Top PDF Educação em direitos humanos e formação de educadores = Education on human rights and teacher education

Educação em direitos humanos e formação de educadores = Education on human rights and teacher education

Educação em direitos humanos e formação de educadores = Education on human rights and teacher education

RESUMO – O discurso atual sobre Direitos Humanos está marcado pela ambivalência. Proclamados e negados constituem um referente considerado fundamental para a construção democrática. Cresce a convicção de que se eles não forem internalizados nas mentalidades individuais e coletivas não construiremos uma cultura dos Direitos Humanos na nossa sociedade. E, neste horizonte, os processos educacionais são fundamentais. O presente trabalho se situa na contexto da pesquisa “Educação em Direitos Humanos na América Latina e no Brasil: gênese histórica e realidade atual”. O nosso foco principal é nos diferentes signiicados da expressão educação em Direitos Humanos e nos desaios que apresenta para a formação de educadores. Defende a tese de que nesta perspectiva é imprescindível desenvolver processos que permitam articular diferentes dimensões, assim como utilizar estratégias pedagógicas participativas e de construção coletiva que favoreçam educar em Direitos Humanos. Palavras-chave – direitos humanos; educação em direitos humanos; formação de educadores
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A formação de professores de ciências a partir de uma perspectiva de Educação em Direitos Humanos: uma pesquisa-ação The training of science teachers within a perspective of Education in Human Rights: an action research project

A formação de professores de ciências a partir de uma perspectiva de Educação em Direitos Humanos: uma pesquisa-ação The training of science teachers within a perspective of Education in Human Rights: an action research project

Entretanto, um processo de formação em Direitos Humanos é um processo de for- mar-se em Direitos Humanos. Assim, o processo de formar estudantes, futuros professores, também forma o professor formador e é nessa troca que construímos confiança, uma troca em que elaboramos parcerias, sensibilizamos aos outros e nos sensibilizamos. A oportunidade de elaborar, implementar e analisar com uma pesquisa-ação um curso sobre Educação em Di- reitos Humanos é incrível, porém, não podemos nos iludir. Uma avaliação crítica do trabalho é fundamental e, nesse intuito, foi possível perceber que seria importante a dedicação de um tempo maior para a discussão dos temas – violência urbana, criminalidade e sistema prisional; sexualidade feminina. Ambos os temas foram destacados nos diversos discursos dos entrevistados como situações problemáticas e temos certeza que foi dado pouco espaço para essas discussões. A elaboração de um curso com carga horária um pouco maior permitiria a incorporação de novos temas e isso já está sendo feito a partir da nova elaboração do documento pedagógico dos cursos de Ciências da Natureza da universidade em questão. No curso de Química já foi aprovada como obrigatória a disciplina de Direitos Humanos e diversidades na aula de Ciências, um reflexo do que foi a implementação de nosso curso. A disciplina obrigatória trará estudantes menos dispostos ao diálogo e exigirá do professor formador maior capacidade de diálogo e de mediar possíveis conflitos. Entretanto, avaliamos como positivo esse desafio. Uma lacuna importante detectada foi a elaboração de uma aula final com uma roda de discussões sobre tudo que aconteceu ao longo do período. Essa percepção também será incorporada em futuras organizações da disciplina.
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A educação em direitos humanos na educação infantil: formação de sujeitos de direitos (Human rights education in early childhood education: formation of subjects of rights)

A educação em direitos humanos na educação infantil: formação de sujeitos de direitos (Human rights education in early childhood education: formation of subjects of rights)

A Educação em Direitos Humanos - tema de inúmeros documentos, programas e políticas públicas nacionais e internacionais, que tem por objetivo contribuir para a construção de uma sociedade pautada pelo respeito à dignidade humana ainda não faz parte da prática de muitas escolas, principalmente de Educação Infantil, etapa fundamental no processo de formação para a cidadania. Nessa perspectiva, a partir da realização de revisão biblio- gráfica, este artigo tem como objetivo favorecer a reflexão sobre a incorporação dos valores e princípios da Educação em Direitos Humanos nas práticas da Educação Infantil. Essa reflexão deve acompanhar a discussão sobre as concepções docentes acerca dos direitos humanos e da infância, além de considerar a importância de uma formação específica para o professor, que possa auxiliá-lo a desenvolver um trabalho capaz de colaborar para a efeti- vação da cidadania e da humanidade da criança. A Educação em Direitos Humanos trans- mite valores associados a práticas, brincadeiras, atitudes, estórias e jogos para os alunos individualmente e em grupos.
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Educação em direitos humanos: uma revisão de literatura (Human rights education: a literature review)

Educação em direitos humanos: uma revisão de literatura (Human rights education: a literature review)

A categoria seguinte, Violência, conta também com três publicações (n=03), e propõem a análise de políticas públicas sociais de jovens em situação de vulnerabi- lidade, como também percepções de diversos atores sociais ligados à escola sobre o justo/injusto e a importância da educação em direitos humanos como um dos caminhos para redução da violência social. Souza et al. (2011) ao descreverem a aplicação do método de Inserção Ecológica num programa de intervenção para edu- cação em direitos humanos e protagonismo juvenil mostram as mudanças positivas na criação de microssistemas no comportamento e respeito às regras pelos jovens. Schilling (2013) através da percepção de diversos atores sociais ligados a escola, mostra a escola justa fundamentada no respeito à igualdade de direitos, respeito às diferenças, diálogo, que se reconheça o mérito e qualidade de ensino e princí- pios pedagógicos. Simões e Ribeiro (2014) discutem a importância da educação em direitos humanos na formação do cidadão, a partir de reformas educacionais e da inclusão da temática nos currículos, livros didáticos e no cotidiano escolar, contri- buindo para uma sociedade menos violenta.
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O plano nacional de educação em direitos humanos: institucionalização na rede municipal de ensino do Recife-PE / The national plan for education in human rights: instituitonalization in the municipal education network of Recife-PE

O plano nacional de educação em direitos humanos: institucionalização na rede municipal de ensino do Recife-PE / The national plan for education in human rights: instituitonalization in the municipal education network of Recife-PE

a) a educação deve ter a função de desenvolver uma cultura de direitos humanos em todos os espaços sociais; b) a escola, como espaço privilegiado para a construção e consolidação da cultura de direitos humanos, deve assegurar que os objetivos e as práticas a serem adotados sejam coerentes com os valores e princípios da educação em direitos humanos; c) a educação em direitos humanos, por seu caráter coletivo, democrático e participativo, deve ocorrer em espaços marcados pelo entendimento mútuo, respeito e responsabilidade; d) a educação em direitos humanos deve estruturar-se na diversidade cultural e ambiental, garantindo a cidadania, o acesso ao ensino, permanência e conclusão, a eqüidade (étnico-racial, religiosa, cultural, territorial, físico-individual, geracional, de gênero, de orientação sexual, de opção política, de nacionalidade, dentre outras) e a qualidade da educação; e) a educação em direitos humanos deve ser um dos eixos fundamentais da educação básica e permear o currículo, a formação inicial e continuada dos profissionais da educação, o projeto político-pedagógico da escola, os materiais didático-pedagógicos, o modelo de gestão e a avaliação; f) a prática escolar deve ser orientada para a educação em direitos humanos, assegurando o seu caráter transversal e a relação dialógica entre os diversos atores sociais 4 .
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Reflexões acerca do ensino de ciências, epistemicídio e a educação em direitos humanos / Reflections on science teaching, epistemicide and human rights education

Reflexões acerca do ensino de ciências, epistemicídio e a educação em direitos humanos / Reflections on science teaching, epistemicide and human rights education

A educação em direitos humanos (EDH) está intimamente ligada à essa temática, pois a própria Resolução da ONU, de nº 184, que institui Educação e Formação em Matéria de Direitos Humanos, enfatiza que para que a EDH seja realmente efetiva, ela precisa se pautar em várias princípios, dentre os quais a igualdade e não discriminação. E a realidade é que os currículos das instituições de ensino ainda são instrumentos para a prática da discriminação, não garantindo a igualdade a partir do momento em que não oportuniza que povos negros e tradicionais saibam de sua história, sua cultura e suas formas de ver e estar no mundo. Não há valorização de outros saberes no ambiente acadêmico. Este ainda se mostra hegemonicamente branco, heteronormativo e masculino. Por conta desta realidade, não é inadequado falarmos que no ambiente educacional formal o que presenciamos é um verdadeiro epistemicídio. A palavra epistemicídio significa, em linhas gerais, a morte do conhecimento. No entanto, é importante que analisemos a palavra de maneira mais cuidadosa, a fim de refletirmos sobre que tipo de conhecimento está sendo aniquilado. Se pensarmos sobre a cultura hegemônica em nossa sociedade, perceberemos que os saberes que são negligenciados, subalternizados e depreciados são os saberes de matrizes africanas e de povos tradicionais, que na maioria das vezes não são tratados como conhecimento válido em ambientes acadêmicos. Sobre este assunto, Sueli Carneiro brilhantemente pontua em sua tese, que trata sobre os instrumentos de biopoder em nossa sociedade:
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PLANEJAR COM DIREITOS HUMANOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS / Planning considering Human Rights in the science teacher training

PLANEJAR COM DIREITOS HUMANOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS / Planning considering Human Rights in the science teacher training

Em 2015, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada dos profissionais do Magistério da Educação Básica (BRASIL, 2015) reafirmaram o compromisso dos professores da Educação Básica e Superior com a Educação em Direitos Humanos, considerando-a como uma “necessidade estratégica na formação dos profissionais do magistério e na ação educativa em consonância com as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos”. Tal diretriz reforça uma necessidade formativa que temos buscado a partir da formação de professores de ciências pautada no diálogo construído entre as áreas de Educação em Ciências e de Educação em Direitos Humanos (OLIVEIRA e QUEIROZ 2013; 2015; 2016a; 2016b). Nessas publicações, além de delinearmos referenciais teóricos, oferecemos sugestões de oficinas pedagógicas para a formação de professores e relatamos exemplos analisados à luz de construtos relacionando as duas áreas. O presente trabalho retrata uma pesquisa realizada no âmbito da formação de professores de Ciências (Química e Biologia) em uma Universidade Pública no norte do país onde implementamos uma disciplina intitulada “Cultura Brasileira e questões étnico- raciais”, construída a partir de uma perspectiva de Educação em Direitos Humanos, nos trazendo o questionamento: ao levar em consideração a necessidade de abordar aspectos da Educação em Direitos Humanos na Educação básica, como Licenciandos de Química e de Biologia (re)elaboram conteúdos específicos em seus planejamentos de ensino-aprendizagem?
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A educação em direitos humanos como elemento de uma sociedade inclusiva: uma reflexão acerca das diversidades / Education in human rights as an element of an inclusive society: a reflection about diversities

A educação em direitos humanos como elemento de uma sociedade inclusiva: uma reflexão acerca das diversidades / Education in human rights as an element of an inclusive society: a reflection about diversities

The present work addresses the need for a deeper understanding of Education guided by the pillars of Human Rights, taking into account the socio-cultural differences existing in the current panorama, with a broader view on what is called interculturality, noting the foundations of ethics and otherness, in the search for the construction of a truly citizen society, in which respect for the human person is strengthened, regardless of race, gender and ethnicity, starting from the assumption that equality takes place, among other prisms, while respecting diversity. Thus, it is imperative that the topic be widely discussed, so that a new way of thinking can be created and, consequently, a new form of action, actions that deserve to be guided by a citizen's side, capable of re-signifying the educational, political and in force.
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THE MATHEMATICS LABORATORY AS SPACE FOR TEACHER EDUCATION

THE MATHEMATICS LABORATORY AS SPACE FOR TEACHER EDUCATION

O laboratório de Matemática é tido como um importante espaço de aprendizagem tanto dos estudantes do ensino básico quanto na formação inicial de professores. Além dos materiais e da área física que fornece, esse espaço constitui-se como um lugar capaz de suscitar a reflexão dos futuros docentes. Neste estudo exploratório, feito com os alunos da disciplina Metodologia de Ensino de Matemática da Universidade de São Paulo, verificamos a concepção inicial dos estudantes sobre tal disciplina e como o laboratório de Matemática os influenciou no processo de amadurecimento crítico em relação à sua atuação como professor. Por meio deste estudo, notamos que os momentos de produção e reflexão sobre as atividades, além da prática junto aos seus pares, foram cruciais para prepará-los para a sua futura profissão.
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Bakhtiniana, Rev. Estud. Discurso  vol.10 número2

Bakhtiniana, Rev. Estud. Discurso vol.10 número2

Pennycook (2001) supports the claim that it is necessary to understand how language classrooms are related to social, cultural, political and ideological factors, and besides that, it is vital that we go beyond the macro and micro dichotomies. The greatest challenge is to comprehend classroom contexts without reducing them to simple reflections from a social order and to avoid considering them as having free-will, since everything we say, do and think is affected by social relations of power. This way, the classroom is seen as a microcosm of a wider social and cultural world, which does not only reflect and reproduce this world, but it is also able to change it. Moreover, Pennycook (2001) strenuously defends that it is essential to realize that the classroom is also a social domain, in which power relations happen all the time and, for that reason, anything that goes through this context (from the material used to discourses produced) needs to be understood as social and cultural practices that have further implications. Thus, taking into consideration that the language classroom walls are permeable, what is done and said within this context has the potential to promote changes.
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Educ. Pesqui.  vol.42 número2

Educ. Pesqui. vol.42 número2

Therefore, in many cases, requiring appropriate conditions for teaching begins by struggling to ensure minimum physical-material structure, which involves water and power supply, facilities to receive people, ranging from bathrooms to classrooms, whose number, size, lighting conditions, ventilation, and furniture are adequate. It is worth noting that these shortages are not restricted to the most remote locations, far from large urban centers although they are undoubtedly more common in certain regions. The disparity of conditions which schools, training centers and their agents are subjected to is present all over the country (REGO; BRUNO, 2010). A major problem pointed out by school professionals is the number of students per class, which,
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DIREITOS HUMANOS, MEIO AMBIENTE E  SUSTENTÁVEL: interesse de gerações presentes e futuras.  Renato Augusto dos santos, Moises Eugênio Ferreira

DIREITOS HUMANOS, MEIO AMBIENTE E SUSTENTÁVEL: interesse de gerações presentes e futuras. Renato Augusto dos santos, Moises Eugênio Ferreira

This particular paper treats the environment matter as a third dimension human right and the dilemmas created due to the economic globalization process against the sustainable development. It points out that the recognition of the environment as a fundamental right of mankind begins to intensify by the moment that its degradation becomes a threat not only to local or regional well-being and life quality but at a global level as well. In this context, the facts indicates the need for a different organizational and economic conception and implementation from the current one where the anthropocentric view of nature is surpassed.
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Compulsory admissions of patients with mental disorders : state of the art on ethical and legislative aspects in 40 european countries

Compulsory admissions of patients with mental disorders : state of the art on ethical and legislative aspects in 40 european countries

The involuntary admission procedure starts at the admission of the patient. During an involuntary admission, inherent ethical tensions between values relating to the individual patient’s autonomy, provision of adequate patient care, and community protection are intrinsically linked to enforced measures. Psychiatrists are therefore called upon to judge the necessity of involuntary intervention using the greatest avail- able knowledge, sensitivity to the patient’s issue, and finding a solution respecting the informed consent process and patients’ decision-making capacity [23]. Therefore, while other protagonists such as family or neighbors could initiate the admission process when calling for medical practitioners or local authorities, they are not considered to be part of the admission procedure as they do not have any decision-making power. Compulsory admissions can be analyzed through the prism of two different models, one medical and one legal. According to the medical model, involuntary admissions are considered as a health procedure, therefore, the legal authorities (judge, mayor, etc.) only have the function to control and validate the admission proposal made by medical staff. This procedure is adopted in some countries for example Finland, Greece, Italy, Norway, Spain, and Sweden.
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Educ. Pesqui.  vol.39 número4

Educ. Pesqui. vol.39 número4

Also on collaboration, the text Learning of teaching in a collaborative group: children’s stories and mathematics, by Ana Paula Gestoso de Souza and Rosa Maria Moraes Aunciato de Oliveira, Federal University of São Carlos, focuses on the initial training in the education undergraduate course. This research aimed to understand how educational material developed in a collaborative group can become a source of learning how to teach. To this end, the researchers chose an activity that integrates teaching, research and extension. Such activity was used to develop the process of learning how to teach mathematics, which allowed participants to share experiences and knowledge during the production of children’s books with mathematical content. The analysis of the reports of education students is an interesting reference for a better understanding of their learning processes. Focusing on the training offered by Programa de Educação Continuada (PEC - Continuing Education
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Algumas reflexões em torno da formação inicial de professores = Reflections on initial teacher education

Algumas reflexões em torno da formação inicial de professores = Reflections on initial teacher education

Este autor sublinha a natureza subjectiva deste processo ao enfatizar a importância das predisposições pessoais na socialização dos professores, o que parece ser corroborado por estudos posteriores (LINDBLAD; PÉREZ, 1992; KNOWLES, 1992; NIMMO et al.1994). É nesta linha de pensamento que surge, por exemplo, a asserção segundo a qual os professores ensinam como viram ensinar. Assim, é fundamental criar espaços no contexto da formação inicial para explicitar essas crenças e essas teorias implícitas que os alunos trazem para a sua formação inicial, no sentido de potenciar uma relexão e questionamento fundamentados sobre o processo de tornar-se professor. Como nos recorda Loughran (2009, p. 29), “os alunos futuros professores entram nos progra- mas de formação inicial de professores à espera que lhes digam como devem ensinar”.
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Políticas públicas de formação para professores da Educação Básica: estudo sobre a formação por EaD (Public policies of teacher training for basic education: study on education by EaD)

Políticas públicas de formação para professores da Educação Básica: estudo sobre a formação por EaD (Public policies of teacher training for basic education: study on education by EaD)

Este artigo pretende discutir as políticas de formação de professores da Educação Básica no Brasil, com ênfase à modalidade de ensino por Educação à Distância – EaD, refletindo-se sobre o ensino oferecido pelas Instituições de Ensino Superior privado – IES, e suas implicações para a formação dos filhos da classe trabalhadora da cidade e do campo. A discussão gira em torno da atual conjuntura política do país, trazendo para o debate os limites e desafios que ações governamentais, realizadas a partir do ano de 2016, representam à educação pública. A metodologia utilizada consiste em uma revisão bibliográfica. Como referência, nos baseamos em teóricos como: Duarte (2010, 2004), Martins (2010), Saviani (1995, 2009 e 2011), dentre outros, bem como em dados da Avaliação Nacional da Alfabetização – ANA (2016) e do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior – SEMESP (2015). Constata-se que, no contexto das sociedades organizadas a partir do modo de produção capitalista, a formação do professor se dá por meio do desenvolvimento das políticas públicas oriundas das políticas neoliberais, influenciadas pelas demandas do mercado e das suas exigências de formação. Tudo isso por meio de práticas pedagógicas esvaziadas de sentido e que possam favorecer, de fato, uma educação capaz de contribuir para a superação da sociedade de classes.
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ESTADO DE DIREITO,  DEMOCRÁTICO E DIREITOS HUMANOS EM OBJEÇÃO AO ABSOLUTISMO DO PODER  Talissa Truccolo Reato, Taísa Cabeda

ESTADO DE DIREITO, DEMOCRÁTICO E DIREITOS HUMANOS EM OBJEÇÃO AO ABSOLUTISMO DO PODER Talissa Truccolo Reato, Taísa Cabeda

o crescente desenvolvimento da economia globalizada exige uma nova ordem jurídica internacional com relação aos direitos humanos e uma nova ordem jurídica constitucional com relação aos direitos fundamentais. Os direitos humanos e os direitos fundamentais são essenciais à formação do Estado Democrático de Direito e qualquer violação a esses paradigmas deve ser caracterizada como uma afronta à democracia. Um real sistema de proteção e de normas que assegurem sua efetividade é necessário às novas exigências da sociedade impostas pelo desenvolvimento tecnocientífico e econômico. (SCHAEFER, 2010).
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A FRAGILIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO  Valdenia Brito Monteiro, Rodrigo Teles de Oliveira

A FRAGILIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO Valdenia Brito Monteiro, Rodrigo Teles de Oliveira

Conforme informações divulgadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD e pelo Ministério Público Federal – MPF, os corruptos desviam dos cofres públicos cerca de R$ 200 bilhões por ano. O valor desviado dos cofres brasileiros poderia triplicar os investimentos realizados pelo Governo Federal na área da educação ou na saúde; poderia quintuplicar os investimentos existentes no setor da segurança pública. Este valor desviado anualmente pelos corruptos permitiria propiciar uma melhor qualidade de vida para boa parte dos brasileiros, ao resgatar cerca de dez milhões da miséria. Além disso, só para ter uma ideia da proporção deste fenômeno que é a Corrupção, ela leva o equivalente à soma dos Produtos Internos Brutos – PBI’s de 44 (quarenta e quarto) países.
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Educ. Pesqui.  vol.39 número3

Educ. Pesqui. vol.39 número3

O conhecimento dos movimentos epistemológicos, culturais e políticos que definiu, em uma perspectiva histórica, a compreensão do campo da formação de professores pode ser uma significativa contribuição para a prática da formação. Entender esse processo na sua dimensão evolutiva favorece o entendimento da complexidade desse campo de conhecimento e as múltiplas influências que se estabelecem sobre ele. O objetivo deste trabalho, portanto, é mapear e estudar as tendências teórico-práticas que marcaram a compreensão da docência no Brasil, preferencialmente no período que se inicia na segunda metade do século XX. O trabalho reconhece sua condição aleatória e não pretende exclusividade a respeito do tema. A partir do mapeamento realizado, conclui-se que as diferentes tendências teórico-práticas para a docência tiveram significativos impactos nas pesquisas educacionais e essas, por sua vez, também exerceram um papel de protagonismo nas mudanças paradigmáticas que atingiram a formação de professores. Na medida em que o paradigma da racionalidade técnica foi dando lugar à compreensão do fenômeno educativo como produzido social e culturalmente, houve significativas mudanças nas formas de produzir conhecimento na área da educação. Todas as fases que marcam as tendências dos estudos a respeito da formação de professores produziram conceitos e se apresentaram como produtos e produtoras das ações formativas, influenciando e sendo influenciadas pelas políticas, legislações e culturas.
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en 1517 9702 ep 41 spe 1353

en 1517 9702 ep 41 spe 1353

Since the reforms in the 1970s, teacher education has remained in the crossfire between demands from practice and pressures to operate credibly within the academic environment. In fact, Simola and Rinne (2010) point out how the academisation of teacher education was a contingent event. The first suggestions from the teacher training committee proposed a teacher qualification without a Master’s degree. The time of this committee work coincided historically with the general reform of university degrees and it was this that led to the ascension of teacher education among the ranks of other academic professions (SIMOLA; RINNE, 2010). During the early years of academic teacher education, in the 1980s and 1990s specifically, some of the vocal critics within the academic community opposing research-based teacher education were education sociologists, who raised concerns regarding the quality of research conducted within teacher education, and especially the poor quality of Master’s dissertations the teacher students produced in comparison to dissertations produced in other programmes (KEMPPAINEN; VIRTA, 2013). This may not be that surprising, considering the relative newness of the field of study, as the teacher educators at the time were more practice-oriented than academically esteemed.
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