Top PDF Diatomoflórula Perifítica do rio Descoberto - DF e GO, Brasil, Naviculales (Bacillariophyceae): Diploneidineae e Sellaphorineae.

Diatomoflórula Perifítica do rio Descoberto - DF e GO, Brasil, Naviculales (Bacillariophyceae): Diploneidineae e Sellaphorineae.

Diatomoflórula Perifítica do rio Descoberto - DF e GO, Brasil, Naviculales (Bacillariophyceae): Diploneidineae e Sellaphorineae.

ABSTRACT – (Periphytic diatom flora of the Descoberto River – Distrito Federal and Goiás State, Brazil, Naviculales (Bacillariophyceae): Diploneidineae and Sellaphorineae). The taxa of the suborders Diploneidineae and Sellaphorineae, Naviculales (Bacillariophyceae) are presented as part of a survey of diatoms in the Distrito Federal (DF), Brazil. Samples were collected at five different points along the Descoberto River, one of the main lotic ecosystems in the Distrito Federal during June-July/2003 (dry season) and January-February (rainy season). Sixteen species from both suborders were identified; 14 species were cited for the first time for Goiás state and 15 for the Distrito Federal.
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Diatomoflórula Perifítica do rio Descoberto – DF e GO, Brasil, Naviculales (Bacillariophyceae): Diploneidineae e Sellaphorineae

Diatomoflórula Perifítica do rio Descoberto – DF e GO, Brasil, Naviculales (Bacillariophyceae): Diploneidineae e Sellaphorineae

ABSTRACT – (Periphytic diatom flora of the Descoberto River – Distrito Federal and Goiás State, Brazil, Naviculales (Bacillariophyceae): Diploneidineae and Sellaphorineae). The taxa of the suborders Diploneidineae and Sellaphorineae, Naviculales (Bacillariophyceae) are presented as part of a survey of diatoms in the Distrito Federal (DF), Brazil. Samples were collected at five different points along the Descoberto River, one of the main lotic ecosystems in the Distrito Federal during June-July/2003 (dry season) and January-February (rainy season). Sixteen species from both suborders were identified; 14 species were cited for the first time for Goiás state and 15 for the Distrito Federal.
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LEVANTAMENTO FLORÍSTICO DAS NAVICULALES (BACILLARIOPHYCEAE) PERIFÍTICAS DO RIO DESCOBERTO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL

LEVANTAMENTO FLORÍSTICO DAS NAVICULALES (BACILLARIOPHYCEAE) PERIFÍTICAS DO RIO DESCOBERTO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL

O Brasil possui em seu território uma vasta área de recursos hídricos pouco explorada cientificamente em relação à sua biodiversidade, em especial, os sistemas lóticos cobrem uma boa parte da região brasileira, contudo apresentam poucos estudos, principalmente em relação a diatomoflórula. Não obstante, o Distrito Federal (DF) possuí importantes mananciais, dentre eles a bacia do Descoberto que assume vital papel de abastecimento e lazer para a população local. Em vista disso, o presente estudo objetivou contribuir para ampliar o conhecimento florístico das diatomáceas perifíticas da ordem Naviculales do rio Descoberto. As coletas foram realizadas em junho e julho de 2003 (período de seca) e janeiro e fevereiro de 2004 (período de chuva) em cinco estações de amostragem ao longo do curso do rio Descoberto, contando com o total de 17 amostras analisadas taxonomicamente segundo o sistema de Round et al. (1990). Desta forma observou-se para a diatomoflórula (Bacillariophyceae: Naviculales) do rio Descoberto, 111 táxons, distribuídos em 10 famílias e quatro subordens. Foram registradas 42 citações pioneiras para o estado de Goiás e 78 para o Distrito Federal, o que significou 38% e 70% de citações pioneiras, respectivamente. As subordens Diploneidineae e Sellaphorineae foram as menores subordens registradas para a diatomoflórula do rio Descoberto, sendo observadas apenas um táxon para Diploneidineae e 19 táxons para Sellaphorineae. Neidiineae se caracterizou como a segunda maior subordem da Naviculales, possuindo 29 táxons, distribuídos em cinco gêneros e quatro famílias. Dentre todas as famílias que foram registradas, a mais representativa foi Naviculaceae (53 táxons) e, pertencente a esta, o gênero Navicula foi observado com maior riqueza, 35 espécies. Em relação à freqüência de ocorrência, 63% dos táxons foram classificados como comuns; 31%, como raros e 6%, como constantes. O período de seca registrou 109 táxons, enquanto que no período de chuva foram observados 36 táxon. Por fim, tem-se que as estações ajusante da barragem do rio Descoberto (Estações 3, 4 e 5) apresentaram maior riqueza que as anteriores, tanto para o período de seca quanto para o período de chuva, até mesmo para a estação que apresenta maior impacto antrópico (estação 5, a jusante o rio Melchior).
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Espécies Vegetais Hospedeiras de Begomovírus Isolados de Tomateiro em Goiás e no Distrito Federal

Espécies Vegetais Hospedeiras de Begomovírus Isolados de Tomateiro em Goiás e no Distrito Federal

A investigação da gama de hospedeiros dos isolados GO-ANPL e DF-BR2 foi realizada em ocasiões distintas, inoculando-se um total de 31 espécies vegetais pertencentes a oito famílias botânicas: Amaranthaceae, Gomphrena globosa L., Brassicaceae, Brassica oleraceae L. var. capitata L., Chenopodiaceae, Chenopodium amaranticolor L., C. murale L., C. quinoa Willd., Compositae, Bidens pilosa L., Cucurbitaceae, Citrullus lanatus (Thunb.) Manfs. ‘Charlston Gray’, C. sativus L. ‘Shibata’, Cucurbita pepo L. ‘Caserta’; Euphorbiaceae, Euphorbia heterophyla L., Leguminosae, Clitoria ternatea L., Phaseolus vulgaris L. ‘Jambo’, Pisum sativum L. ‘Frevo’, Vigna unguiculata Walp. ‘Pitiuba’ e ‘Macaibo’; Malvaceae, Sida rhombifolia L. e Solanaceae, Capsicum annuum L. ‘Ikeda’, C. chinense Jacq. acesso CNPH 0679, C. frutescens L., Datura stramonium L., Lycopersicon esculentum Mill. ‘IPA-05’, ‘Rutgers’ e ‘Santa Clara’, Nicotiana benthamiana D., N. clevelandii A . gray, N. tabacum L ‘Turkish NN’, ‘Xanthi NN’ e ‘Xanthi NC’, N. silvestris Speg., N. glutinosa L., ., N. rustica L., Nicandra physalodes (L.) Gaertn., Physalis floridana Rydb, Solanum americanum Mill, S. melongena L. ‘Diamante Negro’, S. ovigerum Dun. ‘Morro Redondo’.
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Coleção História Social do Campesinato no Brasil

Coleção História Social do Campesinato no Brasil

Portanto, as negociações em torno das alternativas de ocupação do espaço físico e social marcaram e impregnaram a proposição de modos de vida orientados por valores cuja elaboração tornou possível a legitimidade da coexistência política e cultural. Modos de vida que também reafi rmam o direito à luta pela autonomia, emblematizada pela célebre referência à vida na fartura. Ora, tudo isso, relembramos, fora construído no contexto de imposição de formas de dominação objetivadas com base na grande produção. Por esse motivo, a vida segundo a lógica expropriatória objeti- vada na grande propriedade foi concebida como destruidora da dignidade social. A honra estava (assim e inclusive) pautada pela defesa do acesso à alimentação, todavia em condições socialmente concebidas como adequa- das à reprodução saudável do trabalhador e dos membros de sua família. Dessa forma, no Brasil, os produtores agregados pela forma de orga- nização camponesa estão presentes como atores sociais que participaram e participam da construção da sociedade nacional. Esse reconhecimento não se funda tão-somente em uma dimensão politizada de defesa dessa visibilidade social. Ele também se explica pelos princípios de constituição das formas hegemônicas de organização da produção social. Destacaremos três dimensões desse protagonismo. Em primeiro lugar, o campesinato representa um pólo de uma das mais importantes contradições do capital no Brasil, que consiste em sua incapacidade de se “libertar” da propriedade fundiária. O signifi cado que a propriedade da terra tem até hoje, como um elemento que ao mesmo tempo torna viável e fragiliza a reprodução do capital, gera uma polarização (de classe) entre o proprietário concentrador de terras (terras improdutivas) e aquele que não tem terras sufi cientes. Desse fato decorrem duas conseqüências principais. Por um lado, essa contradição não é residual na sociedade brasileira, constituindo-se um dos pilares de sua estrutura social; por outro, a principal luta dos camponeses é pela construção de seu patrimônio, condição sine qua non de sua existência. Essa luta foi e continua sendo muito forte em diversos momentos e sob as mais variadas formas. Ela tem um caráter eminentemente político e corresponde ao que se costuma chamar o “movimento camponês”.
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Octavio Ianni e o proletariado rural no Brasil — Outubro Revista

Octavio Ianni e o proletariado rural no Brasil — Outubro Revista

Do nosso ponto de vista, as reflexões lançadas por Octavio Ianni naquele artigo de 1971 possuem uma riqueza heurística extraordinária, repleta de elementos atuais a serem problematizados. Ao longo do desenvolvimento deste texto, longe da perspectiva de esgotar o debate, demonstraremos as razões que justificam tal posição, bem como a relevância que possui para refletir a configuração contemporânea da contradição capital-trabalho no universo agrário nacional. Assim, entendemos que a atualização do debate referente à proletarização do trabalhador rural no Brasil implica necessariamente, numa primeira aproximação, a interlocução direta com os clássicos do pensamento social crítico brasileiro, trazendo-os para o centro da discussão, num importante esforço de retomada da contribuição desses autores para melhor refletir e sistematizar as problemáticas emergentes na quadra histórica em curso, as quais devem estar sempre conectadas ao processo histórico.
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Eraldo da Silva Ramos Filho Professor de Geografia do Colégio de Aplicação - CODAP Universidade Federal de Sergipe -UFS Pesquisador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – NERA Doutorando em Geografia pela Universidade Estadual Pau

Eraldo da Silva Ramos Filho Professor de Geografia do Colégio de Aplicação - CODAP Universidade Federal de Sergipe -UFS Pesquisador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – NERA Doutorando em Geografia pela Universidade Estadual Pau

Tais mudanças têm uma relação estreita com a forma de inserção do Brasil no capitalismo monopolista. Para prover condições de produção ou para aumentá-la, o país contrai uma dívida. Para quitar os encargos da dívida precisa exportar (no caso produtos primários), ou seja, deve sujeitar-se aos preços internacionalmente determinados. Tais preços são baixos para estes tipos de produtos e estão em declínio nos últimos anos. Assim o país se vê obrigado a aumentar a produção para continuar pagando a dívida. Para continuar produzindo, o país toma mais dinheiro emprestado e aumenta sua dívida, obrigando-o a exportar mais. Conseqüentemente, os preços no mercado internacional caem ainda mais. (OLIVEIRA, 1997)
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O gênero Gomphonema (Bacillariophyta) na comunidade perifítica do rio e reservatório de Curuá-Una (Santarém, Pará, Brasil)

O gênero Gomphonema (Bacillariophyta) na comunidade perifítica do rio e reservatório de Curuá-Una (Santarém, Pará, Brasil)

O gênero Gomphonema é bem representado em termos de riqueza e abundância em comunidades perifíticas nos ambientes aquáticos dulcícolas. Este estudo teve como objetivo conhecer a composição e riqueza do gênero Gomphonema aderido a macrófitas aquáticas na região litorânea do rio e reservatório de Curuá-Una. As amostragens foram realizadas em novembro/2011 (período seco) e julho/2013 (período chuvoso). Para a análise morfológica e morfométrica das diatomáceas as amostras foram oxidadas e preparadas em lâminas permanentes. O material foi estudado em microscopia óptica e eletrônica de varredura. Como resultados foram registrados 13 táxons específicos e infraespecíficos. Os mais representativos nos dois períodos hidrológicos foram: G. parvulum var. lagenula, G. naviculoides e G. pantropicum, sendo o primeiro amplamente citado na flora brasileira, e o último considerado primeiro registro para o Brasil e Pará.
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CAPÍTULO 2 – A POLÍTICA AGRÍCOLA NO BRASIL: EVOLUÇÃO,

CAPÍTULO 2 – A POLÍTICA AGRÍCOLA NO BRASIL: EVOLUÇÃO,

Goulart, que se viu sitiado por movimentos de direita e de esquerda. Ao intensificar sua campanha pela reforma agrária em novembro de 1963, o governo também estenderia o acesso à Previdência Social e à assistência médica aos trabalhadores rurais. Contudo, nesse momento, Goulart se encontrava em um cenário já marcado por greves de diversas categorias de trabalhadores urbanos e pela ascensão dos movimentos análogos no campo, que iniciaram ocupações de terras em vários estados. Em resposta, militares forneceram armas a fazendeiros do Sul do País e dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, formando-se neste último um dos maiores núcleos da reação ao projeto de reforma. Em Goiás, Pernambuco e Alagoas, grandes proprietários de terras se organizaram para enfrentar movimentos camponeses. Associações como a SRB e o Conselho das Classes Produtoras (Conclap) comandaram ações para resistirem fisicamente a ameaças que supunham ultrapassar a questão propriamente fundiária. A decisão de avançar no caminho da redistribuição de terras, apesar da resistência do Congresso em aprovar emendas à Constituição Federal, levou Goulart a ordenar que a Superintendência da Reforma Agrária (Supra) elaborasse um decreto para, nos marcos legais, autorizar a desapropriação de áreas localizadas às margens de rodovias federais e açudes (Bandeira, 1978: 98-99, 104, 121-125, 148, 154-157). Poucos dias depois de assinar o decreto, Goulart estaria exilado no exterior.
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Wahlverwandtschaft: pós-neoliberalismo e neodesenvovimentismo no Brasil — Outubro Revista

Wahlverwandtschaft: pós-neoliberalismo e neodesenvovimentismo no Brasil — Outubro Revista

O Brasil do Lula foi a imagem mais difundida do país em muito tempo. Depois de estar apagado na mídia internacional por um bom tempo, de repente, para surpresa geral, no meio da era neoliberal, o pais mais desigual do mundo passou a ser a referencia na luta contra a fome e o modelo de sucesso no combate à desigualdade. É uma imagem que incomoda muito. Antes de tudo, às hostes neoliberais, cujos princípios são negados abertamente pelo Brasil, que faz residir nessa negação exatamente o seu sucesso. E incomoda aos setores da ultraesquerda, que já tinham cantado a “traição” do Lula e do PT, no começo do governo e tiveram que engolir a seco o sucesso popular interno e internacional do Brasil (Sader, 2014, s/p).
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O PERFIL DO GESTOR ESCOLAR NA IMPLEMENTAÇÃO DE MODELOS DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO NA REGIÃO METROPOLITANA VII DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PERFIL DO GESTOR ESCOLAR NA IMPLEMENTAÇÃO DE MODELOS DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO NA REGIÃO METROPOLITANA VII DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Deste modo,no segundo capítulo pretende-se analisar o caso estudado propondo um diálogo sob a luz da teoria das contribuições de estudiosos no tema da gestão escolar, pois a história nos apresenta uma mudança de proposta sobre o que seria administração escolar e do perfil das pessoas envolvidas com educação e que desempenham esta função. Desde “RatioStudiorum”, plano de estudos dos jesuítas que detalhava as regras sobre a organização, estrutura e funcionamento daquele sistema, até os dias atuais, de acordo com Polon (2005), a mudança do contexto histórico tem promovido a ressignificação ou redimensionamento do papel dos hoje chamados diretores escolares. Polon (2005 ) afirma que “as políticas públicas educacionais empreendidas ao longo dos anos 1990 pelo governo brasileiro impulsionaram a redistribuição de responsabilidades administrativas, financeiras e pedagógicas do nível federal ao nível local, gerando impactos sobre a gestão escolar devido à adesão dessas políticas aos princípios de “descentralização”/desconcentração e autonomia, previstos em Lei, como decorrência das novas formas de regulação das políticas do Estado e da ação pública como tendência observada não só no Brasil como em vários outros países do mundo.” (p. 299). Trazendo para ampliara discussão, Luck;(2000), que fala sobre os desafios da liderançanas escolas, bem como Machado e Miranda (2012), que em seus estudos sobre gestão; aborda a Gestão estratégica e afirma que é o caminho para implementação de uma escola com a gestão participativa, o que por conseguinte leva a construção da autonomia.
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FIGUEIREDO COUTINHO 2003 Aeleiçãode2002 OpiniãoPublica

FIGUEIREDO COUTINHO 2003 Aeleiçãode2002 OpiniãoPublica

José Serra, por sua vez, realizou um percurso bem mais tortuoso até chegar ao segundo turno das eleições de 2002. Primeiro, teve que vencer as disputas internas de seu partido, o PSDB, e por não ser unanimidade, recebeu críticas e perdeu apoio interno. Apesar disso, contava com aspectos favoráveis: a aliança com o PMDB garantiu-lhe o maior tempo no horário eleitoral, o candidato tinha simpatia de grande parte do empresariado, melhor preparo acadêmico do que Lula e experiência administrativa adquirida após a passagem por vários cargos executivos, entre eles o Ministério da Saúde. Deste último, saiu reconhecido pela população como corajoso e realizador, por ter conseguido implantar a legislação sobre os medicamentos genéricos no país e por fazer do Brasil referência internacional no tratamento da AIDS.
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O PODER DO CARIMBO: UMA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO, DO PERFIL E DAS RELAÇÕES QUE ENVOLVEM A INSPEÇAO ESCOLAR NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PODER DO CARIMBO: UMA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO, DO PERFIL E DAS RELAÇÕES QUE ENVOLVEM A INSPEÇAO ESCOLAR NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Neste ponto, observamos que a própria inspeção se sente presa à legislação vigente e que seu trabalho é restrito e fragmentado. De forma diferente da primeira resposta ao questionário, em que afirma que a inspeção atua em toda a escola e em todos os aspectos, aqui há uma constatação de que a legislação que rege a função inspetor no estado do Rio de Janeiro é ultrapassada e fragmentada, possivelmente prejudicando sua atuação. Neste momento, podemos nos perguntar por que a própria inspeção não iniciou, com base nesta constatação e na sua prática diária, movimentos que busquem alterar a legislação em vigor e redesenhar as práticas da inspeção. A Resolução SEEDUC nº 5.160/2014 (RIO DE JANEIRO, 2014b), que trata do regimento interno da SEEDUC/RJ e já citada no presente trabalho, foi publicada no ano de 2014, reafirmando todas as práticas controladoras e fiscalizadoras da inspeção no sistema de ensino e ampliando-as, se compararmos à legislação anterior que tratava das mesmas atribuições. Ou seja, no momento de revisão de um dos dispositivos que, de acordo com o entrevistado, “prendem” a ação do inspetor, as ações controladoras foram ampliadas, reafirmando um perfil autoritário e controlador nos ambientes escolares em que atuam. Desta forma, podemos inferir que há uma acomodação da inspeção nas funções atribuídas legalmente e ainda a manutenção do discurso vigente. Dispositivos e discursos que mantém o poder do inspetor no sistema educacional. Sua perda, conforme observamos na postagem do blog do professor inspetor escolar quando da homologação da Deliberação CEE nº 357/2016, ainda não foi pensada pela inspeção, por mais que, nesta resposta do diretor da DICA, fique bem clara a visão da necessidade de revisão das atribuições.
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Estratificação Socioeconômica e C

Estratificação Socioeconômica e C

variáveis-chave: da composição familiar, da região geográfica e do tipo de cidade em que o domicílio está situado. Por que isso foi feito? Exatamente porque o poder de compra do orçamento de uma família não é o mesmo em todas as regiões brasileiras. O que uma família com uma particular composição familiar recebe em São Paulo não tem o mesmo poder de ad- quirir bens e serviços comparativamente a uma família similar no interior da Bahia ou na zona rural do Rio Grande do Sul, por exemplo. Da mesma forma, uma família situada na mesma área geográfica, mas com composi- ção familiar distinta, por exemplo, por dois adultos sem filhos e outra com- posta por dois adultos e três filhos, terão montantes distintos de consumo e prioridades diferentes do que consumir. Em ambos os casos, as implicações são específicas para efeito do marketing de uma empresa. Os potenciais de compra, as necessidades e preferências por bens e serviços, as possibilidades de uso de marcas variadas e de lançamento de novos produtos também são distintos; a estratégia de comunicação e a produção de peças publicitárias também deverão ser diferenciadas, e assim por diante. Entretanto, nada disso terá adiantado se não tivermos uma forma confiável de classificar uma família em um dos estratos socioeconômicos. Neste livro, o leitor irá verifi- car que existem diferentes instrumentos operacionais que disponibilizamos para fazer essa classificação.
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O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

87 Segundo a consultoria Fitch, o mercado de metais e mineração se tornou o mais proeminente para o Brasil. Empresas como Vale, CSN, Gerdau e Usiminas – além da Petrobrás que embolsa 38% do total de empréstimos feitos pelo BNDES – recebem elevado aporte do Banco para a manutenção de suas atividades. O BNDES também atua fortemente no setor de papel e celulose, em companhias como Fíbria e Suzano. No caso da primeira, suprindo cerca de 15% das necessidades de financiamento de dívida da empresa, detendo 30,45% de seu capital. Segundo os analistas financeiros, esta participação foi determinante para que a Votorantim Celulose e Papel adquirisse a Aracruz Celulose S.A. (que recebeu o nome de Fíbria). Assim, o BNDES compartilha o controle da Fíbria com a Votorantim. No caso da Suzano, o Banco detém cerca de 4,4% de seu capital, mas provê cerca de 35% de suas necessidades de financiamento de dívida. No âmbito da agropecuária, os analistas destacam o caso da JBS, maior produtora de carne bovina e de carneiro do mundo. No ano de 2009, a empresa adquiriu 64% da Pilgrim´s Pride, por cerca de US$ 2 bilhões e financiou a aquisição, por meio do BNDESPar. O Banco detém 17% da JBS, além de financiar cerca de R$ 700 milhões em linhas de capital de giro. No caso da Marfrig, o Banco detém 13,9% da companhia. Também destinou recursos para a aquisição da Keystone Foods LLC, que é fornecedora da McDonald´s Corporation, passando a ter direito a indicar um membro do conselho da corporação. (DJAML, BORMANN, et alli, 2011, p. 4-5).
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REFORMA AGRÁRIA E ESTRUTURA FUNDIÁRIA NO BRASIL: uma análise a partir do I

REFORMA AGRÁRIA E ESTRUTURA FUNDIÁRIA NO BRASIL: uma análise a partir do I

A presente pesquisa pretende discutir a política de reforma agrária e seu impacto sobre a concentração fundiária no Brasil no período de 1985 a 2010. O trabalho reconstruiu historicamente o processo de constituição e evolução da estrutura fundiária brasileira, mostrando a permanência nela dos seguintes traços constitutivos: elevada concentração fundiária, exclusão do acesso a terra para agricultores pobres, conflito e violência no campo e dificuldade de regulação fundiária por parte das autoridades públicas. Durante a fase de modernização da agricultura brasileira, que durou de meados de 1960 até 1985, elevou-se substancialmente a incorporação de terras destinadas às áreas agriculturáveis. Em período mais recente, identificado a partir de 1985, ano em que foi implementado o I Plano Nacional de Reforma Agrária (I PNRA) no país, foram reavivadas esperanças no sentido de reverter as tendências históricas anteriores, e o volume de terras destinado às camadas de trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra por meio da política fundiária também aumentou bastante entre 1985 e 2010. Diante desses efeitos constatados no setor rural, este estudo estabeleceu um confronto dos impactos oriundos das políticas agrícolas e agrárias modernizadoras com os impactos gerados pelas políticas de reforma agrária (I PNRA e II PNRA), comparando a evolução da área destinada às terras agriculturáveis mediadas pela modernização agrícola (1960-1985) com a evolução da área de terras distribuídas pelos programas de assentamentos rurais (1985-2010) executados pelos planos de reforma agrária da Nova República. Deste modo, verificou-se o motivo pelo qual os efeitos sobre indicadores de concentração fundiária no Brasil ainda são pouco significativos.
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Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

A Via Campesina é um movimento internacional que articula 150 organizações e em 70 países e se considera como um movimento autônomo, pluralista e multicultural, sem nenhuma filiação política, econômica ou de qualquer outro tipo e com relação horizontal. Esse movimento vem se constituindo como um dos principais movimentos camponeses na atualidade, e com suas ações e campanhas vem destacando-se no cenário mundial através de manifestações confrontando as organizações multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), e da ocupação de fazendas ligadas às empresas multinacionais, como a Monsanto, a Syngenta Seeds, Votorantim e entre outras. No Brasil, com o histórico de conflitos e da luta pela terra, materializado sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pretendemos analisar a atuação da Via Campesina. Partiremos das ações territoriais – ocupação e manifestação - da Via Campesina no Brasil de 2000 a 2010 em base do Banco de Dados da Luta pela Terra (DATALUTA) para compreender a luta pela/na terra e da resistência camponesa desse movimento frente aos avanços da modernização da agricultura. Focaremos uma analise sobre as ações realizadas pelo calendário de lutas criado pelo movimento, a fim de, identificar o motivo dessas datas e se são realizadas no cenário brasileiro e com qual intensidade acontecem.
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Reforço da vigilância epidemiológica e controlo do sarampo – Normas de Orientação Clínica

Reforço da vigilância epidemiológica e controlo do sarampo – Normas de Orientação Clínica

ƒ O  médico  que  diagnostique  um  caso  de  sarampo  possível  ou  provável  deve  alertar,  de  imediato,  o  Delegado  de  Saúde  Regional  (Anexo  II  –  contactos)  da  área  de  [r]

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João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

O presente artigo analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados pelo modelo de reforma agrária de mercado (MRAM) no Brasil. O MRAM foi concebido e exportado pelo Banco Mundial (BM) como uma alternativa à reforma agrária baseada na desapropriação de propriedades improdutivas que não cumprem a sua função social. Trata-se, por isso, de uma construção negativa, fundada na crítica e na desqualificação de outro tipo de ação fundiária (PEREIRA, 2004). Pode-se definir o MRAM como uma política estatal que combina transação patrimonial privada e política distributiva (BORRAS, 2001). Transação patrimonial por tratar-se de um financiamento concedido para a compra e venda voluntária entre agentes privados ⎯ ou seja, uma típica operação mercantil ⎯, e pelo fato de que os proprietários são pagos em dinheiro e a preço de mercado, enquanto os compradores assumem integralmente os custos da aquisição da terra e os custos de transação. Política distributiva porque há transferência de recursos a fundo perdido, em proporção variável conforme o caso, para investimentos em infra- estrutura e produção. Em outras palavras, trata-se de uma relação de compra e venda de terras entre agentes privados financiada pelo Estado, que fornece um subsídio maior ou menor conforme o caso. Politicamente, tal modelo se insere no rol de ações do BM voltadas tanto para compensar seletivamente os efeitos socialmente regressivos provocados pelas políticas de ajuste estrutural, como para liberalizar e dinamizar os mercados fundiários. Foi direcionado para países marcados por grave problema agrário e tensões sociais no campo (por exemplo, África do Sul, Guatemala, Colômbia e Filipinas).
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Uso das terras da parte norte da bacia do Rio Descoberto, Distrito Federal, Brasil.

Uso das terras da parte norte da bacia do Rio Descoberto, Distrito Federal, Brasil.

Este trabalho teve como objetivo avaliar o uso das terras da porção norte da Área de Proteção Ambiental do Rio Descoberto, englobando as microbacias dos Córregos Barrocão, Bucanhão e Capão da Onça, com auxílio de técnicas de geoprocessamento. Elaborou-se o mapa de uso das terras a partir de processamentos da imagem de satélite SPOT 4, obtida em 2003, por meio do software ENVI 3.6. Posteriormente, verificou-se a adequabilidade do uso das terras, com base em técnicas de cruzamento e operações de tabulação cruzada entre os mapas de uso e aptidão agrícola das terras, utilizando-se o software ArcView 8.3, permitindo a geração do mapa de adequabilidade de uso das terras. Pelos resultados, constatou-se que a maior parte da área estudada a utilização das terras está abaixo do seu potencial agrícola, caracterizando sustentabilidade da utilização dos recursos naturais, particularmente solos.
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