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Diatomáceas (Bacillariophyceae) em marismas no sul do Brasil.

Diatomáceas (Bacillariophyceae) em marismas no sul do Brasil.

RESUMO – (Diatomáceas (Bacillariophyceae) em marismas no sul do Brasil). Nas marismas do sul do Brasil a comunidade de diatomáceas é desconhecida. Este estudo visa avaliar a composição, a riqueza e a β-diversidade desta comunidade com base em amostras coletadas em cinco pontos georeferenciados, entre as coordenadas 31º59’18.60”S – 52º14’58.50”W e 32º06’49.74”S – 52º09’22.57”W, em janeiro de 2002 e março de 2008, no estuário da laguna dos Patos. Esta comunidade esteve composta por 64% de diatomáceas salobras, 24% de marinhas e 16% de dulcícolas e esteve representada por 24 famílias, 36 gêneros e 50 táxons específi cos e intra-específi cos. Não houve variação na composição das espécies indicada pela diversidade-β (1,05). Com base na estimativa de riqueza Chao2, a comunidade de diatomáceas se mostrou representativa das marismas do estuário da laguna dos Patos. As espécies identifi - cadas são apresentadas com suas medidas e ilustrações.
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Diatomáceas sobre Limnoperna fortunei (Dunker), molusco introduzido no Lago Guaíba, Sul do Brasil.

Diatomáceas sobre Limnoperna fortunei (Dunker), molusco introduzido no Lago Guaíba, Sul do Brasil.

RESUMO – (Diatomáceas sobre Limnoperna fortunei (Dunker), molusco introduzido no Lago Guaíba, Sul do Brasil). A composição taxonômica de diatomáceas presentes sobre o molusco Limnoperna fortunei (mexilhão dourado), introduzido no Lago Guaíba através da água de lastro de navios oriundos da Argentina, foi analisada com o objetivo de identificar e avaliar a ocorrência das espécies quanto ao habitat e origem. Os moluscos foram retirados de plataforma flutuante de madeira e de bóias situadas na região norte do Lago Guaíba, no período de agosto a novembro de 2005. As diatomáceas presentes sobre as conchas dos moluscos foram raspadas, analisadas sob microscópio e posteriormente oxidadas para identificação. Os resultados demonstraram que a concha do molusco pode ser considerada um habitat favorável às diatomáceas, tendo em vista a riqueza de espécies. A associação de diatomáceas não demonstrou estar restrita a este habitat, pois as espécies mais frequentes Cocconeis fluviatilis Wall., C. placentula Ehr. var. lineata (Ehr.) Heurck, Encyonema silesiacum (Bleisch) Mann, Eunotia pseudosudetica Metz., Lange-Bert. & Garcia-Rodr., Gomphonema parvulum (Kütz.) Kütz., Hydrosera whampoensis (Schw.) Deby, Luticola goeppertiana (Bleisch) Mann, Melosira varians Ag., Navicula symmetrica Patr., Nitzschia palea (Kütz.) Smith, Pinnularia acrosphaeria Smith, Planothidium frequentissimum (Lange-Bert.) Round & Bukh., Pleurosira laevis (Her.) Comp. e Ulnaria ulna (Nitzsch.) Comp. são também encontradas em substratos rochosos e no plâncton na Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba. Entretanto, Eunotia pseudosudetica, Luticola dapalis (Freng.) Mann e Gomphonema mexicanum Grun. são táxons só registrados, até o momento, para o Rio da Prata, Argentina. Estes primeiros registros nas águas do Lago Guaíba suportam a hipótese de uma recente introdução dessas espécies via água de lastro, assim como L. fortunei.
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Diatomáceas epilíticas indicadoras da qualidade de água na bacia do Rio Gravataí, Rio Grande do Sul, Brasil.

Diatomáceas epilíticas indicadoras da qualidade de água na bacia do Rio Gravataí, Rio Grande do Sul, Brasil.

RESUMO: As diatomáceas constituem um dos grupos mais abundantes e representativos em riqueza de espécies nas comunidades perifíticas. Nas regiões temperadas do Hemisfério Norte elas são particularmente abundantes na primavera, em resposta aos incrementos na temperatura, intensidade luminosa e disponibilidade de nutrientes. Os padrões de variação sazonal das comunidades de diatomáceas e suas relações com as variáveis ambientais são ainda pouco conhecidos nas regiões tropicais e subtropicais. No presente estudo a variação sazonal na composição e densidade das diatomáceas epilíticas do rio Gravataí, RS, Brasil, foi investigada ao longo de dois ciclos sazonais. Amostragens trimestrais das diatomáceas epilíticas associadas a substratos artificiais rochosos foram realizadas em seis estações de amostragem ao longo do rio Gravataí, no período de setembro de 2000 a agosto de 2002. Variáveis climatológicas e as principais variáveis e químicas da água foram simultaneamente avaliadas. Observou-se uma marcante sazonalidade tanto climática quanto hidrológica. As variações sazonais de temperatura foram amplas, com diferença de 15°C entre verão e inverno. O padrão regional de precipitação pluviométrica resulta em variações sazonais nas vazões do rio e na disponibilidade de nutrientes. Verificou-se que as diatomáceas epilíticas sofreram uma mudança na composição de espécies e nas densidades populacionais, marcante. As maiores densidades populacionais ocorreram no período de outono, atingindo o valor máximo de 26690 ind/cm2, e o mínimo de 1039 ind/cm2 na primavera de 2001. Os aumentos de vazão do rio Gravataí, as quais são mais elevadas no outono, geram maior turbulência, sem contudo aumentar a turbidez, favorecendo as diatomáceas epilíticas, provavelmente pela rápida renovação de nutrientes ao redor das células. As espécies Cocconeis placentula, Achnanthes sp, Selllaphora seminulum e Eolimna minima foram tipicamente abundantes no período de outono, enquanto Gomphonema parvulum, Eunotia pectinalis e Navicula radiosa atingiram maiores densidades no inverno. Evidenciou-se também que as espécies Nitzschia palea e Sellaphora seminulum tornaram-se gradativamente dominantes e permanentes ao longo do ciclo sazonal no trecho inferior do rio, local mais seletivo devido à eutrofização, mascarando a sucessão sazonal de espécies que deveria ocorrer em função da sazonalidade climática e hidrológica.
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Diatomáceas (Bacillariophyta) marinhas e estuarinas do Paraná, Sul do Brasil: lista de espécies com ênfase em espécies nocivas.

Diatomáceas (Bacillariophyta) marinhas e estuarinas do Paraná, Sul do Brasil: lista de espécies com ênfase em espécies nocivas.

Os estudos sobre a ecologia do fitoplâncton iniciaram-se na Baía de Paranaguá na década de 80 com os trabalhos de Brandini (1985a) e Brandini (1985b), este último realizou estudos ecológicos na Baía de Paranaguá, verificando a distribuição horizontal e sazonal do fitoplâncton, bem como os parâmetros ambientais (temperatura, salinidade, oxigênio e pH), biomassa e fotossíntese do fitoplâncton. A partir deste período a ecologia do fitoplâncton passou a ser estudada intensamente por diversos autores (Brandini & Moraes 1986, Brandini 1988a, b, Brandini et al. 1989, Brandini 1990 a, b, Brandini & Thamm 1994, Brandini & Fernandes 1996, Brandini et al. 1997 e Brandini et al. 2001). Brandini & Fernandes (1996) mostraram que a comunidade fitoplanctônica da plataforma do Paraná é formada por associação costeira, composta por espécies neríticas eurihalinas (Skeletonema costatum, Chaetoceros sp.) e diatomáceas bênticas ressuspendidas. Posteriormente, Fernandes & Brandini (2004) analisaram a variação sazonal das diatomáceas em águas neríticas do Paraná, a fim de detectar os fatores ambientais que interferem na comunidade fitoplanctônica. Estes autores verificaram que as espécies dominantes foram Cerataulina pelagica, Chaetoceros spp., Dactyliosolen fragilissimus, Guinardia delicatula, Lauderia annulata, Leptocylindrus spp., Pseudo-nitzschia delicatissima, P. australis, Rhizosolenia spp., Skeletonema costatum e Thalassionema nitzschioides. Com base nos trabalhos revisados desde 1918, foi elaborada uma lista das espécies para o litoral do Paraná (Tabela 1), acrescida das espécies encontradas no projeto ALARME. Foram registradas para o Paraná 789 táxons infragenéricos, distribuídos em 167 gêneros. No Complexo Estuarino de Paranaguá ocorreram 575 táxons infragenéricos, distribuídos em 152 gêneros. Além disso, uma tabela contendo as espécies potencialmente nocivas para o litoral do Paraná foi elaborada com base nos trabalhos levantados e amostras analisadas no projeto ALARME (Tabela 2).
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Análise da estrutura da comunidade de diatomáceas (Bacillariophyceae) em duas estações do sistema Guaíba, Rio Grande do Sul, Brasil.

Análise da estrutura da comunidade de diatomáceas (Bacillariophyceae) em duas estações do sistema Guaíba, Rio Grande do Sul, Brasil.

Para cumprir com 0 objetivo geral, foram formulados os seguintes objetivos espedfi- cos: identificayoo das eSpOCies de diatomaceas ocorrentes em uma secyao das aguas do Gualba; es[r]

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Coleção História Social do Campesinato no Brasil

Coleção História Social do Campesinato no Brasil

Portanto, as negociações em torno das alternativas de ocupação do espaço físico e social marcaram e impregnaram a proposição de modos de vida orientados por valores cuja elaboração tornou possível a legitimidade da coexistência política e cultural. Modos de vida que também reafi rmam o direito à luta pela autonomia, emblematizada pela célebre referência à vida na fartura. Ora, tudo isso, relembramos, fora construído no contexto de imposição de formas de dominação objetivadas com base na grande produção. Por esse motivo, a vida segundo a lógica expropriatória objeti- vada na grande propriedade foi concebida como destruidora da dignidade social. A honra estava (assim e inclusive) pautada pela defesa do acesso à alimentação, todavia em condições socialmente concebidas como adequa- das à reprodução saudável do trabalhador e dos membros de sua família. Dessa forma, no Brasil, os produtores agregados pela forma de orga- nização camponesa estão presentes como atores sociais que participaram e participam da construção da sociedade nacional. Esse reconhecimento não se funda tão-somente em uma dimensão politizada de defesa dessa visibilidade social. Ele também se explica pelos princípios de constituição das formas hegemônicas de organização da produção social. Destacaremos três dimensões desse protagonismo. Em primeiro lugar, o campesinato representa um pólo de uma das mais importantes contradições do capital no Brasil, que consiste em sua incapacidade de se “libertar” da propriedade fundiária. O signifi cado que a propriedade da terra tem até hoje, como um elemento que ao mesmo tempo torna viável e fragiliza a reprodução do capital, gera uma polarização (de classe) entre o proprietário concentrador de terras (terras improdutivas) e aquele que não tem terras sufi cientes. Desse fato decorrem duas conseqüências principais. Por um lado, essa contradição não é residual na sociedade brasileira, constituindo-se um dos pilares de sua estrutura social; por outro, a principal luta dos camponeses é pela construção de seu patrimônio, condição sine qua non de sua existência. Essa luta foi e continua sendo muito forte em diversos momentos e sob as mais variadas formas. Ela tem um caráter eminentemente político e corresponde ao que se costuma chamar o “movimento camponês”.
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CAPÍTULO 2 – A POLÍTICA AGRÍCOLA NO BRASIL: EVOLUÇÃO,

CAPÍTULO 2 – A POLÍTICA AGRÍCOLA NO BRASIL: EVOLUÇÃO,

Estudo do Banco Mundial sobre 18 países de três continentes mostrou que a experiência do Brasil não seria muito distinta dos padrões internacionais no que tange às implicações da ISI para o agronegócio ± não fosse pela singularidade da sua política de crédito subsidiado, que teve peso e importância notadamente maiores do que a de todos os demais 17 países da amostra (Krueger et al., 1992; Helfand, 2000). Outras pesquisas abordaram a ação política do agronegócio e seus impactos na política agrícola de diferentes países (Bates, 1987; Riedl, 2002; Lopez, 2001; Delorme, 2004). Uma delas (Rocha & Ortega, 2006), baseada em análise de dados de 18 países latino-americanos no período de 1985-2004, assinala que a desigual distribuição de renda mantém relação direta com a distribuição estatal de subsídios fiscais regressivos e ineficientes. Sobretudo, seus autores destacam trabalhos cujos resultados indicam que os subsídios agrícolas não sociais (bens privados) ± que participam da estrutura geral de subsídios em conjunto com os subsídios sociais (bens públicos) ± são capturados pelas elites econômicas, e que fatores político-institucionais (como o grau de abertura política) e da realidade social (como a concentração de renda) determinam a composição do gasto fiscal, podendo concorrer para a maior participação de subsídios não sociais na estrutura desse gasto (Ibidem: 128, 150).
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A produção da exclusão educacional no Brasil Introdução

A produção da exclusão educacional no Brasil Introdução

Entre 2006 e 2009, período de transição da faixa etária de atendimento compulsório no ensino fundamental de 8 (EF8) para 9 anos (EF9), os avanços de acesso permaneceram significativos. Aos 6 anos, aproximadamente 2/3 das crianças (66,4%) em 2007 estavam em classes de alfabetização ou 1ª série (EF8) ou 1º ou 2º anos (EF9), sendo que 2,3% já estavam em séries posteriores. Este percentual avançou para 73,6% em 2008 e atingiu 77,6% em 2009. Observa-se que os Sistemas de Ensino no Brasil conseguem enfrentar com relativo sucesso os desafios de acesso, sejam eles em quais níveis forem. No entanto, o fazem de maneira muito lenta e sem conseguir atingir toda a população, o que sempre mantém uma parcela excluída. Assim, apesar destes largos avanços, o acesso continua a ser um desafio. Não em função da oferta bruta de matrículas no ensino fundamental, mas em função principalmente de sua distribuição geográfica, de sua capacidade de pleno atendimento ao longo das transições educacionais e da oferta de modalidades de ensino adequadas à variada demanda social, em especial de ensino profissionalizante e educação especial. Preocupante também é a persistência do analfabetismo juvenil. Apesar de toda esta expansão das vagas, ainda há jovens brasileiros que sistematicamente chegam aos 15 anos sem saber ler e escrever. Embora este percentual seja reduzido (1,6% em 2009), é vergonhoso e preocupante.
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Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

A pesquisa, ainda incipiente, mostra a mobilização dos camponeses nessa época. As divisões entre as facções da classe dominante criaram fi ssuras na arquitetura do poder. No caso do campesinato, o PCB foi a primeira or- ganização política a incorporar o camponês como constituinte do partido. Na época da revolução de 1930, as Delegacias Estaduais de Ordem Política e Social (DEOPS), entidade policial criada em 1924, já estavam espalhadas pelo país. Em São Paulo, o DEOPS estava bem representado no interior do estado, e pesquisa realizada em seu arquivo mostra a presença do PCB nas fazendas e a adesão dos camponeses ao partido. Um só exemplo é a revista em quadrinhos, O Trabalhador Agrícola, publicada em dezembro de 1930. Uma página de imagens mostra um homem gordo, deitado em um sofá, fumando um charuto com a legenda, “Os senhores fazendeiros passam a vida de papo para o ar gozando... gozando...”. A imagem abaixo é de um camponês trabalhando de costas quebradas no sol quente e a legenda diz: “...de seus ‘servos’ e a elles pertencem as terras do Brasil...mas é precizo reagir!”. A terceira e última imagem na página é a de um camponês atirando com espingarda no fazendeiro gordo, correndo de medo com seus braços no ar. A legenda fi nal, em letras garrafais, diz: “CONFISCA AS TERRAS TRABALHADORES DO CAMPO”. O confi sco do documento pelo DEOPS e a presença da delegacia no campo demonstram, no mínimo, a preocupa- ção do Estado com a mobilização dos camponeses. A linguagem de Vargas demonstra, no mínimo, a decisão de desenvolver um projeto para controlar o processo da inclusão política dos camponeses.
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Octavio Ianni e o proletariado rural no Brasil — Outubro Revista

Octavio Ianni e o proletariado rural no Brasil — Outubro Revista

da caracterização do proletariado rural no Brasil, nos termos lançados pelo professor Octavio Ianni, fora parcialmente ladeado. Esta constatação parece indicar que a literatura recente da Questão Agrária no Brasil possui o limite – e, ao mesmo tempo, o desafio urgente e insurgente – de avançar qualitativamente na análise minuciosa das classes sociais em presença no universo agrário. No decurso dos últimos anos, outros temas foram priorizados no meio acadêmico e no movimento popular, como os novos desafios à reforma agrária em meio ao espraiamento do neoliberalismo; a ação político-organizativa no campo; os impactos sociais e ambientais oriundos do modelo aplicado pelo agronegócio etc. ‒ eixos temáticos que evidentemente guardam relação com o debate das classes sociais, mas que não o possuem como objeto central de investigação.
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SOBRE A RELAÇÃO ENTRE REGIMES POLÍTICOS E DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO: APONTAMENTOS PARA UM ESTUDO SOBRE A HISTÓRIA DA CT DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

SOBRE A RELAÇÃO ENTRE REGIMES POLÍTICOS E DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO: APONTAMENTOS PARA UM ESTUDO SOBRE A HISTÓRIA DA CT DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

RESUMO : Esse trabalho é um estudo preliminar – através de uma revisão da literatura, em especial daquela relativa a estudos sobre a ciência – acerca das relaçõ[r]

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A Comuna de Paris no Brasil — Outubro Revista

A Comuna de Paris no Brasil — Outubro Revista

112 - outubro especializados e assalariados, que se definiam como artistas, tendo como referência o passado de organização artesanal do trabalho, mas já enfrentando as vicissitudes do trabalhar para outrem em troca de um salário. Este segmento começara a ser mais claramente identificado, na Corte, alguns anos antes. Em 1858 ocorreu um movimento que ficou registrado como a primeira greve no Brasil, uma greve de tipógrafos, que reivindicando aumento salarial paralisaram o trabalho nas folhas diárias do Rio. Cientes do potencial do seu ofício, publicaram inclusive um jornal diário – o Jornal dos Tipógrafos –, das páginas do qual se extrai uma concepção sobre a especificidade do artista, trabalhador especializado que merecia ser mais bem tratado, pois portava a dignidade de um ofício. Mas, brotavam das páginas do jornal, também, as denúncias da exploração patronal dos trabalhadores submetidos ao assalariamento. A bancar o jornal e organizar os tipógrafos estava uma associação constituída com objetivos mutuais, a Imperial Associação Tipográfica Fluminense. 20
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A IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL, DA LDB AO ENEM – O CASO DE UMA ESCOLA ESTADUAL EM JUIZ DE FORA MG

A IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL, DA LDB AO ENEM – O CASO DE UMA ESCOLA ESTADUAL EM JUIZ DE FORA MG

O presente trabalho, intitulado “A implementação da reforma curricular do Ensino Médio no Brasil, da LDB ao Enem – o caso de uma escola estadual em Juiz de Fora – MG”, foi desenvolvido no Programa de Pós Graduação Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública do CAEd/UFJF para obtenção do título de mestre. Teve como objetivo analisar como se dá o processo de implementação dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – PCNEM (texto principal da reforma curricular brasileira para esta modalidade de ensino) na realidade de uma escola estadual de Juiz de Fora – MG. No trabalho, foi descrito o caso específico da escola analisada, relacionando esta realidade com as proposições dos documentos oficiais sobre o Ensino Médio. A realização deste trabalho foi fundamentada nas pesquisas de Ball (2001; 2006) no que diz respeito às políticas curriculares e também nas reflexões gerais sobre o problema do currículo trabalhadas por Lopes (2006). Além disso, foram utilizadas as pesquisas de Abramovay (2003) no que tange à recepção da reforma curricular no Brasil e também os trabalhos de Lück (2009) e Wallace Foundation (2010) a respeito das questões relacionadas à gestão escolar. Obviamente, os textos oficiais do Ministério da Educação foram também utilizados como referências fundamentais. Destaca-se no trabalho o desenvolvimento de um Plano de Ação Educacional que compreende a produção de orientações para a gestão escolar, passos para a atualização do Projeto Pedagógico da escola, além de um roteiro que sintetiza as principais teses da reforma brasileira. Todas estas ações foram apresentadas tendo como foco a atuação do gestor escolar como protagonista do processo de implementação da reforma.
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Wahlverwandtschaft: pós-neoliberalismo e neodesenvovimentismo no Brasil — Outubro Revista

Wahlverwandtschaft: pós-neoliberalismo e neodesenvovimentismo no Brasil — Outubro Revista

Diante do quadro social imposto pelas políticas neoliberais no Brasil, o horizonte teórico do pós-neoliberalismo parecia tender para a necessidade da superação da ordem. Mas este rápido suspiro logo passou, à medida que se tornou evidente que a ordem do capital não se restringia ao ajuste político promovido pelo neoliberalismo. De acordo com Emir Sader, no entanto, o período de hegemonia do neoliberalismo teria provocado duas incompreensões fundamentais. A primeira, decorrente da interpretação de que se tratava do estágio final do capitalismo, levando muitos ao equívoco de pensar que a transição só poderia se dar para o socialismo. A segunda, vinda da concepção do “fim da história”, que aponta para a impossibilidade de qualquer construção política fora dos limites da ordem capitalista neoliberal. Para o autor, essas incompreensões precisavam dar lugar a uma análise das condições concretas da realidade brasileira e latino-americana. A seu ver, o neoliberalismo teria encontrado seu limite sem que tivesse surgido no horizonte histórico um projeto alternativo que o substituísse em escala global, de modo que, a alternativa possível estava, apenas, no pós-neoliberalismo. (I BID ., p.136-137).
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA M ARCELOF ERNANDOT ERENCE

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA M ARCELOF ERNANDOT ERENCE

Além de uma síntese do questionamento já realizado por vários autores sobre os dados quantitativos da reforma agrária, sobretudo nos governo FHC e Lula, nesse capítulo realiza-se também uma reflexão sobre a ausência de sintonia entre os modelos dos assentamentos e das políticas de incentivo criadas em relação à “herança camponesa” dos assentados do sul e sudeste do Pará. De um lado o corte geométrico, os lotes “regulares”, a rigidez dos limites impostos pela demarcação oficial. De outro as famílias de assentados cujos filhos crescer e passam a precisar de terra para trabalhar oi ainda a família que complementa sua dieta de proteínas com carne de “caça”, muitas vezes ausente no “seu” lote devido a forma como foi feita a divisão dos mesmos. O Estado, por meio de suas agências de fomento e assistência, incentiva a inserção nos mercados, o empreendedorismo, a especialização da produção camponesa quando muitas famílias estão preocupadas com sua autonomia e bem estar na “roça”, com a sua produção “para o gasto”. Claro que há os assentados que especializam a produção e chegam até a comprar mais lotes dentro do assentamento. Mas esse modelo não serve a todos. Essas questões irão ressurgir mais concretamente no capítulo 5, quando as entrevistas com os assentados mostrarão claramente a dificuldade de várias famílias em permanecer em seus lotes.
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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

Como foi expresso neste mesmo documento, o grande desafio para a efetiva promoção e proteção dos direitos humanos no Brasil é o de concebê-los e programá-los na sua universalidade, interdependência e indivisibilidade, tratando-os de maneira transversal. Dentre os eixos, chamou a atenção a ausência de um segmento destinado a garantir o direito à Memória, Verdade e Justiça pelos crimes cometidos no passado ditatorial; mas a queixa não demorou a chegar até o secretário da SEDH, e ex-preso político, que se desculpou publicamente durante o discurso inaugural, caracterizando a omissão como um “cochilo”, incluindo-o posteriormente como o sétimo eixo orientador. Durante a seção solene da abertura, tiveram a palavra o presidente Lula, o ministro Vannuchi, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Pompeo de Mattos e a representante do Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos, Deise Benedito. Coube a esta última proferir um discurso que pretendia representar a sociedade civil partícipe do encontro sócio-estatal.
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Bernardo Mançano Fernandes, Leonilde Servolo de Medeiros e Maria Ignez Paulilo (Orgs.)

Bernardo Mançano Fernandes, Leonilde Servolo de Medeiros e Maria Ignez Paulilo (Orgs.)

O primeiro artigo, de autoria de Anita Brumer, aborda a retomada das lutas camponesas durante a ditadura militar, centrando-se nos principais eventos do período 1978-88 na Região Sul do país e interpretando-os como produto do contexto no qual surgem diferentes reações dos atingidos e marginalizados pela modernização tecnológica, concomitante ao desen- volvimento industrial no campo e na cidade. A luta pela terra é analisada a partir da expulsão dos posseiros da Reserva Indígena de Nonoai, no Rio Grande do Sul, em maio de 1978, defl agrando intensos confl itos na região e tornando-se um marco no processo de redemocratização do país. A partir dessa referência, a autora se volta para a discussão da questão agrária no quadro político da época, salientando a importância do sindicalismo, seja de trabalhadores ou patronal, o surgimento de novas formas de organização como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a União Democrática Ruralista (UDR), bem como os embates derivados. A autora também discute a formação da Comissão Regional dos Atingidos pelas Barragens (CRAB), as lutas dos “pequenos produtores” em defesa de me- lhores preços para seus produtos, com o objetivo de garantir ou aumentar suas rendas. Finalmente, são tratadas as lutas das mulheres agricultoras para serem benefi ciárias diretas da Previdência Social, seminais para o processo subseqüente de organização das mulheres no campo. Ao longo do texto, Brumer procura apontar impasses e contradições que se geraram no interior desse processo, produzindo uma leitura problematizadora, que aponta as potencialidades que as lutas analisadas carregavam.
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Terras diatomáceas: uma pozolana natural na Bacia do Paraná, Estado de São Paulo

Terras diatomáceas: uma pozolana natural na Bacia do Paraná, Estado de São Paulo

“Pó-de-mico” ou simplesmente “mico”, “estopa” ou “sapóleo” são denominações popula- res que reconhecem os esponjilitos ou terras diatomáceas em todo o interior do Estado de São Paulo. Elas são também denominadas como Kieselguhr (Alemanha), Moler (Dinamarca), Trípoli (Rússia) e Gais (França), as quais constituem um grupo de pozolanas caracterizadas por materiais de origem organogênica (MEHTA & MONTEIRO 1994). As diatomáceas são organismos fotossintetizadores que se revestem de uma carapaça ou frústula de sílica não cristalina (CAMPOS & SANTOS 1984); vivem numa grande variedade de ambientes aquáticos, desde o de águas doces ou salobras até os de regi- ões francamente marinhas. Muitas espécies não es- tão restritas somente a certos ambientes, caracteri- zados por determinada temperatura e propriedades químicas, como salinidade e pH, mas também a seus respectivos modos de vida ou hábito.
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FIGUEIREDO COUTINHO 2003 Aeleiçãode2002 OpiniãoPublica

FIGUEIREDO COUTINHO 2003 Aeleiçãode2002 OpiniãoPublica

José Serra, por sua vez, realizou um percurso bem mais tortuoso até chegar ao segundo turno das eleições de 2002. Primeiro, teve que vencer as disputas internas de seu partido, o PSDB, e por não ser unanimidade, recebeu críticas e perdeu apoio interno. Apesar disso, contava com aspectos favoráveis: a aliança com o PMDB garantiu-lhe o maior tempo no horário eleitoral, o candidato tinha simpatia de grande parte do empresariado, melhor preparo acadêmico do que Lula e experiência administrativa adquirida após a passagem por vários cargos executivos, entre eles o Ministério da Saúde. Deste último, saiu reconhecido pela população como corajoso e realizador, por ter conseguido implantar a legislação sobre os medicamentos genéricos no país e por fazer do Brasil referência internacional no tratamento da AIDS.
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