Top PDF Fermentação e parâmetros ruminais de ovinos alimentados com gordura protegida

Fermentação e parâmetros ruminais de ovinos alimentados com gordura protegida

Fermentação e parâmetros ruminais de ovinos alimentados com gordura protegida

O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da inclusão de gordura protegida na dieta de ovinos sobre fermentação e parâmetros ruminais, como pH ruminal, concentração de nitrogênio amoniacal (N-NH3), e açucares totais. Para isso foi realizado um experimento na UNEPE de metabolismo animal, da Universidade Tecnológica Federal Campus Dois Vizinhos, e teve duração de 90 dias, sendo 10 dias de adaptação ao ambiente, com 4 períodos experimentais de 20 dias, sendo 16 para adaptação a dieta e 4 dias para as coletas de amostras. Foram utilizados 4 ovinos machos sem raça definida com peso médio de 50kg, distribuídos em um delineamento experimental quadrado latino 4x4. Os animais foram alimentados com concentrado á base de farelo de soja, farelo de trigo e farelo de milho com inclusão de níveis de gordura protegida, que foram, tratamento controle, 2%, 4% e 6% e volumoso feno de tífton 85. As dietas foram isoprotéicas e isoenergéticas, na relação 20:80 de volumoso e concentrado, respectivamente.Os animais ficaram mantidos em gaiolas metabólicas individuais com comedouros e bebedouros individuais. O alimento era fornecido duas vezes ao dia, as 8:00 e as 16:00 horas. Nos últimos quatro dias do período experimental foram coletadas amostras de fluido ruminal, nos tempos 0 hora que antecede a alimentação e 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20 e 22 horas após a alimentação divididos em quatro dias sendo 3 coletas por dia com intervalos de oito horas, para determinação dos parâmetros ruminais. As análises de N-NH3 e açucares totais foram realizadas no laboratório de bromatologia e fisiologia vegetal desta universidade, e foram procedidas através de métodos colorimétricos. O pH foi medido no momento das coletas. Não houve efeito do tratamento para o pH. O tratamento controle (0%), e o tratamento 6% tiveram efeito significativo quadrático (P<0,05) para o pH em função do tempo após a alimentação, (pH= 5,95+0,10x-0,01x²) e (pH= 6,02+0,11x-0,01x²), respectivamente. Foi observado efeito significativo linear positivo (P<0,05) do tratamento, para concentração de N-NH3, com a equação (N-NH3= 5,42+6,06x). Não houve efeito do tempo em relação as concentrações de N-NH3, com exceção do tratamento 4% que teve efeito linear negativo (P<0,05), (N-NH3= 21,09-3,46x). Não houve efeito do tempo em relação a concentração de açucares totais. O tratamento teve efeito quadrático (P<0,05), (CHO=50,18+26,60x-10,88x²), para a concentração de açucares totais. Recomenda-se inclusão de gordura protegida em até 6% nas dietas com alto teor de concentrado, pois mesmo com os efeitos observados as concentrações de N-NH3, açucares e pH e mantiveram-se dentro do esperado.
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Fermentação ruminal de ovinos alimentados com alto concentrado e grãos de girassol ou gordura protegida.

Fermentação ruminal de ovinos alimentados com alto concentrado e grãos de girassol ou gordura protegida.

Seis ovinos machos, não castrados, da raça Santa Inês, com média de peso de 30kg, fistulados no rúmen, foram distribuídos em delineamento de quadrado-latino duplo (3x3). Três períodos e três dietas, uma controle, sem inclusão de fonte de lipídio, e duas com inclusão de grãos de girassol ou gordura protegida, foram testados quanto aos parâmetros ruminais. Foram verificadas diferenças (P<0,05) entre as dietas quanto à concentração ruminal de amônia (18mg/dL), mas não houve efeito sobre o pH (6,1), a produção total de ácidos graxos de cadeia curta (98mM), a proporção de acetato (66,4%), de propionato (20%) e de butirato (13%) e sobre a razão acetato:propionato (3,2:1). As bactérias sólido-aderidas isoladas do conteúdo ruminal dos animais recebendo a dieta-controle apresentaram maior teor de nitrogênio (10,7%) que as das dietas com gordura protegida (9,8%) ou com grãos de girassol (9,1%). A produção de nitrogênio pelas bactérias sólido-aderidas da dieta-controle (170mg/g) não diferiu da dieta com grãos de girassol (153mg/kg) ou com gordura protegida (160mg/kg). A inclusão de grãos de girassol ou gordura protegida na dieta com alto concentrado para ovinos propiciou ambiente adequado para fermentação ruminal.
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Cinética de fermentação e parâmetros ruminais de animais alimentados com dietas contendo níveis de inclusão de torta da amêndoa de castanha-do-pará

Cinética de fermentação e parâmetros ruminais de animais alimentados com dietas contendo níveis de inclusão de torta da amêndoa de castanha-do-pará

A cinética de fermentação e a degradabilidade efetiva (DE) da torta da amêndoa de castanha- do-pará (Bertholletia excelsa Bonpl.) - (TAC) foram avaliadas nas proporções 0 (controle), 15, 30, 45, 60 e 100% da matéria seca em substituição à silagem de milho (SM), através da produção de gases in vitro, nos tempos 3, 6, 9, 12, 24, 48, 72 e 96 horas. O delineamento experimental para produção de gases foi em blocos ao acaso, com seis tratamentos, três blocos e duas repetições por bloco. Para estimativa dos parâmetros de cinética de fermentação ruminal de cada tratamento, o modelo de France et al. (1993) foi ajustado aos dados. Em experimento in vivo, avaliou-se os parâmetros ruminais de ovinos alimentados com 0, 15, 30 e 45% (MS) de TAC, e silagem de milho. As coletas de líquido ruminal para determinação da concentração dos AGCC, pH e N-NH 3 foram realizadas às 08h00, antes do fornecimento da dieta, e às 10h00,
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[Estudo dos parâmetros morfométricos e ruminais em ovinos Santa Inês alimentados com cactus sem espinhos (Opuntia ficus-indica, MILL)]

[Estudo dos parâmetros morfométricos e ruminais em ovinos Santa Inês alimentados com cactus sem espinhos (Opuntia ficus-indica, MILL)]

TAIZ, L.; ZEIGER, E. (Eds.). Plant physiology. Sunderland: Sinauer Associates, 1998. 792p. TEIXEIRA, J.; TEIXEIRA, L. Princípios de nutrição de bovinos leiteiros. Lavras: UFLA/FAEP, 2001. 245p. (Textos acadêmicos). VALADARES FILHO, S.C.; PINA, D.S. Fermentação ruminal. In: BERCHIELLE, T.T.; PIRES, A.V.; OLIVEIRA, S.G. (Eds.). Nutrição de ruminantes. Jaboticabal: Funep, 2006. 583p. VAN SOEST, P.J. (Ed.). Nutritional ecology of the ruminant. Ithaca, New York: Cornell University Press, 1994. 476p.

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Protozoários ciliados em ovinos suplementados com gordura protegida

Protozoários ciliados em ovinos suplementados com gordura protegida

O presente trabalho tem por objetivo quantificar os protozoários ciliados no rúmen de ovinos em relação à suplementação com gordura protegida de óleo de palma. O experimento foi realizado na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Dois Vizinhos, na UNEPE de metabolismo animal, no período de junho a agosto de 2014. Foram utilizados quatro ovinos machos fistulados no rúmen com peso vivo médio de 50 kg. Estes animais foram mantidos em gaiolas com bebedouros e comedouros individuais alimentados com 20% de feno de Tifton 85 e 80% de concentrado. Nos tratamentos foram adicionados 0, 2, 4 e 6% de gordura protegida de óleo de palma. O período experimental foi de 80 dias, com 14 dias de adaptação e um dia de coleta do líquido ruminal, o qual foi utilizado para a quantificação dos protozoários e determinação do pH. O delineamento experimental utilizado foi Quadrado Latino (4x4), com quatro níveis de inclusão da gordura e quatro períodos. O pH foi determinado com pHmetro digital, nos tempos 0, 2, 4, 6 e 8 horas após o fornecimento da dieta. A coleta para quantificação dos protozoários foi feita nos tempos zero e duas horas. Foi utilizada Câmara de contagem adaptada de Sedgewick-Rafter, as amostras coletadas foram fixadas em formalina 18,5% e depois aplicadas em solução de lugol (100 mL de água destilada, cinco gramas de iodo e dez gramas de iodeto de potássio), foram consideradas as médias das contagens feitas em 100 campos independentes, realizadas em duplicata e analisados em microscópio com aumento de 10x. Dos alimentos fornecidos aos animais foram retiradas amostras dos dias da coleta e feita a pré-secagem em estufa de ventilação forçada a 55ºC por 72h para posteriores análises bromatológicas de matéria seca, matéria orgânica, proteína bruta e fibra em detergente neutro. Os dados foram submetidos a análise de variância e o efeito do nível de inclusão da gordura foi analisado por regressão. Não foi observada diferença significativa na contagem total de protozoários ciliados o rúmen de ovinos (P>0,05) para os níveis de inclusão de gordura protegida na dieta (0, 2, 4 e 6%), no entanto houve diferença (P<0,05) entre os tempos 0 e 2 horas após a alimentação. Em relação ao pH, houve diferença significativa (P<0,05) em relação as dietas fornecidas e o tempo de coleta e apresentou valor mínimo 6,1 com nível de 0,18% de inclusão de gordura, as 5,35 horas após a alimentação. O uso da gordura protegida de óleo de palma até 6% no concentrado em dieta de ovinos não afeta a população de ciliados no rúmen. A câmara adaptada de contagem de protozoários permite a contagem de acordo com a metodologia recomendada da literatura. Observa-se redução de protozoários ruminais com a diminuição do pH ruminal e presença constante de oxigênio.
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Equação de regressão para estimar volume de gases ruminais e correlação entre composição química e parâmetros da fermentação

Equação de regressão para estimar volume de gases ruminais e correlação entre composição química e parâmetros da fermentação

Para isso, após a secagem em estufa com circulação forçada de ar a 55°C, as amostras foram moídas em moinho tipo Willey com peneira com crivos de 5 mm. O líquido ruminal foi coletado de dois ovinos machos castrados canulados no rúmen, alimentados com gramínea fresca, de acordo com protocolo do comitê de ética 05/2013 CEPAP. O inóculo ruminal foi preparado pela mistura do líquido dos dois animais, sendo filtrado em gaze, durante o processo de preparo o líquido ruminal foi mantido fluxo constante de CO 2 e acondicionado em garrafas térmicas pré-aquecidas com água a 38 ºC.
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Digestibilidade da dieta, parâmetros ruminais e desempenho de ovinos Santa Inês alimentados com polpa cítrica peletizada e resíduo úmido de cervejaria.

Digestibilidade da dieta, parâmetros ruminais e desempenho de ovinos Santa Inês alimentados com polpa cítrica peletizada e resíduo úmido de cervejaria.

De modo contrário ao verificado para a proporção molar de propionato, a dieta contendo resíduo úmido de cervejaria apresentou maior (P<0,05) relação acetato/propionato em comparação àquela contendo milho, mas não houve diferença (P>0,05) entre a dieta contendo polpa cítrica peletizada e as demais. Como já relatado, a maior concentração ruminal de propionato em relação ao acetato na dieta contendo milho deve-se ao alto teor de amido do milho. O resíduo úmido de cervejaria, no entanto, apresenta teor de amido inferior ao do milho e alto teor de FDN (Tabela 1), o que favoreceu a maior concentração ruminal de acetato em relação à de propionato, uma vez que o acetato é o mais importante ácido graxo de cadeia curta produzido durante a fermentação da fibra (Firkins et al., 2006).
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Consumo, digestibilidade e parâmetros ruminais em ovinos recebendo silagens e fenos em associação à palma forrageira.

Consumo, digestibilidade e parâmetros ruminais em ovinos recebendo silagens e fenos em associação à palma forrageira.

A palma apresenta teores consideráveis de pectina, que de acordo com Van Soest (1994), apesar de rapidamente fermentável no rúmen, gera acetato como produto final, como ocorre com a fermentação da celulose. Muller & Prado (2004) concluíram que a pectina possui um tipo de fermentação favorável, sem a produção de ácido lático, que ajuda a manter um ambiente ruminal favorável. Somado a esse fato, a oferta da dieta em forma de ração completa pode ter contribuído na manutenção do pH, pois, segundo Pessoa et al. (2005) o uso de rações completas possibilita um padrão mais constante de fermentação no rúmen.
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Parâmetros de fermentação ruminal em bovinos alimentados com grãos de milho ou sorgo de alta umidade ensilados.

Parâmetros de fermentação ruminal em bovinos alimentados com grãos de milho ou sorgo de alta umidade ensilados.

foram submetidos à análise de variância pelo procedi- mento General Linear Models (PROC GLM). As aná- lises referentes à dinâmica líquida ruminal, degradabilidade in situ da MS e FDN do feno e os respectivos parâmetros da degradabilidade separaram como fontes de variação o efeito da cultura, estudando- se os efeitos de tratamentos através de regressão polinomial. Os dados referentes aos AGVs, pH e con- centrações de nitrogênio amoniacal no conteúdo ruminal foram analisados conforme descrito, porém adicionados do fator medidas repetidas no tempo, referentes aos diversos momentos de colheita entre as refeições. Tal análise foi realizada utilizado-se o comando REPEATED gerado pelo GLM do SAS. A análise por tempo somente foi realizada quando as interações entre tempo e tratamento foram significativas (P<0,05). Adotou-se um nível de significância de 5% para todos os parâmetros analisados.
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População de protozoários ruminais em novilhos zebuínos alimentados com ou sem volumoso

População de protozoários ruminais em novilhos zebuínos alimentados com ou sem volumoso

O sistema de confinamento sem volumoso, só com milho grão inteiro e pellet proteico, pode viabilizar a engorda de bovinos, com ganhos em torno de 1,5kg/cab/dia, e tem sido utilizado em diferentes sistemas de produção bovina. Entretanto, devido ao risco de acidose e de outras alterações metabólicas, essas dietas podem propiciar variações significativas nas populações de microrganismos ruminais (Gorocica-Buenfil; Loerch, 2005; Abrão et al., 2015).

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Exigências líquidas de proteína e energia para ganho de peso de novilhos Nelore alimentados com dietas contendo grão de milho úmido e gordura protegida.

Exigências líquidas de proteína e energia para ganho de peso de novilhos Nelore alimentados com dietas contendo grão de milho úmido e gordura protegida.

Segundo Murray & Slezacek (1988), biologicamente, um animal que atinge a maturidade apesenta declínio no peso e na proporção dos órgãos viscerais, especialmente o fígado e o trato digestivo, resultando em uma redução no requerimento de energia para mantença (Ferrel, 1988). Em decorrência do menor requerimento de energia para mantença, proporcionalmente ao peso corporal, mais ener- gia pode ser gasta para o crescimento da carcaça, particu- larmente a deposição de gordura (Ryan & Williams, 1989). Portanto, espera-se maior proporção de gordura em animais com maior maturidade.
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Suplementação nitrogenada com ureia comum ou encapsulada sobre parâmetros ruminais de novilhos alimentados com feno de baixa qualidade.

Suplementação nitrogenada com ureia comum ou encapsulada sobre parâmetros ruminais de novilhos alimentados com feno de baixa qualidade.

) do feno foi determinado pela técnica de sacos de náilon com incubações ruminais, conforme proposto por HUNTINGTON & GIVENS (1995). Os sacos foram incubados sequencialmente por 0, 1, 3, 6, 12, 24, 36, 48, 72 e 96 horas e retirados simultaneamente. Após serem retirados do rúmen, os sacos foram lavados e secos em estufa de ventilação forçada, a 60ºC, por 72 horas, resfriados em dessecador e pesados. O resíduo obtido e a amostra do material incubado foram moídos a 1mm e analisados para FDNc, de acordo com VAN SOEST & ROBERTSON (1985). Os dados foram ajustados ao modelo de McDONALD (1981):
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Consumo, digestibilidade e parâmetros ruminais de cordeiros alimentados com dietas contendo níveis crescentes de triguilho

Consumo, digestibilidade e parâmetros ruminais de cordeiros alimentados com dietas contendo níveis crescentes de triguilho

Allen (2000) elenca alguns fatores que alteram o consumo a curto prazo: limitação física, conteúdo de FDN da dieta, forma física de alimentos fibrosos (comprimento das partículas do volumoso, fontes de fibra não forragem), digestibilidade do FDN da forragem, hipertônica do rúmen-reticulo (osmolaridade), local de digestão do amido, combustíveis metabólicos (propionato x acetato), proteína dietética e gordura suplementar. O consumo voluntario é o fator que mais influencia a resposta do animal, principalmente a eficiência, sofre influência de diversos fatores característicos do animal (espécie, categoria, condição nutricional, idade, sexo e demanda energética) e também relativos ao alimento como seleção e palatabilidade (VAN SOEST, 1994).
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Desempenho e características qualitativas da carcaça e da carne de cordeiros terminados em confinamento alimentados com dietas contendo soja grão ou gordura protegida

Desempenho e características qualitativas da carcaça e da carne de cordeiros terminados em confinamento alimentados com dietas contendo soja grão ou gordura protegida

Os rendimentos de carcaça quente obtidos com as dietas com soja grão e gordura protegida foram semelhantes aos observados por Rodrigues et al. (2008), que avaliaram níveis crescentes de inclusão de polpa cítrica em dietas para terminação de cordeiros Santa Inês em confinamento. Esses autores abateram os animais com aproximadamente 33,5 kg e obtiveram valor médio de 49,9% para essa variável. Garcia et al. (2000), relataram RCQ de 53,1% em cordeiros Santa Inês terminados em confinamento e alimentados com dietas com elevada proporção de concentrado. Nesse trabalho, os animais foram abatidos com peso médio de 36,7 kg. Neres et al. (2001) trabalharam com animais ¾ Suffolk terminados em pastagem de grama-estrela-branca recebendo suplementação com concentrado. Os animais foram abatidos com peso médio de 25,1 kg e apresentaram rendimento de carcaça de aproximadamente 53%. Desta forma, é possível
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Determinação do consumo, digestões totais, balanço dos compostos nitrogenados e variáveis ruminais em ovinos santa inês alimentados com diferentes níveis de concentrado

Determinação do consumo, digestões totais, balanço dos compostos nitrogenados e variáveis ruminais em ovinos santa inês alimentados com diferentes níveis de concentrado

Nesta pesquisa, a redução linear no consumo de FDN, possivelmente, está relacionada a uma saturação na resposta funcional do consumo, conforme inferência realizada por Detmann et al. (2001). A adição à ração de componentes de alto potencial de digestão pode ter rompido o limite de energia digestível limitante de consumo, invertendo o principal mecanismo regulatório, de físico para fisiológico, como descrito por Mertens (1992), o que justificaria o menor consumo de FDN pelos animais alimentados com níveis mais elevados de concentrado. É importante ressaltar que a elevação dos níveis proteicos dietéticos refletiu sobre o consumo de FDN. Este efeito é atribuído ao fato da relação estimada estar, possivelmente, mascarada por efeitos de confundimento. Nesta pesquisa, os maiores níveis de PB coincidiram com a elevação dos níveis de concentrado na ração e, consequentemente, redução dos teores de FDN. Isto é reiterado pela forte correlação negativa obtida entre níveis de PB e FDN dietéticos. Diante da controvérsia relacionada às variáveis supracitadas, o consumo de matéria seca, embora sem significância estatística, foi positivamente relacionado ao nível de PB dietético. Diante deste embasamento teórico e de evidências experimentais demonstrando o efeito benéfico da ampliação do fornecimento de PB sobre o consumo e digestão da fibra, infere-se que os resultados não possam ser representativos do sistema biológico, em função de elevada influência de efeitos de confundimento sobre os dados analisados.
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Influência do grão de sorgo como fonte de amido em ovinos alimentados com feno: parâmetros plasmáticos.

Influência do grão de sorgo como fonte de amido em ovinos alimentados com feno: parâmetros plasmáticos.

RESUMO - O objetivo deste trabalho experimental foi verificar a influência de diferentes níveis de grão de sorgo, como fonte de amido, nos parâmetros plasmáticos em ovinos alimentados com feno de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum). O sorgo foi utilizado em quatro níveis na dieta: 0, 15, 30 e 45%. Foram usados 12 ovinos machos castrados distribuídos em quatro tratamentos com três repetições. Foram coletadas seis amostras de sangue por animal logo antes da refeição da manhã (hora zero) e 1, 2, 3, 4, 6 e 8 horas após. O delineamento experimental foi o completamente casualizado. A 1ª hora após a refeição apresentou a maior concentração plasmática de uréia (53,3 mg/100 mL) e foi superior à 6ª e 8ª hora (49,5 e 49,3 mg/100 mL). A maior concentração de uréia no plasma coincidiu com a maior concentração de amônia no líquido ruminal. O tratamento com 30% de sorgo na dieta apresentou concentração plasmática de glicose de 81,0 mg/100 mL e foi superior ao tratamento testemunha (60,4 mg/100 mL). A concentração de insulina variou entre tratamentos para cada hora de coleta após a refeição, de acordo com os níveis de sorgo na dieta. O tratamento com 45% de sorgo apresentou a maior concentração do hormônio no plasma. Observou-se para todos os tratamentos um pico de produção do hormônio na 4ª hora após a refeição.
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RECONSTITUIÇÃO DE GRÃOS DE MILHO SOBRE O CONSUMO, DIGESTIBILIDADE APARENTE DOS NUTRIENTES E PARÂMETROS RUMINAIS DE OVINOS EDUARDO GUIMARÃES BRANDÃO

RECONSTITUIÇÃO DE GRÃOS DE MILHO SOBRE O CONSUMO, DIGESTIBILIDADE APARENTE DOS NUTRIENTES E PARÂMETROS RUMINAIS DE OVINOS EDUARDO GUIMARÃES BRANDÃO

O amido, quando ingerido pelo ruminante, é submetido primeiramente à fermentação microbiana no rúmen, sendo estas as responsáveis por grande fração da digestão do amido. Em sua predominância numérica e diversidade metabólica as bactérias ruminais são: Streptococcus bovis, Bacteroides amylophilus, Bacteroides ruminocola, Ruminobacter amylophilus, Eubacterium ruminantium, Ruminococcus bromii, Prevotella ruminicola, Butyrivibrio fibrisolvens, Succinimonas amylolytica, Selenomona lactylitica, Selenomona Ruminantium e Lactobacillus sp (CHURCH, 1979; COTTA, 1988; KOTARSKI et al. 1992). Produzindo células microbianas e ácidos graxos de cadeia curta. Posteriormente, o amido sofre digestão enzimática, no intestino delgado, produzindo glicose (HALE, 1973; WALDO, 1973; THEURER, 1986).
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Suplementação com gordura protegida na infecção por nematódeos gastrintestinais em ovelhas Santa Inês

Suplementação com gordura protegida na infecção por nematódeos gastrintestinais em ovelhas Santa Inês

O peso corporal como medida para avaliação do estado nutricional em ovinos é tido como uma medida indireta e pouco sensível, por outro lado a condição corporal, tem sido utilizada em diversos trabalhos como um método prático e preciso na avaliação do nível nutricional de um rebanho (DUCKER; BOYD, 1977; GUNN et al., 1991). Além disso, deve-se ressaltar que boa parte das ovelhas pariu durante o experimento, o que faz a variação da média de peso entre as coletas poder ser devida a este estado fisiológico. A menor média encontrada na última coleta para a dieta gordura protegida, provavelmente se relaciona ao fato de 84% das ovelhas terem parido em contraste com os 72% da dieta controle. A dieta gordura protegida não elevou a média de condição corporal, o que é justificado pelas dietas serem isoenergéticas e isoprotéicas. Vários trabalhos relatam uma relação inversa entre gordura protegida e consumo voluntário, em vacas de leite, levando até mesmo a uma diminuição na condição corporal (HIGHTSHOE et al., 1991; EZEQUIEL, 2001).
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Gordura protegida na dieta de vacas de alta produção a campo, em alfafa verde ou pré-secada, na fase inicial da lactação: parâmetros plasmáticos.

Gordura protegida na dieta de vacas de alta produção a campo, em alfafa verde ou pré-secada, na fase inicial da lactação: parâmetros plasmáticos.

A análise de variância não mostrou significância estatística para forma de oferecimento de alfafa consumida (P>0,11), nível de gordura (P>0,95) e interação entre alfafa e nível de gordura (P>0,46) para a concentração da gama-glutamil-transferase hepática. Essa enzima caracteriza-se por sua extre- ma sensibilidade, sendo influenciada por qualquer fator que afete as membranas celulares dos órgãos que a contêm e, nos quais são atingidos, eleva-se a atividade da G-GT. No caso de alterações hepáticas, o aumento na concentração da G-GT no plasma geralmente é um índice de agressão tóxica (Cornelius, 1980; Kramer, 1980; Tennant & Hornbuckle, 1980; Wiener Lab., 1997). Muito pouco tem-se estudado os valores da G-GT em bovinos, mas a variação foi muito grande nos trabalhos de Rico et al. (1977); Blood & Radostits (1989) e no Fraser (1991), que vão de 12,0 a 23,4; de 0 a 31 e de 4,9 a 25,7 UI/l, respectivamente. Os níveis da enzima gama-glutamil- tranferase sangüínea das vacas em lactação do expe- rimento são considerados normais por estarem próxi- mos aos dados apresentados pelos autores Blood & Radostits (1989). Por esse motivo, pode-se inferir que não ocorreram alterações hepáticas nos bovinos.
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