Top PDF Dinâmica da comunidade arbórea em uma floresta estacional semidecidual sob queimadas recorrentes.

Dinâmica da comunidade arbórea em uma floresta estacional semidecidual sob queimadas recorrentes.

Dinâmica da comunidade arbórea em uma floresta estacional semidecidual sob queimadas recorrentes.

Baseados na ocorrência de dois incêndios florestais em 2005 e 2007 avaliamos os impactos do fogo sobre a estrutura, composição florística e dinâmica da comunidade arbórea na floresta estacional semidecidual do Parque Estadual da Serra Azul. O incêndio de 2005 atingiu apenas uma parte da floresta, enquanto em 2007 toda a floresta foi queimada de forma que metade das unidades amostrais queimaram duas vezes (Q2) e a outra metade queimou apenas uma vez (Q1). Para fins deste estudo, consideramos que a homogeneida- de pedológica e topográfica onde a floresta está instalada permitiu considerar o fogo como o fator mais importante para gerar alterações estruturais na comunidade arbórea. Nesse sentido, buscamos responder às seguintes perguntas: 1) O fogo interfere na composição, diversidade e riqueza da comunidade florestal? Como espécies florestais são sensíveis ao fogo, espera-se que ocorram perdas de espécies com consequente alteração da composição, diversidade e riqueza. 2) O fogo altera a densidade da comunidade? Espera-se a redução do número de árvores em áreas com maior frequência de queimadas em função da mortalidade dos indivíduos mais vulneráveis às injúrias causadas pelo fogo. 3) As taxas de mortalidade e recrutamento observa- das em Q1 diferem daquelas observadas em Q2? A taxa de mortalidade deve ser maior em Q2 e o recrutamento maior em Q1 devido a diferente incidência de queimadas nas duas áreas. 4) A área com maior frequência de queimadas é mais instável considerando o equilíbrio entre taxas de mortali- dade e recrutamento? O padrão esperado na dinâmica de florestas em avançado estágio de sucessão é de equilíbrio entre as taxas de recrutamento/mortalidade, assim a área mais perturbada (Q2) deve apresentar maior instabilidade. 5) O fogo afeta a estrutura de tamanho (diâmetro e altura) da comunidade? Considerando que indivíduos maiores são menos suscetíveis ao fogo (suas copas elevadas ficam fora do alcance das chamas e seus troncos maiores levam mais tempo para aquecer), espera-se que a mortalidade seja maior entre indivíduos pertencentes às menores classes de tamanho, provocando alterações na estrutura de tamanho pela redução de indivíduos menores nas áreas com maior frequência de queimadas.
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DINÂMICA DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UMA FLORESTA SEMIDECIDUAL EM UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS

DINÂMICA DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UMA FLORESTA SEMIDECIDUAL EM UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS

A dinâmica de uma comunidade arbórea foi descrita baseando-se em duas amostragens sucessivas num intervalo de 14 anos, com o objetivo de analisar as mudanças ocorridas na comunidade neste período. O estudo foi realizado em uma área de floresta semidecidual utilizando 50 parcelas de 10 m × 10 m, onde foram amostradas todas as árvores com CAP > 10 cm em 1990 e novamente em 2004. Em 1990 registrou-se um total de 95 espécies e 818 indivíduos, enquanto que em 2004, 95 espécies e 866 indivíduos. A área basal do primeiro inventário foi 14,43 m 2 e no segundo foi 13,42 m 2 . A composição florística mudou, mas o número de espécies permaneceu igual. As espécies que desapareceram foram Aspidosperma parviflorum, Byrsonima laxiflora, Casearia decandra, Guarea guidonea, Machaerium nictitans, Maprounea guianensis, Maytenus sp., Qualea dichotoma, Xylopia sericea e Zanthoxylum rhoifolium e as que ingressaram foram Casearia gossypiosperma, Eugenia sp., Ficus sp., Machaerium stipitatum, Myrcia rostrata, Myrcia sp., Ocotea lanceolata, Ocotea percoriacea, Pavonia malacophylla e Unonopsis lindmanii. O índice de diversidade de Shannon foi de 4,05 nats.indivíduo -1 e a eqüabilidade de Pielou 0,62 em 1990 e 3,72 nats.indivíduo -1 e 0,57, em 2004. A taxa média anual de mortalidade foi de 4,1% e a de recrutamento 4,5%. As espécies que mais contribuíram para as taxas de mortalidade foram Casearia grandiflora e Siparuna guianensis e para o recrutamento Siparuna guianensis e Trichilia pallida. A mortalidade e o recrutamento foram maiores na primeira classe de diâmetro. A meia-vida, o tempo de duplicação, a estabilidade e a reposição, para o número de indivíduos foi 16,92, 15,04, 1,88 e 15,98 anos, respectivamente. Mudanças ocorridas na comunidade florestal entre os levantamentos indicam que este fragmento possivelmente ainda se encontra em estágio de adaptação às interferências sofridas com a fragmentação e o isolamento em relação a outras florestas semideciduais.
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Dinâmica de uma comunidade arbórea após enchente em fragmentos florestais no sul de Minas Gerais.

Dinâmica de uma comunidade arbórea após enchente em fragmentos florestais no sul de Minas Gerais.

RESUMO – Com o objetivo de avaliar o impacto de uma enchente de grandes proporções sobre os indivíduos arbóreos, foi realizada, no ano de 2007, a avaliação de uma área aluvial localizada em São Sebastião da Bela Vista, MG, onde foram amostrados cinco fragmentos aluviais e uma floresta ciliar, inventariados inicialmente em 2005. Os resultados indicaram que, após a enchente, a dinâmica no curto-prazo foi caracterizada por taxa de mortalidade superior à de recrutamento e taxa de perda maior do que a de ganho em área basal. Entretanto, a estrutura da comunidade não foi alterada, pois a frequência de indivíduos sobreviventes e de mortos nas classes diamétricas foi proporcional ao número inicial de indivíduos em cada classe. Os resultados permitiram concluir que, apesar de não terem sido observadas alterações na estrutura diamétrica, a dinâmica da comunidade arbórea refletiu o distúrbio causado pela enchente.
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Dinâmica da comunidade arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual montana em Lavras, Minas Gerais, em diferentes classes de solos.

Dinâmica da comunidade arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual montana em Lavras, Minas Gerais, em diferentes classes de solos.

RESUMO – Com o objetivo de verificar a existência de mudanças estruturais e a influência de diferentes classes de solos sobre as taxas de dinâmica da comunidade arbórea, um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual Montana (8,7 ha) em Lavras, MG, foi estudado em um período de cinco anos (2000-2005). Os dados foram coletados em 47 parcelas de 20 × 20 m, dispostas em duas transeções, distantes 80 m entre si, cruzando o fragmento no sentido de maior comprimento. No ano de 2000, foram amostrados todos os indivíduos arbóreos com DAP > 5 cm. As informações coletadas para cada indivíduo foram: identificação botânica da espécie e DAP. Em 2005, foram registrados os indivíduos mortos, remensurados os sobreviventes e mensurados e identificados os indivíduos recrutados (DAP > 5 cm). Foram calculadas as taxas de dinâmica: mortalidade, recrutamento, ganho e perda em área basal de cada parcela, para a área total e para cada classe de solo (Nitossolos, Latossolos e Cambissolos). O padrão observado no fragmento foi de redução no número de indivíduos e estabilidade da área basal. Entretanto, não foram identificadas diferenças entre as classes de solos, em relação às taxas de dinâmica. As populações das espécies classificadas como de subdossel aumentaram a dominância ecológica na área. Os resultados permitiram concluir que o fragmento estudado está em uma fase avançada de sucessão pós- distúrbio e as variações espaciais das taxas de dinâmica não apresentaram relações com as classes de solos identificadas na área.
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Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

de indivíduos nas diversas classes de diâmetro entre o T1 e o T2, na comunidade arbórea da FEG. A morte de árvores, a quebra de galhos e, como consequência, a formação de clareiras abrem novos espaços para recrutas resultando em maior número de indivíduos com menor diâmetro. Tal fato proporciona distribuição de freqüências na forma exponencial, comum em florestas tropicais naturais onde as árvores com menor diâmetro geralmente possuem maior população (Hartshorn 1980; Swaine et al. 1987). A distribuição da área basal por classe de diâmetro, em geral foi maior no T1. Em T2 o alto valor de área basal para a classe de 59-66 cm foi devido ao cresci- mento de espécies sobreviventes de dossel (Fig. 1B). Mortalidade – Dos 818 indivíduos amostrados em T1, 357 morreram até 2004, cerca de 51 árvores mortas ha -1 ano -1 , resultando em uma taxa média anual de
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Análise da variação temporal da estrutura de uma floresta altimontana com histórico de fogo.

Análise da variação temporal da estrutura de uma floresta altimontana com histórico de fogo.

RESUMO: Neste estudo, objetivou-se a avaliação da dinâmica estrutural de uma comunidade arbórea, com históricos de incêndios, em uma floresta estacional semidecidual altimontana, entre os anos de 2002 e 2008, na Serra da Mantiqueira. Foram calculadas taxas de dinâmica em função do número de indivíduos sobreviventes, recrutas e mortos e, taxas de dinâmica relativas ao ganho e perda de área basal. Foi verificado se existem diferenças espaciais entre as taxas ao longo de gradiente vegetacional paralelo à elevação do terreno e se há correlações entre as taxas de dinâmicas com as variáveis bióticas (número inicial de indivíduos, área basal inicial) e abiótica (cota altimétrica). Foram encontradas taxas de recrutamento superiores às taxas de mortalidade, havendo também maiores taxas de ganho em relação à perda em área basal. Esse resultado indica que a floresta se encontra em expansão, com ganho em números de indivíduos e em área basal. Quando a comunidade foi analisada em setores (base, meio e topo da encosta), verificou-se que não houve diferenças entre as taxas de dinâmicas para os setores. De maneira geral, obtiveram-se poucas correlações significativas entre as variáveis bióticas e abióticas e as taxas de dinâmicas. O ganho em número de indivíduos e área basal, a não diferenciação das taxas de dinâmica entre os setores e as baixas correlações entre as variáveis com dinâmica da estrutura da floresta são evidências que eventos históricos, como incêndio ocorrido na década de 90, podem estar afetando diretamente as taxas de dinâmica da floresta como um todo.
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ESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, UBERLÂNDIA, MG

ESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, UBERLÂNDIA, MG

A redução significativa na porcentagem de indivíduos pioneiros em relação às espécies pioneiras está relacionada à baixa densidade das mesmas, sendo que seis espécies pioneiras foram representadas por apenas um indivíduo. Budowski (1970) considera que o estádio sucessional de uma floresta é dado pelo grupo sucessional que apresentar mais de 50% dos indivíduos. Assim sendo, os resultados sugerem que a floresta estudada se encontra em um estádio intermediário de desenvolvimento sucessional, direcionando-se a um estágio tardio. As espécies secundárias tardias apresentaram os maiores valores de dominância e VI (Tabela 2), o que pode estar relacionado ao fato destas espécies apresentarem maior longevidade e, conseqüentemente, maior incremento de área basal nas formações florestais. A baixa representatividade florística das espécies pioneiras também parece indicar a maturidade da floresta. Nesse caso, as espécies pioneiras, embora não tenha sido feita nenhuma medição de abertura de clareiras, parecem estar em sua maioria, restritas a clareiras formadas por quedas de galhos ou de árvores isoladas, processo natural dentro da dinâmica do desenvolvimento da floresta (PAULA et al., 2004).
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Composição e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta estacional decidual sobre afloramento calcário no Brasil central.

Composição e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta estacional decidual sobre afloramento calcário no Brasil central.

Este trabalho faz parte dos projetos “Biodiversidade, estrutura e dinâmica de florestas estacionais: subsí- dios ao manejo, conservação e recuperação”, e “Estra- tégias para a conservação e manejo da biodiversidade em fragmentos de florestas semidecíduas” financiados por Pronabio/Probio, Bird/GEF, MMA, CNPq e Embrapa/Cenargen. Os autores agradecem aos se- guintes pesquisadores, pelo auxílio na identificação do material botânico: Benedito Alísio da S. Pereira (IBGE), Bruno Machado T. Walter (Cenargen) e Ary Teixeira Oliveira Filho (UFLA), e à Professora Carolyn

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Florística e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta estacional semidecidual secundária em Viçosa, MG.

Florística e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta estacional semidecidual secundária em Viçosa, MG.

Na Zona da Mata mineira, o ciclo do café seguido da pecuária e, mais recentemente, do plantio de cana- de-açúcar, modificaram severamente as Florestas Estacionais Semideciduais da região (MEIRA-NETO; SILVA, 1995). Esses processos de perturbação e de fragmentação da vegetação, semelhantes aos ocorridos nos demais ecossistemas brasileiros, demonstram a necessidade do conhecimento e do entendimento da complexa dinâmica que envolve os poucos remanescentes florestais nativos. O conhecimento da identidade das espécies e o seu comportamento em comunidades vegetais, que se iniciam pelo levantamento da florística, são o começo de todo processo de compreensão desse ecossistema (MARANGON et al., 2003).
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Dinâmica da comunidade e populações arbóreas da borda e interior de um remanescente florestal na Serra da Mantiqueira, Minas Gerais, em um intervalo de cinco anos (1999-2004).

Dinâmica da comunidade e populações arbóreas da borda e interior de um remanescente florestal na Serra da Mantiqueira, Minas Gerais, em um intervalo de cinco anos (1999-2004).

P = 0,410). Nos dois primeiros casos, a mortalidade foi maior que a esperada na menor classe de diâmetro e menor que a esperada nas demais classes. Desta maneira, o processo geral de declínio da densidade e aumento da área basal se caracteriza principalmente pela redução da densidade de árvores da menor classe de diâmetro e crescimento de árvores sobreviventes, sobretudo nas classes de diâmetro maiores. O aumento da densidade de árvores maiores só foi claro na Borda. Dinâmica das populações arbóreas – Do total de 185 espécies arbóreas registradas pelos inventários de 1999 e 2004, cinco espécies só o foram no primeiro e dez no segundo, o que representa um acréscimo líquido, não significativo, de cinco espécies (Z = 1,29, P > 0,05). Entre as 26 espécies mais abundantes, quatro não apresentaram mudanças líquidas no número de Tabela 1. Dinâmica da comunidade arbórea em um fragmento de floresta semidecídua inventariada nos anos de 1999 e 2004 em Piedade do Rio Grande, MG, contabilizada para a amostra total e seus dois estratos, Borda e Interior, e expressa em número de árvores e área basal. Valores entre parênteses representam as freqüências esperadas de árvores sobreviventes, mortas e recrutadas baseados nas freqüências totais. Valores entre colchetes são as médias das N parcelas de cada estrato amostral. Table 1. Tree community dynamics in a fragment of tropical semideciduous forest surveyed in 1999 and 2004 in Piedade do Rio Grande, SE Brazil, given for the total sample and its two strata, Edge and Interior, and expressed as number of trees and tree basal area. Values within parentheses are expected frequencies for surviving, dead and recruit trees based on the total frequencies. Values within brackets are means of the N plots of each sample stratum.
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Composição florística e estrutura da comunidade arbórea em uma floresta estacional decidual em afloramento calcário (Fazenda São José, São Domingos, GO, bacia do rio Paranã).

Composição florística e estrutura da comunidade arbórea em uma floresta estacional decidual em afloramento calcário (Fazenda São José, São Domingos, GO, bacia do rio Paranã).

O aquecimento e resfriamento diferencial provocam fraturas e diaclases no calcário que, sendo muito pouco atacado pela água, sofre, todavia, em presença do gás carbônico, grande dissolução feita pelas águas que abrem caminho facilmente através dessas gretas, infiltrando-se nelas, propiciando o acúmulo de húmus no local e favorecendo o surgimento de certas plantas, que se alojam nessas fendas (Pedersoli & Martins 1972). Devido à exploração pelas fábricas de cimento, pela agricultura e pelo extrativismo madeireiro, a distribuição das florestas sobre afloramentos de calcário é cada vez mais restrita, sendo necessários estudos para compreensão de sua dinâmica e importância na manutenção da diversidade, e assim adotar uma política de conservação desses ecossistemas (Ramos 1989). A singularidade, o nível de endemismos e o desconhecimento dessa vegetação caracterizam a importância das
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Dinâmica da vegetação arbórea de uma floresta secundária no Município de Viçosa, Minas Gerais

Dinâmica da vegetação arbórea de uma floresta secundária no Município de Viçosa, Minas Gerais

MENDONÇA et al. (1992) estudaram, por um período de quatro anos, uma floresta localizada nas encostas da Serra do Mar, com o objetivo de analisar as modificações ocorridas, na comunidade vegetal local, pela poluição de Cubatão. Os resultados mostraram que não houve aumento no número de indivíduos, mas ocorreu incremento na área basal total em torno de 33 %, refletindo acúmulo considerável de biomassa. Houve crescimento na altura do dossel, neste período, em cerca de 2 m. Notaram, também, ligeira diminuição na densidade de espécies pioneiras e secundárias, devido à morte de indivíduos de algumas espécies e aumento de outras, principalmente de sub-bosque, em razão do adensamento do dossel. A mortalidade e recrutamento de indivíduos das espécies pioneiras e secundárias iniciais foram similares, tendo ocorrido uma renovação neste período, em cerca de 18 % dos indivíduos da comunidade arbórea. Com base no aumento da biomassa, da diversidade e do incremento de espécies no sub-bosque, foi concluído que a comunidade estudada encontrava-se em ativo processo de sucessão, tendendo ao estabelecimento de uma floresta mais rica, densa e de porte mais alto, apesar da ação deletéria da poluição.
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Dinâmica da comunidade arbustivo-arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual localizada no município de Rio Claro, SP, durante o período de 1989-2003

Dinâmica da comunidade arbustivo-arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual localizada no município de Rio Claro, SP, durante o período de 1989-2003

Uma das evidências mais marcantes nesses estudos está relacionada aos conhecimentos qualitativo e quantitativo das diferentes formações florestais. Esses estudos permitiram detectar diferenças nos padrões de riqueza, principalmente do componente arbustivo e arbóreo (Ivanauskas et al. 2000; Oliveira-Filho & Fontes 2000; Scudeller et al. 2001). Entretanto, estudos sobre a dinâmica das comunidades florestais requerem métodos de monitoramento de médio a longo prazo realizados em períodos suficientes para observar os vários processos florestais e ecológicos (Engel 1993; Pagano et al. 1995; Martins & Rodrigues 2002; Gandolfi 2000; Melo 2000; Manzatto 2001), principalmente aqueles relativos às flutuações ambientais, podendo, assim, determinar a resiliência do mosaico sucessional (Oliveira-Filho et al. 1997; Rodrigues 1999; Manzatto 2001; Guilherme et al. 2004).
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Impacto do fogo e dinâmica da regeneração da comunidade vegetal em borda de Floresta Estacional Semidecidual (Gália, SP, Brasil).

Impacto do fogo e dinâmica da regeneração da comunidade vegetal em borda de Floresta Estacional Semidecidual (Gália, SP, Brasil).

RESUMO – (Impacto do fogo e dinâmica da regeneração da comunidade vegetal em borda de Floresta Estacional Semidecidual (Gália, SP, Brasil)). Bordas de fragmentos lorestais são áreas sujeitas a uma série de fatores naturais e distúrbios, entre os quais o fogo, que acarretam modiicações na comunidade vegetal. Estudou-se a natureza e dimensão dos danos causados pelo fogo e resiliência da comunidade vegetal após incêndio em borda de Floresta Estacional Semidecidual, na Estação Ecológica dos Caetetus, Gália, SP. Efetuou-se a amostragem da vegetação em duas áreas contíguas (queimada e não queimada), em cinco transectos, cada um formado por cinco parcelas de 10 × 10 m. Foram identiicados e medidos todos os indivíduos do estrato arbóreo (altura ≥ 1,7 m) e quantiicou-se a cobertura de árvores, lianas e gramíneas invasoras. Foram realizadas medições aos seis, 15 e 24 meses após o incêndio e os dados obtidos foram agrupados em duas faixas de distância da borda: 0-20 m e 20-50 m. Alterações estruturais foram maiores na faixa mais externa, com perda total da biomassa e proliferação de lianas e gramíneas, enquanto na faixa mais interna houve perda de 89% da área basal arbórea. A área atingida pelo fogo apresentou 43 espécies a menos que a loresta não queimada na primeira avaliação após o fogo. Após 24 meses, esta diferença reduziu-se a 14 espécies, demonstrando alta resiliência, em termos de riqueza lorística. A recuperação prevista da biomassa arbórea é mais lenta na faixa mais externa (11 anos) em comparação com a faixa mais interna (5 anos).
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Florística arbórea da Mata da Pedreira, município de Viçosa, Minas Gerais.

Florística arbórea da Mata da Pedreira, município de Viçosa, Minas Gerais.

A formação florestal predominante na região é a Floresta Estacional Semidecidual, que pode ser ainda submontana e montana. A submontana ocorre freqüen- temente nas encostas interioranas das Serras da Manti- queira e dos Órgãos, nos planaltos centrais capeados pelos arenitos Botucatu, Bauru e Caiuá, dos períodos geológicos Jurássico e Cretáceo. Distribui-se desde o Espírito Santo e sul da Bahia até o Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, sudoeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Os gêneros dominantes, com indivíduos deciduais, são os mesmos que ocorrem na floresta ombrófila atlântica, como: Cedrela, Parapiptadenia e Cariniana; nos planaltos areníticos, os ecótipos deciduais que caracterizam esta formação pertencem aos gêneros amazônicos Hymenaea, Copaifera, Peltophorum, Astronium, Tabebuia, Balfourodendron e muitos outros. A montana, onde as formações estabelecidas estão acima de 500 m de altitude, situa-se principalmente na face interior da Serra dos Órgãos, no Estado do Rio de Janeiro, e na Serra da Mantiqueira, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. A formação montana é quase sempre dominada pelo gênero Anadenanthera, de origem amazônica (Veloso et al., 1991).
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Produção de serapilheira em área reflorestada.

Produção de serapilheira em área reflorestada.

De todos os valores de deposição de serapilheira dos estudos relacionados no Quadro 7, verifica-se que a idade, a topografia do terreno, o estádio da sucessão ecológica, a espécie plantada, a floresta natural, o plantio misto e o plantio homogêneo mostram-se com valores distintos. Esse fato não ocorre com a mesma diferença quando são confrontados os dados de produção de serapilheira com áreas de plantios puros e, ou, pouco diversificados (áreas reflorestadas da região de Assis- SP), com topografias semelhantes (Serra do Japi e Morro do Diabo), e com as formações naturais de Floresta Estacional Semidecidual do Estado de São Paulo.
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ESTRUTURA E GRUPOS ECOLÓGICOS DE UM FRAGMENTO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO TRIÂNGULO MINEIRO, BRASIL

ESTRUTURA E GRUPOS ECOLÓGICOS DE UM FRAGMENTO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO TRIÂNGULO MINEIRO, BRASIL

O estudo foi realizado na reserva legal da Fazenda São Pedro-Itaú, localizada no município de Uberlândia, MG (aproximadamente 15 km do centro da cidade), na bacia do Rio Araguari. A formação vegetal é classificada como floresta estacional semidecidual (VELOSO et al., 1991). O fragmento florestal apresenta como coordenada central o ponto 18°55’49” S e 48°03’49” W, e possui cerca de 35 ha de área. A matriz de entorno do remanescente apresenta-se sob forte pressão antrópica, dominada por monoculturas anuais e pastagens. O interior fragmento apresenta indícios de corte seletivo e trilhas de gado.
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DINÂMICA DO ESTOQUE DE CARBONO EM FUSTE DE ÁRVORES DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL.

DINÂMICA DO ESTOQUE DE CARBONO EM FUSTE DE ÁRVORES DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL.

A Floresta Atlântica, um dos mais importantes ecossistemas brasileiros, é, atualmente, representada por fragmentos de formações florestais em estágio secundário de sucessão (CONSERVATION INTERNATIONAL DO BRASIL, 2000). Essas formações florestais, apesar de fragmentadas, ainda abrigam grande riqueza de fauna, flora e desempenham papel fundamental no clima e no ciclo do carbono (VIEIRA et al., 2005). As florestas capturam dióxido de carbono (CO 2 ) da atmosfera, por meio da fotossíntese e armazenam o carbono em sua biomassa, principalmente na madeira. Segundo Fonseca et al. (2011), as florestas também perdem carbono para a atmosfera através da respiração das plantas e da decomposição de material orgânico, no entanto, essas perdas, geralmente, são menores do que os ganhos em carbono.
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Florística e estrutura da comunidade arbórea de um remanescente de Floresta Estacional Decidual de encosta, Monte Alegre, GO, Brasil.

Florística e estrutura da comunidade arbórea de um remanescente de Floresta Estacional Decidual de encosta, Monte Alegre, GO, Brasil.

O principal fator que controla a vegetação terrestre tropical é a severidade da estação seca. A mudança climática das áreas de florestas muito úmidas para áreas áridas desérticas é gradual, sendo o limite entre as fisionomias de floresta e savana bastante abrupto (Hopkins 1992). Em um fragmento de Floresta Estacional Decidual no Vale do Paranã, Sampaio (2001) descreveu que o efeito de borda é menos evidente nestas florestas que em florestas Tropicais úmidas e Temperadas, possivelmente, devido às características estruturais distintas das florestas Estacionais. Estudando uma Floresta Estacional semidecídua e monodominante no Mato Grosso, Felfili et al. (1998) descrevem distribuição diamétrica com tendência clara ao J-invertido, com uma razão “q” inconstante, indicando que naquela floresta não está havendo
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Sucessão ecológica da vegetação arbórea em uma Floresta Estacional Semidecidual, Viçosa, MG, Brasil.

Sucessão ecológica da vegetação arbórea em uma Floresta Estacional Semidecidual, Viçosa, MG, Brasil.

Nas maiores classes diamétricas (a partir de 57,5cm), todos os indivíduos amostrados foram de Anadenanthera colubrina, secundária inicial. Na distribuição diamétrica para essa espécie (Fig. 3) observa-se que o ingresso nas menores classes se apresentou bastante reduzido, enquanto que nas classes intermediárias a densidade é bem mais alta. Esse registro evidencia que em período anterior, as condições para o recrutamento da espécie eram mais favoráveis. De acordo com Silva Júnior & Silva (1988), os histogramas de freqüência das classes de diâmetros podem retratar os acontecimentos por que passou uma determinada floresta. Assim, pode-se supor que ocorreram perturbações como ataque de insetos, doenças, não-estabelecimento de plântulas e baixa taxa de germinação.
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