Top PDF Design + recursos educacionais abertos: proposta para uma formação docente

Design + recursos educacionais abertos: proposta para uma formação docente

Design + recursos educacionais abertos: proposta para uma formação docente

O desenvolvimento de materiais didáticos é uma atividade complexa que nem sempre faz parte da rotina de docentes, ao passo que necessita, de forma geral, de: pesquisa, planejamento de conteúdo, elaboração visual do produto e avaliação de uso. A falta desta prática pode ser compreendida pela rotina de docência, o uso massivo de apostilas, uma rasa formação inicial e continuada acerca do assunto e falta de domínio em ferramentas de desenvolvimento gráfico. De forma semelhante, a problemática se verifica na criação de Recursos Educacionais Abertos (REA), que se configuram como artefatos educacionais que estão submetidos a um licenciamento que condiciona seu uso pela comunidade (uso, adaptação, copia, distribuição e geração de obras derivadas) sem que haja a perca da autoralidade pelo desenvolvedor. Tendo em vista tal contexto, o Design como área técnica ligada a criação de projetos visuais, pode contribuir para a Educação ao passo que, entre outros fatores, permite articular o discurso teórico com o desenvolvimento dos produtos educacionais e também possibilita a construção de experiências pedagógicas significativas (por meio de materiais interativos, multimidiáticos, de apelo estético, entre outros). Então, este projeto destina-se a desenvolver e distribuir uma coleção de REA acerca das habilidades e competências em Design necessárias para se desenvolver REA. Para a criação dos materiais é empregado metodologias projetuais interdisciplinares como o Design Instrucional, Educacional e Pedagógico, permitindo assim estabelecer: critérios de produção, análise das necessidades educacionais, organização dos conteúdos e conexão com a prática educacional. A aplicação da coleção de REA acontece na forma de uma oficina de oito horas para um curso de licenciatura em Química, onde utiliza-se de uma metodologia de caráter qualitativo para se analisar a eficiência do material, como impacta a prática pedagógica do instrutor e o aprendizado dos estudantes.
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Arquitetura da informação, design instrucional e desenvolvimento de recursos educacionais abertos (REA’s): proposta de configuração de uma nova ecologia da informação

Arquitetura da informação, design instrucional e desenvolvimento de recursos educacionais abertos (REA’s): proposta de configuração de uma nova ecologia da informação

Apresenta e propõe o desenvolvimento de Recursos Educacionais Abertos (REA’s) que são objetos de aprendizagem criados, adaptáveis, compartilháveis e re-usáveis por educadores, educandos e quaisquer pessoas em ambientes físicos e virtuais de ensino-aprendizagem e de informação, como escolas, ambientes de estudo, bibliotecas, blogues etc. Objetiva-se a construção de REA em hipertexto didático do componente curricular “matemática” no ensino médio imbricado com tema transversal “pluralidade cultural”, com base em documentos curriculares nacionais e estaduais. Utiliza-se como métodos e instrumentais o levantamento bibliográfico e o estudo de caso de aplicação de elementos de biblioteconomia, documentação e informação (tagueamento/indexação e categorização do conteúdo, arquitetura da informação), processo de ensino-aprendizagem (teorias educacionais construtivistas, design instrucional), tecnologias (TIC’s e hipertexto) e ação cultural (compartilhamento, socialização e troca de informações). Obteve-se como resultado REA em hipertexto didático com bloco de conteúdo disposto em colunas de indexação (paratexto) e de conteúdo (texto principal) composto por categorias e indexadores e, espaço para o preenchimento de conteúdo do item de ensino pelo educando e/ou educador. Considerou-se que é viável a construção do REA com processo informacional, comunicacional e de ensino-aprendizagem centrada no usuário/aluno atendendo-se aos princípios e ao ciclo de vida do REA e ao ciclo informacional, de forma a existir o desenvolvimento e a aplicação conjunta e simplificada de elementos de arquitetura da informação, design instrucional e representação da informação de REA.
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O uso de recursos educacionais abertos na formação de professores

O uso de recursos educacionais abertos na formação de professores

Utilizar os REA para a aprendizagem dos alunos e também para seu desenvolvimento profissional permite aos professores a inserção e/ou produção desses recursos na sua formação e prática pedagógica, além de trazer um novo olhar para si próprio ao repensar a sua identidade profissional. A educação do professor não termina com a formação inicial, realizada pelas instituições de ensino superior. Ela perpassa por toda vida e adentra espaços distintos, seja na escola ou com o apoio de REA. Logo, o desenvolvimento profissional docente (formação continuada) direciona o professor para dar continuidade em seus estudos e aprofundar os conhecimentos, já existentes. Segundo Gonsales, “não há mais como falar em formação de professores, independente da área do saber, sem considerar, em sua metodologia, um processo de cocriação envolvendo REA.” (GONSALES, 2012, p. 148)
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Vista do Teoria Crítica da Tecnologia e o Design Participativo na Construção de um Repositório de Recursos Educacionais Abertos

Vista do Teoria Crítica da Tecnologia e o Design Participativo na Construção de um Repositório de Recursos Educacionais Abertos

agregada de valores, ao mesmo tempo que pode ser humanamente controlada (DAGNINO, 2010a). Através de uma visão crítica da tecnologia, esta vertente vê espaço para a criação de meios de controle, e tem o foco na mudança dos valores que orientam as escolhas tecnológicas feitas pela sociedade (NEDER, 2010). Trata-se de uma visão otimista, mas com o “pé no chão”, que entende que é possível reprojetar o processo de desenvolvimento tecnológico. No cerne desta concepção está a Teoria Crítica da Tecnologia proposta por Andrew Feenberg (1991), que é apresentada na próxima seção.
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Facebook e recursos educacionais abertos na formação de pesquisadores em educação: percepções e reflexões

Facebook e recursos educacionais abertos na formação de pesquisadores em educação: percepções e reflexões

Resumo: Este artigo discute a integração do Facebook numa disciplina presencial de curso de pós-graduação que analisou o movimento dos Recursos Educacionais Abertos e foi ministrada a 14 estudantes. Para compreender a experiência, foram analisadas as postagens compartilhadas durante o semestre, os diálogos conduzidos em grupos focais presenciais e as anotações da docente. Este texto discute os usos feitos do site; as percepções dos participantes acerca da integração de atividades online e presenciais; e os desafios associados ao uso da plataforma. Proposto inicialmente como ferramenta de apoio administrativo, ao longo do semestre o site foi sendo gradualmente construído como ponto aglutinador das atividades de ensino e aprendizagem. O texto, escrito colaborativamente por um subgrupo de participantes da disciplina, sugere que, além de usos genéricos documentados na literatura pertinente, a plataforma oferece potencial para a aprendizagem experiencial sobre temáticas relevantes da Educação contemporânea, incluindo as noções de “abertura” e “colaboração”.
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Como aprender com recursos educacionais abertos?

Como aprender com recursos educacionais abertos?

Este artigo resulta da busca de ações para integrar REA nas práticas pedagógicas dos professores do ensino médio brasileiro. Os procedimentos metodológicos são baseados no Design-Based Research visando a elaboração de um guia para os professores com os seguintes objetivos: conceituar e caracterizar os REA, orientar a busca de REA para o ensino médio, destacar conhecimentos sobre direitos autorais e licenças abertas necessários para identificar os REA, definir orientações sobre como organizar e compartilhar materiais didáticos com REA, conceituar e identificar os estilos de aprendizagem e destacar a relevância dos REA e das estratégias didáticas para potencializar a aprendizagem. O resultado é a disponibilização do Guia na Internet para ser utilizado em cursos de formação de professores e por todas as pessoas que tenham interesse pelo tema. Em cada formação, realizada pelas autoras no ano de 2016, um novo ciclo iterativo da DBR será desenvolvido para melhorar o Guia.
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DESIGN PEDAGÓGICO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS EM AMBIENTE VIRTUAL

DESIGN PEDAGÓGICO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS EM AMBIENTE VIRTUAL

Analisamos o impacto de Recursos Educacionais Abertos (REA) no Ambiente Virtual de Ensino- Aprendizagem (AVEA) Moodle. Trata-se de resultado de transposição didática dos conteúdos programáticos de disciplinas mediadas por tecnologias educacionais em rede no ensino superior. A preocupação temática multidisciplinar foi avaliar se o design pedagógico de REA maximiza acoplamento hipermidiático entre recursos e atividades de estudo semanais. A tipologia teórico- metodológica de pesquisa-ação configurou-se em ciclos de planejamento, registros e reflexão crítico-interpretativa refinados pela aplicação de questionários survey ordenados por escala Lickert. Como resultado, destacamos a fluência tecnológico-pedagógica como saber necessário à performance docente durante programação de recursos didáticos e atividades de estudo digitais. Registramos inovações didáticas baseadas em transformações e regularidades nas ferramentas recursos e atividades. Concluímos que a elaboração de REA como referenciais didáticos (modelos e exemplares) amplia fluência tecnológico-pedagógica de professores e estudantes universitários nas tecnologias contemporâneas, maximizando interatividade e interação em plataformas institucionais. Palavras-chave: Tecnologia educacional. Fluência tecnológico-pedagógica. Recurso Educacional Aberto
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DESAFIOS DO TRABALHO COM RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS  NA FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE

DESAFIOS DO TRABALHO COM RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NA FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE

exercícios, dinâmicas, debates, não apenas retomam pontos cruciais do conteúdo mas revelam a intenção do educador. Exercícios reflexivos, de produção de material e debate refletem uma dinâmica de aula preocupada com estes assuntos. Exercícios pontuais e objetivos, como os presentes no curso refletem na verdade a estrutura do curso: completamente baseada apenas em conteúdo. A quase total não utilização dos fóruns de discussão e não interação entre a equipe da Universidade Sapienza e os alunos demonstra o quanto este curso, baseado apenas em conteúdo e não participação dos alunos pode ser substituído por qualquer outra ferramenta de informação: sites, blogs, enciclopédias, livros, etc. Neste sentido, reconhecemos a importância das aulas quanto ao conteúdo, mas a proposta pedagógica possibilita a troca dessas vídeo aulas por quaisquer uma das ferramentas citadas anteriormente.
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Airton Zancanaro PRODUÇÃO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS COM FOCO NA DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO: UMA PROPOSTA DE FRAMEWORK

Airton Zancanaro PRODUÇÃO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS COM FOCO NA DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO: UMA PROPOSTA DE FRAMEWORK

Nesta questão, 7 respondentes concordam com a pertinência da redação dada, 6 concordam parcialmente e 3 discordam da mesma. Dos que discordam, R6 entende “[...] que esse tema seja um aspecto político. Isto é uma política necessária para as instituições para que os incentivos possam ser de valorização dos REAs nas progressões funcionais ou estímulos através de editais de financiamento ou de reconhecimento, mas que não esteja no processo de construção dos REAs. Pois existe um benefício inerente ao professor que cria, reúsa, redistribui, remixa REA”; R7 diz: “Creio que estamos pensando em dois aspectos diferentes, um deles é pensarmos em salário profissional e outro é o cultural da profissão. Sejam professores, sejam profissionais que realizam REAs, já recebem „estímulos‟ para trabalhar; alunos não [recebem] salários, mas o estímulo de aprender. Portanto, o „estímulo‟ já está dado, temos é de mudar a cultura do uso, reúso, revisão, remixagem e redistribuição, que não será por meio de „estímulos‟ que não o de aprender”. R13 discorda da explicação dada a respeito do objetivo da pergunta dizendo que “vinculação com os avanços na carreira profissional”. Daqueles que concordam parcialmente, têm-se os seguintes questionamentos quanto à pertinência da questão: “Numa Web „aberta‟ serão necessárias recompensas?” (R1), “é questão de opção?” (R2), “Não entendi de que tipo de estímulo se fala” (R4) e “Dúvida: dos REA em geral ou dos REAs produzidos pela equipe?” (R14), enquanto que R3, diz “No início, uma recompensa financeira possivelmente será fundamental, a fim de [tirar] da inércia o sistema. Depois, numa fase de maturidade, a motivação deveria ser diferente...”. Por fim, R16 afirma que “Os estímulos deverão estar associados às expectativas de aprendizagem e o quanto o REA contribui para atingi-las, motivando o reúso, a revisão, a remixagem e a redistribuição do REA”. Os que discordam parecem compactuar com a ideia de que na fase de análise e design os estímulos são voltados para as políticas institucionais de reconhecimento e valorização dos profissionais que produzem REAs. Os que concordam parcialmente apontam para a possível recompensa financeira como gatilho para a produção de REAs e que atingir os objetivos de aprendizagem propostos seria o maior estímulo para quem produz. Portanto, a questão necessita de reformulação de modo a acolher, principalmente, as considerações de R6 e R13.
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DESCRIÇÃO SEMÂNTICA PARA A EDIÇÃO E COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS

DESCRIÇÃO SEMÂNTICA PARA A EDIÇÃO E COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS

Nos últimos anos, os notáveis avanços obtidos no desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação provocaram profundas mudanças na sociedade. Neste sentido, a facilidade de compartilhamento de informação proporcionada por estas tecnologias, e de modo rápido, tem ajudado a transformar a Internet em um imenso repositório de conteúdos, extremamente abundante em diversos domínios de conhecimento, os quais, em muitos casos, tem sido criados, usados e reusados de forma indiscriminada. Isso tem suscitado muitas discussões sobre autoria e o modelo econômico de produção e distribuição de conteúdos aplicável: a escassez de recursos, base do modelo econômico vigente, tem sido bastante questionada (WONNACOTT e WONNACOTT, 1982). Em paralelo a estas discussões, emergiram movimentos relacionados com software livre e conteúdos abertos tais como FOSS (CROWSTON e HOWISON, 2005) e OER (CASWELL et al., 2008) os quais defendem a abundância de recursos como a base do modelo econômico, em contraposição à escassez.
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FORMAÇÃO DE PROFESSORES E OS RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: RELATO DO USO DO GRUPO FOCAL EM OFICINAS PEDAGÓGICAS

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E OS RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: RELATO DO USO DO GRUPO FOCAL EM OFICINAS PEDAGÓGICAS

A preocupação dos professores participantes do grupo focal, ante a possibilidade de realizar uma leitura crítica da realidade e trabalhar de forma dinâmica era evidente e, nesta perspectiva, colocamos em discussão: Enquanto possibilidade de recriação e criação do conhecimento, os REA oportunizam ao professor retratar suas vivências e experiências, fortalecendo o processo ensino e aprendizagem. Tal processo viabiliza a transformação de um conteúdo estático em processo dinâmico? A transcrição da gravação do grupo focal permite identificar que os participantes constataram a importância de trabalhar colaborativamente, de modo a contribuir com a produção de seus pares, economizar tempo, e cooperar em outros contextos. Perceberam, ainda, que os recursos da WEB 2.0 aproximam pessoas, que, mesmo distantes geograficamente, unem-se pelo mesmo objetivo, ou seja, promover um trabalho de qualidade.
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Tecnologias educacionais: possibilidades e desafios sob a perspectiva dos Recursos Educacionais Abertos

Tecnologias educacionais: possibilidades e desafios sob a perspectiva dos Recursos Educacionais Abertos

Gostaríamos de concluir essa subseção destacando o significado de conter em uma lei de tamanha representatividade para o cenário educacional brasileiro o termo “recursos educacionais abertos”. Contudo, ao passar seis anos da aprovação da referida lei, percebemos que isso pouco representou no sentido de uma mudança prática – considerando os prazos estipulados pela própria lei – em nosso sistema de ensino, com relação ao uso desse tipo de material. Parece-nos cada vez mais condizente a perspectiva de que a educação, de fato, precisa de apoio, mas esse apoio não pode vir apenas de fora para dentro, ou seja, é preciso estimular, por exemplo, que professores sejam autores de seu próprio processo de formação, procurando não só usar REA, mas também produzir e compartilhar suas produções, possibilitando que outros educadores possam se beneficiar dessas iniciativas, afinal, acredita-se ser necessário um esforço conjunto para a incorporação de práticas colaborativas.
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Contextos e condicionantes para o uso e reutilização de recursos educacionais abertos

Contextos e condicionantes para o uso e reutilização de recursos educacionais abertos

O desenvolvimento deste capítulo tem como principal objetivo ampliar o conhecimento sobre Recursos Educacionais Abertos por meio de uma reflexão sobre a sua origem, os conceitos associados, as características fundamentais, as suas potencialidades e desafios. Apresentamos um breve cenário da sociedade em rede, contextualizamos os Recursos Educacionais Abertos nessa sociedade, estudamos e conceituamos o que são Recursos Educacionais Abertos desenvolvendo outras temáticas relacionadas, para melhor compreendermos esta nova estratégia de partilha de conteúdo. São temáticas atuais, criadas no contexto desta nova sociedade organizada em redes virtuais, que altera a forma como os indivíduos se comunicam, convivem, ensinam, aprendem, dentre aspectos diversos ligados às dimensões profissionais e pessoais. Serão tratados outros temas no decurso deste estudo, e, no final, são apresentadas considerações gerais.
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Recursos educacionais abertos: mapeamento da comunicação científica

Recursos educacionais abertos: mapeamento da comunicação científica

Uma importante crítica realizada ao movimento OER se deve ao fato de que este e seus produtos provêm de países considerados desenvolvidos, o que acaba determinando as preferências culturais, políticas e econômicas dos conhecimentos a serem disseminados por meio desses recursos. Dessa forma, quando simplesmente transpostos e/ou disseminados em outros países ou culturas distintas, tais recursos podem ser culturalmente inadequados e descontextualizados, configurando certo imperialismo informativo e cognitivo. O colonialismo e o neocolonialismo afetaram severamente a disseminação do conhecimento nos países colonizados, em que formas estrangeiras, mediadas e tendenciosas de pensamento se impuseram sobre formas locais de maneira irreversível (MULDER, 2008).
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TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS PARA O ENSINO E A APRENDIZAGEM DE LIBRAS: ONDE ESTÃO OS RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS?

TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS PARA O ENSINO E A APRENDIZAGEM DE LIBRAS: ONDE ESTÃO OS RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS?

Andreia Inamorato Santos, professora-pesquisadora da Open University, representando o Brasil, elaborou para a UNESCO relatório referente aos REAs e repositórios online e projetos educacionais envolvendo materiais didáticos abertos (SANTOS, 2011). Posteriormente, tal relatório foi publicado na forma de e-book intitulado O Estado da Arte, Desafios e Perspectivas para o Desenvolvimento e Inovação (SANTOS, 2013), para fins de divulgação dos projetos REAs no cenário nacional. A referida pesquisadora, nas obras mencionadas, elencou 14 projetos envolvendo REAs e os apresentou brevemente. Dentre esses, podemos considerar: (a) quais contam com um inventário de materiais didáticos para o ensino de línguas, seja materna, seja estrangeira, seja segunda língua? E (b) destes com alternativas de REAs para o ensino de línguas, quantos contemplam a Libras e as línguas de sinais de modo geral? Tais questionamentos, mais específicos, nos levam a outros, mais amplos: quais REAs que servem ao ensino e à aprendizagem de Libras temos, hoje, na internet? Dentre os repositórios digitais e projetos de REAs, quais contam, em seus inventários, com materiais para o ensino e a aprendizagem de Libras para estudantes surdos e ouvintes? É o que necessitamos, com urgência, apontar em pesquisas acadêmicas.
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Recursos educacionais abertos como tecnologias educacionais na educação superior e na promoção da saúde

Recursos educacionais abertos como tecnologias educacionais na educação superior e na promoção da saúde

O atendimento a tão exaustiva demanda requer a busca por soluções inovadoras por parte dos docentes contemporâneos. Uma delas, nem sempre realisticamente viável, seria a fragmentação do trabalho (BELLONI, 2003), onde o professor elabora os conteúdos para suas aulas, mas conta com uma equipe multiprofissional para transformá-los em materiais didáticos multimidiáticos. Outra solução, a “polidocência”, seria a aquisição de novas e múltiplas habilidades pelo próprio professor (MILL; RIBEIRO; OLIVEIRA, 2010), que passa a desenvolver, sozinho, os papéis de uma equipe multiprofissional, na produção de seu próprio material didático multimidiático. Outra possibilidade, que começa a ser explorada, é a combinação de recursos e de materiais didáticos, já produzidos por terceiros, mas aplicando- os de forma original, em uma proposta pedagógica desenvolvida e planejada pelo professor para seu próprio contexto (HALVORSEN, 2012). É nessa estratégia, e também na chamada educação aberta, que os Recursos Educacionais Abertos (REA) recebem especial importância e aplicabilidade.
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Recursos educacionais abertos (REA) e novas práticas sociais

Recursos educacionais abertos (REA) e novas práticas sociais

A pesquisa acima citada mostra que os próprios professores querem produzir suas aulas com recursos digitais variados que encontram na internet e não mais simplesmente “seguir” o livro. Porém, a imensa maioria dos materiais e recursos disponíveis na web são gratuitos, mas pautados pela lógica do consumo. Deveriam, sobretudo os financiados com recursos públicos, ser abertos, invertendo essa lógica para um novo modelo mental, o maker, de produção pelos usuários. E a diferença é muito grande. Se um professor deseja usar parte de um vídeo encontrado em repositórios como o Youtube, por exemplo, para elaborar um
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Recursos Educacionais Abertos: UAb e Fiocruz, um diálogo institucionalmente provável

Recursos Educacionais Abertos: UAb e Fiocruz, um diálogo institucionalmente provável

A Universidade Aberta de Portugal (UAb) assume como missão fundamental formar estudantes que, por várias razões, não puderam, no seu tempo próprio, encetar ou prosseguir estudos universitários, e procura corresponder às expectativas de quantos — tendo eventualmente obtido formação superior — desejam reconvertê-la ou atualizá-la ao longo da vida. Nas suas atividades de ensino utiliza metodologias e ferramentas orientadas para a educação sem fronteiras geográficas nem barreiras físicas, dando especial enfoque à expansão da língua portuguesa assumida como língua de conhecimento, inovação e de valor, um fator de inclusão social e meio para ultrapassar barreiras de acesso ao ensino no espaço da lusofonia. A cooperação e o intercâmbio científico, técnico e cultural com instituições congéneres constituem uma área de desenvolvimento estratégico, contribuindo para transformar e acrescentar valor à sociedade, dentro e fora das fronteiras nacionais.
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Recursos Educacionais Abertos: UAb e Fiocruz, um diálogo institucionalmente provável

Recursos Educacionais Abertos: UAb e Fiocruz, um diálogo institucionalmente provável

O trabalho constitui-se como uma reflexão crítica sobre a parceria institucional, estabelecida entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Aberta de Portugal (UAb), relativa à interoperabilidade na área dos recursos educacionais abertos. Dois anos depois da assinatura do Protocolo é possível analisar os cenários decorrentes das dinâmicas de colaboração entre serviços e sistemas agregados ao projeto. Referencia-se a metodologia utilizada, nomeadamente os critérios subjacentes à seleção e agregação de documentos, os metadados aplicados à descrição dos conteúdos, as políticas de licenciamento e os mecanismos de aferição da qualidade estabelecidos. Dá-se especial ênfase ao papel desempenhado, nesse âmbito, pelo Serviço de Alojamento de Repositórios Institucionais (SARI) do projeto RCAAP. As percepções gerais e os indicadores colhidos são analisados criticamente a fim de identificar as forças e as oportunidades introduzidas, mas também as fraquezas e eventuais ameaças decorrentes do estabelecimento de projetos de interoperabilidade específicos. Para além da vertente operacional e técnica, o trabalho efetuado consubstancia-se como relevante para a partilha de percepções e desafios, extensíveis a comunidades com interesse na implementação de práticas educacionais abertas.
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Competências digitais dos professores para produção de Recursos Educacionais Abertos (REA)

Competências digitais dos professores para produção de Recursos Educacionais Abertos (REA)

A produção e o compartilhamento de REA demandaram e ao mesmo tempo melhoraram as competências digitais o que significa que cursos organizados na perspectiva da autoria e do compartilhamento tornam os professores mais fluentes tanto tecnológica quanto pedagogicamente. Embora possam ser avaliadas como ações ainda incipientes ou isoladas, compreendemos que é necessário investir em várias frentes formativas para que o movimento tenha continuidade no reúso e na produção de REA. A formação para aprofundar os conhecimentos sobre as licenças abertas e os direitos autorais e expandir a formação para outros grupos de professores é uma meta que precisa ser considerada por todos os gestores educacionais, políticos, professores do ensino superior e pesquisadores focados em tecnologias educacionais.
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