Top PDF A formação dos educadores da Educação de Jovens e Adultos: reflexões a partir do programa Brasil Alfabetizado

A formação dos educadores da Educação de Jovens e Adultos: reflexões a partir do programa Brasil Alfabetizado

A formação dos educadores da Educação de Jovens e Adultos: reflexões a partir do programa Brasil Alfabetizado

O presente artigo apresenta uma reflexão sobre a formação do educador realizada no contexto do Programa Brasil Alfabetizado. Tem como objetivo principal refletir sobre os processos de formação inicial e continuada, ocorridos no referido Programa, na intenção de perceber a contribuição desta base formativa para os educadores que atuam ou irão atuar na alfabetização e escolarização dos jovens e adultos. O estudo, de natureza bibliográfica, situou-se no universo do Programa Brasil Alfabetizado, na cidade de Guarabira, no período de 2013 à 2014, e, através dele, lançamos um olhar a importância destas formações para a prática educativa dos alfabetizadores. Tomamos como base as leituras teóricas e metodológicas sobre a EJA e sobre o Programa Brasil Alfabetizado, através de autores como: SANTOS (2012), FURTADO (2008), CRUZ (2014), MACHADO (2008), PRADA (1995), LIBANEO (2001), ALBUQUERQUE (2004), VASCONCELLOS (2008), MELO (2010), SAUL (2012) e OLIVEIRA (2011), entre outros, que ofereceram suporte para essa pesquisa. Os resultados reforçaram a importância da formação para uma atuação mais qualificada dos docentes da EJA. No entanto, a análise desta experiência nos fez refletir sobre os limites encontrados no Programa Brasil Alfabetizado e na formação por ele oferecida, impossibilitando a construção de uma didática crítica e reflexiva, capaz de favorecer o processo de ensino e aprendizagem dos jovens e adultos no seu direito de aprender ao longo da vida.
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Caminhos e desafios da formação de educadores de jovens e adultos

Caminhos e desafios da formação de educadores de jovens e adultos

Pudemos verificar que, no contexto da EJA, constitui-se a figura do trabalhador voluntário, que se solidariza com o cidadão a quem foi negado o direito básico da educação, criando e desenvolvendo projetos de alfabetização de adultos, como é o caso da educadora carioca – Maria Helena – e de suas parceiras, que vêm se dedicando à EJA voluntariamente há dezesseis anos. Constitui-se, também, a figura do educador do movimento social, que se envolve com as questões da EJA pelo comprometimento ideológico com a construção da cidadania em seu município, em seu estado e em seu país. Constitui-se a figura do alfabetizador contratado pelos programas de alfabetização do governo, levado a desenvolver seu trabalho a partir de uma formação aligeirada e superficial e tendo um tempo limitado e insuficiente para o cumprimento de seu objetivo – a alfabetização de seus educandos. Por fim, constitui-se a figura do professor do sistema regular de ensino, em turmas de EJA, que traz consigo uma formação em termos de conteúdo – obtida nos cursos de licenciatura que fez – mas sem uma formação pedagógica específica para a atuação com essa realidade diferenciada. No entanto, todos esses educadores investigados, por seu envolvimento com o movimento dos fóruns, vão se tornando profissionais engajados com a causa da educação de jovens e adultos, empenhados firmemente em mediar o processo de aprendizagem do educando adulto, possibilitando-lhe a aquisição dos recursos necessários para a sua vida social. Buscam, de todas as formas, suprir a falta da formação específica. Porém, sempre estarão em situação de desvantagem em relação a todo o conhecimento que já existe construído pelo campo da EJA.
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Reflexão e Análise da Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo.

Reflexão e Análise da Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo.

Essa dimensão da parceria entre universidades, movimentos sociais e sindicais do campo e poder público tem sido, na atualidade educacional brasileira, objeto de reflexões e debates diversos. Também o debate em torno da Educação do Campo e de sua inserção na agen- da política nacional tem ampliado bastante nos últimos anos, contri- buindo para um aumento significativo dos estudos e produções acadê- micas sobre a temática, particularmente na perspectiva da formação de educadores do campo. Todavia, apesar destes e de outros avanços conquistados pelo movimento da Educação do Campo, estudos sobre a formação de educadores, na especificidade da EJA do Campo, ainda são incipientes na produção acadêmica nacional. Quais experiências de EJA estão presentes no campo brasileiro? Quem são os sujeitos dessas expe- riências educativas? O que essas experiências evidenciam em termos de contradições, desafios e possibilidades para a EJA do Campo e para a formação de seus educadores? Na busca de responder estas e outras questões sobre a EJA do campo, particularmente a identificação dos desafios e perspectivas colocadas para a formação de seus educadores, realizamos um mapeamento e análise da produção acadêmica nacional sobre a EJA do Campo, no período de 2006 a 2011.
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Open Memórias de  do Programa Brasil Alfabetizado

Open Memórias de do Programa Brasil Alfabetizado

Esta pesquisa se desenvolveu no interior do Grupo de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil” – Grupo de Trabalho/Paraíba. O objetivo central é compreender as memórias das alfabetizadoras do Programa Brasil Alfabetizado, da cidade de João Pessoa – Paraíba, ressignificando suas práticas, no sentido de visibilizar sujeitos que durante muito tempo ficaram fora das versões da historiografia oficial, ou ocuparam espaços mínimos e marginalizados, embora tenham participado ativamente do processo histórico. O escopo possibilita ampliar o conhecimento sobre a configuração educacional com relação social e cultural da sociedade paraibana e brasileira do século XXI. Caracterizou-se o recorte histórico deste estudo (2003 – 2010), por se tratar do momento de implantação e desenvolvimento do Programa Brasil Alfabetizado pelo governo de Luís Inácio da Silva – Lula, do Partido dos Trabalhadores. A pesquisa situou-se no campo teórico- metodológico da Nova História Cultural. Para tanto, enveredou-se a História Oral, através de entrevistas, como forma essencial de ouvir as personagens, haja vista que a mesma possibilita configurar o universo histórico-social da atuação das alfabetizadoras, por meio da estreita lente das micro-relações sociais nos espaços da Alfabetização de Adultos, por meio das suas falas e depoimentos, privilegiando novos temas, problemas e metodologias. Assim, 3 (três) alfabetizadoras participaram da entrevista que foi delineada sob a ótica da história oral temática, pré- estabelecendo um roteiro de questões semiestruturadas relacionadas à origem familiar, cotidiano, formação e atuação educacional. O estudo revelou as práticas educacionais de mulheres com uma história de vida dedicada à alfabetização, envolvidas diretamente com o desenvolvimento da educação, por vezes, desde muito jovens. A partir das memórias das entrevistadas, as narrativas delineiam suas trajetórias profissionais, destacando os registros de suas vivências enquanto sujeitos históricos do período em foco, como alfabetizadoras do Programa Brasil Alfabetizado da cidade de João Pessoa/Paraíba. Nessa perspectiva, apontam as dificuldades e os anseios que encontraram no fazer educação, além dos saberes e conhecimentos adquiridos ao longo de suas formações e experiências. Na atuação com o Programa Brasil Alfabetizado, rememoram o convívio e a relação com os/as alunos/as, as ações no interior do programa, a exemplo da formação inicial, formação continuada e aula a campo, bem como as dificuldades e os limites das condições de trabalho e remuneração. Portanto, na maioria das vezes, essas mulheres e suas práticas educacionais são submetidas ao anonimato e ao esquecimento.
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EDUCAÇÃO E ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: REFLEXÕES A PARTIR DA EDUCAÇÃO POPULAR E DOS PROCESSOS DE SUBJETIAÇÃO

EDUCAÇÃO E ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: REFLEXÕES A PARTIR DA EDUCAÇÃO POPULAR E DOS PROCESSOS DE SUBJETIAÇÃO

Nos processos de formação de educadores de EJA que viemos realizando amparamo-nos nestas dimensões. Também procuramos incentivar cada educador a reconhecer a potência de vida que carrega, e a descobrir sua habilidade para sussurrar ao ouvido do educando que ele é capaz, que ele pode aprender sempre. O gesto de sussurrar demonstra um movimento delicado, que não assusta e é cheio de sutilezas, capaz de instigar o educando a se abrir para novas possibilidades oferecidas pelo vínculo com o educador (DIAS, 2004).

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O Programa Brasil Alfabetizado no município de Massaranduba- Pb: desafios e reflexões

O Programa Brasil Alfabetizado no município de Massaranduba- Pb: desafios e reflexões

O processo de inserção da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no cenário educacional brasileiro enquanto modalidade da Educação Básica passou por diversos momentos marcantes, desde o Brasil Colônia até os dias atuais. De acordo com alguns autores como Paiva (1987), Beisiegel (1997), Haddad e Di Pierro (1992) entre outros, os diversos períodos históricos que demarcaram a história da EJA podem ser compreendidos a partir da pesquisa desenvolvida, pois a mesma faz uma breve contextualização histórica, pontuando os fatos que marcaram tal processo: o Império e a expulsão dos jesuítas do Brasil em 1759; a República e a 1ª Constituição Brasileira de 1824 que expressava o favorecimento das elites econômicas; o Estado Novo e o início do processo de industrialização e a urbanização no país (1930), onde a EJA começa a se delinear; as Campanhas de Educação de Adultos desenvolvidas a partir do final da década de 1940; os Movimentos de Educação e Cultura Popular ocorridos ao final da década de 1950 e início dos anos 1960; o golpe militar (1964) e a instituição do MOBRAL (Lei 5.379/67) e do Ensino Supletivo (Lei complementar 5.692/71); a redemocratização e a Constituição Federal de 1988 e a LDB nº 9.394/96 que, finalmente, legitimou a EJA como uma modalidade educacional, atribuindo-lhe características particulares.
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Reflexões sobre o campo do currículo na Educação de Jovens e Adultos

Reflexões sobre o campo do currículo na Educação de Jovens e Adultos

O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre a relação entre Currículo e Educação de Jovens e Adultos - EJA. Teve como principal objetivo refletir sobre o campo do currículo e as políticas curriculares no contexto desta modalidade educativa. Para tanto, realiza uma discussão em torno das concepções de currículo, posto como importante instrumento para a emancipação dos educandos, através de seu processo de ensino e aprendizagem. Também recupera traços históricos da Educação de Jovens e Adultos, situando no contexto das ações desta modalidade educativa a criação do Programa Brasil Alfabetizado. No seu percurso teórico-metodológico, o estudo é regido pelos preceitos da pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica, cuja metodologia se postula como adequada à análise do fenômeno social em estudo e suas interfaces. Nessa construção, dialogamos com autores tais como: LOPES (2006), MOREIRA (2002), SILVA (2005), KELLER (2004), KLIEBARD (1974), MARTINS (1996), FERRAÇO (2008), LEAL (2006), MURTA (2004), entre outros. A análise destas e de outras obras possibilitou uma aproximação com o objeto de estudo e resultou na adoção de um olhar teórico-prático sobre o currículo da EJA, tornando como foco a formação dos educadores desta modalidade. Os resultados ressaltam a importância da construção de um currículo para a EJA que, no caso do PBA, se fortalece como instrumento para subsidiar a efetivação de práticas emancipatórias pautadas nos princípios da democracia, da liberdade e equidade, que possibilitem ao sujeito educando a transformação de sua realidade social.
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A educação de jovens e adultos e o direito à educação: concepções e olhares de educadores e gestores escolares a partir das políticas educacionais do município de HorizonteCeará

A educação de jovens e adultos e o direito à educação: concepções e olhares de educadores e gestores escolares a partir das políticas educacionais do município de HorizonteCeará

No final da década de 1990 ocorreu a criação do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - PRONERA, por meio da Portaria 10/98, do então Ministério Extraordinário de Política Fundiária, para ampliar os níveis de escolarização formal dos trabalhadores rurais assentados, com ações que compreendem desde a alfabetização de adultos até a formação em nível superior. O desenvolvimento das ações, coordenadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, envolveu a parceria entre: o governo federal, como responsável pelo financiamento; as universidades, que respondem pela formação dos educadores e os movimentos sociais do campo, que se responsabilizam pela mobilização de educadores e educandos. Convém destacar que mesmo dentro de um contexto de descontinuidade vivido pelos programas voltados à EJA, o PRONERA vem subsistindo desde sua criação até os dias atuais, tendo sido responsável no período de 1998 a 2010, ―pela escolarização e formação de cerca 400 mil jovens e adultos assentados e/ou acampados da reforma agrária [...]‖ (BRASIL, MDA, 2012, p. 13).
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Educação de Jovens e Adultos no campo: contribuições à formação de educadores e educadoras ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária

Educação de Jovens e Adultos no campo: contribuições à formação de educadores e educadoras ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária

Também durante o curso de mestrado tive oportunidade de compreender mais amplamente, através de dissertações, teses, artigos e relatórios sobre pesquisas realizadas (CARVALHO, 2003 e 2006; FURTADO, 2003; 2004; 2004- 2007), PEREIRA (2007 e 2008), SILVA (2007) a questão da educação de jovens e adultos protagonizada pelos sujeitos do campo. Desse outro horizonte, fui me apropriando gradualmente e claramente me identifiquei sendo este um fator decisivo para que eu tomasse a decisão de desenvolver uma pesquisa que relacionada à EJA e aos paradigmas da educação do campo, introduzindo-me nesta problemática a partir de então, quando tive participação no Grupo de Pesquisa Educação do Campo: as políticas compensatórias e a educação de jovens e adultos cadastrado no diretório de pesquisa do CNPq. O grupo vem pesquisando a Educação de Jovens e Adultos no contexto das Políticas Públicas do Campo (2004-2007), coordenado pela Profa. Eliane Dayse Pontes Furtado. A presença nesse grupo possibilitou maior experiência em relação às discussões, troca de idéias e informações, além do acesso a outros materiais de leitura sobre temáticas afins tais como o conceito de Política Pública, Direito, Sociedade Civil, Letramento, Questão Agrária, Educação do Campo.
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Um (re)trato pedagógico a partir do olhar de educadores/as de jovens e adultos do MST

Um (re)trato pedagógico a partir do olhar de educadores/as de jovens e adultos do MST

Esta dissertação analisa as significações da prática docente e política de educadores e educadoras que trabalham com jovens e adultos, vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST – em seis microrregiões do estado de Santa Catarina. O caminho metodológico, de cunho qualitativo, priorizou o entrelaçamento da linguagem textual e imagética, buscando adentrar na trajetória relacional de cada um dos sujeitos educadores, bem como na materialidade do seu espaço e cotidiano, e perceber como singularmente compreendem a educação, ao desempenhar o seu papel de educador/a em assentamentos ou acampamentos. Na análise, considero a formação (escolar e política) e o cotidiano dos assentamentos/acampamentos, como elementos constituintes e constituidores das significações que apropriaram e expressam em sua ação educativa. No processo de tomada das imagens fotográficas, feitas pelos sujeitos pesquisados, desvelou-se um rico percurso no qual ficaram retratadas suas vivências e os sentidos que atribuem aos seus papéis de educadores/as e de sujeitos envolvidos com a militância. A partir da pesquisa foi possível afirmar que a experiência desses homens e mulheres com a Educação de Jovens e Adultos, ao mesmo tempo em que se mostrou como um projeto de vida para cada um deles, tornou-se viável por ter suas bases de ação perpassadas e fundadas nas perspectivas educativas próprias do MST.
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Programa Brasil Alfabetizado: refletindo sobre a etapa inicial da formação dos alfabetizadores

Programa Brasil Alfabetizado: refletindo sobre a etapa inicial da formação dos alfabetizadores

Sobre o convite para ser formador, João acredita que foi convidado pela Gerência Executiva de Educação de Jovens e Adultos (GEEJA) pelo reconhecimento de sua trajetória na EJA. Relatou que desde 1976 vem atuando nessa área em processo de formação. Foi de 1976 a 1978, membro do Projeto Educativo do Menor (PEM), criado pela Diocese de Guarabira /PB e trabalhou com adolescentes que nunca tiveram acesso ou foram expulsos da Escola. De 1979 a 1982, atuou em João Pessoa, com alfabetização de pessoas jovens e adultas, num projeto criado por freiras. De 1982 a 1887, atuou no SEDUP (Guarabira - PB), com educação Popular. De 1987 a 2002, atuou no CEDOP (João Pessoa – PB), também com Educação popular e, a partir de 1993, tornou-se professor na UFPB. Já a formadora Luiza iniciou sua trajetória no Programa Alfabetização Solidária e logo após tornou-se coordenadora dos Programas de EJA no município onde trabalhava. Em seguida trabalhou com a educação do campo através do Programa Saberes da Terra, foi um período de grandes aprendizagens, uma vez que os sujeitos do Programa eram agricultores familiares, ou seja, jovens e adultos. A partir do ano 2008 até a presente data se encontra atuando no Pro jovem Urbano. A mesma iniciou como apoio técnico pedagógico, atualmente está como diretora de Pólo na 3ª Gerência Regional de Educação, atendendo aos municípios que fazem parte do programa e que são de competência da referida regional e através dessa trajetória, para atuar como formadora passou por um processo de seleção de currículo e que foi selecionada por atender aos requisitos propostos pela GEEJA que eram: ter licenciatura plena, curso de pedagogia, ter um curso de pós-graduação e experiência em Educação de Jovens e Adultos, de pelo menos dois anos.
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A educação de jovens e adultos em áreas de reforma agrária: desafios da formação de educadores do campo.

A educação de jovens e adultos em áreas de reforma agrária: desafios da formação de educadores do campo.

para a construção de alternativas pelos educadores/as e educandos/as, conforme revelam os trabalhos de Brandão (2002), Freire (1989), Paiva (1987), Paludo (2007), entre outros. Dessa maneira, podemos reletir: Que momentos podem ser considerados aula? Que abertura é construída pelos educandos/as para inclusão dos/as co- legas que retornam após um período de afastamento? Nessa perspectiva, a própria deinição do que seja considera- do uma aula passa pela discussão e (re) deinição, realizadas em conjunto por educandos/as e educadores/as, sobre as aprendizagens envolvidas e os espaços de formação existentes no cotidiano de vida e de trabalho dos sujeitos da EJA. Nessa lógica, os momentos de uma reunião, de uma assembleia, entre outras atividades próprias do cotidiano dos assentamentos e acampamentos, tornam-se momentos importantes de “aulas”. Todavia, é importante des- tacar que nossas reflexões em torno das aprendizagens de jovens e adultos indicam que muitas delas necessitam de sistematização, frequência e continui- dade para que sejam construídas pelos/ as educandos/as, de maneira que eles/as produzam sentido para essas aprendiza- gens. Uma dessas relexões diz respeito ao processo de alfabetização entendido como um processo de apropriação do sistema alfabético em uma dinâmica de construção de sentidos para os/ as educandos/as (Albuquerque; Leal, 2004). Assim, a apropriação do sistema alfabético exige momentos sistemáticos de observação, de análise, de compa- ração da língua(gem) oral e escrita, momentos que podem ser considerados mais formais.
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A educação de jovens e adultos no Brasil: reflexões no plano legislativo e as contribuições do ensino de História para a formação da consciência histórica dos alunos

A educação de jovens e adultos no Brasil: reflexões no plano legislativo e as contribuições do ensino de História para a formação da consciência histórica dos alunos

A Educação de Adultos se definiu no cenário da política educacional brasileira, a partir da década de 1940, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, com a criação do Serviço de Educação de Adultos – SEA. Este órgão foi criado com o objetivo de reorientar e coordenar os trabalhos dos planos anuais de ensino supletivo para adolescentes e adultos analfabetos. A educação tinha como finalidade preparar os indivíduos para o exercício da cidadania, através do voto, e formar, ao mesmo tempo, um contingente de trabalhadores, qualificados, que atendesse aos interesses das elites e também as demandas do processo tardio de industrialização. Nesse contexto foram elaboradas as primeiras campanhas de alfabetização de adultos direcionadas a erradicação do analfabetismo, entendido como a causa do subdesenvolvimento, uma “doença que precisava ser curada” (PAULA, OLIVEIRA, 2011, p.18).
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Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo: produções do período 2006-2011

Formação de Educadores de Jovens e Adultos do Campo: produções do período 2006-2011

Trabalho que busca analisar e discutir as representações sociais em torno da educação escolar, de jovens e adultos assentados da reforma agrária, da agrovila Santa Luzia, assentamento Modelo, do município de João Câmara – RN. Para isso, recorreu-se a uma pesquisa de caráter qualitativo, com a aplicação de questionários, com testes de associação livre, a realização de entrevistas semi-estruturadas e conversas informais com sujeitos diversos, escolhidos aleatoriamente, além de grupos de discussão, reunindo jovens e adultos (homens e mulheres) da comunidade. Esse processo foi orientado por um roteiro segundo o qual os sujeitos rememoraram seu passado anteriormente à conquista da terra, inclusive seus (frágeis) contatos com a educação escolar nesse período e o cotidiano de trabalho ao lado dos pais para garantir a sobrevivência da família; relembraram o processo de luta, ocupação e conquista da terra, e junto com ela a construção da escola do assentamento; os atuais desafios e dilemas de consolidação da comunidade; e, por fim, que expectativas nutrem em relação à educação escolar para si e para seus filhos. As representações sociais dos assentados acerca da educação escolar se estruturam sobre quaro eixos: a sua memória experiencial, isto é, a rememoração de sua trajetória anterior de exclusão do direito à escola; suas expectativas subjetivas quanto à satisfação de suas necessidades imediatas pela educação escolar; suas expectativas de futuro territorial, ou seja, seus projetos de futuro realizáveis a partir das condições de vida e trabalho gestadas desde sua condição de assentamento da reforma agrária; e suas expectativas de futuro geracional, refletidos nos projetos de futuro que estão associados à continuidade da família através das gerações mais jovens. A partir desses eixos constata- se que os assentados adultos valorizam a educação escolar como mecanismo de progressos materiais e individuais, mas não para si mesmos, dado que se auto- representam negativamente, como “rudes”, cujas dificuldades de aprendizagem os limitam em relação a obterem maiores níveis de escolaridade. Projetam nas gerações jovens os sonhos de futuro melhor, a partir da conquista de emprego e renda, conquanto em atividades fora do assentamento. Tal desesperança nas próprias potencialidades do lugar aparece nos relatos como decorrência das suas precárias condições de vida e trabalho, da frágil infra-estrutura produtiva e da animosidade entre as próprias lideranças dos assentados que alimenta divergências políticas e minam a construção de um projeto de desenvolvimento da comunidade.
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Os desafios de ser professor(a) na educação de jovens e adultos: reflexões a partir da experiência em turmas de EJA

Os desafios de ser professor(a) na educação de jovens e adultos: reflexões a partir da experiência em turmas de EJA

Podemos afirmar que ainda estamos passando por um processo de construção quando se trata da formação de educadores da EJA. No município de Esperança-PB onde fica localizada a comunidade de Lagoa de Pedra a qual está situada a escola em que tive a oportunidade de ensinar na EJA durante três anos consecutivos, a formação continuada para professores de tal modalidade dava-se através de encontros semestrais e/ou anuais. Em tais formações recebíamos instruções de como proceder e planejar os conteúdos e atividades a serem trabalhadas na sala de aula. Nas referidas formações, por vezes era mencionada a importância de se trabalhar baseado na realidade de vida dos alunos, pensando o aluno da EJA como alguém atuante nessa sociedade tida como moderna, letrada e intelectual. Porém, nem sempre o professor está preparado para assumir tal papel. Vivenciei o desafio de ser professora na EJA durante dois anos, tal experiência será discutida a seguir.
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O programa Brasil Alfabetizado e os desafios da formação docente

O programa Brasil Alfabetizado e os desafios da formação docente

Este artigo objetiva refletir acerca dos desafios da formação docente na Educação de Jovens e Adultos (EJA), tomando como referência a formação inicial ofertada pelo Programa Brasil Alfabetizado no período de 23 a 27 de setembro de 2013. Este artigo foi desenvolvida por meio de uma pesquisa bibliográfica, acrescida da observação participante. A pesquisa bibliográfica recorre a diversos autores dos quais podemos destacar freire (1981) e (1996); PAIVA (1987) GADOTTI (2003), MACHADO (1991) E (2008), BARRETO & BARRETO (2001), dentre outros. Os principais autores citados foram base para discussão e reflexão sobre a formação inicial e continuada dos alfabetizadores do programa Brasil Alfabetizado. O trabalho trás uma breve revisão histórica da Educação Jovens e Adultos assim com os programas realizados durante toda a sua trajetória até chegarmos no Programa Brasil Alfabetizado. Esta pesquisa buscou refletir sobre a formação do programa, ressaltando algumas problemáticas existentes no processo de formação inicial e continuada. Esperamos, a partir das questões postas, contribuir para melhoria do programa e um repensar das formas de condução dos processos formativos nele desenvolvidos.
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Políticas públicas para educação de jovens e adultos no Brasil: a permanente (re)construção da subalternidade - considerações sobre os Programas Brasil Alfabetizado e Fazendo Escola.

Políticas públicas para educação de jovens e adultos no Brasil: a permanente (re)construção da subalternidade - considerações sobre os Programas Brasil Alfabetizado e Fazendo Escola.

Além da mudança das denominações, ressalta-se que, de início, não houve alteração na proposta, nos municípios atendidos ou no valor do re- passe financeiro realizado pela União. Em 2004, a alteração constituiu na criação de um segundo critério de atendimento que estendia o apoio, por meio de transferência direta de recursos, às redes de ensino que participa- ram do Programa Brasil Alfabetizado, visando com isso estimular as secre- tarias de educação a assumirem a continuidade do Ensino Fundamental aos alunos que tivessem participado do Programa. Convém destacar que o Pro- grama Fazendo Escola é considerado pelo MEC como transitório, devendo ser encerrado a partir da aprovação do novo fundo da Educação Básica, o FUNDEB. Entretanto, o FUNDEB, da forma como vem sendo encaminha- do, nos parece também insuficiente para atender à demanda social referen- te à EJA, uma vez que, mesmo que a modalidade seja incluída, nas formu- lações até agora apresentadas ainda vigora a premissa de qu,e o valor/aluno da EJA pode ser inferior àquele destinado aos demais alunos da educação básica.
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A inclusão educacional e o envelhecimento:análise crítica a partir do Programa BRasil Alfabetizado

A inclusão educacional e o envelhecimento:análise crítica a partir do Programa BRasil Alfabetizado

No referido seminário foi realizada uma oficina sobre os direitos dos idosos na Educação, sendo levantadas propostas para melhoria do acesso e permanência dos idosos no ensino formal, a saber: 1) capacitar os coordenadores dos grupos de idosos e profissionais que lidam com a Educação de jovens e adultos (EJA) sobre a questão do envelhecimento; 2)horário alternativo das aulas da EJA, de modo a atender às peculiaridades do processo de envelheciment o;3) melhorar a assistência à saúde do idoso, pois a falta de acesso à consulta com oftalmologista e acesso a próteses (auditiva e oftalmológica) têm dificultado a inserção dos mesmos na escola; 4) realizar a propaganda e divulgação da oferta da Educação de Jovens e Adultos no município de Teófilo Otoni e 5) estruturar de uma forma mais organizada o atendimento aos idosos que manifestarem interesse em retornar/iniciar os estudos.
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Open Programa Brasil Alfabetizado: impacto para as políticas públicas de educação de jovens e adultos em municípios do sertão paraibano

Open Programa Brasil Alfabetizado: impacto para as políticas públicas de educação de jovens e adultos em municípios do sertão paraibano

Elaborada nessa conferência como produto de discussão entre diversos países com realidades extremamente diferenciadas, essa definição apresenta um importante “vir a ser”. No caso brasileiro, todavia, nos debatemos com uma realidade bem menos auspiciosa: milhares de jovens e adultos ainda sem dominar os rudimentos da leitura, da escrita e das primeiras operações matemáticas; outros milhares com o Ensino Fundamental ainda incompleto e, mesmo quando completo, com sérias limitações naqueles mesmos instrumentos; sérias restrições para integração do Ensino Médio e do Ensino Fundamental, completando a Educação Básica de doze anos e a discrepância entre as ações de educação geral e formação profissional. Aliam-se a essas limitações a grande pobreza de bibliotecas e centros de cultura, sobretudo nas áreas periféricas das grandes cidades, nas localidades do interior e nas zonas rurais, assim como a programação pobre nas emissoras de rádio e televisão e o acesso limitado aos meios informatizados.
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