Top PDF Dinâmica estrutural da comunidade lenhosa em Floresta Estacional Semidecidual na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil.

Dinâmica estrutural da comunidade lenhosa em Floresta Estacional Semidecidual na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil.

Dinâmica estrutural da comunidade lenhosa em Floresta Estacional Semidecidual na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil.

Entre 2003 e 2008, a taxa de mortalidade da comu- nidade foi superior à de recrutamento (Tab. 2), padrão também observado por Braga & Rezende (2007) e Miguel et al. (2011), em matas de galeria do Distrito Federal e Mato Grosso, e por Oliveira-Filho et al. (2007), Higuchi et al. (2008) (Tab. 2) e Machado & Oliveira-Filho (2010) em fl orestas estacionais de Minas Gerais. Ao contrário, Marimon (2005) registrou taxa de mortalidade inferior à de recrutamento na fl oresta monodominante adjacente à fl oresta do presente estudo (Tab. 2), relacionando tal fato a uma fase de “construção” do ciclo silvigenético e sugerindo que períodos de maior mortalidade ocorreram em épocas anteriores, como verifi cado no presente estudo. O desbalanceamento constatado na fl oresta estudada, tanto para a comunidade (Tab. 2) quanto para as classes diamétricas que apresentaram mudanças negativas entre 2003 e 2008 (Fig. 1C e 1D) contrariou, pelo menos em parte, a teoria de que em fl orestas tropicais preservadas a mortalidade é normalmente balanceada pelo recruta- mento (Richards 1996; Rolim et al. 1999). Por outro lado, Manokaran & Kochummen (1987), Felfi li (1995a) e Sheil et al. (2000) observaram que períodos de instabilidade ou desbalanceamento entre mortalidade e recrutamento podem fazer parte dos ciclos rítmicos de algumas fl orestas não perturbadas, que alcançam um balanço por meio de períodos com elevada mortalidade ou perda de biomassa, alternados com períodos de elevado recrutamento ou ganho de biomassa. Nestes casos, o desbalanceamento entre mortalidade e recrutamento é atribuído ao proces- so natural, uma vez que a mortalidade ocorre primeiro, sendo sucedida pelo recrutamento (Felfi li 1995b; Pinto 2002). Nesse contexto, é possível que a fl oresta estudada esteja atualmente em uma fase particular do ciclo fl orestal rítmico, onde o desbalanceamento entre a mortalidade e o recrutamento está ocorrendo a favor da mortalidade,
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Dinâmica estrutural da comunidade lenhosa em Floresta Estacional Semidecidual na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil

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Entre 2003 e 2008, a taxa de mortalidade da comu- nidade foi superior à de recrutamento (Tab. 2), padrão também observado por Braga & Rezende (2007) e Miguel et al. (2011), em matas de galeria do Distrito Federal e Mato Grosso, e por Oliveira-Filho et al. (2007), Higuchi et al. (2008) (Tab. 2) e Machado & Oliveira-Filho (2010) em fl orestas estacionais de Minas Gerais. Ao contrário, Marimon (2005) registrou taxa de mortalidade inferior à de recrutamento na fl oresta monodominante adjacente à fl oresta do presente estudo (Tab. 2), relacionando tal fato a uma fase de “construção” do ciclo silvigenético e sugerindo que períodos de maior mortalidade ocorreram em épocas anteriores, como verifi cado no presente estudo. O desbalanceamento constatado na fl oresta estudada, tanto para a comunidade (Tab. 2) quanto para as classes diamétricas que apresentaram mudanças negativas entre 2003 e 2008 (Fig. 1C e 1D) contrariou, pelo menos em parte, a teoria de que em fl orestas tropicais preservadas a mortalidade é normalmente balanceada pelo recruta- mento (Richards 1996; Rolim et al. 1999). Por outro lado, Manokaran & Kochummen (1987), Felfi li (1995a) e Sheil et al. (2000) observaram que períodos de instabilidade ou desbalanceamento entre mortalidade e recrutamento podem fazer parte dos ciclos rítmicos de algumas fl orestas não perturbadas, que alcançam um balanço por meio de períodos com elevada mortalidade ou perda de biomassa, alternados com períodos de elevado recrutamento ou ganho de biomassa. Nestes casos, o desbalanceamento entre mortalidade e recrutamento é atribuído ao proces- so natural, uma vez que a mortalidade ocorre primeiro, sendo sucedida pelo recrutamento (Felfi li 1995b; Pinto 2002). Nesse contexto, é possível que a fl oresta estudada esteja atualmente em uma fase particular do ciclo fl orestal rítmico, onde o desbalanceamento entre a mortalidade e o recrutamento está ocorrendo a favor da mortalidade,
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Estrutura e composição florística da vegetação lenhosa em cerrado rupestre na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil

Estrutura e composição florística da vegetação lenhosa em cerrado rupestre na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil

Espécies habitat-especialistas de cerrados rupestres, como Wunderlichia cruelsiana Taub. (Munhoz & Proença 1998, Miranda et al. 2007, Amaral et al. 2006), Wunderlichia mirabilis Riedel ex Baker (Pinto et al. 2009), Tibouchina papyrus (Pohl) Toledo, Swartzia adamantium (Cambess.) Bedell ex Giraldo-Cañas e Clusia burchelli Engl. (Moura et al. 2007, Pinto et al. 2009) não Tabela 2. Comparações florísticas e estruturais entre a comunidade lenhosa com DAS ≥ 3 cm (primeira linha) e DAS ≥ 3 cm (segunda linha) do cerrado rupestre do Parque Municipal do Bacaba, na transição entre os biomas Cerrado e Floresta Amazônica, Mato Grosso, e outros estudos com comunidades lenhosas de cerrado rupestre e típico do bioma Cerrado (DAS ≥ 5 cm). N = número de espécies; H’ = índice de diversidade de espécies de Shannon-Wiener (H’); J = equabilidade de Pielou, D = densidade (ind.ha -1 ); AB = área basal (m 2 .ha -1 ). Dist. = Distância (km) em linha reta do CRPB até as demais áreas analisadas; Alt.= altitude.
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Estrutura e composição florística da vegetação lenhosa em cerrado rupestre na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil.

Estrutura e composição florística da vegetação lenhosa em cerrado rupestre na transição Cerrado-Floresta Amazônica, Mato Grosso, Brasil.

Espécies habitat-especialistas de cerrados rupestres, como Wunderlichia cruelsiana Taub. (Munhoz & Proença 1998, Miranda et al. 2007, Amaral et al. 2006), Wunderlichia mirabilis Riedel ex Baker (Pinto et al. 2009), Tibouchina papyrus (Pohl) Toledo, Swartzia adamantium (Cambess.) Bedell ex Giraldo-Cañas e Clusia burchelli Engl. (Moura et al. 2007, Pinto et al. 2009) não Tabela 2. Comparações florísticas e estruturais entre a comunidade lenhosa com DAS ≥ 3 cm (primeira linha) e DAS ≥ 3 cm (segunda linha) do cerrado rupestre do Parque Municipal do Bacaba, na transição entre os biomas Cerrado e Floresta Amazônica, Mato Grosso, e outros estudos com comunidades lenhosas de cerrado rupestre e típico do bioma Cerrado (DAS ≥ 5 cm). N = número de espécies; H’ = índice de diversidade de espécies de Shannon-Wiener (H’); J = equabilidade de Pielou, D = densidade (ind.ha -1 ); AB = área basal (m 2 .ha -1 ). Dist. = Distância (km) em linha reta do CRPB até as demais áreas analisadas; Alt.= altitude.
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Dinâmica da comunidade lenhosa de uma floresta de galeria na transição Cerrado-Floresta Amazônica no Leste de Mato Grosso, em um período de sete anos (1999 a 2006).

Dinâmica da comunidade lenhosa de uma floresta de galeria na transição Cerrado-Floresta Amazônica no Leste de Mato Grosso, em um período de sete anos (1999 a 2006).

A maior taxa de mortalidade em relação ao recrutamento, assim como a taxa de ganho em área basal superior à perda, registradas no presente estudo, podem representar um quadro de instabilidade, com acúmulo de biomassa em pé e declínio da densidade de árvores, associado a uma fase de construção intermediária a tardia do ciclo-silvigenético pós-distúrbio (Chagas et al. 2001, Oliveira- Filho et al. 2007, Machado & Oliveira-Filho 2010). Lopes & Schiavini (2007) afirmam que clima, geologia, incidência luminosa e distúrbios naturais favorecem mudanças, uma vez que as alterações que provocam a saída também podem favorecer a entrada de espécies mais adaptadas às condições ambientais da comunidade. Estudos em longo prazo são essenciais, inclusive para avaliar se as alterações na comunidade estão relacionadas a mudanças globais (climáticas, antrópicas, aumento nos níveis atmosféricos de CO 2 , radiação solar, etc.) visto que diversos estudos têm demonstrado o aumento na biomassa e produtividade primária de florestas da região amazônica nas últimas décadas (Nemani et al. 2003, Laurance et al. 2004, Arias et al. 2010).
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Análise estrutural da floresta tropical úmida do município de Alta Floresta, Mato Grosso, Brasil.

Análise estrutural da floresta tropical úmida do município de Alta Floresta, Mato Grosso, Brasil.

Este trabalho teve como objetivo estudar a composição e estrutura de um estrato arbóreo da floresta tropical úmida em Alta Floresta - MT, determinando os padrões de semelhança com outras regiões da Amazônia brasileira. O estudo foi realizado em uma área de 2 hectares, dividida em 20 parcelas de 10x 100m, onde foram mensurados a altura e o DAP ≥ 10 cm de todos os indivíduos. Para avaliação do grau de similaridade entre a composição florística e estrutura arbórea de Alta Floresta com as nove regiões pertencentes à Amazônia Legal brasileira, utilizou-se o método de agrupamento hierárquico aglomerativo com ligações pela média dos grupos (UPGMA), por meio do índice de Sorensen (qualitativo). Para a ordenação, foi utilizado o mesmo programa, utilizando a Escalonamento Multidimensional não-métrica (NMS) por meio do índice de Jaccard aplicado à presença e ausência de famílias e gêneros. Para análise de similaridade entre as 10 regiões, comparando a matriz de distâncias físicas entre elas com as matrizes de composição de famílias e gêneros, utilizou-se o programa PATN por meio do Teste de Mantel com o índice de Jaccard. A região apresentou 1101 indivíduos, pertencentes a 32 famílias, 54 gêneros e 68 espécies. A família com maior riqueza de espécie foi Leguminosae. A espécie Helicostilys podogyne e o gênero Cecropia sp. foram as mais importantes no levantamento. A floresta tropical úmida de Alta Floresta não se assemelhou com nenhuma das nove regiões comparadas neste estudo.
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Rayane de Tasso Moreira Ribeiro

Rayane de Tasso Moreira Ribeiro

Os mapas de distribuição das espécies foram gerados através do programa DIVA-GIS, versão 7.4 (Hijmans et al. 2005). Quando as coordenadas geográficas associadas à localidade das coletas estavam ausentes nas etiquetas das exsicatas, utilizou-se as coordenadas do município obtidas a partir da ferramenta geoLoc (CRIA 2016). A classificação da vegetação foi feita utilizando- se os nomes locais e buscaram-se os termos correspondentes no Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE 2012): Savana (cerrado), Savana Estépica (caatinga/carrasco), Floresta Estacional Decidual (mata seca), Floresta Ombrófila Densa (mata úmida) e Floresta Estacional Semidecidual de Terras Baixas (tabuleiros costeiros).
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LEVANTAMENTO FLORISTICO EM FRAGMENTO DE MATA NATIVA NA CIDADE DE GARÇA, SÃO PAULO.MELLO, Anderson Rodrigues; JUNIOR, Edgard Marino; GOMES, Josbio Esteves; PANZIERI, Maria Angela; GARCIA, Rodolfo DAloia; CUNHA, Camila Rossetti ; BUENO, Paulo Rogrio Rosa ;

LEVANTAMENTO FLORISTICO EM FRAGMENTO DE MATA NATIVA NA CIDADE DE GARÇA, SÃO PAULO.MELLO, Anderson Rodrigues; JUNIOR, Edgard Marino; GOMES, Josbio Esteves; PANZIERI, Maria Angela; GARCIA, Rodolfo DAloia; CUNHA, Camila Rossetti ; BUENO, Paulo Rogrio Rosa ; DELGADO, Luiz Gustavo Martinelli ; SURIBA, Victor Lima

Segundo Kronka ET AL. (1993), os fragmentos remanescentes de floresta nativa localizada na região de Marília, são inferiores a 3 % de sua área original. Região de domínio de floresta estacional semidecidual, onde está localizada a Estação Ecológica dos Caetetus, situada no Município de Gália, SP. Essa Estação Ecológica guarda dois mil hectares de floresta madura, no qual as vegetações tem sido integralmente protegidas nos últimos 30 anos.

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RECUPERAÇÃO DE ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DO MUNICÍPIO DE GARÇA, SP.Anderson Rodrigues de Mello

RECUPERAÇÃO DE ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DO MUNICÍPIO DE GARÇA, SP.Anderson Rodrigues de Mello

RESUMO: O presente estudo teve como principal objetivo a descrição e a caracterização dos remanescentes de vegetação natural em relação à composição de espécies arbustivo-arbóreas e ao tipo de formação vegetal. Para isso, efetuou-se o levantamento da flora nas diferentes classes sucessionais as que pertencem às espécies arbóreas (pioneiras, secundárias e climácicas) em fragmentos de mata nativa da região da cabeceira do córrego Barreiro, nas proximidades do Bosque Municipal de Garça, SP. O levantamento das espécies da flora foi realizado através de caminhadas aleatórias pelos remanescentes florestais. Em toda essa região a vegetação original predominante é a floresta Estacional Semidecidual, podendo ocorrer fragmentos com vegetação caracterizada como floresta decídua, onde os solos são mais rasos próximos de rochas. Foram identificadas 51 espécies arbustivo- arbóreos pertencentes a 26 famílias.
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Dinâmica e sucessão de um fragmento de Floresta Atlântica

Dinâmica e sucessão de um fragmento de Floresta Atlântica

A Floresta Estacional Semidecidual Montana conhecida como Mata da Biologia, foi totalmente desmatada em 1922 para uso alternativo da terra, sendo a área abandonada em 1926, e desde então encontra-se em processo de regeneração natural (Paula, 1999). Pela análise temporal realizada por meio das imagens é observado que, em 1963, a área representativa do local 1, era quase totalmente área de borda do fragmento. Portanto, pode-se atribuir que a idade de regeneração do local 1 é de aproximadamente 50 anos. Entretanto, a idade do local 2 não pode ser estimada com precisão, visto que na imagem de 1963 (Figura 2.1), a área onde foi instalada a parcela já fazia parte da área nuclear do fragmento. Segundo os resultados do Capítulo 1 e por análise visual em visitas à campo, é notável a maior maturidade da fitofisionomia na região onde está localizado a parcela do local 2 em relação ao restante do fragmento. Dessa forma é possível sugerir, com base na informação de que a área foi abandonada em 1926, que a mesma está em regeneração natural a aproximadamente 80 anos.
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Dinâmica estrutural e reprodutiva da vegetação lenhosa de uma floresta paludosa em...

Dinâmica estrutural e reprodutiva da vegetação lenhosa de uma floresta paludosa em...

Em áreas de domínio do Bioma Cerrado, formações florestais como as florestas de galeria e as paludosas, formações campestres como campos úmidos ou de caráter misto, como as veredas (OLIVEIRA FILHO; RATTER; SHEPHERD, 1990; RIBEIRO; WALTER, 1998; ARAÚJO et al., 2002) estão estabelecidas sobre solos úmidos ou alagáveis, decorrentes da presença de cursos de água, de afloramento do lençol freático ou ainda do acúmulo de água em depressões. São formações bastante heterogêneas, mesmo quando em curtas distâncias, em função das diferenças na topografia, regime de inundação, geologia, pedologia e clima (OLIVEIRA FILHO, 1989; AB’SÁBER, 2000). O solo inundado, durante todo ou parte do ano, impede o acesso de ar, necessário à respiração das raízes, criando um ambiente anaeróbico ou com baixa oxigenação, no qual somente certas espécies, selecionadas pelas adaptações que possuem, conseguem sobreviver (JOLY, 1970; CAETANO, 2003).
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Análise da variação temporal da estrutura de uma floresta altimontana com histórico de fogo.

Análise da variação temporal da estrutura de uma floresta altimontana com histórico de fogo.

A correlação negativa entre a variável cota e o incremento em área basal dos indivíduos sobreviventes é um padrão tipicamente observado em gradientes altitudinais. Alguns estudos têm verificado resultado similar, com um decremento na produtividade primária líquida e um crescimento mais lento das árvores com o aumento da altitude, e, consequentemente, um menor incremento em área basal (HOMEIER et al., 2004, 2008; LEUSCHNER et al., 2007). Essa relação entre a taxa de incremento e a altitude em áreas declivosas pode estar associada à variação na concentração e disponibilidade de nutrientes que podem existir, em razão da lixiviação de nutrientes ao longo da encosta e ao acúmulo desses sedimentos nas depleções ou nas áreas de menor altitude (SOETHE et al., 2008), além das variações microclimáticas (HOMEIER et al., 2004). Tabela 2 – Regressões lineares para amostra total do componente arbustivo-arbóreo da floresta altimontana, em Poços de Caldas, MG, Brasil, relacionando o número de indivíduos inicial, a área basal inicial e a cota altimétrica com as taxas de dinâmica e incremento em área basal para o período de 2002-2008 (Ni = número inicial de indivíduos; ABi = área basal inicial, Cota = cota altimétrica; x = variável independente; y = variável dependente; Equação = equação de regressão linear; R 2 = coeficiente de determinação; F = o
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Dinâmica da vegetação arbórea de uma floresta secundária no Município de Viçosa, Minas Gerais

Dinâmica da vegetação arbórea de uma floresta secundária no Município de Viçosa, Minas Gerais

MENDONÇA et al. (1992) estudaram, por um período de quatro anos, uma floresta localizada nas encostas da Serra do Mar, com o objetivo de analisar as modificações ocorridas, na comunidade vegetal local, pela poluição de Cubatão. Os resultados mostraram que não houve aumento no número de indivíduos, mas ocorreu incremento na área basal total em torno de 33 %, refletindo acúmulo considerável de biomassa. Houve crescimento na altura do dossel, neste período, em cerca de 2 m. Notaram, também, ligeira diminuição na densidade de espécies pioneiras e secundárias, devido à morte de indivíduos de algumas espécies e aumento de outras, principalmente de sub-bosque, em razão do adensamento do dossel. A mortalidade e recrutamento de indivíduos das espécies pioneiras e secundárias iniciais foram similares, tendo ocorrido uma renovação neste período, em cerca de 18 % dos indivíduos da comunidade arbórea. Com base no aumento da biomassa, da diversidade e do incremento de espécies no sub-bosque, foi concluído que a comunidade estudada encontrava-se em ativo processo de sucessão, tendendo ao estabelecimento de uma floresta mais rica, densa e de porte mais alto, apesar da ação deletéria da poluição.
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Fogo e dinâmica da comunidade lenhosa em cerrado sentido restrito, Barra do Garças, Mato Grosso.

Fogo e dinâmica da comunidade lenhosa em cerrado sentido restrito, Barra do Garças, Mato Grosso.

Outra tendência que emergiu dos nossos dados foi o aumento da proporção de indivíduos nas menores classes de tamanho na Área 2. A análise da distribuição de diâ- metros dos indivíduos vivos, a qual apresentou a forma de “J reverso”, tanto em T1 como em T3, aliada ao fato de não ter havido mudanças no padrão de distribuição diamétricas nas duas áreas estudadas, demonstra a re- siliência do cerrado frente aos distúrbios causados pelo fogo e que o diâmetro dos caules é um parâmetro mais conservador na avaliação das mudanças da vegetação. No entanto, a distribuição dos sobreviventes em classes de altura denota a alteração no tamanho fi nal da comu- nidade. Hoff mann & Moreira (2002) observaram que, em uma população de Roupala montana sujeita a queimadas trienais, os indivíduos grandes sobreviveram e emitiram muitos perfi lhos resultando num aumento da densidade populacional nos dois primeiros ciclos de fogo. Contudo, depois de queimadas recorrentes, a população se carac- terizou pela dominância de indivíduos pequenos que não foram capazes de produzir perfi lhos para contrabalancear a mortalidade, ocorrendo o declínio populacional. Dados obtidos do monitoramento, durante quarenta anos, de quatro diferentes savanas africanas demonstraram que a densidade dos indivíduos arbóreos não foi afetada pela frequência do fogo, mas que a dominância relativa de indivíduos pequenos foi altamente relacionada com o re- gime de fogo. Queimadas anuais ou bienais aumentaram a dominância de indivíduos pequenos enquanto queimadas trienais ou exclusão do fogo reduziram a dominância de árvores pequenas (Higgins et al. 2007).
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Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

O estudo foi realizado em um fragmento (30 ha) de floresta estacional semidecidual, situado na Fazenda Experimental do Glória (FEG) (18º56’57’’S e 48º12’14’’W), em Uberlândia, Minas Gerais. A floresta semidecidual está adjacente a uma floresta de galeria situada às margens do córrego do Glória. A floresta encontra-se cerca de 2 km da região urbana de Uberlândia e tem em sua periferia lavouras e pastagens. O clima da região é do tipo Aw Megatérmico (Köeppen 1948) com verão quente e úmido e inverno frio e seco. A temperatura máxima mensal varia de 27 a 30 ºC e a mínima de 16 a 18 ºC. A precipitação anual varia de 1.400 a 1.700 mm (Rosa et al. 1991). O solo é do tipo Latossolo Vermelho-Escuro originário de sedimentos areno-argilosos provenientes do retrabalha- mento do Arenito Bauru. É um solo distrófico, com textura argilosa, tendo saturação de bases de 29 ± 11% no hori- zonte A1 e 7,4 ± 3% no A3 (Haridasan & Araújo 2005). Coleta de dados – A primeira amostragem da vegetação arbórea da FEG foi realizada em julho de 1990. Nesse primeiro levantamento (T1) foram amostradas 50 parcelas de 10 m×10 m, sorteadas em um hectare da floresta. As parcelas foram marcadas com estacas de madeira e delimitadas com fio de náilon resistente a decomposição. Todas as árvores com diâmetro a 1,3 m de altura (DAP) maior ou igual a 3,18 cm foram marcadas com plaquetas de alumínio numeradas e medidas quanto à altura e ao diâmetro do tronco. As espécies foram identificadas por especialistas ou por comparação com exsicatas existentes no herbário da
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Epifitismo vascular em duas fisionomias vegetais, floresta paludosa e floresta estacional semidecidual no município de Botucatu, estado de São Paulo, Brasil

Epifitismo vascular em duas fisionomias vegetais, floresta paludosa e floresta estacional semidecidual no município de Botucatu, estado de São Paulo, Brasil

A região de estudo fica situada nos domínios da Floresta Atlântica (OLIVEIRA- FILHO, FONTES; 2000; FIASCHI, PIRANI, 2009), em região caracterizada pela presença de sazonalidade bem definida, determinando a distribuição das florestas estacionais semideciduais (MORELLATO; HADDAD, 2002). Este é, provavelmente, o ecossistema mais devastado em todo o Brasil (ROCHA, 2003) e, juntamente com a floresta ombrófila densa (da encosta atlântica) e a floresta ombrófila mista (mata de araucária), tem a área delimitada e protegida pelo Decreto 750, de 10 de fevereiro de 1993, que proíbe o corte, a exploração e a supressão da Mata Atlântica (RAMOS et al., 2007). Entretanto, a expansão das lavouras canavieiras contribuiu muito para a redução das áreas de vegetação nativa na região central de São Paulo (FERREIRA et al., 2010). Assim sendo, segundo Giulietti et al. (2005), são necessárias coletas mais intensivas nas áreas com sazonalidade bem definidas, como as florestas estacionais semideciduais.
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DINÂMICA DO ESTOQUE DE CARBONO EM FUSTE DE ÁRVORES DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL.

DINÂMICA DO ESTOQUE DE CARBONO EM FUSTE DE ÁRVORES DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL.

Segundo Hoover et al. (2012), embora o sequestro de carbono tenha se tornado um objetivo de gestão da floresta, o potencial de armazenamento de carbono dessas florestas ainda não é bem compreendido. Diversos estudos foram realizados com o objetivo de quantificar o estoque de carbono em florestas naturais (AMARO, 2010; BRITEz et al., 2006; WATzLAWICK et al., 2002), no entanto, estes estudos se referem ao carbono estocado em períodos específicos, e não consideram o estoque ao longo dos processos sucessionais.

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Composição florística e fenologia das espécies zoocóricas de remanescentes de floresta estacional semidecidual no centro-oeste do Paraná, Brasil.

Composição florística e fenologia das espécies zoocóricas de remanescentes de floresta estacional semidecidual no centro-oeste do Paraná, Brasil.

RESUMO RESUMO – (Composição florística e fenologia das espécies zoocóricas de remanescentes de floresta estacional semidecidual no centro-oeste do Paraná, Brasil). Este estudo foi realizado no período de 1990 a 1998, em quatro remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual na região centro-oeste do Paraná, Brasil. Foram encontradas 204 espécies zoocóricas entre árvores, arbustos, trepadeiras, ervas, epífitas e hemiparasitas, sendo que 74% das espécies são árvores (n= 96) e arbustos (n=55). Frutos verdes predominam sobre frutos pretos e vermelhos, devido principalmente à abundância de Solanaceae e Piperaceae. O tamanho dos frutos é variável (2,1-360,0 mm x 2,0- 270,0mm), predominando frutos pequenos (< 10mm); o tamanho (0,1-110,0mm x 0,1 x 70,0mm) e número de sementes (1 a +1000) também variam, sendo mais comuns frutos com 1 a 10 sementes pequenas (1,1-5,0mm x 0,1- 6,0mm). O Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo, Fênix, foi a área melhor amostrada, onde 190 das 204 espécies levantadas e dados fenológicos referentes à floração e frutificação destas foram coletados mensalmente ao longo do período de estudo. Embora entre diferentes formas de vida ocorram padrões peculiares de floração e frutificação, o pico de floração ocorre no início da estação chuvosa (setembro/outubro), como na maioria das florestas semideciduais tropicais, e o pico de frutificação durante a estação menos chuvosa (maio/junho), ao con- trário de outras áreas estudadas nesta formação.
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Dinâmica do estoque de carbono do fuste das árvores de uma floresta estacional semidecidual

Dinâmica do estoque de carbono do fuste das árvores de uma floresta estacional semidecidual

PINTO, S. I.C.; MARTINS, S. V.; SIVA, A. G.; BARROS, N. F.; DIAS, H. C. T.; SCOSS, L. M. Estrutura de um componente arbustivo-arbóreo de dois estágios sucessionais de floresta Estacional Semidecidual na reserva florestal Mata do Paraíso, Viçosa, MG, Brasil. Revista Árvore, v. 31, n.5, p. 823-833, 2007. PIRES O’BRIEN, M. J.; O’BRIEN, C. M. Ecologia e Modelamento de Florestas Tropicais. Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, Belém, Brasil, 400p., 1995. PUIG, C. J. Carbon Sequestration potencial of land-cover types in the agricultural lanscape of eastern Amazonia, Brazil. Ecology and Development Series, n. 33, 2005.
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Produção de serapilheira e ciclagem de nutrientes de um reflorestamento e de uma floresta estacional semidecidual no sul do Brasil.

Produção de serapilheira e ciclagem de nutrientes de um reflorestamento e de uma floresta estacional semidecidual no sul do Brasil.

Tabela 1. Concentração e transferência de nutrientes na serapilheira da Floresta Estacional Semidecidual (FL) do Parque Estadual Mata dos Godoy, sul do Brasil e de um refl orestamento adjacente (RE), nos períodos de menor (janeiro a junho) e de maior (julho a dezembro) deposição de serapilheira na fl oresta. Médias seguidas pelas mesmas letras minúsculas nas linhas ou maiúsculas nas colunas não diferem entre si pelo teste de F (ANOVA) (p≤0,05). As letras maiúsculas quando iguais não diferem para o mesmo elemento químico.

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