Top PDF Estudo da convecção em cavidade quadrada com o topo deslizante preenchida com bloco sólido condutor de calor

Estudo da convecção em cavidade quadrada com o topo deslizante preenchida com bloco sólido condutor de calor

Estudo da convecção em cavidade quadrada com o topo deslizante preenchida com bloco sólido condutor de calor

A tendência de estratificação dos gradientes de temperatura e de velocidade devido aos efeitos competitivos da convecção natural sobre a forçada foram o foco principal dos estudos de Iwatsu et al. (1992). O fluido confinado em uma cavidade quadrada era perturbado pelo movimento oscilatório da superfície superior considerada isotérmica. As paredes laterais eram totalmente adiabáticas e o fundo mantido a uma temperatura inferior. A transferência de calor poderia ocorrer por condução pura ou convecção mista e dependia do grau de predominância da convecção natural sobre a forçada. A motivação principal do estudo foi identificar as frequências harmônicas de vibração da superfície superior que coincidiam com a frequência natural do fluido. Desse modo, haveria ressonância e, consequentemente, superposição da convecção forçada sobre a natural. Na sequência, o movimento oscilatório foi substituído por um movimento uniforme com velocidade constante. Os estudos de Iwatsu et al. (1993) concentraram-se na análise da variação dos parâmetros adimensionais número de Grashof e número de Reynolds, ambos agrupados sob o número de Richardson. Nessa situação, o efeito da convecção natural também provoca a estratificação das isotermas em uma região puramente condutiva e uma região convectiva. Logo, mantendo-se o número de Reynolds constante e elevando o número de Grashof, o Nusselt sobre a superfície aquecida era reduzido e aproximava-se da unidade. Assim, quanto mais elevada a intensidade das forças gravitacionais, mais restrita à vizinhança da superfície superior ficou a região convectiva. De maneira contrária, aumentando o Re para um Gr constante, maior quantidade de movimento era fornecida ao fluido, ocasionando gradientes térmicos mais acentuados e, consequentemente, aumentando o valor do
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Convecção natural e radiação em cavidade aberta preenchida com meio poroso heterogêneo

Convecção natural e radiação em cavidade aberta preenchida com meio poroso heterogêneo

Embora relevante em uma grande variedade de aplicações em engenharia, o estudo da convecção natural em uma cavidade aberta contendo um meio heterogêneo é raramente encontrado na literatura. Além disso, trabalhos prévios indicam que as taxas de transferência de calor por radiação são no mínimo da mesma ordem de grandeza da convecção natural laminar em cavidades, fazendo com que a consideração dos efeitos da radiação sejam um passo importante na obtenção de resultados mais práticos e realísticos. O presente estudo considera uma cavidade quadrada, com uma parede aquecida e outra aberta para um reservatório térmico adjascente, contendo um ou quatro blocos quadrados e condutivos inseridos. O escoamento resultante da convecção natural é simulado numericamente através do método dos volumes finitos, com o algoritmo SIMPLEC, e os efeitos da radiação superficial são incorporados pelo modelo S2S. A investigação então se desenvolve em um estudo paramétrico considerando os efeitos da dimensão do(s) bloco(s), número de blocos, emissividade e número de Rayleigh. O efeito de sombreamento causado pela presença dos obstáculos é discutida, assim como os fenômenos de queda convectiva e queda radiativa. Os números de Nusselt convectivo e radiativo são avaliados e comparados para cada caso analisado. Correlações são elaboradas para a previsão do número de Nusselt total médio e da vazão volumétrica adimensional de entrada no canal, como função dos parâmetros investigados.
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Convecção mista em cavidades com fontes de calor aletadas

Convecção mista em cavidades com fontes de calor aletadas

estratificação do perfil térmico desta cavidade. São analisadas influências da razão de aspecto, número de Rayleigh, número de Prandtl e das condições de contorno definidas para a cavidade. O modelo proposto teve os resultados validados em comparação a outros trabalhos e conclui-se que: (1) A consideração da fonte de calor ser representada por uma superfície isotérmica é geralmente muito mais severa do que aquela que considera na fonte de calor um fluxo uniforme. (2) A fonte de calor na parte inferior da cavidade aumenta a instabilidade térmica e conseqüentemente produz um efeito proporcional na convecção, enquanto a fonte de calor na lateral da parede aumenta a estabilidade e conseqüentemente produz um efeito de diminuição da troca convectiva. Portanto, a colocação da fonte de calor na parte inferior da cavidade pode ser mais efetiva, em termos de resfriamento, do que sua colocação na parede lateral. Sob a mesma ótica, Calcagni et al (2005) apresentou seus estudos, fortemente fundamentados em um modelo experimental associado a um modelo numérico mais simples, e concentrou sua análise no efeito do tamanho da fonte de calor na transferência de calor por convecção natural. O trabalho investiga o desenvolvimento do fenômeno da transferência de calor numa cavidade quadrada parcialmente aquecida pela parte de baixo. A fonte de calor é alocada na face inferior da cavidade e seu comprimento varia entre 1/5 e 1/4 do lado. As duas paredes laterais são consideradas isotérmicas, enquanto as outras são adiabáticas. O estudo concentra a atenção nos efeitos da dimensão da fonte de calor na troca de convecção e ambas as investigações, experimental e numérica, confirmam uma transferência de calor predominantemente condutiva para Ra ≤ 10 4 , enquanto o fenômeno convectivo desenvolve-se completamente para Ra ≈ 10 5 . Como esperado, um aumento no tamanho da fonte de
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Análise numérica da convecção natural em cavidade quadrada com corpos internos, utilizando o método de elementos finitos.

Análise numérica da convecção natural em cavidade quadrada com corpos internos, utilizando o método de elementos finitos.

Apresenta-se um estudo numérico da transferência de calor por convecção natural de um fluido (ar) em cavidade quadrada, com dois corpos em seu interior. Este assunto é de grande interesse na área de engenharia, principalmente em aplicações de desenvolvimento de trocadores de calor e sistemas de resfriamento ou aquecimento de corpos envolvendo convecção natural. Foram estudados quatro casos. No caso 1, os corpos internos são quadrados, sendo um mantido na temperatura alta constante T h e outro mantido na temperatura baixa constante T c , com as paredes da cavidade isoladas. O caso 2 é semelhante ao caso 1, porém, os corpos são circulares. Para o estudo dos casos 3 e 4, os corpos internos são sólidos com condutividade térmica K s e transferem calor por condução sendo, corpos quadrados para o caso 3 e corpos circulares para o caso 4. Ambos os casos possuem a superfície inferior da cavidade mantida na temperatura alta constante T h e a superfície superior mantida na temperatura baixa constante T c , enquanto que, as superfícies laterais são isoladas.
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Simulação numérica da convecção mista em cavidade preenchida com meio poroso heterogêneo e homogêneo

Simulação numérica da convecção mista em cavidade preenchida com meio poroso heterogêneo e homogêneo

No presente trabalho é apresentada a modelagem e solução numérica da convecção mista em cavidade aquecida por baixo com o topo deslizante, preenchida com meio poroso heterogêneo e homogêneo. Na abordagem heterogênea, o domínio do sólido é representado por blocos condutores de calor igualmente espaçados; a fase fluido circunda os blocos, limitada pelas paredes da cavidade. A abordagem homogênea ou poro-contínua é caracterizada através da porosidade e da permeabilidade da cavidade. As equações de conservação da massa, quantidade de movimento e energia são obtidas, adimensionalizadas e generalizadas de modo a representarem tanto o modelo contínuo quanto o poro-contínuo. A solução numérica é obtida através do método dos volumes finitos. As equações são discretizadas via esquema QUICK e é utilizado o algoritmo SIMPLE para o acoplamento pressão - velocidade. Visando o regime laminar, os parâmetros do escoamento são mantidos no intervalo de 10 2 ≤Re≤10 3 e 10 3 ≤Ra≤ 10 6 tanto para a abordagem heterogênea, quanto para a homogênea. Nas configurações testadas para o modelo contínuo, 9, 16, 36 e 64 blocos são considerados para cada combinação de Re e Ra e a porosidade microscópica é mantida constante φ=0,64 . No modelo poro-contínuo o número de Darcy (Da) é definido em função do número de blocos da cavidade heterogênea e da porosidade φ. Resultados numéricos do estudo comparativo entre a abordagem microscópica e a macroscópica são apresentados. Como resultado, correlações para o Nusselt médio para os modelos contínuo e poro-contínuo são obtidas em função do Ra modificado para cada Re.
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Análise da convecção em cavidade com o topo deslizante preenchida com meio poroso heterogêneo

Análise da convecção em cavidade com o topo deslizante preenchida com meio poroso heterogêneo

No presente trabalho é proposto o estudo da transferência de calor por convecção em uma cavidade quadrada com o topo deslizante preenchida com meio poroso. Conceitualmente, o meio poroso é constituído por um sólido, rígido e fixo dotado de espaços vazios, comumente denominados poros, preenchidos por fluido. Havendo interconexão entre os poros, é possível realizar o transporte convectivo de massa, quantidade de movimento e energia. Contudo, uma característica marcante é a ocorrência do transporte difusivo de massa e de quantidade de movimento ao longo da interface sólido-fluido. Exemplos de materiais porosos são facilmente encontrados na natureza, como tecidos biológicos animal e vegetal, areia da praia, arenito, calcário, madeira, entre muitos outros (NIELD e BEJAN, 2006).
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Controlo Difuso com Modo Deslizante

Controlo Difuso com Modo Deslizante

Naturalmente que após as primeiras propostas de projeto de controladores difusos com modo deslizante terem aparecido, começaram a surgir as primeiras aplicações com este tipo de controlo no final dos anos 90. A maior parte das aplicações são industriais, entre as quais se podem referir as seguintes aplicações: processo de neutralização do pH (Zárate & Resende, 2012), braço robótico (Piltan, 2011), drones (Medjghou et al., 2018), sistemas que utilizam o hidrogénio como energia (Chang, 2017), sistema de um “pendubot” (Huynh et al., 2017), manipuladores robóticos (Lu, 2007), piezoelétrico motorizado (Lin & Jheng, 2017), veículos submarinos autónomos (Lakhekar et al., 2015), veículos elétricos (Nasri et al., 2009), gruas de contentores no mar (Ngo et al., 2017), sistemas de suspensão semi-ativa com amortecedor magnetoreológico (Nguyen et al., 2017), robôs móveis (Keighobadi & Mohamadi, 2011), entre outras.
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Estudo da reaeração da água em canal com fundo deslizante

Estudo da reaeração da água em canal com fundo deslizante

de reaeração e avaliou-se a capacidade de predição de algumas equações disponíveis na literatura. A partir dos resultados, juntamente com a análise feita por diversos autores, os quais relataram sobre os fatores que devem estar relacionados com a transferência de massa do oxigênio do ar para a água, fez- se a proposição de equações preditoras. Essas equações foram obtidas por combinação linear de diversos fatores como velocidade, profundidade, velocidade cisalhante, número de Froude e de Reynolds etc. Neste estudo, conseguiu-se chegar a equações que foram significativas e que envolveram fatores que representam alguns fenômenos físicos afetos ao escoamento da água. Avaliou-se, também, um modelo, com base no fenômeno de turbulência, que está relacionado com a teoria da renovação superficial. Tal modelo permitiu inferir sobre que fenômeno estaria mais fortemente relacionado com a transferência de massa, se pequeno ou grande vórtice, que, por sua vez, referiu-se à taxa de dissipação de energia no meio.
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Caracterização experimental do coeficiente de transferência de calor por convecção em sistemas nano-fluídicos

Caracterização experimental do coeficiente de transferência de calor por convecção em sistemas nano-fluídicos

Algumas investigações presentes na literatura apontam para o facto de que, averiguar o desempenho dos nanofluidos na transferência de calor por convecção face ao fluido base segundo o número de Reynolds, pode conduzir a resultados enganadores, embora esta metodologia seja a mais frequente, conforme descrito na secção 2.5.1. Por este motivo, no desenvolvimento da presente dissertação, adotou-se a metodologia mais aceite pela comunidade científica, e cujos resultados se discutiram anteriormente. No entanto, como acima referido e presente na secção 2.5.1, alguns autores consideram que esta metodologia pode conduzir a falsas conclusões, já que o número de Reynolds representa o balanceamento entre as forças de inércia e as forças viscosas, representando a influência de um conjunto de variáveis independentes, nomeadamente a velocidade do escoamento, a geometria da tubagem, a densidade e a viscosidade do fluido (Chandrasekar, Suresh e Senthilkumar, 2012). Deste modo, segundo estes autores, a análise da transferência de calor por convecção utilizando o número de Reynolds como variável independente não possibilita avaliar o contributo real de um parâmetro relacionado com a condição do escoamento do fluido, mas sim um conjunto de contributos independentes cuja influência na transferência de calor é particular. Assim, estes autores indicam que a análise da transferência de calor por convecção deve ser levada a cabo considerando a velocidade do escoamento como variável independente, que avalia a influência das características do escoamento do fluido na transferência de calor, ao invés do número de Reynolds, por apresentar apenas esse único contributo, e não uma multiplicidade de contributos resultante do balanceamento de propriedades termofísicas, características do escoamento e geometria da tubagem. Como tal, além dos ensaios realizados de acordo com o plano de experiências traçado, foram realizados ensaios com vista a caracterização do coeficiente de transferência de calor por convecção dos nanofluidos face ao fluido base, com base na mesma velocidade de escoamento.
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Aplicação de equações integrais à condução do calor transiente com radiação e convecção combinadas

Aplicação de equações integrais à condução do calor transiente com radiação e convecção combinadas

Em todos 0 8 t r a b a l h o s a n a l i s a d o s a e q ua ça o d if e r e n ciai da c o n d u ç ã o do calor é t r a n s f o r m a d a em u m a e q u a ç ao integral. A v a n t a g e m o b t i d a d e s sa t r a n s f o r m a ç a o , r e s i de no fato do p r o b l e m a f i car r e d u z i d o a d e t e r m i n a ç a o de v a l o r e s d e s c o n h e c i d o s ape n a s na f r o n t e i r a da r e g i ã o em questão. Como pode ser v i s t o na s e q u e n c i a d es t e t r a b a l h o , a e q u a ç a o int e g r a l i n c o r p o r a em si todas as c o n d ^ ções de c o n t o r n o e inicial, e i r e s ol v i d a , por um p r o c e s s o itera^ tivo, a p e n a s p a ra p o n t o s da fro n t e i r a . Os v a l o r e s de t e m p e r a t u r a p a r a os p o n t o s i n t e rnos, p e r t e n c e n t e s à região, sao o bt i d o s por i n t e g r a ç ã o n u mé r i c a , f a z e n d o uso da s o l ução e x p l í c i t a o b ti da pela f ó r m u l a de Green.
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ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TEORIA CONSTRUTAL E ENTRÂNSIA PARA CASOS DE RESFRIAMENTO DE FONTES DE CALOR EM CAVIDADE NATÁLIA BORGES MARCELINO

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TEORIA CONSTRUTAL E ENTRÂNSIA PARA CASOS DE RESFRIAMENTO DE FONTES DE CALOR EM CAVIDADE NATÁLIA BORGES MARCELINO

O presente trabalho tratou do resfriamento por convecção natural de uma, três e cinco fontes localizadas em uma parede vertical de uma cavidade retangular. Numericamente foi aproximado o campo de temperatura, no estado estacionário, para diferentes posições em cada caso. A condutância e a dissipação de entrânsia foram avaliadas em todos os casos e suas predições de ótima configuração foram comparadas. Para as simulações numéricas foi escolhido o método de volumes finitos, função de interpolação Power-Law, acoplamento pressão-velocidade pelo método SIMPLE e solução dos sistemas lineares por TDMA.
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Escoamento e transferência de calor por convecção forçada num tubo de um radiador de um automóvel: uso de soluções de etilenoglicol

Escoamento e transferência de calor por convecção forçada num tubo de um radiador de um automóvel: uso de soluções de etilenoglicol

A otimização de processos industriais para obter um aproveitamento máximo da energia disponível tem sido objeto das mais variadas investigações nos últimos anos. O crescente aumento da procura de energia em todos os setores da sociedade humana requer uma utilização cada vez mais inteligente da energia disponível. Muitas aplicações industriais requerem a utilização de permutadores de calor como os sistemas de ar condicionado, aquecedores, radiadores, etc. Associado ao desenvolvimento tecnológico dessas aplicações temos quase sempre a redução da sua volumetria. Sobretudo os radiadores dos automóveis têm de ser dimensionados de acordo com a disponibilidade de espaço existente. Uma medida da evolução de tais equipamentos, é a redução do volume ocupado, acompanhada da manutenção ou melhoria de sua performance. Mas como a redução do volume está no limite, deve-se encontrar outras soluções para aumentar a eficiência térmica. Uma das alternativas encontradas para melhorar a eficiência na transferência de calor tem sido a utilização de tubos achatados, onde o fluido refrigerante circula, aumentando assim a relação superfície de transferência de calor/volume. Deste modo, a otimização da transferência de calor para um dado espaço, ainda se apresenta como um desafio para os investigadores (Matos e Vargas, 2002). Dada esta problemática, foi feita uma análise comparativa entre dois tubos com geometrias diferentes, uma cilíndrica e outra achatada, através de uma simulação computacional nas mesmas condições de escoamento, sendo assim demonstrada a preponderância na utilização da geometria achatada para processos de transferência de calor.
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Estudo Numérico da Transferência de Calor por Convecção Mista a partir de um Corpo Rombudo e Efeitos de uma Parede Frontal.

Estudo Numérico da Transferência de Calor por Convecção Mista a partir de um Corpo Rombudo e Efeitos de uma Parede Frontal.

O propósito deste trabalho é o de desenvolver um Método de Partículas de Temperatura puramente Lagrangeano para a simulação numérica de efeitos térmicos com inclusão de forças de empuxo sobre escoamentos bidimensionais, viscosos e incompressíveis, que se originam a partir da separação da camada limite na superfície de um cilindro circular. Esta classe de escoamentos não permanentes é investigada para um valor elevado do número de Reynolds gerando-se uma esteira viscosa oscilatória a jusante do corpo. O corpo é estacionário, a sua superfície está aquecida e há a presença de uma parede frontal ao corpo localizada a jusante da região de separação da camada limite, na qual interfere nas forças de empuxo. Partículas de temperatura são geradas no domínio fluido nas vizinhanças da superfície do corpo em adição aos vórtices discretos de Lamb nascentes. As superfícies do corpo e da parede vertical são discretizadas e representadas por painéis planos, sobre os quais se distribuem fontes com densidade uniforme. As condições de contorno sobre as fronteiras sólidas são impostas e resolvidas utilizando-se técnicas numéricas mais apuradas. As distribuições de pressões e as forças fluidodinâmicas atuantes sobre a superfície do corpo são calculadas usando uma formulação integral originária de uma equação de Poisson para a pressão. Os esforços computacionais despendidos para o cálculo do campo de velocidades sobre cada partícula de temperatura e para a geração de vorticidade a partir do calor (aproximação de Boussinesq) são comparados com aquele típico para o cálculo da Lei de Biot-Savart, a chamada interação vórtice-vórtice. Os resultados numéricos para carregamentos fluidodinâmicos e para localização do ponto de separação sobre a superfície do corpo são apresentados e discutidos. A presente metodologia é capaz de capturar a queda do valor da força de arrasto e a mudança do ponto de separação da camada limite devido à variação do número de Richardson.
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Avaliação experimental das taxas de troca de calor por convecção em componentes eletrônicos

Avaliação experimental das taxas de troca de calor por convecção em componentes eletrônicos

A utilização de furos mostrou-se útil na transferência de calor e na promoção de turbulência. Nessa mesma linha de raciocínio, Bhuiya et al. [6] realizaram um trabalho experimental, sendo o ar o seu fluido de trabalho, para verificar a melhoria da transferência de calor com uma placa com furos como promotora de turbulência. A placa retangular foi inserida no escoamento, os furos tinham distância transversal fixa, mas vários diâmetros e distâncias longitudinais foram testados, com o objetivo de verificar qual a melhor configuração. Além disso, a faixa de números de Reynolds testada foi de 14000 a 47000. Os parâmetros observados experimentalmente foram a queda de pressão e o as taxas de transferência de calor por convecção. Todos os casos analisados foram de escoamento turbulento. Dessa forma, foi notado que, para maiores números de Reynolds, o fator de atrito era menor. Com relação à porosidade, o fator de atrito aumentava conforme a porosidade crescia. No entanto, a taxa de transferência de calor aumentou tanto com o aumento da porosidade quanto com o aumento do número de Reynolds. Dessa forma, o autor notou que número de Nusselt aumentou até 2,65 vezes, o fator de atrito aumentou até 1,75 vezes e a performance térmica aumentou entre 1,6 e 2,5 vezes.
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Estudo numérico da influência da ponta e do espaçamento entre aletas transferência de calor por convecção natural de tubos aletados

Estudo numérico da influência da ponta e do espaçamento entre aletas transferência de calor por convecção natural de tubos aletados

Resumo. Neste trabalho, técnicas de simulação numérica foram utilizadas como ferramenta para avaliar os efeitos da ponta e do espaçamento entre as aletas de um tubo horizontal com aletas anulares. Três configurações foram estudadas variando o espaçamento ‘S’ entre as aletas, 5 mm, 10 mm e 20 mm. Foram investigadas as mudanças no processo de transferência de calor em função do espaçamento ‘S’ e a importância da ponta da aleta. Para isso, foi desenvolvido um modelo geométrico com dois domínios. Um domínio fluido, empregando o ar como fluido de trabalho, e um outro domínio sólido, composto por um tubo de aço aletado, onde manteve-se a temperatura fixa na base das aletas. Para a elaboração do modelo geométrico bem como a solução das equações governantes aproximadas, empregou-se o código comercial ANSYS-CFX. Resultados para os campos de temperatura nas aletas e as taxas de transferência de calor, número de Nusselt e Coeficiente de transferência de calor convectivo são apresentados. Comparações com resultados experimentais, solução analítica, teste de convergência de malha também foram realizados. Os resultados mostraram que o espaçamento entre as aletas influencia significativamente o processo de transferência de calor. Observou que a taxa de transferência de calor na ponta tem um leve aumento com a diminuição do espaçamento.
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Simulação numérica da convecção natural em cavidade porosa bi-dispersa aquecida por baixo

Simulação numérica da convecção natural em cavidade porosa bi-dispersa aquecida por baixo

Na abordagem homogênea, ou poro-contínua, as fronteiras entre sólido e fluido são descritas através de propriedades médias, fazendo uso de um modelo que considera o meio como composto por uma única fase. Nithiarasu et al. (1997) realizaram um trabalho fundamental em que o domínio apresenta propriedades médias para representar o meio poroso, analisando os efeitos da variação de propriedades como a permeabilidade e a intensidade de recirculação de fluido. Um estudo mais extenso é apresentado por Braga e de Lemos (2005b), onde simulações foram realizadas para as abordagens contínua (heterogênea) e poro- contínua (homogênea), os resultados encontrados foram utilizados para determinar uma correlação entre as abordagens. Resultados para a convecção natural entre duas camadas porosas foram apresentados por Chen et al. (2009), onde a permeabilidade, a intensidade de recirculação e a razão entre as espessuras das camadas porosa e fluida exercem influência sobre a transferência de calor. Em um trabalho realizado por Bagchi e Kulacki (2011), o aquecimento por baixo de uma camada porosa sobreposta por uma camada fluida em uma cavidade fechada foi investigado. Neste trabalho concluiu-se que a transferência de calor decresce com a redução da permeabilidade e da razão entre a espessura da camada porosa e fluida, mas também é intensificada com o aumento da intensidade de recirculação.
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Análise da transferência de calor por convecção mista utilizando o método de elementos finitos com a técnica de Petrov-Galerkin.

Análise da transferência de calor por convecção mista utilizando o método de elementos finitos com a técnica de Petrov-Galerkin.

Neste trabalho é apresentado um estudo numérico do escoamento laminar para convecção mista, empregando-se o Método de Elementos Finitos (MEF) utilizando elementos quadrilaterais com quatro nós, com as perturbações de Petrov−Galerkin nos termos convectivos, o método da penalidade nos termos de pressão e o esquema semi-implícito de Euler para avanço no tempo. Consideram-se escoamentos incompressíveis, bidimensionais e não-permanentes, sendo que os resultados são mostrados para o regime permanente em grande parte do trabalho. A formulação que governa os fenômenos físicos dos problemas baseia-se nas equações de conservação de massa, quantidade de movimento e energia. Foram realizadas comparações para a validação do código computacional e também um estudo do refinamento de malha. Quatro validações experimentais e numéricas são realizadas. Estudou- se a independência da malha e verificação da convergência dos resultados para todos os casos. Finalmente, para os campos de velocidades, temperaturas e números de Nusselt local e médio, são apresentados resultados para canal com degrau na entrada, canal curvo, canal inclinado com fontes discretas de calor e cavidade com um ou dois cilindros internos rotativos. Verifica-se que a transferência de calor é fortemente influenciada por: i) no caso de canal com degrau e canal curvo, pelas células de recirculação, separação e recolamento; ii) para o canal com fontes discretas, pelo número de fontes, distância entre as fontes e a inclinação do canal; iii) para cavidade com cilindro interno rotativo pelo sentido e velocidade de rotação.
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Estudo do bloco solo cimento

Estudo do bloco solo cimento

Depois de colhidas as amostras qualitativas do solo, essas deverão ser encaminhadas para um laboratório de mecânica dos solos, que determinará a proporção de argila, areia e silte existentes no solo. Depois da análise, é feita a dosagem para solo-cimento, procedimento que determinará a quantidade de água, cimento e solo para estabilizar a mistura. O resultado final do estudo de dosagem é apresentado na forma de teor de cimento (relação entre a quantidade de cimento e a de solo seco, em massa). Este teor, muitas vezes de pouca utilidade para fins de obra, pode ser transformado em traço volumétrico, por exemplo: 1 parte de cimento para 12 a 15 partes de solo, em volume.
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Aplicação de equações integrais à transferência de calor por radiação, condução e convecção combinadas entre sólidos de geometria arbitrária

Aplicação de equações integrais à transferência de calor por radiação, condução e convecção combinadas entre sólidos de geometria arbitrária

Em projetos de Engenharia de alta confiabilidade onde ê necessária a obtenção de resultados de grande precisão, a so­ lução de problemas de transferência de calor incluindo troca de calor por radiação, fica extremamente dificultada pela natu­ reza do fenômeno físico. É sabido que, dependendo da abordagem, pode-se considerar a energia radiante sendo transportada por meio de ondas eletromagnéticas ou por meio de fõtons. A teoria eletromagnética é utilizada na previsão das propriedades de ra­ diação de certo tipo de superfícies, que podem emitir ou refle­ tir radiação em função do comprimento de onda e propriedades f^ sicas do material, segundo direções preferenciais.A teoria quãn tica, por outro lado, é empregada na determinação das proprieda des dos meios participantes, ou seja, meios que emitem, espa­ lham e absorvem radiação. A radiação eletromagnética compreende diversos tipos de radiação, desde radiações y de altíssima fre­ quência até ondas de rãdio de grande comprimento, sendo cada t^ po de radiação caracterizado pela forma como é gerada. A radia
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Investigação experimental da convecção natural turbulenta em uma cavidade com paredes verticais a diferentes temperaturas e razão de aspecto 4

Investigação experimental da convecção natural turbulenta em uma cavidade com paredes verticais a diferentes temperaturas e razão de aspecto 4

A convecção natural em cavidades fechadas tem sido extensivamente investigada em função de sua importância em diversas aplicações tecnológicas, tais como resfriamento de componentes eletrônicos, isolamento de reatores nucleares, conforto térmico em edificações e compartimentos de refrigeradores domésticos. O presente trabalho consiste na investigação experimental da convecção natural turbulenta em uma cavidade paralelepípeda. A cavidade em estudo possui uma razão de aspecto altura/largura igual a quatro e base quadrada, com as paredes verticais mantidas em diferentes temperaturas, resultando em um número de Rayleigh igual a 1,14 x 10 10 . Medições de perfis de velocidade e tensões de Reynolds são realizadas via velocimetria laser Doppler (LDV) em diferentes seções da cavidade. O escoamento demonstrou ser restrito às regiões próximas das paredes verticais, com velocidades mais elevadas junto à parede quente. Um resultado inesperado foi obtido na região da parede fria, onde logo depois de uma fina camada de fluido que escoa para baixo, o escoamento se dá no sentido ascendente. Através de perfis da componente vertical de velocidade e da visualização via velocimetria por imagens de partículas (PIV), observou-se que isto é provavelmente causado por uma camada de fluido intrusiva que se move para cima. Campos instantâneos de velocidade obtidos pelas medições PIV também indicam a presença de vórtices que se movem ao longo de ambas as paredes verticais.
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