Top PDF Estudo do comportamento tribológico de polímeros de engenharia em deslizamento sem lubrificação contra aço inoxidável

Estudo do comportamento tribológico de polímeros de engenharia em deslizamento sem lubrificação contra aço inoxidável

Estudo do comportamento tribológico de polímeros de engenharia em deslizamento sem lubrificação contra aço inoxidável

Polímeros de engenharia são de grande uso na indústria devido a sua possível utilização sem o uso de óleos lubrificantes. O presente trabalho realizou um estudo do comportamento tribológico de cinco polímeros de engenharia em deslizamento, sem lubrificação, contra aço inoxidável AISI 304. Os polímeros que foram utilizados para o estudo são: polietileno de ultra alto peso molecular (PEUAPM), polietileno de alta densidade (PEAD), poliamida 6.0 (PA 6.0), poliamida 6.6 (PA 6.6) e poliacetal (POM). O estudo se concentra em simular, em uma máquina construída no Laboratório de Superfícies e Contato (LASC) da UTFPR, um contato do tipo mancal de escorregamento sobre eixo, sobre uma mesma condição PV médio (produto da velocidade de deslizamento e da pressão média). Os ensaios tiveram primeiramente duração de 120 minutos e condição PV de 0,49 MPa.m.s -1 e após a obtenção de
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Estudo do comportamento tribológico do politetrafluoretileno em deslizamento sem lubrificação contra aço inoxidável

Estudo do comportamento tribológico do politetrafluoretileno em deslizamento sem lubrificação contra aço inoxidável

O presente trabalho discute o comportamento tribológico do politetrafluoretileno (PTFE), polímero amplamente utilizado na indústria em inúmeras aplicações tribológicas sem lubrificação, de onde se pode destacar sua utilização em mancais de deslizamento. Fez-se uma revisão bibliográfica buscando entender quais os principais parâmetros que influenciam o atrito cinético e os mecanismos que operam em polímeros. Foram realizados, ensaios de longa duração, em uma máquina de atrito cinético, desenvolvida e construída no Laboratório de Superfícies e Contato (LASC) da UTFPR, na qual uma bucha polimérica desliza, sem lubrificação, sobre um eixo metálico. Esta condição simula a aplicação real do PTFE como mancal de deslizamento. Tais procedimentos experimentais são fundamentais para a completa análise das características e do desempenho dos materiais poliméricos em aplicações tribológicas, que normalmente se mostram de maneira complexa. Nos ensaios observou-se que os parâmetros de coeficiente de atrito cinético e de temperatura estabilizam após 80 minutos. Sendo que o primeiro parâmetro diminuiu com incrementos de carregamento normal. Já a temperatura manteve proporcionalidade com o produto do coeficiente de atrito cinético e da raiz quadrada da força normal aplicada. Realizaram-se análises das superfícies, antes e após ensaios, através de técnicas de Interferometria de luz branca, microscopia eletrônica de varredura, FTIR e DSC. Observou-se que os mecanismos de desgaste que operaram foram: o adesivo e o abrasivo, sendo que houve domínio do primeiro. As superfícies do aço inoxidável tiveram alterações sutis, enquanto as superfícies do PTFE sofreram modificações drásticas. Os valores da taxa de desgaste mássico média do PTFE foi proporcional à raiz quadrada da força normal aplicada e o coeficiente adimensional de desgaste de Archard para o sistema teve aproximação satisfatória com os valores disponíveis na literatura. Verificou-se que as partículas de desgaste geradas se mesclaram formando filmes multicamadas, os quais foram expulsos do contato com a sequência do ensaio. Estes filmes multicamadas apresentam aspecto translúcido, aumento do grau de cristalinidade em relação ao material original e alterações nos espectros de infravermelho. Estas alterações sugerem a ocorrência de substituições de flúor por hidrogênio na estrutura do PTFE durante os ensaios.
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Estudo do comportamento tribológico de compósitos a base de poliéster insaturado

Estudo do comportamento tribológico de compósitos a base de poliéster insaturado

Para grande parte dos pares tribológicos, a força de atrito é proporcional à carga normal, portanto é esperado que o coeficiente de atrito aumente com o aumento da carga. Esse comportamento é frequentemente explicado pela deformação plástica da área de contato e as propriedades visco-elásticas dos materiais poliméricos determinam a relação entre as deformações impostas e, consequentemente, a relação entre a área de contato real e o tempo. Entretanto, assim como para a velocidade de deslizamento, existe uma dependência complexa do atrito com a carga quando se trata de polímeros. Isso se deve a inúmeros fatores, mas principalmente devido as variações nas propriedades de relaxamento e atividade físico-química das macromoléculas (SINHA; BRISCOE, 2009). Também devemos ter em mente que a carga pode variar a temperatura das transições visco-elásticas em polímeros e, portanto, o mecanismo de atrito. Contudo, podemos citar dois comportamentos esperados em materiais poliméricos: a redução do atrito à medida que a carga aumenta em temperatura constante e um aumento no coeficiente de atrito à medida que a temperatura aumenta devido a uma carga constante. (BELY et al., 1982).
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Estudo do comportamento tribológico do Poli-éter-éter-cetona (PEEK) em ensaio tipo mancal sobre eixo sem lubrificação

Estudo do comportamento tribológico do Poli-éter-éter-cetona (PEEK) em ensaio tipo mancal sobre eixo sem lubrificação

O PEEK é um polímero de engenharia relativamente novo e que possuí poucos estudos endereçados na literatura. Entre suas características notórias estão a capacidade e operação em temperaturas elevadas para polímeros e o baixo desgaste em deslizamento sem lubrificação. Nesse trabalho, é realizado um ensaio consistindo no deslizamento de um modelo mancal polimérico de PEEK sobre eixo de aço inoxidável, realizado com variações na carga normal e na velocidade de deslizamento, mas mantendo condição PV (produto entre pressão e velocidade) constante e igual a 2. Os ensaios tiveram duração de 120 min, e foi verificado para o coeficiente de atrito, a existência dos períodos de amaciamento, transição e estabilização. O amaciamento ocorre, aproximadamente, durante os primeiros 15 min de ensaio, seguido pela transição que ocorre até 110 min. Os valores de coeficiente de atrito durante o período de estabilização foram estatisticamente iguais, com valor de 0,4, para todas as condições. O contra corpo de aço inoxidável não apresentou alterações topográficas significativas, enquanto que o corpo de PEEK sofreu grandes alterações na topografia. Mesmo assim, utilizando uma balança com precisão de 0,0001 g, não foi observado alteração mássica no corpo de prova após ensaio, indicando que apesar de ter sofrido desgaste, o material não foi completamente removido. Uma metodologia foi proposta para quantificação da perda mássica através de análises por IDLB (interferometria de luz branca). Os mecanismos de desgaste foram avaliados e verificou-se que o principal foi o desgaste adesivo, evidenciado pelas deformações plásticas, partículas de desgaste poliméricas amassados no corpo de prova e filme polimérico nas áreas de transição da pista de desgaste. Verificou-se mudanças de características físico- químicas, evidenciando que não houve alteração nas ligações atômicas do polímero, mas que houve aumento do grau de cristalização devido à reorientação das cadeias poliméricas mais superficiais.
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Comportamento tribológico de polietilenos

Comportamento tribológico de polietilenos

No entanto, a existência de contacto entre materiais cria um problema de atrito e desgaste (Unal & Mimaroglu, 2003). O desgaste é um dos parâmetros muito importantes no estudo do sistema tribológico polimérico, sendo esta uma propriedade intrínseca dos materiais que também depende dos parâmetros de funcionamento. Os mecanismos de desgaste relatados em deslizamento de polímeros contra contrafaces em aço são o desgaste à adesão e o desgaste à abrasão (Liu et al., 2006). A aceitabilidade dos materiais poliméricos para as condições de desgaste abrasivo depende em grande parte da sua capacidade mecânica de carga e do coeficiente de desgaste. Assim a resistência à abrasão de materiais poliméricos depende das propriedades intrínsecas mecânicas dos materiais, bem como sobre o método de ensaio utilizado (Harsha, 2011). A forma mais simples de desgaste é o desgaste abrasivo (Pal et al., 2010). O desgaste abrasivo é causado por asperezas rígidas sobre a contraface e/ou partículas duras que se movem sobre a superfície do polímero (Lucas et al., 2011). No caso do desgaste adesivo uma característica importante passa pela transferência de material polimérico macio para a contraface mais dura (Liu et al., 2006). Logo a resistência ao desgaste torna-se um importante factor uma vez que os materiais feitos de polietileno são criados para estar sempre em contacto com outros materiais, assim como objetos metálicos, o solo, a areia ou outras partículas sólidas, durante o armazenamento, transporte, instalação e uso (Lucas et al., 2011).
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Avaliação do comportamento tribológico de revestimentos de Inconel 625 no desgaste por deslizamento

Avaliação do comportamento tribológico de revestimentos de Inconel 625 no desgaste por deslizamento

FARIAS, M. C. M., MARU, M. M., SANTOS, J. F. dos, PAOVESE, L. R.. Estudo da força de atrito dinâmica em ensaio de desgaste por deslizamento a seco. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Departamento de Engenharia Mecânica, São Paulo, SP, Brasil. FERREIRA FILHO, Da., SOUZA, D., OLIVEIRA JUNIOR, M.M. de, GONÇALVES Jr, J.L., SILVA JUNIOR, W.M. da. Evaluation of the tribological behavior of Inconel 625 cladding. School of Electrical, Mechanical and Computer Engineering, Federal University of Goias, Goiania, 74605-010, Brazil

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Avaliação do comportamento tribológico do politetrafluoretileno contra aço inoxidável sem lubrificação em ensaio pino sobre disco

Avaliação do comportamento tribológico do politetrafluoretileno contra aço inoxidável sem lubrificação em ensaio pino sobre disco

O politetrafluoretileno (PTFE), principal material de estudo no presente trabalho, é comumente utilizado na indústria em aplicações tribológicas sem lubrificação. A proposta deste trabalho é avaliar o PTFE contra aço inoxidável em ensaio normalizado do tipo pino sobre disco sem lubrificação. Além disso, comparam-se os resultados com ensaios tipo mancal sobre eixo realizado em trabalho anterior. Para entendimento do comportamento tribológico do PTFE, fez-se uma revisão bibliográfica focando parâmetros que influenciam o atrito cinético e os principais mecanismos de desgaste dos polímeros. O aço inoxidável, material que foi utilizado como contra-corpo nos ensaios, teve suas características brevemente abordadas nessa revisão. Os ensaios foram realizados em quatro condições com valores pré-definidos de pressão de contato, velocidade de deslizamento e com condição PV (produto das duas variáveis) constante, replicando condições que foram utilizadas nos ensaios do tipo mancal sobre eixo. Nos ensaios observou-se que o coeficiente de atrito cinético atingiu um patamar de estabilidade em tempo muito inferior aos apresentados na configuração mancal sobre eixo. Os valores do coeficiente adimensional de Archard encontrados vão de encontro à literatura. Constatou-se aumento sutil da temperatura com o aumento do carregamento normal. A temperatura no contato mostrou-se, devido aos aspectos geométricos dos experimentos, mais elevada nos ensaios de mancal sobre eixo do que os realizados neste estudo. Realizaram-se análises das superfícies, antes e após os ensaios, utilizando interferometria de luz branca, microscopia eletrônica de varredura e FTIR. Constatou-se que os mecanismos de desgaste operantes foram: o adesivo e o abrasivo, com predomínio do primeiro tanto no presente trabalho quanto nos ensaios do tipo mancal sobre eixo. As alterações topográficas no aço inoxidável foram tênues após os ensaios, enquanto para o polímero constatou-se alterações drásticas na superfície, assim como ocorrido nos ensaios tipo mancal sobre eixo. Verificou-se que as partículas de desgaste mesclaram-se formando filmes multicamadas, os quais foram expulsos do contato para as laterais das pistas de deslizamento. As partículas encontradas no sistema pino sobre disco foram menores que as encontradas no sistema mancal sobre eixo. Também observou-se formação de fibrila nas partículas de desgaste para ambos os sistemas tribológicos, o que indica aumento da cristalinidade. Os espectros fornecidos por FTIR permitiram constatar, para ambos os sistemas, alterações nas cadeias do polímero.
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Estudo do deslizamento de aço inoxidável austenítico contra compósito de PTFE e carga de rejeito de scheelita

Estudo do deslizamento de aço inoxidável austenítico contra compósito de PTFE e carga de rejeito de scheelita

A pressão de contato e velocidade de deslizamento são parâmetros que influenciam o coeficiente de atrito e temperatura durante o contato de entre compósitos de PTFE e um contra corpo metálico. A redução do coeficiente de atrito em conjunto com o incremento da temperatura ocorre quando ambos os parâmetros são aumentados. Este estudo se concentra em identificar como diferentes condições de pressão de contato e velocidade de deslizamento influenciam o comportamento tribológico de um compósito à base de PTFE. Os materiais avaliados foram o PTFE puro e PTFE reforçado com 10% e 20% de rejeito de scheelita (RS). No ensaio tribológico foi utilizado um tribômetro com configuração pino contra disco, sendo o pino de aço inoxidável austenítico 304 em contato conforme (plano-plano) com os corpos de prova. Os resultados mostraram que houve diminuição no coeficiente de atrito com o incremento da pressão de contato, tanto para o PTFE puro quanto para o compósito. Na condição onde a pressão e velocidade foram mais elevadas, houve um aumento considerável da temperatura entre o par tribológico. Além disso, os compósitos de PTFE com 20% e 10% de rejeito de scheelita reduziram entre duas e três, e uma e duas ordens de grandeza, respectivamente, a taxa de desgaste em comparação com o PTFE puro sob todas as condições ensaiadas.
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Estudo do comportamento eletroquímico de azóis para o aço inoxidável AISI 430 em H2SO4 1 mol L-1.

Estudo do comportamento eletroquímico de azóis para o aço inoxidável AISI 430 em H2SO4 1 mol L-1.

Na Figura 3, observa-se que o BZM e o BTAH provocaram um maior deslocamento do potencial de corrosão para valores mais negativos do que o sistema sem azóis. Em relação ao po- tencial de pico, na região ativa da curva de polarização anódica, registra-se que para o indol, não houve uma diminuição signifi cativa da densidade de corrente (j). Tal comportamento sugere que, para

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Estudo das variáveis de sinterização a plasma em aço inoxidável austenítico

Estudo das variáveis de sinterização a plasma em aço inoxidável austenítico

O ensaio de dureza aparente foi realizado segundo norma específica para materiais sinterizados (ISO 4498), recebendo essa nomenclatura devido à presença de poros na estrutura do material, o que resulta em dados inferiores àqueles obtidos em materiais totalmente densos (sem a presença de vazios). A presença de poros na matriz do sinterizado também resulta em um elevado desvio padrão durante a coleta de dados, como pode ser observado na Tabela 10. O desvio padrão mais acentuado é apresentado no material com menor pressão de compactação (555MPa), tal efeito advém da geometria dos poros, maiores que as demais amostras, e da distribuição irregular deles na matriz, como observado na Figura 23(a). Segundo a norma ASTM A666 − 15 (ASTM 2015) a dureza máxima exigida para o aço inoxidável 316L totalmente denso e recozido é de 95 HRB (equivalente a 222 HV). As maiores durezas foram obtidas para as amostras compactada a 750MPa e a 800MPa, sendo de 116,075HV30 e 113,199 HV30, respectivamente, sendo as amostras que apresentaram menor tamanho de poros e menor tamanho de grão.
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Simulação em laminador piloto da influência da lubrificação durante o processo de deformação a quente na microestrutura e textura do aço inoxidável ferrítico AISI 430

Simulação em laminador piloto da influência da lubrificação durante o processo de deformação a quente na microestrutura e textura do aço inoxidável ferrítico AISI 430

Os aços inoxidáveis ferríticos possuem uma estrutura CCC com alta energia de falha de empilhamento (EFE) e o principal mecanismo de amaciamento é a recuperação dinâmica (RCD). Nesse aspecto, eles diferem do comportamento de endurecimento e de amaciamento usualmente observados nos aços austeníticos. Isto é especialmente notável no caso do aço inoxidável AISI 430, que tem uma baixa densidade de deslocações durante deformações a altas temperaturas (7) . Usualmente, ao serem deformados a quente, os inoxidáveis ferríticos se endurecem por deformação até que um platô de tensão seja atingido. Neste ponto, o metal deixa de se encruar no sentido de que há um balanço entre a densidade de deslocações introduzidas no sistema e aquelas que são retiradas via RCD (8) . Na curva tensão-deformação, esse efeito aparece como uma estabilização da tensão à medida que o material vai sendo deformado, como mostrado na Figura 4.8.
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Avaliação do atrito produzido por braquetes cerâmicos e de aço inoxidável, quando combinados com fios de aço inoxidável.

Avaliação do atrito produzido por braquetes cerâmicos e de aço inoxidável, quando combinados com fios de aço inoxidável.

Além disso, poderiam ocorrer, durante o per- curso, variações da força normal, provenientes da perda de tensão das ligaduras elásticas; mudanças na direção da linha de ação da força, devidas à in- clinação do dente; possíveis diferenças que pudes- sem existir nas dimensões e superfícies dos bra- quetes e fios de cada par; diferenças de dilatação térmica entre os diferentes braquetes e fios tes- tados, provenientes da temperatura do simulador; rotações disto-linguais do dente pela não-coinci- dência da linha de ação da força, tanto vertical como horizontalmente, com o seu centro de re- sistência; torques vestíbulo-linguais que poderiam ser criados durante o percurso, alterando, assim, a resistência ao deslizamento. Assim sendo, quan- do se desmembra o valor da força aplicada, para subtrair o valor da resistência da cera, obtém-se a força para vencer o atrito de cada par. Nesse valor, estão embutidos, além do atrito próprio de cada par, o do contato da ligadura elástica com o fio nas extremidades do braquete, atrito este que não se conseguiu mensurar, e as parcelas de contribuição de todas as variáveis anteriormente citadas.
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Comportamento em fadiga de um aço inoxidável duplex UNS S31803 envelhecido termicamente.

Comportamento em fadiga de um aço inoxidável duplex UNS S31803 envelhecido termicamente.

42 Reis (2013) que investigou os efeitos dos tratamentos isotérmicos a 475ºC e a 850ºC em um aço inoxidável duplex do tipo UNS S32304, também não observou nenhuma alteração microestrutural significativa quanto à distribuição e morfologia das fases α e γ, e não visualizou a presença da fase α’ no MEV. Foi relatado que essa visualização ficou impossibilitada devido ao tamanho dos precipitados. Porém o pesquisador utilizou da técnica de MFA (Microscopia de força atômica) para comprovar a presença da fase α’. Neste método foram observados variações nos domínios magnéticos da fase α após o envelhecimento a 475ºC. Esta observação indica a ocorrência da precipitação de fase α’ na fase α do aço inoxidável duplex do tipo UNS S32304. Outra observação foi quanto à oscilação nos tons que indicam irregularidade topográfica, que pode estar relacionada a precipitação de fase α’. O pesquisador salienta que a visualização da fase α’ só é possível, até então, por microscopia eletrônica de transmissão. Na Figura 5.3 são apresentadas imagens da microestrutura do aço envelhecido a 850ºC.
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COMPORTAMENTO DA REBARBA NO FRESAMENTO DE FACEAMENTO DO AÇO INOXIDÁVEL PH 13 8Mo

COMPORTAMENTO DA REBARBA NO FRESAMENTO DE FACEAMENTO DO AÇO INOXIDÁVEL PH 13 8Mo

Esta tese tem o objetivo de investigar a formação das rebarbas no fresamento de faceamento do aço inoxidável PH 13 8Mo. Foram utilizados insertos de metal duro intercambiáveis numa fresa de diâmetro de 63 mm. Os ensaios foram divididos em duas etapas. Na primeira etapa foram consideradas as seguintes variáveis: aplicação do fluido de corte, geometria da ferramenta, carregamento da fresa (penetração de trabalho), profundidade de corte e fresamento com as rebarbas remanescentes do corte anterior. Nesta etapa a profundidade de corte foi considerada apenas para estudar a transição da rebarba primária-secundária. Na segunda etapa dos ensaios foram aplicadas as condições de condições de corte de menor altura da rebarba, na primeira etapa. Foi utilizado um planejamento composto central onde foram variados a velocidade de corte, o avanço, a profundidade de corte, o desgaste de flanco e o ângulo de saída da peça. A medição da rebarba foi realizada em seis pontos diferentes da borda. Como sistema de medição, foi utilizado o silicone de condensação para formar a réplica da rebarba e posterior medição da sua altura no microscópio. Verificou-se que a aplicação do fluido de corte não influenciou na dimensão da rebarba, mas o mesmo não aconteceu com a rebarba remanescente, que afetou significativamente a altura da rebarba. A rebarba também foi menor quando utilizou-se o nível superior do avanço e os níveis inferiores da profundidade de corte, do ângulo de saída da peça e do desgaste da ferramenta. A velocidade de corte foi a variável que menos interferiu no tamanho da rebarba. A rebarba secundária foi observada em um número insignificante de ensaios, tornando este acontecimento sem importância. A metodologia utilizada permitiu a modelagem da altura das rebarbas em função das principais variáveis e a otimização das condições que levam às dimensões mínimas das rebarbas.
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Comportamento ao desgaste erosivo de um aço inoxidável utilizado em hélice de moto aquática

Comportamento ao desgaste erosivo de um aço inoxidável utilizado em hélice de moto aquática

Motos aquáticas, mais conhecidas como Jet Skis, proporcionam entretenimento e lazer em rios, lagos e/ou litorais. Entretanto, a concentração de partículas duras, em suspensão nas águas, provoca o desgaste prematuro do sistema de propulsão, principalmente das hélices. As pás das hélices costumam ser fabricadas com as superfícies polidas ou, com o intuito de melhorar sua resistência ao desgaste, jateadas. O presente trabalho teve como objetivo construir um equipamento que permitisse estudar o comportamento em desgaste erosivo de um aço inoxidável utilizado na fabricação de hélices de motos aquáticas; e verificar se o jateamento aumenta realmente a resistência ao desgaste destes elementos. Para isto, corpos de prova foram retirados diretamente de uma hélice de moto aquática e dois tipos de superfícies foram preparados: uma polida e outra jateada com areia. Amostras com cada tipo de condição superficial foram fixadas a um disco giratório porta-amostras e posicionadas de tal forma, que quando mergulhadas dentro de uma solução aquosa erosiva pudessem receber o impacto da mistura com ângulos de 0 o , 45º e 90º. O ensaio teve uma duração total de 25 h, no entanto, em determinados intervalos de tempo, o ensaio era interrompido para medir a perda de massa, a rugosidade superficial e, por meio de imagens via microscopia eletrônica, acompanhar o dano superficial ocorrido. Os resultados mostraram que, apesar do jateamento causar um aumento de dureza superficial, não foi detectado uma melhora na resistência ao desgaste das amostras jateadas comparado com as amostras polidas. Os maiores desgastes ocorreram quando o ângulo de incidência foi de 45º, independentemente do tipo de superfície; e o desgaste com ângulos incidência de 0 o e 90º foram idênticos entre si, independentemente também, do tipo de superfície. O trabalho mostrou ainda que, o equipamento construído simulou com precisão as condições de uso desses veiculos naúticos e sua versatilidade servirá para o desenvolvimento de futuras pesquisas na Universidade de Brasília.
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Dissertação de Mestrado "Comportamento em Corrosão Sob Tensão de um Aço Inoxidável Ferrítico AISI 444 Soldado com Aço Inoxidável Austenítico AISI 316LSi, em Meios Contendo Cloretos”

Dissertação de Mestrado "Comportamento em Corrosão Sob Tensão de um Aço Inoxidável Ferrítico AISI 444 Soldado com Aço Inoxidável Austenítico AISI 316LSi, em Meios Contendo Cloretos”

Procurou-se, nos ensaios de polarização potenciodinâmica, aplicar uma taxa de varredura baixa, para que os ensaios não fossem acelerados, uma vez que isso poderia influenciar as condições reais. Dessa forma, utilizou-se uma taxa de 0,166mV/s à temperatura ambiente em solução aquosa contendo 3,5% em peso de NaCl a um pH ≅ 7,0 em meio aerado. A Figura 5.4 apresenta as curvas de polarização para os dois aços ferríticos estudados por Vieira et al. (2005), comparando-os com o aço AISI 444, foco de estudo do presente trabalho. Na seqüência, é apresentada a Tabela V.5 que contém alguns parâmetros eletroquímicos obtidos a partir destes ensaios.
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O aço inoxidável como ligante no metal duro

O aço inoxidável como ligante no metal duro

Os resultados do trabalho de Fernandes C.M. foram os principais motivadores para a realização do presente estudo, uma vez que os resultados reportados das propriedades mecânicas são equivalentes e até superiores aos observados em compósitos de metal duro actualmente comercializados. Contudo, como a técnica de revestimento de partículas por pulverização catódica não está ainda em fase de aplicação industrial e, dado o grande interesse tecnológico dos resultados obtidos nos pós revestidos, o presente trabalho pretende investigar as propriedades mecânicas de compósitos de WC-aço 304, preparados a partir de pós processados por mistura convencional, e averiguar, mais sistematicamente, o efeito da fase-  nas propriedades. Este estudo reveste-se de grande interesse industrial, já que a procura de novos ligantes para o WC é um tópico actual e é, por isso, feito com a colaboração de uma empresa produtora de metal duro, a Durit.
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Contribuição ao estudo da integridade superficial de um aço inoxidável super-duplex...

Contribuição ao estudo da integridade superficial de um aço inoxidável super-duplex...

Percebe-se nas Figuras 28 e 29 que para um nível de confiança de 95%, a única variável significativa no estudo é o avanço. A interação entre o avanço e a profundidade de corte também se mostrou muito próxima da linha de significância, conforme ilustrado no diagrama da Figura 29. Era esperado que o avanço apresentasse maior influência na rugosidade, visto que esta depende geometricamente dele. O aumento da profundidade de corte aumentou a rugosidade assim como a diminuição da velocidade de corte. Segundo Diniz, Marcondes e Coppini (2001), o aumento da profundidade de corte, aumenta o contato da peça com a parte reta da aresta de corte, e diminui relativamente o contato na parte do raio da ponta, o que proporcionalmente diminui a força de penetração e facilita a formação de um bom acabamento superficial. Porém esta parte dos ensaios contrariou tais estudos, possivelmente pelas grandes diferenças de parâmetros impostas (no caso 2mm) que podem ter ocasionado mudanças no sistema máquina-peça-ferramenta, aumentando a vibração e conseqüentemente a rugosidade superficial. Já a diminuição da velocidade de corte pode aumentar a rugosidade, devido à maior formação de aresta postiça, que neste material pode ser observada até mesmo quando as maiores velocidades de corte foram aplicadas (110m/min), e o menor valor (80 m/min) contribui ainda mais para sua formação.
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Estudo da oxidação a quente no aço inoxidável ferrítico ABNT 430

Estudo da oxidação a quente no aço inoxidável ferrítico ABNT 430

Aço inoxidável constitui uma família de ligas metálicas de ferro contendo no mínimo 11% de cromo, que é o elemento químico que garante ao material uma elevada resistência à corrosão devido à facilidade que apresenta de oxidar-se em diferentes meios, MANTEL (2000). É bom lembrar que a oxidação é um processo no qual o constituinte eletronegativo aumenta no composto. Na oxidação, os elétrons são removidos dos produtos oxidados. Quando o cromo se encontra em solução sólida, isto é, dissolvido na rede do ferro (e não na forma de carbonetos de cromo), é formada uma fina película de oxi-hidróxido na superfície que protege o metal base de processos corrosivos em diferentes meios agressivos, GIOSA (2003).
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Fabrico de aço inoxidável austenítico CF8M

Fabrico de aço inoxidável austenítico CF8M

De ambos os ensaios se retirou um provete como amostra em bruto de fundição e fez-se um tratamento térmico de solubilização em 2 provetes. A solubilização teve lugar no forno elétrico Termolab, com temperatura máxima de 1350ºC e controlador Shimaden FP21, presente na oficina do departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e teve como parâmetros operacionais uma taxa de aquecimento de 9ºC/s e um estagio a 1040ºC durante 150 minutos, segundo a regra empírica de 60 minutos base mais 60 minutos por polegada de espessura, decisão sustentada em resultados de estudos anteriores. O arrefecimento foi em água, como especificado na norma ASTM A743 e ao ar, como forma de avaliar a possibilidade de aplicação deste método de arrefecimento na realidade empresarial, em peças que, por dimensão ou geometria, não possam ser arrefecidas em água [9, 12] .
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