Top PDF Estocagem tecidual e utilização de lipídeos em Matrinxã, Brycon cephalus (Günther, 1869).

Estocagem tecidual e utilização de lipídeos em Matrinxã, Brycon cephalus (Günther, 1869).

Estocagem tecidual e utilização de lipídeos em Matrinxã, Brycon cephalus (Günther, 1869).

Assumindo que o fígado é o canal para a transferência de lipídeos do depósito mesentérico para as gônadas (White et ai, 1968), a variação no tamanho do fígado do matrinxã, neste per[r]

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Efeito da restrição alimentar no desempenho reprodutivo de machos de matrinxã Brycon cephalus

Efeito da restrição alimentar no desempenho reprodutivo de machos de matrinxã Brycon cephalus

estudados, mostra a capacidade dos animais de se ajustarem à condição alimentar imposta, de modo a não prejudicar a importante função reprodutiva. É bastante provável que os peixes sejam dotados de mecanismos hormonais e bioquímicos para essa finalidade, visto ser este fato uma ocorrência natural no ciclo de vida destes animais, incluindo-se o matrinxã (Pizango-Paima, 1997). Já foi sugerido que a anorexia verificada no período reprodutivo dos peixes está ligada a hormônios, dentre os quais a insulina (Mommsen & Plisetskaya, 1991), que atua para promover melhor utilização dos nutrientes disponíveis, de modo que a exigência energética do organismo seja atendida. Esta habilidade dos peixes já foi verificada em Sparus auratus que mostrou melhor conversão alimentar e maior ganho de peso por proteína ingerida quando a quantidade de ração oferecida for reduzida (Pérez & Sánchez et al., 1995). O mesmo ocorreu com Oreochromis niloticus, que também apresentou o mesmo conteúdo de proteína e lipídeo na carcaça, embora a ração diminuísse à metade (Xie et al., 1997). O estudo de Carvalho (2001), com matrinxã, mostra uma homeostase metabólica durante os ciclos de restrição alimentar e realimentação, aplicados durante um ano, visto que todos os metabólitos estudados (carboidratos, lipídeos e proteína), nos diferentes tecidos corporais, tiveram níveis mantidos durante ausência de alimento.
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Avaliação de níveis protéicos para a nutrição de juvenis de matrinxã (Brycon cephalus).

Avaliação de níveis protéicos para a nutrição de juvenis de matrinxã (Brycon cephalus).

Dentre os níveis protéicos testados, a dieta contendo 28 % de PB proporcionou o maior crescimento em peso diário dos peixes - 4,0 g/dia (Fig. 1). Esse resultado foi superior aos obtidos por Borghetti et al. (1991), para Brycon orbignyanus; Mendonça et al. (1993) e Honczaryk (1994), para B. cephalus, utilizando rações com aporte protéico da ordem de 34 a 35 % de PB. Essas diferenças se devem às distintas densidades de estocagem, aos diferentes estágios de desenvolvimento dos peixes utilizados nos cultivos experimentais e à utilização de ração com níveis protéicos acima das exigências da espécie, em ambos os experimentos. Pereira-Filho et al. (1995), testando três níveis de fibra (2, 10 e 20 %) e três níveis de proteína bruta (19, 25 e 31 %) na alimentação de juvenis de matrinxã, concluíram que a concentração de fibra na dieta não influenciou significativamente no peso final dos peixes. Por outro lado, o incremento no teor de proteína bruta proporcionou um aumento no peso final dos peixes, apesar de não constatarem diferenças significativas entre os tratamentos
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Efeitos do exercício físico moderado e da suplementação da dieta com vitamina C no crescimento e no metabolismo de matrinxã, Brycon cephalus (Günter, 1869) (Teleostei:Characidae).

Efeitos do exercício físico moderado e da suplementação da dieta com vitamina C no crescimento e no metabolismo de matrinxã, Brycon cephalus (Günter, 1869) (Teleostei:Characidae).

O exercício, em baixa velocidade de natação, induz ao aumento do número de capilares, tanto nas fibras musculares brancas quanto nas vermelhas, permitindo um aumento na perfusão tecidual e, conseqüentemente, isto contribui para a diminuição da acidose pela retirada de H + (DAVISON & GOLDSPINK, 1977; BESNER & SMITH, 1983; DAVIE et al., 1986; SÄNGER, 1992). Segundo FARRELL et al. (1998), quando a velocidade de natação é aeróbica, ocorre utilização do lactato como fonte energética; enquanto que, no exercício exaustivo o resultado é o acúmulo de lactato no músculo e no sangue com redução dos estoques de glicogênio (HAMMOND & HICKMAN, 1966; PAGNOTTA & MILLIGAN, 1991; STOREY, 1991; WANG et al . , 1994; MILLIGAN, 2003; CZESNY et al., 2003). Segundo STOREY (1991) o aumento dos níveis de lactato também ocorre no fígado, nas brânquias e no músculo cardíaco após o exercício exaustivo, indicando contribuição da glicólise anaeróbica para o metabolismo durante o exercício devido à limitação, em algum grau, de oxigênio aos tecidos. Em peixes treinados, após o exercício exaustivo, o lactato tanto do sangue quanto do músculo, é eliminado mais rapidamente (HAMMOND & HICKMAN, 1966), além disso, a restauração dos níveis de glicogênio no músculo é acelerada pela utilização da maioria do lactato produzido no próprio músculo (MILLIGAN & WOOD, 1986, 1987; MILLIGAN & GIRARD, 1993; MILLIGAN, 1996, 2003).
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Probiótico na larvicultura de matrinxã, Brycon amazonicus.

Probiótico na larvicultura de matrinxã, Brycon amazonicus.

O comportamento de canibalismo das larvas foi descrito por Smith e Reay (1991) em 36 famílias de peixes. Trabalhando com larvas de matrinxã, LEONARDO et al. (2008) observaram taxa de canibalismo que variam de 50 a 60%, valores esses inferiores aos encontrados no presente trabalho. Katavic et al. (1989) atribuíram o canibalismo à alimentação inadequada, baixa

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Enriquecimento da alimentação das larvas de matrinxã (Brycon amazonicus) com aminoácidos: influência no crescimento inicial e sobrevivência das larvas

Enriquecimento da alimentação das larvas de matrinxã (Brycon amazonicus) com aminoácidos: influência no crescimento inicial e sobrevivência das larvas

O território brasileiro apresenta recursos hídricos abundantes e uma rica diversidade de espécies de peixes, com excelente potencial para o desenvolvimento da aqüicultura. Os peixes teleósteos possuem uma enorme variedade de espécies e cresce o interesse da pesquisa com aquelas que apresentam alto potencial para a piscicultura, como as do gênero Brycon (matrinxã, piracanjuba, piraputanga). O matrinxã é proveniente da Bacia Amazônica (HOWES, 1982) e foi introduzido no sudeste do país na década de 90 (SCORVO FILHO et al., 1998). De acordo com LIMA (2003), o matrinxã que ocorre na Amazônia brasileira, e é amplamente criado no Brasil, é o Brycon amazonicus e não o Brycon cephalus como vem sendo freqüentemente citado na literatura. Segundo o autor, a distribuição de B. cephalus restringe-se ao alto rio Amazonas no Peru e Bolívia. O matrinxã é um peixe de escamas, que chega a 80 cm de comprimento, atinge 5 kg de peso vivo e tem hábito alimentar onívoro, alimentando-se de frutos, sementes e insetos. Pode ser encontrado em diversos habitat durante as diferentes fases de sua vida. Larvas e juvenis são encontrados em lagos e na floresta alagada. Após saírem dos lagos e igarapés para a primeira migração, época da cheia do rio, os peixes formam grandes cardumes e migram pelo rio principal até o sítio de desova (GOULDING, 1979). Em relação à reprodução, por ser uma espécie que realiza migração, o matrinxã não se reproduz em condições de cativeiro, pois a ovogênese e a desova não se completam, a não ser que sejam estimuladas artificialmente por aplicação de hormônios (BERNARDINO et al., 1993; GOMES & URBINATI, 2005). A espécie se destaca pelo crescimento rápido, adaptação à ração artificial, qualidade da carne e pelo comportamento na pesca esportiva (CASTAGNOLLI, 1992). A criação do matrinxã vem crescendo rapidamente na Amazônia onde sua carne é muito apreciada. Atualmente, as principais espécies cultivadas no Amazonas são o tambaqui, o matrinxã e o pirarucu (LIMA, 2005).
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Interação do exercício de natação sustentada e da densidade de estocagem no desempenho e na composição corporal de juvenis de matrinxã Brycon amazonicus.

Interação do exercício de natação sustentada e da densidade de estocagem no desempenho e na composição corporal de juvenis de matrinxã Brycon amazonicus.

A composição corporal de peixes criados em cativeiro pode ser manipulada primariamente pela qualidade e quantidade de nutrientes da dieta, pelo nível de arraçoamento e pelo regime alimentar, dentre outros fatores (SHEARER, 1994; JOBLING, 2001). Outros fatores (como o exercício) podem ocasionar mudanças marcantes na concentração dos constituintes corporais (DAVISON, 1997). Neste estudo, a composição corporal dos músculos natatórios dos juvenis de matrinxã apresentou mudanças significativas em resposta às condições impostas tanto pelo exercício induzido, quanto pela densidade de estocagem (Tabela 1). O teor médio de proteína do músculo branco do grupo de peixes submetido ao exercício de natação sustentada foi 5,8% maior (P<0,05) que o do grupo de peixes criado em água parada. O conteúdo de água desse músculo foi 2% menor (P<0,05) que o de peixes sem exercício. Similarmente, o músculo vermelho dos peixes submetidos ao exercício mostrou um aumento de
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A alimentação de juvenis de matrinxã, Brycon amazonicum (Pisces, Characidae), em áreas inundadas da Ilha de Marchantaria, Amazonas, Brasil.

A alimentação de juvenis de matrinxã, Brycon amazonicum (Pisces, Characidae), em áreas inundadas da Ilha de Marchantaria, Amazonas, Brasil.

O presente trabalho descreve o que ocorreu com a dieta desta espécie em uma área inundada do rio Solimões, em indivíduos que variavam de 15 a 50mm de Comprimento Padrão. A importância dessas informações para os criadores do matrinxã, como é conhecido em Manaus, reside no fato de que, nesta faixa de tamanho, os juvenis reproduzidos em estações de aqüicultura, são introduzidos nos seus sistemas de criação intensiva ou semi-intensiva. Para este estudo foram utilizados 44 exemplares de B. amazonicum capturados em áreas inundadas da Ilha de Marchantaria no rio Solimões (Fig. 1), em 7 excursões realizadas em 1994: 18, 25 e 27/Jan.; 04 e 21/Fev., 13 e 19/Dez. Os peixes foram capturados aleatoriamente com uma rede-de-mão (rapixé), com aro de 30cm de diâmetro e cabo de 2 m de comprimento. Logo após a captura, os peixes foram fixados em solução de formalina a 10% e acondicionados em frascos de vidro, identificados por data e local. No laboratório os peixes foram repassados para uma solução de álcool a 70% após lavagem em água corrente, para a retirada do excesso de formol. De cada peixe foram tomadas medidas de comprimento padrão, e somente o conteúdo estomacal foi analisado após a retirada do estômago da cavidade abdominal dos peixes. Os alimentos de origem vegetal foram divididos em sementes e/ou frutos e restos de vegetais (folhas, raízes ou caules). Os alimentos de origem animal foram identificados
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Efeito do inseticida organofosforado metilparation (Folisuper 600BR) sobre a função cardio-respiratória do peixe teleósteo matrinxã, Brycon cephalus

Efeito do inseticida organofosforado metilparation (Folisuper 600BR) sobre a função cardio-respiratória do peixe teleósteo matrinxã, Brycon cephalus

No presente estudo, por meio da utilização da rianodina em condições fisiológicas, foi possível verificar uma importante diferença entre o coração de B. cephalus e da grande maioria das espécies de peixes de ambiente temperado estudadas até o momento. Os resultados obtidos demonstram que a contração ventricular dessa espécie é dependente dos estoques intracelulares de Ca 2+ uma vez que foi observado o desaparecimento da potenciação pós-pausa da Fc ao utilizar-se este alcalóide. A evidência de um RS funcional na temperatura em que a espécie ocorre naturalmente só havia sido descrita para tiras atriais de atum (KEEN et al., 1992), levando-se em consideração que em diversas espécies o átrio normalmente apresenta RS mais desenvolvido do que o tecido ventricular, tanto estrutural como funcionalmente (BERS, 2001), e para tiras ventriculares do pacu (ANELLI- JR et al, 2004), do curimbatá e do cascudo (RIVAROLI et al., 2006), da traíra (OLLE, 2003) e do muçum (ROCHA et al., 2007), espécies tipicamente neotropicais.
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Fauna parasitológica de Alevinos de Matrinchã Brycon cephalus (Günther, 1869) coletados nos Rios Negro e Solimões, na Amazônia central.

Fauna parasitológica de Alevinos de Matrinchã Brycon cephalus (Günther, 1869) coletados nos Rios Negro e Solimões, na Amazônia central.

FAUNA PARASITOLÓGICA DE ALEVINOS DE MATRINCHÃ zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA Brycon cephalus (GÜNTHER, 1869) COLETADOS NOS RIOS NEGRO Ε SOLIMÕES, NA AMAZÔNIA CENT[r]

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Efeito da dieta suplementada com vitamina E e cobre nas respostas metabólicas e antioxidantes de matrinxã, Brycon cephalus (Gunther, 1869), frente à hipóxia.

Efeito da dieta suplementada com vitamina E e cobre nas respostas metabólicas e antioxidantes de matrinxã, Brycon cephalus (Gunther, 1869), frente à hipóxia.

hematological variables [hematocrit (Hct), hemoglobin concentration ([Hb]), red blood cells (RBC), mean corpuscular volume (MCV), mean hemoglobin concentration (MHC) and mean corpuscular hemoglobin concentratrion (MCHC)]; metabolic changes such as concentrations of glucose, lactate, piruvate, ammonia, glycogen and protein in liver, red and white muscles and plasma (exception of glycogen) and, the oxidative stress parameters as concentration of peroxide lipids (HP), activity of superoxide dismutase (SOD), glutathione peroxidase (GHS-Px) and catalase (CAT) (exception in plasma) in the same tissues, including the gills and heart. The diets E and E+Cu may increase the aerobic capability of matrinxã when in hypoxic condition as there were increases of [Hb] and MCHC in group E+Cu and an increase in MCHC in E accompanied by an increase in the pyruvate and no change in lactate in most of tissues of fish fed wit supplemented diets. These results support the view that the both supplemented diets, and mainly the E+Cu, seem to increased the aerobic capacity of matrinxã during hypoxia. Hypoxia increased HP concentration only in the plasma and the supplemented diet change the oxidative stress, hematological and metabolical parameters. The diet E reduced HP concentration in the heart and red muscles during hypoxia and the diet E+Cu increased the enzyme concentration and activity without generated HP increase, even in conditions of higher aerobic metabolism. The obtained results suggest that the supplemented diets increased the aerobic capacity of matrinxã during hypoxia without increasing oxidative stress, while the metabolic adjustments front to the reduced concentration of O 2 had been efficient to maintain the O 2 delivery to the tissues since
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Composição corporal de tambaqui, Colossoma macropomum, e matrinxã, Brycon cephalus, em sistemas de cultivo intensivo, em igarapé, e semi-intensivo, em viveiros.

Composição corporal de tambaqui, Colossoma macropomum, e matrinxã, Brycon cephalus, em sistemas de cultivo intensivo, em igarapé, e semi-intensivo, em viveiros.

entretanto, não mostrou diferença de peso médio/peixe (P>0,05), quando cultivado em ambos sistemas de cultivo. As variações observadas no desempenho entre as duas espécies, nos dois sistemas de cultivos con- siderados, poderiam ser atribuídas à marcante dife- rença nos ambientes naturais destas espécies e con- seqüente grau de adaptação aos diferentes sistemas de cultivo. O matrinxã é uma espécie que vive em ambientes de correnteza, onde aloja-se preferencial- mente nas águas rápidas e frias das corredeiras dos igarapés (Goulding, 1979; Zaniboni Filho, 1985; Villacorta-Correa, 1987). O tambaqui, por sua vez, é uma espécie adaptada a ambientes lênticos, perma- necendo, quando jovem, nos lagos de várzea de planícies alagadas, onde cresce e alimenta-se de zooplâncton, frutas e sementes (Honda, 1974; Goulding, 1979; Goulding & Carvalho, 1982; Silva, 1997). Quando adulto, entretanto, o tambaqui move-se para o canal principal do rio para realizar migração reprodutiva ou trófica (Villacorta-Correa, 1997; Cos- ta, 1998). O maior crescimento do tambaqui no siste- ma semi-intensivo (viveiro) provavelmente se deveu à maior disponibilidade de alimento natural neste sistema. O tambaqui possui eficiente aparelho filtrador, permitindo-lhe capturar zooplâncton presente na água (Goulding & Carvalho, 1982). O matrinxã, entretanto, possui baixa capacidade de utilizar fito e zooplâncton na sua alimentação, pois seus rastros branquiais são mais grossos, mais separados entre si e em menor número (Fim, 1995). Conseqüentemente, o matrinxã é uma espécie menos eficiente na filtragem de plâncton em relação ao tambaqui. Outros fatores que possivel- mente influenciaram no melhor desempenho do tambaqui no sistema semi-intensivo foram a menor taxa de estocagem (1 peixe/m 3 ) e a temperatura mais elevada da água. A temperatura média da água do sistema semi-intensivo (28,9 o C) esteve em média 3 o C acima da temperatura do sistema intensivo (25,8 o C), em canal de igarapé.
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Efeitos da natação sustentada no crescimento, na densidade de estocagem e na composição corporal em juvenis de matrinxã, Brycon amazonicus. Aspectos adaptativos e respostas metabólicas.

Efeitos da natação sustentada no crescimento, na densidade de estocagem e na composição corporal em juvenis de matrinxã, Brycon amazonicus. Aspectos adaptativos e respostas metabólicas.

O matrinxã tem um porte médio podendo atingir um peso de 5 kg, um comprimento de 50 cm e um período de vida curto de 3,5 anos na natureza (SAINT-PAUL, 1986; VILLACORTA-CORREA, 1987). Geralmente apresenta uma coloração oliváceo-dourada e as nadadeiras caudal e anal avermelhadas, além de uma mancha em forma crescente, que começa na base da nadadeira caudal e não ultrapassa o inicio anal (SAINT-PAUL, 1986; FERREIRA, 1988). Os lagos de várzea e as florestas alagadas são as áreas de criação das larvas e alevinos desta espécie, onde ficam alimentando-se (ZANIBONI, 1985; LEITE, 2004). É uma espécie oportunista que possui um amplo espectro alimentar, completa seu desenvolvimento na floresta inundada aproveitando eficientemente o alimento disponível (frutos, sementes, flores, zooplâncton, restos de peixes e insetos principalmente) e depositando e acumulando grandes reservas lipoprotéicas para fins reprodutivos e de sobrevivência na época seca (PIZANGO-PAIMA, 1997; LEITE, 2004). Apresenta, porém, menos de 29 rastros branquiais no primeiro arco branquial. Essa característica morfológica indica baixa capacidade de utilizar fito e zooplânton na sua alimentação, pois seus rastros branquiais são mais grossos, em menor número e mais espaçados (FIM, 1995). É uma espécie reofílica que prefere as águas limpas e bem oxigenadas de igarapés, onde passa uma parte de seu ciclo de vida crescendo e desenvolvendo suas gônadas, para depois de algum tempo descer até o encontro das águas dos rios Solimões e Negro para desovar (ZANIBONI, 1985; VILLACORTA CORREA, 1987).
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Composição de ácidos graxos e teor de lipídios em cabeças de peixes: matrinxã (B. cephalus), Piraputanga (B. microlepis) e Piracanjuba (B. orbignyanus), criados em diferentes ambientes.

Composição de ácidos graxos e teor de lipídios em cabeças de peixes: matrinxã (B. cephalus), Piraputanga (B. microlepis) e Piracanjuba (B. orbignyanus), criados em diferentes ambientes.

COMPOSITION OF FATTY ACID AND LIPID LEVEL IN HEAD FISH SPECIES: MATRINXÃ (B. cephalus), PIRAPUTANGA (B. microlepis) AND PIRACANJUBA (B. orbignyanus), CULTIVATED IN DIFFERENT ENVIRONMENTS. This study was developed for evaluating the total lipid and fatty acid composition of in natura heads of Brazilian fishes. Brycon cephalus (matrinxã), B. microlepis (piraputanga) and B. orbignyanus (piracanjuba) were cultivated in fish farms (ponds and cages) and wild species were collected in Cuiabá-Manso river (B. microlepis) and in Paraná river (B. orbignyanus). The total lipid content of the head varied widely among the species (14.26 to 22.00%). In relation of fatty acid composition, all species presented the oleic acid, C18:1ω9, as the predominant acid (40.21 to 44.41%), followed by the palmitic acid- C16:0 (22.04 to 27.04%), stearic acid-C18:0 (7.78 to 12.11%) and linoleic acid-C18:2ω6 (5.27 to 14.68%). The levels of α-linolenic acid (C18:3ω3), arachidonic acid (C20:4ω6), eicosapentaenoic acid (C20:5ω3) and docosahexaenoic acid C22:6ω3 were lower than 2.52%. The sum of all polyunsaturated fatty acids (PUFA) varied from 10.30 to 19.32%, and the saturated fatty acids (SFA) from 32.42 to 39.41%. The wild specie B. microlepis (piraputanga) showed the highest amount of the ω-3 (3.67%) and the lowest amount of the ω-6 (6.02%) fatty acids.
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Alterações morfofuncionais e metabólicas no teleósteo de água doce matrinxã, Brycon cephalus (Günther, 1869) exposto ao organofosforado metil paration (Folisuper 600BR®).

Alterações morfofuncionais e metabólicas no teleósteo de água doce matrinxã, Brycon cephalus (Günther, 1869) exposto ao organofosforado metil paration (Folisuper 600BR®).

A espécie tem escamas na superfície do corpo, tem coloração cinza prata uniforme com uma mancha escura arredondada na região humeral e nadadeiras alaranjadas, exceto a nadadeira caudal que é geralmente cinza escuro. Os dentes são fortes e multicuspidados, com várias fileiras no maxila superior. Os adultos raramente ultrapassam 80 cm de comprimento e 5 kg em massa corpórea (VAL & HONCZARIK, 1995). O matrinxã pode alcançar 3 a 4 kg e atinge a maturação sexual a partir do segundo e terceiro anos de idade em machos e fêmeas, respectivamente. A espécie migra no período que antecede a reprodução, ou seja, é uma espécie de piracema, desova total, sendo que no ambiente natural a desova ocorre entre os meses de dezembro a fevereiro, na época da cheia (VAL & HONCZARIK, 1995). Em sistema de cultivo extensivo e semi-intensivo, em monocultivo ou de preferência em policultivo com outras espécies pode alcançar de 700g até 1 kg no primeiro ano e 1,3 a 1,6 kg no segundo ano, o que corresponde ao tamanho comercializável já no primeiro ano e, portanto, é uma espécie com potencial para cultivo em cativeiro (VAL & HONCZARIK, 1995).
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Cortisol na reprodução e no desenvolvimento inicial do matrinxã (Brycon amazonicus)

Cortisol na reprodução e no desenvolvimento inicial do matrinxã (Brycon amazonicus)

A reprodução de peixes é um dos processos mais importantes para a piscicultura, sendo a reprodução artificial um dos manejos de criação mais estressantes para os animais, devido a todo o manejo envolvido. Esse estresse desencadeia a produção de cortisol, que pode provocar problemas na reprodução e nas larvas. Dessa forma, um maior conhecimento do estresse na reprodução é necessário, para se estabelecer rotinas e modelos de manejo mais adequados. Assim, o presente estudo teve como objetivo, verificar o efeito do cortisol administrado por meio de injeção intraperitoneal na reprodução de fêmeas de matrinxã (Brycon amazonicus), no desenvolvimento embrionário e no desempenho inicial das larvas. Para isso, foram realizados 2 experimentos, nos meses de novembro e dezembro de 2007 e 2008. Utilizou-se no total, 24 fêmeas e 18 machos de matrinxãs, onde as fêmeas, no momento da indução hormonal com EPC para a reprodução, recebiam uma injeção intraperitoneal de solução de cortisol, de acordo com os tratamentos (4 fêmeas por tratamento), 2007: E1 (Controle) e E2 (10 mg/kg cortisol) e em 2008: E3 (Controle), E4 (0,1 mg/kg cortisol), E5 (1 mg/kg cortisol) e E6 (5 mg/kg cortisol). Após a reprodução, foram verificadas as taxas de fertilização e sobrevivência pré-eclosão e coletados sangue, ovos e larvas dessas fêmeas para as analises de microscopia e biométricas. Os tratamentos com cortisol apresentaram uma menor taxa de fertilização e menor sobrevivência pré-eclosão, além de alguns tratamentos apresentarem tamanho reduzido das larvas na eclosão e ao longo das coletas. Na microscopia, podemos observar que ovos de tratamentos com cortisol tiveram uma aceleração nas divisões celulares, no desenvolvimento embrionário das dosagens mais baixas e maior desenvolvimento do sistema digestório nas larvas com até 24h de vida, porém com muitas deformidades em estruturas corporais e da cabeça, reduzindo o tempo de vida dessas larvas. Pode-se concluir que o cortisol causa efeitos deletérios na reprodução de fêmeas de matrinxãs e no desenvolvimento de sua prole e um manejo estressante durante a reprodução pode causar os mesmo efeitos observados nesse estudo.
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Alterações morfofuncionais e metabólicas no teleósteo de água doce matrinxã, Brycon cephalus (Günther, 1869) exposto ao organofosforado metil paration (Folisuper 600BR®).

Alterações morfofuncionais e metabólicas no teleósteo de água doce matrinxã, Brycon cephalus (Günther, 1869) exposto ao organofosforado metil paration (Folisuper 600BR®).

No gênero Brycon há várias espécies com grande potencial para a piscicultura (CEPTA, 1994). Segundo CASTAGNOLLI (1992), o matrinxã, Brycon cephalus (Figura 2) tem sido muito bem sucedido na piscicultura por ser uma espécie rústica, apresentar rápido crescimento em cativeiro e fácil aceitação de ração comercial. A espécie possui hábito alimentar onívoro, tem importância comercial e encontram-se entre os peixes de escama mais esportivos da Amazônia (VAL & HONCZARIK, 1995). Brycon cephalus é nativo das bacias região Amazônica e Araguaia-Tocantins (IZIÉL et al, 2004). Em algumas regiões, o desmatamento ciliar, os barramentos dos rios e a poluição têm sido considerados como os principais responsáveis pelo desaparecimento da espécie (MENDONÇA, 1996).
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Probiótico na alimentação de juvenis de matrinxã, Brycon amazonicus: viabilidade econômica

Probiótico na alimentação de juvenis de matrinxã, Brycon amazonicus: viabilidade econômica

In recent years, fish farming in Brazil has grown rapidly, following the global trend of professionalization of this activity, similar to cattle, poultry and swine (GOMES et al., 2004). The culture of tilapia Oreochromis niloticus, carp Cyprinus carpio, tambaqui Colossoma macropomum and trout Oncorhynchus mykiss is prominent, especially in the South, Southeast and Northeast Brazilian regions (ROUTLEDGE; CASTRO, 2001). Gomiero et al. (2003) stated that, in recent years, “matrinxãBrycon amazonicus has been successfully cultivated in the southeast region of Brazil mainly for its good market acceptance and easy adaptation to captive breeding. The knowledge on artificial propagation technology and the established supply chain favors the consolidation of this activity. Currently,
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Avaliação de três anestésicos para espécies de peixes reprodutores utilizando o método de imersão

Avaliação de três anestésicos para espécies de peixes reprodutores utilizando o método de imersão

Todos os pacus, matrinxãs e tilápias tailandesas, para os três anestésicos testados, em todas as concentrações avaliadas, ao serem acondicionados nas caixas de isopor contendo os fármacos e suas respectivas concentrações, inicialmente ficaram hiperativos. Devido a essa hiperatividade, assim que os peixes foram acondicionados nas caixas, estas foram imediatamente fechadas para evitar o desperdício das concentrações anestésicas. Após a tranquilização dos animais, as tampas das caixas foram retiradas, para posterior observação do comportamento, o qual foi evidenciado pela perda dos movimentos das nadadeiras até que os peixes ficassem sem equilíbrio, posicionando-se para um lado. Devido à necessidade de fechar as caixas logo que os peixes foram acondicionados para serem induzidos à anestesia, os movimentos operculares destes animais não foram observados nesta etapa. VIDAL et al. (2007a) e VIDAL et al. (2008) ao estudarem, respectivamente, juvenis de matrinxã com 3,31 ± 0,57 g e juvenis de tilápia-do- nilo, com peso médio de 5,34 g, também observaram essa hiperatividade utilizando o eugenol como anestésico. Segundo Collins (1978), essa hiperatividade é o primeiro comportamento observado em um animal submetido à anestesia geral.
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Tempo de migração dos macrófagos em matrinxã, Brycon amazonicus, por meio da técnica de inoculação de leveduras Saccharomyces cerevisiae.

Tempo de migração dos macrófagos em matrinxã, Brycon amazonicus, por meio da técnica de inoculação de leveduras Saccharomyces cerevisiae.

Na aquicultura são utilizados análises da ativação e incremento da migração de macrófagos, com intuito de verificar a capacidade imunológica inespecífica dos peixes frente a um desafio. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi determinar o tempo de migração de monócitos/macrófagos para a cavidade peritoneal em matrinxã, Brycon amazonicus, por meio da técnica de inoculação de leveduras Saccharomyces cerevisiae, e verificar as possíveis alterações dos parâmetros hematológicos após o estímulo. Foram utilizados 30 matrinxãs com peso médio de 101,55 ± 24,50 g e comprimento médio de 19,75 ± 1,72 cm. os tempos de inoculação utilizados foram 2, 4, 8 e 12 horas, sendo utilizados 6 animais por tempo. após os períodos de incubação (2, 4, 8 e 12 horas), os exemplares foram anestesiados e alíquotas de sangue foram coletadas por punção do vaso caudal, para a análise: número total de células, contagem diferencial e total dos leucócitos e contagem total de trombócitos, hematócrito, taxa de hemoglobina e índices hematimétricos (vCM, HCM e CHCM). os resultados mostram que a capacidade fagocítica do macrófago não apresentou diferenças significativas entre os tempos experimentais. Com relação ao índice fagocítico, o tempo de 2 horas representa o tempo em que os macrófagos fagocitaram maior número de leveduras com diferenças significativas em relação aos outros tempos experimentais, indicando que este tempo (2 horas) de incubação foi suficiente para a migração e ativação máxima dos macrófagos da cavidade peritoneal, da espécie estudada. os valores do número de eritrócitos apresentaram diferenças entre os tempos de incubação. entretanto, os valores dos outros parâmetros hematológicos não apresentaram diferenças significativas.
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