Top PDF A formação de leitores no ensino fundamental: análise de livro didático de língua portuguesa e planejamento didático em pesquisa-ação

A formação de leitores no ensino fundamental: análise de livro didático de língua portuguesa e planejamento didático em pesquisa-ação

A formação de leitores no ensino fundamental: análise de livro didático de língua portuguesa e planejamento didático em pesquisa-ação

Este trabalho se situa na importância de pensar na formação de leitores, sobretudo, com enfoque nos Livros Didáticos, já que os professores de escolas públicas nem sempre possuem recursos didáticos suficientes para cumprir com o currículo, contando, muitas vezes, apenas com LD. O trabalho com a leitura precisa avançar, gradativamente, as competências linguísticas e sociocognitivas de alunos. Este é um desafio do professor de português: desenvolver nos alunos o hábito da leitura. Assim, fundamentamos nossa reflexão embasada em estudos sobre ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa e leitura, com Antunes (2003; 2009), Bortoni-Ricardo, Machado e Castanheira (2017), Dolz e Schneuwly (2004), Freire (2006), Guedes (2006) Koch e Elias (2015), Lopes e Carvalho (2012), Marcuschi (2008), Martins (2008), Rojo (2001), entre outros. Nesse ínterim, o problema da presente pesquisa focaliza na leitura e atividades de pós-leitura, em uma turma de 6º ano, de uma escola pública estadual, da cidade de Aroeiras/PB. Nossa questão geral de pesquisa é: quais práticas de ensino/aprendizagem são eficazes para a formação leitora nesse contexto aplicado da Educação Básica? Como objetivo geral de pesquisa, buscamos analisar as práticas de ensino/aprendizagem no processo de formação de alunos leitores, de acordo com as orientações dos PCN (BRASIL, 1998). Avaliamos, também, três livros didáticos de LP, as 9ª, 7ª e 5ª edições, do 6° ano, da Coleção Linguagens, de Cereja e Magalhães. A escolha por esses LD tanto se dá em função do enfoque de Linguística Aplicada da nossa pesquisa-ação, bem como em razão de que os alunos dessa série começam uma nova etapa escolar e, junto com ela, novas habilidades e competências são cultivadas, como o hábito de leitura. Como consequência do trabalho com o LD em sala de aula, também elaboramos um planejamento didático, através do qual: (1) Enfatizamos a importância de planejar aulas; (2) Comparamos tal planejamento com a proposta do LD. Diante desse estudo, constatamos que as atividades de leitura dos livros didáticos tentam se adequar às propostas dos PCN, trabalhando com uma variedade de gêneros textuais sugerida para a série escolar em questão, porém os LD levam mais em conta a quantidade de textos e de gêneros textuais, do que a qualidade do trabalho com eles. Em linhas gerais, esta monografia reverbera a importância do papel do professor em usar o LD e planejar aulas para formar leitores.
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Livro didático de língua portuguesa: perspectivas de ensino

Livro didático de língua portuguesa: perspectivas de ensino

O livro didático de língua portuguesa, muitas vezes, é o único aporte teórico e metodológico utilizado por professores da área para ministrar suas aulas, material esse que frequentemente fragmenta os eixos de ensino (leitura, gramática e produção textual) e traz o ensino de gramática voltado para a prática tradicional/normativa, o que dificulta o aprendizado do aluno. Nesse contexto, essa pesquisa tem como objetivo melhor conhecer a(s) perspectiva(s) de gramática adotada no livro Português Contexto, Interlocução e Sentido, de Maria Luiza M. Abaurre, Maria Bernadete M. Abaurre e Marcelo Pontara. Partindo de uma concepção de língua como forma de ação, o referencial teórico traz autores que defendem o ensino da gramática por meio da prática de análise linguística, em que o aluno aprende aspectos linguísticos por meio do uso real, no texto. Para analisar qual a concepção de gramática predomina no corpus analisado, utilizamos como procedimento metodológico os critérios elaborados por Mendonça (2006), que aborda as diferenças entre o ensino de Língua Portuguesa pautado na gramática tradicional e o ensino de Língua Portuguesa a partir da perspectiva da análise linguística. Com os resultados, podemos identificar que, embora o livro em questão traga, parcialmente, questões de análise linguística, ainda não consegue se desvincular da forma tradicional de ensino de gramática.
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O ensino da gramática no livro didático de língua portuguesa

O ensino da gramática no livro didático de língua portuguesa

Ao longo do tempo, o ensino da gramática vem sendo questionado por professores, especialistas e até alunos, considerando as mudanças ocorridas, espera-se um ensino voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades comunicativas. Nessa perspectiva, este artigo tem o objetivo de entender de que forma o ensino da gramática é proposto no 6º ano do ensino fundamental, a partir da análise do livro didático de língua portuguesa, disponibilizado pelo Ministério da Educação a todas as escolas públicas do país. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), além de teóricos que se preocupam em discutir um ensino de gramática produtivo, que dê primazia a língua em uso, a saber: Antunes (2007), Geraldi (1984, 2004), Possenti (1996), Neves (2014), Perfeito (2005) entre outros. Um estudo que aponta para a necessidade de se intensificar o debate quanto ao redirecionamento do tratamento dado ao ensino de gramática na escola. Palavras-chave: Linguagem. Gramática. Ensino.
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Leitura e discurso: uma análise discursiva dos sujeitos leitores inscritos em um livro didático de língua portuguesa do ensino médio

Leitura e discurso: uma análise discursiva dos sujeitos leitores inscritos em um livro didático de língua portuguesa do ensino médio

O tema fundamental desse gênero é o humor, elas surgiram com o objetivo central de explorar cenas da vida cotidiana com comicidade. Exatamente por essa característica, as HQs se popularizaram em todas as classes sociais, o que facilitou sua difusão pelo mundo. E, por fim, as HQs tiveram no jornal seu principal meio de difusão e de apoio. Foi nos EUA que a quadrinização teve sua primeira fase concreta. Joseph Pullitzer, dono do jornal New York World, ao perceber a decadência de seu jornal, começou a promover inovações para chamar a atenção de seus leitores, para tanto, investiu em manchetes enormes, artigos sensacionalistas e numerosas ilustrações, concentrando sua atenção especialmente na organização dominical do seu suplemento. A fim de inovar nas publicações e aumentar o contingente de leitores, Pullitzer passou a imprimir versões coloridas do World, para isso ele contava com a colaboração de muitos artistas, dentre eles, Richard Outcault que criou para a publicação uma série de desenhos publicados semanalmente denominados Down Hogan’s Alley (O beco de Hogan). Essa série narrava o dia-a-dia de um cortiço de Nova Iorque. Um dos personagens da série era um garoto orelhudo vestindo um camisolão branco que chegava aos calcanhares. Certa vez, os técnicos do World decidiram pintar o camisolão do garoto de amarelo e ele, imediatamente, foi batizado de yelllow kid (garoto Amarelo). Em vista do sucesso, Outcault transformou o yelllow kid em personagem central da série que passou, desde então, a contar suas aventuras (MARNY apud ANSELMO, 1970, p.175).
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Léxico e atividades de categorização no livro  didático de língua portuguesa

Léxico e atividades de categorização no livro didático de língua portuguesa

Este trabalho apresenta uma análise qualitativa de questões relacionadas ao tratamento do léxico no processo de ensino-aprendizagem de língua materna na perspectiva sociocognitivista dos estudos lingüísticos apresentada por Mondada & D. Dubois (1995/2003), Mondada (1997), Marcuschi & Koch (1998), Marcuschi (2004, 2007) e Koch (2005c). A pesquisa tem como foco a investigação dos processos de categorização, fenômeno lingüístico que configura nominalmente as entidades do discurso, e seu papel na constituição da rede referencial do texto em livros didáticos de língua portuguesa destinados à 8.ª Série (nono ano) do ensino fundamental aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD/2008). É através da atividade de categorização que o sujeito caracteriza, descreve, justifica e compreende os fenômenos da vida cotidiana, criando objetos discursivos no decorrer da interação linguística que não estão disponíveis como categorias únicas e prontas para serem utilizadas. E, na medida em que ocorre o desenvolvimento temporal da progressão discursiva, o sujeito realiza constantes seleções lexicais de modo a adequar o que pretende dizer sobre o referente e a situação. De acordo com essa perspectiva, o processo de ensino- aprendizagem de itens lexicais não deve ser concebido no interior de um modelo de correspondência entre as palavras do discurso e os objetos do mundo, tendo em vista que as categorias e os objetos de discurso utilizados para descrever o mundo não são nem preexistentes nem dados, mas resultado de um processo dinâmico e, sobretudo, intersubjetivo, que se estabelece através de práticas discursivas e cognitivas social e culturalmente situadas. Dito de outra forma, nossos discursos são versões públicas do mundo, suscetíveis de se transformar no curso dos desenvolvimentos discursivos, de acordos e desacordos entre os interlocutores e não numa presumida relação objetiva e direta com um mundo exterior. Assim, o ensino do léxico deveria levar em conta a palavra inserida no tecido do texto e relacionada ao discurso no qual aparece, produzindo efeitos de sentidos geradores de críticas, ironias, ambiguidades, estereótipos, entre outros. O estudo mostrou que as atividades que exploram o fenômeno da categorização no LDP, embora ainda se apresentem em número insuficiente, contribuem de forma significativa para a compreensão global do texto, propiciando a comparação e articulação de informações, a elaboração de inferências quanto a elementos e inter-relações implícitas e o emprego produtivo do vocabulário.
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O LIVRO DIDÁTICO DE ALFABETIZAÇÃO E A FORMAÇÃO DE LEITORES.

O LIVRO DIDÁTICO DE ALFABETIZAÇÃO E A FORMAÇÃO DE LEITORES.

Dessa forma, propomo-nos, nesta pesquisa, a avaliar os livros didáticos indicados pelo PNLD 2010 para os alunos que estão no primeiro ano do Ensino Fundamental, turma de 6 anos, com o intuito de investigar como o livro didático aborda o texto literário para identificar a concepção de literatura que permeia as atividades organizadas no livro e os gêneros textuais que são mais privilegiados. Neste artigo, focaremos nossa análise em apenas cinco livros desse conjunto. Buscaremos nessa análise responder às seguintes questões: estarão eles respeitando as funções e as especificidades do texto literário? A forma como lidam com o texto ainda é de sua exploração como pretexto, como evidenciou Lajolo na década de 80, ou como material utilitário, como identificou Perrotti? Se enveredarmos pelos princípios que sustentam um bom programa de formação de leitores, observaremos que eles prezam, principalmente, pelo acesso fruitivo a esse bem imaterial que é a literatura. Eco (2003, p. 9), ao enfatizar as funções da literatura, afirma que “existem poderes imateriais, não avaliáveis a peso, mas que de alguma forma pesam” (ECO, 2003, p. 09). Para o autor, a literatura está dentre esses poderes imateriais cujo valor está no que ela traz em si, que identificamos como sua potência estética. Interessa-nos, aqui, discutir como a literatura é apresentada à criança de 6 anos por meio do livro didático, que pode ser uma ferramenta muito útil na conquista de leitores, se fizer uma abordagem do texto literário pelo caminho da fruição.
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O lugar dos provérbios no ensino de língua portuguesa: uma análise do livro didático de português do Ensino Fundamental II

O lugar dos provérbios no ensino de língua portuguesa: uma análise do livro didático de português do Ensino Fundamental II

Esta pesquisa, de caráter qualitativo, tem por objetivo analisar o trabalho com provérbios na coleção Português: uma proposta para o letramento. A análise, feita com o propósito de favorecer o desenvolvimento da competência lexical, considerou aspectos como a escolha lexical, o valor semântico dos provérbios a partir do grau de conotatividade, o conceito de provérbio e a diferenciação deste dos demais fraseologismos. Foram apresentadas considerações sobre Lexicologia e Fraseologia, a partir das quais mostramos os campos de estudo do léxico, bem como as principais características das unidades fraseológicas, principalmente dos provérbios. Questões sobre o ensino de Língua Portuguesa foram, também, essenciais para este trabalho, uma vez que o estudo dos provérbios, como parte do léxico e também como recurso linguístico de grande poder persuasivo, é um importante aspecto a ser trabalhado em sala de aula. Apesar da presença desses enunciados em diversos discursos e de toda a mudança na concepção de língua, trazida pelas ciências linguísticas no fim do século XX, e suas contribuições para o ensino, os provérbios encontram-se ainda à margem do ensino de Língua Portuguesa. A metodologia utilizada no trabalho aproveita o suporte teórico da Lexicologia, através de importantes autores como Corpas Pastor (1996) e Xatara & Succi (2008), assim como da Linguística, com autores como Antunes (2012) e Batista (2003). Fica evidente, a partir da pesquisa, a forte presença dos provérbios em diferentes gêneros de textos em circulação, como músicas, anúncios publicitários, tirinhas e textos literários, o que reforça a ideia da importância de se trabalhar os provérbios em sala de aula.
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ANÁLISE DE ASPECTOS PROSÓDICOS DA ORALIDADE NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL II

ANÁLISE DE ASPECTOS PROSÓDICOS DA ORALIDADE NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL II

RESUMO: Essa pesquisa discute o papel da prosódia no ensino de língua portuguesa no ensino fundamental II. Para tanto, investiga como se apresenta hoje a concepção e análise da língua falada a partir da análise de uma coleção de livro didático do ensino fundamental II. Com o objetivo de verificar quais são os aspectos linguísticos abordados pela coleção com relação à língua falada, escolheu-se uma das seções dos livros para ser analisada: Prática de Oralidade. A partir da observação das atividades propostas no material didático, fez-se uma categorização de termos relacionados a aspectos prosódicos da fala. Após esse levantamento, fez-se uma análise da frequência com que cada um desses termos ocorreu em cada capítulo, e os resultados foram apresentados em um quadro e analisados à luz da fundamentação teórica que embasa este trabalho. Os resultados da análise apontaram na direção de que o que mais acontece nas atividades direcionadas à prática de oralidade é: a) pouca diversidade de gêneros orais abordados; b) generalização de termos sem devida explicação sobre o que se refere; e c) ausência de informação para o aluno sobre como ele deverá proceder para desenvolver aquela habilidade da língua falada que está sendo pedida.
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Formação de leitores e livro didático: potencialidades e desafios no ensino de literatura

Formação de leitores e livro didático: potencialidades e desafios no ensino de literatura

O ensino de literatura no Brasil, apesar dos problemas que enfrenta, parece ter caminhos possíveis de uma reestruturação viável e fortalecedora no sentido de qualificar a habilidade de leitura discente. Isso não pode ser contestado, pois, como afirmam as pesquisas, se os jovens leem (embora não leiam preferencialmente literatura), por que não gostariam de ler literatura, tendo desafios e jogos digitais para vencer, tal como acontece em outras áreas? Talvez a questão-chave esteja, como já abordamos, na seleção de leituras e nas práticas realizadas no cotidiano escolar, associadas ao despreparo docente para explorar a literatura. Quanto mais os docentes se apropriarem de referências que qualifiquem sua formação, como o da matriz de referência para língua portuguesa (BRASIL, 2011), os PCNs e os estudos críticos sobre leitura, e apontem alternativas pedagógicas de leitura e também lerem textos literários, mas competente serão em sua ação na escola. Para isso, é importante que os professores compreendam a importância da leitura para a formação humana e cultural, a qual prescinde de um hábito diário: a leitura. Sem professores leitores, que sabem apreciar a qualidade estética e estabelecer relações entre textos (literários ou não), não há como formar alunos leitores.
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ANÁLISE SISTÊMICO-FUNCIONAL DE RESENHAS EM LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA

ANÁLISE SISTÊMICO-FUNCIONAL DE RESENHAS EM LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA

O gênero de texto resenha integra a família das reações a textos (conforme apresentado na seção 2.1). Norteiam as pesquisas dessa família de gêneros de texto os estudos de Rothery (1994), Martin e Rose (2008) e Christie e Derewianka (2008). Em língua portuguesa, pode ser citado como exemplo a pesquisa de Bader Khun e AUTOR (2019), na qual os autores investigam instanciações de gêneros da família de reações a textos com base em realizações linguísticas do sistema de transitividade (HALLIDAY; MATTHIESSEN, 2014) e do subsistema atitude do sistema semântico-discursivo de Avaliatividade, no contexto de livros didáticos de língua portuguesa do ensino fundamental e médio. Outro exemplo é a pesquisa de Silva (2014), que verificou padrões, variáveis e constantes, do uso de processos mentais e verbais do sistema de transitividade em resenhas acadêmicas encontradas em periódicos da Linguística, da Literatura e da História.
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 Livro Didático de Língua Portuguesa: Dizeres dos Professores

Livro Didático de Língua Portuguesa: Dizeres dos Professores

Esta pesquisa foi realizada com 86 professores do primeiro segmento do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) da rede pública de ensino de um município de médio porte, localizado ao norte do estado do Paraná, abordados no período de abril a junho de 2010. A escolha desses professores participantes nesta investigação deveu-se ao fato de estes terem utilizado, recentemente e por um período devidamente demarcado (2007 a 2009), uma obra didática de autoria da pesquisadora e por estarem geograficamente próximos a ela (pesquisadora). O estudo tem por objeto de investigação a atitude responsiva ativa dos professores em relação ao que lhes é enunciado pelo Livro Didático de Língua Portuguesa, constituindo-se como objetivo geral, portanto, o conhecimento desses dizeres. Para isso, utilizou-se como caminho investigativo tanto a abordagem qualitativa — por ser esta considerada a mais adequada às questões relativas à educação — quanto a quantitativa — pelo fato de nos apoiarmos também em dados quantificáveis. Foi utilizado como instrumento para coletar os dados um questionário com questões em escala Likert e questões abertas. O corpus analisado contemplou esses questionários respondidos pelos docentes, no qual eles manifestaram seus pontos de vista acerca do referido livro didático. Tem-se por pressuposto que o livro didático consiste em um gênero do discurso, e não em um suporte de vários gêneros e adota-se um ponto de vista de acordo com a perspectiva interacionista, de Bakhtin e Voloshinov, em que a língua é um instrumento de interação humana e é essencialmente dialógica. Os dados coletados e analisados à luz das teorias assumidas possibilitaram concluir, entre outros aspectos, que os professores consideram o livro didático de Língua Portuguesa um importante instrumento de ensino-aprendizagem, mas que não deve ser o único recurso do qual se valem; consideram fundamental um livro que promova a formação do leitor, traga diversos gêneros textuais, seja visualmente agradável e instigue a pesquisa.
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O PROCESSO DE ESCOLHA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

O PROCESSO DE ESCOLHA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Esta pesquisa discute a política pública do livro didático, através das orientações advindas do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Focaliza no estudo o processo de escolha do livro didático de Língua Portuguesa, das séries finais do Ensino Fundamental, em escolas públicas estaduais. Tem como principal objetivo compreender como acontece, no interior da escola, o processo de escolha do livro didático e como os professores utilizam esse material didático no seu trabalho docente. Para a coleta dos dados empíricos foram realizadas entrevistas com pedagogas e professores de língua portuguesa que atuavam em escolas estaduais do município de Ponta Grossa – PR. Essas entrevistas foram gravadas e depois de transcritas lidas diversas vezes, com o objetivo de identificar os pontos principais das informações para elencar, do próprio discurso dos sujeitos pesquisados, categorias de análise. Após a identificação dessas categorias, os discursos individuais foram organizados em discursos coletivos. Esse procedimento de organização dos dados coletados foi inspirado no DSC (Discurso do Sujeito Coletivo) de Lefreve e Lefreve (2005). Para a discussão dos dados Oliveira e Guimarães (1984), Freitag et. al (1987, 1993), Batista (2001, 2004), Cury (2009) contribuíram para resgatar aspectos históricos e políticos do livro didático. Os autores Apple (1995), Heller (1989) e Chartier (2002) auxiliaram para a ampliação de conceitos sobre o livro didático, sobre o cotidiano da escola e para a compreensão das práticas que os professores desenvolvem, na sala de aula, com o uso do livro didático. O resultado da análise constatou que há descompasso entre o que apregoa os documentos oficiais sobre a forma como deve ocorrer a escolha do livro didático e as práticas, que são efetivadas no interior da escola. Outro ponto evidenciado foi que esse material impresso, o livro didático, disponibilizado pelo MEC, escolhido pelos professores, constitui-se em um material de apoio importante para os professores, no entanto o seu uso na sala de aula não é adequado em função de entraves burocráticos da própria política do PNLD. Foi possível verificar que o Estado brasileiro catalisou, desde o início da 1ª lei do livro didático, intelectuais e grupos de certo reconhecimento social e acadêmico, de diferentes matizes ideológicas para compor a equipe do MEC, definir a política, classificar os livros disponibilizados para a análise na esfera federal, com vistas a garantir a legitimidade da ação estatal. O estudo evidenciou que o produto livro didático desempenhou e continua a desempenhar um papel decisivo nos embates políticos estabelecidos entre o Estado e a sociedade civil à medida que atende a interesses de ordem econômica, social, política e religiosa de determinados grupos editorais.
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O USO DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA POR PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL

O USO DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA POR PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL

Segundo a análise desse levantamento, houve um aumento das pesquisas sobre o livro didático nos últimos anos que “pode estar ligado, dentre outros fatores, a mudanças ocorridas, a partir de 1997, nas políticas para o livro didático no País” (Batista & Rojo, 2005, p. 19). Foi possível, também, “distinguir dois grandes grupos de estudos: aqueles que descrevem e analisam o livro didático considerado em si mesmo”, com 73% dos trabalhos realizados, e “aqueles que descrevem e analisam diferentes aspectos de suas condições de produção e circulação” (idem, p.22), com 22% dos trabalhos. Dos trabalhos que abordam as características do livro, 47% são dedicados à análise de conteúdo e de metodologias, 13%, ao estabelecimento de critérios e processos de avaliação e 4%, à ideologia. Há ainda nesse grupo um percentual significativo de trabalhos com títulos não muito específicos. Do total de trabalhos, abordando as condições de produção e circulação, 10% enfocam a política do livro didático no Brasil, 7%, o uso do livro didático na escola ou em sala de aula, 4%, os impactos das propostas sobre os seus usuários e 1% discorrem sobre a produção do livro didático, a indústria editorial, os processos de autoria, a distribuição nas escolas e no mercado livreiro e sua circulação nacional (idem, pp. 22-24). Os autores da pesquisa ressaltam que foi nos últimos oito anos que as políticas públicas, a produção, a distribuição, a circulação e o uso do livro didático passaram a ser objeto de interesse (idem, pp. 24-25).
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Movimentos argumentativos no livro didático de língua portuguesa

Movimentos argumentativos no livro didático de língua portuguesa

Esta dissertação investiga modos de argumentar em um livro didático (LD) de Língua Portuguesa. Concentramo-nos em dois momentos do livro didático: o primeiro refere-se aos enunciados que compõem os textos introdutórios – que nomeamos “textos didáticos” – que abrem o LD para comentar, expor, apresentar qual gênero textual será abordado em cada Unidade; o segundo refere-se aos enunciados de uma seção específica, nomeada “Antes da Leitura”. O que há em comum entre essas duas seções é a interlocução que o LD mantém com o aluno. Assim, nessas seções, percebe-se uma relação direta com o aluno, desenhada através de modos específicos de argumentar, cujo objetivo é capturar a atenção ou o interesse do aluno. Esses modos são os operadores argumentativos, os modalizadores, os pressupostos e os subentendidos. Por operadores argumentativos, entendemos os elementos responsáveis pelo encadeamento dos enunciados, estruturando-os em textos e determinando a sua orientação discursiva. Os modalizadores são elementos linguísticos que funcionam como indicadores das intenções, sentimentos e atitudes do locutor com relação ao discurso. O subentendido permite significações na dependência do raciocínio do interlocutor em torno do enunciado. O pressuposto, por sua vez, não depende do raciocínio do interlocutor, pois está na língua, presente nas frases dos enunciados. Trata-se de conceitos oriundos de pressupostos teóricos da Linguística Textual e da Teoria da Argumentação da Língua, perspectivas teóricas adotadas em nossa pesquisa. Analisamos esses modos de argumentar nos textos didáticos do Livro Didático “Universos: Língua Portuguesa”, do 9º ano do ensino fundamental, usado nas escolas públicas do estado do Rio Grande do Norte, nos anos de 2017 a 2019. Como resultados, nossa investigação possibilitou uma verificação dos encadeamentos argumentativos e dos indicadores de intenção presentes nos enunciados por meio da análise das marcas linguísticas. Verificamos que o livro didático apresenta uma arquitetura que busca capturar o aluno, tendo-o como principal interlocutor, mas, por outro lado, considera estar diante de um aluno ideal, cujos conhecimentos prévios, por exemplo, são, em grande maioria das vezes, supostos.
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UMA ANÁLISE DO GÊNERO ORAL ENTREVISTA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA

UMA ANÁLISE DO GÊNERO ORAL ENTREVISTA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA

O presente artigo apresenta um estudo acerca da oralidade com foco na análise do gênero textual oral entrevista, presente em um livro didático de língua portuguesa. Considerando a necessidade de se estudar os gêneros orais no ensino fundamental e reconhecendo a importância do livro didático nessa tarefa, nosso estudo tem como objetivo analisar como o gênero entrevista é abordado na obra Se liga na língua: leitura, produção de texto e linguagem (2018), dos autores Wilton Ormundo e Cristiane Siniscalchi, voltada ao 7º ano do ensino fundamental. Através dessa pesquisa buscamos refletir sobre o conceito de gênero e gênero oral; bem como as suas aplicações práticas no ensino de língua materna, a partir das contribuições teóricas propostas por Bakhtin (1997), Marcuschi (2001, 2008), Costa (2010), Travaglia (2013) entre outros. Constatamos a presença do gênero entrevista como um dos gêneros orais presentes no material, e concluímos que há a presença de atividades que trabalham oralidade na obra.
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Análise de livro didático de 9º ano do ensino fundamental com base no Programa Nacional do Livro Didático

Análise de livro didático de 9º ano do ensino fundamental com base no Programa Nacional do Livro Didático

Dentro do critério IV, na questão 19, o PNLD deixa claro que é necessário que o livro esteja em consonância com o conhecimento científico e veicule informações corretas adequadas e atualizadas. O capítulo 20, que aborda o campo das Ondas Eletromagnéticas, Ondas de rádio, Micro Ondas, Infravermelhas, Ultravioleta, dos Raios X, dos Raios Gama, da Luz e suas propriedades e do Laser e suas aplicações no cotidiano, elenca ao longo de suas explicações os usos dessas ondas e possui diagramas esquemáticos e fotos atualizadas, para uma melhor visualização e um melhor entendimento do tema, evidenciando que o livro está em conformidade com esta questão.
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Reflexões sobre o ensino de língua portuguesa no livro didático: um olhar sociointeracionista

Reflexões sobre o ensino de língua portuguesa no livro didático: um olhar sociointeracionista

Barreto (2010) considera relevante entender que, embora a norma culta seja “apenas” mais uma variação, devemos entendê-la, conhecê-la e, acima de tudo, nos apoderar dela, pois ela é que fundamenta os estudos formais. Porém, o trabalho com a produção de textos, é demasiadamente importante e não deve estar restrito ao uso da gramática normativa, como foi exposto nas análises. O aluno, neste parâmetro, deve desenvolver a competência textual, já que, dessa forma, se torna um indivíduo capaz de ser autor e leitor do seu próprio texto, por meio do incentivo do professor e das práticas de leitura e escrita, na sala de aula. Essas competências desenvolvidas estão, de certa forma, relacionadas, pois quando são desempenhadas eficientemente, o leitor sabe diferenciar e usar os gêneros textuais nas mais diversas situações comunicativas, aprendendo a se relacionar com outros falantes da língua, que dispõem do mesmo código linguístico, seja através da modalidade oral ou escrita.
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A avaliação do livro didático como tema da formação inicial do professor de língua portuguesa

A avaliação do livro didático como tema da formação inicial do professor de língua portuguesa

O olhar do professor é diferente do olhar do avaliador das obras, mesmo que este seja um professor. São lugares sociais assumidos, e o do avaliador exige que se siga um roteiro avaliativo preestabelecido. Já no papel do professor, atuando em sala de aula, no momento da escolha, ou em formação inicial, que tenha em conta esse lugar social do trabalho na escola, há que se pressupor que os livros aprovados no PNLD estejam isentos de qualquer tipo de preconceito ou estereótipo, de qualquer forma de discriminação e de violação dos direitos humanos. Também é presumido que eles já tenham sido avaliados: quanto a preceitos éticos; respeito às diversidades, incluindo a linguística, que contemple diferentes culturas e etnias; que não haja publicidade ou propagação ideológica e religiosa; e que não contenha erros ou induza ao erro. Desse modo, há um pequeno equívoco quando o Guia (BRASIL, 2007c) traz esses questionamentos para que sirvam de parâmetros de avaliação das obras pelos professores. O foco real do professor, de forma efetiva, é analisar se a obra é adequada aos princípios da escola, da comunidade, do seu planejamento de ensino, se condiz com o seu posicionamento teórico e se se adapta aos seus objetivos e às dinâmicas de suas aulas. Sendo assim, mesmo apresentando
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O livro didático de língua portuguesa: novas possibilidades de abordagem no ensino da sintaxe

O livro didático de língua portuguesa: novas possibilidades de abordagem no ensino da sintaxe

Podemos perceber nos exemplos acima que há, entre os predicados, uma diferença no que se refere à intensidade da manipulação expressa. O predicado mandar, apresenta uma manipulação mais intensa do que o predicado pedir, e a forma gostaria que indica manipulação ainda menos intensa em relação aos outros dois predicados. Gonçalves, Casseb-Galvão e Sousa (2008, p. 1020) destacam que “esse último caso corresponde a uma forma cristalizada na língua, que funciona como uma estratégia de polidez de que o falante se vale para atenuar a imposição de seu ato manipulativo sobre um interlocutor”. Os autores afirmam que, no corpus por eles analisado, os verbos que aparecem como predicados de manipulação são: mandar, fazer (com que), pedir, gostar (-ia que), impedir, proibir, exigir e querer.
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Concepções de leitura: análise de atividades de um livro didático de língua portuguesa

Concepções de leitura: análise de atividades de um livro didático de língua portuguesa

O LD, nesse caso, pode ser um importante instrumento para o desenvolvimento da leitura, desde que contemple uma concepção de leitura que oriente a formação de um leitor crítico e autônomo. E levando em consideração que grande parte do contexto escolar do Ensino Médio tem apenas o LD como ferramenta para realizar as práticas de leitura, destaca-se a importância de que este material deva ser bem elaborado e selecionado pelo professor para favorecer, de forma geral, o letramento, ampliar a autonomia de pensamento e a competência discursiva dos alunos.
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