Top PDF Da política à literatura: o percurso de Ignazio Silone.

Da política à literatura: o percurso de Ignazio Silone.

Da política à literatura: o percurso de Ignazio Silone.

Nesta entrevista, Silone aponta para o engano cometido pela crítica, provavelmente por uma primeira e parcial leitura: aquele de ter interpretado a sua escrita como uma simples propaganda ou uma forma de panfleto sem considerar o valor literário intrínseco. Dando continuidade, ele coloca ao lado da fruição uma outra “fun- ção” da literatura: a de nutrir a alma do leitor. E é nesta perspec- tiva que a sua produção também pode ser concebida, pois a obra siloniana pode ser vista como um meio para o diálogo e para a re- flexão. É importante, aqui, recuperar uma outra correspondência, endereçada a Rainer Biemel, datada de 2 de setembro de 1937, na qual o escritor italiano afirma que a propaganda não é a sua preo- cupação e que no trabalho de escritura, ao re-criar um mundo ou um cenário na ficção, ele imprime a estes uma visão, que por sua vez, ressemantiza aquilo que é vivenciado no plano do cotidiano. Assim, certos elementos que, à primeira vista, são ilegíveis no co- tidiano, dada a correria, as tensões e os véus existentes – que enco- brem e distorcem a visão –, podem se tornar mais claros e mais le- gíveis por meio do discurso ficcional. É por isso que para Silone o artista é também, mesmo sem querer, um educador.
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Mística e Literatura no percurso contemplativo de Thomas Merton

Mística e Literatura no percurso contemplativo de Thomas Merton

Uma delas é o ponto já mencionado no tópico anterior, que é a forte convicção de que ocorre uma profanação da linguagem na sociedade contemporânea, sobretudo na mídia, na política e na ciência. Numa sociedade massificada a linguagem é manipuladora e alienante. Em seu viés pragmático e instrumen- tal, quase sempre é falsa e se expressa por um falatório vazio e estafante. O mundo contemporâneo tenta se sustentar em cima de uma palavra adoecida. Que a palavra, em seu emprego usual pela mídia, pela política e pela ciência carrega uma falência dos sentidos, já seria um aspecto inquietante; mas Mer- ton vai além, percebendo e denunciado que a própria palavra religiosa vinha padecendo deste esgotamento, perdendo-se em abstracionismos e formalis- mos inúteis, ou acovardando-se na cumplicidade com o sistema. Contra este espírito do tempo conformista, denuncia em um tom algo melancólico: “pois o que sobrevive, em nossos dias, é a religião como uma formalidade abstrata, 35 MERTON, Thomas. Novas sementes de contemplação, Rio de Janeiro: Fissus. 2001a, p. 9.
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O percurso da Literatura Brasileira ou Literatura Brasileira: percurso e identidades

O percurso da Literatura Brasileira ou Literatura Brasileira: percurso e identidades

Neste século XXI, a Letras está passando por uma profunda reengenharia estrutural. A extinção de seus Departamentos Acadêmicos e a flexibilização curricular propiciam um grande trânsito do corpo docente entre as matérias. Ao contrário do que acontece nas áreas científicas – em que a especialização é sempre crescente e valorizada – entre nós já não existem professores dedicados obrigatoriamente a tal ou qual área do saber. Todos participam de uma espécie de política de inclusão cultural, sendo-lhes permitido oferecer as disciplinas que julgarem habilitados a lecionar, deixando a cargo da autocrítica do próprio docente decidir sobre essa habilitação. Se, em anos passados, somente na Pós-Graduação o docente podia oferecer disciplinas de qualquer área, por falta de docentes titulados nos termos da CAPES, para se poder tocar o Curso, hoje, quando praticamente todos os docentes da Escola são doutores, a medida alcança a Graduação. O mesmo vale para os estudantes: eles compõem o seu próprio currículo, com um mínimo de disciplinas obrigatórias e sem escalação de prioridades de conhecimento. Comentam que o critério dominante da escolha tem sido a existência ou não de vagas nas disciplinas que os mesmos elencam, escolhidas em função de suas disponibilidades de horário, na época da matrícula. Se esse sistema em vigor é ou não o melhor, só o futuro dirá.
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LITERATURA E REPARAÇÃO: UM PERCURSO.

LITERATURA E REPARAÇÃO: UM PERCURSO.

No caso de Papá Iván, voltamos ao passado para tentar compreender as figuras centrais da militância política dos anos de 1970: a guerra, o combate, a violência, a derrota, a morte. Temos depoimentos de diferentes personagens – amigos militantes, a mãe da autora, alunas, familiares; ima- gens de arquivo, imagens de lugares significativos do passa- do, imagens da busca no presente, principalmente a paisa- gem vista a partir da janela do carro ou do trem, que levam a narradora-autora nessa viagem de volta, do presente para o passado, do México, onde foi criada, para a Argentina; viagem esta contada por uma voz em off, com sotaque mexi- cano, com muita ternura e muito sofrimento, que “desmon- ta as categorias da ficção e do documentário ao contaminá- -las e convocá-las numa zona limite”, que às vezes precisa se interromper pelo choro que ameaça chegar e que termina dizendo: “Siempre me va a quedar la pregunta”.
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SECONDINO TRANQUILLI OU IGNAZIO SILONE: DA MILITÂNCIA POLÍTICA À ATIVIDADE LITERÁRIA

SECONDINO TRANQUILLI OU IGNAZIO SILONE: DA MILITÂNCIA POLÍTICA À ATIVIDADE LITERÁRIA

Revista Literatura em Debate V.3, n.4, p. 141-151,2009 143 É no período do exílio, também marcado pelo cárcere, que Secondino Tranquilli começa a usar o pseudônimo Ignazio Silone – é preciso dizer que ele não gostava do nome Secondino. Já nas viagens à Rússia, ele passa a usar só o sobrenome Tranquilli, deixando de lado o primeiro nome. Contudo, a escolha do nome Silone verifica-se em 1923, na prisão de Barcelona, onde escreve e assina com esse nome vários artigos publicados no periódico La Batalla, dirigido pelo revolucionário catalão Julio Maurin. É o próprio escritor a testemunhar o motivo da escolha do nome, no conto Il pane di casa. E as motivações são duas: a primeira está relacionada ao líder da resistência dos Marsi, Poppedio Silo 6 , considerado um símbolo de autonomia. Já o nome Ignazio dá-se em homenagem a Inácio de Loyola. Está formado, então, o nome pelo qual Secondino irá ser conhecido em todo o mundo e estará na capa de seus livros. Em 24 de janeiro de 1947, o tribunal da cidade de L’Aquila, capital do estado do Abruzzo, com um decreto, mudou na certidão de nascimento o nome de Secondino Tranquilli para Ignazio Silone.
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LITERATURA INFANTIL: UM PERCURSO NO CONTEXTO FRANCÊS

LITERATURA INFANTIL: UM PERCURSO NO CONTEXTO FRANCÊS

Prince (2010, p.13) explica que tais nomeações ocorrem considerando as fases pelas quais os leitores passam. Com efeito, a literatura para criança está se modificando, como dissemos antes, à medida que a variedade de leitores se realiza. O leitor é, então, simbolizado na literatura de acordo com a idade para a qual o livro é destinado. Apesar dessas considerações, optamos por usar, neste trabalho, ora a expressão literatura infantil ora literatura para criança, englobando nestas o leitor criança, compreendida no seu sentido amplo, já que acreditamos na necessidade de manter um princípio de unidade para se estabelecer a coerência de um gênero.
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João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

Entretanto, apesar das orientações minimalistas do governo Cardoso, o status do tema “reforma agrária” na agenda política nacional mudaria pela confluência de um conjunto de pressões e acontecimentos desencadeados no biênio 1996-1997, em especial: a) a enorme repercussão internacional que teve o assassinato de 28 trabalhadores rurais pela polícia militar nos casos de Corumbiara/RO em agosto de 1995 e de Eldorado dos Carajás/PA em abril de 1996, os quais geraram uma onda de protestos contra a violência e a impunidade e em favor da luta social por reforma agrária no Brasil; b) o aumento em praticamente todo o país das ocupações de terra organizadas pelo Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e, em alguns estados (Pará, Goiás, Minas Gerais e parte da região canavieira nordestina), por determinados sindicatos e federações ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), recém vinculada à Central Única dos Trabalhadores (CUT); c) a tensão social crescente no Pontal do Paranapanema ⎯ região caracterizada por uma prática histórica de grilagem de terras situada num dos principais estados de agricultura capitalista consolidada ⎯, em virtude do aumento das ocupações de terra e da violência paramilitar praticada por latifundiários; d) a “Marcha Nacional por Reforma Agrária, Emprego e Justiça” organizada pelo MST, que chegou em Brasília em abril de 1997 e, mesmo sofrendo o misto de descaso e desqualificação por parte dos grandes meios de comunicação e do governo federal, acabou galvanizando a insatisfação popular contra as políticas liberais, transformando-se na primeira manifestação popular massiva contra o governo Cardoso; e) a realização de uma série de protestos no exterior organizados por entidades de apoio ao MST ⎯ principalmente durante as viagens oficiais do Presidente da República ⎯ em favor da reforma agrária e contra a violência e a repressão praticadas contra trabalhadores rurais e dirigentes do MST no Brasil.
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PROJETO PROFESSOR DA FAMÍLIA: O ESTUDO DE SUA IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA DE SERRANOPOLIS DE MINAS (MG)

PROJETO PROFESSOR DA FAMÍLIA: O ESTUDO DE SUA IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA DE SERRANOPOLIS DE MINAS (MG)

Cabe destacar que a seleção dos municípios para participação no Programa Travessia, a cada ano, é realizada pelo Comitê de Gestão do Programa Travessia. Esse comitê é composto pelos representantes de diferentes secretarias: Secretaria de Estado de Governo (SEGOV); Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais (SECCRI); Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG); Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS); Secretaria de Estado de Saúde - SES; Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (SETE); Secretaria de Estado de Educação (SEE); Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ); Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (SEDRU); Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP); Secretaria de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (SEDVAN); Gabinete do Secretário de Estado Extraordinário de Regularização Fundiária; Assessoria de Articulação, Parceria e Participação Social; Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA-MG); e Copasa Serviços de Saneamento Integrado do Norte e Nordeste de Minas Gerais S/A (COPANOR). O Comitê de Gestão faz o acompanhamento do programa mensalmente e decide quais municípios serão contemplados a cada ano.
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O PNBE DO PROFESSOR: UMA POSSIBILIDADE DE FORMAÇÃO ESTUDO DE CASO DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE GOVERNADOR VALADARES – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PNBE DO PROFESSOR: UMA POSSIBILIDADE DE FORMAÇÃO ESTUDO DE CASO DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE GOVERNADOR VALADARES – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A primeira iniciativa de uma política de leitura no Brasil ocorreu em 1930, na criação do Ministério dos Negócios da Educação e da Saúde Pública, pelo então Ministro Gustavo Capanema, com a criação do Instituto Nacional do Livro (INL). O Instituto tinha como atribuições “efetivar políticas de bibliotecas públicas, mecanismos institucionais que facultavam o compartilhamento, a difusão e o uso da informação disponível para as comunid ades” (ROSA, 2010, p.168). Durante 15 anos o INL contribuiu para a expansão das bibliotecas públicas, principalmente nos estados brasileiros mais pobres, porém os dicionários e a enciclopédia brasileira não foram concluídos e disponibilizados às escolas pelo programa.
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O PLANEJAMENTO DOCENTE EM DUAS ESCOLAS DA COORDENADORIA REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO 17 – ICÓ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PLANEJAMENTO DOCENTE EM DUAS ESCOLAS DA COORDENADORIA REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO 17 – ICÓ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O diagnóstico dos alunos é ferramenta necessária a ser disponibilizada aos professores no início do ano letivo, a fim de nortear seu planejamento. Embora o estado do Ceará [r]

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O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL PRINCESA ISABEL – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL PRINCESA ISABEL – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

É importante esclarecer que, com a divulgação dos resultados do desempenho educacional do estado do Rio de Janeiro em 2010, referente ao ano de 2009, no IDEB, no qual a avalia[r]

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA JONAS CORDEIRO DA SILVA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA JONAS CORDEIRO DA SILVA

O município de Anori, onde se encontra a escola objeto deste estudo, está localizado à margem direita do rio Solimões na região denominada Médio Solimões. A sede do município está localizada dentro do lago de Anori; em razão disso, da margem do rio Solimões não é possível visualizar a cidade. O principal acesso ao município é por meio fluvial, não dispondo de acesso rodoviário. Embora tenha pista de pouso em condições de receber aeronaves de pequeno e médio porte, a cidade não está na rota de voos comerciais. O aeroporto é utilizado para receber pequenas aeronaves para transporte de pessoas com problemas de saúde ou alguma comitiva de autoridades, principalmente nos períodos eleitorais. A pista de pouso é herança da construção do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, tendo em vista que cidade tornou-se uma base de apoio durante a construção, fazendo parte do circuito de seis municípios beneficiados pelas obras do gasoduto. Na figura 2 temos o mapa do Estado do Amazonas considerando sua divisão política, ou seja, os 62 municípios que compõem o estado da federação.
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O PROGRAMA DE BIBLIOTECAS DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BELO HORIZONTE: CAMINHOS PARA UMA POLÍTICA DE FORMAÇÃO DE LEITORES

O PROGRAMA DE BIBLIOTECAS DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BELO HORIZONTE: CAMINHOS PARA UMA POLÍTICA DE FORMAÇÃO DE LEITORES

No período de 1983 a 1999, as ações do PNBE se voltaram para o atendimento às bibliotecas escolares baseadas no número de matrículas dos estudantes em cada escola distribuindo, em 2000, obras que visavam à formação dos docentes de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental. Entre 2001 a 2003, por meio de um novo formato para o atendimento às escolas, intitulado “Programa Nacional Biblioteca da Escola - Literatura em Minha Casa e Palavra da Gente”, o MEC distribuiu livros literários sob critérios específicos, atendendo a alunos do ensino fundamental e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do último segmento de EJA. As bibliotecas das escolas que ofereciam esses segmentos também foram contempladas com as obras distribuídas aos estudantes. Por outro lado, o novo critério de distribuição acarretou uma perda em relação aos acervos das bibliotecas, que ficaram sem receber exemplares diversificados (periódicos, mapas) nesse período. Esse quadro foi contornado a partir de 2005, quando o MEC voltou a distribuir para todas as escolas acervos de diferentes gêneros.
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JOSIANE CRISTINA DA COSTA SILVA UM ESTUDO SOBRE A POLÍTICA E O MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DE

JOSIANE CRISTINA DA COSTA SILVA UM ESTUDO SOBRE A POLÍTICA E O MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DE

Esta dissertação analisa a política e o material de divulgação dos resultados da Prova Brasil, com o objetivo de propor um aprimoramento nas estratégias e no material elaborado para a disseminação desses resultados. A justificativa é que os mecanismos e o material de disseminação de dados da Prova Brasil ainda não são suficientemente compreendidos e utilizados pelos profissionais da educação. Como metodologia de pesquisa, adotaram-se análise documental, pesquisa bibliográfica, entrevistas de roteiro semiestruturado e questionários. A investigação empreendida evidencia, no primeiro momento, o contexto de surgimento das avaliações em larga escala no Brasil, cujo marco inaugural foi a implantação do Saeb. Na sequência, descreve o funcionamento deste sistema, englobando sua criação e sua reformulação, que resultou na incorporação da Prova Brasil. Expõe elementos como as matrizes de referência, as disciplinas avaliadas, as fases da política e as áreas responsáveis por sua execução. O foco é, sobretudo, a análise do processo e do material utilizado para a disseminação dos dados, trazendo à tona informações sobre esse modelo. Esta análise foi validada mediante um questionário respondido por gestores da área de avaliação educacional de alguns estados brasileiros. Os achados da pesquisa demonstraram que, embora a apreciação do material e do modelo de divulgação pelos gestores tenha sido positiva na maioria dos aspectos, algumas mudanças foram sugeridas e podem ser empreendidas com o intuito de uma eficiência maior no entendimento e no uso dos dados. Ao final, são propostas algumas alterações tanto nas estratégias de disseminação dos resultados da Prova Brasil (modificações no livreto e nos cartazes, instituição de um “Dia D”) quanto no material (criação de um vídeo explicativo e de uma revista) as quais poderão contribuir para facilitar a compreensão e a apropriação destes por parte de profissionais da área educacional.
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PROPOSTA PARA O MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

PROPOSTA PARA O MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Além das propostas de aplicar o questionário aos beneficiários da política e de manter a realização anual da Jornada de Apoio Estudantil, através da pesquisa realizada, identificou-se a necessidade de mapear o perfil dos graduandos da UFJF, com vistas a conhecer a real demanda do programa, ou seja, determinar quantos alunos se enquadram no critério de renda para inclusão na política. Desse modo, Assis (2013), em sua dissertação int itulada “Desafios e Possibilidades da Política de Assistência Estudantil da UFJF”, propôs a criação de um perfil socioeconômico e cultural dos alunos da UFJF e, segundo a autora, para a elaboração deste perfil poderiam ser utilizados dados similares aos coletados pelo FONAPRACE, quando da realização do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes das IFES. Assis (2013, p.93) alega que “a maior parte desses dados já se encontra disponível na PROAE, pois já foram solicitados aos alunos em diferentes momentos, como no ingresso na instituição [...]. Seria importante organizá-los em um perfil próprio da instituição.”
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O Capitólio e o Vaticano: formas contemporâneas da regressividade — Outubro Revista

O Capitólio e o Vaticano: formas contemporâneas da regressividade — Outubro Revista

A história parece ser reaberta pelos movimentos sociais de massa pautados na centralidade do trabalho mesmo porque são formados, sobretudo, de trabalhadores desempregados que pode[r]

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GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS DE TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA EM UM ESTUDO DE CASO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS DE TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA EM UM ESTUDO DE CASO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Não obstante a reconhecida necessidade desses serviços, tem-se observado graves falhas na gestão dos contratos de fornecimento de mão de obra terceirizada, bem com[r]

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PRISCILA SOARES LIMA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PRISCILA SOARES LIMA

Uma das formas de implementar a Educação Integral é a partir da ampliação a jornada escolar, normatizada pela LDB. Além disso, a Educação Integral é uma das metas do Plano Nacional da Educação (PNE) vigente. Assim, tendo em vista a recomendação desses documentos normativos nacionais, o Estado do Amazonas iniciou sua experiência na educação (em tempo integral) desde 2002, embora ainda sem orientações normativas instituídas para o desenvolvimento das atividades das escolas. Essas propostas pedagógicas e curriculares para as escolas de educação (em tempo) Integral do estado foram construídas após cinco anos (AMAZONAS, 2008a; 2011a), com objetivo de prover aos discentes uma formação plena pautada em aprendizagens significativas. Para tanto, tem sido criada e ampliada uma rede de escolas estaduais de tempo integral, com estrutura física, além de uma proposta de ampliação da jornada escolar condizente com a política nacional. Dessa forma, é importante analisar a política de educação integral em voga no estado, principalmente, por ela permitir a reflexão sobre este contexto educacional amazonense.
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EXPANSÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA DE ENSINO SUPERIOR FEDERAL: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

EXPANSÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA DE ENSINO SUPERIOR FEDERAL: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

intitulado “O Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas” (BRASIL, 2007d), o PDE tem a intenção de “ser mais do que a tradução.. instrum ental do PN[r]

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O PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: UMA ANÁLISE DE SUA IMPLEMENTAÇÃO NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DE MANAUS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: UMA ANÁLISE DE SUA IMPLEMENTAÇÃO NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DE MANAUS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Nesse sentido, a presente dissertação busca contribuir para o aperfeiçoamento das práticas dos gestores escolares quanto ao cumprimento das normativas legais do PNAE e para a diminuição de possíveis lacunas em sua execução. Esta pesquisa baseou-se em um estudo dos elementos relacionados à gestão do PNAE na esfera escolar e das demandas de reflexões e revisões sobre as responsabilidades dos atores envolvidos, frente às interfaces relacionadas ao programa. Nosso foco central é a escola, enquanto instituição pública, onde essa política pública acontece. Ademais, pretendeu-se, ainda, identificar pontos que pudessem ser melhorados através da proposição de ações coadjuvantes à sua qualidade, beneficiando de forma direta seu público-alvo, a comunidade estudantil.
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