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Desafios contemporâneos para a formação de jovens e adultos.

Desafios contemporâneos para a formação de jovens e adultos.

As últimas quatro décadas têm sido progressivamente marcadas por uma atenção e investimento na formação, nomeadamente de jovens e adultos, particularmente a partir da década de noventa do século passado, com o acentuado e persistente discurso da importância da formação-aprendiza- gem ao longo da vida. Partindo desta constatação, discutiremos neste artigo alguns dos pressupostos subjacentes aos discursos da formação e da apren- dizagem ao longo da vida. Procuramos evidenciar fragilidades e controvérsias que têm estado presentes, tanto nos discursos como nas práticas, e identifi- car alguns desafios que se colocam ao campo da formação, reconhecendo, tal como Pineau (2004), que os tempos formadores são demasiadamente im- portantes para serem apenas os das formações instituídas. Assim, procura- remos desocultar e reabilitar o ponto de vista do adulto que se forma e pensar sobre a dinâmica de formatividade que não se esgota no âmbito da institucionalização da formação. Incidiremos a nossa análise e reflexão na importância da interação entre percursos de formação e trajetórias de vida, evidenciando a relevância da experiência na aprendizagem dos adultos e na construção de saberes. Esta análise permite-nos, também, salientar a impor- tância e necessidade dos contextos de formação (formais e não formais)
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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA FORMAÇÃO PARA VIDA

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA FORMAÇÃO PARA VIDA

É importante ter claro o desafio do caráter multidimensional da proposta pedagógica, que deve dar conta de cobrir conteúdos e funções da educação básica e da educação profissional, simultaneamente. Além das implicações decorrentes dessa associação, é importante atinar para a característica também plural da Educação de Jovens e Adultos, já que ela lida com diferentes estilos cognitivos e de aprendizagens, situação complexa em si para a organização do processo pedagógico e para a formação de professores que atuam nesse campo (MACHADO, 2006, p. 41).
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A educação de jovens e adultos em áreas de reforma agrária: desafios da formação de educadores do campo.

A educação de jovens e adultos em áreas de reforma agrária: desafios da formação de educadores do campo.

Assim, a presença de diferen- tes organizações sociais, com diferentes demandas, revelando um conjunto de desaios enfrentados pelos/as edu- cando/as na dinâmica social e política de suas vidas, explicitam as tensões e fronteiras da educação formal com a educação não formal próprias da EJA, apresentando desaios de várias ordens para a formação de educadores/as da EJA em áreas de reforma agrária. As- sim, momentos que antecedem a uma ordem de despejo, momentos de divisão dos lotes, de construção das moradias, momentos de colheita são momentos nos quais a dinâmica educativa da sala de aula tem seus ritmos alterados, seja com a paralisação das aulas, seja pela condição de alguns educandos/as que ficam infrequentes. São momentos que exigem dos educadores/as e de todos os envolvidos o exercício do diálogo para deinições e deliberações coletivas sobre estratégias possíveis – quer seja na perspectiva de alteração dos horários, dias e conteúdos das aulas, quer seja na redeinição de práticas, es- paços e tempos alternativos para vivên- cias do processo ensino-aprendizagem. Nesse aspecto, as práticas e reflexões construídas no âmbito da educação popular, também presentes no campo da educação não formal de jovens e adultos, apresentam con- tribuições e questões importantes
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O educador de jovens e adultos e sua formação.

O educador de jovens e adultos e sua formação.

RESUMO: Este artigo versa sobre a formação inicial do Educador de Jovens e Adultos a partir dos resultados de estudo realizado no curso de Pedagogia de uma Universidade Federal. Desde a criação da habi- litação (1986), a pesquisa analisa a pertinência da profissionalização desse educador, o significado da formação inicial em EJA para pro- fessores e egressos da habilitação e a inserção desse educador no campo de trabalho. Revelou-se o quanto é fértil analisar os processos de formação e atuação desses profissionais, por meio da reconstrução de suas trajetórias, e conclui-se que, mesmo com a crescente visibili- dade que tem tido a EJA, tanto na instância das práticas quanto na dos estudos e pesquisas, ainda não existe efetiva demanda para uma for- mação específica. A formação do educador da EJA pode contribuir para o fortalecimento e a (re)configuração desse campo e, conseqüen- temente, para o melhor atendimento a parcelas significativas da popu- lação que foram precocemente excluídas das ações de escolarização. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Formação Inicial; Profissionalização do Educador
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OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE DOCENTES PARA A ATUAÇÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL ARTICULADA À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE DOCENTES PARA A ATUAÇÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL ARTICULADA À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

O objetivo geral da pesquisa é identificar e analisar os desafios da formação continuada de docentes em nível de Especialização para a atuação na educação profissional articulada à educação de jovens e adultos para a integração dessas duas modalidades da educação básica de nível médio. A partir do objetivo geral desdobramos os objetivos específicos: Identificar e analisar quais motivações levam professores com formação inicial em cursos de licenciatura e em cursos de bacharelado a cursarem a formação continuada para o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos - PROEJA; Analisar as especificidades do currículo da formação continuada para o PROEJA e se estas contribuem à integração da educação de jovens e adultos e da educação profissional no contexto da educação básica; Analisar as convergências e divergências entre o currículo da formação continuada para o PROEJA e sua relação com os contextos da Educação de Jovens e Adultos e da educação profissional que permite ou dificulta aliar teoria e prática aos egressos da formação docente e, analisar a relação entre a formação dos professores formadores da Especialização e os contextos escolares da Educação Profissional e da Educação de Jovens e Adultos. Os interlocutores da pesquisa foram professores cursistas egressos da formação, professores formadores, coordenador geral do PROEJA todos vinculados ao Campus Curitiba/UTFPR e da Coordenação Nacional do PROEJA na SETEC/MEC em Brasília. A abordagem metodológica foi predominantemente qualitativa, que atendeu ao estudo de caso, viabilizado pelo uso dos instrumentos de levantamento de dados: entrevista semi-estruturada, questionários preenchidos em formulário virtual 1 e análise documental. A pesquisa se pautou em três
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Avaliação do impacto da formação em jovens e adultos

Avaliação do impacto da formação em jovens e adultos

que se calhar surgem das suas vivências pessoais como chegarem mais atrasados, não serem cumpridores em algumas tarefas. No entanto, de uma forma geral, sabem aquilo que estão a fazer e apreciam a formação, consideram que a formação vai fazer algo para lhes mudar a vida e, isso é fundamental porque eles agarram a oportunidade de um modo completamente diferente dos jovens. Por norma, os alunos já estiveram no mercado de trabalho e sabem o que a vida tem para oferecer. Muito deles não tiveram a oportunidade para estudar e, então, vêm isto como uma oportunidade única e, na verdade, a maior parte, no final, sente-se muito melhor, ou porque já não lia a imenso tempo e passou a ler, ou porque já escreve com menos erros ou porque chegou à conclusão que a sua autoestima sai valorizada e reforçada. Os jovens também sentem isto, no final da formação, mas é um percurso muito mais moroso, muito mais delicado, pelo facto deles percebem isso anos mais tarde. Neste momento, nós estamos a transmitir conhecimentos que, para eles, a maior parte deles considera que não é tão importante porque não precisa para a sua vida. Embora, mais tarde, reconheçam e quando passam por nós consideram que, de facto, nós marcamos a vida deles de alguma forma. Dito isto, acho que existem semelhanças e diferenças, mas considero que, essencialmente, existe mais diferenças. Enquanto formadora estar numa sala com adultos, o trabalho acaba por ser mais rentável, as propostas que levo acabam por ser mais trabalhadas, não tenho que estar constantemente a chamar atenção para não fazerem barulho, para estarem concentrados, para não falarem e, por isso, acaba por ser melhor, nesse sentido. Isto não quer dizer que, não gosto de trabalhar com jovens, pelo contrário, acho que eles têm uma energia única, que nos mantêm jovens, que têm o espírito crítico muito acentuado, o que às vezes nos faz rever, de alguma forma, o nosso trabalho, no sentido de aquela estratégia não estar a ser muito bem utilizada e implicar a utilização de outra, acabando por ser positivo, na minha maneira de ver.
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FORMAÇÃO E CONTEXTOS DE ATUAÇÃO DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA

FORMAÇÃO E CONTEXTOS DE ATUAÇÃO DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA

Este estudo tem como objetivo investigar a formação e o contexto de atuação pedagógica de professores na educação de jo- vens e adultos, e conhecer a realidade deste ensino na perspectiva dos professores tanto em relação ao papel da escola quanto aos desafios e possibilidades dos que atuam nessa modalidade. Como perguntas centrais definimos: Qual o perfil dos docentes que atuam na EJA? Qual o contexto de atuação dos docentes nas escolas que ofertam turmas de EJA? Quais as principais difi- culdades e desafios que os professores enfrentam em relação à escola durante sua atuação nas turmas com jovens e adultos? A pesquisa teve abordagem qualitativa, sendo realizada uma entrevista semiestruturada com três docentes que atuam em uma escola municipal da rede de ensino de Belém/PA, no período noturno, que ofertam a modalidade educativa voltada para atender jovens e adultos. Os resultados indicam que os professores se sentiram desvalorizados e desmotivados a buscar novas metodologias capazes de modificar as propostas pedagógicas tradicionais em virtude da falta de apoio da gestão das escolas e da Secretaria Municipal de Educação, falta de recursos pedagógicos necessários e de uma formação inicial continuada para atender às especificidades deste ensino. Diante desta realidade, é urgente que as escolas e os professores repensem e ressig- nifiquem suas práticas metodológicas e de gestão da escola quanto às singularidades dos educandos, os quais ainda têm sido considerados sujeitos “invisíveis” em relação ao seu direito de acesso a uma educação pública de qualidade em nosso país. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos. Atuação docente. Desafios.
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A educação de jovens e adultos no Brasil e os desafios para a formação dos professores: contributo para reflexão a partir dos documentos oficiais

A educação de jovens e adultos no Brasil e os desafios para a formação dos professores: contributo para reflexão a partir dos documentos oficiais

No intuito de atingir os objetivos propostos desta dissertação foram analisados 11 documentos, compreendendo legislações, pareceres, resoluções entre outros. Durante a análise dos documentos verifiquei que somente alguns falam de forma mais direta, da formação para os profissionais de Educação de Jovens e Adultos. Apesar de ter ocorrido avanços na educação de adultos analisei, que a formação direcionada ao professor desta modalidade, ainda precisa ser mais investigada, desenvolvida e valorizada, principalmente pelas secretárias municipais e estaduais, por serem estas as que recebem os profissionais para atuar nesse nível e modalidade de ensino. O envolvimento dessas entidades ainda precisa desenvolver de forma mais dinâmica formações voltadas para a realidade na qual esta modalidade de EJA esta inserida e aumentar as formações continuadas desses profissionais, para que a maior parte deles deixe de ter apenas graduação em licenciaturas a exemplo de Pedagogia ou em Letras, mas que possam avançar com uma formação ao nível de mestrado e doutorado. Portanto, o nosso objetivo aqui é mostrar de uma forma sintética o que os documentos apontam para a formação desses profissionais, em especial quais são os desafios que os sistemas de ensino e as instituições de formação precisam dar conta, no sentido de uma formação que atenda as exigências atuais de uma educação de qualidade.
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A formação experiencial de educadores de jovens e adultos em Macapá

A formação experiencial de educadores de jovens e adultos em Macapá

A formação religiosa citada por Mona, Adria, Sara e Bela apresentam-se como contextos estruturantes, com práticas educativas não formal e informal. Destacam que a princípio foram orientações estabelecidas e influenciadas pela família, porém, todas voluntariamente mantiveram essa proximidade e respeito pelas convicções e princípios religiosos repassados pela família. Sobre isso, Josso (2006) destaca que “a força desses laços de parentesco se expressa nos laços de lealdade e de fidelidade que engendram e que se manifestam não apenas na preservação das relações mais ou menos ritualizadas, mas igualmente nas convicções adotadas” (p. 376). Percebe-se que os valores religiosos constituíram-se base na formação dos educadores e segundo os educadores interferiram na escolha da profissão. Testemunharam que inconscientemente as escolhas profissionais foram direcionadas à atividades em que pudessem contribuir socialmente na formação de outros. Com bases nessa orientação Bela menciona “percebi que precisava conhecer o contexto de vida deles, o educador tem que respeitar a linguagem dos alunos-idosos”. Adria relata sobre seu trabalho com jovens que apresentavam dificuldades de aprendizagem “percebi que cada um tem um tempo e dificuldades que precisam ser levadas em consideração”. Sara aprendeu a preocupar-se com o próximo, refere “procuro entender o tempo de cada um e com os adultos isso fica mais forte”. Bela também fez uso de sua formação religiosa para ajudar jovens em situação de risco e com dificuldade de inserção na sociedade. Corroborando com as ideias de Freire (1977) a educação de adultos precisa considerar a realidade e o universo vocabular dos educandos. Nos relatos dos educadores quanto ao domínio de aprendizagens adquiridas em contextos não formal e informal, encontramos uma estreita relação com a formação pessoal do indivíduo, com a internalização de comportamentos e atitudes que se consolidaram e, os levaram a adquirir constância de posteriores atividades no mesmo sentido.
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Educação de Jovens e Adultos nas prisões e a formação para o trabalho

Educação de Jovens e Adultos nas prisões e a formação para o trabalho

Assim, o problema que buscamos investigar nesta pesquisa, interagindo com os sujeitos da Educação de Jovens e Adultos nas prisões é incentivar e divulgar as opiniões e sugestões, tanto dos apenados quanto por aqueles que com eles atuam (CPPL- III, CE). Na pesquisa, realizamos um estudo de caso da (CPPL-III, CE), utilizando-nos de instrumentos (observação: entrevista semiestruturada, análise documental) que nos possibilita experiência, compreender os dados coletados, registrá-los e analisá-los. Optamos por uma abordagem qualitativa que se configurou numa possibilidade de utilizar conhecimentos teóricos recebidos e pesquisados para análise dos dados (quantitativos e qualitativos) obtidos no cotidiano do sistema prisional. Tendo em vista a importância da relação entre educação e trabalho como fator necessário para a socialização e humanização no ambiente prisional e posteriormente a reinserção dos mesmos na sociedade, buscamos averiguar como estas estavam ocorrendo na Casa de Privação Provisória de Liberdade III ( CPPL- CE ). Para tanto, lançamos mão de documentos e discutimos sobre as Políticas Públicas de Jovens e Adultos na atualidade dentro da LDB nº 9.394/96 e para discutirmos sobre o sistema penitenciário brasileiro, amparamo- nos na Lei de Execução Penal nº 7.210/84, Seção V, art.17 que estabelece relação com a educação e a formação profissional do preso.
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Formação ou produção de professores/as para a educação de jovens e adultos?

Formação ou produção de professores/as para a educação de jovens e adultos?

RESUMO: As discussões no campo da formação de professores/as têm apontado para a neces- sidade de rupturas com modelos prescritivos, isso requer pensar o processo formativo a partir de uma outra concepção. Desse modo, este artigo busca debater aspectos referentes à forma- ção de professores/as, a fim de problematizar se esta ocorre levando em consideração as es- pecificidades de cada modalidade e dos sujeitos que lá estão, ou se acaba por ser uma produ- ção em massa de profissionais que atendam várias modalidades de educação, sem percepção das singularidades de cada uma delas. Objetiva-se pensar como o binômio experiência e trans- formação pode contribuir para a reflexão sobre outras possibilidades de formação, ou de pro- dução dos/as professores/as para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ampara-se teorica- mente em Arroyo, Benjamim, Haddad, Larrosa e Nóvoa. Percebe-se que a produção de profes- sores/as precisa ter como referencial um mundo ambivalente, cuja proposição de normativi- dades para a contingência parta de quem vive. Para tanto, exige-se rever no próprio processo educativo, as relações que se tecem com elementos como o tempo, espaço, corpo, linguagem, técnica, entre outros.
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Caminhos e desafios da formação de educadores de jovens e adultos

Caminhos e desafios da formação de educadores de jovens e adultos

Maria Paula, quando questionada sobre o que mudou em sua vida profissional em todos esses anos em que ela atuou como educadora de jovens e adultos, respondeu que mudaram tantas coisas, não só profissionalmente, mas, também, na sua vida pessoal. Segundo ela, a Maria Paula que morava em Santa Rita, pela educação que recebeu − tanto a educação da vida escolar quanto a educação familiar − era uma pessoa presa a dogmas religiosos e a preconceitos. Assim, em sua concepção, sua vida se divide em duas partes muito bem delimitadas: o tempo antes do trabalho com a educação de jovens e adultos e o tempo a partir do trabalho com a educação de jovens e adultos, exatamente porque a EJA propiciou essa mudança. Segundo a educadora, ela era educadora já há dez anos quando iniciou na EJA, mas sua atuação era muito diferente. Antes de entrar no Projeto Zé Peão, trabalhava em uma escola onde cada educador atuava sem vínculos com os demais, sem afinidades, sem objetivos em comum, cada um para um lado, em sua sala de aula, de portas fechadas. Quando começou a fazer parte do Projeto Zé Peão, passou a ser diferente, visto que ocorre nesse Projeto um processo de formação continuada, o que não se vê, em geral, nas escolas tradicionais. Segundo ela, isso não quer dizer que não havia planejamentos nas outras escolas, mas era um planejamento diferente: cada um planejava sozinho o seu trabalho. No máximo, combinavam uma atividade conjunta: a Páscoa, a Festa de São João e outras datas comemorativas. Já no Projeto Zé Peão, diferentemente, existe um planejamento coletivo e constante, em que cada educador pode contar aos colegas como foram suas aulas, como foi seu dia, falando sobre suas angústias e compartilhando-as.
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Ensino médio: possibilidades de avaliação.

Ensino médio: possibilidades de avaliação.

Como gestora nacional do , a assume a responsabilidade pelo esta- belecimento de programas especiais para a formação de formadores e para pesquisa em educação de jovens e adultos, por [r]

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O PRONERA E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NO ACAMPAMENTO ELIZABETH TEIXEIRA: AS VOZES QUE ECOAM DA SALA DE AULA

O PRONERA E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NO ACAMPAMENTO ELIZABETH TEIXEIRA: AS VOZES QUE ECOAM DA SALA DE AULA

Eu não participei, mas pelo que a Leonela me falou e venho acompanhando, a formação não teve nada a ver com nada, foi péssima, elas não aprenderam nada! Eles fazem palestras e tal e tal, mas não ensinam mesmo o que o pessoal quer saber para entrar numa sala de aula. Ensinar mesmo, mostrar o que tem no livro e como usar, não teve isso. Ela disse “Iveline, eu estou igual a você, só vi as palestras lá que não acrescentaram em nada, mas estou igual a você.” Nunca ensinaram o que é ser mesmo um professor, a gente está aprendendo na marra! Por que assim, a gente sabe o que é ser professor apenas pela nossa experiência em ser aluno, professor na escola regular vai dando as atividades, independente da sala de aula. A gente já fez diferente, fomos adaptando a aula e montando elas sempre conversando com os alunos, com a necessidade deles. Na escola não, era assim “abre o livro em tal página”, aí tinha aquele livrinho do governo que não servia para nada e a professora falava, “vai gente, abre na página tal, leiam e façam tudo, copia a página tal”, não tinha explicação, nada! No começo, 1° a 4° série, nós aprendíamos, depois que vai para a 5° até a 8° é livro! Colegial então, é só livro, cópia do livro! Foi isso que eu entendi, que eles jogavam o livro na nossa mão para a gente se virar, não deram instrução sobre como usar o tema gerador, qual forma fazer as aulas! Não teve isso! Elas me falaram que eles explicaram um pouco, que teve umas atividades e não teve nada em si que ela falasse que
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MODOS DE FORMAR PROFESSORES DE EJA 1990-2006

MODOS DE FORMAR PROFESSORES DE EJA 1990-2006

O presente estudo buscou analisar os modos de aprender e ensinar na EJA no período de 1990 a 2006, em Uberlândia município localizado no interior de Minas Gerais. O recorte temporal corresponde inicialmente ao ano internacional da alfabetização, e o termino corresponde a implantação das novas diretrizes do curso de pedagogia. Os objetivos específicos foram: identificar e analisar as concepções sobre a formação de alfabetizadoras durante o período de 1990 a 2006; analisar a correspondência entre a formação e a prática das alfabetizadoras de EJA; desvelar nas narrativas das alfabetizadoras e coordenadoras, mapeando suas lembranças sobre o processo de formação inicial para atuarem na EJA. O estudo foi realizado tomando como referência metodológica a História oral temática, cruzando com a pesquisa documental e bibliográfica. Nesse sentido, foram realizadas consultas de documentos no Arquivo Público de Uberlândia, Prefeitura Municipal de Uberlândia e Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais (CEMEPE), Universidade Federal de Uberlândia assim como realizamos a pesquisa bibliográfica, especialmente sobre a história da EJA, formação de professores e curso de pedagogia. Dentre as fontes documentais recorreu-se, também, a jornais. Para compreender o contexto do problema investigado, retomou-se o debate sobre formação de professores e seus saberes, a instituição da Educação de Jovens e Adultos como um direito, bem como se buscou demarcar as características históricas da EJA no país, em Minas Gerais e por fim em Uberlândia. Constatou-se que questões relativas a formação do professor para atuar na EJA ficou a desejar, uma vez que as 3 instituições não privilegiaram essa área nos seus currículos, o direito à educação proclamada desde a republica ficou somente nos discursos. Verificou-se, ainda, que as mudanças na administração municipal, em virtude da alternância de partidos no governo, no período estudado, determinaram modificações no PMEA, transformando-o numa política pública ainda que marcada por uma série de problemas.
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DESENHOS CURRICULARES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESAFIOS PLURAIS

DESENHOS CURRICULARES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESAFIOS PLURAIS

Diante de todos os conflitos vividos pelo educador de jovens e adultos tanto da esfera municipal quanto da esfera estadual, muitas questões são compartilhadas frente aos desafios e problemáticas encontradas pelos diferentes sistemas, entretanto a questão da formação desse educador nos saltou aos olhos ao perceber que para a esfera municipal, apesar de timidamente, ações tem sido implementadas nesse quesito. Pelo contrário, o que percebemos na esfera estadual do Estado de São Paulo é um grande silenciamento enquanto política pública da formação desse educador, sua marginalização e a formação de “um professor generalista que poderá dar aula no diurno, a crianças e adolescentes, e no noturno, a jovens e adultos.” (ARROYO, 2006, p. 21)
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Programa educacional de inclusão social para o mundo do trabalho e para a vida, direcionado aos jovens e adultos : avaliação do programa proeja na UFSM como parte de uma política pública de educação em execuçãoing

Programa educacional de inclusão social para o mundo do trabalho e para a vida, direcionado aos jovens e adultos : avaliação do programa proeja na UFSM como parte de uma política pública de educação em execuçãoing

Segundo Paiva (1973), as matrículas cresceram de 1.366 em 1934 para 5.774 em 1935. Em novembro desse ano ocorreu o ‘Levante Comunista’, uma ação revolucionária que desejada a derrubada do governo, mas que não surtiu o efeito desejado. A repressão política que decorreu desse ato atingiu intelectuais da educação, como a prisão de Paschoal Leme, responsável pelos programas formação profissional no Distrito Federal e assessor próximo de Anísio Teixeira. Este, acusado de ser simpático com o movimento, se afastou das atividades educacionais até o fim do Estado Novo. Mesmo com a desestruturação inicial da cúpula administrativa do sistema educacional no Distrito Federal, os cursos para adultos não foram descontinuados, pois estavam em sintonia com o pensamento de valorização da indústria desde o início desse período.
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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E ENSINO MÉDIO

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E ENSINO MÉDIO

"Em relação a organicidade, reforcei meu conceito: de fato é a chave da organização. Se o sujeito não estiver vinculado organicamente e em movimento, será matéria morta e do ponto de vista da ação política não vai contribuir em muita coisa no processo de transformação social. Aqui percebemos muito claramente o crescimento rápido dos sujeitos que estão vinculados em tarefas concretas, que fazem parte de um coletivo, uma instância. Neste sentido, é preciso aprofundar a reflexão e a aplicação do método organizativo aqui no IEJC. Aqui é um grande laboratório e deve contribuir mais para corrigir as práticas "deformadas" que chegam desde a base e fazer o movimento contrário, criando uma nova cultura, um novo jeito, um novo estilo de militantes/dirigentes a partir da militância que passa por aqui e que sai no geral, passagens longas muito importante no processo da formação da consciência".
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O Sentido e os Significados do Ensino de Matemática em Processos de Exclusão e de Inclusão Escolar e Social na Educação de Jovens e Adultos

O Sentido e os Significados do Ensino de Matemática em Processos de Exclusão e de Inclusão Escolar e Social na Educação de Jovens e Adultos

Educação. Trabalha na escola há três anos, somente com uma turma da EJA no período noturno, para completar sua carga horária. Trabalha também como professora de matemática em duas outras escolas. Em uma delas, localizada nas proximidades do bairro, trabalha no período vespertino e, em outra escola, trabalha pela manhã. Esta outra escola fica localizada a cerca de 30 km da primeira, na ilha de Oteiro onde reside. Sua jornada de trabalho é intensa porque trabalha nos três turnos. Em pelo menos dois dias da semana, inicia suas atividades às 7 horas e retorna à sua residência por volta das 23 horas. Para ampliar sua renda, ainda confecciona acessórios femininos (bolsas, bijuterias e cintos) para vender. Manifesta interesse em fazer pós-graduação em Educação. Na sua opinião, a formação dos professores de matemática é muito técnica e não valoriza o lado humano dos alunos. Buscando preencher as “lacunas pedagógicas”, fez Pedagogia. Além disso, não fez nenhum curso nem obteve orientação específica para trabalhar na EJA. Contudo, expressa preocupação com a inclusão escolar. Enfatiza que, para trabalhar com os adolescentes, com jovens, é preciso saber falar com eles, conquistá-los para que não abandonem a escola. Mantém uma relação descontraída e alegre na sala de aula, sendo bem acolhida por seus alunos.
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Alfabetização de jovens e adultos: desafios do século 21

Alfabetização de jovens e adultos: desafios do século 21

Expõe as orientações de uma pesquisa sobre educação popular no Brasil. A educa- ção popular, nessa pesquisa, é examinada sob a perspectiva das orientações e dos obje- tivos das instituições e dos grupos que se propõem a desenvolvê-la junto às massas iletradas. A investigação apontaria para instituições ou setores da coletividade mais ou menos diretamente identificados com um projeto de construção da sociedade no futuro. A educação popular, assim entendida, seria sempre instrumental e estaria comprometi- da com a formação de agentes de construção de um determinado projeto de sociedade. Sob essa perspectiva, examinam-se, sucintamente, a Campanha Nacional de Alfabetiza- ção de Cuba, de 1961, e a educação popular promovida pelo Movimento de Cultura Popular (MCP) do Recife, a partir de 1962. Finalmente, apontam-se as orientações da pesquisa para os movimentos de educação popular empreendidos no Brasil após a Cons- tituição de 1988.
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