Top PDF Florística dos campos de murundus do Pantanal do Araguaia, Mato Grosso, Brasil.

Florística dos campos de murundus do Pantanal do Araguaia, Mato Grosso, Brasil.

Florística dos campos de murundus do Pantanal do Araguaia, Mato Grosso, Brasil.

(Florística dos campos de murundus do Pantanal do Araguaia, Mato Grosso, Brasil). O presente estudo teve como objetivo determinar e comparar a riqueza e a composição de espécies de angiospermas entre campos de murundus (CM) do Parque Estadual do Araguaia (PEA), em uma das maiores planícies de inundação do Brasil. O PEA localiza- -se em Novo Santo Antônio, Mato Grosso, sendo delimitado a leste pelo Rio Araguaia e a oeste pelo Rio das Mortes. Foram realizadas coletas intensivas da fl ora em 11 hectares, e áreas adjacentes, de CM distribuídos ao longo do PEA. Estudos do meio físico foram realizados através de descrições in situ. Os solos são do tipo Plintossolo, hidromórfi cos minerais, profundos, imperfeitamente a mal drenados, com baixa permeabilidade. No total foram coletadas 318 espé- cies, 193 gêneros e 66 famílias. Nos CM os valores variaram de 51 a 135 espécies, 42 a 107 gêneros e 27 a 52 famílias. Erythroxylum suberosum foi considerada uma espécie típica de CM brasileiros, Curatella americana típica de CM de Mato Grosso e Byrsonima cydoniifolia típica do PEA. O padrão físico e de distribuição espacial dos murundus pode ser um refl exo do pulso de inundação sazonal, visto que a composição fl orística dos campos de murundus variou entre as áreas de infl uência dos rios que delimitam o parque. Este foi o maior levantamento fl orístico já realizado em CM, permitindo relevante ampliação do conhecimento e registro de espécies típicas do Bioma Cerrado e que ocorrem nessa fi tofi sionomia.
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Leguminosae do município de Poconé, Pantanal de Poconé, Mato Grosso, Brasil.

Leguminosae do município de Poconé, Pantanal de Poconé, Mato Grosso, Brasil.

Com relação as fitofisionomias, o cerrado foi a segunda a apresentar maior diversidade de leguminosas, com 21 espécies, onde foi encontrada a nova ocorrência para o estado. Isso corrobora a informação de que Leguminosae é uma família bem representada no Cerrado do Brasil Central (Mendonça et al. 1998). Entre os trabalhos florísticos em áreas de Cerrado em Mato Grosso figurando Leguminosae como a família de maior riqueza florística, podemos salientar o de Felfili et al. (2002), que ao estudarem a composição florística e fitossociológica do Cerrado sensu stricto em Água Boa, Vale do Araguaia, encontraram 10 espécies, destas, três de Caesalpinioideae, uma de Mimosoideae e seis de Papilionoideae. Borges & Shepherd (2005) ao analisarem a flora e estrutura do estrato lenhoso numa comunidade de Cerrado em Santo Antônio de Leverger no Pantanal de Poconé encontraram 20 táxons, nove pertencentes à subfamília Caesalpinioideae, dois à Mimosoideae e nove à Papilionoideae. Marimon Junior & Haridasan (2005), encontraram 16 espécies (quatro de Caesalpinioideae, três de Mimosoideae e 10 de Papilionoideae) para uma área de Cerrado sensu stricto no leste do estado, enquanto Silva et al. (2007) encontraram 35 espécies para o Cerrado sensu stricto do Parque do Bacapa em Nova Xavantina, destas, 11 pertencem à Mimosoideae e 25 à Papilionoideae. Assim, na maioria das áreas de Cerrado estudada houve predominância dos representantes de Papilionoideae.
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Caracterização fitofisionômica e levantamento florístico preliminar no Pantanal dos Rios Mortes-Araguaia, Cocalinho, Mato Grosso, BrasilCaracterização fitofisionômica e levantamento florístico preliminar no Pantanal dos Rios Mortes-Araguaia, Cocalinho, MT

Caracterização fitofisionômica e levantamento florístico preliminar no Pantanal dos Rios Mortes-Araguaia, Cocalinho, Mato Grosso, BrasilCaracterização fitofisionômica e levantamento florístico preliminar no Pantanal dos Rios Mortes-Araguaia, Cocalinho, MT

Pode-se concluir que as fitofisionomias do Pantanal Mortes-Araguaia assemelham-se em alguns aspectos com aquelas do Pantanal do Rio Paraguai (ex: freqüência de cambarazais e canjiqueirais), entretanto, em outros apresentam particularidades (ex: no Pantanal Paraguai as comunidades de macrófitas aquáticas e os Caapões são muito mais freqüentes e abundantes; no Pantanal Mortes-Araguaia os Campos de Murunduns são mais freqüentes e abundantes e o Campo Cerrado de Vochysia rufa, aparentemente, é exclusivo deste último). Assim, considerando- se as particularidades fisionômicas da região e a pressão imposta pela pecuária extensiva e pelo crescente fluxo de turistas, é imprescin- dível que se desencadeie um firme propósito de conservação, não somente visando a ma- nutenção das características naturais da área, mas também para que sejam garantidos estu- dos mais intensivos para sua caracterização fisionômica e fisiográfica e posterior defini- ção e planejamento de sistemas de unidade(s) de conservação que possam abranger a máxi- ma diversidade florística e estrutural da região.
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Composição florística e estrutura da comunidade vegetal em diferentes fitofisionomias do Pantanal de Poconé, Mato Grosso

Composição florística e estrutura da comunidade vegetal em diferentes fitofisionomias do Pantanal de Poconé, Mato Grosso

O Campo de Murundu é caracterizado por uma planície de inundação onde encontram-se distribuídos os murundus, local onde a vegetação lenhosa se estabelece devido a ausência de inundação dos murundus. Segundo Resende et al. (2004) e Marimon et al. (2012), esse microrrelevo apresenta solo e vegetação diferentes da área circundante pois são constituídos por uma área plana inundável, onde se encontram os morrotes que não inundam, limitando assim a distribuição de plantas lenhosas a esses pontos mais altos. Muitos autores defendem que os campos de murundus ocorrem em áreas de ecótono floresta/ cerrado (Eiten 1972; Furley 1986; Oliveira-Filho 1992), o que pode justificar as diferenças florística com as demais fitofisionomias estudadas. Os resultados desta pesquisa vem de acordo com Almeida et al. (2001) e Nasser et al. (2008) que indicam Curatella americana, Vochysia divergens, Byrsonima orbignyana, Dipteryx alata como as espécies que colonizam os Campos de Murundus e neste trabalho estão entre as espécies com maior IVI.
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Florística, fitossociologia e relações solo-vegetação em floresta estacional decidual em Barão de Melgaço, Pantanal de Mato Grosso

Florística, fitossociologia e relações solo-vegetação em floresta estacional decidual em Barão de Melgaço, Pantanal de Mato Grosso

Prado e Gibbs (1993), em um amplo estudo sobre o padrão de distribuição de algumas espécies nas florestas secas sazonais da América do Sul, apresentam para Anadenanthera colubrina var. cebil (angico) três núcleos de distribuição. O primeiro e maior núcleo são as Caatingas do Nordeste do Brasil, onde o angico é importante e freqüente e está presente em muitas unidades de vegetação; o segundo núcleo é Suárez-Corumbá (borda Brasil-Bolivia); e o terceiro se estende ao sul de Santa Cruz de La Sierra para Tucumán e as serras do oeste de Catamarca na Argentina. No Pantanal, esta espécie é muito freqüente, como destacam Pott e Pott (1994), e com diversos usos em toda a região. Prado (2000), referindo-se aos núcleos de distribuição das formações vegetais decíduas na América do Sul, relata que existem espécies destas florestas que seguem total ou parcialmente o arco pleistocênico de distribuição, como Celtis pubescens, Combretum leprosum, Enterolobium contortisiliquum e Myracrodruon urundeuva.
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Checklist dos Siphonaptera do Estado do Mato Grosso do Sul

Checklist dos Siphonaptera do Estado do Mato Grosso do Sul

RESUMO. As pulgas são insetos hematófagos na fase adulta e que atuam como agentes infestantes ou como vetores de patógenos. Seus hospedeiros são animais endotérmicos, essencialmente mamíferos e, predominantemente roedores. A sifonapterofauna do estado do Mato Grosso do Sul representa 15,9% (10/63) da brasileira, sendo muito pouco conhecida quando comparada com outros estados em número de espécies ou gêneros. Considerando as espécies que poderiam ocorrer em continuidade geográfi ca de estados, países e/ou biomas, as ainda não conhecidas ou cosmopolitas, uma riqueza mais expressiva é estimada. Uma espécie é endêmica no estado.
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Fungos macroscópicos do Pantanal do Rio Negro, Mato Grosso do Sul, Brasil.

Fungos macroscópicos do Pantanal do Rio Negro, Mato Grosso do Sul, Brasil.

RESUMO - (Fungos macroscópicos do Pantanal do Rio Negro, Mato Grosso do Sul, Brasil). A biodiversidade do Pantanal é praticamente desconhecida, principalmente em relação aos fungos. Em conseqüência da devastação pelo avanço da pecuária, grande parte da vegetação natural em áreas de fácil acesso foi suprimida, restando fragmentos de cerrado, extensas pastagens e leiras formadas pelo acúmulo da madeira derrubada. Em alguns locais, como na região do Pantanal do Rio Negro, parte da vegetação nativa foi relativamente preservada e nela, durante o ano de 2006, foram realizadas cinco excursões de coleta de fungos, nos períodos mais secos. Cinqüenta e seis espécies de Basidiomycetes e uma de Ascomycetes macroscópicos foram identificadas. Todas as espécies estão sendo citadas pela primeira vez para o Estado de Mato Grosso do Sul e região do Pantanal, e Collybia bakeri Dennis, Entoloma cerussatum Pegler, Epithelopsis fulva (G. Cunn.) Jülich, Hypochniciellum subillaqueatum (Litsch.) Hjortstam, Hypochnicium vellereum (Ellis & Cragin) Parmasto, Lentinus concavus (Berk.) Corner, Mycena parabolica (Fr.) Quél., Mycoaciella bispora (Stalpers) J. Erikss. & Ryvarden, Nigroporus macroporus Ryvarden & Iturr., Nothopanus hygrophanus (Mont.) Singer, Pholiota polychroa (Berk.) A.H. Sm. & H.J. Brodie, Pleurotus agaves Dennis, Trametes subectypus (Murrill) Gilbn. & Ryvarden e Tricholomopsis tropica Dennis pela primeira vez para o Brasil. Palavras-chave: Ascomycetes, Bacia do Alto Paraguai, Basidiomycetes, biodiversidade
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Eficiência de métodos para detecção de Didymella bryoniae associado a sementes de híbridos de meloeiros nobres.

Eficiência de métodos para detecção de Didymella bryoniae associado a sementes de híbridos de meloeiros nobres.

2 Instituto Universitário do Norte Matogrossense, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, Mato Grosso, Brasil.. *Autor para correspondência.[r]

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Briófitas do Município de Poconé, Pantanal de Mato Grosso, MT, Brasil

Briófitas do Município de Poconé, Pantanal de Mato Grosso, MT, Brasil

Amostragem - Os dados apresentados são resultado de três expedições de coleta ocorridas em 1984, 1999 e 2000. Procurou-se abranger os mais variados substratos e tipos fisionômicos presentes no município e particular no ecossistema pantananeiro. O material foi coletado segundo as orientações de Yano (1984) e encontra-se depositado no herbário da Universidade de Brasília, UB. Quando necessário para identificação foram preparadas lâminas permanentes com solução de Hoyer (Schuster 1969). As identificações foram feitas com o uso de literatura especializada e consulta ao herbário Maria Eneyda P. Kaufmann Fidalgo, do Instituto de Botânica de São Paulo, SP e Universidade de Brasília, UB. As ocorrências novas para o Mato Grosso estão sinalizadas com um asterisco e para o Centro-Oeste com dois.
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Contaminação por mercúrio em sedimento e em moluscos do Pantanal, Mato Grosso, Brasil

Contaminação por mercúrio em sedimento e em moluscos do Pantanal, Mato Grosso, Brasil

Os níveis de mercúrio total detectados em partes moles das três espécies de molusco analisadas de modo geral. pouem ser considerados tamhém como haixos. Constatou-se que uo total de 5-lm[r]

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Taxonomia e filogenia molecular de Myxozoa parasitas de peixes de água doce oriundos...

Taxonomia e filogenia molecular de Myxozoa parasitas de peixes de água doce oriundos...

O filo Myxozoa possui uma grande diversidade, sendo conhecidas cerca de 2300 espécies, as quais infectam principalmente peixes, mas também anfíbios répteis e aves. Para este estudo, coletas dos peixes de água doce foram realizadas no Pantanal Mato-grossense (estados de Mato Grosso e do Matogrosso do sul) e no Rio Mogi Guaçu e piscicultura do CEPTA/ICMBio (estado de São Paulo), visando estudos moleculares e morfológicos de mixosporídeos parasitas de 6 espécies de peixes. Os resultados das análises moleculares (amplificação e sequenciamento do gene 18S rDNA) e morfológicas revelaram a ocorrência de 11 espécies de mixosporídeos, sendo cinco parasitas comuns a Pseudoplatystoma corruscans e Pseudplatystoma fasciatum, três parasitas de Salminus brasiliensis, uma espécie parasita de Brycon hilarii, uma de Zungaru jahu e outra de Piaractus mesopotamicus. Das onze espécies, cinco ainda não são descritas pela literatura. A análise filogenética, utilizando o método de Neighbor-Joining, mostrou que o agrupamento das espécies ocorre principalmente de acordo com a proximidade filogenética de seus hospedeiros e que todas as espécies da América do Sul agruparam em um clado monofilético. Foi observado, em alguns pontos da árvore filogenética, que o tropismo de tecido e/ou órgão de infecção caracteriza um importante fator de seleção evolutiva. Com menor frequência também foi observado alguns agrupamentos resultantes de parasitas cuja maior relação aparente era a sua localização geográfica, porém, novos estudos ainda são necessários para determinar o verdadeiro papel deste fator na evolução dos mixosporídeos.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd – CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS – GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd – CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS – GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

As metas estabelecidas pela Secretaria influenciam diretamente no pagamento do bônus aos professores, sendo um fator que precisa ser reavaliado se o objetivo é o crescimento e desenvolvimento desta política de valorização e estímulo docente. As metas do Ideb para o Brasil para o ano de 2021, por exemplo, são 6,0 para os anos iniciais do Ensino Fundamental, 5,5 para os anos finais do Ensino Fundamental, e 5,2 para o Ensino Médio, sendo assim, as metas estabelecidas pela Secretaria precisam ser repensadas. Para Alves e Soares (2013), o resultado no Ideb da escola está associado ao nível socioeconômico dos alunos. Sendo assim, não podemos desconsiderar os fatores que podem estar ocasionando baixa premiação por causa do número reduzido de instituições que alcançam as metas por não apresentarem bom desempenho nos avaliadores. Outro ponto encontrado foi a incoerência da utilização de metas padronizadas para escolas com diversos perfis socioeconômicos, sendo que para os professores, a realidade socioeconômica deveria ser observada no estabelecimento de metas para o recebimento do bônus. De forma geral, os docentes consideraram que a bonificação trouxe mudanças na organização e dinâmica da escola e no exercício da função de professor, além de pontuarem que há mobilização para conseguir o bônus. Esses pontos positivos mostram que a implementação da política foi uma ação que causou impacto nos sujeitos envolvidos, por isso é importante que tenha continuidade. Por outro lado, neste campo da pesquisa, os dados apontaram que a bonificação não promoveu tantas melhorias na qualidade do ensino do estado do Amazonas, nem atende as expectativas de grande parte dos professores. Isso significa que mesmo com as mudanças na dinâmica e organização do cotidiano escolar, a bonificação não é capaz atender as expectativas dos professores, uma vez que a utilização dos critérios para a construção das metas não leva em consideração a desigualdade de condições e a estrutura das escolas. A promoção de melhorias vai além do acréscimo salarial a partir do alcance das metas, uma vez que para que a qualidade do ensino seja alcançada, faz-se necessário a implementação de diferentes políticas públicas no âmbito educacional, assim como melhorias estruturais diversas na parte física e na práxis docente, incluindo a satisfação e motivação dos profissionais envolvidos.
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Diversidade e distribuição geográfica de Leguminosae Adans. na Amazônia Meridional, Mato Grosso, Brasil

Diversidade e distribuição geográfica de Leguminosae Adans. na Amazônia Meridional, Mato Grosso, Brasil

Em estudo relizado na mesma área de estudos, a composição da comunidade herbácea foi influenciada pela abertura de dossel, e as espécies estiveram relacionadas ao ambiente mais úmido e com maior quantidade de luz, Santos (2012). Entretanto em trabalho realizado também com herbáceas no Nordeste de Mato Grosso (área com vegetação florestal também de transição entre os domínios Cerrado e Amazônico), a riqueza de espécies e a abundância de indivíduos não foram influenciadas pela abertura do dossel (Paixão, Noronha, Cunha & Arruda, dados não publicados). Estes autores concluíram que baixos níveis de disponibilidade de água associado à distância da fonte de água podem limitar a riqueza, de modo mais evidente do que a entrada de luz no sub-bosque de florestas tropicais. Estes resultados mostram que variações na comunidade vegetal em função da quantidade de luz ainda não são claros, e que seu efeito depende da escala espacial adotada e do tamanho e forma das unidades amostrais alocadas no campo.
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O mapa social e a educação ambiental, diálogos de um mapeamento participativo no Pantanal, Mato Grosso, Brasil

O mapa social e a educação ambiental, diálogos de um mapeamento participativo no Pantanal, Mato Grosso, Brasil

O presente artigo é uma composição que transita na educação ambiental popular, no fortalecimento das identidades que entoam os tons e semitons do território mato-grossense, com especial afinação em São Pedro de Joselândia, região do Pantanal do Norte. Assim, os princípios da educação ambiental vêm entrelaçados aos mapeamentos propostos, no reconhecimento das diferentes culturas, na ousadia da reconstrução de sociedades sustentáveis, ressignificando valores como justiça ambiental, pertencimento e democracia; nós acreditamos em educação ambiental engajada e mobilizadora diante dos problemas, fomentando a necessária transformação social. “Essas pesquisas aplicam-se na valorização de contextos fenomenológicos de identidades que atuam conjuntamente para favorecer a proteção ambiental e a inclusão social” (SATO et al., 2004, p. 47). A educação ambiental revestida destas políticas se despede de uma tendência ingênua de ações pontuais e ingressa ao campo da promoção da cidadania participativa. É, sobremaneira, buscar a construção de sociedades sustentáveis, tendo a educação ambiental como inspiração filosófica em três dimensões intrinsecamente conectadas: a) uma dimensão teórica e conceitual que movimenta o campo epistemológico da educação ambiental; b) um fazer, agir e atuar na prática reflexiva e metodológica das vivências e com-vivências; c) um alicerce que se torna o substrato de nossos valores, crenças, fé e um corpo ético que torna o substrato deontológico com perfil político.
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Estratégias reprodutivas em uma comunidade de anuros no Pantanal, estado de Mato Grosso do Sul, Brasil

Estratégias reprodutivas em uma comunidade de anuros no Pantanal, estado de Mato Grosso do Sul, Brasil

g., Berven 1988; Lemckert and Shine, 1993). Besides size, other factors may influence female fecundity, as environmental conditions and female nutritional state (e. g., Ryser, 1988, 1989; Lemckert and Shine, 1993). In prolonged or continuous breeder species, egg production may also differ if measured at different moments (e. g., early, mid, or late season) during the breeding season (e. g., Praderio and Robinson, 1990; Giaretta and Kokubum, 2003). Variation in the regression coefficients (r²) in the present study could be related to the fact that, for most species, samples included females and clutches collected in different years, or different seasons (dry/rainy) in the cases of the prolonged and continuous breeders. In the present study, neither SVL nor body mass correlated to clutch size in L. fuscus, but in another population studied in northern Brazil (Martins, 1988), SVL and number of ovarian eggs were positively correlated. An explanation could be that for the population in the Pantanal, females collected in different reproductive seasons were analyzed together, as mentioned above. In the study conducted in northern Brazil, only females from a single reproductive episode were included in the analysis. But such differences could also be related to population differences, or even, they could be explained by the existence of more than one species being currently identified under the name L. fuscus (Wynn and Heyer, 2001).
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Comunidade de Carabidae (Coleoptera) em manchas florestais no Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil.

Comunidade de Carabidae (Coleoptera) em manchas florestais no Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil.

RESUMO. Neste trabalho foi estudado o efeito do tamanho, susceptibilidade à inundação e complexidade vegetacional na estrutura de comunidade de Carabidae (Coleoptera) em ilhas de vegetação arbórea (capões de mata) no Pantanal sul-mato-grossense, sub-regiões Miranda e Abobral. Os dados foram obtidos no período de outubro de 1998 a outubro de 1999 em seis capões de mata, através de 30 armadilhas de queda (“pitfall traps”) instaladas por seis dias, mensalmente, no interior dos capões. Foram capturados 2.071 indivíduos, distribuídos em 64 espécies. Negrea scutellaris (Dejean, 1831) e uma espécie não-identificada de Lebiini foram as espécies mais abundantes (com 472 e 464 indivíduos, respectivamente). A distribuição gregária e o elevado número de espécies pouco abundantes encontrados pode refletir o padrão de disponibilidade de recursos das regiões tropicais. Entre as variáveis estudadas, apenas a complexidade vegetacional explicou a variação da riqueza de espécies nos capões de mata. A composição das espécies não foi explicada por nenhuma das variáveis avaliadas. Possivelmente a variação em tamanho e em complexidade vegetacional dos capões não seja tão evidente para demonstrar estas relações e a composição das espécies esteja variando mais em escala regional do que em escala local.
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Composição florística de florestas estacionais ribeirinhas no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil.

Composição florística de florestas estacionais ribeirinhas no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil.

Entretanto, são poucos os estudos florísticos sobre as florestas decíduas e semidecíduas no Brasil Central (Felfili 2003; Marimon et al. 2001), em especial na Serra da Bodoquena, localizada na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, onde encontra-se um dos últimos remanescentes de floresta estacional semidecidual e decidual de grande extensão, com qualidade preservada (Pott & Pott 2003). As florestas estacionais encontradas nessa região, na sua grande maioria estão presentes nas margens dos rios ou topo de morros, porém mesmo protegidas por legislação específica, estas formações foram e continuam sendo drasticamente eliminadas em função da expansão pecuária e agrícola, e da exploração madeireira, destinadas ao uso civil e industrial (na forma de carvão). Desta forma, as constantes ameaças e a escassez de estudos sobre a flora da Serra da Bodoquena e áreas consideradas de entorno reforçam a necessidade urgente de levantamentos florísticos em trechos de matas ribeirinhas, visando subsidiar ações voltadas ao manejo, preservação e recomposição dessas formações (Battilani et al. 2005).
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Detecção de anticorpos contra Leptospira spp. em animais de vida livre do Pantanal do Mato Grosso do Sul

Detecção de anticorpos contra Leptospira spp. em animais de vida livre do Pantanal do Mato Grosso do Sul

RESUMO – A leptospirose é uma zoonose que causa grandes prejuízos para a saúde pública e para a saúde animal. O objetivo deste trabalho foi estudar a ocorrência de anticorpos contra 20 sorogrupos de Leptospira spp. em diferentes espécies de animais de vida livre do Pantanal do Mato Grosso do Sul. Foram utilizadas 224 amostras de soro de animais de vida livre das sub-regiões de Nhecolândia e Paiaguás, no Mato Grosso do Sul, provenientes de um banco de soros da Embrapa Pantanal. As amostras foram submetidas ao teste de soroaglutinação microscópica (SAM), utilizando diluição inicial de 1/50 para os animais selvagens e 1/100 para os suínos ferais. As frequências de reagentes de acordo com o sexo e de acordo com a faixa etária foram comparadas por meio do teste exato de Fisher e os cálculos foram realizados com o auxílio do programa R. Dos 35 cachorros-do-mato (Cerdocyon thous), 37,14% foram considerados reagentes e os sorogrupos mais frequentes foram Pomona, Pyrogenes, Grippotyphosa e Canicola. Entre os quatis (Nasua nasua), 22,22% apresentaram reação na SAM, e quanto aos sorogrupos, Pomona foi o mais frequente. Dos 95 veados-campeiros (Ozotoceros bezoarticus) avaliados, 31,58% foram reagentes, sendo os sorogrupos mais frequentes o Pomona e o Autumnalis. Para os suínos em estado feral (Sus scrofa), 36,84% foram sororreagentes e os sorogrupos mais encontrados foram Pomona e Icterohaemorrhagiae. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as frequências de reagentes em relação às faixas etárias e ao sexo em nenhuma das espécies estudadas. Neste estudo, foram encontradas altas frequências de animais selvagens e de suídeos ferais sororreagentes. Para todas as espécies, a maior proporção de reações foi contra o sorogrupo Pomona.
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Geoquímica de solos do pantanal norte, Mato Grosso.

Geoquímica de solos do pantanal norte, Mato Grosso.

A caracterização e análise geoquímica de solos permitem compreender os processos de migração, dispersão e concentração de elementos químicos no perfil, embasando a correlação dos atributos deles com as classes de solos formadas, o que possibilita inferências acerca das gêneses desses solos. Esta pesquisa teve por objetivos caracterizar e interpretar a composição geoquímica total de elementos maiores e menores em classes de solos representativas do Pantanal norte, na sub-região de Barão de Melgaço, Mato Grosso, Brasil. Foram selecionados 20 perfis das principais classes de solos do Pantanal e analisadas amostras dos horizontes A e B (ou C) quanto à concentração de óxidos totais por espectrometria de fluorescência de raios-X, além das caracterizações física, química e mineralógica. Os solos subdividiram-se em dois tipos geoquímicos: um composto por textura arenosa a franco-arenosa com teores relativamente elevados de SiO 2 e predominância de caulinita e quartzo, com menor teor de bases e
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IMPLANTAÇÃO DOS LABORATÓRIOS BÁSICOS PADRÃO MEC/FNDE NA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO PARANÁ PELO PROGRAMA BRASIL PROFISSIONALIZADO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

IMPLANTAÇÃO DOS LABORATÓRIOS BÁSICOS PADRÃO MEC/FNDE NA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO PARANÁ PELO PROGRAMA BRASIL PROFISSIONALIZADO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Esta dissertação tem por objetivo investigar como se efetivou a implementação dos Laboratórios Básicos Padrão MEC/FNDE. Com a implantação do Programa Brasil Profissionalizado no Estado do Paraná, instituído pelo Decreto Nº 6.302 de 27 de dezembro de 2007, programa do Governo Federal, foram firmados convênios com a Secretaria de Estado da Educação – SEED-PR, com o intuito de modernizar as estruturas das escolas que ofertam a Educação Profissional da Rede Estadual. A partir dos estudos de demanda, exigências estabelecidas pelo programa, as escolas contempladas se propuseram a melhorar as condições de oferta da Educação Profissional e da qualidade na formação de seus alunos. Com a expansão da rede para a oferta da Educação Profissional e Tecnológica, também se fez necessária a adequação dos espaços escolares, proporcionando melhores condições de aprendizagem e a preparação dos profissionais para o desenvolvimento de suas atividades. Os autores que contribuíram para a fundamentação desta dissertação passam por especialistas na Educação Profissional e nos sistemas de avaliação. O instrumento utilizado para o desenvolvimento desta tarefa foi a avaliação executiva, processo pelo qual foi possível apresentar uma visão generalizada da implementação do programa na Rede Pública do Estado do Paraná, conforme as orientações e recomendações do Manual de Orientação e Preenchimento da Situação Escolar – MOPSE, composto por formulários que indicavam os aspectos de infraestrutura dos espaços escolhidos para a instalação dos laboratórios. O intento dessa dissertação é a preparação para o processo de uma avaliação de impacto, ou seja, a construção de um instrumento de investigação mais aprofundado desta ação, buscando conhecer o quanto a implementação dos laboratórios tem contribuído para a melhoria nas condições de oferta para a Educação Profissional.
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