística e caracterização sucessional em remanescente de Floresta Estacional Semidecidual no Sudeste do Brasil.

Estrutura, composição florística e caracterização sucessional em remanescente de Floresta Estacional Semidecidual no Sudeste do Brasil.

de tamanho foram amostradas em parcelas de: 10 x 10 m para a classe 3 (1.900 m²); 5 x 5 m para a classe 2, no interior das parcelas maiores (475 m²); 1 x 1 m na classe 1, no centro das parcelas maiores (19 m²). As classes 1 e 2 referem-se ao sub-bosque e a classe 3, ao dossel. O material coletado foi prensado, seco em estufa e doado para a coleção do Herbário da Universidade Federal de São Carlos - Campus Sorocaba. As identificações foram feitas a partir de literatura pertinente, comparação com materiais de coleções e auxílio de especialistas. Os indivíduos não identificados foram considerados morfoespécies. O nome das famílias está de acordo com a proposta do Angiosperm Phylogeny Group III (APG III, 2009). As grafias dos nomes das espécies e dos autores foram conferidas em bibliografia pertinente e, ou, à base de dados da Lista de Espécies da Flora do Brasil (2013).
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Composição florística de florestas estacionais ribeirinhas no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil.

Composição florística de florestas estacionais ribeirinhas no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil.

RESUMO – (Composição florística de florestas estacionais ribeirinhas no Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil). O presente estudo teve como objetivos caracterizar a composição florística em dois trechos de floresta estacional semidecidual associada ao rio Formoso, Bonito, MS, e em três trechos de florestas estacionais deciduais e semideciduais associadas aos rios Salobra, Salobrinha e Perdido ocorrentes no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (76.481 ha) - única unidade de Conservação Federal de Proteção Integral implantada no Estado de Mato Grosso do Sul. O levantamento florístico foi realizado mensalmente entre o período de outubro/2004 a março/2006, onde foram coletadas fanerógamas em fase reprodutiva (flores e frutos), através do método de tempo de avaliação. O levantamento florístico resultou em 56 famílias, 184 gêneros e 307 espécies. Do total das espécies, 68% apresentaram hábito arbóreo, 17% arbustos, 14% foram lianas e apenas 1% palmeiras. A família Fabaceae (Leguminosae), representada por 51 (16,6%) espécies, foi a de maior riqueza. Os resultados obtidos neste trabalho contribuíram para o conhecimento da flora sul-mato-grossense e sua distribuição geográfica, reforçando a necessidade de conservação destas matas ribeirinhas e fornecendo subsídios para os planos de restauração das áreas degradadas do entorno da unidade de conservação e das áreas de proteção permanente (APP’s) dos rios ocorrentes na região.
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Composição e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta estacional decidual sobre afloramento calcário no Brasil central.

Composição e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta estacional decidual sobre afloramento calcário no Brasil central.

tendência de incremento inicialmente, e à medida que o número de parcelas na amostragem aumenta, essa evidência vai diminuindo. O valor da área mínima foi determinado no ponto onde a curva tende a se estabilizar. A suficiência amostral começou na parcela 15, e a partir dela houve a inclusão de poucas espécies novas, represen- tando a área mínima para caracterização da composição florística da área estudada.

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Dinâmica temporal e composição florística da comunidade arbórea de floresta ombrófila densa montana, Parque Estadual da Serra do Mar, SP, Brasil

Dinâmica temporal e composição florística da comunidade arbórea de floresta ombrófila densa montana, Parque Estadual da Serra do Mar, SP, Brasil

classes de diâmetro, com diferenças significativas entre os censos principalmente nas maiores classes de tamanho e aumento ao longo dos censos nas menores classes de tamanho. Quanto ao recrutamento, nenhuma diferença significativa foi verificada, porém houve decréscimo nas menores classes e acréscimo nas maiores. Houve aumento na taxa de turnover (mudanças no fluxo de indivíduos) entre os períodos, sendo verificada a maior taxa na parcela N. Ocorreu decréscimo nas taxas de incremento em diâmetro (mm.ano -1 , crescimento) entre o 2º e 3º censo, sendo observado para as parcelas N e M as maiores e menores taxas, respectivamente. Todas as parcelas acumularam biomassa no 2º censo e, no 3º censo, somente a parcela N apresentou mudança líquida negativa do compartimento de biomassa, com as perdas excedendo os ganhos de biomassa. Quanto à influência da luz na estrutura e na dinâmica florestal, em todas as parcelas ocorreu decréscimo no número de indivíduos à medida que aumentou a disponibilidade de luz acima da copa (Índice de Iluminação da Copa, IC), mas, as maiores classes do IC concentraram maior área basal. Houve correlação positiva entre IC e taxa de crescimento em diâmetro. Em relação à composição florística, na parcela L (única levantada nesse estudo) as famílias com maior densidade absoluta foram Arecaceae (434 ind.), seguida por Myrtaceae (298 ind.), Lauraceae (156 ind.), Monimiaceae (100 ind.), e as com maior riqueza de espécies foram Myrtaceae (48 espécies), Lauraceae (23 espécies), Monimiaceae (14 espécies). Na comparação florística das parcelas estudadas (K, L, M e N), verificou-se o maior índice de diversidade na parcela N, e nas análises de agrupamento (Cluster) a parcela N foi a que mais de distanciou das demais, entretanto, foi constatada baixa dissimilaridade entre as parcelas, inclusive nas análises de ordenação (NMDS) para as subparcelas. No geral as parcelas apresentaram similaridade nos componentes estruturais, na dinâmica florestal e composição florística, podendo ser considerada uma comunidade florestal madura em termos sucessionais e possivelmente em equilíbrio, reforçando a necessidade de intensificar a conservação desses remanescentes florestais, pois além de abrigarem espécies típicas e ameaçadas são resilientes, pois conservam e recuperam sua estrutura e funcionamento ao longo do tempo, e entre áreas próximas.
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Florística e fitossociologia de um trecho de Floresta Atlântica de Altitude na Fazenda da Neblina, Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Minas Gerais

Florística e fitossociologia de um trecho de Floresta Atlântica de Altitude na Fazenda da Neblina, Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Minas Gerais

RESUMO – (Estrutura fitossociológica de um trecho de Floresta Atlântica de Altitude na Fazenda da Neblina, Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Minas Gerais). O presente trabalho teve como objetivo analisar a estrutura da vegetação arbórea e verificar se existem correlações com as características físicas e químicas do solo em um fragmento de Floresta Atlântica de Altitude, no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro-MG (20º42´S e 42º29´W), a 1410m de altitude. O clima da região é do tipo Cw, segundo a classificação de Köppen. A temperatura média anual é 18ºC e a precipitação média anual é 1300mm. Para o trabalho fitossociológico foi amostrada uma área de um hectare sub-divida em 100 parcelas contíguas de 10x10m. Foram amostrados indivíduos arbóreos com circunferência maior igual a 10cm a altura de 1,3m do solo. Foram encontrados 3159 indivíduos vivos e 555 mortos em pé. As famílias com os maiores valores de importância foram: Myrsinaceae, Melastomataceae, Rubiaceae, Fabaceae e Cunoniaceae; e as espécies predominantes foram Myrsine coriacea, Myrsine umbellata, Lamanonia ternata, Croton floribundus e Inga sessilis. A análise do solo mostrou que este apresenta baixa fertilidade, alta acidez e alto teor de matéria orgânica, predominantemente de textura franco arenosa. A Análise de Correspondência Canônica foi significativa para os três eixos de ordenação, demonstrando que os fatores edáficos estão correlacionados com as espécies que ocorrem neste trecho de floresta.
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Florística de uma floresta estacional no Planalto da Borborema, nordeste do Brasil.

Florística de uma floresta estacional no Planalto da Borborema, nordeste do Brasil.

dossel, se destacaram Bowdichia virgilioides, Inga subnuda, Buchenavia capitata, Guapira nitida, Schefflera morototoni, Simarouba amara, entre outras. No sub-dossel destaque para Banara brasiliensis, Casearia sylvestris, Machaerium hirtum, Nectandra cuspidata, Eugenia ligustrina, E. punicifolia e Myrcia fallax. Nas bordas das matas foram comuns Byrsonima crispa, Erythroxylum citrifolium, Inga marginata, Miconia caudigera e M. rimalis e Myrcia sylvatica. Em afloramentos rochosos, situados nas áreas mais elevadas, Miconia rubiginosa, Eugenia obtusifolia e Marlierea clausseniana foram as mais comuns. Com exceção de Albizia polycephala, Buchenavia capitata, E. punicifolia e Myrcia fallax, que tem ocorrência também na área Floresta, um Brejo de Altitude do sertão (Rodal e Nascimento 2002), as demais espécies têm distribuição no domínio atlântico, do agreste ao litoral do Estado (Rodal et al. 2005a, b; Ferraz & Rodal 2008; Rodal & Sales 2008).
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Florística e fitossociologia em floresta estacional decidual na Paraíba, nordeste do Brasil

Florística e fitossociologia em floresta estacional decidual na Paraíba, nordeste do Brasil

As florestas estacionais deciduais na América do Sul ocorrem em vastas áreas no Nordeste do Brasil, Nordeste da Argentina e Leste do Paraguai, além de determinadas regiões no Sudeste da Bolívia e vales inter- andinos no Peru e Equador (Prado e Gibbs 1993, Werneck et al. 2011). A semelhança na fitofisionomia das florestas estacionais deciduais na América do Sul e a comum ocorrência de diversos gêneros e espécies sugerem que no último período glacial estas florestas estavam unidas, formando um grande corredor denominado “Arco Pleistocênico” (Prado e Gibbs 1993, Prado 2000). Estas florestas são dominadas especialmente por indivíduos da família Fabaceae, apresentando diversas espécies em comum, como Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan., Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong., Pterogyne nitens Tul., Amburana cearensis (Allemão) A.C.Sm. e Piptadenia viridiflora (Kunth) Benth. (Mogni et al. 2015). Formações vegetais de fisionomias próximas às florestas estacionais deciduais, como o Chaco no Paraguai e o Cerrado no Brasil, parecem constituir formações vegetais independentes (Prado 2000, Werneck et al. 2011).
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Composição florística e estrutura do componente arbóreo em um remanescente de Floresta Atlântica Montana, Araponga, MG

Composição florística e estrutura do componente arbóreo em um remanescente de Floresta Atlântica Montana, Araponga, MG

RESUMO – O presente trabalho teve como objetivos proceder ao levantamento florístico da vegetação arbórea em um trecho de Floresta Atlântica de Altitude na Pousada Serra D’Água (20°41’09,9”S e 42°29’34,5”W), município de Araponga, MG, localizado a 1200m de altitude; compará-lo com outros trabalhos de Florestas de Altitude, e verificar a qual fitofisionomia a vegetação pertence. O clima é do tipo Cwb, segundo a classificação de Köppen. Na região, a temperatura média do ar é de aproximadamente 18°C, a precipitação média anual é de 1300 mm e nos meses de menor precipitação a umidade relativa do ar chega a patamares de 80%. A listagem florística foi retirada da amostra fitossociológica realizada em 200 pontos quadrantes, acrescida de coletas extra-amostra, sendo incluídos indivíduos arbóreos com CAP 10 cm. Em um total de 140 morfo-espécies, foram identificadas 135 espécies, pertencentes a 91 gêneros, distribuídos por 42 famílias botânicas. As famílias mais ricas foram Leguminosae, Myrtaceae, Melastomataceae, Rubiaceae, Annonaceae, Solanaceae, Euphorbiaceae, Lauraceae, Sapindaceae, Asteraceae e Flacourtiaceae. Os gêneros mais ricos foram Miconia (7 espécies), Myrcia e Solanum (6), Tibouchina (5), Eugenia, Casearia e Guatteria (4), Ocotea e Inga (3) e Cecropia, Cyathea, Myrsine, Bathysa, Matayba, Trichilia e Pouteria, com duas espécies cada. A análise da similaridade florística mostrou que o fragmento da Pousada Serra D’Água tem maior similaridade com as Florestas Estacionais Semideciduais da região de Viçosa, MG, mas possui também elementos comuns às Florestas Ombrófilas Densas, estando em uma área de transição entre essas duas fitofisionomias.
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Fisionomia e estrutura de uma floresta estacional montana do maciço da Borborema, Pernambuco - Brasil.

Fisionomia e estrutura de uma floresta estacional montana do maciço da Borborema, Pernambuco - Brasil.

Associado a questão da fisionomia e ou estrutura, diferentes autores têm argumentado a importância de se analisar os padrões foliares dos indivíduos, como mais um atributo fisionômico em sistemas de classificação de vegetação (Grubb et al. 1963, Werger & Sprangers 1982, Richards 1996). Nas florestas neotropicais, nota-se que à medida que aumenta a altitude ocorre uma diminuição da área foliar, enquanto no interior da floresta parece haver uma tendência de diminuição ao longo de um gradiente vertical (Cain et al. 1956, Grubb et al. 1963, Popma et al. 1988, Richards 1996). Quanto a sazonalidade na produção de folhas em florestas neotropicais, Givnish (1978) observou que ocorre aumento da proporção de espécies decíduas com o aumento do déficit hídrico. Deve-se ressaltar a ausência desse tipo de dados nas florestas montanas nordestinas, tendo sido realizado apenas um trabalho em floresta estacional semidecidual de terras baixas (Andrade & Rodal 2004).
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Composição florística e estrutura de um trecho primitivo de Floresta Estacional Semidecídua em Viçosa, MG

Composição florística e estrutura de um trecho primitivo de Floresta Estacional Semidecídua em Viçosa, MG

A região sudeste do Brasil tem altas taxas de desmatamento por abranger os estados mais populosos do país. Minas Gerais, o maior Estado da região, possuía uma cobertura vegetal de fisionomia predominantemente florestal (Floresta Estacional Semidecídua) em suas porções centro-sul e leste (IBGE, 1993). Como em outros estados, seu histórico é desfavorável à preservação das florestas nativas, pois o desmatamento ocorreu em grande escala durante a introdução das atividades econômicas, principalmente nos ciclos do café, da pecuária e da cana-de-açúcar (MEIRA-NETO e SILVA, 1995). Atualmente a porcentagem da cobertura vegetal do estado de Minas Gerais está reduzida, restrita a remanescentes esparsos, sendo que a maioria deles encontra-se perturbado pela retirada seletiva de madeira ou em local de difícil acesso (OLIVEIRA-FILHO e MACHADO, 1993). Segundo WITHMORE (1997), o processo de fragmentação florestal está aumentando em função das altas taxas de desmatamento, sendo hoje, um dos principais temas abordados na biologia da conservação, tanto nas regiões tropicais quanto temperadas.
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Influência da cobertura e do solo na composição florística do sub-bosque em uma floresta estacional semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

Influência da cobertura e do solo na composição florística do sub-bosque em uma floresta estacional semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

RESUMO – (Influência da cobertura e do solo na composição florística do sub-bosque em uma floresta estacional semidecidual em Viçosa, MG, Brasil). A relação ecológica planta-luz tem sido estudada desde o início do século XX. As análises da relação da luminosidade ao nível das comunidades florestais têm se valido de medições indiretas por meio de índices de cobertura, mas sem a aplicação da fotogrametria para estimar essa cobertura. Este trabalho foi idealizado para utilizar fotogrametria do dossel, tornando-a aplicável ao estudo da luminosidade no sub-bosque herbáceo-arbustivo. Teve como objetivos estabelecer a relação existente entre espécies do estrato herbáceo-arbustivo e a cobertura do dossel e averiguar a existência de correlações entre espécies, luminosidade e variáveis pedológicas. Para tanto, foram tiradas fotografias em preto e branco nos períodos seco e chuvoso, em 100 (1 m×1 m) parcelas aplicadas para a amostragem da vegetação herbácea. Foram colhidas amostras de solo em cada parcela. A partir dos valores médios das medidas de cobertura estimada pelas fotografias dos períodos seco e chuvoso calculou-se o valor médio de cobertura para cada espécie amostrada. Por meio do teste “t” student e da Análise de Correspondência Canônica foram determinadas as relações entre as espécies, a luminosidade e as variáveis pedológicas no estrato herbáceo-arbustivo. A cobertura não foi significativamente diferente nas épocas seca e na chuvosa. Apenas três espécies, Heisteria silviani, Calathea brasiliensis e Psychotria conjugens, tiveram médias de cobertura significativamente maiores que a média amostral e outras três, Olyra micrantha, Lacistema pubescens e Pteris denticulata, tiveram médias menores. As distribuições de parcelas pelos valores de cobertura, de tamanho de clareiras e pelo número de clareiras mostraram-se similares às distribuições encontradas na literatura para outras florestas tropicais e, portanto, o método da fotogrametria revelou-se adequado para a avaliação da cobertura. Verificou-se que os teores de cálcio, magnésio e potássio estavam correlacionados positivamente entre si e negativamente aos teores de alumínio. A cobertura revelou-se correlacionada negativamente aos teores de alumínio. Foram detectados cinco grupos de espécies segundo as preferências que apresentaram aos teores de cálcio, magnésio, potássio, alumínio e a valores de cobertura. Os teores de alumínio revelaram-se os maiores determinantes da variação encontrada na vegetação de sub-bosque. As variáveis pedológicas mostraram-se mais importantes que a variação de cobertura encontrada no sub-bosque para determinar alterações estruturais no estrato herbáceo-arbustivo.
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Modelagem de árvore individual para uma Floresta Estacional Semidecidual utilizando redes neurais

Modelagem de árvore individual para uma Floresta Estacional Semidecidual utilizando redes neurais

RESUMO – Este estudo teve como objetivo avaliar a correlação entre diferentes índices de competição com o crescimento diamétrico (∆dap), crescimento em altura (∆Ht) e probabilidade de mortalidade (Pm) em árvores individuais de um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual Montana em estágio médio de sucessão ecológica. Foram avaliadas três categorias de índices, sendo cinco índices independentes (IID), dois dependentes (IDD) e quatro índices semi-independentes da distância (ISD). Para os índices independentes e semi-independentes da distância foram avaliados dois raios de vizinhança: seis e três metros. Os dados empregados foram provenientes de dez parcelas monitoradas durante 14 anos, em cinco ocasiões, localizados no município de Viçosa, Minas Gerais. Os índices de competição foram avaliados a partir de análises gráficas e coeficientes de correlações lineares entre cada índice e as variáveis ∆dap, ∆Ht e Pm. As correlações foram calculadas para todas as espécies em conjunto e para 36 espécies isoladamente, que apresentaram densidade maior ou igual a 10 indivíduos. De maneira geral, todas as categorias de índices de competição (IID, IDD e ISD) apresentaram índices correlacionados com o crescimento e mortalidade de árvores individuais, com superioridade dos índices semi-independentes da distância. Em relação ao raio de competição, para os índices dependentes e semi-independentes, foi observado superioridade para o raio de 6 m, para todas as variáveis. Assim sendo, observou-se a potencialidade de todas as categorias de índices de competição em estudos de crescimento e produção em nível de árvore individual em Floresta Estacional Semidecidual Montana, em nível médio de sucessão ecológica. Os resultados servirão de subsídio para a inclusão de índices de competição em modelos de crescimento e produção em nível de árvore individual em florestas inequiâneas, especialmente em Floresta Estacional Semidecidual Montana, em nível médio de sucessão ecológica.
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Composição florística e estrutura fitossociológica de uma floresta estacional semidecidual em Araras, SP

Composição florística e estrutura fitossociológica de uma floresta estacional semidecidual em Araras, SP

RESUMO: (Composição florística e estrutura fitossociológica de uma floresta estacional semidecidual em Araras, SP). Objetivo deste estudo foi analisar um remanescente de floresta estacional semidecidual, sob o aspecto da: composição específica; estrutura arbórea; infestação por lianas; integridade do dossel; comparação com outros remanescentes para formar um banco de dados para futuros monitoramento. A mata, objeto deste estudo, se localiza nas coordenadas 22º 17' S 47º 24' W. O solo é do tipo Latossolo vermelho escuro e a topografia acidentada. A análise florística foi feita de modo expedito e a fitossociológica por parcelas de 10x10m em três blocos. Foram analisadas as coberturas do dossel por imagem digitalizada e a infestação por lianas por meio do índice de cobertura. Foram encontradas 114 espécies, pertencentes a 40 famílias e 80 gêneros. Foram amostrados 728 indivíduos vivos em meio hectare. As espécies que apresentaram maior valor de importância foram Trichilia clausenii, Galesia integrifolia, Trichilia catigua, Metrodora nigra e Cariniana estrelensis. Na maioria das parcelas (70%) ocorreu uma cobertura do dossel acima de 70% e 14 % com cobertura abaixo de 50%. Os índices de infestação por lianas demonstraram que 83% das árvores apresentaram infestação e 60% das árvores apresentaram índices 4 e 5 que foram considerados elevados. Os maiores índices de infestação por lianas ocorreram nos indivíduos cujas alturas correspondem a de dossel. As populações das principais espécies pioneiras mostraram-se em desequilíbrio, com poucos indivíduos nas classes de menores diâmetros. Enquanto que as secundárias tardias e de subosque em equilíbrio, com indivíduos nas diversas classes diamétricas e grande número de indivíduos jovens.
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Composição florística de um fragmento de floresta estacional semidecídua no município de São Carlos-SP.

Composição florística de um fragmento de floresta estacional semidecídua no município de São Carlos-SP.

O fragmento apresenta uma área de aproximada- mente 112 ha de floresta estacional semidecídua, segundo a classificação do IBGE (1993). Apresenta um dossel que varia de 7 a 25 m, não sendo possível distinguir uma nítida estratificação. É comum a ocorrência de lianas no seu interior, que em vários trechos do fragmento chegam a dificultar o acesso ao interior da mata. Em um levanta- mento feito por Hora (1999), no mesmo fragmento estudado, foram encontradas 109 espécies de lianas. O autor acredita que tais lianas têm grande relação com o histórico de perturbação do fragmento (perturbação antrópica e dinâmica natural). Pode-se observar também a ocorrência de clareiras abertas pela queda de árvores.
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