Top PDF Currículo na educação infantil: implicações da teoria Histórico-Cultural

Currículo na educação infantil: implicações da teoria Histórico-Cultural

Currículo na educação infantil: implicações da teoria Histórico-Cultural

A concepção de um currículo para a Educação Infantil promotor do máximo desenvolvimento humano das crianças de até 5 anos implica a superação dos modelos baseados nas práticas fragmentadas do Ensino Fundamental, ainda tão presentes nas escolas infantis. Para isso, requer a participação de professores comprometidos com uma educação humanizadora, que compreendam o papel ativo da criança na sua aprendizagem, como sujeito que se apropria, mediado pelo professor, da riqueza cultural da humanidade e se desenvolve a patamares cada vez mais elevados. Frente a isso, os objetivos da investigação, em nível de mestrado, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, Campus de Marília, foram refletir sobre o Currículo na Educação Infantil com base na Teoria Histórico-Cultural e deduzir implicações pedagógicas dessa corrente teórica para a organização curricular da escola de Educação Infantil. Com abordagem qualitativa, o estudo envolveu levantamento bibliográfico em diversas fontes digitais para conhecimento da produção na área e ampliou seu corpus com materiais de acervo particular e outros localizados em bibliotecas de instituições de Ensino Superior, buscando resposta à questão: Quais as implicações pedagógicas das proposições da Teoria Histórico-Cultural para pensarmos o Currículo na Educação Infantil? Delineando uma trajetória histórica e política da Educação Infantil no Brasil, este trabalho apresenta aspectos conceituais do currículo em geral e do Currículo na Educação Infantil, que constituem o pano de fundo para a apresentação de conceitos da Teoria Histórico-Cultural, fundamentais à compreensão do processo de humanização das crianças. Mediante análise desses fundamentos teóricos, são deduzidas implicações pedagógicas para a composição de um currículo orientador de práticas que favoreçam
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DIDÁTICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLICAÇÕES DO MATERIALISMO HISTÓRICO DIALÉTICO E DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

DIDÁTICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLICAÇÕES DO MATERIALISMO HISTÓRICO DIALÉTICO E DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

Em pesquisas decorrentes de nossa participação em Grupos de Pesquisa e de nossa atuação como professoras do curso de Pedagogia, questionamos sobre o papel docente na formação humana e o lugar da Didática como disciplina capaz de contribuir para discussões referentes a uma educação infantil potencialmente humanizadora: capaz de promover revoluções na formação e no desenvolvimento de capacidades tipicamente humanas, constituídas no seio das relações sociais, cultural e historicamente situadas. São exemplos dessas capacidades: formas superiores de pensamento, atenção, memória e percepção, emoções, linguagem, prazer estético, raciocínio matemático, função simbólica da consciência, dentre outras.
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A ORGANIZAÇÃO DO MEIO SOCIAL EDUCATIVO DA ATIVIDADE DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLICAÇÕES DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

A ORGANIZAÇÃO DO MEIO SOCIAL EDUCATIVO DA ATIVIDADE DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLICAÇÕES DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

The present dissertation investigates the performance of a pedagogical coordinator of childhood education in the organization of the social environment for the education of teachers. This is a case study, from a qualitative perspective, based on historical-cultural theory, mainly in Vygotsky's ideas. According to this theoretical perspective, the educational process presents three fundamental elements: the teacher, the student and the educational social environment. Although each element performs a specific function in the process, the three together form a dialectical unity and are thus inseparable. The teacher plays an active role in guiding and / or organizing student activities. This, in turn, assumes an active role for the importance of his personal activity. The educational social environment that surrounds them is also active, because it is in them that the social experiences of both the teacher and the student are intentionally processed. Starting from this idea of Vygotsky, we come to interpret the role of the pedagogical coordinator as the organizer of the educational social environment for the continuous formation of the teachers, since he is an education professional whose main assignment is to train the teacher in service and follow the pedagogical work carried out by him. In this sense, this research had as objective to investigate how a pedagogical coordinator of a school of the childhood of the municipality of Ananindeua-PA organizes the social educational environment for the continuous formation of the teachers of the infantile education and what the intention of this formation. The study was divided into two stages. The first stage consisted in characterizing the historical-cultural context of the research coordinator in order to understand what has contributed to her constitution as a pedagogical coordinator of a kindergarten. At this stage, the information
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Didática para a Educação Infantil: implicações do materialismo histórico dialético e da Teoria Histórico-Cultural

Didática para a Educação Infantil: implicações do materialismo histórico dialético e da Teoria Histórico-Cultural

A história humana se relaciona diretamente à educação, o que dá uma dimensão ainda mais vital para a tarefa educativa. Os processos educati- vos, sistematizados ou não, tornam-se essenciais para a formação de qualida- des humanas em cada sujeito, desde seu nascimento. Por meio deles, pessoas mais experientes introduzem as crianças e os jovens no mundo de relações materiais e sociais, formando, nesse processo, a própria individualidade hu- mana, a partir da apropriação de riquezas sociais mediante a atividade da pessoa. Nesse sentido, as gerações adultas – pais, professores e mesmo crian- ças e jovens mais experientes – tornam-se mediadoras nas relações da criança diante da realidade material e intelectual (LIMA, 2001; CHAVES, 2008).
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A TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL E A BRINCADEIRA: (RE)PENSANDO A EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DOS AUTORES CONTEMPORÂNEOS

A TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL E A BRINCADEIRA: (RE)PENSANDO A EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DOS AUTORES CONTEMPORÂNEOS

O colégio Bennet, sem dúvida alguma, teve um papel de vanguarda na educação do Rio de Janeiro, Heloísa Marinho, tendo respirado os ares da Escola Nova, que orientavam a pedagogia que vinha sendo desenvolvida pelas metodistas desde os anos de 1920, ainda teve a oportunidade de estudar na Universidade de Chicago (EUA), onde pôde fundamentar as concepções pedagógicas com as quais tinha sido educada e com as quais pretendia formar novas professoras. Outra influência recebida é declarada por ela quando diz “as pesquisas de Gesell nos Estados Unidos e de Bühler em Viena ajudaram a organizar o currículo por atividades de crianças e educadoras no Colégio Bennett” (LEITE FILHO, 2011, p. 82).
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BNCC: UM CURRÍCULO INTEGRADOR DA INFÂNCIA BRASILEIRA?

BNCC: UM CURRÍCULO INTEGRADOR DA INFÂNCIA BRASILEIRA?

Queremos com este artigo analisar a BCNN buscando detectar nela a existência de uma intenção de tratamento integrado à infância de 0 a 12 anos. Isso envolve uma necessária articulação entre a educação infantil e o ensino fundamental que supere as rupturas que têm marcado a educação básica e que distanciam e, por vezes, antagonizam as propostas pedagógicas tanto internamente na Educação Infantil – quando se constata um hiato entre o tratamento dispensado às crianças de 0 a 3 anos e depois entre 4 a 6 anos – como entre esta e o Ensino Fundamental. Entendemos que sem esta articulação intencionalmente pensada no nível dos conceitos - que apontem para a criança de 0 a 12 anos como uma mesma criança que passa por diferentes unidades educacionais - e explicitamente apontada no texto do documento, o ensino fundamental continuará a pressionar a educação infantil no sentido de antecipar aprendizagens próprias do ensino fundamental, especialmente quando consideramos a idade de ingresso das crianças no Ensino Fundamental. Por isso, para dimensionar a proposição e as condições para a concretização da educação infantil do ponto de vista do que propõe o documento da BNCC, não basta olhar apenas para a educação infantil: é urgente observar também o que se propõe ao ensino fundamental. Para a discussão a que nos propomos, nosso olhar será orientado pela teoria histórico-cultural.
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Currículo, Infância e Educação Corporal: Fundamentos na perspectiva histórico-cultural e orientações no campo da interdisciplinaridade

Currículo, Infância e Educação Corporal: Fundamentos na perspectiva histórico-cultural e orientações no campo da interdisciplinaridade

Atualmente, a Educação infantil passa por novo processo histórico que culminou também em uma nova escolha de um referencial teórico. A partir do ano 2000, intensificou-se a preocupação com a formação continuada dos profissionais da Educação de Bauru, alicerçadas nas novas diretrizes das políticas educacionais nacionais. Em todo o Brasil, “a escola vai sendo identificada como um importante espaço de concretização das políticas educativas, deixando de ser mero prolongamento da administração c entral” (VASCONCELLOS, 2009, p.16). A eclosão da democratização da escola, do planejamento participativo e da gestão democrática chegou também ao município, que buscava incorporar essa nova realidade. Diante disso, as escolas necessitavam construir seu próprio Projeto Político Pedagógico. Foi então que os profissionais da educação passaram a serem formados para a construção desse projeto - inicialmente os gestores deveriam repassar essa formação para sua equipe para uma construção conjunta do projeto. Nessa formação, incluíram-se estudos das várias linhas pedagógicas para a escolha da teoria que deveria subsidiar o Projeto Político Pedagógico. Na maioria das escolas, a opção foi pela teoria histórico-cultural, seja por influência da gestão, ou de alguns professores simpatizantes da teoria, pois, dos sessenta e um projetos político-pedagógico elaborados, apenas dois sustentaram a teoria em Piaget e um em Freinet.
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FORMAÇÃO DE PROFESSORES: IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

FORMAÇÃO DE PROFESSORES: IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

O exercício que fizemos em torno da teoria histórico-cultural parece demonstrar a importância da apropriação dessa teoria para pensar a prática educativa. De acordo com os pressupostos da teoria, o desenvolvimento humano é marcado pela produção histórico-cultural e a constituição do ser humano é o resultado da experiência humana produzida ao longo dos tempos. Leontiev (1978, p. 273) ressalta que “o movimento da história só é, portanto, possível com a transmissão, às novas gerações, das aquisições da cultura humana, isto é, com educação.” Desse ponto vista, não parece haver argumentos que justifiquem a pobreza cultural da escola pública brasileira.
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A valorização do brinquedo na teoria histórico-cultural: aproximações com a educação física.

A valorização do brinquedo na teoria histórico-cultural: aproximações com a educação física.

Para Vigotski (2007), o imaginário infantil é colocado nas representações que as crianças fazem do mundo em que estão inseridas. Elas se imaginam sendo mães, pais, professores, ou seja, elas brincam como personagens do seu meio social (Arce & Duarte, 2006). A criança imagina- se a si mesma como mãe e a boneca como criança, assim as crianças pequenas podem fazer coincidir a situação de brinquedo e a realidade. Segundo Elkonin (1998, p. 31), nesse tipo de brincadeira “inlui, sobretudo, a esfera da atividade humana, do trabalho e das relações entre as pessoas e, por conseguinte, o conteúdo fundamental do papel assumido pela criança é precisamente a reconstituição desse aspecto da realidade.” Desta maneira, a criança opera com signiicado alienado numa situação real e o mundo imaginário infantil é o lugar onde as crianças fantasiam suas realidades e tornam possíveis os seus desejos e sonhos.
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Tendências das pesquisas sobre inclusão na Educação Superior: contribuições da teoria histórico-cultural

Tendências das pesquisas sobre inclusão na Educação Superior: contribuições da teoria histórico-cultural

A inclusão na Educação Superior é um dos frutos da luta de pessoas marginalmente excluídas do processo educacional, especialmente considerando-se esse nível de ensino. Esse movimento resulta de anos de luta contra a discriminação do rótulo de incapacidade ante a sociedade segregadora e excludente. Este artigo se propõe a apresentar as contribuições das produções acadêmicas sobre a concepção de inclusão na Educação Superior. A metodologia de pesquisa é uma revisão sistemática da literatura, alicerçada na pesquisa bibliográfica integrativa. Os loci pesquisados foram os portais do Banco de Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). Aplicamos o seguinte comando de busca: “teoria histórico-cultural” AND “educação superior” AND “inclusão” OR “deficiência”. O recorte temporal foram os anos 2007 – 2017. Os resultados, analisados com base na perspectiva histórico-cultural, indicam que a inclusão na Educação Superior é um desafio por ser um fenômeno recente no campo educacional e exige pesquisas e mudanças no âmbito da infraestrutura, do currículo, do sistema informativo e na formação do corpo docente e dos profissionais que atuam com os estudantes com deficiência. PALAVRAS-CHAVE: Estudante com deficiência; Inclusão educacional; Educação
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Desenvolvimento da linguagem infantil à luz da Teoria Histórico-Cultural: contribuições de práticas literárias na primeira infância

Desenvolvimento da linguagem infantil à luz da Teoria Histórico-Cultural: contribuições de práticas literárias na primeira infância

Para essa autora, as instituições educacionais optam por uma literatura de entretenimento, que tem uma função de coadjuvante pedagógico; recusam o trabalho com temas que consideram delicados, polêmicos, perigosos, ousados, ao promoverem uma verdadeira assepsia temática e, por fim, proíbem a discussão dos enigmas da existência humana e da complexidade das relações sociais. Na avaliação de Paiva (2008), ao agirem assim, as instituições educacionais simplificam os conflitos infantis e subestimam a capacidade da criança de lidar com a realidade. Além disso, contribuem para aumentar a distância entre a educação formal e a literatura como processo estético que tem como característica fundamental a perplexidade do ser humano frente à vida. Entretanto, a pesquisadora, apostando na potencialidade dos textos cujas temáticas integram o terceiro agrupamento, menciona que, nesse agrupamento, encontrou narrativas com características literárias. Textos que se valiam de estratégias metafóricas, que ofereciam às crianças recursos psicológicos que as ajudavam a justificar acontecimentos os quais ainda não podiam compreender totalmente, as conduzia ao mundo complexo das relações familiares e, dessa forma, contribuíam para fortalecer e constituir suas identidades como seres humanos (BAPTISTA, 2010, p. 09).
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Educação Inclusiva ou Educação para todos? Contribuições da teoria histórico-cultural...

Educação Inclusiva ou Educação para todos? Contribuições da teoria histórico-cultural...

importante recolocar que a Constituição Federal Brasileira de 1988 (BRASIL, 1988, art. 208, p. 96) já declarava que “o atendimento educacional aos portadores de deficiência será preferencialmente na rede regular de ensino” quando, neste momento da história de Santo André, a rede municipal de ensino ainda não oferecia atendimento aos alunos com deficiência. Em atendimento ao preconizado na Constituição Federal, no ano de 1989, junto ao ensino regular, se dá a criação do Serviço Especial quando a equipe é formada a partir de concurso público contando com a contratação de seis pedagogos com habilitação nas diferentes áreas de deficiência e dois psicólogos. Esses profissionais iniciam o processo de atendimento aos alunos com deficiência que são matriculados nas EMEIs (Escola Municipal de Educação Infantil). Esse serviço da Educação Especial oferecido à população andreense já indicava o início de investimentos de políticas públicas locais para a construção de uma educação inclusiva quando se tinha como diretriz o respeito à diferença, entendendo-se que não se podia desconsiderar a segregação da pessoa com deficiência enquanto resultado de determinações históricas e culturais, cujo rompimento com os paradigmas de exclusão só se daria com as transformações das relações sociais.
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Educação e desenvolvimento da personalidade da criança: contribuições da teoria histórico-cultural

Educação e desenvolvimento da personalidade da criança: contribuições da teoria histórico-cultural

O processo educativo intencional e sistematizado, baseado no conhecimento das regularidades do desenvolvimento psíquico da criança, contribui para a formação da personalidade infantil. Esta tese tem por objeto a formação da personalidade da criança, de acordo com os postulados da Teoria Histórico-Cultural ou Escola de Vigotski. Neste trabalho, busca-se compreender as regularidades do desenvolvimento da personalidade infantil, com o objetivo de contribuir para que a prática educativa esteja permeada pela consciência, por parte dos professores, de que sua atuação intencional e sistematizada pode influenciar positivamente tanto a formação das capacidades psíquicas como, e em conseqüência, a formação da personalidade. Nesse sentido, a teoria apresenta alguns pressupostos fundamentais para a compreensão da inter-relação entre educação e desenvolvimento humano ⎯ estando aí incluídas a consciência, a inteligência e a personalidade da criança: 1) o desenvolvimento é fruto da atividade do sujeito, que envolve, simultaneamente, sua emoção e cognição, dando forma a motivos que podem ou não estar conscientes; 2) a formação de motivos é resultado da criação de necessidades humanas cada vez mais complexas, historicamente condicionadas, para o que o trabalho educativo tem importância fundamental; 3) a formação da personalidade está diretamente relacionada à situação social de desenvolvimento da criança (que envolve, necessariamente, o conceito de infância daqueles que a educam e a oportunização de tempos e espaços para sua atuação como sujeito) e às suas vivências cognitivo-emocionais, que se apresentam como a fonte de significados e sentidos atribuídos, por ela, às objetivações humanas, às relações entre as pessoas e, sobretudo, a si própria. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que tem como proposta a sistematização das contribuições de Vigotski e de seus colaboradores para a compreensão da personalidade, tendo em vista a essencialidade — expressa por esta teoria de base marxista — das relações sociais para a sua formação. Busca compreender quais são os elementos da prática educativa — como momento privilegiado de relações sociais nas quais a criança se insere — capazes de contribuir para o seu desenvolvimento amplo, considerando-a em sua historicidade e concreticidade.
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CADERNO DE ATIVIDADES DA CRIANÇA

CADERNO DE ATIVIDADES DA CRIANÇA

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (MEC/SEB, 2010), nos seus artigos 3º e 4º, postulam que “o currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade ”; e “as propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura ” (pág. 12 e 13). Dessa maneira, as unidades de Educação Infantil devem planejar suas ações de maneira a organizar experiências que permitam que as crianças tenham vivências adequadas para elas e que também promovam interações em diversos níveis: com pessoas, conhecimentos e diferentes materiais.
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O jogo como a atividade principal para a aprendizagem e  o desenvolvimento infantil pela perspectiva da teoria  histórico-cultural

O jogo como a atividade principal para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil pela perspectiva da teoria histórico-cultural

Resumo: O presente artigo é fruto de uma dissertação de mestrado do programa de Pós- Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia e relata parte da pesquisa realizada. Tem como objetivo discutir a importância dos jogos protagonizados e dos jogos com regras, como a atividade principal para a aprendizagem e desenvolvimento infantil pela perspectiva da teoria histórico-cultural. Fundamenta-se nos estudos de Vygotsky, Leontiev e Elkonin. Inicialmente, retrata diversos conceitos e definições acerca do significado do jogo. Em seguida, utiliza os fundamentos teóricos da abordagem escolhida para identificar a função do jogo no desenvolvimento infantil e na aprendizagem. Considera o jogo como um recurso para criar a Zona de Desenvolvimento Proximal na qual a criança se projeta em situações que não seriam possíveis naturalmente em seu cotidiano. Esclarece que o jogo possui três características fundamentais: imaginação, imitação e regras. Ressalta os jogos como a atividade principal para o desenvolvimento infantil, como potencializador da abstração e da simbolização, necessários para aprendizagem de conceitos teóricos. Assim sendo, o jogo exerce a principal influência nas atividades psíquicas da criança, promovendo a apropriação da cultura e o desenvolvimento das funções psicológicas. Além disso, conclui que, por meio do jogo, é possível criar situações de regulação do comportamento observada no meio social. A metodologia utilizada neste trabalho é a pesquisa teórica e qualitativa, a partir de bibliografias que incluem resultados de pesquisas da área referente à temática em questão. Nesse contexto, esse trabalho tem o intuito de esclarecer e de contribuir com a formação de professores que buscam uma reformulação do ensino e uma compreensão da importância do uso dos jogos ao cotidiano da sala de aula da educação infantil.
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Terapia ocupacional educacional: revendo o desenvolvimento infantil por meio da teoria histórico-cultural

Terapia ocupacional educacional: revendo o desenvolvimento infantil por meio da teoria histórico-cultural

Complementando, Didonet (2001) relata que a origem da creche em nossa sociedade está vinculada ao trabalho extradomiciliar das mulheres pobres. No entanto, a mulher na contemporaneidade, assume duplo papel: enquanto produtora cria bens de troca e enquanto reprodutora gera, cria e cuida dos trabalhadores e seus filhos, já que a sociedade ainda não está devidamente organizada e equipada para cuidar e educar satisfatoriamente das crianças pequenas e dar alívio à sobrecarga oriunda da jornada dupla; este é um dos exemplos da negligência com o direito educacional da criança que se reflete também, no número de crianças que estão alijadas de frequentar uma creche por falta de vagas; neste sentido, as palavras de Asmann 11 (1998, p.22), apud SILVA, R. M. A. (2012, p.193), provavelmente usadas em outro contexto, podem ser aqui aplicadas, pois no “[...] mundo de hoje, a privação da educação é uma causa mortis inegável”.
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Estudos sobre a teoria histórico-cultural e suas implicações educacionais.

Estudos sobre a teoria histórico-cultural e suas implicações educacionais.

Do ponto de vista buberiano, a educação não se reduz a um conjunto de princípios ou normas gerais previamen- te determinadas. O lugar da educação é na relação como uma palavra-ato que instaura uma realidade relacional pautada no diálogo. Isso significa ultrapassar sociocul- turalmente os limites da sala de aula e do mero treina- mento de habilidades técnicas. Mas se, de um lado, para Buber, educar não é se deixar reduzir à transmissão de conhecimentos rotineiros e rotinizados, por outro, tam- pouco considera verdadeiro que o objetivo da educação seja a pretensa liberação de forças criativas no educando. Para ele, pensar assim implica pretender fixar previamen- te num pacote pedagógico o que supostamente deve ser desenvolvido: um pressuposto inibidor do processo de renovação criativa. A renovação não é fixável em progra- mações preditivas. Cada educando carrega em si, desde o nascimento, o poder do novo. São os fatores situacionais e relacionais que podem favorecer ou inibir tal efetivação. O educador participa da formação do caráter do educando como um elemento singular no fluxo das relações entre este e o mundo. A possibilidade de acesso à educação do caráter do educando é franqueada pela relação dialogal de confiança que pode vir a se estabelecer como um pacto consensual entre duas pessoas. A confiança dialogal surge com o reconhecimento da integridade do educador e de seu compromisso com a verdade (ver MURPHY, 1988; BARTHOLO; TUNES; TACCA, 2010).
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Contribuições da teoria histórico-cultural para uma educação infantil como lugar das crianças e infâncias.

Contribuições da teoria histórico-cultural para uma educação infantil como lugar das crianças e infâncias.

Em nossos estudos, reconhecemos que nas últimas dé- cadas a educação infantil tem sido efetivamente integra- da ao sistema de ensino, passando a fazer parte de ações e verbas públicas de diversas políticas educacionais, como, por exemplo, na esfera federal, o Programa Nacional de Biblioteca da Escola, com acervo de literatura infantil es- pecífico para as crianças pequenas, o Programa Nacional de Alimentação Escolar, o Programa Nacional de Rees- truturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) e programas de apoio às universidades para desenvolvimento de cursos de gradu- ação e pós-graduação destinados a docentes da educação infantil. Essas ações se constituem num avanço para a institucionalização da educação infantil com caráter edu- cacional, entretanto, observamos que tal integração ao sistema de ensino tem acentuado discursos e propostas de conformação dessa etapa educacional ao modelo e fina- lidade da educação escolar de ensino fundamental, como a organização curricular por disciplinas escolares e siste- mas de avalição para as crianças. Nessa mesma direção, vemos o retorno a concepções de “pré-escola” preparató- ria para a escolaridade de ensino fundamental, com a an- tecipação de conteúdos das disciplinas e uma forte ênfase na alfabetização das crianças em idade pré-escolar.
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Práticas pedagógicas na educação infantil: contribuições da teoria histórico-cultural.

Práticas pedagógicas na educação infantil: contribuições da teoria histórico-cultural.

do ensino e atuação direta do professor. Sobre essa questão, podemos mencionar Vasili Davidov que, amparado nos escritos de Vigotski, investiga a elaboração de conceito científico nos escolares e afirma que a educação deve considerar o progresso técnico e as exigências sociais que se apresentam em uma dada época. Este autor destaca a necessidade de se considerar a unidade psicológico- didática para a compreensão do mecanismo de aprendizagem e desenvolvimento intelectual. Na obra La enseñanza escolar y e desarrollo psíquico, versa sobre uma das temáticas fundamentais à teoria histórico-cultural, ressaltando o método de ensino, a categoria mediação e a importância da atuação do professor no processo educativo. Salienta, ainda, a organização e a implicação dessa organização do ensino para a aprendizagem e desenvolvimento da criança. A exemplo de outros estudos nessa vertente, reafirma a essencialidade da organização do ensino e sua relação direta com o desenvolvimento psíquico (DAVÝDOV, 1978; DAVIDOV, 1988).
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Uma Abordagem Histórico-Cultural Dos Conceitos Numéricos Cotidianos De Crianças Da Educação Infantil

Uma Abordagem Histórico-Cultural Dos Conceitos Numéricos Cotidianos De Crianças Da Educação Infantil

Esta pesquisa trata de como as crianças de Educação Infantil pensam o conceito de número a partir de suas experiências cotidianas. O objetivo principal foi analisar, à luz da teoria histórico-cultural, o processo de formação do conceito de número, tendo, como questão fundamental as situações cotidianas com as significações do conceito científico de número. Foi realizada com crianças de 4 e 5 anos de uma Escola Municipal. A metodologia utilizada teve uma abordagem qualitativa com uma análise interpretativa do conhecimento que se evidenciava nos episódios. Busca, no cotidiano extra e intra-escolar das crianças, as suas experiências e necessidades subjacentes às quais estão idéias e noções que se aproximam das significações do conceito de número. A principal evidência é que, ao se trazer a “vida cotidiana” das crianças para o interior a sala de aula, elas têm um envolvimento nas atividades com naturalidade até o momento que as ações formalizadas são simples. À medida que vão se complexando ou se estende por um período de tempo maior, as crianças se distraem e buscam ações – jogos - diferentes que muitas vezes não são constituídas de lógica e significações relacionadas ao conceito em elaboração.
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