Top PDF Encontros: a experiência como prática de criação e reflexão em dança

Encontros: a experiência como prática de criação e reflexão em dança

Encontros: a experiência como prática de criação e reflexão em dança

Obviamente, para que a experiência possa ser abrigada no corpo, possa vir a acontecer é necessário olhar para si em relação ao outro. Esse processo envolve então uma transmissão. Não no sentido de entregar alguma coisa a alguém, mas no sentido de abrir-se para o outro, e assim, algo pode ser desvelado, pode vir a acontecer. Sendo assim, há uma dimensão da experiência que é colaboração, cooperação. Ou seja, eu me ponho em relação para potencializar a relação, e esta relação me potencializa enquanto sujeito, e se me potencializa enquanto sujeito significa que de alguma forma consegui dar sentido aos acontecimentos que me atravessaram. Desse modo, abriu-se tempo e espaço para a experiência ser abrigada. Logo, em processos que pressupõe uma visão limitante e limitadora sobre o dançarino, em processos onde o aprendizado se dá de fora para dentro, onde a técnica é o foco e não a relação estabelecida, em processos que não vigoram o potencial criador de seus participantes, parece arremessar a experiência para longe. Assim, no âmbito da prática e da criação em dança, e até mesmo em seu ensino, debruçar-se sobre a dança por meio de uma linguagem que busca em primeiro plano objetivação, e ênfase na linearidade acaba-se por afastar a dança da possibilidade de atravessar o sujeito. A atitude de abordar a dança somente como um objeto de estudo, buscando-se uma linguagem prioritariamente analítica, neutra e objetiva, não deixa de acarretar um distanciamento que recusa o que nela é provocação, é mistério. Portanto, busca-se aqui pensar a dança enquanto abrigo de experiência, para isso, torna-se necessário distanciarmos sua prática daquela onde o que predomina é o interesse pela técnica, pela repetição mecânica.
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Trilogia do corpo no espaço: influências da prática de escalada na criação cênica em dança

Trilogia do corpo no espaço: influências da prática de escalada na criação cênica em dança

Percebe-se que estão contidas as sementes das criações anteriores e de seus disparadores, sendo um “fechamento” para a criação cênica de relação entre a dança e a prática da escalada. Impelido pela experiência de criação da performance Ausência/Presença , o autor via-se instigado a transformar o espaço, materialmente, plasticamente, e perceber os rastros deixados. Não seriam necessários novamente os equipamentos para trabalho em altura, como cordas e pontos de ancoragem. Trabalhar-se-ia na relação direta entre chão e parede. Pensava-se nas escritas criadas do corpo no espaço. Também contaminado pelo uso de espaços não convencionais e possibilidades de inversão do olhar, devido à prática de escalada, já presente desde o desenvolvimento de Ao Vestir Vertigens , almejava-se criar outros pontos de vista, podendo deslocar a cena e, consequentemente, o espectador. Além disso, vislumbrava-se a apropriação da experiência de fluxo (Csikszentmihalyi, 2002) como forma de se transformar ao longo da ação e, de alguma forma, desprender-se de contornos e ideias fixas que paralisavam, podendo assim desaparecer para poder ganhar outras percepções e emancipar-se de uma condição.
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FOTOGRAFAR A DANÇA COMO UMA PRÁTICA POÉTICA

FOTOGRAFAR A DANÇA COMO UMA PRÁTICA POÉTICA

Tal situação me levou a observar que os registros fotográficos, de modo geral, passaram a adentrar as galerias de arte, já que se fizeram latentes nas artes e imprescindíveis para a criação de sentidos nesse campo durante as últimas décadas, por causa de algumas questões presentes nos processos artísticos, como o movimento, o processo, a impermanência e a temporalidade. A partir dos anos 60, a obra de arte passou a ser concebida como um processo cuja temporalidade tornou-se essencial. Dito de outro modo, “o tempo real da experiência da obra se tornou uma das estratégias mais firmes das práticas artísticas” (COSTA, p.19, 2009).
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Dança e fotografia : uma experiência pedagógica no âmbito da disciplina de Criação Coreográfica no 3º ciclo da Escola Vocacional de Dança do Centro de Formação Artístico da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

Dança e fotografia : uma experiência pedagógica no âmbito da disciplina de Criação Coreográfica no 3º ciclo da Escola Vocacional de Dança do Centro de Formação Artístico da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

A envolvência de duas artes – a Dança e a Fotografia – como motor da ação de ensino- aprendizagem, trouxe-nos um outro olhar sobre a planificação, aplicação de metodologias e pedagogias no âmbito da disciplina de Criação Coreográfica em contexto de Ensino Vocacional, promovendo toda uma ação pedagógica com base na transdisciplinaridade. Considerando a Criação Coreográfica uma disciplina plural, cujo desenvolvimento pode abraçar diferentes temáticas e abordagens, dependendo dos propósitos do professor, podemos afirmar que este processo pedagógico se tratou apenas de um caminho pelo qual a amostra foi conduzida para a concretização do objetivo primordial desta disciplina: a criatividade e a expressividade. Deste modo, as alunas do 8º e 9º ano da EVDCFASFGP confrontaram-se com propostas criativas que foram construídas e aplicadas com o intuito de as desafiar ativa e reflexivamente a pesquisar novas linguagens e desenvolver a criatividade e expressividade em função do estímulo da fotografia, tendo como propósito final a apresentação pública. Quanto aos objetivos podemos afirmar, em geral, ter cumprido (de forma desigual relativamente às turmas), sendo que se manterá sempre um lado de insatisfação pelo resultado, reflexo da ambição de se fazer sempre melhor. Porém, ainda que nem tudo tenha sido positivo, prevalece a reflexão e o peso da experiência pedagógica que faz enriquecer o conhecimento e a prática desta disciplina criativa.
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Dança de salão nas aulas de educação física: uma reflexão a partir dos dispositivos políticos e da prática pedagógica

Dança de salão nas aulas de educação física: uma reflexão a partir dos dispositivos políticos e da prática pedagógica

A escolha do conteúdo dança, mais especifico a dança de salão foi pelo fato de ter vivenciado essa experiência pouco antes de entrar na universidade, e por estar a mais de cinco anos aprendendo e trabalhando com essa prática em academia de dança, nesse período, pude perceber o quanto a dança de salão me ajudou a questionar vários preconceitos que eu carregava devido aos conceitos que a nossa sociedade machista e patriarcal nos insere desde criança, isso porque a dança de salão me fez aproximar mais do outro e se preocupar mais, me fez perceber o quanto as diferenças existem e precisam ser respeitadas. Assim, com essa aproximação do outro em todas as perspectivas, a dança de salão é rica em debates e discussões transversais ao conteúdo, levando os alunos a refletir sobre a nossa sociedade, sendo assim, de suma importância na formação do caráter e de um bom cidadão.
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A PESQUISA COMO EXPERIÊNCIA: A AÇÃO DA TEORIA E A PRÁTICA DO CONHECIMENTO EM DANÇA

A PESQUISA COMO EXPERIÊNCIA: A AÇÃO DA TEORIA E A PRÁTICA DO CONHECIMENTO EM DANÇA

A busca pelo entendimento dos vínculos entre criação e pesquisa no campo da dança contemporânea de caráter experimental tem produzido terminologias e metodologias (ou contra métodos) que demonstram a presença de um exercício político e ético. Para tratar das relações entre arte e conhecimento, termos como intérprete-criador (MEYER, 2002), criador-pensador (ROCHA, 2012) e artista-pesquisador (CORDEIRO, 2016), dentre outros, articulam uma política cognitiva frente aos desafios de fazer pensar arte na contemporaneidade. Na pesquisa, o conceito de política cognitiva (KASTRUP; TEDESCO; PASSOS, 2008, p. 12) evidencia que “o conhecer envolve uma posição em relação ao mundo e a si mesmo, uma atitude, um ethos”, com dimensões não somente teóricas, mas políticas. Por isso que é preciso cada vez mais cuidar de nossas atitudes e pensar sobre as maneiras próprias do fazer, pois elas fazem circular escolhas políticas.
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Corpo desconhecido: um contínuo processo de criação em dança

Corpo desconhecido: um contínuo processo de criação em dança

A pesquisa nasceu da minha insatisfação em relação ao meu corpo e à minha dança, de um corpo em crise, cheio de perguntas. Como diz Vieira (2006, p.59, apud SALLES, 1998, p. 33), “o ato de criação é visto como decorrente de uma crise”. Na realidade, o que vem primeiro não é a idéia, nem a história, mas a angústia (GOMES, 1982, apud SALLES, 1998, p. 33). Minha angústia vinha do conflito que se estabelecia entre o conhecido, que não mais satisfazia, e o desejo do que poderia vir a ser. O que conhecia era uma dança fundada na repetição de padrões pré-estabelecidos, a qual se dava pelo seqüenciamento de passos, normalmente criados a partir de um tema exterior ao corpo. Minha prática, enquanto bailarina, resumia-se em fazer muitas aulas de dança, nas quais teria de aprender uma determinada técnica, que serviria de suporte para futuras coreografias. A ação era, basicamente, a de reproduzir movimentos ou interpretar idéias propostas pelo professor ou coreógrafo; contudo, estas não eram passíveis de reflexão, discussão e reorganização e, portanto, não abriam espaço para as minhas idéias, impressões e sensações. O mais importante e perigoso reflexo desta pedagogia é o desestímulo ao senso crítico e à autonomia, com conseqüente repressão do poder de se fazer escolhas conscientes.
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Encontros entre dança, subjetivação e saúde mental

Encontros entre dança, subjetivação e saúde mental

Falamos em linha de pensamento da dança, porque ficou-nos bastante claro que dentro da perspectiva da dança contemporânea podemos encontrar diversos modos de conceber a preparação corporal, a dança, os processos de criação etc. Dessa forma, ressaltamos mais uma vez o que foi enfatizado por Ângela e também por Paulo de que não estamos falando da dança contemporânea como um todo ou de qualquer dança contemporânea. Estamos tratando de um determinado modo de ver e lidar com essa proposta, que se iniciou com as aulas ministradas por Ângela para o que viria a se tornar a companhia da qual é diretora, nas quais foram sendo experimentadas, pensadas e buriladas formas de se relacionar com aquilo que se estava descobrindo na prática. Assim, tal concepção foi sendo gestada e encontrando ressonância nos trabalhos de outros bailarinos, coreógrafos e companhias do Ceará e de outros lugares, a partir desse pensamento que se abre à mistura, à experimentação e à invenção. Paulo, pois, tem sua formação e seu trabalho bastante influenciado por esse percurso e foi por este motivo que achamos relevante buscar conhecer um pouco mais dessa proposta a partir de Ângela.
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Uma Experiência Somática em Dança entre Fluidos e Membranas

Uma Experiência Somática em Dança entre Fluidos e Membranas

O aspecto sobre o qual vou refletir neste artigo é a abrangência e importância do equilíbrio fluido-membrana para o corpo e para a dança. Vou costurar minha refle- xão com algumas falas de Bonnie Bainbrige Cohen, criadora do BMC, e também de outras de suas colaboradoras, todas elas bravas guerreiras na difícil missão de “di- zer” a experiência, de escrever na linguagem disponível algo que se relaciona “com o não-saber, com o limite do que sabemos” (LARROSA, 2014, p. 69). Enfrento aqui também esse grande desafio de escrever em palavras uma prática que é totalmente apoiada na exploração de lugares desconhecidos do corpo e da mente, e que esti- mula e aceita a forma como cada praticante sente e percebe. Falarei sempre a partir da minha experiência pessoal, trazendo as vivências que tenho vivenciado e que tenho conduzido nesse assunto, entre elas a oficina Experimentando o equilíbrio fluido-membrana na dança em contato, ministrada no I Encontro Internacional de Práticas Somáticas e Dança – Body-Mind Centering TM em criação, pesquisa e per-
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CONTRAESPAÇOS ENTRE DANÇA E ARQUITETURA: RELATO DE PROCESSO DE PESQUISA DE/EM CRIAÇÃO EM DANÇA

CONTRAESPAÇOS ENTRE DANÇA E ARQUITETURA: RELATO DE PROCESSO DE PESQUISA DE/EM CRIAÇÃO EM DANÇA

June Boyce-Tillman (2012, p. 9) diferencia a PaR em dois tipos: baseada na prática [practice-based] e guiada pela prática [practice-led]. O primeiro inclui a prática como parte da submissão do doutorado, que seria incompleta sem a inclusão dos seus resultados. Já o segundo concerne a natureza da prática e preocupa-se com originalidade no entendimento desta em uma área determinada. Suas teses resultantes são geralmente expressas em forma textual, apesar de a metodologia normalmente incluir a prática e frequentemente tomar a forma de uma metodologia de pesquisa-ação ou etnografia de algum tipo. Seguindo essas definições de Boyce-Tillman, considero que utilizei os dois tipos. Com a Pesquisa Baseada na Prática, o processo de Contraespaço foi o motor e articulador, colocando na relação em espiral do Anel de Moebius as relações entre os sentidos corporais, a valorização do conteúdo cinestésico e dos saberes corporal e teórico da dança, articulando as transversalidades entre áreas de conhecimento, e o produto da pesquisa se dá em dança. Com a Pesquisa Guiada pela Prática, todo o material gerado pelo processo artístico e seus desdobramentos constituíram rico material para reflexão e considerações teóricas, cujo nascimento só foi possível com a realização da prática, e gerou o material escrito da coreotese.
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Dança e Internet - conectividade e participação na criação coreográfica

Dança e Internet - conectividade e participação na criação coreográfica

Neste projeto de exploração contínua, Elagoz utilizou também as aplicações Chatroulette e Tinder, para se conectar com pessoas reais, como a própria as designa, com quem interage em encontros a dois, sempre na presença de uma câmara de filmar que ambos podem manipular.” I show the audience real people in search of attention, validation or some form of intimacy” (Elagoz, 2017, p.212). A designação pessoas reais procura neste caso salientar que não se trata de atores ou performers profissionais que são dirigidos pelo autor, mas sim colaboradores numa experiência pessoal com um propósito artístico. A artista imiscui-se no contexto dos participantes e os encontros acontecem no espaço privado ou em raras exceções em lugares públicos por eles escolhidos. Estes participantes, pessoas de diferentes nacionalidades, faixas etárias e personalidades reagem de formas evidentemente distintas a uma fórmula invariável: Elagoz e a câmara. A artista adota uma postura empática, uma certa permeabilidade na relação com estes estranhos e, como a própria aponta, torna-se uma entidade fluída que se define e redefine em cada novo contexto em que aparece, ou seja, não estabelece outra premissa para além de se conhecerem na presença de uma câmara, na frente da qual se reconstrói na relação com o outro, o desconhecido com quem partilha a cena, conferindo espaço aos participantes para se mostrarem e conduzirem a situação, a cena. Ao mesmo tempo
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CRIAÇÃO COMO CONDIÇÃO DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NA EXPERIÊNCIA DO ARTISTA-DOCENTE DA DANÇA

CRIAÇÃO COMO CONDIÇÃO DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NA EXPERIÊNCIA DO ARTISTA-DOCENTE DA DANÇA

Resumo: O propósito deste artigo é refletir sobre processos de criação em estreita relação com a feitura de configurações de danças e a experiência da docência. Para tanto, partimos do entendimento de que práticas de ensino-aprendizagem podem ser organizadas enquanto situações de criação artística. Acontecimentos coletivos em dança, que se valem pelo exercício contínuo de lidar com as incertezas e imprevisibilidades próprias dos processos relacionais intersubjetivos, são estratégias de composição de formulações e enunciações de questões no corpo. Vivencias artísticas que se valem de modos criativos de estar e perceber a si, junto dos encontros entre diferenças, é potência para gestar outras lógicas organizacionais, para além de modelos fixos e rígidos de entendimento de corpo e movimento. As abordagens conceituais de afeto (Sèvèrac, 2009) e imunidade (Espósito, 2010) se articulam para problematizar a criação como construção de conhecimento nos contextos artísticos de ensino-aprendizagem. O conhecimento se faz no agenciamento de singularidades, conhecer por vias de afetações, situações em que o corpo opera em contato com outras forças, colocando em tensão as faculdades da sensibilidade, da memória e da imaginação.
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Criação e Solidão – Uma reflexão sobre a experiência estética

Criação e Solidão – Uma reflexão sobre a experiência estética

Giacometti procurou com o seu trabalho revelar o ponto secreto dos seres e das coisas, por acreditar que este constituía a verdadeira beleza. Para isto levou a cabo um processo que lhe permitia aceder à singularidade a partir do isolamento. Procurava isolar cada ser e cada coisa e deixar extrair dessa observação a substância que, depois de representada através da prática artística, constituía a força anímica da sua obra. Esta vontade de querer revelar a ferida secreta dá-se como consequência da forçosa ocultação que se fazia sentir. Por tomar a vida solitária tornou-se hábil no reconhecimento da solidão alheia; a solidão era para si condição merecedora de respeito. Entendia que toda a beleza emanava daí e que compreender a solidão, em todo o seu espaço expandido, era uma condição incontestável para a vida boa. Por notar o estado do mundo das aparências visíveis, e por tê-lo como principal causador do desfasamento da realidade e consequente ocultação dos pontos singulares do homem, concentrou o seu trabalho em noticiar a singularidade que conseguia extrair através da observação atenta e isolada. Esta forma de observação mantinha o olhar de Giacometti imune ao impacto das solicitações exteriores ao objecto de foco da sua                                                         
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O estudo do corpo em Laban: possibilidades de Criação em Dança

O estudo do corpo em Laban: possibilidades de Criação em Dança

O presente artigo tem como objetivo o estudo do corpo em Rudolf Laban e sua relação com as possibilidades de criação em dança, o que permite uma reflexão a respeito do processo criativo e da articulação de sua teoria a partir deste tema. Laban em seus estudos enfatizou a importância de uma maior conscientização corporal, através das influências internas e externas e de uma constante reflexão sobre esse conhecimento, a descoberta pessoal de suas possibilidades e limites e o processo criativo que culmina através dessa percepção. Desse modo, esse trabalho poderá ajudar o professor de dança a vislumbrar novas maneiras de compor baseados na proposta de Laban. Como metodologia adotou-se a pesquisa bibliográfica embasada em livros, artigos científicos, monografias, que trazem autores que discutem o tema tratado. A temática do corpo estudada em Laban e em diálogo com outros autores aqui discutida ressalta essa potencialidade de experimentação e criação da própria dança de cada sujeito, o que favorece a sua própria experiência de conscientização e percepção corporal e de sensibilização desse corpo.
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RESPIRAÇÃO ARTÍSTICA NA DANÇA: UMA EXPERIÊNCIA DE CRIAÇÃO E ANÁLISE DE ALGUMAS DANÇAS ÉTNICAS CHINESAS Zou Mi

RESPIRAÇÃO ARTÍSTICA NA DANÇA: UMA EXPERIÊNCIA DE CRIAÇÃO E ANÁLISE DE ALGUMAS DANÇAS ÉTNICAS CHINESAS Zou Mi

Houve também na minha execução da dança um profundo trabalho de respiração, assim, em cada movimento procurei manter um fluxo de ar especial muito relacionado com a intensidade em que era realizado cada tipo de movimento e tentando também acompanhar a firmeza e a suavidade em que se movia o tecido. Dentro da dança chinesa é um tema de vital importância. A respiração está diretamente ligada ao fluxo do corpo e a seu ritmo. Passar o espírito do movimento é saber trabalhar não somente com o movimento do corpo mas saber colocá--lo todo em sincronia. A fluidez do movimento e o impulso de sua execução devem ser direcionados e facilitados pela respiração. Por isso pretendi na apresentação colocar em prática os estudos desenvolvidos na monografia do mestrado e inserir também meu prévio aprendizado da dança chinesa. Ao colocá-los em prática nessa apresentação o fiz intercalando os movimentos de inspiração e expiração de acordo com o movimento da dança. A respiração assim pôde conduzir o movimento e acomodar a artista no ritmo adequado de execução deixando mais transparente a emoção da dança. A inspiração e expiração podem ser rápidas ou lentas e não necessariamente ambas no mesmo ritmo. Nas fotos são mostradas diversas combinações de respirações com os respectivos movimentos na dança.
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Encontros no caminho: uma experiência sobre a pedagogia da escuta

Encontros no caminho: uma experiência sobre a pedagogia da escuta

Em geral, os alunos, gostaram da experiência, no entanto, surgiram algumas situações inesperadas. Por exemplo, para algumas pessoas é difícil falar de família, pois existem mágoas e feridas abertas, que elas não querem mexer. Procurei respeitar todos e não impor nada, mas quando me deram liberdade para conversar, propus a reflexão de que podemos mudar as situações, dependendo da maneira em que nos comportamos diante dela, sem falar em proselitismo, expus algumas experiências oriundas da minha fé em Jesus e de seus ensinamentos, momentos em que tive que perdoar e escolher amar, o que fez toda diferença em minha vida. Então, sugeri que pensassem na hipótese do perdão, que tem o poder para curar feridas profundas e nos limpar das mágoas para recomeçarmos uma nova história.
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Mediações culturais em dança: encontros corporificados nos festivais Vivadança e FIAC/2017

Mediações culturais em dança: encontros corporificados nos festivais Vivadança e FIAC/2017

No entanto, minha trajetória acadêmica no Ensino Superior só começou em 2005, após seis anos da formatura do ensino médio e do curso de dança, quando iniciei o curso superior de Jornalismo, na Faculdade de Comunicação da Universidade de Taubaté - UNITAU. A dança ao qual fui introduzida não era fomentada como área de conhecimento e, naquele momento, não era nem opção cursar uma faculdade de dança. Uma, porque não havia condições de prestar vestibular e me manter fora de Taubaté, e outra, porque precisava ajudar financeiramente minha família. Mas, como desde cedo também nutria o desejo de ser jornalista, seguir nesta direção aparentava ser o mais acertado. Admirava a personagem de Louis Lane, do filme Superman. Acreditava naquela possibilidade de ser mulher independente que vive de acordo com suas convicções. Também tive dois tios-avôs maternos que foram jornalistas e os admirava. Minha mãe também trabalhou numa rádio e apesar de ouvir poucas histórias tenho certeza que isso também me motivou. Mas, o que esses personagens da minha vida têm em comum é o fato de reunirem uma postura ética compatível com que eu percebia ser o correto, quando se acredita que sempre podemos contribuir para mudanças na sociedade.
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Efeitos funcionais da prática de dança em idosos

Efeitos funcionais da prática de dança em idosos

Cinquenta e oito pessoas com doença leve a moderada de Parkinson foram divididas aleato- riamente em dois grupos: Grupo 1 (participaram da prática do tango, valsa e foxtrote, durante 1 hora por sessão, duas vezes por sema- na, completando 20 aulas em 13 semanas.) e Grupo 2 (controle com nenhuma intervenção). Foram avaliados o equilíbrio, a mobilida- de funcional e a caminhada para frente e para trás antes e após o período da intervenção.

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Processos mnemônicos como uma potência poética de criação em dança

Processos mnemônicos como uma potência poética de criação em dança

Para desenvolver a fundamentação teórica específica desta pesquisa, foram consultados diversos bancos de dados de dissertações e teses em universidades que desenvolvem pesquisas científicas no campo das Artes, Dança e das Ciências Cognitivas, como: UFBA, UNICAMP, USP, PUC-SP, UFRJ, UFMG, UFRN, UFGRS, MIT, UCLA, McMaster University-Canadá, Università di Parma-Itália, University of Melbourne, University of Western Sydney - Austrália, City University London entre outras. Também foram feitos acessos aos bancos de publicações científicas na área de saúde como: PUBMED, MEDLINE, LILACS, Scientific Science e revistas científicas oficiais de sociedades e comunidades de pesquisa como: Elsevier, Cerebral Cortex, SciAm, Conscious Cognition, Nature, Cérebro & Mente, Journal of Consciousness Studies, Neuroarts.org, Dance Research Journal, Neuroaesthetics e Body, Movement and Dance Psychotherapy. Esses estudos possibilitaram o acesso a informações relevantes para reflexões sobre as relações entre o estudo da memória e os processos criativos em dança, se fazendo necessário para o detalhamento do objeto de estudo, dos questionamentos e da justificativa desta pesquisa.
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