Top PDF Estudo fitossociológico nas regiões de Carajás e Marabá - Pará, Brasil.

Estudo fitossociológico nas regiões de Carajás e Marabá - Pará, Brasil.

Estudo fitossociológico nas regiões de Carajás e Marabá - Pará, Brasil.

Observou-se também que 55 (42%) das espécies da micro-região de Carajás e 62 (50%) na micro-região de Marabá são exclusivas do primeiro nível de abordagem, isto é, n ã o apresentam[r]

16 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Apocynaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Apocynaceae

Asclepias curassavica é uma espécie ruderal encontrada principalmente em ambientes antropizados (Matozinhos & Konno 2011). Difere- se das demais espécies pela sua corola rotácea com lobos reflexos, ginostégio estipitado e corona cuculada. Possui ampla distribuição mundial, com provável origem na África (BFG 2015). No Brasil ocorre nas regiões: Norte (AC, AM, AP, PA), Nordeste (AL, BA, CE, MA, PE, PI, RN, SE), Centro-Oeste (DF, GO, MS, MT), Sudeste (ES, MG, RJ, SP), Sul (PR, RS, SC) (BFG 2015). Na Serra dos Carajás: Serra Norte: N5 e Serra Sul: S11D. Encontrada em área de transição e canga aberta, florescendo nos meses de maio a outubro.
Mostrar mais

22 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Chrysobalanaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Chrysobalanaceae

utilizadas pelos índios amazônicos e pela população local na produção de ceramic. A c a s c a d o s e u t r o n c o é q u e i m a d a e a s cinzas são usadas para endurecer os objetos (Beck & Prance 1992). Na região de Carajás, ocorrem tanto a subespécie típica como L. octandrus subsp. pallidus, mas somente L. octandrus subsp. octandrus ocorre nas cangas. Amplamente distribuída, desde o norte da Venezuela até as Guianas, Peru, Colombia e Bolívia; no Brasil, ocorre em todos os estados da Região Norte (exceto Rondônia), das Regiões Centro-Oeste, Nordeste (exceto Rio Grande do Norte) e Sudestee (BFG 2015). Em Carajás, foi registrada apenas na Serra Sul: S11D.
Mostrar mais

8 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Gentianaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Gentianaceae

As Gentianaceae constituem uma família com cerca de 75 gêneros e 1.100 espécies, distribuídas nas regiões montanhosas do Hemisfério Norte, Américas, África e Ilhas dos Oceanos Atlântico e Pacífico (Struwe & Albert 2002). No Brasil, a família está representada por 31 gêneros com 121 espécies (BFG 2015). Os representantes da família são ervas ou arbustos com caule cilíndrico ou tetragonal. Folhas opostas, às vezes verticiladas, raro alternas, sésseis ou pecioladas, ou perfoliadas concrescidas entre si ou reduzidas a estruturas escamiformes, estípulas ausentes. Flores dispostas em cimeiras laxas ou congestas, espigas ou às vezes capituliformes, andróginas, raro unissexuadas, actinomorfas, ou ligeiramente zigomorfas, 4–6-meras; cálice persistente, tubuloso, 4–5-lobado ou denteado, tubo carenado, alado ou não; corola tubulosa, infundibuliforme, hipocrateriforme, rotada ou
Mostrar mais

10 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Ochnaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Ochnaceae

Ochnaceae, como Medusagynoideae e Quiinoideae, tratando também as Ochnoideae e Sauvagesioideae a nível de tribo. Apesar disso, foram aqui tratadas as Ochnaceae sensu stricto, excluindo as Quiinaceae que são monografadas neste mesmo volume (Botelho & Rocha 2018). As Ochnaceae sensu stricto são uma família de distribuição tropical, com 14 gêneros no neotrópico, alguns deles, como Sauvagesia, Luxemburgia, Blastemanthus, Tyleria, Adenarake e Philacra associados a regiões de altitude (Sastre 2003; Yamamoto & Sastre 2003). No Brasil ocorrem 13 gêneros e quase 200 espécies, das quais 117 são endêmicas (BFG 2015). No Brasil é cultivada Ochna serrulata Walp., proveniente da África do Sul, conhecida como planta-do-Mickey por causa da forma de seus frutos semelhantes aos de Ouratea. Esse tipo de fruto apresenta receptáculo expandido e duas (ou mais) drupas apocárpicas negras, assemelhando-se a orelhas.
Mostrar mais

6 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Solanaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Solanaceae

Material examinado: Canaã dos Carajás, S11D, 6°24’10”S, 50°18’24”W, 655 m, 10.XII.2007, P.L. Viana et al. 3428 (BHCB). Parauapebas [Marabá], platô a 700 m de altitude, rocha de minério de ferro, 25.V.1969, fl., P. Cavalcante 2172 (MG); estrada do estéril sul, as proximidades da barragem, 10.II.1985, fl., O.C. Nascimento et al. 1194 (MG); N-4, onde foi realizado o inventário em 05/83, 700–750 m, 14.III.1984, fl., A.S.L. Silva et al. 1754 (INPA, MG, NY); alto da serra, arredores do N5, 12.V.1982, fr., R.S. Secco et al. 139 (MG, NY); 5 km West of AMZA camp N-5, 6º04’S, 50º10”W, 700–800 m, 15.V.1982, fl., C.R. Sperling et al. 5684 (MG, NY); Serra Norte, beira da estrada para o rio Itacaiunas, 3.VIII.1985, fl., M.C. Amoroso 139 (MG); Estrada Núcleo - Serra Sul, 18.V.2010, 6°17’22”S, 50°20’13”W, fl., 500 m, A. J. Arruda et al. 217 (BHCB). Espécie pertencente ao clado Leptostemonum (Weese & Bohs 2007). Pode ser reconhecida entre as espécies aculeadas tratadas pelos ramos esbranquiçados em função do indumento (aspecto associado aos espécimes de Carajás), flores de corola arroxeada rotada e frutos grandes (até 8 cm diâm.), indumentados até a maturidade. Distribui- se somente na América do Sul, com registros na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guianas, Peru e Venezuela (Whalen 1984 e dados inéditos). No Brasil, foi registrada em quase todos os estados exceto nos da região Sul (PR, SC, RS) e Mato Grosso do Sul (BFG 2015 e dados inéditos). É a espécie de Solanaceae mais abundante nas cangas de Carajás, ocorrendo nas Serras Norte: N4 e N5 e Serra Sul: S11D, em canga e em transição para floresta.
Mostrar mais

24 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Aristolochiaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Aristolochiaceae

Trepadeira volúvel, perene; ramos glabros, súber ausente; profilos intrapeciolares ausentes. Folhas com pecíolo 1,5–2,5 cm compr.; lâmina oval, 7,7–10,2 × 5–5,8 cm, papirácea, ápice agudo a obtuso, base lobada, sinus 1,2–1,5 cm compr., face adaxial glabra, brilhante quando seca, face abaxial glabra, fosca e mais clara quando seca; 4(–6) nervuras a partir da dicotomização das nervuras principais e laterais. Flores solitárias, pedúnculo (incluindo o ovário) ca. 4 cm compr., glabro. Perianto externamente amarelado com máculas marrons, glabro; internamente amarelado com tricomas alvos; tubo inferior obovoide ca. 1,5 cm compr.; tubo superior ca. 5 cm compr.; lábio inferior inconspícuo, margem revoluta, ápice emarginado; lábio superior oblongo, internamente com fímbrias de cor marrom no ápice, margem convoluta, ápice cuspidado. Cápsulas não vistas. Material examinado: Canaã dos Carajás, aceiro próximo ao Rio Parauapebas, 06º28’9,6”S, 50º02’52.7”W, 03.II.2011, fl., L. Tyski 63 (CVRD, HCJS). Parauapebas [Marabá], arredores do acampamento do Rio Azul, Serra dos Carajás, 07.XI.1983, fl., N.A. Rosa et al. 4532 (MG); Serra dos Carajás, barragem de estéril, 26.XII.1988, fl., J.A.A. Bastos 89 (CVRD, HCJS).
Mostrar mais

8 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Araceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Araceae

O gênero Heteropsis é dificilmente confundido com outros da família Araceae, pelo típico hábito trepador, pecíolo gerlamente muito curto, sem a bainha bem desenvolida, como na maioria dos outros gêneros. Oferece uma grande variedade na forma do botão axilar, na forma, tamanho e cor da espata, e na coloração dos frutos. Hemiepífitas, ocorrendo nos trópicos em florestas úmidas e terra firme (Soares et al. 2013). O gênero possui 17 espécies, distribuídas nas Américas Centrale Sul, com centro de diversidade na Amazônia (Boyce & Croat 2011; Soares et al. 2013). No Brasil são encontradas 14 espécies na maioria das regiões brasileiras, sendo uma endêmica do território brasileiro, na região costeira entre o RS e BA (BFG 2015).
Mostrar mais

16 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Arecaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Arecaceae

A espécie é frequentemente encontrada em áreas de elevações baixas, podendo, no entanto, ocorrer raramente em elevações de 1400m. Há registros de sua distribuição na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela (Henderson et al. 1995; Funk et al. 2007). No Brasil há registros nas regiões Norte (AC, AM, PA, RO, RR, TO), Nordeste (BA, PE, PI), Centro-Oeste (GO, MT) e Sudeste (MG), ocorrendo preferencialmente em mata ciliar ou de galeria (BFG 2015). Para as cangas da Serra dos Carajás há somente registro de coleta na Serra Norte: N5, tendo sido observada também na Serra da Bocaina.
Mostrar mais

8 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Elaeocarpaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Elaeocarpaceae

Árvore 4–14 m alt. Ramos finos, cilíndricos, lenticelas esparsas, pubérulos. Folhas opostas, pecíolos cilíndricos, 1,1–4,8 cm compr., pulvinulados no ápice, velutinos; lâminas elípticas, 9,2–21,5 × 4,6–9,6 cm., ápice curto-acuminado a obtuso- acuminado, base aguda a obtusa, coriácea, margem inteira a ondulada, não ciliada, face adaxial glabra, exceto pelas veias primárias e secundárias, face abaxial pubescente, venação craspedódroma, veia principal impressa na face adaxial, proeminente na face abaxial, veias secundárias 10–16 pares, veias terciárias percurrentes mistas. Inflorescência axilar, racemosa. Flores 4–5-meras; sépalas deltóides, 2–3 × 1–2 mm, pubescente nas faces externa e interna, ápice agudo, margem inteira; filetes 1,5–3 mm compr., hirsutos; anteras lanceoladas, 1–1,5 mm compr., pubescentes; prolongamento do conectivo agudo, ca. 0,25 mm compr., glabro; ovário ovóide, 2–4 mm compr., denso-pubescente; estilete 3–4 mm compr., contorcido ou reto, pubescente na porção basal, glabro na porção apical; 4–partido. Fruto capsular elipsóide, 0,8–1,2 × 0,6–0,8 cm, 4–valvar, valvas ca. 1 mm espessura, coberto por cerdas 0,8–10 mm compr., retas, finas. Sementes não vistas. Material selecionado: Canaã dos Carajás, 6º27’199”S 50º20’711”W, 10.XII.2012, fr., M.O. Pivari et al. 1710 (MG, BHCB). Parauapebas [Marabá], Serra dos Carajás, Serra Norte, Km 70 da Estrada de Ferro Carajás, 14.VIII.1982, fl., U.N. Maciel et al. 813 (MG, INPA). Material adicional selecionado: BRASIL. PARÁ: Altamira, Rio Xingu, 21.X.1986, fl., S.A.M. Souza et al. 417 (MG).
Mostrar mais

6 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lauraceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lauraceae

lado da lâmina, as duas basais distintas, formando padrão subtriplinérvio; venação eucamptódromo- broquidódroma, reticulação incompleta, aréolas não orientadas, irregulares, com vênulas intrusivas multi-ramificadas; pecíolos 0,7–1,4 cm comp., delgados, encobertos pelo mesmo tipo de indumento dos râmulos. Inflorescências paniculado-cimosas, axilares, 4–10 cm comp., pedicelos com o mesmo tipo de indumento dos râmulos, mais esparso em direção às flores; brácteas e bractéolas caducas na antese. Flores unissexuadas, ca. 2 mm diâm.; pedicelos maiores que as flores, 2–2,5 mm comp., com tricomas eretos, esparsos ou densos, mas não revestindo completamente a superfície; tépalas iguais, amarelas, eretas na antese, ovadas, ca. 1,5 mm comp., hialinas, pubescentes adaxialmente e quase glabras abaxialmente. Flores estaminadas com 9 estames 4-esporangiados (às vezes o verticilo IV também fértil, então 2-esporangiado); estames dos verticilos I e II introrsos, ca. 0,8 mm comp., anteras com tecas em duas fileiras sobrepostas, as superiores menores que as inferiores, filetes ca. 0,4 mm comp., glabros, tão largos quanto as bases das anteras; estames do verticilo III extrorso-latrorsos, glabros, ca. 0,8 mm comp., anteras triangulares, filetes tão longos e levemente mais estreitos que as anteras, com duas glândulas achatadas na base, menores que os filetes; verticilo IV variável em flores da mesma inflorescência, de ausente, ou estipitiforme, estéril e pubescente, ou fértil com duas tecas, ou com ápice glandular, e às vezes também apresentando glândulas na base; pistilódio glabro, com estigma conspícuo, tão longo quanto os estames mais internos; receptáculo raso, quase plano, densamente pubescente internamente. Flores pistiladas com 9 estaminódios, estes ca. 0,2 mm comp., filetes glabros; pistilo glabro, ca. 1 mm comp., estilete mais curto e quase indistinto do ovário, este inserido pela metade em receptáculo pubescente, estigma triangular. Frutos globosos a elipsoides, 1,7 × 1 cm; cúpulas pequenas, ca. 7 mm diâm., rasas, com tépalas persistentes; pedicelo claviforme, ca. 1,5 cm comp. (adaptado de van der Werff & Vicentini 2000). Material selecionado: Parauapebas [Marabá], Serra Norte, N1, beira do igarapé Azul, 16.III.1985, fr. imat., R.S. Secco 470 (MBM, MG, MO, RB); estrada do Pojuca, 2.II.1985, fr. imat., O.C. Nascimento 1127 (MG).
Mostrar mais

38 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lentibulariaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lentibulariaceae

ou orbiculares. Inflorescências racemosas eretas, brácteas basifixas, com margem inteira, bractéolas presentes. Cálice pentalobado, lobos iguais, inteiros. Corola bilabiada, lábio superior geralmente menor que o inferior, que é inteiro, bi a trilobado, cálcar saciforme, cônico a cilíndrico. Estames 2, geralmente falcados, ovário globoso a ovoide, unilocular, multi-ovulado, estilete muito curto, estigma bilabiado. Fruto capsular poricida- circunciso (G. subg. Genlisea) ou com deiscência longitudinal (G. subg. Tayloria); sementes muitas, pequenas. Gênero com cerca de 20 espécies, possui distribuição pantropical (Fischer et al. 2000), sendo 18 espécies (11 endêmicas) registradas no Brasil, das quais apenas três ocorrem no Pará (BFG 2015). Diferentemente das espécies encontradas em regiões paleotropicais, que apresentam flores sempre lilases, rosadas ou alvas, as espécies de Genlisea no neotrópico podem ter flores amarelas (Fischer et al. 2000).
Mostrar mais

14 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Loranthaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Loranthaceae

Loranthaceae Juss. compreende 73 a 77 gêneros e ca. 950 espécies, distribuídas pelas regiões tropicais, subtropicais e temperadas das Américas, África, Ásia, Europa, Austrália e Nova Zelândia, organizadas em cinco tribos e 11 subtribos (Kuijt 2015; Nickrent et al. 2010). Nas Américas ocorrem as tribos Gaiadendreae Tiegh. e Psittacantheae Horan., sendo esta última a mais diversa no Neotrópico (Nickrent et al. 2010). A família é formada por hemiparasitas haustoriais de raízes ou caules com ou sem raízes adventícias (epicorticais). Suas folhas são simples, inteiras, opostas cruzadas ou alternas. As flores são diclamídeas, bissexuadas ou unissexuadas, 4-6(–7)-meras com cálice reduzido (calículo), corola dialipétala, androceu epipétalo, isostêmone, anteras dorsifixas ou basifixas, ovário ínfero, fruto bacáceo, monospérmico, endosperma e embrião dicotiledôneo, clorofilados (Kuijt 2015). Suas inflorescências são compostas por reduções de dicásios em um eixo racemoso ou cimoso,
Mostrar mais

14 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Onagraceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Onagraceae

As plantas arbustivas muito ramificadas de Ludwigia erecta ocorrem em áreas alagadas, distinguindo-se das outras espécies pelas flores com bractéolas livres e pedicelos curtos. Esta espécie distribui-se nas regiões tropicais das Américas, desde o México até o Paraguai, e foi também referida para Madagascar (Wagner & Hoch 2005). No Brasil, foi registrada apenas para as regiões Norte (Amazonas, Rondônia, Pará e Amapá), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba) e Sudeste (exceto no Espírito Santo) e também no Distrito Federal e no Paraná, ocorrendo na maioria dos domínios fitogeográficos mas quase sempre associada a vegetação aquática e/ou antropizada. Em Carajás foi coletada apenas nas cangas da Serra Norte: N4.
Mostrar mais

8 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Phytolaccaceae.

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Phytolaccaceae.

10–18 × 1–2 cm, terminais ou pseudolaterais, eretos a recurvados, peduncúlos 5,5–7,5 cm compr., raque avermelhada, brácteas filiformes, com ápice aristado, pedicelos 2–5 mm compr. Flores bissexuadas, 5–meras; sépalas 5, 2–3 × 1–2 mm, oblongas, côncavas, glabras, brancas a rosadas com diminutas rugosidades oblongas; estames 10, isomórficos, anteras elípticas, dorsifixas, brancas; ovário súpero, 6–8-locular, placentação central, estigmas 6, recurvados. Fruto baga, pericarpo roxo a nigrescente, uma semente por lóculo; sementes ca. 2,5×1 mm, 6–8 por fruto, reniformes, testa negra e brilhante. Material examinado: Parauapebas [Marabá]: Serra dos Carajás, Serra Norte, Clareira N4, 21.IV.1970, fl. e fr., P. Cavalcante 693 (MG). “2 km west of AMZA camp N5”, 6°04’S, 50°08’W, 13.V.1982, fl. e fr., C.R. Sperling et al. 5656 (MG).
Mostrar mais

4 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Proteaceae.

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Proteaceae.

A família Proteaceae Juss. compreende 80 gêneros e ca. 1.750 espécies (Weston & Barker 2006) de plantas arbóreas ou arbustivas que possuem flores monoclamídeas com quatro sépalas normalmente petaloides, quatro estames antissépalos normalmente epissépalos e gineceu unicarpelar (Johnson & Briggs 1975; Prance et al. 2007). Espécies de Proteaceae ocorrem nas regiões tropicais e sub-tropicais, com centros de diversidade na Austrália e África do Sul (Prance et al. 2007). O Brasil possuí dois centros de diversidade, Mata Atlântica e Amazônia, e um total de 33 espécies distribuídas em três gêneros: Euplassa Salisb. (14 spp.), Panopsis Salisb. (3 spp.) e Roupala Aubl. (16 spp.) (BFG 2015). Na Serra dos Carajás foi registrada apenas uma espécie de Proteaceae, Roupala montana Aubl.
Mostrar mais

4 Ler mais

RESPOSTA ELETROMAGNÉTICA E MAGNÉTICA DO DEPÓSITO IOCG (Iron Oxide Copper Gold) CRISTALINO, PROVÍNCIA MINERAL CARAJÁS, PARÁ, BRASIL DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Nº 294

RESPOSTA ELETROMAGNÉTICA E MAGNÉTICA DO DEPÓSITO IOCG (Iron Oxide Copper Gold) CRISTALINO, PROVÍNCIA MINERAL CARAJÁS, PARÁ, BRASIL DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Nº 294

As principais alterações hidrotermais são microclinização, biotitização, albitiza- ção, escapolitização, cloritização, carbonatação, silicificação e enriquecimento em apati- ta, magnetita e alanita. As rochas encaixantes da mineralização são, em geral, fortemen- te brechadas e hidrotermalizadas, com a mineralogia totalmente secundária. A minerali- zação pode estar associada ao posicionamento de corpos de composição diorítica a quartzo diorítica , intrusivos na sequência (Huhn et al., 1999). Os valores isotópicos de ä 13 C e ä 18 O do depósito Cristalino distribuem-se em campos semelhantes a de outros depósitos de óxidos de Fe Cu-Au de Carajás, o que sugere que, ao menos parte, dos carbonatos possa ter carbono de fonte profunda. A assinatura isotópica dos sulfetos (ä 34 S) do depósito Cristalino é de fonte magmática e a pequena variação apresentada nos valores ä 34 S pode refletir variação nas condições físico-químicas dos fluido(s) hi- drotermal(is) durante a deposição do minério. Estes valores ä 34 S se aproximam dos de alguns depósitos IOCG de classe mundial, como os dos depósitos do distrito de Clon- curry (e.g., Starra e Osborne, Austrália) e Candelária- Punta Del Cobre (Chile), que tem sulfetos de fonte magmática. Da análise conjunta dos isótopos de C, S e O em rochas do depósito Cristalino deduz-se que eles devem ser de origem primordial e mantélicos, ligados a rochas graníticas ou terem sido lixiviados de rochas encaixantes (máficas tipo MORB; Ribeiro et al., 2009).
Mostrar mais

74 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Myrtaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Myrtaceae

Arbustos, arvoretas ou árvores, 1–5 m alt. Ramos cilíndricos, glabros. Folhas com pecíolos 2–4 mm compr., lâminas 1,7–5,6 × 1–2,5 cm, elípticas ou obovadas, ápice arredondado ou obtuso, base cuneada ou obtusa, nervura central proeminente adaxialmente; coriáceas; a face adaxial glabra e abaxial com tricomas; discolores, face adaxial escura e abaxial clara. Inflorescências em panículas, axilares e terminais, ramificações até segunda ordem, raques 1,5–5 cm compr., pedicelos 2–6 mm compr. Flores opostas ou tríades na inflorescência; prefloração valvar; sépalas 5, ca. 1–1,5 × 1–1,5 mm, orbiculares; pétalas 5, 1–2 × 1,5–2 mm, orbiculares, alvas, glabras, glândulas presentes em ambas as faces; estames 2–4 mm compr., anteras oblongas; hipanto ca. 1,5 mm larg., glabro; ovário 3-locular, estilete 3–4 mm compr., glabro. Frutos 0,5–0,7 × 0,5–0,7 cm, globosos, avermelhados, glabros, glândulas conspícuas. Material selecionado: Canaã dos Carajás, Serra dos Carajás, S11A, 06º18’19”S, 50º26’57”W, 22.V.2016, fl., L.V. Vasconcelos 863 (MG). Parauapebas, Serra Norte, 05º55’S, 50º26’W, 5.XII.1981, fr., D.C. Daly et al. 1720 (MG); N1, 06º00’53”S, 50º17’52”W, 24.XI.2009, fr., R.D. Ribeiro et al. 1365 (MG); N3, 18.V.2016, fr., A.L. Hiura et al. 70 (MG); N4, 06º29’22”S, 50º10’16”W, 25.VI.2015, fr., J.R. Trindade et al. 255 (MG).
Mostrar mais

20 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Poaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Poaceae

Plantas com colmos herbáceos. Folhas sem pseudopecíolo, lígula membranoso- ciliada. Sinflorescência composta de um ramo florífero solitário, com aspecto de espiga cilíndrica; ráquis frágil, entrenós destacando-se na dispersão; espiguetas aos pares, aristadas, com 2 antécios, uma séssil e outra pedicelada geralmente rudimentar (ou ausente); espigueta séssil com o antécio inferior masculino ou neutro e o superior bissexuado; glumas 2, mais consistentes que o antécio superior. Caracteriza- se pela sinflorescência em um único ramo apical com espiguetas aos pares (uma séssil e outra pedicelada) ou solitárias (neste caso, espiguetas pediceladas reduzidas a uma arista), dispersando- se juntamente com o entrenó da ráquis. Rhytachne distribui-se na África e na América tropical e possui 12 espécies conhecidas (Kellogg 2015). No Brasil ocorre no Norte (AM, AP e PA) e Sudeste (MG) e são referidas três espécies (BFG 2015). Nas cangas da Serra dos Carajás é representado por uma espécie.
Mostrar mais

58 Ler mais

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Malpighiaceae

Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Malpighiaceae

Arbustos, sub-arbustos, raro lianas. Estípulas intrapeciolares triangulares. Pecíolo e g l a n d u l o s o ; l a m i n a s c o m v e n a ç ã o b r o q u i d r ó d r o m a . I n f l o r e s c ê n c i a s e m umbelas solitárias ou dispostas em dicásios, terminais e/ou axilares; brácteas e bractéolas eglandulares. Sépalas encobrindo as pétalas no botão, revolutas na antese. Pétalas glabras, margem ciliada-glandulosa. Androceu com cinco estames férteis e cinco estaminódios; filetes heteromórficos; conectivos glandulosos. Gineceu com três estiletes, um deles diferindo no tamanho, largura e posição; estigma terminal, capitado. Samarídeos esquizocárpicos com ala dorsal desenvolvida e espessada na margem superior; álulas laterais pouco desenvolvidas. Estão distribuídas especialmente em formações de cerrado no Brasil central e algumas espécies ocorrem florestas úmidas e cordões arenosos na costa leste da América do Sul (Anderson 1982). Peixotoa é um gênero predominantemente brasileiro atualmente com 29 espécies, uma delas ocorrendo na Bolívia (BFG 2015).
Mostrar mais

16 Ler mais

Show all 10000 documents...