Top PDF Fitossociologia de campos rupestres quartzíticos e ferruginosos no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais.

Fitossociologia de campos rupestres quartzíticos e ferruginosos no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais.

Fitossociologia de campos rupestres quartzíticos e ferruginosos no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais.

(Fitossociologia de campos rupestres quartzíticos e ferruginosos no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais). Foram realizados estudos fi tossociológicos de duas áreas em campos rupestres quartzíticos e ferruginosos (sobre itabirito) de MG. Objetivou-se verifi car se os litotipos e as geoformas infl uenciam a vegetação dessas comunidades. Os campos rupestres de ambas litologias foram estratifi cados pelas geoformas e fi tofi sionomias em: 1. Áreas inclinadas, com campos limpos 2. Platôs, com campos limpos e 3. Porções inferiores dos perfi s, com campos sujos. Amostraram-se 60 parcelas (10x10m), 10 em cada habitat. Estimou-se a cobertura e calculou-se a frequência, dominância e valor de importância (VI) das espécies. Calculou-se a diversidade pelo índice de Shannon-Wiener (H’) e equabilidade de Pielou (J’) para cada habitat e a similaridade fl orística entre eles pelo índice de Jaccard e análise de agrupamentos. Inventariou-se 165 espécies nos campos quartzíticos e 160 nos ferruginosos. Nos campos rupestres declivosos e nos platôs ferruginosos Vellozia compacta foi a espécie de maior VI. Nos campos inclinados com afl oramentos quartzíticos Lagenocarpus rigidus foi a espécie com maior VI, seguida por algumas fanerófi tas. Echinolaena infl exa foi a espécie de maior importância nos platôs sobre quartzito, seguida por algumas fanerófi tas e várias hemicriptófi tas. Os campos sujos sobre itabirito foram dominados por E. erythropappus e V. compacta enquanto que os campos sujos sobre quart- zito por Echinolaena infl exa, Eremanthus erythropappus e outras fanerófi tas. Os campos sujos foram mais diversos que os campos limpos. Os campos rupestres ferruginosos apresentaram menor diversidade (H’=2,92) e equabilidade (J’=0,58) do que os quartzíticos (H’=3,36; J’=0,66). A análise de agrupamentos indicou a formação de grupos defi nidos pelas diferentes litologias e geomorfologias. Os resultados evidenciaram que a geologia e as geoformas infl uenciam a composição fl orística de campos rupestres.
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Restauração de Campos Ferruginosos Mediante Resgate de Flora e Uso de Topsoil no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais

Restauração de Campos Ferruginosos Mediante Resgate de Flora e Uso de Topsoil no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais

Nos levantamentos florísticos (inéditos) apresentados neste trabalho, foram consideradas apenas as plantas vasculares. As coletas foram realizadas exclusivamente em Campos Rupestres Ferruginosos e nos capões de vegetação sub-arbórea densa de pequena dimensão (Capão de Mata), associados aos Campos Rupestres. As campanhas de campo para coletas de amostras e dados foram de frequência mensal, entre agosto de 2006 e dezembro de 2008. Todo o material coletado encontra-se depositado no herbário do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (BHCB). A identificação das espécies se deu por meio de bibliografia específica, comparação com exsicatas determinadas, depositadas no BHCB, e mediante contribuição de especialistas. A lista das famílias seguiu a classificação do Angiosperm Phylogeny Group – APG II (2003), para as angiospermas; Smith et al. (2006), para as samambaias; Kramer e Tryon (1990), para as licófitas. As abreviações dos nomes dos autores das espécies seguiram Brummitt e Powell (1992).
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Fungos micorrízicos associados a orquídeas em campos rupestres na região do Quadrilátero Ferrífero, MG, Brasil.

Fungos micorrízicos associados a orquídeas em campos rupestres na região do Quadrilátero Ferrífero, MG, Brasil.

RESUMO – (Fungos Micorrízicos associados a orquídeas em campos rupestres na Região do Quadrilátero Ferrífero, MG, Brasil). Oito isolados de fungos micorrízicos rizoctonióides foram obtidos do sistema radicular de orquídeas neotropicais, a saber: Bulbophyllum weddelii (Lindl.) Rchb. f., Epidendrum dendrobioides Thunb., Maxillaria acicularis Herb. ex Lindl., Oncidium gracile Lindl., Pleurothallis teres Lindl., Prosthechea vespa (Vell.) W.E. Higgins, Sophronitis milleri (Blumensch. ex Pabst) C. Berg & M.W. Chase e Sarcoglottis sp., que ocorrem em campos rupestres da região do Quadrilátero Ferrífero, no Estado de Minas Gerais, Brasil. Três gêneros anamórficos foram identificados: Epulorhiza, isolados do sistema radicular de E. dendrobioides e S. milleri; Ceratorhiza, isolados de B. weddelii, O. gracile, P. teres e P. vespa e Rhizoctonia, isolados de M. acicularis e Sarcoglottis sp. O trabalho constitui-se no primeiro relato taxonômico e de caracterização morfológica de fungos micorrízicos rizoctonióides associados a espécies de orquídeas que ocorrem em campos rupestres no Brasil.
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A vegetação de canga no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais: caracterização e contexto fitogeográfico.

A vegetação de canga no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais: caracterização e contexto fitogeográfico.

A vegetação nas cangas (afloramentos ferruginosos) abriga dezenas de espécies raras, várias novidades taxonômicas e elevada diversidade alfa e beta. Utilizando um banco de dados constituído por 1.080 táxons de angiospermas, a vegetação associada às cangas no Quadrilátero Ferrífero foi caracterizada a partir dos elementos florísticos, das formas de crescimento e das fisionomias mais frequentes. Analisou-se a distribuição geográfica e os domínios fitogeográficos de 980 espécies. Ainda, com o objetivo de verificar se há distinção entre a vegetação das cangas em relação às de cinco áreas inseridas em sistemas rupestres de Minas Gerais e Bahia, analisou-se a similaridade a partir do número de espécies de 920 gêneros de angiospermas. Em comparação aos sistemas quartzíticos, principalmente os inseridos na Cadeia do Espinhaço, pode-se distinguir a vegetação das cangas pela maior influência de elementos florísticos do domínio Atlântico, maior frequência de sinúsias formadas por árvores e arbustos, riqueza elevada de espécies de gêneros como Solanum e Cattleya e pouca representatividade fisionômica de alguns gêneros típicos dos campos rupestres. Essa distinção parece correlacionar-se com a localização geográfica do Quadrilátero e com as características geomorfológicas e mineralógicas das cangas. Palavras-chave: sistemas rupestres, Cadeia do Espinhaço, vegetação metalófila, geossistema ferruginoso, afloramentos ferruginosos.
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Aves de um remanescente florestal do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais.

Aves de um remanescente florestal do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais.

O presente estudo enriquece o conhecimento da avifauna do Estado de Minas Gerais, tanto do domínio do Cerrado quanto da Mata Atlântica, especificamente do QF. Esta região sofre uma grande pressão econômica e está sendo rapidamente transformada pela urbanização e mineração (Jacobi & Carmo 2008). Os campos ferruginosos são especialmente ameaçados, pois são associados a solos de elevada qualidade mineral e constituem um ambiente bas- tante localizado. São encontrados em Minas Gerais principalmente no Quadrilátero Ferrífero e, em menores quantidades, ao longo do Espinhaço meridional nas regiões de Serro e Capelinha. No resto do Brasil estão em Carajás, no Pará, e em Corumbá, no Mato Grosso do Sul (Castro 2008). A MSP protege somente uma pequena área de campos ferruginosos, e são poucas as Unidades de Conservação que os incluem. Cerca de 90% das áreas que possuem campos ferruginosos têm direitos de mineração concedidos a indústrias e a demanda de minério só tende a crescer (DNPM 2006, Jacobi & Carmo 2008). Além desse ambiente peculiar existem no QF áreas consideráveis de Cerrado e de Mata Atlântica, reconhecidas como prioritárias à conser- vação. As acentuadas pressões econômicas e demográficas exercidas na região tornam urgentes as ações para preservar a região do QF. O levantamento efetivo de espécies, abrangendo todas as fitofisionomias e estações do ano, é uma das medidas conservacionistas sugeridas, pois fornece base para um planejamento eficiente de novas UC’s.
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Gradiente vegetacional e pedológico em Complexo Rupestre de Quartzito no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais, Brasil

Gradiente vegetacional e pedológico em Complexo Rupestre de Quartzito no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais, Brasil

Vários estudos em diversas localidades de complexo rupestres observaram uma notável diferença nas características químicas e físicas dos solos nas diferentes áreas estudadas, sugerindo a necessidade de estudos para melhor esclarecer a relação solo- vegetação nesses ambientes (Benites et al. 2005, Benites et al. 2007, Conceição e Giulietti 2002, Oliveira Junior et al. 2006, Conceição et al. 2007, Fernandes et al. 2007, Gonçalves- Alvim e Fernandes 2001; Meguro et al. 1994, Negreiros et al. 2008, Teixeira e Lemos-Filho 2002, Vincent e Meguro 2008, Vitta 1995). Embora alguns autores tenham sugerido que a flora dos campos rupestres depende de características edáficas, estudos detalhados e abrangentes são incipientes. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar a influência das características químicas e físicas do solo na distribuição das espécies herbáceo- lenhosa em um gradiente pedológico-vegetacional do Complexo Rupestre de Quartzito no Quadrilátero Ferrífero. Buscou-se responder as seguintes questões: (i) existe similaridade florística no gradiente selecionado? (ii) As variáveis edáficas influenciam a distribuição e abundância das espécies ao longo do gradiente estudado? (iii) Composição florística do Campo Rupestre Herbáceo varia em função da estação climática?
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Fauna de abelhas de campos rupestres ferruginosos no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais

Fauna de abelhas de campos rupestres ferruginosos no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais

Os campos rupestres ferruginosos são ricos em plantas polinizadas por abelhas, portanto, sua preservação está diretamente relacionada e dependente da preservação das populações destas. Nesse trabalho compilamos informações sobre a apifauna do Parque Estadual da Serra do Rola Moça e Ouro Preto a partir de dados primários e secundários. Os resultados encontrados apontam uma riqueza de 107 espécies sendo 101 na Serra do Rola Moça, 46 em Ouro Preto (área urbana) e 49 na Serra da Brígida, cada área apresentando cerca de 69, 4 e 13 espécies exclusivas, respectivamente. A maioria das espécies pode ser considerada rara pela baixa abundância. A grande riqueza de espécies raras e ou restritas aos ambientes de campos ferruginosos aumentam a importância desses ecossistemas para a conservação da fauna de abelhas.
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Papilionoideae (Leguminosae) nos campos ferruginosos do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística e fenologia.

Papilionoideae (Leguminosae) nos campos ferruginosos do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil: florística e fenologia.

por floresta estacional semidecidual, floresta de galeria e campo rupestre, este com as fitofisionomias de campos quartzíticos e campos ferruginosos (Messias et al. 1997). Os campos ferruginosos ocupam porção significativa da vegetação campestre do Parque, em áreas com altitude em torno de 1.200 a 1.450 m, encontram-se sobre a canga, concreções de sesquióxido de ferro e alumínio, que possui fendas por onde penetram as raízes dos vegetais, possibilitando assim, o desenvolvimento da vegetação (Messias et al. 1997). Segundo Vicent et al. (2002), os campos ferruginosos ocorrem principalmente no Quadrilátero Ferrífero (MG), mas, também, na Serra dos Carajás (PA), em regiões elevadas (acima de 1.000 m) apresentando uma vegetação herbácea ou arbustiva pouco desenvolvida e bastante peculiar, porém, segundo Rizzini (1997), mais pobre floristicamente que os campos quartzíticos.
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A QUESTÃO DA CORRELAÇÃO DAS SUPERFÍCIES DE EROSÃO DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO, MINAS GERAIS

A QUESTÃO DA CORRELAÇÃO DAS SUPERFÍCIES DE EROSÃO DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO, MINAS GERAIS

ABSTRACT THE QUESTION OF THE QUADRILÁTERO FERRÍFERO EROSION SURFACES COR- RELATION. Since the beginning of this Quadrilátero Ferrífero's geomorphological study, specially to the question of erosion surfaces and their correlation to this century many authors have dedicated themselves to the Brazilian southeastern planation surfaces. In this work the Quadrilátero Ferrífero's erosion surfaces were studied based in a morphometrical analysis, taking into consideration the number and surface área of the relief's high portions. The interpretation of quantitative analysis revealed that the erosion surfaces are the result of an important differential erosion process, and their articulation, of a significant lithostructural control. The regional correlation of erosion surfaces based in leveis is not recommendaded, due to lithological and structural diversities as well as to post Cretaceous tectonics.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Flávio José de Araújo Mateus

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Flávio José de Araújo Mateus

Esta dissertação é o resultado de uma pesquisa que teve por objetivo descrever e analisar, comparativamente, a percepção das vivências de prazer e sofrimento no trabalho de professores do ensino fundamental que atuam em duas escolas, uma da rede pública e outra da rede privada, ambas localizadas em um município do interior de Minas Gerais. A psicodinâmica do trabalho foi o referencial teórico que deu escopo à realização da pesquisa descritiva de caráter qualitativo. Este trabalho teve como sujeitos de pesquisa 20 docentes, dentre eles 10 professores atuantes em uma escola da rede pública e 10 da rede privada. Um roteiro estruturado, elaborado exclusivamente para esta pesquisa, norteou as entrevistas, das quais os professores do ensino fundamental participaram. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo, à luz dos pressupostos teóricos de Bardin sobre a análise de conteúdos, com as temáticas predefinidas a partir da literatura dejouriana sobre prazer e sofrimento no trabalho. As unidades de registro foram: sentido do trabalho, contexto do trabalho, vivências de prazer no trabalho, vivências de sofrimento no trabalho, e mecanismos de defesa e estratégias de regulação ante o sofrimento advindo do trabalho. Emergiram dessas unidades de registro as categorias de análise diretamente correlacionadas aos objetivos específicos da pesquisa. Os resultados evidenciaram que o trabalho ocupa espaço central na vida dos docentes, tanto os da escola pública quanto os da privada. O sentido conferido ao trabalho pelos docentes da escola da rede pública diz respeito à interação pessoal estabelecida com os discentes, em que pode ocorrer, por exemplo, laços de amizade com os alunos. Na particular, está relacionado com a percepção pessoal do autodesempenho profissional que os professores têm, por exemplo, quando conseguem perceber que dominam o conteúdo
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O GÊNERO Myrcia DC. (MYRTACEAE) NOS CAMPOS RUPESTRES DE MINAS GERAIS

O GÊNERO Myrcia DC. (MYRTACEAE) NOS CAMPOS RUPESTRES DE MINAS GERAIS

M. splendens (Sw.) DC. Baependi, Barroso, Belo Horizonte, Botumirim, Brumadinho, Buenópolis, Caeté, Capitólio, Carrancas, Catas Altas, Conceição do Mato Dentro, Couto de Magalhães de Minas, Datas, Delfinópolis, Diamantina (Mendanha, São João da Chapada), Francisco Sá, Gouveia, Grão Mogol, Itabira, Itabirito, Itumirim, Jaboticatubas, Joaquim Felício, Lagoa Santa, Mariana, Moeda, Morro do Pilar, Ouro Branco, Ouro Preto (Cachoeira das Andorinhas, Camarinhas, Distrito da Chapada, Estação Ecológica do Tripuí, Lavras Novas), Rio Vermelho, Santa Bárbara, Santana do Riacho, São João Del Rei, São Roque de Minas, São Sebastião do Paraíso, Serro, Várzea da Palma
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Formação e transformação químico-mineralógica da hematita em um geodomínio do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais

Formação e transformação químico-mineralógica da hematita em um geodomínio do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais

Os óxidos de ferro são encontrados em significativas proporções na natureza, sendo considerados os mais abundantes óxidos metálicos dos solos, sobretudo de regiões tropicais ou sub-tropicais [1]. As reservas mundiais de minério de ferro são da ordem de 340 bilhões de toneladas; 9,8% dessas reservas estão no Brasil. As principais jazidas de ferro do Brasil ocorrem em províncias geológicas com domínio de litologia de itabirito, uma rocha metamórfica que contém principalmente hematita e quartzo, predominante no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais. Diversas pesquisas dedicadas à gênese desses depósitos minerais têm papel decisivo no melhor aproveitamento desse recurso mineral [2]. Os caminhos químico- mineralógicos que governam a formação e as transformações dos óxidos de ferro, durante a pedogênese, sobre itabirito, ainda não são suficientemente bem conhecidos. O objetivo principal deste trabalho, em curso, é o de contribuir para uma melhor compreensão dos mecanismos químicos e mineralógicos relacionados à formação e à transformação de óxidos de ferro, com envolvimento de hematita, em uma área de mineração de ferro do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. Nove amostras foram coletadas (coordenadas geográficas do depósito mineral 20º 07’ 51.71’’ S 43º 25’ 00.09’’ W) e analisadas, por difração de raios X com fonte de luz Síncrotron, por processos químico-analíticos para determinação de ferro total (dicromatometria), e por medidas Mössbauer, a 298 K e a 110 K. Foram ainda medidas a magnetização de saturação ( σ), com um magnetômetro portátil [3], sob um campo magnético fixo de ~ 0,3 T. Dos difratogramas de raios X, confirmou-se hematita como principal constituinte mineralógico; em algumas amostras, aparecem também reflexões características de quartzo e magnetita. O teor de ferro total encontrado variou entre 65 e 69 massa%. As medidas de magnetização de saturação mostram que apenas duas amostras ainda apresentam evidências de algum mineral magnético, com σ = 6.9 e 2.1 J T -1 kg -1 . Essas duas amostras estão sendo submetidas a tratamento de dissolução seletiva, com ditionito-citrato-bicarbonato de sódio, para concentrar os óxidos magnéticos. Os dados coletados com espectroscopia Mössbauer a 298 K indicaram a presença de hematita e de magnetita nas duas amostras com magnetização diferente de zero. Os resultados das medidas Mössbauer a 110 K indicam que a hematita em todas as amostras sofre a transição Morin (T M ~ 260 K), como esperado para um
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Oficinas de sensibilização para conservação de sítios geológicos do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais, Brasil

Oficinas de sensibilização para conservação de sítios geológicos do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais, Brasil

Desde a descoberta de ouro aluvionar nos rios da região, no final do século XVII, nunca deixou de ser alvo de atenção e pesquisas. Segundo Machado (2009), depois de aproximadamente 100 anos de atividades mineiras em profusão, o declínio acen- tuado da extração de ouro nas últimas décadas do século XVIII trouxe as primeiras pesquisas cientí- ficas e contribuições sobre a constituição geológica dos terrenos tendo como objetivo a descoberta de novos recursos minerais. Durante todo o sécu- lo XIX o Quadrilátero foi palco do que havia de mais recente em termos de ciência na Europa, ao receber em seus terrenos renomados pesquisado- res estrangeiros. As observações geológicas desses naturalistas quase sempre estão incluídas em relatos de viagem e se referem basicamente aos mesmos lugares por força de um itinerário comum na região do Quadrilátero, que passava obrigatoriamente pelas famosas minas de topázio nos arredores de Ouro Preto e minas de ouro, então exploradas por companhias inglesas. Alguns desses estrangeiros, com formação mais específica em Geologia, como o Barão de Eschwege, Peter Claussen, Virgil von Helmreichen, além do detalhamento das forma- ções, produziram os primeiros mapas geológicos regionais do Quadrilátero, e ainda Henri Gorceix e Orville Derby, que proporcionaram grande avan- ço no entendimento da estratigrafia. Na primeira década do século XX, a descoberta das enormes reservas de manganês e ferro colocou mais uma vez o Quadrilátero em evidência no cenário inter- nacional. O interesse pela área permanece até os dias atuais, não apenas pelas grandiosas reservas de
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O gênero Myrcia (Myrtaceae) nos campos rupestres de Minas Gerais, Brasil.

O gênero Myrcia (Myrtaceae) nos campos rupestres de Minas Gerais, Brasil.

Panículas multifloras ou cimeiras, axilares, subterminais ou terminais, flores não aglomeradas no ápice da inflorescência; botões florais 1–6 × 1–5 mm, globosos ou obovados, pilosos [r]

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Extrativismo mineral e crescimento econômico em municípios do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais

Extrativismo mineral e crescimento econômico em municípios do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais

Observa-se que a participação percentual de Minas Gerais no setor extrativo mineral nacional permanece superior a 30 % na década de 90, quando grande quantidade de autorizações de pesquisas e concessões de lavra (abertura de minas para explotação 2 ) foram concedidas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do estado de Minas Gerais - DNPM-MG. Da metade da década em diante, verifica-se ligeira queda da produção mineral de Minas (em 1994, o valor da produção mineral era de R$ 4.732 milhões, caindo para R$ 3.095 milhões em 1998), devido ao crescimento da participação de outros estados na produção mineral brasileira, e somente em 1999 houve elevação da participação mineira passando de R$ 3.984 milhões para R$ 4.473 milhões em 2000, em razão do aumento das exportações de minério de ferro e nióbio. O valor da produção mineral nacional foi maior em 1992 com R$ 16.455 milhões e R$ 14.951 milhões em 1993, caindo sistematicamente nos anos seguintes. De maneira geral, a taxa de crescimento anual da produção mineral, entre 1990 e 2000, em Minas Gerais (1,687%) foi superior à do Brasil (0,877%).
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Asteraceae dos Campos Rupestres das Serras da Bocaina e de Carrancas, Minas Gerais, Brasil.

Asteraceae dos Campos Rupestres das Serras da Bocaina e de Carrancas, Minas Gerais, Brasil.

Essas regiões montanhosas onde ocorrem os Campos Rupestres são descontínuas, e na maioria das vezes, as espécies são representadas por populações disjuntas (Giulietti & Pirani 1988). Considerando a principal síndrome de dispersão de Asteraceae, com a maioria das espécies anemocóricas, pode-se justificar a minimização desta barreira migratória para algumas espécies (Hensen & Müller 1997; Almeida 2008). Porém, para a maioria das espécies, as barreiras impostas pelas disjunções dos Campos Rupestres podem ter resultado em processos de especiações através do tempo (Giulietti & Pirani 1988; Borges et al. 2010). Sendo assim, o grau de endemismos de tais ecossistemas é considerável, o que ressalta sua importância ecológica e justifica sua conservação, a fim de minimizar as ameaças de extinção dadas por fatores antrópicos e pela descontinuidade geográfica que caracteriza a distribuição destas comunidades e as tornam suscetíveis a uma série de processos deletérios (Neto 2012; Giulietti & Pirani 1988).
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O EMBASAMENTO ARQUEANO E PALEOPROTEROZÓICO DO ORÓGENO ARAÇUAÍ

O EMBASAMENTO ARQUEANO E PALEOPROTEROZÓICO DO ORÓGENO ARAÇUAÍ

O embasamento do setor meridional do Cráton do São Francisco encontra-se bem representado na região do Quadrilátero Ferrífero, onde o Supergupo Minas (2,5-2,2 Ga) assenta-se sobre terrenos arqueanos constituídos por domos gnáissico-migmatíticos de composição TTG (tonalito-trondhjemito-granodirito) com idades ≥2,9 Ga, plutons granitóides neoarqueanos e pelo Greenstone Belt Rio das Velhas (2790-2750 Ma; vide Machado et al. 1992, Noce et al. 1998, Noce et al. 2005). As características deste arcabouço arqueano do Quadrilátero Ferrífero repetem-se nos complexos Guanhães e Gouveia (Figura 1), embora as idades de eventos e unidades geológicas não sejam perfeitamente correlatas. No Complexo Guanhães ocorrem gnaisses e migmatitos TTG datados entre 2867 e 2711 Ma (Figura 2E), corpos graníticos, um dos quais datado em 2710 Ma (Silva et al. 2002), faixas metavulcano- sedimentares possivelmente arqueanas e seqüências metassedimentares portadoras de formações ferríferas bandadas (correlacionáveis às do Supergrupo Minas). O complexo aloja os corpos graníticos da Suíte Borrachudos (1740±8 a 1670±32 Ma; Silva et al. 2002, Chemale Jr. et al. 1997), relacionada à abertura do rifte Espinhaço.
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Patrimônio geológico e geoconservação no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais: potencial para a criação de um geoparque da UNESCO

Patrimônio geológico e geoconservação no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais: potencial para a criação de um geoparque da UNESCO

Como no comércio o ouro tinha um valor muito maior do que aquele atribuído pelo Governo, o contrabando, a sonegação e a falsificação eram problemas enfrentados pela Coroa. A falsificação de moedas é um exemplo das múltiplas táticas de fraude desenvolvidas no Período Colonial, principalmente no período do estabelecimento das primeiras Casas de Fundição (entre 1724 e 1735). Diante desse quadro, a Coroa queria acabar com a fraude nas instalações clandestinas de cunhagem de moeda, prendendo os falsificadores e chefes dessas quadrilhas que atuavam em várias regiões da colônia e que, muitas vezes, contavam com a colaboração ou conivência de ocupantes de cargos de confiança. Albertini Túlio (2005) salienta que as redes de fraude estavam se alastrando e infiltrando-se na burocracia da administração colonial o que levou, por exemplo, à devassa de Vaia Monteiro em 1730. Vaia Monteiro era governador do Rio de Janeiro e descobriu que o oficial da Casa da Moeda de Minas, Antônio Pereira, era proprietário de uma fábrica de marcar barras falsas nas proximidades do Rio de Janeiro. Após ter sido preso pelo governador, Antônio Pereira fugiu da prisão indo para Minas Gerais onde se juntou ao bando de Ignácio de Souza Ferreira para cunhar moedas falsas.
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Asteraceae Dumort. nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

Asteraceae Dumort. nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

Trabalhos relacionados mais diretamente com a flora do Parque Estadual do Itacolomi são os de Badini (1940a, 1940b); Lisboa (1956, 1971), uma descrição dos aspectos gerais da flora da região de Ouro Preto; Peron (1989) com uma listagem da flora fanerogâmica dos campos rupestres do Parque, listando 75 espécies da família Asteraceae; Messias et al. (1997), um levantamento florístico das matas e distribuição de espécies endêmicas do Parque, onde foram listadas 74 espécies da família e Brandão et al. (1994), que compararam os aspectos físicos e florísticos de algumas áreas de campos rupestres do estado de Minas Gerais, incluindo o Itacolomi, para onde foram amostradas 50 espécies de Asteraceae. Os referidos trabalhos salientam a grande representatividade da família Asteraceae nesta área. No entanto, é clara a subamostragem da família nos levantamentos, principalmente se comparados com outras áreas de campo rupestre de Minas Gerais, evidenciada pelo pequeno número de gêneros em algumas tribos e de espécies características de campo rupestre, justificando a realização deste trabalho.
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FACULDADE NOVOS HORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado

FACULDADE NOVOS HORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado

Esta dissertação teve por objetivo estudar as vivências de prazer e sofrimento no trabalho, segundo a percepção de motoristas profissionais, empregados de uma indústria de alimentos situada em Minas Gerais. Com vistas a atingir os objetivos propostos, realizou-se uma pesquisa do tipo descritivo, com abordagem de cunho qualitativo e método consistente no estudo de caso. A coleta de dados foi realizada mediante entrevistas semiestruturadas, a partir de um questionário de pesquisa elaborado com base no Inventário de Trabalho e Riscos de Adoecimento - ITRA, desenvolvido por Mendes e Ferreira (2007), com estrutura adaptada de Souza (2015), para fins da pesquisa qualitativa. Foram realizadas dez entrevistas, sendo que os entrevistados foram selecionados por critério de disponibilidade. Realizadas as entrevistas, essas foram integralmente transcritas para que, uma vez analisadas, prestassem-se aos objetivos do trabalho. Os dados coletados receberam o tratamento consistente na análise de conteúdo, com fundamento nos estudos de Bardin (2009). Por meio da análise dos resultados, observou-se que os aspectos da organização do trabalho favorecem os trabalhadores, tendo eles mencionado que seu volume e ritmo de trabalho não são elevados, apesar de não ser possível a divisão de tarefas na atividade de direção do veículo, situação que é própria da função para a qual foram contratados. A empresa impõe aos motoristas profissionais a obediência a regras e normas, porém essas são no sentido do atendimento à legislação, o que representa um benefício para os trabalhadores. No que se refere à categoria das condições de trabalho, as situações vivenciadas pelos trabalhadores não se demonstraram favoráveis, sob o principal aspecto da falta de segurança nas viagens. As relações socioprofissionais dos trabalhadores são satisfatórias, tendo os sujeitos da pesquisa relatado possuírem bom relacionamento com os colegas de profissão e também com os demais colegas de trabalho, bem como relacionamento estável com o superior imediato, dentro da hierarquia própria de uma relação de emprego. O exercício do trabalho demonstrou-se penoso aos indivíduos, em termos físicos, cognitivos e afetivos. Fatores relacionados a essa categoria foram referidos pelos entrevistados de maneira esparsa, porém veemente. Os motoristas profissionais afirmaram vivenciar o prazer no trabalho, mas também o sofrimento, de modo que as sensações de sofrimento se demonstraram mais significativas que as de prazer, muito embora os trabalhadores adotem alguns mecanismos no sentido de superar a dor. Verificou-se que os sujeitos da pesquisa não vivenciam danos físicos propriamente ditos, conduzindo seus relatos a desgastes físicos ou a riscos dessa natureza.
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