Top PDF Determinação de compostos bioativos majoritários e atividade antioxidante em vinhos tintos

Determinação de compostos bioativos majoritários e atividade antioxidante em vinhos tintos

Determinação de compostos bioativos majoritários e atividade antioxidante em vinhos tintos

A motivação para que a determinação de compostos bioativos majoritários e atividade antioxidante em vinhos tintos fosse feita é proveniente da crescente popularização do chamado “paradoxo francês”, nas últimas décadas, o que incentiva pesquisas nessa área. Na maioria dos países, a elevada ingestão de gordura saturada está relacionada com a alta mortalidade por doença cardíaca coronária. No entanto, a situação na França é paradoxal: há alto consumo de gordura saturada, porém baixa taxa de mortalidade por doença coronária. Este paradoxo pode ser atribuído em parte ao alto consumo de vinho (LORGERIL, M.; RENAUD, S., 1992).
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Caracterização fenólica e capacidade antioxidante de vinhos tintos do Hemisfério Sul

Caracterização fenólica e capacidade antioxidante de vinhos tintos do Hemisfério Sul

A vitivinicultura, comumente praticada em países da Europa, foi repassada no período da colonização à novas regiões, cujas diversidades geográficas e climáticas proporcionam a uvas e vinhos concentrações variadas de compostos fenólicos, uma fonte de antioxidantes, capazes de redução e prevenção do risco de doenças. Este trabalho teve como objetivo verificar a existência de correlações entre composição fenólica e atividade antioxidante de vinhos tintos elaborados por quatro distintos países do hemisfério sul. A pesquisa foi constituída por dez amostras de vinhos tintos comerciais, a partir das variedades de uva, Cabernet Sauvignon (CS) e Syrah (SY), safra 2012, produzidos no Brasil (Vale do São Francisco (VSF) e do Rio Grande do Sul (RS)), no Chile, na Austrália e na África do Sul. Os vinhos foram avaliados por meio de análises, físico-químicas, espetrofotométricas e cromatográficas, com determinação e quantificação de compostos fenólicos, parâmetros cromáticos (intensidade de cor, tonalidade e % de vermelho, amarelo e azul) e capacidade antioxidante (% de inibição do DPPH*). As análises foram submetidas ao teste de variância (ANOVA), utilizando o teste de Duncan para comparação. Quanto as análises físico-quimicas clássicas, exceto o pH que apresentou valores elevados, todas as amostras estavam coerentes com os achados da literatura. Todos os vinhos estudados apresentaram elevada capacidade antioxidante (96,80- 95,01% (SY) e 97,47-94,0% (CS)) e valores elevados de polifenóis totais, com valores mínimo, 1421,5 e 1045,4 mg.L -1 e máximo, 1905,7 e 3052,72 mg.L -1 em equivalente de ácido gálico (EAG), exibidos por uvas do tipo SY e CS, respectivamente. Elevadas correlações foram verificadas entre a capacidade antioxidante e polifenóis totais em vinhos do Chile, Rio Grande do Sul e Vale do São Francisco, da uva Syrah, e da África, Chile e Vale do São Francisco, da Cabernet Sauvignon. O conteúdo de antocianina apresentou diferenças significativas entre todos os vinhos avaliados de ambos cultivares. Os resultados referentes à caracterização cromática foram elevados para todos os parâmetros, revelando os vinhos pesquisados como envelhecidos. Neste estudo, o isômero trans- resveratrol não foi detectado em nenhuma das amostras avaliadas, contudo, a concentração do isômero cis- detectada variou de 0, 00 a 0,32 mg.L -1 nos vinhos CS e 0,00 a 0,29 nos vinhos SY. Dentre os ácidos pesquisados, o gálico apresentou superioridade, porém foi não encontrada correlação do mesmo com a capacidade antioxidante. Estes resultados apontam para a influência do tipo de fenólico, presente nas variedades de uvas, sobre a capacidade antioxidante destes vinhos.
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Determinação da composição fenólica e atividade antioxidante de vinhos produzidos no sudoeste do Paraná

Determinação da composição fenólica e atividade antioxidante de vinhos produzidos no sudoeste do Paraná

Estudos indicam que existe uma correlação inversa entre consumo moderado de vinhos tintos e doenças cardiovasculares. O vinho desperta interesse dos cientistas por apresentar uma vasta gama de substâncias (aproximadamente 500) até agora identificadas, destacando a presença de oxidantes, redutores e catalisadores, bem como compostos fenólicos, taninos e antocianinas, podendo estes intervir no sabor, textura e cor. E ainda pode-se dizer que os vinhos são ricos em compostos com grande atividade antioxidante. Estudos clínicos e in vitro mostram múltiplos efeitos biológicos relacionados aos compostos fenólicos da dieta, tais como: atividades antioxidante, antiinflamatória, antimicrobiana e anticarcinogênica, sendo que a ingestão de 25 a 50 mg de compostos fenólicos por dia pode proporcionar menor risco de doenças do coração (ABE et al., 2007; GALLICE, 2010; CABRITA; SILVA; LAUREANO, 2003; JANG et al., 1997).
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Compostos bioativos em Vinhos Monocasta Portugueses - Trans-resveratrol e Melatonina.

Compostos bioativos em Vinhos Monocasta Portugueses - Trans-resveratrol e Melatonina.

Métodos analíticos utilizados na determinação de MLT e trans-RSV em vinhos A análise da MLT em plantas edíveis ou nos seus derivados reveste-se de grandes dificuldades. A quantidade presente habitualmente é muito baixa (inferior a µg/g), necessitando de métodos muito sensíveis, por outro lado a escolha de um método de extração com recuperações completas e precisas é difícil, devido principalmente ao seu carácter anfipático. A estabilidade da MLT está relacionada com a sua atividade, que sendo antioxidante reage facilmente (62, 63) .
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Estudo in vitro da composição de compostos fenólicos e capacidade antioxidante em vinhos finos tintos

Estudo in vitro da composição de compostos fenólicos e capacidade antioxidante em vinhos finos tintos

Compostos fenólicos são responsáveis pela cor, sabor e aroma dos vinhos, além da presença dos mesmos estarem associados a alguns benefícios a saúde humana. Este trabalho teve como objetivo avaliar a composição de compostos fenólicos e atividade antioxidante de amostras de vinhos tintos de diferentes cultivares. O conteúdo de compostos fenólicos totais variou de 1277,33 a 2850,66 mg EAG.L -1 . Já o conteúdo de flavonóides totais variou de 513,75 a 962,50 mg EC.L -1 . Os resultados de concentração de antocianinas totais variaram de 38,07 a 207,90 mg de cianidina 3-glicosídio por litro de vinho. Através do método de DPPH• pode se encontrar resultados significativos para a atividade antioxidante onde a maior capacidade antioxidante observada (3,57 mg.L -1 ) foi em uma amostra de vinho elaborado com a uva Merlot. Através dos resultados obtidos por CLAE pode se observar que Ácido Gálico, Catequina, Ácido Vanílico, Ácido p-cumárico, Quercetina, Resveratrol e Miricetina foram identificados em quase todas as amostras de vinhos. Através de análise estatística, pelo teste de Shapiro Wilk’s, Levene, ANOVA, teste das médias de Fisher LSD e análise de correlação utilizando o teste de Person, foi possível notar correlações entre os testes aplicados como também de alguns compostos fenólicos identificados por CLAE. A análise estatística multivariada, utilizando os teste de ACP (análise de componentes principais) e AHA (análise hierárquica de agrupamentos), possibilitou agrupar as amostras com suas características mais relevantes. De maneira geral os vinhos analisados apresentaram resultados significativos no conteúdo de compostos fenólicos e capacidade antioxidante. Pode-se concluir que a uva utilizada para a produção de um vinho participa ativamente na composição fenólica do vinho resultante. Sendo assim, o vinho, quando consumido em doses regulares, pode ser uma boa fonte de compostos bioativos, podendo trazer os benefícios que esta classe proporciona.
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Evolução temporal de compostos fenólicos e atividade antioxidante de vinhos tintos brasileiros

Evolução temporal de compostos fenólicos e atividade antioxidante de vinhos tintos brasileiros

Foram analisadas noventa (90) garrafas de vinhos tintos apresentados na Amostra Nacional de Vinhos de 2009 (ANAVI 2009), classificadas de acordo com a sua localidade ou região de origem pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Uva e Vinho), todos provenientes da safra de 2008/2009. As amostras foram reagrupadas (Tabela 1), levando em consideração: a Unidade da Federação na qual se situam (RS, BA, PE, SC, PR) e a região fisiográfica da qual fazem parte: Encosta Superior do Nordeste (ESN); Sertão (Ser); Campanha Gaúcha (Cam); Campos de Cima da Serra (CCS); Planalto Serrano (PSe); e Planalto de Guarapuava (PGu). Dessa nova divisão, resultaram sete grandes grupos: Vale dos Vinhedos (VVi); Serra Gaúcha (SGa); Vale do Rio São Francisco (VSF); Campanha Gaúcha (Cam); Campos de Cima da Serra (CCS); Serra Catarinense (SCa); e Oeste do Paraná (OPR), com 11, 45, 2, 12, 7, 9 e 4 amostras respectivamente.
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Compostos bioativos e atividade antioxidante de pitangas em função de diferentes estádios de maturação e espaçamentos de plantio.

Compostos bioativos e atividade antioxidante de pitangas em função de diferentes estádios de maturação e espaçamentos de plantio.

Análise de Compostos Fenólicos Totais: para cada tubo de ensaio foram pipetados 250 ìL da amostra, adicionados 4 mL de água ultra pura e 250 ìL do reagente Folin-Ciocalteau (0,25 N), agitados e mantidos em repouso por 3 minutos para reagir. Após, foram adicionados 500 ìL de carbonato de sódio (1N), os tubos novamente foram agitados e mantidos por 2 horas para reagir. O espectrofotômetro foi zerado com o controle (branco) e após foram realizadas as leituras da absorbância no comprimento de onda de 725 nm. A metodologia utilizada para determinação de compostos fenólicos totais foi adaptada de Swain e Hills (1959).
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Avaliação da composição química, dos compostos bioativos e da atividade antioxidante em seis espécies de flores comestíveis

Avaliação da composição química, dos compostos bioativos e da atividade antioxidante em seis espécies de flores comestíveis

As flores comestíveis são utilizadas como ingrediente na culinária em todo o mundo, inclusive no Brasil. Além disso, cada vez mais estão sendo estudadas por seus efeitos benéficos a saúde decorrentes da presença de compostos fenólicos. No presente estudo foram identificados e quantificados os principais compostos fenólicos presentes em cinco espécies de flores comestíveis. Foram avaliados três lotes da safra 2013, das flores in natura: amor-perfeito (Viola tricolor L.), brócolis (Brassica oleracea L. var. itálica), calêndula (Calêndula officinalis L.), capuchinha (Tropaeolum majus L.) e couve-flor (Brassica oleracea L. var. botrytis). A separação e identificação dos compostos fenólicos foi realizada utilizando coluna de C 18 com gradiente linear de solução de ácido acético a
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QUALIDADE, COMPOSTOS BIOATIVOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DURANTE A MATURAÇÃO DE LARANJAS PRODUZIDAS NO TERRITÓRIO DA BORBOREMA

QUALIDADE, COMPOSTOS BIOATIVOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DURANTE A MATURAÇÃO DE LARANJAS PRODUZIDAS NO TERRITÓRIO DA BORBOREMA

QUALIDADE, COMPOSTOS BIOATIVOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DURANTE A MATURAÇÃO DE LARANJAS PRODUZIDAS NO TERRITÓRIO DA BORBOREMA RESUMO - A agricultura familiar do Território da Borborema-PB, produz laranjas doces que supre o mercado regional. Nesse contexto, se faz necessária a definição de padrões de identidade e qualidade, bem como quantificar os compostos bioativos nas porções do fruto buscando a agregação de valor, visando mercados mais competitivos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade, compostos bioativos e atividade antioxidante de laranjas da citricultura familiar. Utilizou-se um DIC, fatorial 3x3, com três cultivares (‘Baía’, ‘Comum’ e ‘Mimo-do-Céu’), três estádios de maturação C1 (predominantemente verde); C2 (verde amarelado) e C3 (amarelo), com 60 repetições de um fruto para as avaliações físicas e 4 de 15 frutos para as demais. As avaliações no fruto inteiro foram: índice de coloração, comprimento, diâmetro, massa fresca e firmeza. No suco foram avaliados: rendimento, pH, sólidos solúveis, acidez titulável, SS/AT e ácido ascórbico. Os polifenóis extraíveis totais (PET) e atividade antioxidante total (AAT) foram determinados pelos métodos ABTS •+ e DPPH • no suco e albedo. As laranjas ‘Baia’ e ‘Mimo-do-Céu’ apresentam parâmetros de qualidade que se enquadram nas Normas do CEAGESP. Em média o teor de ácido ascórbico foi superior a 45 mg.100g -1 , sendo a ‘Mimo–do-Céu’ com maior teor (50,26 mg.100g -1 ). Durante a maturação a firmeza diminuiu e os sólidos solúveis, PET e a AAT do suco e do albedo aumentaram. Em geral, o albedo apresentou teor de PET cerca de oito vezes superior ao do suco, que refletiu em AAT bem superior nesta porção que, portanto, se destacou pelo elevado potencial funcional, principalmente na laranja ‘Baia’.
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Open Identificação de carotenoides e quantificação de compostos bioativos e atividade antioxidante em frutos do gênero Spondias

Open Identificação de carotenoides e quantificação de compostos bioativos e atividade antioxidante em frutos do gênero Spondias

Alguns estudos têm demonstrado que frutas tropicais possuem quantidades significativas de compostos bioativos com propriedades antioxidantes, embora estas propriedades e características ainda não foram totalmente elucidadas, inserindo-se neste contexto a cajarana do Sertão (Spondias sp.) planta xerófila do Semiárido brasileiro. O objetivo deste trabalho foi avaliar a presença e o potencial funcional dos compostos bioativos, na cajarana do Sertão. Foram avaliadas polpas liofilizadas de sete genótipos, em dois estádios de maturação, provenientes de Sertão paraibano e do Rio Grande do Norte, quanto aos teores de polifenóis extraíveis totais (PET), carotenoides totais, flavonoides amarelos, ácido ascórbico, bem como a atividade antioxidante total pelos métodos ABTS e ORAC. Quanto aos compostos bioativos, os frutos dos genótipos avaliados, no estádio de maturação maduro, apresentaram as maiores médias de polifenóis extraíveis totais (26.87 mg.100g -1 ), especialmente o genótipo G5 (57.99 mg.100g -1 ); flavonoides amarelos (3.17 mg.100g -1 ), tendo os genótipos G1 e G5 as maiores médias (3.50 e 3.52 mg.100g -1 ), respectivamente e elevado conteúdo de carotenoides totais, com média geral de 11γ0.γ4 g.100g -1 , destacando-se o G2 com
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Fenóis voláteis em vinhos tintos

Fenóis voláteis em vinhos tintos

Este trabalho teve como principal objectivo estudar um método de preparação de amostra e um método cromatogriáfico para analisar e quantificar os principais fenóis volát[r]

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Impacto da poda e das operações enológicas na extração dos compostos responsáveis pela cor dos vinhos tintos

Impacto da poda e das operações enológicas na extração dos compostos responsáveis pela cor dos vinhos tintos

(geralmente incolores), denominadas de cofatores, formando associações moleculares ou complexos (28,40,42). Os cofatores mais comuns incluem uma variedade de compostos, como ácidos fenólicos, flavonóides, e particularmente derivados de flavonóis e subgrupos flavona, aminoácidos e alcalóides, e ainda as próprias antocianinas quando as suas concentrações forem elevadas (auto-associação) (27,40,41). Mirabel et al, (1999) citou alguns cofatores como sendo bons cofatores e maus cofatores no sentido de um aumento ou diminuição da intensidade de cor, respetivamente. Nos bons cofatores enumerou alguns flavonóis, rutina e quercetina, e proantocianidinas. Nos maus cofatores referiu a (-)- epicatequina e (+)-catequina. Certos cofatores podem forçar o equilíbrio na direção de uma diminuição na intensidade de cor. Esta chamada anti-copigmentação revelou um decréscimo na cor que pode ter resultado de certas combinações com compostos fenólicos, principalmente compostos provenientes da graínha (41). Os fenómenos de copigmentação dependem de diversos fatores como pH, concentração, temperatura e estrutura das antocianinas que deverá ser estequiometricamente favorável para associação com outras moléculas (39). Este processo resulta num aumento da absorvância na gama do visível, efeito ou intervalo hipercrómico, isto é, aumenta a intensidade de cor, e um intervalo positivo no comprimento de onda máximo de absorvância, intervalo batocrómico, onde o máximo de absorvância torna-se mais elevado, também chamado de “bluing effect” pois verifica-se uma mudança de cor nas antocianinas de vermelho para mais azul (Fig.15), (31,41,43).
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Determinação da atividade antioxidante e compostos fenólicos totais em óleos essenciais

Determinação da atividade antioxidante e compostos fenólicos totais em óleos essenciais

A hortelã (Figura 4) é uma planta cultivada em todo o mundo há muitos anos, tem sua origem da Ásia. Suas essências aromáticas estão presentes em toda a planta, principalmente nas folhas. Das folhas frescas e semi-secas e partes floridas da hortelã pode ser extraído óleo essencial através de destilação a vapor. Suas propriedades fitoterápicas relatadas são: estimulante, estomacal, carminativo. Estudos recentes demonstram que infusões desta erva possuem elevados teores de compostos fenólicos e presença de flavonóides de alta atividade antioxidante (RIO, 2013).
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Determinação de trans-resveratrol em vinhos tintos por meio de calibração multivariada

Determinação de trans-resveratrol em vinhos tintos por meio de calibração multivariada

O trans-resveratrol (Figura 4.g) é um composto fenólico encontrado em diversas fontes, dentre elas as uvas. Por esta razão, vinhos tintos também apresentam uma quantidade significativa deste composto. Quimicamente é conhecido como 3,5,4’-trihidroxi-estilbeno devido sua estrutura ser formada por dois anéis fenólicos unidos entre si por uma dupla ligação do tipo estireno. É encontrado na natureza na forma dos dois isômeros, cis e trans (Figura 5), entretanto, acredita- se que a forma trans seja a mais abundante e a que apresenta maior atividade biológica. É altamente fotossensível podendo sofrer isomerização quando exposto à radiação UV por tempos prolongados (NEVES et al, 2012).
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COMPOSTOS BIOATIVOS COM CAPACIDADE ANTIOXIDANTE E ANTIMICROBIANA EM FRUTAS

COMPOSTOS BIOATIVOS COM CAPACIDADE ANTIOXIDANTE E ANTIMICROBIANA EM FRUTAS

novos produtos alimentícios com base nelas, porém informações sobre as características químicas e valor nutricional das frutas brasileiras ainda precisam ser mais exploradas (SCHIASSI et al., 2018). Contudo, espécies frutíferas não amplamente consumidas estão sendo empregadas como alternativa às espécies tradicionais (KREMER-SADLIK et al., 2015). Isso porque as frutas podem se tornar uma fonte inesgotável de recursos nutricionais, uma vez que são uma fonte potencial de compostos bioativos, como os compostos fenólicos, vitaminas, carotenóides e minerais, e reconhecidas como fontes de fibras alimentares solúveis e insolúveis, que desempenham um papel importante na alimentação (SCHIASSI et al., 2018). Habibi e Ramezanian (2017) afirmaram que o alto consumo de frutas é associado a uma menor incidência de doenças como câncer, disfunções cardiovasculares, inflamação, aterosclerose, declínio do sistema imunológico; desempenhando papel importante na atividade antiviral e na prevenção de processos neurodegenerativos. Fang, Meng e Min (2018) confirmaram que a prevenção de doenças degenerativas está realacionada também ao consumo de frutas que apresentam elevada capacidade antioxidante. Jiao et al. (2018) reforçam que o estudo de compostos associados à capacidade antioxidante são de grande interesse porque são capazes de absorver radicais livres e assim inibir a cadeia de iniciação ou até mesmo interromper a cadeia de propagação das reações oxidativas, causadas pelos radicais livres no organismo humano. Dentre estes compostos com atividade antioxidante encontram-se os fenólicos. Cabe ressaltar que os compostos fenólicos em frutas são naturais e, portanto, mais aceitáveis para os consumidores do que os antioxidantes sintéticos. Há um interesse crescente na descoberta e identificação de compostos fenólicos que ocorrem naturalmente em frutas, com o objetivo de encontrar novas e promissoras fontes de antioxidantes para a saúde humana (LIU et al., 2018). Assim, o objetivo deste trabalho foi apresentar as características e as vantagens dos compostos antioxidantes em frutas, bem como dos antimicrobianos, incluindo os mecanismos oxidativos e os principais métodos utilizados para a avaliação da atividade antioxidante in vitro.
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Efeito da cocção no conteúdo de compostos bioativos e atividade antioxidante nos grãos de cultivares de feijão-caupi

Efeito da cocção no conteúdo de compostos bioativos e atividade antioxidante nos grãos de cultivares de feijão-caupi

RESUMO - O presente estudo visou avaliar a influência do cozimento no conteúdo de compostos bioativos e atividade antioxidante nos grãos de cultivares de feijão-caupi. As análises foram realizadas em cultivares cruas e após o cozimento em panela de pressão doméstica. Para os compostos bioativos, o grão da cultivar BRS Aracê apresentou os maiores conteúdos de compostos fenólicos totais antes (205,10 mg/100 g + 2,89) e após (150,62 mg/100 g + 2,64) o cozimento (p<0,05). Foram identificadas as poliaminas espermina e espermidina nas cultivares (mg/kg), destacando-se a BRS Milênio no grão cru com 120,5 e no grão cozido de 50,4, e BRS Tumucumaque no grão cru de 116,2 e no grão cozido de 47,9, com perdas significativas (p<0,05) após o cozimento. Não foi detectada a presença de antocianinas e flavonóis nos grãos das cultivares. Para a atividade antioxidante, observaram-se comportamentos diferenciados para cada grão das cultivares nos dois métodos avaliados. Antes do cozimento, o grão da cultivar BRS Aracê apresentou maior atividade antioxidante pelos dois métodos avaliados (μmol TEAC/100 g) 614,7+ 5,43 (DPPH) e 660,1 + 7,98 (ABTS). O grão da cultivar BRS Xiquexique exibiu elevada atividade antioxidante de 419.8 ± 6.80 e o grão da cultivar BRS Milênio de 552.1 ± 4.78, após o cozimento. Foi constatada forte correlação entre a atividade antioxidante e o teor de fenólicos e flavonoides totais. Concluiu-se que após o processamento, os grãos das cultivares mantiveram características nutritivas e funcionais relevantes, recomendando-se o consumo do feijão-caupi com o caldo de cocção para retenção de compostos com propriedades antioxidantes.
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Avaliação de compostos bioativos e capacidade antioxidante do bagaço de uva

Avaliação de compostos bioativos e capacidade antioxidante do bagaço de uva

O Brasil, devido à sua grande produção agrícola, é um dos países que mais produz resíduos agroindustriais no mundo e observa-se um interesse crescente na busca de alternativas para a utilização da matéria orgânica gerada, que atualmente tem sido fonte de poluição do meio ambiente. A indústria vinícola tem gerado um grande volume de resíduos que podem constituir um material de baixo custo e boa rentabilidade em aplicações tecnológicas, além de conter substâncias bioativas de alto valor comercial. Neste estudo; foi avaliado o bagaço de três variedades de uva. Ácidos graxos e compostos fenólicos foram idenficados por cromatografia líquida e gasosa, respectivamente. A capacidade antioxidante dos extratos fenólicos foi avaliada pelos métodos DPPH, ABTS +· e íon ferroso. O bagaço da uva Cabernet Sauvignon apresentou os valores mais elevados de compostos fenólicos totais (5.101,82 ± 119,03 mg EAG 100 g -1 ), flavonoides (2.983,91 ± 51,76 mg ECT 100 g -1 ) e antocianinas monomérica totais (2.092,93 ± 71,57 mg mal-3-gli.100 g -1 ). Além disso, o bagaço de Cabernet Sauvignon apresentou os menores valores de EC 50 nos testes de DPPH e ABTS, apresentando alta atividade antioxidante.
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Avaliação da atividade antioxidante e determinação de compostos fenólicos totais de méis produzidos no Pantanal

Avaliação da atividade antioxidante e determinação de compostos fenólicos totais de méis produzidos no Pantanal

Os teores médios de compostos fenólicos totais dos méis da fazenda Nhumirim foram significativamente superiores (p<0,05) aos encontrados na fazenda Band’Alta, com valores médios de 61,52 e 222,03 mg/100 g, respectivamente. Segundo Kucuk et al. (2007), a concentração e o tipo de substâncias fenólicas dependem da origem floral do mel e são os principais fatores responsáveis pela atividade biológica, incluindo a atividade antioxidante, antimicrobiana, antiviral e anticarcinogênica. O maior teor de compostos fenólicos encontrados nos méis da fazenda Nhumirim pode estar relacionado ao fato de que esta fazenda sofre inundações em determinadas épocas do ano, diferentemente da Fazenda Band’Alta, que fica localizada em uma região conhecida como parte alta (por não alagar mesmo nas maiores cheias do rio) do Pantanal.
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Determinação da acidez total de vinhos tintos empregando titulações baseadas em imagens digitais

Determinação da acidez total de vinhos tintos empregando titulações baseadas em imagens digitais

2 ⋅ ⋅ . Esse valor foi adotado como resposta analítica para a construção das curvas de titulação baseadas em imagens digitais (DIB). Para a localização mais precisa do ponto final, foram geradas as curvas de titulação com base nos valores da segunda derivada da resposta analítica. As antocianinas apresentam diferentes cores de acordo com o pH do meio e, a partir das variações do valor de cor das imagens obtidas durante a titulação dos vinhos tintos, o ponto final pôde ser detectado com precisão. O método oficial recomenda o uso da titulação potenciométrica para a determinação da acidez total de vinhos tintos. Este método requer diluição da amostra antes da titulação que deve ser efetuada até um valor fixo de pH (8,2-8,4). A fim de ilustrar a viabilidade do método proposto, foram realizadas titulações envolvendo a determinação da acidez total em dez amostras de vinhos tintos. Os resultados foram comparados com os obtidos pela titulação potenciométrica usada como método de referência. Constatou-se que não há diferença sistemática estatisticamente significativa entre os resultados, aplicando-se o teste t emparelhado ao nível de 95% de confiança. O método proposto produziu resultados com uma precisão melhor que a do método oficial. Essas características vantajosas da titulação DIB são atribuídas à natureza trivariada das medidas associadas às imagens digitais.
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Avaliação da produção, composição química, compostos bioativos e atividade antioxidante de linhagens autóctones de Pleurotus spp.

Avaliação da produção, composição química, compostos bioativos e atividade antioxidante de linhagens autóctones de Pleurotus spp.

O gênero Pleurotus é conhecido por produzir basidiomas comestíveis e representa um grupo de cogumelo que apresenta grande potencial de cultivo, é amplamente conhecido em razão de sua rusticidade, rápido ciclo de vida, baixo custo e facilidade de cultivo que dispensa tratamento químico ou biológico (Sánchez et al., 2002; Eira, 2004; Furlani & Godoy, 2005; Mandeel et al., 2005). Devido ao seu complexo enzimático lignocelulolítico composto por enzimas como celulases, ligninases, celobiases, lacases e hemicelulases, estes fungos são capazes de degradar compostos aromáticos da estrutura da lignina e são cultivados em resíduos lignocelulósicos (Peralta, 2008). Na Figura 2 estão apresentadas as diferentes formas de ação das enzimas que podem ser produzidas durante o processo de obtenção dos cogumelos.
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