Top PDF Florística de uma Floresta Estacional Semidecidual, localizada em ecótono savânico-florestal, no município de Bauru, SP, Brasil.

Florística de uma Floresta Estacional Semidecidual, localizada em ecótono savânico-florestal, no município de Bauru, SP, Brasil.

Florística de uma Floresta Estacional Semidecidual, localizada em ecótono savânico-florestal, no município de Bauru, SP, Brasil.

Os gêneros Croton, Eupatorium, Piper e Solanum, dentre outros, foram citados por Castelani & Stubblebine (1993) como de elevado número de espécies presentes na sucessão secundária. Citaram ainda Cecropia e Trema como típicos dessa sucessão em florestas tropicais. Tais gêneros tiveram importante ocorrência na área do JBMB, alguns com mais de uma espécie. Devem ser mencionadas ainda, como espécies indicadoras de clareiras, Guazuma ulmifolia e Trema micrantha (Brokaw 1985a; b). Na área de estudo, a primeira apresentou alta dominância relativa (Pinheiro et al. 2002) e a segunda foi encontrada em grande número na borda ou em áreas degradadas, próximas à área de estudo, mas não no interior da mata. Contudo, nenhuma espécie dos gêneros mencionados acima apresentou um padrão de crescimento que pudesse ser definido como agregado ou apresentasse alta densidade. Essa informação pode fornecer uma indicação do atual estágio de regeneração do fragmento florestal estudado por Pinheiro et al. (2002). Corroborando essa hipótese, deve ser salientada a ocorrência de Heliconia psittacorum na área de estudo, espécie também citada como indicadora de clareiras (Brokaw 1985a). No menor fragmento florestal estudado foi encontrada com freqüência, formando touceiras pequenas, com aspecto senescente, indicando, talvez, que a regeneração da área e a menor incidência de luz no local tenham tornado inadequado o ambiente para a sua permanência. Fora do fragmento florestal, porém, em áreas muito perturbadas, destituídas de qualquer cobertura vegetal arbórea, essa espécie formava touceiras densas e numerosas.
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Dinâmica da comunidade arbustivo-arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual localizada no município de Rio Claro, SP, durante o período de 1989-2003

Dinâmica da comunidade arbustivo-arbórea em um fragmento de floresta estacional semidecidual localizada no município de Rio Claro, SP, durante o período de 1989-2003

RESUMO – (Análise Temporal da Composição Florística e da Estrutura Fitossociológica em uma Floresta Estacional Semidecídual no Sudeste do Brasil). As alterações na estrutura e na composição florística de um fragmento de floresta estacional Semidecidual foram descritos para o período de 14 anos (1989 – 2003). Esse fragmento, denominado Mata da Fazenda São José (MFSJ), apresentou para o período de estudo um aumento na densidade arbustivo-arbórea, entretanto houve uma diminuição da área basal total para a comunidade. A composição florística apresentou grande dinamismo, registrando a perda de 42 espécies e o ingresso de 38. As espécies dominantes apresentaram variações nos seus valores de densidade relativa, demonstrando que a estrutura fitossociológica é dinâmica, alterando-se ao longo do tempo. As análises multivariadas da vegetação indicaram a presença de quatro grupos vegetacionais relacionados aos quatro subgrupos edáficos identificados na área de estudo. As análises quantitativas e qualitativas da estrutura da comunidade demonstraram diferenças em cada um destes subgrupos, os quais apresentaram, ao longo do período de estudo, diferenças referentes às suas alterações na estrutura e na substituição das espécies. Essa característica tem modulado ao longo do tempo e projetado uma comunidade altamente diversificada, apresentando peculiaridades quanto às áreas que constituem o mosaico sucessional.
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Florística, estrutura e síndrome de dispersão de sementes em estágios sucessionais de mata ciliar no município de Arroio do Padre, RS, Brasil

Florística, estrutura e síndrome de dispersão de sementes em estágios sucessionais de mata ciliar no município de Arroio do Padre, RS, Brasil

RESUMO. (Síndromes de dispersão em diferentes estágios sucessionais de mata ciliar no extremo-sul da Mata Atlântica). A síndrome de dispersão de sementes está relacionada a migração das espécies no meio ambiente e a colonização de novos locais aptos a sua sobrevivência e reprodução. As espécies amostradas no estudo fitossociológico foram classificadas quanto ao mecanismo de dispersão de sementes. A área amostral está localizada em um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual de aproximadamente 200 ha. Foram estudados três estágios sucessionais de mata ciliar no domínio da Mata Atlântica (capoeira = 5 anos de regeneração, secundária = 45 anos e madura = floresta primária. As espécies foram classificadas nas síndromes de zoocoria, anemocoria e autocoria. A zoocoria foi a síndrome de dispersão predominante nas três fases da sucessão da floresta ciliar, com percentuais variáveis de 82% até 93% das espécies e 47% até 92% dos indivíduos. A segunda síndrome mais comum foi anemocoria, prevalecendo com elevada abundância relativa na fase capoeira (25% dos indivíduos). A autocoria ocorreu na floresta madura com 43% dos indivíduos amostrados e que colonizavam o sub-bosque florestal. Os resultados mostram a importância da dispersão por animais na estrutura da floresta, demonstrando ser a interação das plantas com mecanismos bióticos, essencial ao avanço da sucessão florestal.
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Composição florística de uma floresta estacional semidecidual montana no município de Viçosa-MG.

Composição florística de uma floresta estacional semidecidual montana no município de Viçosa-MG.

foram Rubiaceae com 16 espécies, Leguminosae Papilionoideae com 11, Lauraceae e Leguminosae Mimosoideae com 10, Euphorbiaceae e Myrtaceae com 9, Annonaceae, Flacourtiaceae e Melastomataceae com 6. Os gêneros mais ricos foram Psychotria, com 6 espécies; Machaerium, Miconia e Ocotea, com 5; Casearia, Inga e Eugenia, com 4. A Mata da Silvicultura apresenta riqueza de espécies por famílias botânicas muito próxima àquela relatada por Leitão-Filho (1982) para as florestas estacionais semideciduais do interior do Estado de São Paulo, especialmente no que diz res- peito à riqueza destacada das famílias Leguminosae Papilionoideae, Euphorbiaceae, Myrtaceae, Lauraceae e Rubiaceae. Confirma-se essa semelhança com o fato de as florestas de Atibaia (Meira-Neto et al., 1989), Moji- Guaçu (Gibbs & Leitão-Filho, 1978) e Bauru (Cavassan et al., 1984) mostrarem-se mais similares à Mata da Silvicultura que as de Ubatuba, SP (Silva & Leitão-Filho, 1982) e Linhares, ES (Peixoto & Gentry, 1990), que são florestas próximas à região litorânea (Quadro 2, Figura 1). A Mata da Silvicultura é um fragmento florestal como a grande maioria dos remanescentes florestais da Zona da Mata de Minas Gerais, que apesar das pequenas dimensões em área (17 ha) tem composição florística rica em espécies. Volpato (1994) relacionou 95 espécies arbó- reas, em amostra de 12.000 m 2 em um fragmento florestal
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Caracterização florística e fitossociológica da regeneração natural em dois trechos de uma floresta estacional semidecidual no município de Viçosa, MG

Caracterização florística e fitossociológica da regeneração natural em dois trechos de uma floresta estacional semidecidual no município de Viçosa, MG

C. arabica novamente se destaca no conjunto de espécies mais importantes neste trecho de floresta, ocupando a primeira posição no primeiro nível de amostragem e a segunda considerando este nível. A presença desta espécie exótica tem sido constatada em vários fragmentos florestais da região sudeste do Brasil (SEVILHA et al., 2001; BERNACCI & LEITÃO FILHO, 1996; MARTINS & RODRIGUES, 2002). Em outro fragmento de Floresta Estacional Semidecidual de Viçosa, MG, a espécie apresentou bom desenvolvimento em trechos mais sombreados da floresta, onde estaria competindo com a regeneração de espécies arbóreas e com espécies de hábito herbáceo e arbustivo (SEVILHA et al., 2001). Por outro lado, a espécie foi a mais abundante em clareiras de uma Floresta Estacional Semidecídua de Campinas, SP, e estaria provavelmente competindo com espécies autóctones na partição de recursos com luz e nutrientes (MARTINS & RODRIGUES, 2002). Neste contexto, DISLICH et al. (2002) avaliando a invasão de fragmento florestal em São Paulo por uma palmeira exótica, destaca os riscos que essas invasões representam para a conservação biológica de pequenos fragmentos florestais da região sudeste brasileira.
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Estudo fitossociológico de floresta estacional semidecidual e de cerrado no município de Patrocínio Paulista, SP

Estudo fitossociológico de floresta estacional semidecidual e de cerrado no município de Patrocínio Paulista, SP

A família Myrtaceae, 2º lugar em riqueza e 4º em VI, apresentou todas as espécies pertencentes ao gênero Myrcia, distribuídas em Myrcia rostrata em 9º, Myrcia bella em 12º, M. variabilis em 14º lugar, M. lasiantha em 20º lugar e M. tomentosa em 24º lugar. MENDONÇA et al. (1998) citam todas estas espécies como pertencentes ao Cerrado brasileiro, LEITÃO-FILHO (1992) não inclui somente M. variabilis na flora arbórea do estado de São Paulo, talvez sua exclusão se deva ao porte arbustivo. O resultado que mais se aproximou do presente, é o obtido por ARAUJO et al. (1999) no cerrado de Franca, SP, com 8º lugar para M. rostrata de VI igual à 10,34, 9º lugar para M. lasiantha com 9,20 de VI e M. tomentosa com VI de 3,98 em 22º lugar. Myrcia rostrata foi amostrada em Corumbataí, SP em 26º lugar com VI de 3,71 (PAGANO et al., 1989) e em 81º lugar com VI de 0,42 (CESAR et al., 1988). Em Angatuba, SP a espécie apareceu em 66º lugar com VI de 0,70 (RATTER et al., 1988) é citada a sua presença no Parque Estadual de Carlos Botelho, SP (CUSTÓDIO- FILHO et al., 1992), M. bella, esteve presente no Parque Estadual de Vassununga, SP (RUGGIERO, 2000) e em FES de Bauru (PINHEIRO, 2000); M. variabilis, foi citada como “ocasional no cerrado rupestre” na Chapada dos Guimarães (OLIVEIRA FILHO e MARTINS, 1986) e como presente no cerradão de Rifaina, SP (COELHO, 1999**); M. lasiantha apareceu em 2º lugar com VI de 30,0 em Angatuba, SP (RATTER et al., 1988) e esteve presente em Vassununga, SP (RUGGIERO, 2000) e no cerradão de Rifaina,SP (COELHO, 1999**).
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Estrutura, composição florística e caracterização sucessional em remanescente de Floresta Estacional Semidecidual no Sudeste do Brasil.

Estrutura, composição florística e caracterização sucessional em remanescente de Floresta Estacional Semidecidual no Sudeste do Brasil.

RESUMO – Este estudo foi realizado em remanescente de Floresta Estacional Semidecidual (FES), localizado em Sorocaba (SP, Brasil), com o objetivo de verificar seu estágio sucessional e inferir sobre a composição futura. A hipótese deste artigo previa que esse remanescente apresentaria regeneração com baixa diversidade de espécies, predomínio de espécies pioneiras de dossel, ausência de espécies residentes no sub-bosque e predomínio de espécies anemocóricas e autocóricas. Foi utilizado o método de parcelas, considerando os indivíduos em três classes de tamanho, duas delas referentes ao sub-bosque e uma ao dossel (1 - <100 cm; 2 - >100 cm e circunferência à altura do solo <15 cm; 3 - CAP >15 cm). Foram amostradas 146 espécies, sendo os maiores valores de diversidade encontrados no dossel e nas espécies de sub-bosque da classe 2. A similaridade entre as três classes foi baixa. Das espécies com maior valor de importância, cinco são pioneiras e cinco são não pioneiras, e as espécies com maiores valores de regeneração natural são consideradas como não pioneiras e residentes. Contrariando a hipótese inicial, essas características, somadas ao predomínio de espécies zoocóricas nas três classes, indicam que o remanescente está em estágio intermediário de sucessão e possui condições microclimáticas para a entrada e permanência de espécies que necessitam de áreas mais sombreadas. Espécies como Aspidosperma olivaceum, Cordia trichotoma, Ocotea elegans e Guarea guidonia, consideradas não pioneiras e transitórias, foram amostradas somente nas classes 1 e 2, indicando a futura substituição de espécies e o avanço sucessional do remanescente.
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Composição Florística do estrato arbóreo da Floresta Estacional Semidecidual na Planície Aluvial do rio Doce, Linhares, ES, Brasil.

Composição Florística do estrato arbóreo da Floresta Estacional Semidecidual na Planície Aluvial do rio Doce, Linhares, ES, Brasil.

A. tenuifolium e C. oligandrus possuem registros de coletas na Bahia (Harley & Mayo 1980; Lewis 1987; NYBG 2003), mas não nos estudos florísticos ou fitossociológicos aqui analisados. Vochysia thyrsoidea, além de ser comum no nordeste é muito comum no Brasil Central em áreas de cerrado sensu strito (Andrade et al. 2002). Oliveira Filho & Fluminhan Filho (1999) salientam que é uma das espécies mais comuns nos cerrados mineiros de maior altitude, marcando uma transição para os campos rupestres em várias regiões serranas, como as Serras do Cipó, de Itabirito e da Canastra, em Minas Gerais, e a Chapada dos Veadeiros em Goiás. Vale também destacar a presença de Cavanillesia arborea, que apesar de ter uma distribuição mais comum na caatinga é registrada na floresta atlântica do Sul da Bahia (M.F. Siqueira, dados não publicados) e em florestas deciduais do Brasil Central (Silva & Scariot 2004; Nascimento et al. 2004). Vários indivíduos de grande porte foram observados desta espécie, em diferentes locais, o que leva a crer que ela não foi introduzida.
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Diversidade de morcegos em dois fragmentos florestais da região noroeste do Estado do Paraná, Brasil

Diversidade de morcegos em dois fragmentos florestais da região noroeste do Estado do Paraná, Brasil

Este estudo foi desenvolvido considerando a necessidade urgente de ampliar a base de dados para Floresta Atlântica lato sensu do interior do país, mais especificamente para o ecossistema Floresta Estacional Semidecidual (FES). Para tanto, buscou-se avaliar a riqueza de espécies e a abundância relativa da quiropterofauna de dois fragmentos florestais do município de São Pedro do Ivaí, noroeste paranaense. No período de fevereiro de 2006 a janeiro de 2007, foram realizadas capturas com redes-de-neblina em parcelas de 1 hectare, estabelecidas em cada um dos fragmentos estudados. Os 671 exemplares capturados representaram 10 espécies de duas famílias: Phyllostomidae (n = 8) e Vespertilionidae (n = 2). As espécies dominantes na amostragem foram Artibeus lituratus (Olfers, 1818) e Carollia perspicillata (Linnaeus, 1758) que juntas representaram 79% das capturas. Os
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Estrutura fitossociológica da comunidade de lianas em uma floresta estacional semidecidual na Fazenda Canchim, São Carlos, SPEstrutura fitossociológica da comunidade de lianas em uma floresta estacional semidecidual na Fazenda Canchim, São Carlos, SP.

Estrutura fitossociológica da comunidade de lianas em uma floresta estacional semidecidual na Fazenda Canchim, São Carlos, SPEstrutura fitossociológica da comunidade de lianas em uma floresta estacional semidecidual na Fazenda Canchim, São Carlos, SP.

A espécie com maior valor de importância (VI), também foi Mansoa difficilis e, em segundo lugar, Acacia aff. plumosa, que assume esta posição graças ao alto valor apresentado em dominância relativa (tabela 2). Tynanthus elegans apresenta o terceiro maior VI, apesar de ter poucos indivíduos amostrados (14), e ser encontrada em somente sete parcelas. Os dados sobre esta espécie revelam que sua boa colocação neste parâmetro está mais diretamente relacionada ao valor encontrado em dominância relativa (8,80%). Este valor é quase duas vezes maior que o encontrado para Heteropterys sp. (4,49%), que assume a quinta posição em VI, e três vezes maior que o valor encontrado para Clytostoma campanulatum (2,53%), quarta posição em VI. Isto pode ser explicado pelo fato dos indivíduos de Tynanthus elegans apresentarem grandes diâmetros, fazendo com que o valor de área basal desta espécie seja superior ao das outras duas espécies relacionadas. Clytostoma campanulatum e Heteropterys sp. apresentaram igual número de indivíduos (25), porém, os diâmetros encontrados para estas espécies são menores.
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VARIAÇÃO MORFOLÓGICA E ASSIMETRIA FLUTUANTE DE ABELHAS EUGLOSSINAS (HYMENOPTERA, APIDAE) EM DIFERENTES ÁREAS E ESTAÇÕES DISTINTAS EM UMA RESERVA DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL

VARIAÇÃO MORFOLÓGICA E ASSIMETRIA FLUTUANTE DE ABELHAS EUGLOSSINAS (HYMENOPTERA, APIDAE) EM DIFERENTES ÁREAS E ESTAÇÕES DISTINTAS EM UMA RESERVA DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL

A sobrevivência dos organismos em ambientes heterogêneos e instáveis requer algumas vezes ajustes fisiológicos e morfológicos, envolvendo complexos mecanismos reguladores. Por outro lado, os organismos também possuem certa habilidade para resistir a distúrbios genéticos ou perturbações ambientais durante seu desenvolvimento, produzindo um fenótipo pré - determinado. O objetivo desse trabalho foi verificar se havia diferenças no tamanho e nos níveis de assimetria flutuante (AF) em duas espécies de abelhas Euglossinae coletadas em duas áreas com distintas interferências antrópica e em duas diferentes estações do ano em uma reserva de Floresta Estacional Semidecidual. A AF é freqüentemente utilizada pra estimar estabilidade do desenvolvimento, além de ser um bom indicativo dos níveis de impacto ambiental. Para cada espécie estudada foram escolhidos, aleatoriamente, 60 machos, em cujas asas foram efetuadas quatro medidas para obtenção de um índice multivariado de tamanho e um índice de AF. Não houve diferenças significativas no tamanho de E. nigrita entre os locais (F = 0,251; P= 0,618) e entre estações (F = 0,568; P= 0,454). Os resultados para E. pleosticta indicaram diferenças significativas no tamanho das abelhas entre as estações (F = 20,947; P= 0,001), mas não evidenciaram diferenças no tamanho em relação aos locais (F = 0,109; P = 0,743). Os machos de E. pleosticta apresentaram maior índice de tamanho durante a estação quente e úmida. O maior índice pluviométrico e a conseqüente maior disponibilidade de alimento durante esta estação podem ter tido um papel importante sobre o aumento de biomassa em E. pleosticta neste período. Em relação à AF, não houve diferenças significativas nos caracteres analisados entre os locais e entre as estações, tanto para E. nigrita quanto E. pleosticta. Mas, para E. pleosticta houve significativa interação entre estação*local em uma das medidas efetuadas. As abelhas coletadas na estação quente e úmida que se encontravam na borda da mata eram mais assimétricas que as abelhas da estação fria e seca que se localizavam no interior da mata. Isto indica que o clima e a interferência antrópica juntos influenciaram a estabilidade do desenvolvimento de E. pleosticta. Contrariamente, o mesmo não ocorreu com E. nigrita, que mostrou - se mais resistente às interferências ambientais no seu programa de desenvolvimento. Assim, seu grande potencial plástico tamponaria as condições de estresse, permitindo a manutenção do seu desenvolvimento, como o estabelecido em condições ótimas ou normais, constituindo assim um eficiente mecanismo de estabilidade do desenvolvimento.
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Composição florística de um fragmento de floresta estacional semidecídua no município de São Carlos-SP.

Composição florística de um fragmento de floresta estacional semidecídua no município de São Carlos-SP.

região de São Carlos-SP, área do presente estudo, as florestas estacionais semidecíduas foram reduzidas, restando pequenos fragmentos na forma de capoeiras ou como pequenas áreas residuais (Kronka et al., 1998). Hoje, as florestas residuais do interior paulista são representadas apenas por fragmentos espaçadamente distribuídos pelo Estado. As pequenas extensões de florestas estacionais semidecíduas correspondem aos parques e reservas e a matas residuais em propriedades privadas, que devido às facilidades de acesso e às pressões agropecuárias e imobi- liárias sofrem desmatamento acelerado (Kotchetkoff- Henriques & Joly, 1994).
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Ciclagem de nutrientes em dois trechos de floresta estacional semidecidual na reserva florestal mata do paraíso em Viçosa, MG, Brasil.

Ciclagem de nutrientes em dois trechos de floresta estacional semidecidual na reserva florestal mata do paraíso em Viçosa, MG, Brasil.

Os trechos escolhidos para este estudo situam- se em solos e posições topográficas diferentes, apresentando diferentes históricos de perturbação e regeneração, sendo caracterizados por Silva-Júnior et al. (2004). Um desses trechos, denominado nesta pesquisa floresta inicial, situa-se no terço superior de uma encosta, composto por Latossolo Vermelho- Amarelo, e encontra-se em processo de regeneração florestal em pastagem de Melinis minutiflora P. Beauv. desde 1963. O outro trecho de floresta, denominado floresta madura, constitui um núcleo de floresta bem preservado, situado em área de baixada, sendo composto por solo Podzólico Vermelho-Amarelo, estando livre de distúrbios antrópicos nas últimas quatro décadas. A caracterização da vegetação foi realizada por meio do levantamento fitossociológico de todos os indivíduos arbustivo-arbóreos com diâmetro a 1,30 m do solo (DAP) ≥ 4,8 cm presentes na área de 0,6 ha (10 parcelas de 10 x 30 m em cada trecho de floresta) (Tabela 1). A caracterização dos solos das florestas inicial e madura foi realizada por meio de oito amostras simples, obtidas em cada parcela, que constituíram uma amostra composta de solo coletada na profundidade de 0-20 cm por parcela.
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Dinâmica do estoque de carbono do fuste das árvores de uma floresta estacional semidecidual

Dinâmica do estoque de carbono do fuste das árvores de uma floresta estacional semidecidual

PINTO, S. I.C.; MARTINS, S. V.; SIVA, A. G.; BARROS, N. F.; DIAS, H. C. T.; SCOSS, L. M. Estrutura de um componente arbustivo-arbóreo de dois estágios sucessionais de floresta Estacional Semidecidual na reserva florestal Mata do Paraíso, Viçosa, MG, Brasil. Revista Árvore, v. 31, n.5, p. 823-833, 2007. PIRES O’BRIEN, M. J.; O’BRIEN, C. M. Ecologia e Modelamento de Florestas Tropicais. Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, Belém, Brasil, 400p., 1995. PUIG, C. J. Carbon Sequestration potencial of land-cover types in the agricultural lanscape of eastern Amazonia, Brazil. Ecology and Development Series, n. 33, 2005.
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Diversidade e uso do habitat de comunidades de anfíbios anuros em Lençóis Paulista, Estado de São Paulo

Diversidade e uso do habitat de comunidades de anfíbios anuros em Lençóis Paulista, Estado de São Paulo

Do total da área de estudo, 4.268,23 hectares são áreas de conservação com tipos fisionômicos compostos por matas (Floresta Estacional Semidecidual e Cerradão), Cerrado aberto, alagados, várzeas, brejos e áreas em regeneração. Boa parte dessas áreas está presente ao longo dos rios Claro e Palmital que são os limites norte e sul da Fazenda Rio Claro, respectivamente. Seus afluentes e tributários também possuem áreas de conservação, além de suas áreas de preservação permanente (APP). As matas ciliares do local possuem variabilidade na altura e largura, contendo vários elementos do cerrado, especialmente em suas áreas periféricas. Em vários locais a mata ciliar é formada por áreas inundáveis, com taboas e ciperáceas ou gramíneas e arbustos de porte variado (Martins 1997). Diversos trechos ao longo dos cursos d’água foram represados para construção de estradas formando brejos e açudes de diversos tamanhos.
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Produção de serapilheira e ciclagem de nutrientes de um reflorestamento e de uma floresta estacional semidecidual no sul do Brasil.

Produção de serapilheira e ciclagem de nutrientes de um reflorestamento e de uma floresta estacional semidecidual no sul do Brasil.

Tabela 1. Concentração e transferência de nutrientes na serapilheira da Floresta Estacional Semidecidual (FL) do Parque Estadual Mata dos Godoy, sul do Brasil e de um refl orestamento adjacente (RE), nos períodos de menor (janeiro a junho) e de maior (julho a dezembro) deposição de serapilheira na fl oresta. Médias seguidas pelas mesmas letras minúsculas nas linhas ou maiúsculas nas colunas não diferem entre si pelo teste de F (ANOVA) (p≤0,05). As letras maiúsculas quando iguais não diferem para o mesmo elemento químico.

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Competição e modelagem florestal em fragmento de floresta estacional semidecidual submontana, MG

Competição e modelagem florestal em fragmento de floresta estacional semidecidual submontana, MG

As redes neurais artificiais (RNA) se apresentam como forma alternativa ao emprego dos modelos tradicionais de crescimento e produção florestal. Os resultados satisfatórios alcançados através da aplicação das redes neurais artificiais são provenientes das características intrínsecas que as tornam adequadas para solucionar diferentes problemas. A eficácia no uso dessa técnica vem sendo comprovada por diversos Pesquisadores das Ciências Florestais, tais como Diamantopoulou, (2005); Silva et al. (2009); Leite et al. (2011); Castro et al. (2011); Binoti et al. (2012); Binoti et al. (2013) e Leal et al. (2015), e tem se mostrado satisfatória em relação ao método tradicional de obtenção de estimativas de variáveis dendrométricas.
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COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL DA FAZENDA SANTA CECÍLIA DO INGÁ, VOLTA REDONDA, RIO DE JANEIRO, BRASILFERNANDES, Milton Marques; CALDAS, Aiga Jucy Fuchshuber da Silva; JIMENEZ, Luz Orlanda M

COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL DA FAZENDA SANTA CECÍLIA DO INGÁ, VOLTA REDONDA, RIO DE JANEIRO, BRASILFERNANDES, Milton Marques; CALDAS, Aiga Jucy Fuchshuber da Silva; JIMENEZ, Luz Orlanda Motta; CREPALDI, Maria Otvia Silva; BARBOZA, Rafael Silva; RODRIGUES, Roberta de Moura Maia

RESUMO – (COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E ESTRUTURA DO COMPONENTE ARBÓREO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL DA FAZENDA SANTA CECÍLIA DO INGÁ, VOLTA REDONDA, RIO DE JANEIRO, BRASIL) Este trabalho teve como objetivo o estudo do componente arbóreo e a estrutura fitossociológica de um trecho da APA da Fazenda Santa Cecília do Ingá, no município de Volta Redonda no estado do Rio de Janeiro. A fazenda Santa Cecília do Ingá, com cerca de 211 ha, é a maior área verde localizada no município de Volta Redonda (RJ). O método escolhido foi o de transecção. Em cada transecção foram amostrados os indivíduos com DAP ≥ 5 cm, e tomaram-se informações como altura, nome da espécie. Foram marcadas 10 transecções (de duas em duas) distantes 20 m., totalizando uma área amostrada de 0,1 ha. As espécies encontradas indicam que se trata de uma floresta secundária entre o estádio inicial e o tardio. O valor de diversidade obtido neste estudo (H’=2,86) é baixo e representa uma área perturbada. Os parâmetros como diâmetro e altura com 130 indivíduos do total de 133 têm até 35 cm de diâmetro e altura média do estrato arbóreo de 9,74 m, sendo 131 indivíduos com altura de até 20 m. Estas distribuições de altura e diâmetro também nos remetem a uma floresta secundária em estádio inicial, indo para o tardio.
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Produção de serapilheira em área reflorestada.

Produção de serapilheira em área reflorestada.

Os resultados da análise de variância descritos no Quadro 5 mostram que o sítio 1 teve maior produção de serapilheira, comparado com os demais. O coeficiente de variação também apresentou valor elevado para os três sítios. De acordo com Schilittler et al. (1993), a topografia e a latitude também podem condicionar a produção de serapilheira, porém os autores, estudando três ecótopos considerados na Floresta Estacional Semi- decidual (baixada, topo e vertente), encontraram valores mais elevados de deposição de material orgânico na baixada. Esta diferença quantitativa na produção entre as três situações indica que elas, embora semelhantes quanto à estrutura e dinâmica, estão sujeitas a diferentes fatores do meio, tanto bióticos quanto abióticos.
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Distribuição da comunidade de epífitos vasculares em diferentes sítios na Floresta Nacional de Ipanema, Iperó, SP, Brasil

Distribuição da comunidade de epífitos vasculares em diferentes sítios na Floresta Nacional de Ipanema, Iperó, SP, Brasil

Apesar da importância de epífitas vasculares em refletirem o grau de preservação local, existem poucas pesquisas sobre o tema. Esta pesquisa foi desenvolvida na Floresta Nacional de Ipanema (UTM 7.422.000 e 7.390.000 S; 216.000 e 248.000 L na zona 23 sul), localizada no município de Iperó, SP, e teve por objetivo caracterizar a comunidade epifítica vascular, analisando sua distribuição vertical e a correlação entre diferentes sítios. Foram determinados três sítios, um em área aberta, um na borda e um no interior da floresta e, em cada sítio, foram amostrados 90 forófitos com DAP ≥ 20 cm. Os forófitos foram divididos em três estratos: fuste baixo, fuste alto e copa. Foram estimados os parâmetros de freqüência e diversidade com base na ocorrência das epífitas nos estratos e sobre os forófitos. No levantamento foram encontradas 21 espécies epifíticas, pertencentes a 14 gêneros e cinco famílias. Duas Bromeliaceae, Tillandsia tricholepis e Tillandsia recurvata, tiveram os maiores valores de importância. O índice de diversidade de Shannon foi 2,272 (nats) para toda a comunidade epifítica. Houve predominância dos holoepífitos característicos. O fuste alto destacou-se pela maior abundância, seguido pela copa e pelo fuste baixo. A análise estatística evidenciou diferença significativa entre os sítios de área aberta e de borda, e entre os sítios de área aberta e interior, porém não houve variação significativa entre os sítios de borda e interior. Na análise dos forófitos foram identificadas 38 espécies arbóreas, pertencentes a 37 gêneros e a 20 famílias, o índice de Shannon para os forófitos foi de 2,835 (nats). A espécie que abrigou o maior número de espécies epifíticas (11 espécies) e apresentou o maior valor absoluto (VA = 882) foi Tipuana tipu (Fabaceae). A análise estatística não evidenciou diferença significativa entre as espécies forofíticas nos diferentes sítios e também não evidenciou relação entre espécies epifíticas e espécies forofiticas. Os dados deste trabalho destacam a importância dos fatores abióticos como limitantes ao desenvolvimento das epífitas e, de forma especial, a importância dos fatores de origem antrópica na composição e distribuição da comunidade epifítica vascular entre os sítios na área de estudo.
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