Top PDF O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

No período de 2008 a 2011, o orçamento da assistência social apresenta crescimento de 33% 8 acima da inflação, o que denota clara expansão desta política no âmbito da Seguridade Social brasileira. Dois motivos justificam esse acréscimo: o primeiro está relacionado ao aumento real do salário mínimo, que elevou as despesas com o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC); o segundo tem a ver com a centralidade que a política de transferência de renda com condicionalidades assumiu durante o governo Lula, os gastos com o Programa Bolsa Família alcançaram 0,37% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010. Em que pese o acréscimo orçamentário do período e as determinações da LOAS, a política da assistência social registra o menor percentual de recursos submetidos ao controle social via FNAS. No período em análise, em média, 40% dos recursos alocados no orçamento da assistência não passaram pelo FNAS. Essa situação ocorre devido à execução orçamentária do Programa Bolsa Família não ser submetida ao CNAS, tendo sua gestão feita diretamente pelo MDS.
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Serv. Soc. Soc.  número130

Serv. Soc. Soc. número130

O fundo público da seguridade social deveria ser construído, a partir das determinações constitucionais, com a criação de um orçamento da seguridade social (art. 165, § 5º, inciso III), visando enfrentar a perversa tradição fiscal bra‑ sileira de insuficiência de recursos para as políticas sociais. O OSS deveria ser elaborado “de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias e assegurada a cada área a gestão de seus recur‑ sos”, conforme estabelecido na CF, art. 195, § 2º. O corolário das determinações constitucionais seria a constituição de um fundo público exclusivo da seguridade social com a canalização de recursos próprios e exclusivos para as políticas de saúde, da previdência e da assistência social, além do seguro‑desemprego, distinto daquele que financia as demais políticas de governo. O orçamento da seguridade social no formato previsto na CF virou “letra morta” (Salvador, 2010). O ajuste fiscal tem implicado de forma permanente o (des) financiamento da seguridade social e corroborado com um discurso público de elevados “déficit previdenciá‑ rios” como justificativas para contrarreformas 2 previdenciárias.
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Finanças, fundo público e financiamento da Seguridade Social no Brasil.

Finanças, fundo público e financiamento da Seguridade Social no Brasil.

No Brasil, a Constituição de 1988 estabeleceu, no artigo 194, que a seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social, tendo como princípios a universalidade, diversidade da base de financiamento, o caráter democrático e descentralizado da administração e gestão participativa, dentre outros. A política de seguridade social passaria a ser financiada anualmente por toda a sociedade, indistinta- mente, de forma direta e indireta, na forma da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios e de contribuições sociais do empregador, trabalhador e sobre a receita de concursos de prognósticos (BRASIL, 1988). O estabelecimento de fontes de financiamento, a partir de 1988, assegurou, constitucionalmente, recursos para a implantação das políticas sociais brasileiras, amplian- do a importância do fundo público e do Estado brasileiro na resolução dos conflitos sociais e econômicos advindos do modo de produção capitalista. O fundo público passou a assumir cada vez mais importância no capitalismo contemporâneo e está presente na reprodução do capital e da força de trabalho, conforme Salva- dor (2010), das seguintes maneiras: a) como fonte importante para a realização do investimento capitalista, por meio de subsídios, de desonerações tributárias, por incentivos fiscais e pela redução da base tributária da renda do capital; b) viabilizando a reprodução da força de trabalho, por meio de salários indiretos, reduzindo custo do capitalista na sua aquisição; c) assegurando recursos orçamentários para investimentos em meios de transpor- te e infraestrutura, nos gastos com investigação e pesquisa, além dos subsídios e renúncias fiscais para as empresas; e, d) transferindo recursos sob a forma de juros e amortização da dívida pública para o capital financeiro, em especial para a classe dos rentistas.
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Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Poucos dias depois da publicação do mencionado artigo e de muitas invasões de prédios públicos e agências bancárias por militantes do MST, o governo anunciava uma série de medidas que representavam, em grande parte, o atendimento às reivindicações momentâneas do Movimento, no que se refere à demanda por crédito. A pauta de reivindicações do MST era a seguinte: aumento do teto dos créditos agrícolas de R$ 7.500 para R$17.600; prorrogação de sete para vinte anos do prazo de pagamento de todos os empréstimos tomados por cooperativas e assentados; retroatividade da nova taxa de juros de 6,5% ao ano para todos os contratos em vigor; criação de linha de crédito para financiamento das cooperativas dos assen- tados; aumento de 47% dos recursos do Procera; ampliação de 10% para 20% dos fundos constitucionais ao Procera; destinação de 20% do Fundo Nacional do Meio Ambiente para o Procera; eliminação da interferência dos bancos na elaboração de projetos destinados à obtenção de recursos do Procera; criação de seguro agrícola para proteger os assentados atendidos pelo Procera.
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A OMC e os efeitos destrutivos da indústria da cana no Brasil E

A OMC e os efeitos destrutivos da indústria da cana no Brasil E

A indústria da cana sempre teve grande importância na economia e no processo histórico brasileiros. A atividade adquiriu dimensão ainda maior no Brasil com a cri- se internacional nos anos 70, que causou forte alta no mercado petroleiro e impulsio- nou o setor canavieiro, a partir da criação do Proálcool. De 1972 a 1995, o governo brasileiro incentivou o aumento da área de plantação de cana e a estruturação do com- plex o sucro- alcooleiro, com grandes sub- sídios e diferentes formas de incentivo. O Instituto do Açúcar e do Álcool, por ex em- plo, foi responsável durante quase 60 anos por toda a comercialização e a ex portação do produto, subsidiando empreendimen- tos, incentivando a centralização industri- al e fundiária sob o argumento da “mo-
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Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

O objetivo principal deste artigo é avaliar a presença de desigualdades socioeconômicas no acesso aos serviços de saúde no Brasil considerando dois anos, 1998 e 2008. Dada a presença de fortes desigualdades regionais e o contexto de um sistema de saúde misto, analisou-se especificamente como essa desigualdade se manifesta entre as grandes regiões brasileiras e segundo a presença de cobertura privada de plano de saúde. Este estudo se diferencia dos demais na medida em que o acesso foi medido considerando duas categorias de variáveis proxies. A primeira compreende uma variável de procura corrigida pela demanda não observada. A demanda foi definida como não observada em situações em que os indivíduos procuraram os serviços e não foram atendidos ou quando mesmo havendo necessidade, os indivíduos não procuraram o cuidado por restrições financeiras, dificuldade de transporte e tempo, entre outros. A segunda compreende um conjunto de medidas usuais de utilização dos serviços de saúde.
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Agrocombustíveis no Brasil e na América Latina: impactos no campo e na cidade

Agrocombustíveis no Brasil e na América Latina: impactos no campo e na cidade

los tiempos del pro alcohol Brasilero hace de este país el líder de los agrocombustibles. El cultivo con el mejor balance energético, la caña azucarera, es rentable solo con trabajo casi esclavo: en el interior de Brasil los jornaleros siguen muriéndose por desnutrición, excesivo trabajo (12-14 h/día por $ 7) y por las fumigaciones de pesticidas (Álvarez, 2007). Crecen las favelas por el éxodo rural, y el número de las cárceles. Pero ahora Brasil tiene un nuevo un rol protagónico: exporta su modelo a toda América Latina y a África contando con fan- tásticas inversiones en dólares y euros. Es tiempo de ambiguos reveses de las asimetrías Norte-Sur y las relaciones neocoloniales cambian en estructura y significación. Centros y periferias responden a geometrías más bien fractales. La UE se prepara a hacer frente a la dependencia energética y alimentaria que se le perfila apostando por la segunda revolución verde en África con inversiones intergubernamentales, entre otras, las brasileras-italianas de cerca de • 480 millones. ¿Habrá que repensar algunas categorías como el neocolonialismo? El control de los precios y de los medios de producción alimentaria, desde la genética hasta la infraestructura industrial y comer- cial, se ha de considerar el primer paso de un nuevo orden mundial.
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AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

Todos esses dados são prova inequívoca de que o processo de reprodução ampliada do capital supõe a produção capitalista de relações não-capitalistas de produção, que podem ser muito melhor explicitadas se observarmos atentamente a dinâmica que tem envolvido a força de trabalho na agricultura. O Brasil como um todo tem apresentado um crescimento do pessoal ocupado nos estabelecimentos de 15.633.985 em 1960 para 17.582.089 em 1970 (12,5%) e 20.345.692 em 1975 (30% em relação a 1960 e 16% em relação a 1975). Desse total, tivemos a participação, em 1960, de 63% do trabalho realizado pelo responsável e membros não remunerados da família; já, em 1970, tivemos 80% e, em 1975, 81%. O fato ganha destaque se atentarmos para o ritmo de crescimento, no período, do trabalho familiar: de 1960 a 1970 o aumento foi de 43% e em relação a 1975 foi de 66%. E ganha destaque muito maior ainda, se observarmos que o trabalho familiar aumentou muito mais nas classes de área de até 10 ha, quando tivemos, na classe de menos de 1 ha, um crescimento de 298%, no período de 60 a 70, e 368%, no período de 60 a 75; na classe de 1 a 2 ha, ocorreu um aumento de 175% no período de 60 a 70 e de 214% no período de 60 a 75. Cabe ressaltar, também, que esse aumento não ocorreu homogeneamente no país, mas de forma desigual, pois, no mesmo período, apresentou o Estado de São Paulo números decrescentes. No total, tivemos uma redução de 14% no período de 70 a 75, redução essa que ocorreu praticamente em todas as classes de área, por exemplo, de 70 a 75 a classe de menos de 1 ha declinou cerca de 8, sendo de 9% o declínio na classe de 1 a 2 ha.
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João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

Sem dúvida, a rapidez e a escala desse processo foram impressionantes. Basta reconstruir o encadeamento entre as ações principais. Em agosto de 1996, o Projeto São José foi criado no Ceará e o primeiro financiamento para compra de terras foi liberado em fevereiro de 1997 (BRANDÃO, 1998). Já em abril do mesmo ano foi criado o Cédula da Terra, com início efetivo no mês de julho. Em fevereiro de 1997, protocolou-se no Senado o PLS nº 25, a partir do qual seria criado o Banco da Terra em fevereiro de 1998. Àquela altura o Cédula da Terra mal havia começado. Sem qualquer tipo de avaliação sobre as experiências anteriores e contra a posição das principais organizações de representação de trabalhadores rurais, o Executivo jogou todo peso político na criação do Banco da Terra. Partindo de uma experiência diminuta no estado do Ceará até a mobilização do “rolo compressor” do governo federal no Congresso Nacional, em apenas um ano e seis meses o Brasil conheceu três ações direcionadas para o mesmo fim: instituir o financiamento público à compra privada de terras como mecanismo alternativo à reforma agrária, de modo a aliviar as tensões sociais no campo e devolver o protagonismo político ao governo Cardoso na condução da política agrária. Exceto no caso das privatizações, entre 1994 e 2002 possivelmente nenhuma outra iniciativa governamental tenha assumido tamanha escala e velocidade num intervalo de tempo tão reduzido.
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SOBRE A RELAÇÃO ENTRE REGIMES POLÍTICOS E DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO: APONTAMENTOS PARA UM ESTUDO SOBRE A HISTÓRIA DA CT DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

SOBRE A RELAÇÃO ENTRE REGIMES POLÍTICOS E DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO: APONTAMENTOS PARA UM ESTUDO SOBRE A HISTÓRIA DA CT DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

A relação entre regimes políticos e desenvolvimento científico tem recebido, entretanto, um tratamento mais nuançado, ainda que essas nuanças apareçam apenas na literatura histórica mais recente. Assim é que o volumoso Companion to the History of Modern Science, organizado por historiadores da Universidade de Leeds e publicado em 1990, não dedicou nenhum dos seus 67 capítulos a esse tema. 12 Quase dez anos depois, Pestre, em outra volumosa obra de síntese historiográfica, Science in the Twentieth Century, dedicou atenção ao tema das relações entre ciência, poder político e estado. De fato, Pestre, ao argumentar que a ciência é uma construção social, concluiu que as dimensões da vida política e da vida científica não podem ser separadas. O caso mais eloqüente que ele utiliza em seu argumento é o da ciência nos EUA no contexto da Guerra Fria. Segundo Pestre, “[...] as novas relações que a elite científica teve com o mundo político emergiu realmente nos Estados Unidos, quando os cientistas participaram nos think tanks estabelecidos pelos militares em fins da década de 1940”. 13 O caso americano, entretanto, não permite discutir o problema da relação entre regimes políticos e desenvolvimento científico na generalidade que queremos examinar.
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O PROJETO E-JOVEM NO ESTADO DO CEARÁ: PERSPECTIVAS, ANÁLISE E DESAFIOS

O PROJETO E-JOVEM NO ESTADO DO CEARÁ: PERSPECTIVAS, ANÁLISE E DESAFIOS

O conceito de protagonismo juvenil guarda afinidade com uma outra ideia de valor que pode contribuir para a renovação dos métodos educacionais: o conceito de empreendedorismo juvenil. Empreender é exercer a capacidade de imaginar, planejar e colocar em prática sonhos e projetos. A imagem clássica de empreendedor é a de alguém que concretiza seus projetos individuais. Nada impede, porém, que tais projetos sejam coletivos e direcionados ao bem estar da coletividade. O crescente desenvolvimento da área social vem gerando o conceito de “empreendedorismo social”: uma associação entre a capacidade empreendedora (baseadas em competências técnicas e comportamentais que favoreçam, a partir de ideias inovadoras, o alcance de objetivos de forma criativa, autônoma e arrojada, com eficiência e eficácia, considerando riscos e incertezas) e a competência ética (baseada no compromisso com a garantia de sustentabilidade social, a redução das desigualdades e o atendimento às necessidades da coletividade.
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O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

Since the end of 80's decade, Brazil has been through an intensive process of political and productive restructure, beginning with a new international division of work which had the capital structure crises deflagrated as a result, starting from 70's decade. Recently, with exponential growing of international demand by agricultural commodities and low density technology's products, the country found itself in a productive specialization a "new" way for its development, converting simultaneously into an important "financial value platform". On the political intern plan the capitulation and (consequently) rising of the principal (and the only) political party of mass arisen from civil and military post-dictatorship to the most highest level command of the State - The Worker's Party (PT) - took the country to experience an extraordinary capitalism burst of expansion - from mid 20 ᵀᴴ century was named by progressive intellectuals for all lucky new-developmentalism. In these types of agricultures which started to expand in the last decades, turned into strategic elements of the new Brazilian economical politics for new century. With Worker's Party (PT), the sector experienced its belle époque, changing in a decisive way the agrarian national question and at the same time giving a new historical meaning to (struggle for land and for) agrarian reform. Therefore, the historical obstacles in the development structures pattern of Brazilian capitalist accumulation evolved to a destructive way of capital's productive forces's development, specially in the field, intensifying the social work and the natural and ecological resources's degradation. This essay analyzes the economic and social pattern of agricultural development in Brazil in the last decades and the political project which gives its shape, mainly from the boost got by State, by the new-developmentalism program from PT's government. At the same time I discuss the Historical present of agrarian reform, the challenges and the required conditions to its achievement.
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A Liga e as lutas sociais no Brasil

A Liga e as lutas sociais no Brasil

Para o mundo camponês uma das folhas mais pesquisadas é Terra Livre. Jornal comunista sobre o qual me debrucei em largas linhas durante a dissertação de Mestrado. Percorrendo 10 anos de comunicação e divulgação da luta campesina, o jornal circula entre 1954 e 1964. Já próximo ao período de acirramento das forças reacionárias de direita e do desfecho político que inauguraria o período de ditadura civil-militar no Brasil (sabido em retrospecto), as páginas de Terra Livre passariam brevemente a dialogar com um semanário, também envolvido na empreitada de divulgação das lutas do campo: A Liga:
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NO BRASIL 2000-2005 ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS E FINANCEIROS DA

NO BRASIL 2000-2005 ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS E FINANCEIROS DA

A elevação das receitas foi obtida inicialmente mediante o au- mento da alíquota e da base da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofi ns), o aumento de alíquota do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF), a reintrodução da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Va- lores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), com elevação da alíquota e a incorporação dos depósitos judiciais e extra- judiciais administrados pela Receita Federal e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) à receita tributária da União. Em 2001 foi criada pela EC n° 33, a Contribuição de Intervenção no Domínio Eco- nômico (Cide), incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e derivados, gás natural e derivados e de álcool etílico com- bustível e destinada ao fi nanciamento de programas de infraestrutura de transportes e ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, de gás natural e seus derivados e de derivados de petróleo, entre outras fi nalidades.
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Estratificação Socioeconômica e C

Estratificação Socioeconômica e C

No Brasil existem organizações que realizam painéis de consumidores utilizando diferentes tecnologias de pesquisa. A característica central desses painéis é a de ser uma pesquisa contínua ao longo do tempo, com uma cole- ta de dados periódica, em geral semanal ou diária, junto a um conjunto de mesmos domicílios e indivíduos, com emissão também periódica, em geral mensal, de relatórios de resultados abrangendo um elevado número de pos- síveis indicadores de comportamento do mercado consumidor. Dadas essas características, um painel de consumidores revela a evolução temporal do mercado de consumo como um todo e de diferentes categorias de produ- tos e de marcas. Assim, análises de dados relativas a uma pesquisa dessa natureza possibilitam compreender o comportamento de compra dos con- sumidores de um dado produto ou de uma dada marca. Permitem enten- der mudanças observadas no comportamento do consumidor em relação às compras que o domicílio realizou ao longo de um período ou, inclusive para determinados tipos de produto em que o consumo é individual, com- preender o comportamento dos moradores desses domicílios em relação às compras realizadas, tanto em relação ao ato de consumir dentro quanto fora do domicílio. Para isso, a amostra de um painel deve ser planejada de forma tal que represente uma dada população geodemográfica. Esses painéis de consumidores são extremamente importantes não apenas para fazermos uma segmentação evolutiva do mercado ao longo do tempo como também para avaliarmos o posicionamento das marcas que competem den- tro de uma mesma categoria de produto.
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O COORDENADOR ADJUNTO PEDAGÓGICO NO PROCESSO EDUCATIVO DO MACROSSISTEMA DA SEDUCAM: UMA ANÁLISE DA FORMAÇÃO CONTINUADA

O COORDENADOR ADJUNTO PEDAGÓGICO NO PROCESSO EDUCATIVO DO MACROSSISTEMA DA SEDUCAM: UMA ANÁLISE DA FORMAÇÃO CONTINUADA

A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O foco deste trabalho é a gestão educacional, sendo que buscamos discutir a relação do coordenador adjunto pedagógico com a prática educativa no contexto do macrossistema da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas - Seduc/AM. O objetivo deste trabalho foi analisar as dificuldades vivenciadas pelo coordenador adjunto pedagógico em sua função, em decorrência da ausência de uma formação continuada específica. Justifica-se a importância deste estudo para entender o papel, as atribuições, as contribuições, e em que perspectiva foi criada a função do coordenador adjunto pedagógico no contexto do macrossistema da Seduc/AM. Mostra-se importante, também, entender as propostas de formação continuada específicas para o CAP, no âmbito das políticas públicas, para compreender as necessidades profissionais de sua atuação no processo educativo. A pesquisa é de natureza qualitativa, caracterizada como estudo de caso descritivo. O processo de investigação foi pautado nos estudos feitos por Libâneo (2010), Oliveira (2013), Gatti (2008), Placco et al. (2011), entre outros autores, que discorrem sobre aspectos relacionados à formação continuada, às atribuições, à constituição da identidade profissional e aos desafios cotidianos que permeiam a práxis do coordenador pedagógico no âmbito das instituições de ensino. Utilizamos, ainda, o trabalho de Machado e Arribas (2011), que aborda a importância das representações sociais na construção identitária do coordenador pedagógico. A metodologia consiste em pesquisa documental em um primeiro momento e, em um segundo
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Brasil: Fra Regionale nederlag til Global fremvekst

Brasil: Fra Regionale nederlag til Global fremvekst

Brasil har lenge hatt ambisjoner om en fast plass i FNs sikkerhetsråd. I 2004 la en høynivåkomité frem et forslag for FNs generalsekretær der det ble oppfordret til å opprette nye faste medlemmer. Fire land – Brasil, Tysk- land, India og Japan (den såkalte G4-gruppen) – fant omgående sammen i arbeidet med å vinne de nye plassene, men det ble dannet en stor gruppe som var imot å opprette nye faste plasser. Denne gruppen, som først ble kalt Coffee Group og senere fikk navnet Uniting for Consensus, samler G4- gruppens regionale rivaler, der Argentina og Mexico er blant de ledende medlemmene. Resultatet ble at landene som ønsket en fast plass i Sikker- hetsrådet, ikke klarte å selge inn ønskene om internasjonal anerkjennelse overfor hjemmeregionene sine. Selv det ikke kom som noen overraskelse, var det et hardt slag for Brasils image som regional leder at Argentina, lan- dets viktigste regionale partner, så sterkt motsatte seg Brasils viktigste internasjonale ambisjon.
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SILMAR DA SILVA FERREIRA PROGRAMA ESCOLA DA TERRA NO ESTADO DO AMAZONAS: POSSIBILIDADES E DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE

SILMAR DA SILVA FERREIRA PROGRAMA ESCOLA DA TERRA NO ESTADO DO AMAZONAS: POSSIBILIDADES E DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE

A presente dissertação é desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso de gestão a ser estudado apresenta como problema social o fato de que as políticas públicas educacionais são pensadas para a cidade e para os meios de produção urbana e, o que se recomenda ao campo é “adaptar” as propostas, a escola, os currículos, os calendários às situações que diferenciam as escolas do campo das demais escolas. O presente trabalho busca analisar a formação continuada de professores e professoras que atuam nas classes multisseriadas (caracterizadas por concentrarem, em uma mesma sala de aula, alunos de diferentes idades e séries, sob a regência de um/a único/a docente) do 1º ao 5º ano nas escolas da educação do campo, no estado do Amazonas, no ano de 2014, desenvolvida pelo Programa Escola da Terra. Tal programa consiste em uma política pública educacional permanente, que nasce sob o guarda-chuva do Pronacampo, para formação dos/das professores/as que atuam em classes multisseriadas de séries iniciais do ensino fundamental nas escolas localizadas na zona rural e oferecer recursos didáticos e pedagógicos que atendam às especificidades formativas das populações do campo e quilombolas. Os objetivos definidos para este estudo foram descrever a forma como a política de formação docente proposta pelo Programa Escola da Terra foi desenvolvida no estado do Amazonas no ano de 2014; analisar as articulações entre a política de formação docente oferecida pelo programa associada ao seu comprometimento com a questão da sustentabilidade e com as concepções que historicamente foram construídas para a Educação do Campo em meio às lutas sociais pela garantia dos direitos dos povos do campo; e propor ações a serem desenvolvidas durante a execução do Plano de Ação Educacional – PAE. Para tanto, utilizou-se como metodologia a pesquisa de caráter qualitativo e como instrumentos a pesquisa que contempla o levantamento do processo histórico na definição de marcos legais, além dos documentos pertinentes ao Programa Escola da Terra cedidos pela coordenação estadual e pela Universidade Federal do Amazonas. Durante a pesquisa o que se percebeu é que o Escola da Terra se constitui em uma conquista no que se refere à oferta de formação continuada às escolas do campo, contudo não se basta. É preciso expandir o alcance de suas ações a partir de uma reflexão quanto ao que se pretende enquanto mudança para um futuro mais promissor para os povos do campo.
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Tratamento do Cancro da Orofaringe no Adulto – Normas de Orientação Clínica

Tratamento do Cancro da Orofaringe no Adulto – Normas de Orientação Clínica

A reunião multidisciplinar de decisão terapêutica deve realizar-se no prazo máximo de 8 dias úteis após o conhecimento do diagnóstico histológico no centro de tratamento espec[r]

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

96 Para compensar o fracasso econômico, Chávez intensifica a opressão política. Novos canais de TV foram fechados, despertando a revolta do povo. Houve confronto nas ruas, e dois jovens morreram, além de dezenas que ficaram feridos. O experimento socialista do século XXI está produzindo os mesmíssimos resultados dos experimentos socialistas do século XX: miséria, terror e escravidão. Não há nada de novo aqui. Qualquer liberal já sabia como as coisas seriam na Venezuela. [...] Já os esquerdistas não. Esses, ou boa parte deles, mostraram enorme empolgação com o “socialismo bolivariano” de Chávez. Eram otimistas quanto aos possíveis resultados “sociais” na Venezuela. Defenderam Chávez, e alguns ainda insistem na estupidez. São cegos por ideologia. No próprio governo não são poucos aqueles que admiram a “revolução bolivariana”, e tentam inclusive replicá-la no Brasil. O PNDH-3, assinado pelo presidente Lula, é um esboço nesse sentido. Não dá para mudar os fatos: boa parte da nossa esquerda aplaudiu as medidas de Hugo Chávez (CONSTANTINO, http://www.imil.org.br/artigos/chavez-o-comeco-do-fim/. Acesso 19 de março de 2014).
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