Top PDF Estrutura arbórea da Floresta Ombrófila Densa Altomontana de serras do Sul do Brasil.

Estrutura arbórea da Floresta Ombrófila Densa Altomontana de serras do Sul do Brasil.

Estrutura arbórea da Floresta Ombrófila Densa Altomontana de serras do Sul do Brasil.

O presente estudo foi realizado em quatro subserras per- tencentes ao Complexo Serra do Mar no Paraná, localizadas nas coordenadas 26º00’ S e 49º30’ W e 25º00’ S e 48º00’ W, denominadas regionalmente de: Serra do Ibitiraquire, Serra da Igreja, Serra da Prata e Serra Gigante (Fig. 1). A escolha destes locais levou em consideração a representatividade da área de ocorrência da Floresta Ombrófi la Densa Alto- montana no Paraná, a inclusão de diferenças marcantes em altitude (entre 950 e 1850 m), em amplitude altitudinal, em extensão, em posição geográfi ca e em continentalidade dessa formação (ver detalhes em Scheer & Mocochinski 2009). Os solos analisados em formações altomontanas paranaenses são extremamente ácidos, com altos teores de matéria orgânica, baixa saturação por bases e altos teores de alumínio trocável (Rocha 1999, Roderjan et al. 2002, Scheer et al. 2011). Nos trechos amostrados na Serra do Ibitiraquire (1500-1780 m s.n.m.), foram observados Neossolos Litólicos e Regolíticos. Nas Serras da Igreja (1310 m s.n.m.) e da Prata (1400 m s.n.m.) foram amostradas fl orestas sobre Gleissolos Háplicos, e na Serra Gigante (1000 m s.n.m.) Neossolos Litólicos e Cambissolos Húmicos.
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Florística vascular da Floresta Ombrófila Densa Altomontana de quatro serras no Paraná.

Florística vascular da Floresta Ombrófila Densa Altomontana de quatro serras no Paraná.

Resumo: A Floresta Ombrófila Densa Altomontana é uma formação responsável por importantes funções ambientais, entre elas a proteção e manutenção dos fluxos hídricos de cabeceiras de bacias hidrográficas, o estoque de carbono na sua biomassa e na do solo, além da sua biodiversidade e seu elevado endemismo. Apesar de ainda existirem remanescentes primários significativos dessas florestas, apenas alguns estudos descreveram sua estrutura arbórea. O presente trabalho tem o objetivo de listar e comparar a florística vascular de quatro serras representativas da Floresta Ombrófila Densa Altomontana no Paraná e de comparar a florística arbórea das florestas do presente estudo com a de outras florestas semelhantes nas regiões sul e sudeste do Brasil. Foram detectadas 346 espécies vegetais vasculares, pertencentes a 176 gêneros e a 87 famílias, sendo 72 angiospermas (288 espécies), 14 pteridófitas (57 espécies) e 1 gimnosperma. A família com maior riqueza específica foi Myrtaceae, com 34 espécies (10% do total), seguida por Asteraceae (30; 9%), Orchidaceae (29; 8%), Rubiaceae (17; 5%), Melastomataceae (16; 5%), Poaceae (12; 3%) e Bromeliaceae (11; 3%). A composição florística arbórea das florestas altomontanas da Serra do Mar paranaense apresentou a menor similaridade entre as três grandes serras comparadas, com índices um pouco maiores com as florestas altomontanas da região de Aparados da Serra Geral (SC) e menores com a Serra da Mantiqueira, sudeste do Brasil (SP, RJ e MG). Além de diferenças geológicas, geomorfológicas, pedológicas e fitofisionômicas, as diferenças florísticas encontradas nas florestas altomontanas da Serra do Mar do Paraná em relação às demais serras comparadas pode também ser explicada pela melhor conservação dos trechos amostrados e pela baixa influência de elementos de outros tipos vegetacionais próximos (Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Densa Montana e vegetação secundária).
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FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA MONTANA EM SANTA CATARINA, BRASIL.

FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA MONTANA EM SANTA CATARINA, BRASIL.

No local de estudo, E. edulis desenvolveu-se no sub-bosque, não demonstrando preferência quanto à topografia da área e às condições locais do solo (declividade, profundidade, umidade), comprovado pelo valor de frequência obtido (72%). Diversos estudos da estrutura da comunidade arbórea apontaram E. edulis com maior valor de importância, principalmente pelos altos valores de densidade, nas formações florestais (BORÉM; OLIVEIRA-FILHO, 2002; CAMPOS et al., 2006), o que deve estar relacionado ao seu grande sucesso reprodutivo e à grande disponibilidade de frutos produzidos anualmente (REIS; KAGEYAMA, 2000). E. edulis sofre frequentes cortes seletivos e clandestinos, pois é abundante em toda a Floresta Ombrófila Densa. A frequência de classes de altura e de diâmetro, da população de E. edulis, representou a espécie de maior destaque na área de estudo. A distribuição dos indivíduos de E. edulis por classe de altura pode ser reflexo das condições da área de estudo, utilizada para lavoura e com abate dos indivíduos adultos e num passado recente (ocorrido há aproximadamente 30 anos), para retirada de lenha, fato que deve ter levado a uma recomposição natural mais lenta pela diminuição das plantas matrizes.
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Estrutura e florística de comunidade arbórea em duas áreas de Floresta Ombrófila Densa em Macaé, RJ.

Estrutura e florística de comunidade arbórea em duas áreas de Floresta Ombrófila Densa em Macaé, RJ.

cerca de 12% do território brasileiro (Morellato & Haddad 2000; Oliveira-Filho & Fontes 2000). No entanto, desde a década de 1980, a Mata Atlântica está reduzida a cerca de 7,5% de sua área original, estando os seus remanescentes representados, em grande parte, por elevado número de fragmentos em diferentes graus de degradação, devido a diferentes atividades e pressões urbanas (Oliveira-Filho & Fontes 2000; Fundação SOS Mata Atlântica & INPE 2001; Rocha et al. 2003). Dessa forma, a Mata Atlântica apresenta-se como um mosaico de paisagens fragmentadas, formadas por um grande número de fragmentos florestais de pequeno porte (< 100 ha) e áreas em diversos estágios de degradação (Guatura et al. 1996), cercadas por matriz composta por diferentes tipos de cultivo, principalmente nas Regiões Sul e Sudeste (Oliveira-Filho & Fontes 2000).
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Nutrientes foliares de espécies arbóreas de três estádios sucessionais de floresta ombrófila densa no sul do Brasil.

Nutrientes foliares de espécies arbóreas de três estádios sucessionais de floresta ombrófila densa no sul do Brasil.

Os estádios sucessionais também apresentaram diferenças quanto à estrutura e fitodiversidade do componente arbóreo. No estádio sucessional inicial, 15 espécies arbóreas foram identificadas, com 4m alt., em média, formando apenas um estrato. No estádio intermediário, 23 espécies arbóreas foram registradas, com cerca de 12m alt., com dois estratos definidos. No estádio avançado, 50 espécies arbóreas foram identificadas, cujo estrato superior atingiu 14m alt. Com base no levantamento florístico e fitossociológico, algumas espécies foram selecionadas em cada parcela, cujos critérios foram o número mínimo de indivíduos (n = 5) por espécie na parcela e o maior índice de Valor de Importância da espécie em cada estádio. Assim, devido à diferença na fitodiversidade de cada estádio e dos critérios previamente citados, o número de espécies selecionadas para o estudo variou entre os estádios sucessionais. As espécies selecionadas nos diferentes estádios sucessionais foram: estádio sucessional inicial (17 anos); Ilex theezans Mart. ex Reissek (Aquifoliaceae), Psidium cattleyanum Sabine (Myrtaceae), Ocotea pulchella Mart. (Lauraceae) e Ternstroemia brasiliensis Camb. (Theaceae); estádio sucessional intermediário (30 anos), Ilex theezans Mart. ex Reissek (Aquifoliaceae), Ternstroemia brasiliensis Camb. (Theaceae), Rapanea venosa (DC) Mez. (Myrsinaceae), Gomidesia fenzliana Berg. (Myrtaceae), Clusia criuva (Sald.) Engl. (Clusiaceae), Ocotea pulchella Mart. (Lauraceae), Psidium cattleyanum Sabine (Myrtaceae) e Callophyllum brasiliensis Camb. (Clusiaceae); estádio sucessional avançado (55 anos), Tapirira guianensis Aubl. (Anacardiaceae), Ocotea aciphylla (Ness) Mez. (Lauraceae), Ocotea pulchella Mart. (Lauraceae), Callophyllum brasiliensis Camb. (Clusiaceae), Pouteria beaurepairei (Glaz & Raunk) Bachni (Sapotaceae), Myrcia racemosa (Berg.) Kiaerzk (Myrtaceae), Ternstroemia brasiliensis Camb. (Theaceae), Pera glabrata (Schott.) Baill (Euphorbiaceae), Ilex theezans Mart. ex Reissek (Aquifoliaceae), Amaioua guianensis Aubl. (Rubiaceae) e Gomidesia fenzliana Berg.
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Florística e estrutura de um trecho de Floresta Ombrófila Densa Atlântica Submontana no Parque Estadual da Serra do Mar, em Ubatuba/SP, Brasil.

Florística e estrutura de um trecho de Floresta Ombrófila Densa Atlântica Submontana no Parque Estadual da Serra do Mar, em Ubatuba/SP, Brasil.

Apesar da baixa riqueza apresentada pela família Arecaceae, esta foi a terceira família mais abundante em nossa amostra. Essa família é relatada como uma das mais abundantes na maioria das amostras obtidas na Floresta Ombrófila Densa, em grande parte devido a alta densidade da espécie Euterpe edulis Mart. (Scudeller et al. 2001). Esta espécie é citada como a mais abundante na maioria dos trabalhos realizados em Ubatuba e em vários trabalhos realizados em florestas ombrófilas, corroborando o padrão encontrado por Sztutman & Rodrigues (2002) para uma área no sul do estado de São Paulo. No trabalho de Scudeller et al. (2001) esta espécie aparece como a mais abundante em um total de 771 espécies analisadas em 17 levantamentos no estado de São Paulo. Esta espécie também foi a mais abundante e obteve o maior IVI no trabalho de Lacerda (2001) que amostrou 2,34 ha ao longo de um gradiente altitudinal (de 2 a 1000 m) em uma encosta em Ubatuba.
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Dinâmica temporal e composição florística da comunidade arbórea de floresta ombrófila densa montana, Parque Estadual da Serra do Mar, SP, Brasil

Dinâmica temporal e composição florística da comunidade arbórea de floresta ombrófila densa montana, Parque Estadual da Serra do Mar, SP, Brasil

Estudos recentes mostram que restam aproximadamente 15% da cobertura original da Mata Atlântica do estado de São Paulo (SOS MATA ATLÂNTICA, INPE, 2013) e atualmente, os maiores (>1000 hectares) e mais importantes remanescentes florestais de Mata Atlântica são encontrados principalmente em acentuadas inclinações nas montanhas da Serra do Mar e da Mantiqueira, no Sudeste e Sul do Brasil (TABARELLI & MANTOVANI, 1999c). Nessas regiões, o processo de ocupação foi dificultado pelo relevo acidentado, pouca infraestrutura de transporte (IF, 2006; SANCHEZ et al., 2013), e por serem áreas impróprias para práticas agrícolas (JOLY et al. 2012). Além disso, por abranger uma parcela significativa de vegetação original, é também onde se localiza o maior número de unidades de conservação (CÂMARA, 1996).
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Composição florística e estrutura da comunidade arbórea na transição da Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas - Floresta Ombrófila Densa Submontana do Núcleo Picinguaba/PESM, Ubatuba, sudeste do Brasil.

Composição florística e estrutura da comunidade arbórea na transição da Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas - Floresta Ombrófila Densa Submontana do Núcleo Picinguaba/PESM, Ubatuba, sudeste do Brasil.

Um fato interessante observado durante o levantamento florístico na parcela foi a ocorrência de epifitismo por Geonoma Willd. (Arecaceae). Este tipo de hábito parece não ter sido registrado até o momento para espécies de palmeiras de sub-bosque na Floresta Atlântica. Um grupo de mais ou menos 20 indivíduos foi encontrado estabelecido a aproximadamente 20 m de altura sobre a copa do forófito, um indivíduo de Ficus gomelleira. Esta espécie é bastante comum no sub-bosque da parcela, apresentando estipe fino e altura não superior a 1,5-2,0 m. O mais provável para a condição de epifitismo registrada, é que os frutos zoocóricos de Geonoma sp. tenham sido dispersos para a copa do forófito através da avifauna, que pode ter utilizado a copa da figueira como poleiro após forragear no sub-bosque, ou ainda, pode ter acessado a copa em busca dos frutos também zoocóricos de Ficus gomelleira.
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Florística e estrutura do componete arbustivo-arbóreo de mata de restinga arenosa no Parque Estadual de Itapeva, Rio Grande do Sul.

Florística e estrutura do componete arbustivo-arbóreo de mata de restinga arenosa no Parque Estadual de Itapeva, Rio Grande do Sul.

A análise de correspondência, aplicada à matriz contendo os dados de estudos realizados no Sul do Brasil, indicou a separação das áreas nos dois primeiros eixos de ordenação (Figura 3). Embora seja considerada técnica descritiva e exploratória, a Análise de Correspondência simplifica dados complexos e produz análises de informações que suportam as conclusões. A separação das áreas indica que o local deste estudo aparece como zona de contato entre as formações de restinga do Rio Grande do Sul e áreas de Floresta Ombrófila Densa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Com relação à distribuição geográfica e aos corredores migratórios, obteve-se a maior parte das espécies como de ampla distribuição, com destaque para S. bonplandii e G. concolor, que contribuíram significativamente com a densidade dos indivíduos na área de estudo. Com relação às espécies do contingente atlântico, destacaram-se: Coussapoa microcarpa, Erythroylum argentinum, Esenbeckia grandiflora, Eugenia schuechiana, Faramea marginata, Ficus organensis, Garcinia gardneriana, Guapira opposita, Myrcia glabra, Myrcia multiflora e Nectandra oppositifolia.
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O ARVORISMO COMO APOIO AOS ESTUDOS DA FLORA EPIFÍTICA NO INVENTÁRIO FLORÍSTICO FLORESTAL DE SANTA CATARINA – IFFSC: ETAPA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA

O ARVORISMO COMO APOIO AOS ESTUDOS DA FLORA EPIFÍTICA NO INVENTÁRIO FLORÍSTICO FLORESTAL DE SANTA CATARINA – IFFSC: ETAPA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA

detalhada de estrutura arbórea, como os conduzidos por Van Pelt et al. (2004), também exigem técnicas eficientes. A dificuldade de utilização de técnicas verticais em estudos da flora é, em parte, decorrente dos riscos e responsabilidades que as instituições evitam. Em Santa Catarina, há relato de acidente durante trabalho com fins científicos em copa. Neste contexto, a utilização das técnicas, quando ocorrem, normalmente é devida às iniciativas e habilidades individuais, estando assim dissociadas de um planejamento institucional amplo e com visão de longo prazo. Não é rara a contratação de escaladores de rocha, sem experiência em arvorismo, para a solução de necessidades pontuais em projetos de pesquisa acadêmica. Dentro das atividades do IFFSC, nas etapas anteriores de levantamentos, na Floresta Estacional Decidual e Floresta Ombrófila Mista, houve a tentativa de levantar os epífitos em copas, porém a dificuldade de se encontrar recursos humanos para o intento limitou o trabalho. No conteúdo dos sites informativos sobre os inventários dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, constatou-se a ausência de esforços direcionados ao estudo da flora epifítica (IFSP, 2011; IEF- UFLA, 2011; UFSM-SEMA, 2011). Percebe- se então que há indicadores sugerindo que o uso das técnicas de arvorismo, para estudos epifíticos no País precisa evoluir e o pioneirismo do IFFSC – FOD foi um passo nesta direção.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Esta pesquisa objetivou analisar a atuação da Coordenadoria Regional de Educação de Gravataí (28ª CRE), Rio Grande do Sul, sob a ótica de diretores de escolas, no período de 2007 a 2010, quando a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) adotou gestão da educação básica com ênfase em indicadores educacionais. Também é objetivo desse trabalho a proposta de um Plano de Ação Educacional que favoreça a incorporação de indicadores pela gestão educacional em Gravataí. A estratégia metodológica privilegia os pressupostos qualitativos tendo como fontes a entrevista semiestruturada com diretores, a observação de escolas e publicações oficiais da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul. Buscou-se o respaldo teórico nos campos da Sociologia da Educação e da Gestão de Sistemas Educacionais. Durante o estudo, encontrou-se uma insatisfatória divulgação e apropriação de resultados de indicadores educacionais nas escolas por uma atuação ineficaz da sua Coordenadoria Regional. Como resultado, propõe-se ao final um Plano de Intervenção que busca o diálogo entre os atores que fazem a educação pública estadual em Gravataí para avançar em um cenário que combina dificuldades múltiplas e algum sucesso.
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Plantas medicinais de um remascente de Floresta Ombrófila Mista Altomontana, Urupema, Santa Catarina, Brasil.

Plantas medicinais de um remascente de Floresta Ombrófila Mista Altomontana, Urupema, Santa Catarina, Brasil.

Segundo Pavan-Fruehauf (2000), uma das atividades que se intensificou na Floresta Atlântica foi a extração de plantas medicinais, fonte de recursos econômicos para populações locais, uma vez que as fortes restrições legais, condicionadas pela conservação ambiental, diminuem a possibilidade de a lternativas financeiras. Esta atividade é ainda incentivada por mercado promissor. As plantas medicinais constituem-se em expressiva fonte de produtos naturais biologicamente ativos, muitos dos quais se constituem na elaboração de novos fármacos, aromatizantes, condimentos, corantes, edulcorantes, conservantes, anti-oxidantes e vitaminas. Além disso, possui grande potencial de uso como biorepelentes, biocidas e antimicrobianos no combate de pragas e doenças vegetais e animais, contribuindo para a redução ou eliminação de pesticidas (Caminha Filho, 1940). Devido ao amplo espectro de utilização, as espécies vegetais nativas usadas como medicinais geralmente são obtidas pelo extrativismo, o que tem levado a reduções drásticas em populações naturais, em especial pelo desconhecimento dos mecanismos d e perpetuação no ecossistema florestal (Reis, 1995).
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Dinâmica da paisagem na microbacia hidrográfica do Rio Mojuí, Oeste do Estado do Pará

Dinâmica da paisagem na microbacia hidrográfica do Rio Mojuí, Oeste do Estado do Pará

Porém, com os altos preços das commodities, verifica-se que existe uma tendência desta categoria voltar a diminuir, pois verificou-se o inicio de uma nova procura de áreas produtivas na região, principalmente para cultivo de milho e soja. De acordo com as projeções do agronegócio do Brasil, a área de milho está projetada para crescer 1,7% ao ano nos próximos 10 anos, a área plantada deverá aumentar 0,4%, algo próximo de 700 mil ha. Por sua vez, nas projeções da cultura da soja verifica-se uma expansão de área plantada, revelando que a área deve passar para 29,0 milhões de hectares em 2021/2022, representando um acréscimo de 4,7 milhões de hectares em relação à área prevista em 2011/2012, sendo que a expansão da produção de soja no país se dará pela combinação de expansão de área e de produtividade (MAPA, 2011).
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A evolução da estrutura agrária do município de Barra do Choça - BA

A evolução da estrutura agrária do município de Barra do Choça - BA

Este trabalho discute as transformações promovidas na estrutura agrária do município de Barra do Choça/BA, a partir da implantação da monocultura cafeeira na região, observando a distribuição da terra e o seu principal uso, bem como a oferta de trabalho no período da safra e entressafra. Trata-se de um artigo de resultados, que evidencia a realidade do município, considerando as adaptações vivenciadas na conjuntura local, em função da nucleação do café. A princípio, buscou-se enfocar uma reflexão acerca do referencial teórico, respaldando-se nas questões relacionadas à questão agrária, dentro de uma perspectiva histórica, levando sempre em consideração o contexto que surgiram essas abordagens, bem como a sua trajetória na América Latina e no Brasil.
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MATERIAL E MÉTODOS Localização e caracterização da área de estudo

MATERIAL E MÉTODOS Localização e caracterização da área de estudo

De acordo com Bray e Gorham (1964), Mason (1980), temperaturas elevadas e maior quantidade de insolação constituem-se nos fatores climáticos mais relevantes para a produção da serapilheira. Já Martins e Rodrigues (1999), estudando a produção de serapilheira em clareiras de uma floresta estacional semidecidual no município de Campinas, SP, verificaram que a velocidade dos ventos pode atuar como o fator mais relevante na produção de serapilheira. Haag (1985) sugere que, além das condições climáticas, o ciclo biológico da vegetação existente no local afeta consideravelmente a quantidade de serapilheira produzida.
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PAISAGEM CULTURAL DA ILHA DO MOSQUEIRO: EVOLUÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL (1986 - 2016)

PAISAGEM CULTURAL DA ILHA DO MOSQUEIRO: EVOLUÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL (1986 - 2016)

Caminhos de Geografia Uberlândia - MG v. 19, n. 65 Março/2018 p. 204–217 Página 216 anos. Além do crescimento urbano (nos bairros da Ilha do Mosqueiro), ocorreu um amplo e fragmentado crescimento na porção rural da ilha, potencializando assim novas frentes de exploração. A demanda econômica, personificada pela especulação imobiliária sobre uma paisagem cultural e bucólica da capital do Pará, aliada a necessidade de moradia, dado o crescimento demográfico, forneceu as ferramentas necessárias para uma forte pressão sobre os recursos naturais da ilha, principalmente, sobre a floresta por meio da exploração seletiva dos recursos florestais e da abertura de novas áreas para uso, por corte raso. Para se ter uma ideia deste impacto houve uma redução de cerca de 66% (aproximadamente 5.000 ha) da vegetação original (Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas) em relação ao ano de 1986. Isso representou 22% da área da ilha. Estes valores são três vezes mais elevados que o modelo macro de ocupação da Amazônia.
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Florística e fitossociologia do componente arbóreo da transição Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas - Floresta Ombrófila Densa Submontana do Núcleo Picinguaba/PESM, Ubatuba, sudeste do Brasil.

Florística e fitossociologia do componente arbóreo da transição Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas - Floresta Ombrófila Densa Submontana do Núcleo Picinguaba/PESM, Ubatuba, sudeste do Brasil.

Kurtz & Araújo (2000) encontraram em um trabalho em Floresta Ombrófila Densa Submontana Sapotaceae como a família mais importante, e destacaram também, Rutaceae (3º) e Meliaceae (4º), que neste estudo ficaram respectivamente, na 42ª e 25ª posições de Valor de Importância. Isso demonstra que muitas vezes a composição de famílias e até mesmo espécies pode ser muito similar, mas as espécies dominantes em cada local são diferentes. Isso pode ser explicado pelas trajetórias distintas que cada trecho da floresta segue, de acordo com eventos estocásticos e a resposta dos indivíduos a eles.
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Manejo florestal comunitário de frutos como estratégia de conservação da palmeira...

Manejo florestal comunitário de frutos como estratégia de conservação da palmeira...

O presente estudo foi no realizado no Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), AP situada na região litorânea do estado de São Paulo, sudeste brasileiro. O contínuo florestal formado pelo PESM e Parque Nacional da Serra da Bocaina, APs contíguas, protegem mais de 100.000 ha de Mata Atlântica, o maior trecho conservado desse bioma no país (RIBEIRO et al., 2009). A formação florestal dominante no PESM é a Floresta Ombrófila Densa (FOD), a qual é classificada em sub-formações em função de variações de altitude observadas ao longo de sua distribuição no gradiente altitudinal estabelecido entre as planícies costeiras e o cume de serras e montanhas: FOD de Terras Baixas (0-50 m), FOD Sub –Montana (50-500 m), FOD Montana (500-1100 m) e Alti-Montana (acima de 1100 m) (VELOSO, 1999). O clima da região segundo Koppen é o Af – tropical úmido – com temperaturas médias variando de 19 o C a 26 o C e uma precipitação anual média acima de 2.500 mm concentrada entre os meses de dezembro e março. A época de menor pluviosidade ocorre entre os meses de junho e agosto, com cerca de 80 mm mensais, ou seja, não há um período biologicamente seco ao longo do ano. Tal como outras APs no Brasil, o PESM apresenta uma Zona Primitiva e uma Zona de Amortecimento.
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Aspectos estruturais e ecológicos de uma comunidade arbórea do Parque estadual da Serra do Mar (Ubatuba, SP)

Aspectos estruturais e ecológicos de uma comunidade arbórea do Parque estadual da Serra do Mar (Ubatuba, SP)

O estudo da composição florística revelou a maioria dos indivíduos coletados pertencentes a poucas espécies, as quais proporcionaram grande contribuição à estrutura observada. Assim, a riqueza obtida, está pautada, sobretudo, por espécies que ocorreram com um ou poucos indivíduos, como Jacaratia heptaphylla, Ruprechtia laxiflora e Jacaranda puberula. Além disso, em meio às espécies com as maiores abundâncias deste levantamento, ressaltamos que Euterpe edulis, Mollinedia schottiana, Coussarea meridionalis e Coussarea accedens posicionaram-se entre as maiores densidade nos estudos de Campos (2008) e Prata (2009) realizados em áreas adjacentes da mesma encosta (PESM). Estes dados correlatos demonstram a elevada capacidade de coexistência de determinadas espécies em grande densidade e em diferentes gradientes altitudinais, influenciando de forma decisiva na estrutura destas comunidades.
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