Top PDF Estudo taxonômico das espécies nativas de Hypericum L. (Hypericaceae) no Estado do Paraná, Brasil.

Estudo taxonômico das espécies nativas de Hypericum L. (Hypericaceae) no Estado do Paraná, Brasil.

Estudo taxonômico das espécies nativas de Hypericum L. (Hypericaceae) no Estado do Paraná, Brasil.

de H. carinatum por apresentar folhas mais estreitas (0,2-0,7 cm), com a base truncada, convexa ou arredondada, enquanto H. carinatum apresenta folhas com 0,5-1,8 cm de largura e base decorrente e amplexicaule. Diferencia-se de H. denudatum por apresentar inflorescência 3-∞ flora, e folhas com 1,2-3,1 cm de comprimento, perpendiculares ao caule e não imbricadas, enquanto que H. denudatum apresenta inflorescência 3-7 flora, folhas com 0,3-1,2 cm de comprimento, eretas, às vezes imbricadas. Há dificuldades e divergências na separação de H. brasilense e H. campestre Cham. & Schltdl. Segundo Robson (1990), a distinção entre as duas espécies é possível com a presença de frutos mais ou menos desenvolvidos, porém ainda assim é problemática. Entretanto, na análise dos espécimes do Estado do Paraná verificamos que as formas do ovário e cápsula, assim como o comprimento da cápsula em relação ao comprimento do cálice, podem variar no mesmo espécime. Devido a isto, todos os espécimes do Estado do Paraná, deste grupo, foram identificados como H. brasiliense. Assim, consideramos H. campestre sinônimo de H. brasiliense, concordando com Rodríguez Jiménez (1980). Floresce de outubro a março, e frutifica de outubro a abril. 2. Hypericum caprifoliatum Cham. & Schltdl., Linnaea 3: 125. 1828.
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Sinopse de Hibiscus L. (Malvoideae, Malvaceae) do Estado de São Paulo, Brasil: espécies nativas e cultivadas ornamentais.

Sinopse de Hibiscus L. (Malvoideae, Malvaceae) do Estado de São Paulo, Brasil: espécies nativas e cultivadas ornamentais.

RESUMO - (Sinopse de Hibiscus L. (Malvoideae, Malvaceae) no Estado de São Paulo, Brasil: espécies nativas e cultivadas ornamentais). O estudo taxonômico das espécies de Hibiscus foi realizado com base no exame de mais de 100 coleções depositadas nos acervos dos herbários do Estado de São Paulo, além de materiais coletados pelas autoras. Foram levantadas 14 espécies (seis nativas e oito cultivadas com fim ornamental). As espécies nativas ocorrem preferencialmente em áreas brejosas nos domínios da Floresta Ombrófila densa e do Cerrado, enquanto que as espécies cultivadas foram encontradas em praças, canteiros públicos, parques, hortos, jardins residenciais e de instituições de pesquisa e ensino. São apresentadas chave de identificação, ilustrações de caracteres diagnósticos, dados de distribuição geográfica e comentários sobre a morfologia e taxonomia das espécies. Hibiscus urticifolius A. St.-Hil. & Naudin é uma nova ocorrência para o Estado de São Paulo. Palavras-chave: flora, distribuição geográfica, morfologia, taxonomia
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O gênero Epidendrum L. (Orchidaceae) no Estado do Paraná, Brasil.

O gênero Epidendrum L. (Orchidaceae) no Estado do Paraná, Brasil.

Observações: ocorre nas Américas Central e do Sul, incluindo o Brasil (AM, AP, PA, MA, PE, MG, RJ, SP, PR, SC, RS). Coletada com flores em janeiro e com frutos em março, maio e junho. No Paraná ocorre como epífita em formações pioneiras e Floresta Ombrófila Densa Submontana. Algumas de suas características vegetativas, como caule ereto ou flexuoso, compresso e coberto por bainhas das folhas, são compartilhadas com E. latilabre Lindl., espécie próxima. Para maiores detalhes sobre a diferenciação entre as duas, ver comentários sob E. latilabre. Epidendrum pseudodifforme é tratada por Pabst & Dungs (1975) como E. difforme Jacq. De acordo com Saldaña & Hágsater (1996), que realizaram um estudo sobre esse grupo de espécies, a distribuição de E. difforme é restrita às ilhas do mar do Caribe, em florestas úmidas de 300 a 1.000 m s.n.m. No entanto, esse nome vem sendo utilizado de forma generalizada para designar várias espécies semelhantes de diversas regiões do Neotrópico. 16. Epidendrum puniceoluteum F. Pinheiro & F. Barros,
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EMISSÕES DOS SETORES DE ENERGIA, PROCESSOS INDUSTRIAIS E USO DE PRODUTOS

EMISSÕES DOS SETORES DE ENERGIA, PROCESSOS INDUSTRIAIS E USO DE PRODUTOS

Dessa constatação, é possível fazer a seguinte colocação: se parte da redução de emis- sões obtidas no setor elétrico brasileiro se deu às custas da crise econômica, pode-se afi rmar também que decorreu do aumento do desemprego e da reversão dos indica- dores de desenvolvimento social do país. Decorrente dessa colocação, é possível ques- tionar: como seria essa relação entre emissões e consumo de eletricidade, assim como a relação entre emissões e desenvolvimento, em um cenário de pujança econômica? Ressalta-se, portanto, que em um país em desenvolvimento como o Brasil o aumento do consumo de energia elétrica evidencia-se necessário para o desenvolvimento so- cioeconômico do país, não precisando, necessariamente, signifi car aumento de emis- sões de GEE. É importante pontuar claramente essa diferenciação, uma vez que há outras alternativas tanto de oferta de energia quanto de efi ciência energética.
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EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS

EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS

A maiorias dos sistemas de informação/bancos de dados sobre saneamento básico dis- poníveis no Brasil é marcada por uma forte inconsistência, além de serem concebidas a partir de diferentes metodologias, inviabilizando sua comparabilidade (BRASIL,2014). O déficit do saneamento básico, caracterizado pela ausência ou precariedade de so- lução para disposição dos efluentes gerados, é fruto de muitos fatores históricos, po- líticos, econômicos e sociais que precisam ser enfrentados. A qualidade de vida da população brasileira é diretamente influenciada pela qualidade e universalidade dos serviços do setor. O saneamento apresenta impactos diretos sobre a saúde pública, o meio ambiente e desenvolvimento econômico do país.
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EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

A evolução das emissões brasileiras de GEE em relação à dinâmica das emissões glo- bais pode ser dividida em quatro fases: entre 1990 e 1997 as emissões totais no Brasil cresceram em um ritmo maior que as emissões globais; já no período entre 1998 e 2004 as emissões cresceram num ritmo similar ao das emissões globais e, após 2005, elas se descasam das emissões globais e apresentam uma forte redução, enquanto no resto do mundo elas crescem. Um quarto período parece se formar após 2009 – curio- samente, após o lançamento da Politica Nacional de Mudanças Climáticas: desde então as emissões pararam de cair e têm-se mantido relativamente estáveis no entorno de 1,8 a 1,9 GtCO 2 e de emissões brutas e entre 1,3 e 1,4 GtCO 2 e emissões líquidas. Nos últimos anos, as emissões globais também passaram a desacelerar e podem estar pró- ximas de atingir o seu pico, ao redor de 56 GtCO 2 e.
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EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

Entre os pressupostos adotados, o mais frágil é o desmatamento ilegal zero. Desma- tamento ilegal zero já deveria ser uma realidade, não uma meta, visto a vasta gama de investimentos em comando e controle de desmatamento, principalmente no bioma Amazônia. Desde 2012 a taxa de desmatamento na Amazônia, principal contribuin- te de GEE do setor MUT, está estagnada em torno dos 5.000 quilômetros quadrados por ano. Cerca de um terço desse desmatamento tem se concentrado em áreas de assentamento do Incra e nas regiões próximas de projetos de infraestrutura como no- vas hidrelétricas e pavimentação de rodovias. Além disso, em junho de 2016 o Serviço Florestal Brasileiro anunciou que 95% da área cadastrável brasileira já está no CAR. O problema é que boa parte dessas informações sobre as propriedades são declaratórias e não foram validadas pelos órgãos ambientais, o que leva a uma alta insegurança na qualidade dos dados. Por exemplo, no Pará, 108 mil propriedades (de um total de 150 mil) apresentam sobreposições entre si incompatíveis com as exigências legais (Públi- ca, 2016). A meta correta deveria ser desmatamento zero. A área já aberta no Brasil é suficiente para atender à demanda do agronegócio, portanto, os incentivos devem ser para cessar o desmatamento, seja ele legal ou ilegal.
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EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

Um outro marco histórico relevante dos compromissos climáticos ocorreu na vigésima primeira Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Cli- mática (COP21), realizada em novembro de 2015 em Paris, e que reuniu 195 países (in- cluindo União Europeia) e culminou na elaboração do Acordo de Paris, que tem objetivo conter o aumento da temperatura média global em menos do que 2°C acima dos níveis pré-industriais e envidar esforços para limitar esse o aumento a 1,5°C, reconhecendo que isso reduziria de maneira significativa os riscos e os impactos da mudança climática. Essa meta deverá ser atingida por meio da soma de esforços dos 195 países signatários, incluindo o Brasil, através de suas NDCs ou Contribuições Nacionalmente Determinadas (termo em português). A NDC é o documento apresentado pelos países ao Secretaria- do da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Ele contém as ações pretendidas de cada governo para que as metas de redução das suas emissões de GEE sejam atingidas.
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Germinação de espécies arbustivas e sua regeneração natural em áreas em restauração...

Germinação de espécies arbustivas e sua regeneração natural em áreas em restauração...

& Schltdl., Hybanthus atropurpureus (A. St.-Hil) Taub. , Piper mollicomum Kunth, Cestrum mariquitense Kunth, Pavonia communis A.St.-Hil. , Solanum schwackeanum L.B.Sm. & Downs, Psychotria warmingii Müll. Arg. , Tournefourtia paniculata Cham. , Piper ovatum Vahl, Miconia pusilliflora (DC.) Naudin, Lippia brasiliensis (Link) T.R.S.Silva, Palicourea marcgravii A. St.-Hil. e Piper amalago L.. All species were germinated in gerbox using vermiculite as substrate and kept under constant light and temperature of 25°C. Parameters analyzed were germination percentage, germination velocity and germination velocity index. Storage was evaluated using 100 seeds for each treatment, as follows: T1 – impermeable package at 6°C, T2 – permeable package at 6°C, T3 – impermeable package on environment temperature, T4 – permeable package on environment temperature. Assays were done monthly during 5 months with stored seeds. Species which showed greater germination were Conchocarpus pentandrus, Solanum oocarpum, Psychotria leiocarpa, Hybanthus atropurpureus and Piper mollicomum. The best way to store seeds was found to be in permeable containers independently of temperature for 3 months the longest.
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ESTRESSE OCUPACIONAL: estudo com gestores de um hospital público regional do estado de Minas Gerais

ESTRESSE OCUPACIONAL: estudo com gestores de um hospital público regional do estado de Minas Gerais

No estudo de Santos (2017), o objetivo foi descrever e analisar as manifestações associadas ao estresse no trabalho, na percepção dos gestores de um hospital filantrópico que atende ao SUS e à rede privada na região Centro-Oeste de Minas Gerais. Os principias resultados apresentados mostraram que as fontes de tensão no ambiente de trabalho estão direcionadas a situação financeira da instituição, mudanças organizacionais, pressão e cobrança, em seus diversos contextos, sobrecarga de trabalho e administração de situações imprevisíveis e/ou complexas. Foi identificado, também, que essas fontes de tensão promovem alterações físicas e psíquicas nos indivíduos, como: insônia, fadiga, dores no estômago, ansiedade, nervosismo e irritabilidade. Também foram observadas algumas manifestações orgânicas que podem estar relacionadas ao quadro de estresse ocupacional, como: gastrite, psoríase, pressão alta e síndrome do pânico. Em relação ao impacto no trabalho o estudo revelou: desgaste nos relacionamentos interpessoais no trabalho e/ou fora dele, dificuldades relacionadas a concentração e/ou a memória e interface casa/trabalho. As estratégias de enfrentamento (coping) ao estresse utilizadas com frequência pelos gestores foram: equilíbrio entre trabalho e vida privada, busca do autocontrole, centralidade do trabalho e prática de atividades físicas.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Flávio José de Araújo Mateus

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Flávio José de Araújo Mateus

escola particular.. Ainda segundo os dados 7 fornecidos pela escola pública relativos à regulamentação das atividades dos docentes participantes das entrevistas, suas atribuições lhes [r]

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Isabel Cristina de Oliveira Alves

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Isabel Cristina de Oliveira Alves

 Balassiano; Tavares e Pimenta (2011) realizaram uma pesquisa que objetivou identificar estressores próprios do âmbito do trabalho no funcionalismo público no Brasil e Investigar a influência do estresse no ambiente do trabalho de servidores públicos federais. Foi de natureza exploratória, contemplando 242 funcionários públicos federais civis ativos filiados ao Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no estado do Rio de Janeiro. O instrumento de coleta dos dados foi um questionário constituído de duas seções. Os resultados revelaram que apenas o fator emocional presente no ambiente de trabalho nas organizações públicas foi capaz de influenciar o estresse ocupacional psicológico entre os fatores estudados. O fator social merece atenção em investigações futuras sobre o tema, dado o fato de sua significância ter ficado na fronteira em termos de significância. Foram identificados como estressores organizacionais fatores intrínsecos ao trabalho e relacionados ao papel do indivíduo na organização, recompensas no ambiente de trabalho, relações de supervisão no trabalho e estrutura organizacional e clima os quais já haviam sido identificados por Cooper e Marshall (1976).
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RAIF MARLICE SILVA DE LIMA POLÍTICA DE RESULTADO E BONIFICAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO EM TRÊS ESCOLAS DA COORDENADORIA DISTRITAL 3 DO ESTADO DO AMAZONAS

RAIF MARLICE SILVA DE LIMA POLÍTICA DE RESULTADO E BONIFICAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO EM TRÊS ESCOLAS DA COORDENADORIA DISTRITAL 3 DO ESTADO DO AMAZONAS

A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso de gestão estudado discute as ações gestoras de três escolas da rede estadual de ensino pertencentes à Coordenadoria Distrital Educacional 3 que embora possuam semelhanças quanto à estrutura fisica do prédio, número de profissionais que atuam e projetos que desenvolve, apresentam diferentes resultados nas avaliações externas, inclusive não atingindo as metas estipuladas pela Secretaia Estadual de Educação do Amazonas. Os objetivos definidos para este estudo foram analisar as práticas de gestão desenvolvidas por estas escolas frente aos resultados obtidos no Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (SADEAM) no período 2009-2014. Para tanto, utilizamos como metodologia a abordagem qualitativa com a aplicação de entrevistas com três gestoras e com a supervisora escolar, configurando estas ações como instrumentos de pesquisa adotados para obtenção de resposta plausíveis quanto à arguições acerca do tema da dissertação intitulada Política de Resultado e Bonificação: um estudo de caso em três escolas da Coordenadoria Distrital 3 do Estado do Amazonas. Como base para as evidências da pesquisa na busca de elementos textuais que fundamentem o trabalho foram utilizados importantes teóricos que abordam o tema em questão, destacando Brooke (2006), Neubauer e Silveira (2009), Bonamino (2012), Ravich (2013), dentre outros. Diante do estudo conclui-se que os resultados alcançados no SADEAM pelas escolas, influenciam nas práticas de gestão adotadas pelos gestores na tentativa de elevar os índices e conseguir a bonificação escolar. Frente a isso o Plano de Ação Educacional apresentado propõe a implantação de um projeto desenvolvido no Estado do Ceará, intitulado Escola Nota 10, que induz relações de cooperação técnico-pedagógicas por meio da transferência de conhecimentos e experiências entre escolas com melhores e piores resultados.
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Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

no cenário da cidade não era apenas um objetivo ou desejo particular do próprio grupo, mas algo de grande interesse para muitas pessoas e grupos urbanos. Até porque estamos falando sobre um período (que vai da década de 1940 até o golpe de 1964) de intensa competição política entre as mais variadas correntes partidárias e ideológicas em torno de diferentes projetos. Além disso, diversos setores da sociedade civil encontram-se mobilizados e engajados em amplos movimentos reivindicatórios. Fenômeno que exigiria um sem-número de estratégias e realinhamentos por parte dos grupos e personalidades políticas que almejavam exercer alguma hegemonia sobre esse processo. Em tal contexto, passava a ser vital que tais agentes tivessem o maior número possível de aliados à sua bandeira. Vários deles, portanto, decidiram investir na tarefa de “ajudar” os lavradores cariocas a “defende- rem seus direitos” e terem sua “voz ouvida pelo governo”. Eles eram os chamados mediadores dos lavradores cariocas. Mas, neste caso, entendemos o mediador não como um agente cujo papel era realizar o contato do mun- do mais amplo (estado e sociedade civil) com um grupo antes esquecido, embora bem delimitado e com identidade e personalidade próprias. Esse seria um modo pouco adequado de vermos uma relação eminentemente dialética. Na verdade, o agente político em questão – os lavradores do Sertão Carioca – foi em muitos aspectos se formando e adquirindo certa identidade por meio da ação desses mesmos mediadores, que por diversas razões (políticas, eleitorais, pessoais e/ou ideológicas) objetivavam tornar um sem-número de lavradores, espalhados em diversas localidades, num grupo mobilizado e organizado sob lemas e bandeiras comuns de luta (Neves, 1997; Rosa, 2004). Em termos de análise tais mediadores podem ser divididos em três grupos: o primeiro era formado pelos militantes partidá- rios, em sua grande maioria fi liados ao PCB, como Pedro Coutinho Filho, que tinha maior atuação em Jacarepaguá, Heitor Rocha Faria, advogado dos posseiros de Santíssimo, e Lyndolpho Silva, um dos fundadores em 1954 da Associação dos Lavradores do Sertão Carioca. Ressalte-se que, além da própria atuação política, os dois primeiros eram responsáveis, sendo advogados, pela defesa jurídica das comunidades de lavradores residentes em suas respectivas áreas de atuação. Também se faz importante destacar o trabalho de militância anteriormente desenvolvido por Otávio Brandão, que desde 1946 vinha se debruçando sobre os principais confl itos da região. Foi Brandão também quem pretendeu estabelecer uma primeira pauta de reivindicação dos “camponeses do Sertão Carioca”, com o nítido objetivo de estabelecer uma linha de identidade entre a “causa” dos lavradores e a linha programática do PCB. 45
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ESPÉCIES NATIVAS INDICADAS PARA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO OESTE DO PARANÁ

ESPÉCIES NATIVAS INDICADAS PARA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO OESTE DO PARANÁ

Another example is Tabernaemontana fuchsiaefolia, known as leiteiro or forquilheira, an evergreen, heliophyte, pioneer plant typical of the semideciduous forest of the São Paulo Plateau (LORENZI, 2002). It occurs in Rio de Janeiro, São Paulo, and Paraná, especially in Seasonal Semideciduous Forests. It has been classified as a climactic species by Carpanezzi and Carpanezzi (2006); nevertheless, its presence in the initial stages of the ecological succession has been demonstrated, suggesting that it is a pioneer or an initial secondary plant. Its fruit is much appreciated by the avifauna, which eat the red arillus that involves the seeds, and it is important in the composition of heterogeneous reforestations planned for the degraded Permanent Preservation Areas recovery. Coan et al. (2002) and Rosa (2003) suggests that leiteiro is indicated for the revegetation of degraded areas because the species is native to the Atlantic Rainforest and is attractive to birds that promote its dispersal.
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O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO INTEGRADO NO ESTADO DO CEARÁ: AVALIAR PARA AVANÇAR – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO INTEGRADO NO ESTADO DO CEARÁ: AVALIAR PARA AVANÇAR – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Esta dissertação expõe os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo investigar e analisar o Programa de Educação Profissional Técnica integrado ao Ensino Médio no estado do Ceará, entre os anos de 2008 a 2011 em dez escolas da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará. Trata-se de uma pesquisa de campo, onde se recorre, também, à análise documental e bibliográfica a partir da qual é descrito o panorama da educação profissional de nível médio integrado no referido estado a partir da década de 90 e a rápida expansão da oferta dessa modalidade de ensino no estado a partir do ano de 2008. Também expomos as características gerais das escolas profissionais do estado e seus principais indicadores, os quais são utilizados como base para a análise do desempenho do programa ao final do seu primeiro ciclo. Analisamos, especialmente, aspectos relacionados à organização curricular e suas possibilidades de subsidiar a construção de um projeto educacional comprometido com a formação técnica de nível médio em uma perspectiva cidadã e emancipadora. Por fim, apresentamos um Plano de Ação Educacional (PAE) com ações estratégicas que apontam alternativas aos problemas e dificuldades detectadas durante a realização de pesquisa, para a implementação e desenvolvimento dos procedimentos correspondentes ao programa no âmbito das escolas no sentido de alcançar os objetivos propostos.
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GABINETE DO DEPUTADO BETO FARO AQUISIÇÃO DE TERRAS POR ESTRANGEIROS

GABINETE DO DEPUTADO BETO FARO AQUISIÇÃO DE TERRAS POR ESTRANGEIROS

Unidos A legislação federal sobre a matéria compreende basicamente o Act ”, de 1978). Essa Lei limita-se a impor o monitoramento das aquisições por parte de „Agricultural Foreign Investiment estrangeiros cabendo aos estados as proibições ou restrições existentes que são comuns. Compras, vendas, arrendamento de áreas rurais ou florestas por estrangeiros devem ser comunicadas ao USDA. A Lei federal foi decorrência das preocupações com o avanço de grupos japoneses no mercado imobiliário, inclusive nas áreas rurais. Oo USDA faz o controle dessas operações. Segundo a AGU (Parecer nº LA- 01, de 2010), “Em Nova York, o estrangeiro deve naturalizar-se americano para possuir propriedade rural. Na Virgínia, permite-se apenas a posse, não a propriedade ao estrangeiro que seja residente há mais de cinco anos. Em Iowa, as terras não destinadas à agricultura podem ser negociadas livremente; as terras destinadas à agricultura não podem pertencer a pessoas, físicas ou jurídicas, não residentes. No Missouri, as terras não destinadas à agricultura podem ser negociadas livremente, as terras destinadas à agricultura não podem pertencer a estrangeiros. Caso estrangeiros venham a ser proprietários de terras agrícolas, o Estado dá dois anos para que sejam negociadas com nacionais, caso não sejam, vão a leilão público”.
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O gênero Encyclia (Orchidaceae) no Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

O gênero Encyclia (Orchidaceae) no Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

Devido à variabilidade morfológica observada no labelo, a espécie Encyclia argentinensis foi descrita como muitos táxons diferentes. Primão (1997) com base em exemplares de Encyclia coletados e cultivados na cidade de Casa Branca, Estado de São Paulo, descreveu dezessete diferentes espécies, cada uma baseada em um único espécime, a saber: E. alta Primão, E. aryana Primão, E. casabranquensis Primão, E. ceropiophila Primão, E. cerradiphytica Primão, E. claudiana Primão, E. euglossa Primão, E. feijoana Primão, E. lanceolata Primão, E. limae Primão, E. magellanica Primão, E. odorifera Primão, E. oliveirana Primão, E. peresiana Primão, E. relicta Primão, E. rivulariana Primão e E. tortilis Primão. Tal autor sustenta sua posição calcada na hipótese de isolamento reprodutivo dos espécimes além das diferenças morfológicas apresentadas. Quanto ao isolamento reprodutivo, Primão (1997) não apresenta provas de tal evidência, uma vez que não foram apresentados estudos ou resultados que pudessem corroborar tal afirmação. Acreditamos que exista maior probabilidade da ocorrência de eventos contrários à hipótese formulada por Primão, uma vez que os espécimes são simpátricos e apresentam período de floração próximos, se não iguais, ou seja, duas condições (geográfica e temporal) necessárias para que ocorra a polinização entre indivíduos diferentes, caso não hajam outras barreiras que impeçam o processo. A variação morfológica observada nos espécimes pode ser considerada natural dentro de populações panmíticas, e se enquadram dentro dos padrões fenotípicos aqui aceitos para E. argentinensis. Além disso, todos os nomes atribuídos por Primão (1997) são considerados inválidos, segundo os artigos 36.1 e 37.1 do Código Internacional de Nomenclatura Botânica (McNeil et al. 2006), por não apresentar diagnose latina e por não ter sido designado um tipo nomenclatural. Portanto, todas as espécies descritas por tal autor são aqui indicadas inválidas e aqui pela primeira vez incluídas na sinonímia de E. argentinensis.
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Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Com base na analogia feita entre o Programa de Transição e a proposta de reforma agrária do MST, para o Brasil, procuramos siste- matizar o elenco de elaborações prático-teóricas que, na realidade, ema- nam da verificação da simultânea atualidade do conjunto das reivindi- cações transitórias para o encaminhamento da questão agrária e do al- cance e limitação históricos da perspectiva programática do Movimento dos Sem-Terra. Partindo, portanto, da teoria alicerçada pelo conteúdo histórico dos embates político-sociais que animam a luta de classes no campo desde a primeira metade do século, em formações sociais de ca- racterísticas econômicas capitalistas, chegamos à contemporaneidade dos enfrentamentos agrários no Brasil, onde a luta pela terra, contra a grande propriedade e o capital expropriadores, atinge contornos inter- nacionalmente emblemáticos.
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O gênero Encyclia (Orchidaceae) no Distrito Federal, Goiás e Tocantins

O gênero Encyclia (Orchidaceae) no Distrito Federal, Goiás e Tocantins

Devido à variabilidade morfológica observada no labelo, a espécie Encyclia argentinensis foi descrita como muitos táxons diferentes. Primão (1997) com base em exemplares de Encyclia coletados e cultivados na cidade de Casa Branca, Estado de São Paulo, descreveu dezessete diferentes espécies, cada uma baseada em um único espécime, a saber: E. alta Primão, E. aryana Primão, E. casabranquensis Primão, E. ceropiophila Primão, E. cerradiphytica Primão, E. claudiana Primão, E. euglossa Primão, E. feijoana Primão, E. lanceolata Primão, E. limae Primão, E. magellanica Primão, E. odorifera Primão, E. oliveirana Primão, E. peresiana Primão, E. relicta Primão, E. rivulariana Primão e E. tortilis Primão. Tal autor sustenta sua posição calcada na hipótese de isolamento reprodutivo dos espécimes além das diferenças morfológicas apresentadas. Quanto ao isolamento reprodutivo, Primão (1997) não apresenta provas de tal evidência, uma vez que não foram apresentados estudos ou resultados que pudessem corroborar tal afirmação. Acreditamos que exista maior probabilidade da ocorrência de eventos contrários à hipótese formulada por Primão, uma vez que os espécimes são simpátricos e apresentam período de floração próximos, se não iguais, ou seja, duas condições (geográfica e temporal) necessárias para que ocorra a polinização entre indivíduos diferentes, caso não hajam outras barreiras que impeçam o processo. A variação morfológica observada nos espécimes pode ser considerada natural dentro de populações panmíticas, e se enquadram dentro dos padrões fenotípicos aqui aceitos para E. argentinensis. Além disso, todos os nomes atribuídos por Primão (1997) são considerados inválidos, segundo os artigos 36.1 e 37.1 do Código Internacional de Nomenclatura Botânica (McNeil et al. 2006), por não apresentar diagnose latina e por não ter sido designado um tipo nomenclatural. Portanto, todas as espécies descritas por tal autor são aqui indicadas inválidas e aqui pela primeira vez incluídas na sinonímia de E. argentinensis.
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