Top PDF Fenologia de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis e S. curralensis Moldenke (Eriocaulaceae), nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, BA, Brasil.

Fenologia de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis e S. curralensis Moldenke (Eriocaulaceae), nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, BA, Brasil.

Fenologia de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis e S. curralensis Moldenke (Eriocaulaceae), nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, BA, Brasil.

RESUMO – (Fenologia de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis e S. curralensis Moldenke (Eriocaulaceae), nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, BA, Brasil). Syngonanthus mucugensis subsp. mucugensis e S. curralensis são conhecidas como sempre-vivas por possuírem capítulos que permanecem com a aparência de vivos durante anos. São plantas herbáceas com distribuição agrupada, folhas reunidas em roseta e inflorescências monóicas tipo capítulo, flores alvas e reduzidas. Este estudo apresenta os padrões fenológicos dessas espécies, relacionando-os com fatores abióticos e modo provável de dispersão. As observações foram realizadas mensalmente entre agosto/2002 e setembro/2004, em campo rupestre, nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, registrando-se presença/ausência das fenofases. A fase vegetativa constitui grande parte do ciclo fenológico, aproximadamente cinco meses, na estação chuvosa (novembro-março). Os escapos levam três a quatro meses do início do desenvolvimento até a presença de capítulos jovens. As flores estaminadas e pistiladas apresentam ântese no início da manhã; as flores estaminadas duram um dia, e o ciclo estaminado cerca de sete dias. As flores pistiladas duram três dias e o ciclo pistilado três a quatro dias. Não ocorre sobreposição temporal das fases estaminada e pistilada em um mesmo capítulo. As duas espécies apresentaram padrão de floração (junho-agosto) e frutificação (julho-novembro) anual, regular, com duração intermediária, na estação seca. A dispersão ocorre ca. 45 dias após a fecundação, estendendo- se por quatro meses, durante a estação seca e início das chuvas. O tipo de diásporo e a dispersão sazonal sugerem dispersão anemocórica e autocórica.
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Morfogênese in vitro de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis1 Alone Lima-Brito2 , Sheila Vitória Resende

Morfogênese in vitro de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis1 Alone Lima-Brito2 , Sheila Vitória Resende

CERQUEIRA, C.O.; FUNCH, L.S.; BORBA, E.L. Fenologia de Syngonanthus mucugensis Giul. subsp. mucugensis e S. curralensis Moldenke (Eriocaulaceae), nos municípios de Mucugê e Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, BA, Brasil. Acta Botânica Brasílica, São Paulo v.22, n.4, p.962-969, 2008. DHAR, U.; JOSHI, M. Efficient plant regeneration protocol through callus for Saussurea obvallata (DC) Edgew. (Asteraceae): effect of explant type, age and plant growth regulators. Plant Cell Report, Berlin, v.24, p.195-200, 2005.
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O gênero Evolvulus L. (Convolvulaceae) no município de Morro do Chapéu, BA, Brasil.

O gênero Evolvulus L. (Convolvulaceae) no município de Morro do Chapéu, BA, Brasil.

municipais da Bahia e está seccionado pelas rodovias BA 426 e BA 052 (Bahia 2003). Situa-se entre as coordenadas 10º40’-11º50’S e 40º50’- 41º20’W. O relevo é caracterizado por formas tabulares, dispostas em patamares, que se elevam de 480 a 1.200 m de altitudes. Os solos apresentam acidez e baixa fertilidade, e predomina o tipo climático Cwb (Köppen 1948), tropical de altitude de verão brando, com temperatura média do mês mais frio (julho) inferior a 18 ºC e temperatura média do mês mais quente (janeiro) inferior a 22 ºC (Rocha & Costa 1995). A temperatura média compensada equivale a 19,7 ºC e a precipitação média anual geralmente é reduzida, em torno de 800 mm (Rocha & Costa 1995). Apresenta várias formações vegetacionais como caatinga (predominante), campo rupestre, mata, “tabuleiro”, vegetação de dunas interiores e áreas de transições. Trabalho de campo e material herborizado – Foram realizadas 11 viagens de coletas, durante o período de agosto/2002 a maio/2003, sendo que, em cada coleta mensal eram visitadas pelo menos seis áreas correspondentes a tipos diferentes de vegetação. Além das visitas ao município de Morro do Chapéu, outros municípios da Chapada Diamantina foram também percorridos como Palmeiras, Lençóis, Mucugê e Rio de Contas para observar as variações intra-específicas. O material coletado foi processado segundo técnicas usuais de herborização (Mori et al. 1989), e também conservado em álcool 70% e sílica gel. Todo o material, assim como o ambiente onde ocorrem, foram fotografados em filmes de papel ou diapositivo. As exsicatas estão depositadas no Herbário da Universidade Estadual de Feira de Santana (HUEFS), com duplicatas distribuídas, principalmente para o Herbário Maria Eneyda P. Kauffmann Fidalgo (SP).
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Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

É possível afirmar que hoje, no Brasil, convivem dois tipos de lati- fundiários. As duas espécies de latifundiários vivem da renda da terra. A primeira espécie obtém uma renda “presente”. O segundo tipo conta com a garantia de uma renda “futura”. No primeiro caso, o latifundiário “rentista” é resultado do desenfreado processo de especulação imobiliária no campo. José Martins assinala que “há muito tempo, os capitalistas paulistas deixa- ram para trás as grandes plantações de arroz, feijão, milho e outros cereais. No lugar dos cereais, ocuparam o espaço com novos gêneros de exporta- ção, especulação imobiliária, pastagens e pecuária extensiva. Nesse pro- cesso surgiu um novo latifúndio, uma velha criatura, agora revigorada pe- las suas relações econômicas com as empresas ou investidores do chamado agrobusiness. Sua base é a renda fundiária capitalista, que os latifundiários recebem alugando pastos para os arrendatários capitalistas”. 21
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Antonio Gramsci e Albert Mathiez: jacobinos e jacobinismo nos anos de guerra — Outubro Revista

Antonio Gramsci e Albert Mathiez: jacobinos e jacobinismo nos anos de guerra — Outubro Revista

A produção de Mathiez explorou o programa econômico-social dos jacobinos, mostrando como ele foi operado no decorrer do processo revolucionário e também como foi [r]

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Planeamento e desenvolvimento turístico – Uma análise da Chapada Diamantina

Planeamento e desenvolvimento turístico – Uma análise da Chapada Diamantina

Na última década, um dos principais objetivos do Ministério do Turismo tem sido promover a descentralização do turismo no país. Esta realidade é consequência da dimensão territorial do Brasil, das diferenças físicas e culturais entre as diversas regiões e da necessidade de desenvolver o turis- mo ao nível local, onde a atividade efetivamente acontece. A descentralização turística pretende dar aos municípios autonomia para o desenvolvimento da atividade turística ao nível local, de acordo com diretrizes comuns aos planos nacionais (Ministério do Turismo, 2004).
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Crianças e Jovens em Risco – Projecto de Intervenção nos Serviços de Saúde – Normas de Orientação Clínica

Crianças e Jovens em Risco – Projecto de Intervenção nos Serviços de Saúde – Normas de Orientação Clínica

Nele, são definidas as competências e o processo de constituição de Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco nos CS e Hospitais do Serviço Nacional de Saúde, assim como a respecti[r]

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A família Xyridaceae no município de Mucugê, BA, Brasil.

A família Xyridaceae no município de Mucugê, BA, Brasil.

Erva perene, cespitosa; base da planta dilatada; rizoma com entrenós curtos. Folhas 9,5-15,9 cm compr., dísticas a espiraladas, retas; bainha pouco alargada, 3,5-4 × 0,3 cm compr., castanho-escura, rugosa, sem pontuações, margem inteira a membranácea, glabra; lâmina 3 mm larg., achatada a cilíndrica, rugosa, com pontuações ausentes, ápice agudo a rostrado, assimétrico, margem indistinta, esverdeada, escabra. Lígula ausente. Espata 7,6-13,9 × 0,3 cm, conduplicada, semelhante às folhas, carena ausente, castanho-clara e brilhante; lâmina 6-7 mm. Escapo cilíndrico, 2-3-costelado, costelas glabras, 39-129 cm compr., castanho, estriado, glabro, pontuações ausentes. Espiga ca. 12 flores, estreito-cilíndrica a linear, castanha, 1,6-4,9 × 0,5-0,7 cm; brácteas estéreis 8, ovadas, mácula verde a verde-acizentada, largo-ovadas, curto-ciliada, tricomas castanho-escuro apenas no ápice, carenadas ou não, ápice arredondado, margem inteira a levemente lacerada; brácteas do verticilo externo 2, menores que as demais, carena ausente; brácteas florais ovadas, curto-ciliadas, tricomas castanho-escuros mais densamente dispostos no ápice, mácula verde-acizentada, largo-ovadas, carenadas, ápice arredondado, margem inteira a levemente lacerada, concolor. Flores com sépalas laterais inclusas, livres, inequilaterais, estreito-espatuladas, ápice acuminado, carena longo-ciliada, tricomas castanho-avermelhados, mais densos no ápice; pétalas com lobo oblongo; estaminódio piloso ca. 2 mm compr.; estame ca. 3 mm compr.; anteras sagitadas; estilete ca. 2 mm compr., ramos do estilete ca. 1,5 mm compr.; estigma expandido; ovário ca. 3,2 mm compr.; placentação central-livre. Fruto obovóide; sementes estreito-elipsóides a fusiformes, castanho-clara e translúcidas, reticulada, ápice atenuado, 1 × 0,2 mm. Material examinado: BRASIL. B ahia : Mucugê,
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Uma Avaliação dos Impactos Macroeconômicos e Sociais de Programas de Transferência de Renda nos Municípios Brasileiros

Uma Avaliação dos Impactos Macroeconômicos e Sociais de Programas de Transferência de Renda nos Municípios Brasileiros

repasses do PBF no período analisado. É possível, por exemplo, que a abrangência do PBF em cada município, devido ao esforço de cadastramento das famílias pelos governos locais, seja uma variável endógena correlacionada com o ritmo de crescimento da economia municipal. Na tentativa de lidar com esse problema de endogeneidade, utilizamos o nível de pobreza por município em 1980 como uma variação exógena pré- determinada. 8 A hipótese de identificação nesse caso é de que, condicional ao efeito fixo municipal (que inclui também os níveis iniciais das variáveis), a variação gerada pelo nível de pobreza de 1980 possui correlação com o PIB per capita somente pela indução de variação na taxa de crescimento de potenciais beneficiários do PBF. Isso ocorre, uma vez que o nível passado não é passível de escolha pelo governo local, podendo ter relação somente com a abrangência do PBF. Para que esse instrumento faça sentido, estamos supondo que municípios com níveis iniciais maiores de pobreza poderiam ter maiores ritmos de crescimento do repasse per capita do PBF, o que é testável no primeiro estágio. No entanto, é possível que municípios com maiores percentuais de pobreza tenham tendências de crescimento diferenciadas e, nesse caso, a restrição de exclusão estaria violada e não conseguiríamos identificar o efeito causal dos programas sociais.
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Reconstituição da pluviosidade da Chapada Diamantina (BA) durante o Quaternário...

Reconstituição da pluviosidade da Chapada Diamantina (BA) durante o Quaternário...

na Bahia durante fases de baixa (alta) insolação de verão (10ºS). Essa relação é evidente na maior parte do registro baiano com exceção do período entre 40 e 20 ky A.P., quando houve predomínio de clima seco, mesmo em fases de insolação baixa. No entanto, tal é relação inversa a que foi descrita em estudos paleoclimáticos do Sul/Sudeste do Brasil e dos Andes. Além disso, variações de paleopluviosidade da Chapada Diamantina estão em fase com as registradas nos trópicos do Hemisfério Norte, na China e Venezuela. Esses resultados indicam influência direta do sistema de Monções Sul-americana (MSA) sobre o regime de chuvas do Nordeste em longa escala de tempo, a qual é primariamente modulada pela intensidade da insolação de verão. Aumentos abruptos da paleopluviosidade em escala milenar, indicados por baixos valores de 18 O e 13 C, como pelas altas taxas de crescimento de espeleotemas, ocorreram durante predomínio de condições frias no Atlântico Norte, em períodos de grandes mudanças nas condições oceânicas, e são concomitantes com os eventos Heinrich e Younger Dryas. Já fortes diminuições foram observadas durante alguns eventos Dansgaard-Oeschger e Bølling-Allerød. Ao contrário do que foi observado durante os ciclos orbitais, o impacto no clima da Bahia atribuído a esses eventos é semelhante em todo país e também nos Andes, de acordo com estudo comparativo entre testemunhos marinhos/lacustres e espeleotemas. Esses eventos produz efeito na pluviosidade de regiões (sub)tropicais do Hemisfério Norte, assim como registrados em arquivos paleoclimáticos da China e Venezuela. O mecanismo mais provável para geração desses eventos está relacionado com mudanças na Atlantic Meridional Overturning Circulation (AMOC). Com a AMOC desintensificada durante eventos Heinrich no Hemisfério Norte, existe predomínio de um gradiente da temperatura da superfície do Atlântico tropical que favorece posicionamento da Zona de Convergência Intertropical mais a sul durante os eventos úmidos na Bahia.
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Marcos Leandro Mondardo Mestre e Doutorando em Geografia pela Universidade Federal Fluminense Professor Assistente da Universidade Federal da Bahia – Campus de Barreiras E-mail: marcosmondardoyahoo.com.br Resumo

Marcos Leandro Mondardo Mestre e Doutorando em Geografia pela Universidade Federal Fluminense Professor Assistente da Universidade Federal da Bahia – Campus de Barreiras E-mail: marcosmondardoyahoo.com.br Resumo

Porém, num bom pedaço do sertão nordestino, o cenário está mudando. Numa área formada pelas zonas de cerrado de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, culturas de soja, milho e algodão cada vez mais se misturam à paisagem. Apelidada de Mapitoba por alguns e Bamatopi por outros, a região já responde por 10% da soja produzida no país e desponta como uma das maiores potências no agronegócio. Com 2 milhões de habitantes, esse pedaço de Brasil ainda apresenta um PIB modesto: 6 bilhões de dólares, equivalente ao de Belém. Mas a geração de riqueza está se acelerando. Os produtores de grãos estabelecidos há mais tempo são migrantes do centro-sul do Brasil, em sua maioria gaúchos e paranaenses. A eles se somou recentemente uma leva de investidores estrangeiros e empresas do agronegócio. Foram eles que fizeram 70% das aquisições de terras na região em 2008. A estimativa conservadora é que a economia do Mapitoba esteja crescendo à taxa de 10% ao ano. (...) É assim o novo sertão brasileiro (Revista Exame, 15/07/2009, p. 2).
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Intelectuais e política: observações acerca do transformismo nos escritos de Antonio Gramsci — Outubro Revista

Intelectuais e política: observações acerca do transformismo nos escritos de Antonio Gramsci — Outubro Revista

Em novas situações, para além da democracia formal, “o consenso não tem no momento do voto uma fase final”, mas “é suposto como permanentemente ativo, até o ponto em que os qu[r]

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ECOLOGY, BEHAVIOR AND BIONOMICS

ECOLOGY, BEHAVIOR AND BIONOMICS

Recently, several areas around the world have been considered hotspots of biodiversity and designated as priority areas for conservation efforts (Myers et al 2000). Brazil’s cerrado (central-Brazilian savanna) is one of these biodiversity hotspots. However, suitable information on the taxonomy and geographical distribution of cerrado resident species is lacking (Bini et al 2006). Great parts of the poorly studied cerrado areas are located at the north of the biome. One of these areas is the Chapada Diamantina, located in the central of Bahia state. In 1985 the Brazilian government created the Chapada Diamantina National Park, a 152,000- km 2 conservation area. This area comprises the transition
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Plantas vasculares das áreas alagadas dos Marimbus, Chapada Diamantina, BA, Brasil.

Plantas vasculares das áreas alagadas dos Marimbus, Chapada Diamantina, BA, Brasil.

Desta forma, a importância de levantamentos florísticos na área alagada da região está justamente na necessidade de complementar o conhecimento da sua flora, uma vez que estudos nestes ambientes são incipientes. Desta forma, este trabalho teve por objetivo contribuir para o conhecimento da flora vascular da região dos Marimbus, e os dados obtidos servirão para incrementar os registros da distribuição geográfica das espécies encontradas para o estado da Bahia, bem como para o Brasil, além de proporcionar informações necessárias para um monitoramento ambiental e ecológico da área.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

No campo dos problemas sociais e das relações humanas, o Brasil orgulha-se de ter sido o primeiro país a assinar a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, aprovada pela última sessão da Assembléia Geral. Dentro das fronteiras do Brasil, na realidade, tal documento não seria tão necessário, uma vez que o Brasil é há muito tempo um exemplo proeminente, e eu diria até o primeiro, de uma verdadeira democracia racial, onde muitas raças vivem e trabalham juntas e se mesclam livremente, sem medo ou favores, sem ódio ou discriminação. Nossa terra hospitaleira há muito tem estado aberta aos homens de todas as raças e religiões; ninguém questiona qual possa ter sido o lugar de nascimento de um homem, ou de seus antepassados, e nem se preocupa com isso; todos possuem os mesmos direitos, e todos estão igualmente orgulhosos de serem parte de uma grande nação. Embora a nova Convenção seja, portanto, supérflua no que concerne ao Brasil, nós a recebemos com alegria para servir de exemplo a ser seguido por outros países que se encontram em circunstâncias menos favoráveis. E eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para sugerir que a tolerância racial fosse exercitada em todas as raças em relação a outras raças: ter sido vítima de uma agressão não é motivo válido para se agredir outros. Que o exemplo do Brasil, e a moderação sem esforços, tolerância serena e respeito mútuo em nossas relações raciais sejam seguidos por todas as nações multirraciais.
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Entre o peixe e o dendê; etnoecologia do povo dos Marimbús (Chapada Diamantina - BA).

Entre o peixe e o dendê; etnoecologia do povo dos Marimbús (Chapada Diamantina - BA).

No ápice da estação seca, mudam-se os locais e a estratégia de pesca, optando-se por praticá-la nas lagoas isoladas. Segundo os pescadores é muito mais fácil capturar os peixes nesta época, devido ao espaço restrito a que ficam limitados com o baixo nível de água nas lagoas. Assim, embora os meses de agosto, setembro e outubro, ainda façam parte da estação fria, geralmente eles são meses de pesca abundante. Era nesse período que outrora se realizava a pesca do “tinguí”, uma técnica, atualmente em desuso, que utilizava uma trepadeira como veneno. Segundo H EIZER (1985), o uso de espécies vegetais como veneno de pesca é um hábito altamente arraigado na América do Sul, onde mais de uma centena de plantas já foram citadas como venenos, tendo algumas das plantas utilizadas sido domesticadas pelo homem a ponto de perderem a capacidade de reprodução espontânea. A espécie utilizada no Remanso corresponde a uma Sapindaceae (Serjania sp.), que segundo o autor referido pertence a um gênero amplamente usado no sul do Brasil.
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Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Energia Nuclear na Agricultura Programa de aquisição de alimentos nos assentamentos rurais da reforma agrária, análise sob as lentes da multifuncionalidade da

Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Centro de Energia Nuclear na Agricultura Programa de aquisição de alimentos nos assentamentos rurais da reforma agrária, análise sob as lentes da multifuncionalidade da

A influência deste enfoque sobre a agricultura tem levado a uma série de rupturas do modo clássico de interpretação do desenvolvimento agrário. A principal delas é em relação ao conceito de “rural” e que incide de forma especial sobre o universo das unidades familiares de produção. Até hoje, predomina uma visão de um rural como sendo equivalente ao espaço agrícola, principalmente em função do modelo de desenvolvimento, baseado em uma visão essencialmente produtivista e “homogeneizadora” da realidade, onde a agricultura é refém da dinâmica industrial (MULLER, 2007). Nesse sentido, as mazelas decorrentes desse “desenvolvimento” pouco a pouco, começam a fazer parte das discussões tanto no âmbito privado como no público. A necessidade de minimizar os impactos ambientais nas práticas agrícolas dominantes, de se produzir alimentos saudáveis isentos de agrotóxicos, de garantir renda, educação, cultura e saúde a toda a população marginalizada, são aspectos que preocupam e mobilizam cada vez mais os movimentos sociais, a comunidade acadêmica, e os formuladores das políticas públicas, comprometidos com um desenvolvimento justo para todos, muito embora num ritmo mais lento do que o desejável (BRASIL, 2008).
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ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA: PERSPECTIVAS E DESAFIOS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA: PERSPECTIVAS E DESAFIOS – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Considerando que já está previsto na legislação o número máximo de estudantes em relação à supervisão nas Concedentes. O Artigo 9º da Lei 11.788/2008 estabelece como uma das obrigações da Concedente: “III – indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários simultaneamente;” (BRASIL, 2008); considerando, ainda, que, atualmente, não consta no PPC dos cursos pesquisados neste trabalho, bem como nos Regulamentos da Instituição, referência a número máximo de alunos por turma em disciplina de estágio, sugerimos que seja colocada em discussão além da organização de uma carga horária para orientação do estágio não obrigatório, o número máximo de alunos por disciplina a fim de que professores orientadores possam oferecer uma orientação efetiva.
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O PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE GESTORES ESCOLARES DO CEARÁ: A PROPOSTA DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO E AS PRÁTICAS DE GESTÃO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE GESTORES ESCOLARES DO CEARÁ: A PROPOSTA DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO E AS PRÁTICAS DE GESTÃO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

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Schizaeales da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

Schizaeales da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

A Chapada Diamantina é a porção da Cadeia do Espinhaço localizada na posição central do Estado da Bahia. Está inserida no bioma Caatinga e compreende 58 municípios. O presente trabalho registra o levantamento florístico, as descrições e as ilustrações de 11 espécies de Schizaeales encontradas na Chapada Diamantina, além de chaves de identificação para famílias e espécies. As espécies encontradas foram: Anemia dentata Gardner ex Field & Gardner, A. ferruginea Humb. & Bonpl. ex Kunth, A. hirsuta (L.) Sw., A. oblongifolia (Cav.) Sw., A. phyllitidis (L.) Sw., A. rutifolia Mart., A. tomentosa (Savigny) Sw. e A. villosa Humb. & Bonpl. ex Willd., Lygodium venustum Sw., L. volubile Sw., Schizaea elegans (Vahl) Sw.
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