Top PDF Diversidade arbórea das florestas alto montanas no Sul da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Diversidade arbórea das florestas alto montanas no Sul da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Diversidade arbórea das florestas alto montanas no Sul da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

RESUMO – (Diversidade arbórea das fl orestas alto-montanas no Sul da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil). A região do extremo Sul da Chapada Diamantina abriga as maiores altitudes do Nordeste brasileiro. Situam-se nessas serras as maiores elevações da região Nordeste, entre elas, o Pico do Barbado (2.033 m.s.n.m.). Dois dos rios mais importantes da Bahia nascem nestas serras: o Rio de Contas e o Rio Paramirim. A região é bem conhecida botanicamente, porém, este foi o primeiro inventário quantitativo realizado enfocando as formações fl orestais. Comparou-se a composição fl orística de 12 fragmentos de fl oresta montana, entre 1.350 e 1.750 m.s.n.m., tendo sido amostrados os indivíduos com PAP≥ 8 cm. Registrou-se a presença de 116 espécies em 84 gêneros de 48 famílias. As famílias com maior número de espécies foram Myrtaceae (N=20) e Lauraceae (N=10). Os gêneros com maior número de es- pécies foram Ocotea (N=7), Myrcia (N=5), Eugenia (N=4) e Miconia (N=4). A maioria das espécies apresentou padrão de distribuição amplo, mas foram encontradas espécies comuns a formações fl orestais de altitude do Sudeste e Sul do Brasil, como Drimys brasiliensis Miers (Winteraceae) e Weinmannia paulliniifolia Pohl (Cunnoniacae). A fl ora dos fragmentos estudados compartilha baixo número de espécies com as formações estacionais deciduais do entorno da Chapada Diamantina, indicando que estas fl orestas são únicas e merecem atenção especial, para sua conservação.
Mostrar mais

12 Ler mais

Duas novas espécies de Calliandra Benth.: (Leguminosae - Mimosoideae) da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Duas novas espécies de Calliandra Benth.: (Leguminosae - Mimosoideae) da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Serra da Tromba, ramal ao sul da estrada Piatã-Inúbia, Caminho da Ressaca, 13°03’ S e 41°49’ W, 1.300 msm, 2-XI-1996 (fl., fr.), L.P. Queiroz et al. 4705 (HUEFS). Ecologia e distribuição – Calliandra geraisensis é uma espécie endêmica da serra da Tromba, no município de Piatã. Ocorre em ambiente de campo cerrado praticamente sem árvores, sobre solo arenoso compactado a uma altitude de cerca de 1.300 msm. Este tipo de paisagem é localmente conhecido como “gerais”, de onde é derivado o epíteto específico. Foi encontrado material florido e frutificado no mês de novembro.
Mostrar mais

5 Ler mais

Sinopse das Orchidaceae do Parque Nacional de Boa Nova, BA, Brasil

Sinopse das Orchidaceae do Parque Nacional de Boa Nova, BA, Brasil

Trata-se de uma espécie com ampla distribuição pelo continente americano, podendo ser encontrada desde a Flórida até o Rio Grande do Sul (Pabst & Dungs 1975, Pinheiro 2005, Toscano de Brito & Cribb 2005). No Brasil ocorre no Norte (AM, AP, PA, RR, TO), Nordeste (AL, BA, CE, PB, PE, SE), Centro-Oeste (DF, GO, MT), Sudeste (ES, MG, RJ, SP) e Sul (PR, RS, SC) (Barros et al. 2016). Na Bahia já foi citada para Santa Terezinha (Queiroz et al. 1996), e na Chapada Diamantina para o Pico das Almas (Toscano de Brito 1995), Palmeiras (Toscano de Brito 1998), Mucugê (Azevedo & van den Berg 2007a), Morro do Chapéu (Bastos & van den Berg 2012a) e Lençóis (Toscano de Brito & Cribb 2005) e no Sul do estado para a Serra das Lontras (Leitman et al . 2014) e agora registrada para as áreas de Mata de Cipó e Mata Atlântica do PNBN.
Mostrar mais

20 Ler mais

Asteraceae no Município de Mucugê, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Asteraceae no Município de Mucugê, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

agudo a obtuso, base atenuada e capítulos curtamente pedunculados nas axilas das folhas, formando um racemo folhoso de glomérulos. Conforme Müller (2006), Baccharis linearifolia é uma espécie taxonomicamente complicada, pois um grande número de táxons morfologicamente semelhantes tem sido descrito, especialmente com base no formato e dentição das folhas e, exceto pela variação foliar, a variabilidade entre esses táxons foi pouco investigada, principalmente no que se refere ao leste da América do Sul. Por esses motivos, esse autor propôs uma circunscrição ampla para B. linearifolia e considerou muitos dos nomes classicamente referidos para o Brasil como sinônimos de B. linearifolia s.l. No presente trabalho é seguida a circunscrição ampla desta espécie proposta por Müller (2006), embora consideramos que um trabalho de revisão taxonômica abrangente compreendendo toda a área de distribuição deste complexo deverá resultar no reconhecimento de mais espécies distintas, em relação ao que atualmente é considerado. Os espécimes ocorrentes em Mucugê não corresponderiam a B. linearifolia em uma circunscrição restrita e os morfotipos ocorrentes na área de estudo poderiam ser tratados como B. leptocephala Baker (folhas linear-lanceoladas e margens dentadas), B. perlata Sch.Bip. ex Baker (folhas espatuladas e margens inteiras), e B. pseudotenuifolia Malag.(folhas lineares e margens inteiras). A espécie não é endêmica do Brasil e em Mucugê foi coletada em fitofisionomias de cerrado, campos gerais e campo rupestre. Material examinado: Em frente à estufa de flores, 1030 m, 4.VII.2009, ♀, N. Roque et al. 2088 (ALCB) [morfotipo B. leptocephala]; Estrada Mucugê-Abaíra, 1220 m, 13.VIII.1992, ♀, W. Ganev 844 (HUEFS) [morfotipo B. pseudotenuifolia]; ib., 16.IX.2006, ♂, A.A. Conceição et al. 1870 (HUEFS) [morfotipo B. perlata].
Mostrar mais

78 Ler mais

A família Orchidaceae no município de Morro do Chapéu, Bahia, Brasil.

A família Orchidaceae no município de Morro do Chapéu, Bahia, Brasil.

C o m p a r a n d o o l e v a n t a m e n t o a q u i apresentado com outras áreas do leste brasileiro (Tab. 1) constata-se que 15 espécies ocorrentes em Morro do Chapéu não ocorrem naquelas áreas, estando distribuídas apenas ao longo da Chapada Diamantina ou demais áreas da Cadeia do Espinhaço, sendo cerca da metade delas tipicamente de afloramentos rochosos. Isso porque a Cadeia do Espinhaço tem topografia, clima e altitude que influenciam fortemente sua composição florística, apresentando, como tipo vegetacional predominante, os campos rupestres, nos quais há um número significativo de espécies raras ou com distribuição restrita (Harley & Simmons 1986; Giulietti & Pirani 1988; Harley 1988, 1995; Conceição et al. 2005; Ribeiro et al. 2005). Morro do Chapéu compartilha com o levantamento do Ceará (Barros et al. 2010; Freitas et al. 2011) sete espécies; com o Distrito Federal (Batista & Bianchetti 2003; Barros et al. 2010) 15; com áreas de Minas Gerais que não fazem parte da Cadeia do Espinhaço, 14 espécies no total, sendo três com a Reserva Biológica da Represa do Grama (Menini Neto et al. 2004) e 13 com o Parque Estadual de Ibitipoca (Menini Neto et al. 2007); com o Parque Natural Municipal da Prainha no Rio de Janeiro (Cunha & Forzza 2007) são quatro espécies; com os levantamentos realizados em áreas diferentes em São Paulo somam-se 25 espécies, sendo três com a Fazenda Cantagalo (Schuster et al. 2010), 15 com a Serra do Japi (Pansarin & Pansarin 2008), uma com o Centro de Educação Ambiental “Francisco Mendes” (Pedroso de Moraes et al. 2010) e 20 com a região central de São Paulo (Ferreira & Pansarin 2010). Com o estado do Paraná (Angely 1965; Barros et al. 2010) foram 29 espécies em comum e com o Rio Grande do Sul foram apenas quatro espécies em comum no litoral norte (Rocha & Waechter 2006) e cinco na Fazenda São Maximiano (Buzatto et al. 2007).
Mostrar mais

46 Ler mais

Borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea e Hesperioidea) da porção norte da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea e Hesperioidea) da porção norte da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

A Serra de Jacobina, situada na ecorregião da Depressão Sertaneja Meridional (Velloso et al. 2002), é formada por um complexo montanhoso que se estende por 200 km no sentido norte-sul, um prolongamento mais ao nordeste da Chapada Diamantina. De acordo com a classificação de Thronthwaite & Mater (1995), apresenta clima úmido a sub-úmido, com temperatura média anual de 24 °C e índices pluviométricos acima de 477,6 mm/ano, com dois períodos chuvosos distintos de outubro a abril (Velloso et al. 2002). Tal como indica Velloso et al. (2002), a presença de vários rios e lagoas nessa região propicia uma maior diversidade de plantas e animais. Neste complexo,
Mostrar mais

10 Ler mais

Scenedesmaceae (Chlorophyta, Chlorophyceae) de duas áreas do Pantanal dos Marimbus (Baiano e Remanso), Chapada Diamantina, Estado da Bahia, Brasil.

Scenedesmaceae (Chlorophyta, Chlorophyceae) de duas áreas do Pantanal dos Marimbus (Baiano e Remanso), Chapada Diamantina, Estado da Bahia, Brasil.

O gênero Comasiella foi proposto Hegewald et al. (2010) baseado, principalmente, em dados moleculares (ITS2). Comasiella arcuata var. platydisca difere da variedade típica da espécie por apresentar as células dispostas em um único plano (Hegewald & Silva 1988, Hegewald & Wolf 2003, como Scenedesmus arcuatus var. platydiscus). Os exemplares analisados concordam com a descrição, medidas e ilustrações apresentadas por Souza & Felisberto (2014) para o material de Goiás, Domingues & Torgan (2012) para o Rio Grande do Sul e Godinho et al. (2010) para São Paulo (identificada como Scenedesmus arcuatus var. platydiscus ). Esse é o primeiro registro da ocorrência da variedade no Estado da Bahia.
Mostrar mais

18 Ler mais

O gênero Ichnanthus (Poaceae: Paniceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

O gênero Ichnanthus (Poaceae: Paniceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Material adicional examinado: BRASIL. Bahia: Ilhéus, IV/1983, Santos 34 (CEPEC, HUEFS, RB); Ipecaetá, VIII/1985, Noblick & Lobo 4285 (HUEFS); Porto Seguro, IV/1972, Calderón & Pinheiro 2201 (CEPEC); Una, V/1983, Hage et al., 1698 (RB). Minas Gerais: Bom Sucesso VIII/1993, Boechat s.n. (ICN); Lavras, I/1974, Pereira s.n. (ICN). Paraná: Ponta Grossa, XII/1992, Rúgolo et al. 1755 (ICN). Rio de Janeiro: Itatiaia, XII/1976, Winge 894 (ICN). Rio Grande do Sul: Canela, I/1973, Porto et al. s.n. (ICN28445); Osório, V/1972, Valls & Irgang 2104 (ICN); Porto Alegre, Morro Santana, s.d., Valls 2036 (ICN); São Leopoldo, I/1921, Dutra 284 (ICN); entre Santa Rosa e Giruá, XI/1971, Valls et al. 1801, 1802, 1803 (ICN); Torres, Três Cachoeiras, s.d., Valls et al. 2066 (ICN). São Paulo: Piquete, Serra da Mantiqueira, VII/1996, Windish et al. 8250, 8256 (ICN); São Paulo, IV/1974, Silva 182, 183, 188, 191, 195 (CEPEC, SP).
Mostrar mais

22 Ler mais

Asteraceae no município de Jacobina, Chapada Diamantina, Estado da Bahia, Brasil.

Asteraceae no município de Jacobina, Chapada Diamantina, Estado da Bahia, Brasil.

A Cadeia do Espinhaço é um conjunto de serras que se estende por cerca de mil quilômetros na direção norte‑sul, com limite norte na Serra da Jacobina, no Estado da Bahia, e atingindo ao sul a Serra de Ouro Branco, no Estado de Minas Gerais (Giulietti & Pirani 1988). A Cadeia é formada por uma porção mineira e uma baiana, esta última denominada Chapada Diamantina, na qual estão inclusas a Serra do Tombador e a Serra da Jacobina, que cortam o município de Jacobina (Giulietti & Pirani 1988, Pinheiro 2004).

16 Ler mais

Ilhas de vegetação em afloramentos de quartzito-arenito no Morro do Pai Inácio, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Ilhas de vegetação em afloramentos de quartzito-arenito no Morro do Pai Inácio, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

ABSTRACT – (Islands of vegetation on quartzite-sandstone outcrops, Pai Inácio Mountain, Chapada Diamantina, Bahia, Brazil). Islands of vegetation on rocky surfaces were studied on two plateaus at Pai Inácio Mountain (41°28’; 12°27’S) in the Chapada Diamantina. Both plateaus have quartzite-sandstone outcrops interspersed with sandy, acidic soils at the summit between 1,100 and 1,170 meters above sea level, with a well-defined dry season. Islands are defined as clumps of one or more species of vascular plants completely surrounded by a rocky surface devoid of vascular plants. The study included 39 vegetation islands of different sizes on each plateau, with 63 herb and shrub species, of which 22 are common to both plateaus. Liliopsida species had the highest abundance, frequency and dominance, with Velloziaceae, Cyperaceae, Orchidaceae, Bromeliaceae, and Guttiferae families predominating on both plateaus. The chamaephyte life-form was also predominant. Similar species richness was detected on both plateaus, with most of the islands composed of up to five species. Four species groups were revealed using UPGMA and Jaccard´s similarity index, two groups with species typical of sunlit islands, one group with species from shadier sites, and a fourth composed of more generalist species. The Vellozia hemisphaerica - Trilepis lhotzkiana association was typical of rocky outcrops at Pai Inácio Mountain. Orchidaceae and Cyperaceae were the only families present in the two smallest island-size classes, while Guttiferae, Rubiaceae and Bromeliaceae were mostly present in the largest class. Variation in species composition and abundance between the two plateaus suggest environmental and isolation differences affecting the species spatial distribution in the vegetation islands on each plateau.
Mostrar mais

13 Ler mais

Operacionalização de políticas públicas em contextos locais: A PNATER na Chapada Diamantina Bahia

Operacionalização de políticas públicas em contextos locais: A PNATER na Chapada Diamantina Bahia

A compreensão que a maioria dos agentes de extensão rural da gerência regional da EBDA em Seabra possui sobre a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural - PNATER é bastante limitada. Este fato preocupa, levando-se em consideração que esta política pública deveria ser utilizada como baliza para os trabalhos de Ater dessa instituição. Porém, esta situação traz também uma perspectiva ainda mais relevante para a população da Chapada Diamantina que necessita dos serviços da EBDA, e que, por sua vez, também é beneficiária da PNATER. De acordo com os entrevistados, a empresa não consegue atender à enorme demanda de serviços locais, principalmente por não possuir quantidade de servidores suficientes. Por outro lado, o problema não é apenas o número de servidores. Caso estes fossem contratados haveria necessidade de uma grande alocação de recursos financeiros para disponibilizar a eles condições adequadas de trabalho, que, atualmente, de acordo com os relatos, acabam por ser insuficientes até para a quantidade de extensionistas existentes na gerência regional estudada.
Mostrar mais

121 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS DEPARTAMENTO DE ECOLOGIA E BIOLOGIA EVOLUTIVA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS DEPARTAMENTO DE ECOLOGIA E BIOLOGIA EVOLUTIVA

No presente trabalho foram estudados os comportamentos espontâneo, alimentar e a reação a estímulos mecânicos das espécies subterrâneas de copionodontíneos G. spinosum e a nova espécie de Copionodon da Chapada Diamantina, Bahia central. Para verificar especializações e modificações relacionadas ao isolamento no meio subterrâneo, os resultados foram comparados com dados obtidos para a espécie epígea sintópica C. orthiocarinatus. O comportamento espontâneo focou observações naturalísticas (ad libitum) e em laboratório, onde os testes tiveram duração de uma hora, cronometrando-se os seguintes componentes comportamentais: entocado, estacionário fora da toca, natação no fundo, coluna d’água, superfície e na parede do aquário. G. spinosum é fortemente criptobiótica, esta resposta pode ser reflexo do seu acentuado territorialismo. Já Copionodon sp. n. é preferencialmente bentônica. As espécies subterrâneas não estendem seu comportamento exploratório para a coluna d’água, ao contrário do observado para outros peixes troglóbios que possuem parentes bentônicos. Uma vez que o uso do espaço por ambas é diferente, pode-se presumir que estas não ocupam o mesmo nicho espacial. Os epígeos C. orthiocarinatus também possuem hábitos criptobióticos e bentônicos, o aumento na atividade exploratória na fase clara do dia pode ser conseqüência da pressão de predação. O comportamento alimentar foi estudado individualmente, em laboratório, onde cada indivíduo foi isolado em seu próprio aquário. Cronometraram-se os tempos de alerta, procura, captura e ingestão do alimento que lhe era oferecido. Os exemplares epígeos possuem vantagens funcionais em relação aos troglóbios, mostrando-se mais eficientes na localização, captura e ingestão do alimento. No caso das espécies troglóbias, a eficiência alimentar possivelmente está sendo influenciada pela abundância em alimento presente nas cavernas de Igatu, diferentemente do observado em geral para peixes troglóbios no mundo. A reação a estímulos mecânicos foi testada por meio de estímulos bruscos, aplicados na superfície d’água com uma haste vibratória (freqüência de 150 Hz). Todas as espécies apresentaram reações fóbicas acentuadas, tais como surtos natatórios, tentativa de pular do aquário ou cavar um buraco no substrato para se esconder. As respostas exibidas por G. spinosum e Copionodon sp. n. podem estar associadas à vida em isolamento no ambiente hipógeo, tais como os distúrbios que grandes enchentes causam em épocas chuvosas. Já as reações fóbicas acentuadas exibidas por C. orthiocarinatus devem estar relacionadas, além das enchentes, à pressão de predação.
Mostrar mais

146 Ler mais

Mnesarete mariana new species of dragonfly from Chapada Diamantina, Bahia, Brasil (Odonata, Calopturycidae).

Mnesarete mariana new species of dragonfly from Chapada Diamantina, Bahia, Brasil (Odonata, Calopturycidae).

descrita e ilustrada. Mnesarete mariana sp.n. Coloração e nervação: lábio preto. Labro amarelo com uma mancha mediana negra afilando-se anteriormente. Base das mandíbulas e genas amar[r]

4 Ler mais

Biologia reprodutiva de Melocactus glaucescens Buining & Brederoo e M. paucispinus G. Heimen & R. Paul (Cactaceae), na Chapada Diamantina, Nordeste do Brasil.

Biologia reprodutiva de Melocactus glaucescens Buining & Brederoo e M. paucispinus G. Heimen & R. Paul (Cactaceae), na Chapada Diamantina, Nordeste do Brasil.

Para M. paucispinus os índices de ISI e IA classificam a espécie como auto-compatível e autógama. O fato dos frutos formados em auto-polinização (espontânea e induzida) estarem distribuídos em um número grande de indivíduos (12 dos 38 amostrados) suporta a conclusão de auto-compatibilidade, refutando a idéia de ter sido um evento isolado, associado a um ou poucos indivíduos. A disponibilidade de pólen e a receptividade estigmática antes da antese estar completa são fatores que tendem a favorecer a auto-polinização. Sendo M. paucispinus auto-compatível é de se esperar que se reproduza basicamente por autogamia, no entanto foi observada formação de frutos, em auto-polinização, inferior àquela obtida por polinização cruzada para a espécie. Este fato pode ser devido à ocorrência de depressão endogâmica em uma população que perdeu recentemente a auto-incompatibilidade, não tendo ainda purgado seus alelos recessivos deletérios (Lande & Schemske 1985, Schemske & Lande 1985, Husband & Schemske 1996). Resultado similar foi encontrado por Mandujano et al. (1996) para Opuntia rastrera F.A.C.Weber. Análises de isoenzimas indicam um alto coeficiente de endogamia para esta espécie (Lambert et al. 2006a), sendo também reforçada pelo comportamento dos polinizadores, como descrito anteriormente. Os resultados encontrados para polinização cruzada inter-específica sustentam a hipótese de hibridação entre M. paucispinus e M. concinnus, o que também é suportado por análises morfométricas e aloenzimáticas realizadas para as mesmas (Lambert et al. 2006a).
Mostrar mais

11 Ler mais

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Inventário de pequenos mamíferos (Rodentia e Didelphimorphia) da Serra de Ouro Branco : porção sul da cadeia do Espinhaço, Minas Gerais, Brasil.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Inventário de pequenos mamíferos (Rodentia e Didelphimorphia) da Serra de Ouro Branco : porção sul da cadeia do Espinhaço, Minas Gerais, Brasil.

Os dados obtidos no presente trabalho sugerem que os domínios morfoclimáticos circundantes afetam a composição de espécies presentes nas diferentes regiões do Espinhaço, passando de uma maior influência de ambientes florestais no sul para uma maior influência de ambientes abertos no norte. No entanto a realização de inventários de espécies em novas áreas do espinhaço e a complementação dos inventários já realizados, com a utilização de um maior esforço amostral e uma maior diversidade de métodos de coletas (pitfalls, shermans, tomahawks, busca ativa) são essenciais para se esclarecer os padrões de distribuição das espécies e os fatores que determinam este padrão, informações que são essenciais para se analisar a adequabilidade das atuais áreas de conservação presentes no espinhaço para a manutenção das espécies de pequenos mamíferos. A alta diversidade de espécies e a presença de espécies e a presença de um gênero de pequeno mamífero endêmico deste complexo montanhoso (e.g. Calassomys apicalis) reforçam também a necessidade de trabalhos taxonômicos integrativos (morfológicos, moleculares, citogenéticos) focando nas linhagens de espécies presentes na região.
Mostrar mais

12 Ler mais

Composição florística e fisionomia de floresta estacional semidecídua submontana na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Composição florística e fisionomia de floresta estacional semidecídua submontana na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Queiroz, L.P.; França, F.; Melo, E.; Gonçalves, C.N. & Santos, T. 2005. Florestas estacionais semideciduais. In: Juncá, F.A.; Funch, L. & Rocha, W. (ed.). Biodiversidade e conservação da Chapada Diamantina. Ministério do Meio Ambiente, Brasília. Pp. 181-193. Funch, L.S.; Rodal, M.J.N. & Funch, R.R. 2008. Floristic aspects of the forests of the Chapada Diamantina, Bahia, Brazil. In: Thomas, W. & Briton, E.G. (org.). The Atlantic Coastal Forest of Northeastern Brazil. Mem. of the New York Botanical Garden Press 100: 193-220. Funch, R.R.; Harley, R.M. & Funch, L.S. 2009. Mapping and evaluation of the state of conservation of the vegetation in and surrounding the Chapada Diamantina National Park, ne Brazil. Biota Neotropica 9: 11-12. Guedes, M.L.S & Orge, M.D.R. 1998. Checklist das espécies vasculares do morro do Pai Inácio (Palmeiras) e Serra da Chapadinha (Lençóis), Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. EDUFBA, Salvador. 68p.
Mostrar mais

15 Ler mais

A espetacularidade da performance ritual no Reisado do Mulungu (Chapada Diamantina - Bahia).

A espetacularidade da performance ritual no Reisado do Mulungu (Chapada Diamantina - Bahia).

O caráter relacional da performance se apresenta em diferentes níveis de montagem das ações no ritual da visita, desde a maneira como o dono-da-casa recebe o Reisado até a forma final da[r]

24 Ler mais

Campo rupestre recém-queimado na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil: plantas de rebrota e sementes, com espécies endêmicas na rocha.

Campo rupestre recém-queimado na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil: plantas de rebrota e sementes, com espécies endêmicas na rocha.

Área de estudo – O estudo foi desenvolvido em uma área de campo rupestre que sofreu uma queimada em outubro de 2005, oito meses antes do início da amostragem da vegetação. A área é conhecida como “Mucugezinho”, situada no Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), município de Lençóis, Bahia, Brasil, entre as coordenadas 12º27´51,6” - 12º27´56,9”S e 41º25´9,8” - 41º25´10,8”W, a 700 e 800 m de altitude, próxima à BR 242 (Fig. 1). Evidências locais e relatos de moradores apontam para elevada frequencia de fogo nessa região, usualmente ateado por garimpeiros e caça- dores (Funch 2008). O clima na área de estudo é do tipo tropical, subquente, semi-úmido, com verão úmido e quatro a cinco meses secos concentrados na primavera (Nimer 1989). A temperatura média anual é 22°C, com máxima mensal de 27,2°C e mínima mensal de 17,8°C, sendo comuns fl utuações diárias extremas. A pluviosidade anual varia entre 600 e 1000 mm (CEI 1994). A área de estudo é parte da Cadeia do Espinhaço situada na Bahia e pertence ao Grupo Chapada Diamantina, Formação Tombador, composta por arenitos e/ou quartzitos e bancadas de metarenitos argilosos e siltitos (Mascarenhas 1990). O solo é raso, arenoso e ácido, com elevado teor de matéria orgânica nas moitas de vegetação sobre a rocha (Conceição & Giulietti 2002; Conceição & Pirani 2005; Conceição et al. 2007a). Composição fl orística – Foram sorteadas três áreas quadrangulares de 50x60 m (Fig. 1) que incluíam elevada proporção de rocha exposta. Cada área foi mapeada e dividida em 30 parcelas de 10x10 m (total de 90 parcelas nas três áreas). A vegetação foi amostrada em cinco parcelas de 10x10 m sorteadas em cada área. Além dessas, uma parcela adicional foi sorteada na terceira área quadrangular para que o total de parcelas de 10x10 m fosse 16, equivalendo ao número de parcelas utilizadas em outro estudo utilizado nas comparações (Neves & Conceição 2007). Os dados foram coletados nos meses de julho, agosto, outubro e dezembro de 2006. Nas 16 parcelas sorteadas foram coletados ramos das espécies para determinação da composição fl orística, sendo herborizados, secos em estufa e depositados no Herbário da Universidade Estadual de Feira de Santana (HUEFS). A identifi cação do material foi feita por especialistas e por comparação com material do HUEFS. O sistema de classifi cação adotado para as angios- permas foi baseado no APG III (2009) e para as plantas vasculares sem semente em Smith et al. (2006).
Mostrar mais

11 Ler mais

ROSINEIDE BRAZ SANTOS FONSECA

ROSINEIDE BRAZ SANTOS FONSECA

Study areas and species – The populations of Melocactus glaucescens, M. ernestii, and the hybrid M. ×albicephalus examined here are located between 11°29’19.0”-11°29’25.5” S and 41°20’11.1”- 41°20’31.3” W, and between 500-910 m a.s.l., within the boundaries of the “Parque Estadual do Morro do Chapéu”, in the municipality of Morro do Chapéu, Bahia State, Brazil. Melocactus glaucescens grows on sandy soils in open areas, M. ernestii is restricted to small crevices in exposed rock surfaces, while plants of M. ×albicephalus can be found growing in rock crevices, or in areas with sandy soil or gravel. The local vegetation represents an area of transition between the dry “caatinga” vegetation and “cerrado” (savanna) (CPRM 1995). The local climate is classified as high altitude tropical with hot summers. The mean temperature of the coldest month (July) is less than 18 °C, and the mean temperature of the warmest month (January) is above 22 °C. The estimated mean annual average temperature is approximately 22 °C, while the mean annual rainfall is less than 700 mm (CPRM 1995), but the study areas where the populations of M. glaucescens, M. ernestii, and M. ×albicephalus are found are too distant from any meteorological station to accurately determine their environmental conditions.
Mostrar mais

8 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

O foco principal desta pesquisa repousa na apresentação de possíveis ações como complemento na implementação da Política Pública de Ensino Médio Integral no Litoral Sul de Pernambuco, para que assim possa ser proporcionado um bom desenvolvimento na qualidade do ensino e do desempenho dos alunos. Deve-se sempre levar em consideração a atuação do gestor escolar diante desta política educacional. Essas Iniciativas contribuem para a construção de um processo democrático, descentralizado e sistemático da gestão escolar nas escolas analisadas. Essas propostas buscam disseminar novas ações na cultura de gestão, participativa orientada ao alcance de melhorias significativas na aprendizagem dos educandos.
Mostrar mais

118 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados