Top PDF Conhecimento e uso de recursos vegetais de restinga por comunidades das ilhas do Cardoso (SP) e de Santa Catarina (SC), Brasil.

Conhecimento e uso de recursos vegetais de restinga por comunidades das ilhas do Cardoso (SP) e de Santa Catarina (SC), Brasil.

Conhecimento e uso de recursos vegetais de restinga por comunidades das ilhas do Cardoso (SP) e de Santa Catarina (SC), Brasil.

RESUMO – (Conhecimento e uso de recursos vegetais de restinga por comunidades das ilhas do Cardoso (SP) e de Santa Catarina (SC), Brasil). Este trabalho tem como objetivo investigar a etnobotânica de comunidades litorâneas em áreas de restinga, analisando o uso de recursos vegetais para fins alimentares, medicinais e manufatureiros, além de investigar a atual situação de dois grupos populacionais quanto ao conhecimento e uso dos recursos vegetais locais, comparando também as maneiras com que ambos os grupos (caiçaras e residentes de áreas de influência da colonização açoriana), com modos de vida semelhantes, mas de origem e localização geográfica distintas, utilizam os recursos naturais de que dispõem. O estudo foi realizado em cinco comunidades de duas regiões onde a vegetação de restinga arbórea está presente: a Ilha do Cardoso (SP) e a porção sul da Ilha de Santa Catarina (SC). Apesar de suas semelhanças quanto à sua localização em ambientes insulares com acesso à vegetação de restinga e ao seu modo de vida, existem padrões de uso de recursos distintos entre os grupos estudados. Concluiu-se também que os caiçaras da Ilha do Cardoso possuem uma identidade cultural mais evidente, além de um conhecimento acerca dos recursos vegetais mais diverso e associado à vegetação de restinga, situação distinta da encontrada entre os descendentes de açorianos da Ilha de Santa Catarina.
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Existe utilização efetiva dos recursos vegetais conhecidos em comunidades caiçaras da Ilha do Cardoso, estado de São Paulo, Brasil?

Existe utilização efetiva dos recursos vegetais conhecidos em comunidades caiçaras da Ilha do Cardoso, estado de São Paulo, Brasil?

Diversos estudos apontam que distintos grupos humanos, incluindo os caiçaras, apresentam amplo conhecimento local do ambiente em que vivem, bem como dos recursos vegetais nele presentes (Prance et al. 1987; Philips & Gentry 1993a,b; Miranda & Hanazaki 2008). Hanazaki (2003) aponta que há pelo menos 25 anos discussões relativas a importância e a valorização do conhecimento local para a conservação da biodiversidade começaram a ganhar espaço no meio científico e alguns estudos evidenciam essa tendência (Antweiler 1998; Gazzaneo et al. 2005; Albuquerque & Oliveira 2007). Entretanto, diversos fatores influenciam a ampliação, a prática, a perpetuação ou a perda do conhecimento local e o uso dos recursos vegetais por grupos humanos. Características demográficas, culturais e econômicas como idade, gênero, escolaridade, atividade econômica desenvolvida, entre outras, são apontadas por pesquisadores como possíveis geradores de diferenciação intracultural do conhecimento local, assim como do uso dos recursos vegetais (Nesheim et al. 2006; Gavin & Anderson 2007; Reyes-Gracia et al. 2007; Voeks 2007; Camou-Guerrero et al. 2008). Torre-Cuadros & Islebe (2003) apontam ainda que a diferenciação no corpo do conhecimento pode ocorrer devido às diferenças no acesso aos recursos locais, à aparência morfológica das plantas, às formas de transmissão de conhecimento, bem como no modo de observação dos recursos. Albuquerque et al. (2005) destacam que o entendimento da influência de fatores biológicos e culturais no conhecimento local é de fundamental importância no desenvolvimento de estratégias de manejo mais adequadas dos recursos. Ao analisar também as diferentes nuances das relações entre conhecimento local e a utilidade dos recursos, há que se considerar que as populações humanas, ao fazerem uso dos recursos para satisfação de suas necessidades, avaliam e usam as espécies vegetais de modo distinto (Camou-Guerrero et al. 2008). Gavin & Anderson (2007) e Camou- Guerrero et al. (2008) asseguram que o emprego de um recurso implica no conhecimento sobre ele e na habilidade de usá-lo. Destaque-se ainda que a utilidade de um dado recurso está relacionada não só às suas finalidades específicas, mas também à sua utilidade simbólica ou cognitiva (Hunn 1980).
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Existe utilização efetiva dos recursos vegetais conhecidos em comunidades caiçaras da Ilha do Cardoso, estado de São Paulo, Brasil?.

Existe utilização efetiva dos recursos vegetais conhecidos em comunidades caiçaras da Ilha do Cardoso, estado de São Paulo, Brasil?.

Diversos estudos apontam que distintos grupos humanos, incluindo os caiçaras, apresentam amplo conhecimento local do ambiente em que vivem, bem como dos recursos vegetais nele presentes (Prance et al. 1987; Philips & Gentry 1993a,b; Miranda & Hanazaki 2008). Hanazaki (2003) aponta que há pelo menos 25 anos discussões relativas a importância e a valorização do conhecimento local para a conservação da biodiversidade começaram a ganhar espaço no meio científico e alguns estudos evidenciam essa tendência (Antweiler 1998; Gazzaneo et al. 2005; Albuquerque & Oliveira 2007). Entretanto, diversos fatores influenciam a ampliação, a prática, a perpetuação ou a perda do conhecimento local e o uso dos recursos vegetais por grupos humanos. Características demográficas, culturais e econômicas como idade, gênero, escolaridade, atividade econômica desenvolvida, entre outras, são apontadas por pesquisadores como possíveis geradores de diferenciação intracultural do conhecimento local, assim como do uso dos recursos vegetais (Nesheim et al. 2006; Gavin & Anderson 2007; Reyes-Gracia et al. 2007; Voeks 2007; Camou-Guerrero et al. 2008). Torre-Cuadros & Islebe (2003) apontam ainda que a diferenciação no corpo do conhecimento pode ocorrer devido às diferenças no acesso aos recursos locais, à aparência morfológica das plantas, às formas de transmissão de conhecimento, bem como no modo de observação dos recursos. Albuquerque et al. (2005) destacam que o entendimento da influência de fatores biológicos e culturais no conhecimento local é de fundamental importância no desenvolvimento de estratégias de manejo mais adequadas dos recursos. Ao analisar também as diferentes nuances das relações entre conhecimento local e a utilidade dos recursos, há que se considerar que as populações humanas, ao fazerem uso dos recursos para satisfação de suas necessidades, avaliam e usam as espécies vegetais de modo distinto (Camou-Guerrero et al. 2008). Gavin & Anderson (2007) e Camou- Guerrero et al. (2008) asseguram que o emprego de um recurso implica no conhecimento sobre ele e na habilidade de usá-lo. Destaque-se ainda que a utilidade de um dado recurso está relacionada não só às suas finalidades específicas, mas também à sua utilidade simbólica ou cognitiva (Hunn 1980).
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Uso popular de recursos vegetais e perfil socioeconômico de moradores de comunidades rurais de Sinop, Mato Grosso, Brasil

Uso popular de recursos vegetais e perfil socioeconômico de moradores de comunidades rurais de Sinop, Mato Grosso, Brasil

conhecimento tradicional sobre a utilização delas possibilita a transmissão de informações entre gerações. O objetivo da pesquisa foi apresentar o perfil socioeconômico dos moradores de comunidades rurais no município de Sinop, Mato Grosso, descrevendo o uso popular dos recursos vegetais coletados e cultivados, estabelecendo a relação sociocultural e econômica entre as famílias botânicas e entrevistados. A metodologia utilizou técnica de lista livre e questionário semiestruturado, utilizando o processo de seleção Bola de Neve. A análise de regressão linear simples foi usada para verificar se a renda explica o número de plantas citadas. As comunidades estudadas foram: Brígida, 11 de Julho, Adalgisa, Agrovila, Planalto, Bom Jardim e Monalisa, com 226 pessoas entrevistadas. Foram citadas 2.885 plantas, sendo 217 espécies em 70 famílias botânicas. Pessoas de origem da região Sul do país e aquelas com idade superior a 50 anos conhecem maior quantidade de plantas. A análise de regressão revelou que a renda pode explicar a quantidade de plantas citadas pelos entrevistados. Uso das plantas como fontes de recursos alimentícios e medicinais garantem a subsistência dos entrevistados, porém a transmissão de conhecimentos entre as gerações está sendo perdida.
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Plantas úteis em comunidades urbanas: A importância das espécies exóticas e do gênero na manutenção do conhecimento e uso dos recursos vegetais

Plantas úteis em comunidades urbanas: A importância das espécies exóticas e do gênero na manutenção do conhecimento e uso dos recursos vegetais

No Brasil, grande parte dos estudos desenvolvidos no intuito de esclarecer sobre a escolha das espécies para compor as farmacopeias tradicionais localizam-se em áreas de Caatinga na região nordeste do país. Poucos ainda são os estudos dessa natureza nos domínios do Cerrado e da Mata Atlântica. Ouro Preto, Minas Gerais, originária no século XVII, possui uma população multiétnica miscigenada por mais de três séculos com raízes indígenas, africanas e de imigrantes europeus. Assim sendo, este município constitui-se um ambiente propício para o desenvolvimento desses estudos. Desta forma, o presente estudo objetivou compreender o que determina a incorporação das plantas exóticas nas farmacopeias locais. Hipotetizou-se que as espécies exóticas foram inseridas na farmacopeia tradicional local para complementar lacunas de usos medicinais não encontrados nas espécies nativas disponíveis, de acordo com a hipótese da diversificação (Albuquerque 2006b).
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A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA O USO DAS TICs NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA O USO DAS TICs NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Outra questão a se pensar é sobre a efetiva utilização dos recursos tecnológicos presentes nas escolas. Pode-se afirmar que o computador e a internet já são uma realidade nas escolas? Pesquisa encomendada pela Fundação Victor Civita ao IBOPE mostra que não há falta de equipamentos como computadores e acesso à Internet na grande maioria das escolas brasileiras. O levantamento, feito em 400 escolas públicas de 13 capitais, mostrou que 98% têm computador, e 83%, acesso à internet. De cada quatro instituições, três possuem laboratório de informática (NOVA ESCOLA, 2010). A pesquisa constatou que o grande desafio encontrado é manter os laboratórios de informática abertos e estimular professores e alunos a usar o espaço. De acordo com o que podemos observar nas respostas dos professores entrevistados e apresentados na tabela a seguir, essa não parece ser a realidade observada em Juiz de Fora. Ainda que as escolas tenham o espaço do laboratório de informática parece que a manutenção dos equipamentos e o acesso à internet se mostram insuficientes. Esse fato é citado por 12 profissionais, o que corresponde a mais da metade do total de respondentes. Não basta ter o espaço, colocar os equipamentos e não prestar, ao longo do tempo, a devida manutenção aos mesmos.
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A educação do campo no Brasil e a construção das escolas do campo

A educação do campo no Brasil e a construção das escolas do campo

A década de 1970 no Brasil foi marcada pelas “lutas e resistências coletivas, em busca do resgate de direitos da cidadania cassada e contra o autoritarismo vigente” (GOHN, 2001:53-54). É um período de organização dos movimentos sociais, bem como da luta pela democracia. No campo educacional, sobressaem as iniciativas de educação popular através da educação política, da alfabetização de jovens e adultos, da formação de lideranças sindicais, comunitárias e populares. Por parte de alguns setores de algumas igrejas, houve um comprometimento com os movimentos sociais e com as lutas e organizações dos trabalhadores tanto no meio urbano, quanto rural. É nessa década, por exemplo, que surge a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização da Igreja Católica, mas com participação de outras igrejas, em defesa dos posseiros, na luta pela reforma agrária e pela permanência na terra.
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TERMO DE APROVAÇÃO CECÍLIA MARIA PEÇANHA ESTEVES PATRIOTA POLÍTICA DE MONITORAMENTO E GESTÃO POR RESULTADO: ESTUDO DE CASO DE UMA ESCOLA DE PERNAMBUCO

TERMO DE APROVAÇÃO CECÍLIA MARIA PEÇANHA ESTEVES PATRIOTA POLÍTICA DE MONITORAMENTO E GESTÃO POR RESULTADO: ESTUDO DE CASO DE UMA ESCOLA DE PERNAMBUCO

A presente dissertação, que culmina em um Plano de Ação Educacional (PAE), refere-se a um estudo de caso relacionado à implantação da política de monitoramento e gestão por resultados em uma escola estadual rural de Pernambuco, que vem se destacando frente às demais unidades da gerência regional a qual pertence, por apresentar resultados diferenciados nas diversas avaliações externas. Diante desses expressivos resultados, investigou-se como iniciativas dessa política podem incidir na melhoria da educação, a fim de compreender como as características do ambiente escolar influenciam a política pública e o trabalho docente nas escolas. Discutiu-se, para isso, o contexto das políticas relacionadas à gestão por resultados no Brasil, analisando a política educacional de monitoramento do estado e sua implementação nas diferentes esferas: Secretaria de Educação, Gerência Regional e escola. A partir de entrevistas realizadas com gestores e técnicos da Regional e escola, foi possível identificar suas percepções sobre a política nos diferentes contextos. A fundamentação teórica compreendeu estudos de Nigel Brooke (2006; 2012), no que se refere às políticas de responsabilização, e apoiou-se nas obras de Heloísa Luck (2001; 2009; 2010; 2011), para a análise do contexto da gestão, do clima e prestígio escolar e para a compreensão da dinâmica escolar, e, ainda, a literatura acerca das características organizacionais e culturais de escola, a partir de estudos e reflexões de António Nóvoa (1999; 2011). Os resultados mostraram que o acompanhamento sistemático e efetivo da aprendizagem realizado pela escola, GRE e Administração Central da Secretaria contribuiu para uma melhora gradativa e consistente na atuação da escola. Dessa forma, percebeu-se ser conveniente conhecer e evidenciar o conjunto de procedimentos que produzem esses resultados eficazes. Foram identificadas, portanto, neste trabalho não somente as dificuldades, mas também os procedimentos exemplares na implementação da política de monitoramento, além de serem destacadas as características locais próprias na “recriação” da proposta inicial, que fizeram deste caso um objeto de estudo. A pesquisa demonstrou que o sucesso da escola passa pela eficácia da gestão, pela qualificação de seus professores e pelas práticas de excelência relacionadas ao acompanhamento dos indicadores de sucesso, ligados diretamente ao processo ensino-aprendizagem. Sendo assim, o presente PAE tem como objetivo implementar nas escolas da Gerência Regional de Educação do Sertão do Alto Pajeú as boas práticas, relacionadas ao monitoramento da aprendizagem, identificadas na escola estudada, a fim de melhorar os seus resultados de desempenho .
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A APROPRIAÇÃO DE RESULTADOS DO PROEB E AS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR DUAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A APROPRIAÇÃO DE RESULTADOS DO PROEB E AS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR DUAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Ao longo desta pesquisa, procuramos analisar como os profissionais de duas escolas localizadas na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, realizam os debates e se apropriam dos resultados do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (SIMAVE), sobretudo aqueles que dizem respeito ao 9º ano do Ensino Fundamental, por meio das avaliações em larga escala do Proeb. Também pudemos observar como os resultados têm sido utilizados pelas equipes gestoras das respectivas escolas. Os diferentes tipos de materiais destinados à apropriação dos resultados produzidos pela Secretaria da Educação em parceria com o CAEd, destinados às escolas, foram abordados no Capítulo 1. No Capítulo 2 buscamos perceber de que maneira as equipes gestoras têm trabalhado com os resultados que chegam às escolas a fim de que os mesmos sejam de conhecimento dos professores, com o intuito de que não somente compreendam os dados fornecidos como passem a utilizá-los nos seus planejamentos didático-pedagógicos. Foi identificado neste capítulo que os principais desafios a serem enfrentados dizem respeito à participação dos alunos e, sobretudo a conscientização dos professores, tanto nos momentos de discussão quanto na implementação das estratégias elaboradas através do debate, em sala de aula a fim de que os resultados sejam cada vez mais fidedignos e alcancem a credibilidade necessária entre os profissionais que os interpretam.
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Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Com base na analogia feita entre o Programa de Transição e a proposta de reforma agrária do MST, para o Brasil, procuramos siste- matizar o elenco de elaborações prático-teóricas que, na realidade, ema- nam da verificação da simultânea atualidade do conjunto das reivindi- cações transitórias para o encaminhamento da questão agrária e do al- cance e limitação históricos da perspectiva programática do Movimento dos Sem-Terra. Partindo, portanto, da teoria alicerçada pelo conteúdo histórico dos embates político-sociais que animam a luta de classes no campo desde a primeira metade do século, em formações sociais de ca- racterísticas econômicas capitalistas, chegamos à contemporaneidade dos enfrentamentos agrários no Brasil, onde a luta pela terra, contra a grande propriedade e o capital expropriadores, atinge contornos inter- nacionalmente emblemáticos.
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A GESTÃO DO CONHECIMENTO EM INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO: O CASO DE UM SETOR DA UFJF – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A GESTÃO DO CONHECIMENTO EM INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO: O CASO DE UM SETOR DA UFJF – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A presente dissertação é desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso estudado discute a Gestão do Conhecimento, tendo como foco a Coordenação de Administração de Pessoal (CAP), um dos setores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A Constituição Federal de 1998 prevê como princípio da Administração Pública a eficiência, o que implica necessariamente na boa Gestão do Conhecimento. Gerir o conhecimento é uma estratégia institucional, principalmente diante do quadro de possíveis desligamentos em massa por motivo de aposentadoria, conforme descrito ao longo do primeiro capitulo desta pesquisa. Como objetivo geral, a presente pesquisa busca compreender como possibilitar a adoção de procedimentos de Gestão do Conhecimento no setor foco de estudo, a CAP. Assume-se como hipótese que a Gestão do Conhecimento pode minimizar a perda de conhecimento decorrente de aposentadorias de servidores experientes da carreira de Técnicos-administrativo em Educação como as que poderão ocorrer na CAP em breve período temporal. O embasamento teórico da presente dissertação está ancorado principalmente nas contribuições de Nonaka e Takeuchi (1997), contudo outros autores também apresentam importantes contribuições, como Terra (2005), Davenport e Prusak (2003), Angeloni (2003); Fleury e Oliveira (2001), Fleury e Fleury (2001), Gonçalves (2000a e 2000b), Villela (2000). A metodologia de pesquisa utilizada na pesquisa de campo é predominantemente qualitativa, tendo como instrumentos para coleta de dados a aplicação de questionários aos servidores do setor, bem como a realização de entrevistas com gestores ligados ao mesmo. Entre os gestores entrevistados encontram-se àqueles que exercem atividades dentro da CAP e um membro da administração superior da UFJF. Os resultados inferidos da pesquisa demonstraram que a Gestão do Conhecimento no setor estudado encontra-se ainda incipiente, sendo necessário, portanto, a implementação de ações que visem a institucionalização de uma política de Gestão do Conhecimento. Ao final desta dissertação apresenta-se um plano de ação com recomendações que objetivam a institucionalização da Gestão do Conhecimento na CAP.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Nesse cenário, evidencia-se que a escola ainda tem um caminho significativo a percorrer se pretende alcançar um estágio satisfatório no emprego dos Boletins Individuais e das importantes informações neles contidas para os processos de apropriação dos resultados. A começar pela SEE/AC e pela instituição que promove as avaliações do SEAPE/AC, uma vez que, conjuntamente, é desses organismos a responsabilidade pela produção e publicação dos recursos impressos para divulgação dos resultados. Em seguida, o próprio trabalho desenvolvido pela escola e revelado pela sua coordenadora de ensino nos parece excessivamente frágil. Mesmo de posse dos boletins, em que pese o atraso costumeiro com que esses chegam à escola, esta não consegue, ou não prioriza, a realização de estudos aprofundados das suas informações, especificamente se pensarmos o quão produtiva seria para a escola a individualização da análise dos resultados por aluno. Também não consegue entregar os referidos boletins, na sua totalidade, aos estudantes ou às suas famílias.
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JEORDANE OLIVEIRA DE ANDRADE PRÁTICA DE GESTÃO: A PERCEPÇÃO DOS GESTORES SOBRE O USO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO SISTEMA DE ENSINO DO AMAZONAS

JEORDANE OLIVEIRA DE ANDRADE PRÁTICA DE GESTÃO: A PERCEPÇÃO DOS GESTORES SOBRE O USO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO SISTEMA DE ENSINO DO AMAZONAS

O funcionamento e sua estrutura foram aprimorados – melhor equilíbrio nos serviços prestados. Sua estrutura foi redesenhada (mais detalhes ver seções 1.2.3.1 e 1.2.3.2, Figuras 6 e 7 desta dissertação) com extensão de atribuições relacionadas ao apoio à comunidade; supervisão de estrutura; área de informática; redução ao abandono escolar; coordenação pedagógica dos anos inicias, finais e ensino médio; assistência financeira (execução e prestação de contas de recursos federais como PDE, PDDE, Mais educação, ensino médio inovador) e a criação de novas áreas: Ouvidoria; Assistência Social e Psicológica.
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O EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO: DIREITOS E GARANTIAS DAS PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO: DIREITOS E GARANTIAS DAS PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Quanto à estrutura do local, todos os presos consideraram adequada. Apenas um preso considerou inadequada a iluminação do local e a qualidade das mesas e cadeiras disponibilizadas no dia do exame. Estas informações são importantes pois no Termo de Adesão, Responsabilidades e Compromissos, firmado entre o Inep e os órgãos de administração das unidades prisionais e/ou socioeducativas está explícito que é responsabilidade do secretário (ou equivalente) do órgão de administração Prisional ou Socioeducativo indicar as unidades prisionais e/ou socioeducativas com condições e recursos à aplicação das provas do Enem (com espaço físico, coberto, silencioso, iluminação, cadeiras, mesas, recursos humanos e todas as condições para o atendimento adequado ao participante, além da garantia de segurança aos envolvidos).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA SAMARA FREIRE DE OLIVEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA SAMARA FREIRE DE OLIVEIRA

de professores, contudo, os resultados encontrados dão conta de que este aspecto constitui-se em preocupação para gestores de escola e da sede da SEduc/AM, em re[r]

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A Internet e a busca da informação em comunidades científicas: um estudo focado nos pesquisadores da UFSC.

A Internet e a busca da informação em comunidades científicas: um estudo focado nos pesquisadores da UFSC.

Comunidades científicas e infra-estrutura tecnológica no Brasil para uso de recursos eletrônicos de comunicação e informação na pesquisa.. Ciência da Informação, Brasília, v.[r]

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um estudo focado nos pesquisadores da UFSC :: Brapci ::

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Comunidades científicas e infra-estrutura tecnológica no Brasil para uso de recursos eletrônicos de comunicação e informação na pesquisa.. Ciência da Informação, Brasília, v.[r]

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Distribuição, nas Unidades de Saúde, de Material Preventivo da Transmissão por Via Sexual do VIH – Normas de Orientação Clínica

Distribuição, nas Unidades de Saúde, de Material Preventivo da Transmissão por Via Sexual do VIH – Normas de Orientação Clínica

Existe evidência de que a administração regional de saúde (ARS) informa mensalmente o Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA sobre o número e tipo de material preventivo da transmis[r]

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INFLUÊNCIA DO TEOR DE FERRO NOS PARÂMETROS DE RESISTÊNCIA DE UM REJEITO DE MINÉRIO DE FERRO

INFLUÊNCIA DO TEOR DE FERRO NOS PARÂMETROS DE RESISTÊNCIA DE UM REJEITO DE MINÉRIO DE FERRO

Para as amostras mais compactas a quantidade de material seco necessário para o preenchimento do molde foi calculada pela Equação 4.7. A massa de material seco obtida foi dividida em quatro partes iguais para a confecção das camadas. O primeiro quarto de material seco foi lançado dentro do molde, através de um tubo com 1,5 cm de diâmetro, procedendo-se em seguida a compactação dinâmica. Como o valor do índice de vazios mínimo foi obtido com o uso de material úmido (Item 4.4.4), no processo de moldagem dos corpos de prova densos uma metodologia semelhante foi adotada. Assim depois de lançada a primeira camada de material seco a linha de drenagem da base da câmara era aberta para proceder à saturação da primeira camada. A saturação da camada era realizada através da percolação de água deaerada a baixa pressão (1 kPa), até aflorar na superfície da camada (Figura 4.6). Depois de formada a lâmina de água sobre a camada fechava-se a linha de drenagem e liberava-se a saída de água também a baixa pressão (Figura 4.7). Após decorridos 10 minutos procedia-se a compactação da camada com o uso de um soquete, com 2,5cm de diâmetro ainda com a linha de drenagem aberta. Este mesmo procedimento era repetido nas camadas seguintes sendo realizada uma ligeira escarificação da camada subjacente antes da deposição do material.
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Diversidade e regeneração natural de árvores em florestas de restinga na ilha do...

Diversidade e regeneração natural de árvores em florestas de restinga na ilha do...

The natural regeneration dynamics of three restinga forests (Tall Restinga Forest – TR, Tall Seasonal Swamp Restinga Forest – TSR and Short Restinga Forest - SR) in Ilha do Cardoso (Cananéia, SP, Brazil) was accompanied between February 2007 and January 2008. We tested the following hypothesis, from de forests structuring model proposed in Chapter 2: 1) is there lower seed germination and seedling establishment limitation in Short Restinga Forest than in Tall Restinga Forest due to higher light availability (higher canopy openness)?; 2) is mortality already density-dependent in seedling stage?; and 3) is adult community diversity related with canopy openness and organic matter contents? The results showed that the higher number, recruitment and richness of seedlings are related with higher canopy openness and SR plots. SR, consequently, is a less limiting environment for seeds germination and seedlings establishment than TR and TSR. Seedling mortality, on the other hand, did not present relation with number of individuals, showing that density-dependent mortality begins to act just in the juvenile stage when the individuals do not have the cotyledon reserve anymore. In respect to the adult community diversity, the edaphic improvement and the lower light availability seem to determine Tall Restinga Forest higher diversity. We conclude that the competition due to seedling/juvenile density increase, associated with resource limitation, must be determinant for the higher adult species dominance in Short Restinga. Besides, the stochastic events associated with seed dispersion, deposition and germination and posterior seedling establishment are little important in forests with higher dominance, but could be determinants for diversity maintenance in more diverse forests.
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