Top PDF Fitossociologia do estrato herbáceo-subarbustivo em campo limpo úmido no Brasil Central.

Fitossociologia do estrato herbáceo-subarbustivo em campo limpo úmido no Brasil Central.

Fitossociologia do estrato herbáceo-subarbustivo em campo limpo úmido no Brasil Central.

RESUMO – (Fitossociologia do estrato herbáceo-subarbustivo em campo limpo úmido no Brasil Central). O campo limpo úmido é uma das fisionomias de Cerrado onde o lençol freático é superficial durante o ano todo. Em geral ocorrem bordeando as matas de galeria, sendo um local de ligação entre estas e as fitofisionomias bem drenadas de Cerrado. O objetivo deste estudo foi analisar a estrutura fitossociológica do estrato herbáceo-subarbustivo de uma comunidade de campo limpo úmido na Fazenda Água Limpa, Brasília, e avaliar possíveis alterações na composição e cobertura de espécies, em diferentes ocasiões no período de 13 meses, após incêndio. Uma área de 400×400 m foi subdividida em quatro porções de 200×200 m onde foram sorteadas as linhas de amostragem. No levantamento fitossociológico, adotou-se o método de interseção na linha, onde cada linha foi dividida em seções de 1 m. Foram amostradas 84 espécies incluídas em 54 gêneros e 24 famílias. A similaridade de Sørensen entre as quatro transeções amostradas foi baixa, entre 0,26 e 0,55%. As linhas sobre solos com lençol freático superficial o ano todo apresentaram composição de espécies diferenciada das linhas sobre solos com flutuação sazonal do lençol freático. A similaridade entre os cinco períodos de inventário foi elevada, pois as espécies mais importantes mostraram pouca variação nas suas taxas de cobertura ao longo do ano.
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Florística do estrato herbáceo-subarbustivo de um campo limpo úmido em Brasília, Brasil.

Florística do estrato herbáceo-subarbustivo de um campo limpo úmido em Brasília, Brasil.

(SP) (Tannus & Assis 2004), similar ao encontrado em Alto Paraíso de Goiás (GO) (Munhoz & Felfili 2006a) e inferior à flora de veredas amostradas em Uberlândia (MG) (Araújo et al. 2002), possivelmente por diferenças nos tamanhos entre as áreas amostradas, na matriz vegetacional onde as mesmas estão inseridas e pelo aumento de espécies subarbustivas e arbustivas nas áreas mais drenadas das vere- das. Munhoz & Felfili (2004) e Tannus & Assis (2004) encontraram número superior de espécies herbáceo-subarbustivas e arbustivas em campo sujo do que em áreas de campo limpo úmido adjacentes, porém em áreas de cerrado sensu stricto o número de taxa neste componente foi menor que o das áreas úmidas (Mantovani & Martins 1993, Silva & Nogueira 1999, Batalha & Mantovani 2001). Estas observações sugerem que para a camada rasteira, nas formações campestres úmidas o número de espécies de uma determinada área pode estar relacionado com um gradiente de umidade, com maior número de espécies nas porções mais drenadas e redução nas permanentemente alagadas. Já nas formações savânicas, a redução no número de espécies da camada herbáceo-subarbustiva, provavelmente se dá em conseqüência do aumento de indivíduos arbustivos e arbóreos. Araújo et al. (2002) encontraram maior riqueza de espécies nas zonas bem drenadas de vereda do que nas alagadas, onde os autores observaram uma flora específica destes ambientes. Padrão semelhante tem sido encontrado em matas de galeria no Brasil Central, com maior número de espécies nas porções mais drenadas e menor nas encharcadas (Sampaio et al. 2000, Silva Jr. 2001). O aumento na riqueza de espécies, também coincidiu com a diminuição de água no solo e o aumento nas cotas altitudinais em dez fitofisionomias distintas no Pantanal (Pinder & Rosso 1998).
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Fitossociologia do estrato herbáceo-subarbustivo de uma área de campo sujo no Distrito Federal, Brasil.

Fitossociologia do estrato herbáceo-subarbustivo de uma área de campo sujo no Distrito Federal, Brasil.

O conhecimento dos padrões de distribuição de espécies numa área pode contribuir para a compreensão dos principais fatores ambientais que estão determinando a estrutura da comunidade (Felfili 1998). Para o Cerrado são raros os trabalhos sobre a distribuição sazonal e espacial das espécies do estrato herbáceo-subarbustivo (Guimarães et al. 2002). Goldsmith (1974), em um estudo que utilizou análises multivariadas em comunidades herbáceo-subarbustivas no Brasil Central (leste do Mato Grosso), classificou a vegetação em dois grandes tipos: Campos secos (Dry grasslands), que ocorre sobre solos rasos em montanhas de arenito e laterita em áreas dominadas pela savana com vegetação lenhosa (cerrado) e Campos úmidos (Moist Grasslands) que ocorre em vales geralmente bordeando as matas de galeria. O autor conclui que a umidade parece ser o determinante principal da variação na vegetação e que as espécies têm diferentes graus de tolerância à umidade do solo. São poucos os estudos que avaliaram as mudanças quantitativas na composição de espécies do estrato herbáceo-subarbustivo de cerrado no tempo. Silva & Nogueira (1999), estudando o estrato herbáceo- arbustivo em uma área de cerrado sentido restrito encontraram uma pequena variação temporal na distribuição das espécies ao longo do ano. Maior variação temporal na composição de espécies ao longo do ano foi encontrada em um campo sujo estudado por A.A.A. Barbosa (dados não publicados), porém esse estudo não apresenta dados de freqüência relativa das ervas graminóides, subestimando a família Poaceae, considerada a mais importante no estrato herbáceo (Mantovani & Martins 1993; Felfili et al. 1998; Batalha & Martins 2002).
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MUDANÇAS ESTRUTURAIS E FLORÍSTICAS DO ESTRATO HERBÁCEO- ARBUSTIVO EM CAMPO SUJO E CAMPO LIMPO ÚMIDO NA FAZENDA ÁGUA LIMPA - DF APÓS UM PERÍODO DE SETE ANOS

MUDANÇAS ESTRUTURAIS E FLORÍSTICAS DO ESTRATO HERBÁCEO- ARBUSTIVO EM CAMPO SUJO E CAMPO LIMPO ÚMIDO NA FAZENDA ÁGUA LIMPA - DF APÓS UM PERÍODO DE SETE ANOS

RESUMO – (Dinâmica da comunidade herbáceo-arbustiva protegida do fogo por sete anos em um campo sujo no Brasil Central). O componente herbáceo é o mais rico em espécies no Cerrado e é o que aparentemente apresenta uma maior variação na composição florística ao longo do tempo, uma vez que é composto inclusive por espécies anuais e que respondem a estacionalidade climática. Este estudo teve como objetivo verificar mudanças entre dois períodos de amostragem em um campo sujo, localizado na Fazenda Água Limpa da Universidade de Brasília, no Distrito Federal. A comparação ocorreu entre os meses de abril e dezembro de 2000 e período idêntico em 2007. A área de 400 x 400 m do campo sujo foi subdividida em quatro porções de 200 x 200 m, onde foram sorteadas linhas de 40 m de comprimento. A vegetação foi amostrada pelo método de interseção na linha durante os meses de abril e dezembro e reinventariada em 2007 no mesmo período. Foram amostradas respectivamente nas duas ocasiões 163 e 137 espécies. A família mais importante em 2007 foi Poaceae com 72,2% de cobertura, resultado semelhante ao encontrado no inventário do ano 2000. Echinolaena inflexa foi à espécie com maior freqüência para os dois períodos, e Tristachya leiostachya apresentou maior cobertura no último levantamento. O índice de similaridade de Chao-Sørensen entre os diferentes anos de amostragem foi alto (72%). As evidências de mudança no decorrer do tempo podem estar relacionadas com a falta de distúrbios na área, história de vida e substituição local de espécies.
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Dinâmica temporal do estrato herbáceo-arbustivo de uma área de campo limpo úmido em Alto Paraíso de Goiás, Brasil .

Dinâmica temporal do estrato herbáceo-arbustivo de uma área de campo limpo úmido em Alto Paraíso de Goiás, Brasil .

O campo limpo úmido é uma fi tofi sionomia campestre do Cerrado composta em sua ampla extensão por espécies herbáceo-subarbustivas, com representantes característicos de ambientes com fl utuação de excedente hídrico subsu- perfi cial (Tannus & Assis 2004; Munhoz & Felfi li 2007), em que o componente lenhoso corresponde a menos de 5% da cobertura das espécies (Ribeiro & Walter 2008). Ocorrem muitas vezes próximos às nascentes, em áreas com lençol freático superfi cial e entre as matas de galeria e o cerrado sensu stricto, sendo frequentemente uma área de transição entre essas fi tofi sionomias (Tannus & Assis 2004; Munhoz & Felfi li 2006a; 2007; Ribeiro & Walter 2008). Geralmente são encontrados sobre solos hidromórfi cos, glei ou orgânicos turfosos, em gradientes de umidade, desde permanente a sazonalmente inundáveis, em função das estações chuvosa e seca e das características de drenagem das áreas onde se encontram (Ribeiro & Walter 2008).
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Fenologia do estrato herbáceo-subarbustivo de uma comunidade de campo sujo na Fazenda Água Limpa no Distrito Federal, Brasil.

Fenologia do estrato herbáceo-subarbustivo de uma comunidade de campo sujo na Fazenda Água Limpa no Distrito Federal, Brasil.

Gouvea & Felfili (1998), estudando espécies lenhosas em uma área de Mata de Galeria e uma de cerrado sensu stricto, no Brasil Central, encontraram que no primeiro ambiente, onde há uma maior umidade no solo, a floração e a fruticação estão mais distribuídas ao logo do ano, enquanto que em cerrado as espécies mais abundantes florescem na estação chuvosa e frutificam na seca. A análise fenológica de frutificação da comunidade arbustivo-arbórea de cerrado apresenta um padrão diferenciado de frutificação das espécies por síndromes de dispersão, sendo que de maio a julho encontram-se as maiores taxas de espécies autocóricas e anemocóricas frutificando, enquanto que as zoocóricas têm seu pico de frutificação em outubro, no início das chuvas (Mantovani & Martins 1988; Batalha et al. 1997; Oliveira 1998). Padrão semelhante foi, também, observado por M.F.L. Souza (dados não publicados), estudando chuva de sementes em comunidades arbustivo-arbóreas de campo sujo e de cerrado em Brasília. Para o componente herbáceo de uma área de cerrado, no estado de São Paulo, Batalha & Mantovani (2000) observaram padrões semelhantes de frutificação por síndrome de dispersão.
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Dinâmica temporal do estrato herbáceo-arbustivo em comunidades campestres no Brasil Central

Dinâmica temporal do estrato herbáceo-arbustivo em comunidades campestres no Brasil Central

The high richness in the Cerrado is associated with the biome`s heterogeneity in terms of mosaics formed by their vegetation types, but also by presenting small-mosaics, depending on soil factors, within the vegetation types. Moist grasslands present a heterogeneity environmentally being usually related to the proportion of organic matter in soil and groundwater fluctuation. The purpose of this study was to evaluate the floristic and structural dynamics of the community of herbaceous species in an area the campo limpo úmido in Fazenda Água Fria (FAF), Alto Paraíso de Goiás, Goiás, after an interval of nine years of first inventory in the area. The hypothesis that environmental heterogeneity of the studied community favors the maintenance of diversity and richness. The factor that influenced the composition, structure and spatial and temporal distribution of species in the FAF`s campo limpo úmido was the spatial heterogeneity in the study area, due mainly to the difference of moisture and organic matter content in soil. Fluctuations floristic composition and structure were observed, related to the variation of coverage of hemicryptophytes monocotyledonous caespitose and the effect on the number of species and reduction in the of coverage hemicryptophytes monocotyledonous fine, hemicryptophytes not monocotyledonous fine and therophytes. These variations are possibly regulated by the heterogeneity of the area, related to soil characteristics and groundwater fluctuation.
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Florística e efeitos do regime de fogo no estrato herbáceo−subarbustivo no...

Florística e efeitos do regime de fogo no estrato herbáceo−subarbustivo no...

Fisionomia campestre formada majoritariamente por plantas herbáceas, com raros arbustos, que não transpassam, em altura, o estrato herbáceo (Eiten 1972; Gottsberger & Silberbauer-Gottsberger 2006; Ribeiro & Walter 2008). O campo limpo pode ocorrer em solos secos, associado a encostas e chapadas, onde o lençol freático é baixo; ou em solos úmidos, associado a fundos GHYDOHVRXORFDLVFRQWtJXRVDFRUSRVG¶iJXDiUHDVRQGHROHQoROIUHiWLFRp alto (Ribeiro & Walter 2008). O campo limpo seco e o campo limpo úmido apresentam composições florísticas distintas, com táxons específicos em cada um deles (Ribeiro & Walter 2008). As famílias mais representativas nas fisionomias de campo limpo são: Poaceae, Cyperaceae, Asteraceae, Polygalaceae, Iridaceae, Orchydaceae, Lythraceae; e, destacando-se em solos úmidos, Xyridaceae, Eriocaulaceae, Droseraceae e Lentibulariaceae (Ribeiro & Walter 2008).
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Relação entre a vegetação e as propriedades do solo em áreas de campo limpo úmido no Parque Nacional de Sete Cidades, Piauí, Brasil.

Relação entre a vegetação e as propriedades do solo em áreas de campo limpo úmido no Parque Nacional de Sete Cidades, Piauí, Brasil.

Os seis campos estudados apresentaram poucas espécies respondendo pelas maiores coberturas relativas. No geral, a dominância ecológica de algumas espécies é influenciada por condições ambientais extremas, como a baixa disponibilidade de nutrientes no solo e estresse hídrico causado pelo excesso ou falta de água (Ashton 1990). Para o estrato arbóreo do Cerrado, parte do sucesso para a dominância de espécies se deve a mecanismos adaptativos, como capacidade de acúmulo de alumínio em seus tecidos e diminuição da exigência nutritiva (Franco 2005; Haridasan 2008). Para o estrato herbáceo, a exigência é extremamente baixa, um aspecto importante na manutenção de processos que garantam a resiliência em ambiente savânico (Villela & Haridasan 1994; Haridasan 2008).
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Fitossociologia do estrato herbáceo-subarbustivo do Parque Estadual do Mirador, Maranhão, Brasil

Fitossociologia do estrato herbáceo-subarbustivo do Parque Estadual do Mirador, Maranhão, Brasil

We performed a phytosociological study in the Cerrado strictosensu of Mirador State Park in the south-central region of the State of Maranhão, in order to know the structure of the herb-subshrub vegetation, describing its spatial distribution. For this, we perform ecological data collection through the intersection method in the line. We sampled 39 species of angiosperms and one specie of bryophyta. The Poaceae family showed the highest coverage rates, especially Trachypogon spicatus (L. f.) Kuntze and Andropongon sp. And the uncovered soil rates were higher in the collections during drought, the plots are more similar in the floristic than in the structural aspect. Keywords: Cerrado; Ecology; Stricto sensu.
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Estrutura do estrato herbáceo de uma restinga arbustiva aberta na APA de Massambaba, Rio de Janeiro, Brasil.

Estrutura do estrato herbáceo de uma restinga arbustiva aberta na APA de Massambaba, Rio de Janeiro, Brasil.

Nas restingas fluminenses já foram realizados alguns estudos taxonômicos (Freitas 1992; Sarahyba 1993; Fraga et al. 2005) e ecológicos (Rocha-Pessôa et al. 2008) enfocando famílias botânicas herbáceas, assim como outros identificaram diversos tipos de formações (Silva & Somner 1984; Henriques et al. 1986; Almeida & Araujo 1997; Menezes & Araujo 1999; Assumpção & Nascimento 2000), nas quais as espécies herbáceas e subarbustivas estão bem representadas. Entretanto, poucos trabalhos têm focado a composição e estrutura do estrato herbáceo (Sá 1996; Pereira et al. 2004; Cordeiro 2005), sendo estes conhecimentos fundamentais para o melhor entendimento das diferentes comunidades de restinga, permitindo elaborar estratégias de conservação que levem em consideração as particularidades de cada área.
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FITOSSOCIOLOGIA E CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL DO ESTRATO REGENERANTE DE UM REFLORESTAMENTO COM ESPÉCIES NATIVAS NO SUDESTE DO BRASIL

FITOSSOCIOLOGIA E CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL DO ESTRATO REGENERANTE DE UM REFLORESTAMENTO COM ESPÉCIES NATIVAS NO SUDESTE DO BRASIL

RESUMO – No Brasil, especificamente no Estado de São Paulo, existem resoluções que se baseiam na alta diversidade das florestas tropicais, e que instruem os projetos de restauração no Estado (Atual SMA 32/2014). O principal objetivo desse estudo foi verificar a importância e sucesso do uso da alta diversidade de espécies arbóreas oriundas de um reflorestamento e sua influência no estrato regenerante. Foi realizado um estudo fitossociológico de um estrato regenerante de um reflorestamento em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), com nove anos de idade, em Mogi-Guaçu, SP. Foram avaliados todos os espécimes com altura > 30 cm e Diâmetro à Altura do Peito (DAP) < 5 cm. A diversidade do estrato regenerante foi menor que o estrato arbóreo, com base em um estudo prévio. A composição de espécies do estrato regenerante foi similar à composição do estrato arbóreo. O índice de Simpson (1-D) foi 0.85, de Shannon (H’) foi 2.46 e de Pielou (J’) foi 0.60. A maioria das espécies amostradas eram zoocóricas. Com base nos resultados, acredita-se que o uso de alta diversidade de mudas nativas em um reflorestamento, no momento do plantio, leva a uma alta diversidade de espécies no estrato regenerante, após uma década.
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Levantamento itossociológico de um fragmento de floresta estacional semidecidual no município de São João Evangelista

Levantamento itossociológico de um fragmento de floresta estacional semidecidual no município de São João Evangelista

OLIVEIRA-FILHO, A. T., VILELA, E. A., GA- VILANES, M. L., CARVALHO, D. A. Compa- rasion of the woody flora and soils of six áreas of montane semideciduous Forest in Southern Mi- nas Gerais, Brasil. Edinburgh Journal of Bo- tany, Edinburgh, v. 51, n. 4, p. 524-558, 1994. PAES, J. B.; MORAIS, V. M.; LIMA, C. R. Resistência natural de nove espécies de ma- deiras do semi-árido brasileiro a fungos cau- sadores da podridão-mole. Revista Árvore, v. 29, n. 3, p. 365-371, 2005.

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Caracterização estrutural e status de conservação do estrato herbáceo de dunas da Praia de São Marcos, Maranhão, Brasil.

Caracterização estrutural e status de conservação do estrato herbáceo de dunas da Praia de São Marcos, Maranhão, Brasil.

As dunas da Praia de São Marcos exibem longos trechos de área vegetada na costa de São Luís, cujo estrato herbáceo constitui uma vegetação campestre de dunas, composta, em sua maioria, de ervas e subarbustos que atingem em média 40 cm de altura e apresentam longas faixas de gramínea nas dunas primárias. Estudos fitossociológicos realizados em outras áreas de dunas na costa brasileira (Cordeiro 2005; Palma e Jarenkow 2008; Menezes et al. 2012) apresentaram quantidade de espécies similares ao encontrado nas dunas do presente estudo. Cordeiro (2005) alocou 834 parcelas de 1 m² divididas em três diferentes áreas nas dunas da Praia do Peró (RJ) e amostrou um total de 38 espécies herbáceas; Palma e Jarenkow (2008) em 34 parcelas de 4 m² levantaram 15 espécies nas dunas frontais do Parque Estadual de Itapeva, no Rio Grande do Sul; Menezes et al. (2012) amostraram 28 espécies em 400 parcelas de 1 m² nas dunas dos litorais norte e sul da Bahia. Considerando a diferença entre os tamanhos amostrais, observa-se um elevado número de espécies do estrato herbáceo das dunas do presente estudo, visto que foram registradas 35 espécies em 50 parcelas de 1 m².
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Biomassa aérea e produção primária do estrato herbáceo em campo de Elyonurus muticus submetido à queima anual, no Pantanal.

Biomassa aérea e produção primária do estrato herbáceo em campo de Elyonurus muticus submetido à queima anual, no Pantanal.

RESUMO - O trabalho foi conduzido no Pantanal, em fitofisionomia de campo a savana, regionalmente denominada de caronal, pela dominância de Elyonurus muticus. Os objetivos foram avaliar o efeito da queima anual de caronal sobre a biomassa aérea acumulada, produção primária líquida da parte aérea (PPLA) do estrato herbáceo e cobertura do solo. Foram coletados dados mensais de biomassa aérea acumulada durante dois anos, em uma área com queima em set./95 e ago./96, e outra sem queima. A PPLA foi estimada através das diferenças de biomassa aérea viva coletada mensalmente. A queima reduziu a biomassa aérea acumulada em aproximadamente 36% no primeiro ano e 50% no segundo. Houve uma tendência de redução de biomassa acumulada com a repetição da queima. A PPLA do estrato herbáceo nas áreas sem queima e com queima foi 3.850 kg/ha e 4.980 kg/ha no primeiro ano, e 5.090 kg/ha e 2.880 kg/ha no segundo, respectivamente. A cobertura do solo 30 dias após a queima foi de aproximadamente 30%, e somente quatro a seis meses depois foi restabelecido o porcentual da área sem queima
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Fitossociologia do estrato lenhoso de uma Floresta Estacional Semidecidual Montana na Paraíba, Brasil.

Fitossociologia do estrato lenhoso de uma Floresta Estacional Semidecidual Montana na Paraíba, Brasil.

indivíduos de Erythroxylum mucronatum, mas, apresentou baixos valores de área basal e obteve a sexta posição em VI. Zanthoxylum rhoifolium (7º), Randia nitida (8º), Prockia crucis (9º) e Cynophalla flexuosa (10º) apresentaram baixos valores de dominância e maior contribuição da frequência e densidade para os valores do VI. Zanthoxylum rhoifolium ocorre em regiões temperadas e tropicais do mundo e em todo o Brasil ( SILVA et al., 2007), comum em formações secundárias ( PIRANI, 2006) ou em áreas pedregosas ( NUTTO; WATZLAWICK, 2002). Em Pernambuco, ocorre desde a região metropolitana do Recife até o sertão (MELO; ZICKEL, 2004). Allophylus laevigatus e Randia nitida são espécies comumente encontradas em Floresta Atlântica tanto litorâneas (MARANGON et al., 2003; PEREIRA; ALVES, 2006) como de altitude (ANDRADE et al., 2006; MOURA, 1997). Prockia crucis ocorre desde a mata úmida litorânea até a Caatinga, com aridez menos acentuada (RODAL et al., 2008a). Cynophalla flexuosa tem registro no Nordeste em áreas de Caatinga (BARBOSA et al., 2007; CESTARO; SOARES, 2004), Mata Atlântica costeira (PEREIRA; ALVES, 2006), Floresta Montana Semidecídua (MOURA; SAMPAIO, 2001; RODAL; NASCIMENTO, 2002; XAVIER, 2009) e Floresta Ombrófila Aberta (ANDRADE et al., 2006). Apesar de Capparaceae ocorrer com grande riqueza de espécies em regiões de matas secas (GENTRY, 1995), seu registro com importância estrutural no Nordeste é raro (LOPES et al., 2008). Eugenia aff. brejoensis, recentemente descrita como endêmica às Florestas Montanas úmidas em Pernambuco ( MAZINE; SOUZA, 2008), teve seu primeiro registro em Florestas Montanas Semideciduais na Paraíba.
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Agrocombustíveis no Brasil e na América Latina: impactos no campo e na cidade

Agrocombustíveis no Brasil e na América Latina: impactos no campo e na cidade

Seu estudo, depois de empreender uma crítica radical ao modelo energético brasileiro e ao cenário futuro businesss as usual, iniciava uma reflexão sobre o que poderia ser a “sustentabilidade energética” no nosso país. Muito se caminhou e a energia renovável ganhou as manchetes e entrou no vocabulário usual. No entanto, não é por acaso que sua aceitação na prática se restringe quase que exclusivamente à energia hidroelétrica e à de biomassa. Há tempos que a matriz energética brasileira está principalmente calcada na energia hidroelétrica e o mercado dessa energia é extremamente interessante, para as construtoras de obras e de equipamentos, e para as vendedoras de energia. Quanto à energia de biomassa, o Brasil soube, quando da primeira crise do petróleo, aproveitar da sua condição de grande produtor de cana de açúcar para encorajar o carro funcionando com etanol e, com o alerta climático geral e a previsão de esgotamento das jazidas de petróleo, entrar com vontade na produção de biodiesel.
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7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil   Mário Maestri   2004

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil Mário Maestri 2004

praticamente desconheceu o arado. Seu principal instrumento foi o enxadão pesado e resistente. Nas plantagens, a policultura era prática marginal, limitada à roça de subsistência. Apesar dos esforços empreendidos por importantes segmentos historiográficos, a vasta documentação conhecida comprova que, no contexto da produção escravista mercantil do Brasil, os produtores diretos escravizados não estabeleceram vínculos significativos de posse efetiva com a terra trabalhada. A produção autônoma de meios de subsistência, pelos próprios trabalhadores escravizados, nos domingos, em nesgas de terras, foi fenômeno extraordinário e assistemático no escravismo brasileiro.
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IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO EM DUAS ESCOLAS ESTADUAIS DO CAMPO EM MANACAPURU/AM – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO EM DUAS ESCOLAS ESTADUAIS DO CAMPO EM MANACAPURU/AM – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Um dos problemas dessa política é que, se por um lado ela é pensada para atender uma gama de redes escolares de forma a repercutir positivamente nos resultados de aprendizagem, a partir de uma concepção de homem multidimensional, por outro, encontra dificuldades em sua execução não só por falta de estrutura física e de profissionais na maioria das escolas públicas, mas também pelas peculiaridades regionais e culturais como é caso das escolas do campo, sobretudo na Amazônia. Isso porque essa região apresenta uma heterogeneidade notada pela complexidade de seus ecossistemas florestais, com floresta de terra firme, floresta de várzea e floresta de igapó; e ecossistemas não florestais como cerrados, campos e vegetação litorânea (HAGE, 2005, p. 63).
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Mapeamento de áreas de campo limpo úmido no Distrito Federal a partir de fusão de imagens multiespectrais.

Mapeamento de áreas de campo limpo úmido no Distrito Federal a partir de fusão de imagens multiespectrais.

Segundo Ribeiro e Walter (1998) os Campos Limpos apresentam variações dependentes de particu- laridades ambientais, determinadas pela umidade do solo e topografi a. O Campo Limpo é uma fi tofi siono- mia que apresenta predominantemente uma camada rasteira dominada por gramínea, com raros arbustos. Os Campos Limpos Úmidos, portanto, se traduzem como fi sionomias campestres, dominado por graminóides, sem camada lenhosa, entretanto, se estabelecem em solos temporária ou permanente- mente encharcados, devido ao afl oramento do lençol freático associado à defi ciência de drenagem (Figura 4) (EITEN, 1994; RATTER et al., 1997; RIBEIRO; WALTER, 1998; EITEN, 2001).
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