Top PDF Cuidados de enfermagem em cuidados continuados: cada caso é um caso

Cuidados de enfermagem em cuidados continuados: cada caso é um caso

Cuidados de enfermagem em cuidados continuados: cada caso é um caso

O conflito entre o profissional de saúde e o utente, pode ocorrer quando o primeiro vê o segundo e as suas necessidades a partir das categorias da sua especialidade, firmado na sua autonomia profissional, e quando pretende ser ele a definir o conteúdo e a forma do serviço a prestar Freidson (1978), neste contexto de cuidados continuados, o conflito entre o enfermeiro e o utente / família emerge em consequência das divergências ou da falta de acordo entre as perspectivas entre estes, para a gestão do processo de cuidados dos utentes. Uma desigualdade social refere-se às diferentes capacidades de exercício do poder ou da cidadania, refere-se a mecanismos de tipo social que condicionam os destinos individuais (Ferreira et al. 1995, p.325). No processo de cuidados de saúde estudado, a certeza na acção do enfermeiro potencia a assimetria e a distância social na relação com os utentes baseado na certeza que os seus conhecimentos lhe conferem para decidir sobre o seu trabalho de forma unilateral. Também quando relega ao utente um estatuto passivo no seu processo de cuidados sob o seu controlo, relega o utente para uma relação de dependência da sua intervenção, destituído de poder e submisso à sua vontade.
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Perceção dos enfermeiros acerca da qualidade dos cuidados de enfermagem em unidades de cuidados continuados

Perceção dos enfermeiros acerca da qualidade dos cuidados de enfermagem em unidades de cuidados continuados

Os Enfermeiros Gestores no âmbito da organização dos cuidados de enfermagem devem fomentar nas suas equipas um cuidado centrado na pessoa, orientando os Enfermeiros para a prestação de cuidados dirigidos, não só para a prevenção de complicações, mas também com uma forte componente de promoção da saúde, uma vez que, a coresponsabilização dos clientes pela sua saúde e decisões terapêuticas pode aumentar a satisfação dos mesmos e trazer outros benefícios para a população, como melhores resultados em saúde e uma gestão mais eficaz dos recursos (Freire, Lumini, Martins, Martins & Peres, 2016). Diversos autores referem que, a promoção da saúde deve ser exercida em todas as organizações de saúde e em qualquer contexto. Os Enfermeiros Gestores devem começar a cultivar nas suas equipas uma conceção diferente da atual, que implica ver todas as instituições não apenas como um ambiente de cura de patologias (como no caso dos Hospitais) ou apenas de prevenção de complicações, como nas Unidades de Cuidados Continuados. Deve-se apostar na promoção da saúde em todos os contextos de saúde, instruindo as pessoas para a identificação de necessidades específicas no âmbito da funcionalidade e dos fatores facilitadores/inibidores, para a realização das atividades de vida diária de forma mais independente possível.
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As perturbações músculo-esqueléticas no trabalho em saúde: o caso de uma unidade de cuidados continuados integrados de média duração e reabilitação

As perturbações músculo-esqueléticas no trabalho em saúde: o caso de uma unidade de cuidados continuados integrados de média duração e reabilitação

como a ciência que tem como função ajudar o indivíduo, saudável ou doente, na execução das atividades que contribuem para conservar a sua saúde ou a sua recuperação, devendo esta ser desempenhada com o intuito de tornar o indivíduo o mais independente possível. Neste sentido, o enfermeiro é o profissional de saúde que dispõe de conhecimentos científicos e técnicos que lhe permitem ajudar o utente na satisfação das suas necessidades, apelando para o autocuidado sem que substitua a pessoa nas atividades que ela possa realizar por si. Pelo que, tal como referem Martins, Robazzi, e Boborff (2010), estes profissionais contactam, no seu dia-a-dia, com situações sofrimento, medos, conflitos, tensões, disputas pelo poder, ansiedade e stresse, convivências com vida e morte, longas jornadas de trabalho, entre outros fatores. Assim, para compreender o trabalho de enfermagem na sua totalidade é necessária uma reflexão que abranja os aspetos que interferem com a saúde física e mental dos trabalhadores. Isto é, considerando todas as caraterísticas e condições do trabalho independentemente de serem de natureza económica, cultural e/ou social, sem esquecer o trabalhador individual e coletivo com as suas particularidades e especificidades.
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Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em  equipa de cuidados continuados integrados

Interdisciplinaridade e relações interprofissionais : um estudo de caso em equipa de cuidados continuados integrados

100 processos de investigação e/ou ensino e supondo um trabalho continuado de cooperação ao nível da transposição de terminologias, tipos de discurso e argumentação, cooperação metodológica e instrumental, importação de conteúdos, problemas, exemplos, transferência de resultados e aplicações, etc. (Cf. Pombo, 2004: 37) Neste sentido, não há dúvida que os profissionais reconhecem na partilha de informação e conhecimento a possibilidade de uma visão integrada da pessoa e dos seus problemas, sendo que alguns profissionais são mesmo muito claros quanto ao facto de não dispensarem a avaliação diagnóstica dos outros profissionais, para fazerem o seu próprio diagnóstico, reconhecendo que de outro modo incorreriam numa análise deficitária ou mesmo errada. É o caso da Médica quando se refere à importância das informações obtidas através da Enfermagem; mas também do Fisioterapeuta quando menciona a indispensabilidade do diagnóstico clínico feito pela Médica e a importância do diagnóstico social na forma como aborda os utentes nas intervenções individuais.
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GESTÃO DA ALTA HOSPITALAR E REFERENCIAÇÃO PARA A REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS: UM ESTUDO DE CASO

GESTÃO DA ALTA HOSPITALAR E REFERENCIAÇÃO PARA A REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS: UM ESTUDO DE CASO

Permitiu, ainda identificar procedimentos passíveis de aperfeiçoamento, nomeadamente sobre a necessidade de: i) aumentar a interoperacionalidade entre o sistema informático da RNCCI – Gest-Care CCI® e os aplicativos hospitalares (médicos e de enfermagem), permitindo agilizar os procedimentos administrativos de referenciação previstos, seja por exigência dos normativos legais ou instruções operacionais, uma vez que a informação solicitada na plataforma é extensa e exige uma introdução manual; ii) atualizar os normativos internos, nomeadamente o regulamento da EGA; iii) aperfeiçoar os procedimentos internos de referenciação e articulação com a ECL, para que a mesma seja efetuada em tempo oportuno, diminuindo demoras e eventuais prolongamentos desnecessários de internamento; iv) reduzir o número de processos cancelados, pela análise dos motivos que lhe deram origem, especialmente quando já existe reserva de vaga; e, v) avaliar a adequação dos tempos de apreciação e avaliação das propostas de referenciação.
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Cada caso, é um caso...

Cada caso, é um caso...

A viragem para o séc. XXI levou-nos a procurar fazer uma reflexão sobre os conhecimentos adquiridos tentando adaptá-los às novas realidades. A organização da prática de enfermagem não pode nem deve estar de forma alguma, desgarrada do contexto da estrutura de uma instituição de saúde. Actualmente as tendências de gestão são fundamentadas em pressupostos económicos e financeiros. Sendo a economia a ciência da escassez tem que, por esta razão, ser inspiradora tornando assim os gestores de enfermagem capazes de criar modelos que levem à concretização de “Boas Práticas” e, em simultâneo, fazendo com que todos os recursos sejam utilizados de forma eficaz e eficiente. Nesta perspectiva, considero que o método de prestação de cuidados designado por gestão de caso poderá ser uma das soluções.
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A animação sociocultural e os cuidados continuados integrados: estudo de caso na Santa Casa da Misericórdia de Paços de Ferreira

A animação sociocultural e os cuidados continuados integrados: estudo de caso na Santa Casa da Misericórdia de Paços de Ferreira

Assim tem-se que, na sua perspetiva biológica, a qualidade de vida “será a perceção que o indivíduo possui da afeção física, a capacidade que supõe ter para realizar determinadas tarefas”. Na perspetiva cultural ela “vai-se modificando com o passar dos anos, devido às exigências da sociedade, do desenvolvimento da tecnologia e ciência, e do próprio poder económico”. Na ótica da economia o termo “diz respeito ao suporte financeiro e aos bens matérias que cada indivíduo possui bem como azo sentimentos que a eles se encontram associados”. Finalmente na perspetiva psicológica a qualidade de vida “depende totalmente da personalidade de cada um”, o que a torna mais difícil de quantificar do que em qualquer outro âmbito. No entanto e apesar desta dificuldade ela pode ser entendida como a “autoestima e respeito pelo seu semelhante, saber ultrapassar as adversidades da vida mantendo o equilíbrio mental, é saber aproveitar os momentos de felicidade, é saber manter relações sociais, é ter boas expectativas em relação ao futuro, é ajudar o próximo, é ser fiel a si próprio, é gostar da vida”. Como já foi visto, o conceito de qualidade de vida é utilizado na linguagem comum, na pesquisa científica em diferentes áreas do saber como a enfermagem, a economia, a sociologia, a educação e a psicologia, entre outras (Leal, 2008).
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Implementação da equipa de cuidados continuados integrados

Implementação da equipa de cuidados continuados integrados

(Biscaia,2006,N.º22,p.72). Os ACES têm que se integrar numa coerente lógica de organizações flexíveis com capacidade de adaptação. Para ser possível esta nuance houve a preocupação de que os Directores Executivos e os membros do Conselho Clínico tivessem acesso a formação específica, direccionada para as funções que iriam desempenhar neste novo conceito. ―Os centros de saúde nunca tiveram autonomia de gestão. O seu controlo administrativo foi sendo feito à distância a partir das sedes de distrito (pelos serviços sub-regionais das ARS). A reafectação dos recursos, meios e competências destes serviços de âmbito sub-regional é um processo que exige sensibilidade e visão estratégica. Esta reafectação será feita para os níveis local e regional consoante a natureza dos recursos e das competências em causa‖ (MCSP,2008,p.5), tudo isto é o resultado de várias reflexões baseadas na sua estrutura, nos processos e nos seus resultados. Esta (re)organização foi equitativamente redesenhada para ter a eficácia necessária, pois só desta forma os CSP terão efectividade, ou seja, chegar-se-á aos resultados desejados e com eficiência (óptima relação custo - benefício).‖Nesta perspectiva, alguns dos elementos mais comuns associados à boa governação são a centragem nas pessoas, a prestação de contas, a transparência, a participação dos cidadãos, a monitorização e avaliação regulares‖ (Ferreira & Raposo,2006,p.287).De facto,gestores e profissionais da saúde, devem compreender que qualquer serviço de saúde só tem uma razão de ser: o ―utente‖ para o atendimento das suas necessidades de uma forma cada vez mais efectiva, dignificando-o ao torná-lo mais responsável, e mais assertivo no que diz respeito à satisfação das necessidades dos seus utilizadores/ utentes.‖Desta forma, a boa governação na saúde significa considerar um conjunto de boas práticas que definem as regras do jogo relativamente à tomada de decisão, à implementação de soluções, à sua avaliação e monitorização e, consequentemente, à correcção no caso de eventuais desvios. Implicitamente estamos a falar da capacidade de implementar mudanças efectivas que permitam melhorar o sistema de saúde, respondendo às reais necessidades dos seus utilizadores e garantindo princípios de equidade e de igualdade‖ (Ferreira & Raposo,2006,p.287).
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A Satisfação dos Utentes face aos Cuidados de Enfermagem: o caso de uma USF

A Satisfação dos Utentes face aos Cuidados de Enfermagem: o caso de uma USF

O tema escolhido foi a Satisfação dos Utentes de uma Unidade de Saúde Familiar face aos Cuidados de Enfermagem, por ser uma área de interesse pessoal e por considerar um tema importante para a melhoria dos cuidados de enfermagem. Aprendemos que a prática de enfermagem se baseia no cuidar. Assim, considerou-se este tema pertinente pois nesta base do cuidar está aquilo que consideramos elementar que é, por um lado, conseguir identificar e perceber se os utentes estão ou não satisfeitos com os cuidados prestados e, por outro, produzir material que permita aos enfermeiros reflectirem sobre os cuidados que prestam aos utentes.
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A esperança do doente em contexto de cuidados continuados

A esperança do doente em contexto de cuidados continuados

Inerente à vida humana, a esperança ou a falta dela, aparece associada às várias dimensões da nossa existência, na esfera pessoal, profissional, familiar e social. O seu grau de intensidade, e a importância que assume na hierarquia de prioridades, varia ao longo da vida. É nesta riqueza multimodal de dimensões, enfoques e determinações que o profissional de saúde poderá constituir-se num ponto de ancoragem na atribulada viagem e transformações constante da esperança perante as vicissitudes da doença. (Barbosa, 2010). Neste cenário torna-se fundamental que os profissionais de saúde se encontrem preparados para auxiliar os doentes a criar novas formas de existência e atribuição de sentido procurando sempre uma perspectiva integrativa da pessoa humana. (Gaspar, 2013). Em Portugal, a Enfermagem tem evoluído de formas muito diversas, quer a nível profissional, quer no âmbito da formação e dignificação da profissão. No que diz respeito à qualidade e eficácia da prestação de cuidados de saúde traduziu-se num desempenho profissional cada vez mais complexo, diferenciado e exigente, daí que a relevância e o reconhecimento do conceito de esperança tem vindo a crescer de forma galopante na enfermagem. (Ritter, 2011).
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Rede nacional de cuidados continuados integrados (RNCCI)

Rede nacional de cuidados continuados integrados (RNCCI)

A RNCCI surge em Portugal como tentativa de resposta às alterações demográficas e de saúde que se verificam ao longo dos anos. Para um usufruto adequado desta, cada indivíduo submete-se a um processo de referenciação criterioso de origem e fins distintos. Nesta dissertação realiza-se um estudo aprofundado do referido processo e do funcionamento da RNCCI. Por conseguinte, este trabalho teve objetivos que passaram por analisar aprofundadamente o processo de referenciação de doentes para RNCCI, forma de ingresso dos mesmos na referida e prestação de cuidados na mesma. Para atingir os objetivos de análise processual e operacionalização do ingresso dos doentes na RNCCI, realizou-se uma revisão da literatura, pesquisa documental e processual e ainda uma análise processual através de técnicas de gestão. Para analisar a implementação prática do processo de referenciação e a funcionalidade da RNCCI a nível de cuidados prestados, realizou-se um estudo de caso, com abordagem qualitativa, recorrendo-se à entrevista semi-estruturada como técnica de recolha de dados e à análise de conteúdo dos mesmos. Da análise processual foi possível verificar que embora parecesse que o processo de referenciação e ingresso na Rede se encontre teoricamente em conformidade com as diretrizes existentes para esse fim e congruente, foi possível identificar pontos de melhoria tanto a nível da constituição das equipas intervenientes no referido processo como a nível da utilização do aplicativo Informático GestCareCCI. Os resultados obtidos através do estudo de caso revelam que na implementação prática do processo de referenciação e na operacionalização dos cuidados na RNCCI existem dificuldades associados a aspetos como Recursos Humanos, Recursos Materiais, Recursos Institucionais, Tempo de Espera para Ingresso na RNCCI e Utilização de aplicativo GestCareCCI. Este estudo e a análise do processo permitiram sustentar sugestões de melhoria desta realidade.
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Distress e resiliência em idosos internados nos cuidados continuados

Distress e resiliência em idosos internados nos cuidados continuados

tratamento da ansiedade e depressão (Gerino et al.,2017). Estudando a capacidade de saborear experiências de vida positivas no contexto de satisfação com a vida das pessoas mais velhas, Smith e HollingerSmith (2015) confirmaram que as pessoas com níveis mais baixos de resiliência tendem a relatar maior depressão. Finalmente, a resiliência parece ser um fator de proteção para os sintomas de depressão no caso das relações conjugais com pessoas que sofrem de demência (O'Dwyer et al., 2013). No entanto, a resiliência e coping não são sinónimos, ainda que sejam dois conceitos que se cruzam um mais abrangente e outro mais específico a um determinado momento. Entre o coping propriamente dito e o coping resiliente a principal distinção é que o coping resiliente possui a capacidade de promover uma adaptação positiva apesar dos elevados níveis de stress (Sinclair &Wallston, 2004).
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Cuidar em humanitude: estudo aplicado em cuidados continuados

Cuidar em humanitude: estudo aplicado em cuidados continuados

preenchiam os critérios de seleção para a prestação de cuidados. Os contactos que fomos fazendo com os cuidadores revelaram-nos a sua vontade de mudança e a sua adesão ao MGM, no qual reveem os valores profissionais que perfilham. Os resultados da observação sistematizada permitiram- nos identificar onde as suas práticas se afastavam do MGM e os procedimentos mais arreigados em tradições, algumas assentam em falsos princípios que, passados de geração em geração, deram origem a uma cultura de cuidados difícil de mudar, em que será necessária maior intervenção, exigindo explicações alicerçadas em princípios científicos de várias áreas do saber. Os Pilares da humanitude olhar, palavra, toque, verticalidade, utilizados tecnicamente na relação de cuidados podem parecer palavras que exprimem gestos naturais e que não necessitam de aprendizagem, no entanto exigem fundamentação para se ter consciência que não são inócuos. Pois, quando mal utilizados podem destruir a humanitude, despertar uma reação de CAP e recusa ao cuidado. Urge mudar o paradigma de banho no leito, com uma taça com água e gel, para um cuidado de pé, utilizando água corrente, passando do lavar para um cuidado especializado com imensas possibilidades de estimulação e reabilitação. As sequências das toilettes que fazem parte do MGM opõem-se ao tradicional banho na cama numa única sequência cefalo-caudal conforme observámos e nos foi justificada por ser da norma. O auto-feedback, o mergulho retrógrado, a estimulação e utilização das capacidades restantes e forças de vida da pessoa, o pedir o consentimento e esperar autorização, o anunciar e descrever os gestos, e a compreensão do seu impacto positivo e de destruição quando não forem respeitados. Esta é uma reflexão ética a fazer juntamente com o respeito pela regra da não-interrupção do cuidado, assim como a forma como a pessoa doente é tratada, para não agredir a sua identidade. O cuidado de higiene, nas suas particularidades, para que resulte num cuidado personalizado, terá que ser prescrito e decorrer do diagnóstico de enfermagem. Há também a questão dos formadores, visto que é uma IAA que trata de uma formação na ação. Sendo nós próprios que desempenhámos esse papel, contámos com material de apoio que nos facilitou a tarefa. Ficámos bem cientes da situação existente, mas também de que não era possível abarcar tudo ao mesmo tempo. Impôs-se realizar com os cuidadores e dirigentes
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Terceirização em cuidados continuados: uma abordagem de gestão de risco.

Terceirização em cuidados continuados: uma abordagem de gestão de risco.

Segundo os entrevistados as expectativas prin- cipais do usuário (e família) são: higiene das ins- talações e dos colaboradores; conforto e bom ambiente; segurança; e soluções de saúde. Assim, a CLB define-se como uma “unidade de saúde em ambiente hoteleiro” com especificidades que vão desde a restrita circulação de pessoas aos planos alimentares individuais e específicos, à supervisão permanente, de natureza técnica e clí- nica, e à grande proximidade entre técnico e usu- ário. Estas especificidades derivam do contexto da intervenção clínica de reabilitação, manuten- ção e prevenção que caracteriza a unidade em termos de cuidados de saúde e leva a adaptações do serviço hoteleiro. Perante o “rendilhado de necessidades”, os “mesmos ingredientes originam diferentes receitas”, oferecendo a CLB, um con- junto variado de serviços nas áreas da funciona- lidade, saúde, higiene pessoal e alojamento, de modo a que as pessoas se agrupem nos diferen- tes pisos/núcleos por diferentes níveis de depen- dência. Os Módulos de Cuidados incluem: Ava- liação Geriátrica Integral (AGI), cuidados de apoio pessoal, terapias integradas, apoio de âmbito social, cuidados de enfermagem, apoio médico de medicina geral, apoio de nutrição, medicação e cuidados de podologia. A AGI, feita no ingres- so, estabelece um retrato abrangente das capaci- dades e limitações funcionais do usuário, poden- do ser identificado o nível de dependência res- pectivo e estabelecidos objetivos e estratégias (pe- riodicidade e intensidade) de intervenção, a cons- tar no plano de cuidados sujeito a revisão nos períodos de reavaliação pré-estabelecidos ou sempre que ocorra alguma alteração do estado do usuário. O grau elevado de customização se reflete em: planos alimentares individuais defini- dos por nutricionista, dietas específicas indivi- dualizadas, planos de terapias individuais e pos- sibilidade de atender a pedidos especiais do usu- ário, desde que salvaguardada a sua saúde e bem- estar. A ótica de criação de valor é resumida por um entrevistado: O que nos distingue dos outros operadores é estar ao nível máximo da customiza- ção de cuidados geriátricos.
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O idoso na equipe de cuidados continuados integrados: programa de enfermagem para prevenção de quedas

O idoso na equipe de cuidados continuados integrados: programa de enfermagem para prevenção de quedas

Os enfermeiros pelas competências que desempenham e pela sua experiência na prestação de cuidados na comunidade são os profissionais que por excelência estão habilitados para desenvolver programas de prevenção inseridos no domínio dos cuidados prestados ao idoso. Estes profissionais com conhecimentos em saúde comunitária e de questões sociais, a exercer funções nos cuidados de saúde primários, têm uma posição privilegiada em promover cuidados de saúde e de readapatação apropriados, que reduzam o número de hospitalizações e o consumo medicamentoso, respeitando o ambiente de cuidado que é considerado. 18 Contudo,
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Intervenção psicológica em cuidados continuados: cuidados da saúde mental na reabilitação física

Intervenção psicológica em cuidados continuados: cuidados da saúde mental na reabilitação física

Esta instituição tem preconizadas três reuniões entre a família do utente e a equipa multidisciplinar. A primeira é chamada de reunião de acolhimento (ver anexo V) na qual a família faz um breve resumo do estado do utente antes do internamento e seguidamente cada técnico de saúde dá um parecer sobre a condição do utente no momento da entrada e é apresentado o PII (ver anexo IV) à família. Ficando está conhecedora das estratégias de reabilitação, que cada profissional de saúde pretende utilizar com o seu familiar. Passado um mês a equipa reúne novamente com a família, esta reunião é denominada por gestão de expetativas (ver anexo VI). Desta vez os familiares irão mencionar as suas ambições relativamente ao internamento, se tem corrido como desejavam e o que pensam do estado clínico do seu familiar. Mais uma vez cada profissional irá pronunciar-se sobre a evolução do utente ao longo da hospitalização. No dia da alta a equipa reúne uma última vez com utente e família, reunião designada por check-list alta (ver anexo VII), na qual será entregue a nota de alta do mesmo para conceder ao médico de família e discute-se o grau de satisfação relativamente aos serviços prestados (ver anexo VIII).
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Relevância e Acessibilidade à Informação em Cuidados Continuados: Opinião dos Enfermeiros das Equipas de Cuidados Continuados Integrados

Relevância e Acessibilidade à Informação em Cuidados Continuados: Opinião dos Enfermeiros das Equipas de Cuidados Continuados Integrados

dos enfermeiros. Também é o único que é utilizado pelos CS da região Norte do país, os quais (na maioria das vezes) irão ser os prestadores de cuidados formais seguintes dos utentes admitidos pelas ECCI. Ele utiliza linguagem classificada, defendido tanto pela OMS, quanto pela OE de Portugal como primordial a uma profis- são que quer ser reconhecida. A CIPE®, sendo uma classificação internacional, “facilita a recolha e a análise de dados de enfermagem entre populações, serviços de cuidados de saúde, idiomas e regiões geográficas. Os dados originados pela utilização da ICNP/CIPE® podem sustentar a tomada de decisão” (Ordem dos En- fermeiros, 2009: 8), podem ser utilizados para assegurar a qualidade ou promover mudanças na prática de enfermagem por meio do ensino, da gestão, da política e da investigação (Pereira, 2007). Embora o SAPE se apresente como repositório central da informação diária dos cuidados de enfermagem, a informação de referenciação do utente, algumas escalas utilizadas na avaliação do estado de saúde deste utente, bem como a informação de outros profissionais está presente no Gestcare. E apesar do SAPE estar implementado em todos os CS da região norte do país, ainda não tem disponível a vertente de partilha da informação entre a versão comunitária e hospitalar, com exceção da Unidade Local de Saúde de Matosinhos.
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Avaliação da qualidade e acreditação em cuidados continuados

Avaliação da qualidade e acreditação em cuidados continuados

A dimensão da qualidade: capacidade de resposta parece estar relacionada com a função “cuidados e serviços de suporte” do manual da JCI (2004, p.67), que refere que “a principal função de uma organização de saúde é o cuidado ao indivíduo. Fornecer o melhor cuidado e serviços em unidades que dão suporte e respondem a cada necessidade, requer um alto nível de planeamento e coordenação. Certas atividades são básicas para cuidar do indivíduo. Estas atividades incluem planeamento e prestação de cuidado e serviço para cada indivíduo, monitorando-o para entender os resultados do cuidado, modificando o cuidado quando necessário, complementando o cuidado e planejando o acompanhamento. Muitos profissionais médicos, de enfermagem, de farmácia, de reabilitação e outros são responsáveis por estas atividades. Cada profissional tem um papel claro no cuidado ao indivíduo.”
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A promoção da autonomia da pessoa dependente para o autocuidado : um modelo de intervenção de enfermagem em cuidados continuados

A promoção da autonomia da pessoa dependente para o autocuidado : um modelo de intervenção de enfermagem em cuidados continuados

profissionais de saúde. As atividades diárias são encaradas por estas pessoas como tarefas realizadas com muito prazer. Neste perfil de autocuidado, as pessoas incorporam estilos de vida saudáveis, como manter uma dieta saudável, interesse na prática de exercício físico e preocupações com o ambiente. O pré requisito para este perfil de autocuidado é a orientação positiva face ao futuro e uma perspetiva positiva face ao envelhecimento, mesmo que em algum momento das suas vidas os idosos experienciem acontecimentos menos positivos, mas que são reconhecidos e valorizados como momentos de aprendizagem significativos. Durante a sua vida ativa, há uma valorização da sua vida laboral e sentem-se respeitados. Uma vez que dedicaram grande parte do seu tempo à atividade profissional, após a reforma, desejam ocupar os seus tempos livres na concretização de projetos que tiveram necessidade de adiar, considerando o facto de serem idosos uma nova forma de liberdade. Estas pessoas demonstram vontade para continuar a viver como agentes socialmente ativos e têm uma boa relação com a rede familiar e os amigos, reportam experiências positivas no passado, têm confiança no futuro e aguardam o apoio vindo dos outros se assim for necessário.
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O Enfermeiro e a morte de um doente em cuidados continuados

O Enfermeiro e a morte de um doente em cuidados continuados

Relativamente ao doente, existem fatores somáticos muito relevantes, “(...) a idade dos utentes é também um componente muito importante (...)” (Suárez, 1998, p. 135). A morte é sempre associada à última etapa do ciclo natural de vida – à velhice - é nesta fase que este acontecimento é encarado com maior naturalidade. O autor supracitado vem de encontro a esta ideia justificando em parte esta perceção social, “(...)existe um conhecimento de que o ancião em fase terminal viveu, cristalizou as suas metas, desejos e cumpriu as etapas fundamentais da vida e que, em qualquer caso, tinha a certeza da sua existência (…)” (Suárez, 1998, p. 137). Nesta faixa etária, as pessoas deparam-se com a mortalidade do ser vivo, pairando a inevitabilidade deste acontecimento, “(...) sendo a morte inevitável, o mais lógico é que ocorra na velhice” (Suárez, 1998, p. 137). A morte na velhice é a melhor aceite, como refere Sousa (1996, p. 39) “(…) queremos que este caminho, que é o caminho da vida, termine numa «boa morte», que é a morte de velhice, a «morte esperada» depois de termos cumprido um ciclo de «coisas» vividas e entregues”. No entanto, mesmo dentro da velhice é compreensível que a morte seja facilmente aceite num doente com 90 ou mais anos e que possa ser vista como “prematura” tratando-se de um doente com 65 anos.
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