Top PDF Formação de professores alfabetizadores da Educação de Jovens Adultos na rede de ensino do município de Serra da Raiz - PB

Formação de professores alfabetizadores da Educação de Jovens Adultos na rede de ensino do município de Serra da Raiz - PB

Formação de professores alfabetizadores da Educação de Jovens Adultos na rede de ensino do município de Serra da Raiz - PB

Esta pesquisa tem como objetivo analisar a formação inicial e continuada das professoras alfabetizadoras da Educação de Jovens e Adultos na rede municipal de educação de Serra da Raiz-PB no ano de 2014. Assim como, catalogar qual a formação desses respectivos profissionais, perceber se ocorreram formação continuada e analisar as implicações dessas formações. Realizada na pesquisa de caráter qualitativa, a qual do subsídio para encontrar respostas para questões propostas, feito através de questionário de participação dos profissionais envolvidos nessa modalidade, permitindo em seu caráter investigativo, possibilidades de desenvolvimento e aperfeiçoamento da nossa prática docente enquanto atuante junto a esta modalidade de ensino. De acordo com isso, para responder o questionário, selecionei 6 das 9 professoras atuantes na Educação de Jovens e Adultos e o secretário de Educação. E para da ênfase a minha pesquisa utilizei como referencial teórico PINTO (2010), PAIVA (1973), Diretrizes Nacional da EJA (2000), LDB (1996). Os resultados obtidos no trabalho apontaram para a necessidade de investir na formação dos docentes orientando uma prática curricular voltada para a EJA e visando alternativas que ajudem a descobrir meios para melhor trabalhar com essa modalidade de ensino. Entretanto, a EJA, com todas as suas dificuldades, ainda se constitui a única forma desses sujeitos escolarizar-se. Nesse sentido, a pesquisa de campo nos mostrou que precisam ser garantidos alguns elementos básicos para garantir a formação desse sujeito.
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Programa de Formação de Professores Alfabetizadores   (PROFA) e a formação do professor alfabetizador de jovens e adultos no município de União dos Palmares/Alagoas

Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA) e a formação do professor alfabetizador de jovens e adultos no município de União dos Palmares/Alagoas

[...] Restrições orçamentárias que impedem a busca de alternativas criadoras no sentido de romper as barreiras das diferentes unidades da universidade; Distanciamento entre faculdades, centros de educação e os institutos, tanto de ordem físico-espacial quanto de objetivos, interesses e intenções no campo da pesquisa do ensino e da extensão; Falta de recursos humanos para dar conta das responsabilidades atribuídas às faculdades de educação em relação as licenciaturas; Fragmentação e departamentalização nas próprias faculdades de educação que ainda não foram superadas, apesar das possibilidades da LDB; Resistências em assumir co-responsabilidades, levando a uma luta pelo poder, prestígio na busca de identidade entre faculdades e institutos; Desprestígio e desvalorização da profissão do magistério, o que leva os estudantes a optar pelo bacharelado, e só depois pela licenciatura, impossibilitando a criação de cursos de formação de professores com propostas pedagógicas próprias; Dificuldades em romper a atual estrutura e a carga didática das disciplinas das licenciaturas, limitadas às psicologias, fundamentos, didática e práticas de ensino, com algumas inovações no campo de disciplinas de instrumentalização e projetos [...] ( FREITAS,1999, p. 56).
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Evasão na Educação de Jovens e Adultos no município de Alagoa Grande/PB

Evasão na Educação de Jovens e Adultos no município de Alagoa Grande/PB

O documento vem enfatizando também que o governo deve intervir mais na qualificação de professores. Conclui-se que o Brasil está longe de cumprir a sua meta no que concerne à educação para 2015, que era de diminuir os índices de analfabetismo em até 50%. O Brasil precisa intervir no Ensino Primário, na Educação Infantil, e qualificar profissionais da rede de ensino, além de melhorar as estruturas das escolas que é uma precariedade em muitos Estados e Municípios. Para que talvez cative os jovens para conclusão da escolaridade na idade certa e faça o país progredir na educação. Se não o fizer continuará com jovens e adultos cada vez mais longe do conhecimento básico. Em um momento em que estão sendo gastos bilhões de reais em construção estádios para copa do mundo em 2014, ainda necessitamos praticamente implorar por mais recursos para a Educação.
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Educação de jovens e adultos em uma escola da rede municipal de ensino da cidade de Alcantil - PB

Educação de jovens e adultos em uma escola da rede municipal de ensino da cidade de Alcantil - PB

Dentre os motivos para retornar à escola, verificamos que os alunos em seus discursos evidenciaram que querem maiores chances de se inserir no mercado de trabalho através dos estudos, visto que a maioria exerce profissões pouco valorizadas. Um dos motivos que chamou mais atenção foi o caso da mulher de 53 anos. Ela não se encontra matriculada no 7º ano, pois ainda está em processo de alfabetização, então, vem acompanhar as aulas apenas com o intuito de aprender a ler, assim, os professores preparam atividades diferentes das demais para que ela tente desenvolver tanto a leitura como a escrita, apesar de sempre tentar ajudá-la, buscar atividades que correspondem a turmas de alfabetização, percebemos que ela pouco desenvolveu suas habilidades, visto que os professores não conseguem dar a assistência necessária para casos como esses, pois, além de não ter formação adequada, não há muito tempo para isso.
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O estágio na Educação de Jovens e Adultos: uma intervenção pedagógica numa sala de aula no município de Belém - PB

O estágio na Educação de Jovens e Adultos: uma intervenção pedagógica numa sala de aula no município de Belém - PB

Este artigo apresenta a importância de se fazer práticas de intervenções pedagógicas durante estágios supervisionados, no curso de Pedagogia, na Educação de Jovens e Adultos- EJA. Nesse sentido, é objetivo geral deste estudo, apresentar uma intervenção pedagógica com estudantes da EJA durante o Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental no Curso de Pedagogia, do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, numa escola da rede municipal de ensino. Seguindo as orientações teóricas de Favero (1992), Fiorentini(2008) e Paiva (2004) este trabalho foi fundamentado, além de orientações legais alusivas ao tema. Quanto ao tipo da pesquisa, foi de natureza qualitativa do tipo intervenção pedagógica (MOREIRA, 2008). Quanto aos resultados apresenta a importância de se investir em estudos com essa modalidade de ensino, sendo, portanto, o estágio supervisionado um canal importante para tal. As experiências vivenciadas pelo estágio foram de suma importância, pois a partir momentos vivenciados no âmbito escolar foi possível a oportunidade de pôr em prática aquilo que foi adquirido no âmbito acadêmico.
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Open Necessidades de formação continuada dos professores da educação de jovens e adultos

Open Necessidades de formação continuada dos professores da educação de jovens e adultos

O presente trabalho focaliza a formação continuada dos professores de jovens e adultos, na perspectiva de conhecer suas necessidades de formação, que “são aqueles desejos, problemas, carências e deficiências percebidas pelos professores no desenvolvimento do ensino” (Montero, 1987, p.10 apud MARCELO, 1997, p.66). Nesse sentido, o estudo propõe- se a delinear, numa abordagem qualitativa descritiva, as necessidades de formação continuada de 10 professoras que atuam no ensino presencial do 1º segmento (1ª à 4ª série) da Educação de Jovens e Adultos, no âmbito da rede municipal de ensino de João Pessoa-PB e que freqüentemente participaram dos encontros de formação continuada, organizados pela Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa-PB, no período 1996 a 2004. Investigar a formação de professores da EJA, tomando por base o olhar deles próprios, suas necessidades de formação demandada da prática das salas de aula constitui-se no objetivo geral desta pesquisa, em consonância com o que nos diz Goodson (1995, p. 67), “de modo a assegurar que a voz do professor seja ouvida, ouvida em voz alta e ouvida articuladamente”. Para tanto, o estudo privilegiou a entrevista semi estruturada como instrumento de coleta de dados, que foi submetida à análise descritiva dos depoimentos das dez professoras sobre as necessidades de formação continuada relativas aos alunos, ao currículo, aos próprios professores, à escola, relativas à organização da formação, à sociedade e ao ensino-aprendizagem. Revelou, ainda, dificuldades de uma política de formação continuada, que, muitas vezes, mesmo bem intencionada e presente no sistema de ensino, pode desconsiderar o chão da sala de aula e outras dificuldades que dizem respeito às instâncias ligadas à prática cotidiana dos professores.
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Dificuldades e problemas enfrentados por professores alfabetizadores de jovens e adultos no estado de Mato Grosso do Sul

Dificuldades e problemas enfrentados por professores alfabetizadores de jovens e adultos no estado de Mato Grosso do Sul

A pesquisa pretende eviden- ciar os problemas e as dificuldades enfrentadas atualmente pelos pro- fessores alfabetizadores de jovens e adultos no Estado de Mato Grosso do sul, bem como os con- ceitos que têm acerca da alfabeti- zação e dos analfabetos, os refe- renciais teórico-práticos que uti- lizam na sala de aula, suas cara- terísticas pessoais, preparação ou formação profissional, experiências e condições de trabalho, para poder oferecer à Secretaria Estadual de Educação de MS, às Secretarias Municipais de Educação, aos Núcleos Educacionais e às escolas da rede de ensino público que têm
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A formação de professores alfabetizadores na idade certa

A formação de professores alfabetizadores na idade certa

A escola possui uma infraestrutura razoável e sua manutenção tem sido feita através do FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica), bem como em parceria com a Secretaria de Educação do município. Funciona nos três horários letivos, comportando no turno matutino as turmas de ensino infantil e fundamental I, no turno vespertino e noturno funciona o fundamental II e o Educação de Jovens e Adultos, já no Turno noturno é o Ensino Médio. Desta forma, o número de alunos que compõem a Escola é um total de 900, distribuídos nos respectivos turnos. Vale salientar que, este trabalho se refere aos alunos, no total de 24, do 2º Ano do Anexo (lugar extra a escola) da supracitada Escola que atualmente se localiza no Vale do Mundaú na cidade de Garanhuns-PE.
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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA FORMAÇÃO PARA VIDA

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA FORMAÇÃO PARA VIDA

Entretanto, entendemos que para obter-se avanços mais expressivos na EJA , o ponto de partida está na realidade concreta dos educandos. A mudança é possível, mas deve ser feita com estes e para estes, tendo como referência a visão de mundo construída pelos educandos, suas experiências, assim como, os dados objetivos do contexto onde acontecerão as práticas sociais e as experiências educativas devem ser pautadas para uma aprendizagem significativa e com isso romper com uma perspectiva de "educação conteudista”, sem vínculo e relação com a realidade dos sujeitos envolvidos, que culmina para a manutenção das barreiras até então impostas
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Ausências e emergências na formação de professores da educação de jovens e adultos em Salvador-BA: considerações em torno do ensino de gramática

Ausências e emergências na formação de professores da educação de jovens e adultos em Salvador-BA: considerações em torno do ensino de gramática

Esta tese baseia-se na discussão sobre o ensino da gramática nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), em Salvador-BA, em busca de conhecer as ausências e elaborar um plano para potencializar as emergências neste setor da educação. De acordo com problemas atuais, quanto à adequação ou à inadequação de procedimentos pedagógicos nesta modalidade da educação, busca-se analisar o universo da EJA no que tange ao ensino da língua portuguesa, principalmente da gramática. Para isto, elaborou-se e aplicou-se um questionário com alguns professores, versando sobre o ensino de língua portuguesa em suas turmas, concomitante à análise de várias produções escritas de estudantes da EJA, o que tornou possível desenvolver uma triangulação de dados com vistas a conhecer como se dá o ensino e a aprendizagem da língua portuguesa nesta modalidade. A importância do estudo se deve à sempre presente discussão sobre o que se deve ou não ser ensinado na escola em relação à gramática e os porquês de tais ensejos, como o ensino de uma norma padrão artificial, suscitando questões como a da possibilidade de a aprendizagem e/ou o domínio da norma culta levar os alunos a ascenderem socialmente, e isto em relação ao lado econômico, ou mesmo que os estudantes passariam a ser “alguma coisa”, como se no presente momento nada fossem. Essas crenças estão presentes e vivas no meio educacional da EJA, o que torna necessário um trabalho de tradução, evitando o desperdício de saberes e práticas em busca de se pensar em alternativas credíveis, emergenciais, latentes e subjacentes, revelando e denunciando o desperdício nesta relação. Para o alcance de resultados, utiliza-se a metodologia qualitativa do estudo etnográfico baseado na descrição densa, buscando-se fatos, indícios e pistas que levem a compreender as ausências e emergências no ensino da gramática em EJA. Conclui-se que as ausências em EJA surgem a partir da falta de diálogo entre teoria e prática no ensino de língua materna, já as emergências devem aparecer na atualização das concepções de ensino-aprendizagem na prática, pois o discurso dos docentes já incorporou as novas tendências sobre questões como língua, sujeito e aprendizagem, mas a prática ainda traz resquícios de teorias ultrapassadas.
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Educação de Jovens e Adultos: formação continuada colaborativa entre professores da sala comum e da educação especial

Educação de Jovens e Adultos: formação continuada colaborativa entre professores da sala comum e da educação especial

Propondo como uma adaptação do ensino colaborativo para as etapas no ensino fundamental II e ensino médio, Honnef (2013) desenvolveu um estudo acerca do trabalho articulado entre o professor de Educação Especial e os professores de disciplinas curriculares do ensino comum, no qual, o desenvolvimento da aula não precisa acontecer sempre em conjunto entre os professores, mas sim quando estes julgassem necessário. O objetivo da pesquisa foi verificar e analisar os limites e possibilidade da Educação Especial articulada ao Ensino Médio e Tecnológico, sendo realizado em uma escola de Ensino Médio integrado ao Ensino Técnico, no Instituto Federal Farroupilha – Campus São Borja, junto a sete professores de um aluno com deficiência mental (termo empregado no estudo). A partir da análise qualitativa do diário de campo da pesquisadora e de um questionário respondido pelos professores, o estudo traz como principais resultados a necessidade de se investir nos professores, tanto na sua formação quanto nas condições de trabalho e sobre o trabalho articulado entre os professores, embora seja avaliado positivamente, alguns fatores dificultam sua realização, como o pouco tempo existente para a realização desse trabalho e o baixo número de professores de Educação Especial. A autora indica que, o trabalho articulado entre os professores terá diversos obstáculos para ser desenvolvido, contudo, acredita que a proposta demonstra grande potencial na aprendizagem dos alunos PAEE.
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Os impactos do perfil do aluno da Educação de Jovens e Adultos sobre a formação continuada de professores da rede municipal de Manaus/Amazonas

Os impactos do perfil do aluno da Educação de Jovens e Adultos sobre a formação continuada de professores da rede municipal de Manaus/Amazonas

revelada na pesquisa vem permeando e caracterizando o público em questão, as- sim como mostrando elementos que cons- tituem essa modalidade de ensino e segundo Leite (2013, p. 52), os jovens e adultos que estudam na EJA “apresentam um aspecto comum: quase todos são marcados por uma história de fracasso e de exclusão vivenciada em uma escola convencional durante a infância”, a qual ainda se perpetua. O autor afirma que pa- ra aprender, o aluno adulto precisa perce- ber sentido e significado no processo de aprendizagem, garantindo sua permanên- cia na escola e acima de tudo o êxito no seu processo de formação. Carvalho (2001) destaca a necessidade de se ques- tionar as condições de ensino e aprendi- zagem para o trabalhador estudante, ressaltando a urgência de se encontrar possibilidades para articular os saberes da escola com os saberes produzidos no exer- cício da sua prática profissional.
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FORMAÇÃO E CONTEXTOS DE ATUAÇÃO DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA

FORMAÇÃO E CONTEXTOS DE ATUAÇÃO DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA

Considerando as especificidades deste ensino, voltado para o atendimento a jo- vens e adultos, em complementação à LDB, foi então homologado o Parecer CNE/CEB nº 1/2000, acerca das Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino de jovens e adul- tos, definindo as funções correspondentes a esta modalidade de ensino (BRASIL, 2000). Destacam-se três aspectos das Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino de jovens a adultos, com o intuito de resgatar o direito à cidadania desses estudantes: i) sua função reparadora, que representa a entrada do ensino de jovens e adultos no cam- po do direito civil, com reparação de dívida histórica e social, propondo a igualdade de oportunidade; ii) função equalizadora, que parte do princípio da equidade e possibilita o reingresso no sistema educacional, dando a oportunidade de melhorias sociais, eco- nômicas e educacionais iii) função qualificadora, que visa a propiciar a atualização de conhecimentos por toda a vida, objetivando a educação permanente, diversificada e universal.
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Educação de Jovens e Adultos: o aprender a aprender e a prática pedagógica de professores na Rede Municipal de Ensino de João Pessoa

Educação de Jovens e Adultos: o aprender a aprender e a prática pedagógica de professores na Rede Municipal de Ensino de João Pessoa

Compreender a aprendizagem, na ótica de Vigotski, implica romper com a caracterização desta como se fosse dado finito ou fossilizado, para assumi-la como ente vivo, componente de uma cadeia do complexo processo de desenvolvimento humano. O ensino, numa abordagem vigotskiana, de acordo com a explicação de Moll, rejeita a instrução mecânica ou a redução da leitura e da escrita a seqüências de habilidades ensinadas isoladamente ou sob a forma de estágios sucessivos. Em vez disso, valoriza contextos sociais em que as crianças aprendem ativamente a usar, provar e manipular a linguagem, colocando-a a serviço da atribuição de sentido ou da criação de significado. Assim, se são consideradas as indicações vigotskianas, o professor, sem desvencilhar-se dos contextos sócio-históricos, tem a tarefa de fornecer a direção e a mediação necessárias para que as crianças, por intermédio de seus próprios esforços, assumam o controle completo dos diversos propósitos e usos da linguagem oral e escrita. Nessa lógica, a capacidade de aprender das pessoas é ato que se conecta com a ação da escola e com a de outras circunstancias educacionais, vistas como cenários sociais especialmente desenhados para modificar o pensamento. O universo cultural para a aprendizagem e para a definição da natureza humana é tão relevante que o desenvolvimento humano se transforma do biológico para o sócio-histórico. Nesse destino, a própria linguagem e o pensamento verbal humanos são determinados por um processo histórico-cultural e tem propriedades e leis específicas que não podem ser encontradas na genética. Em suas próprias palavras:
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A formação de professores para Educação de Jovens e Adultos (EJA): as pesquisas na Argentina e no Brasil

A formação de professores para Educação de Jovens e Adultos (EJA): as pesquisas na Argentina e no Brasil

Por outra parte, em sintonia com a linha de análise que sustentamos e que assinala como característica a baixa autonomia dos estudos asso- ciados à EJA, também se destaca a sensibilidade apresentada por essas produções em relação aos aspectos intelectuais da região – por exemplo, na abertura democrática experimentada por distintos países da América Latina nos meados da década de 80. Nesses anos, os temas da democrati- zação, da participação e também da Educação Popular estiveram no centro das produções da EJA; como exemplo, destaca-se a publicação da revista do Consejo de Educación de Adultos en América Latina (Ceaal), com o título de La Piragua: Revista Latinoamericana de Educación y Política. O primeiro número dessa publicação, editado no Chile em 1989, apresentou como tema Educação Popular e Democracia e contou com a participação de destacados autores da América Latina, entre outros, Francisco Vío Grossi, Diego Palma e Orlando Fals Borda. Também no contexto desses anos, verifica-se maior vigência da utilização de abordagens participa- tivas nas pesquisas (pesquisa-ação, pesquisa participante) que parecem ter declinado, pelo menos na frequência de seu uso. Conjecturamos que a partir dos processos de avanço da institucionalização das atividades investigativas nas últimas décadas, especialmente nas universidades, isso aparece por efeito.
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									EDUCAÇÃO FÍSICA NA PERSPECTIVA DO ENSINO MÉDIO E DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS(AS): IMPRESSÕES NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES(AS)

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Com o advento dos movimentos renovadores na Educação Física, teorias contemporâneas emergiram para criticar o modelo tradicional avaliativo, principalmente no que diz respeito ao processo quantitativo dos exames, como apontam Venâncio e Sanches Neto (2019). É necessário que os(as) docentes tomem consciência sobre esses processos tradicionais, que são recorrentes, e busquem a mudança dessas práticas – que já se tornaram simplistas – a fim de construírem métodos mais qualificados e progressistas. Os instrumentos e critérios têm um papel importante porque subsidiam o processo avaliativo, possibilitando meios de coleta de informações e de identificação dos saberes de domínio dos(as) alunos(as) (VENÂNCIO, 2019). Um exemplo de proposta de avaliação na Educação Física escolar está nos dez critérios apontados por Sanches Neto e Betti (2008) e por Venâncio e Sanches Neto (2019), que se relacionam com as dimensões dos conteúdos – atitudinal, conceitual e procedimental – e abrangem: (1) assiduidade; (2) participação objetiva; (3) envolvimento subjetivo; (4) atitudes específicas; (5) conhecimento tácito; (6) aproveitamento de demonstrações visuais; (7) procedimentos específicos; (8) conhecimento declarativo; (9) aproveitamento de instruções verbais ou gráficas; (10) conceitos específicos. À luz desses critérios, podemos apontar alguns instrumentos que se coadunam ao tipo de habilidade que se pretende avaliar e que sejam compreensíveis para todos(as) os(as) estudantes, alguns deles são:
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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM CAMPINA GRANDE-PB: O DISCURSO DE PROFESSORASEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM CAMPINA GRANDE-PB: O DISCURSO DE PROFESSORASEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM CAMPINA GRANDE-PB: O DISCURSO DE PROFESSORAS

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM CAMPINA GRANDE-PB: O DISCURSO DE PROFESSORASEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM CAMPINA GRANDE-PB: O DISCURSO DE PROFESSORASEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM CAMPINA GRANDE-PB: O DISCURSO DE PROFESSORAS

No primeiro posto, inferimos que para essa professora, antes do aluno freqüentar a EJA, ele ainda não tinha consciência de sua cidadania, é como se ele precisasse freqüentar a Educação de Jovens e Adultos para poder adquiri-la. Na segunda oração, a professora quando afirma que ele vai entender muitas coisas da sociedade em que vive, nos remete à idéia de que ela nega todo o conhecimento que o aluno adquiriu antes de freqüentar a EJA, ao longo de sua vida, a partir das experiências do seu cotidiano, desconsiderando, assim, o seu processo de aprendizagem. Isso nos leva ao discurso de que a escolaridade seria, segundo ela, a única forma do aluno conseguir a sua cidadania. Percebemos na fala da professora Ana, que ela nos pareceu sincera na sua colocação , expondo o que ela realmente pensa sobre a Educação de Jovens e Adultos.
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Educação de jovens e adultos na formação inicial de professores: examinando a matriz curricular da UFFS

Educação de jovens e adultos na formação inicial de professores: examinando a matriz curricular da UFFS

As referidas observações foram realizadas em uma escola considerada de periferia, no turno da noite. Lá pude perceber o quanto o professor precisa de formação e conhecimentos específicos para atuar nessa modalidade de ensino, pois no decorrer das aulas várias vezes os professores eram questionados a dar exemplos da aplicabilidade prática do conteúdo que estava sendo ensinando, a explicar o mesmo de outra forma. O planejamento do professor em muitos momentos cedia espaço ao diálogo dos alunos sobre temas do cotidiano, muitos geravam discussões polêmicas, da mesma forma, diversos estudantes chegavam atrasados, muitos estavam há dias sem frequentar as aulas, era perceptível o cansaço do dia de trabalho. Ao mesmo tempo em que ser professor na EJA era desafiador, ouvir aquelas histórias de vida e de superação, participar da construção do conhecimento daqueles jovens e adultos, ensinar e aprender com eles tornava esse espaço encantador.
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Formação de professores para a educação de jovens e adultos na pós-graduação Lato Sensu da UFPE

Formação de professores para a educação de jovens e adultos na pós-graduação Lato Sensu da UFPE

A formação específica, em nível superior, para professores da Educação de Jovens e Adultos tem sido um dos desafios a serem enfrentados pelas universidades e um assunto recorrente entre pesquisadores e professores dessa área específica do campo educacional, especialmente da Educação Básica. Além disso, trata-se de uma reivindicação freqüentemente anunciada e denunciada em encontros municipais, estaduais e nacionais. Em eventos diversos, como seminários e congressos, e nas diversas capacitações desenvolvidas, nas quais os debates, reflexões e análises voltadas para essa área do conhecimento e modalidade de ensino denunciam-se suas precariedades e exigências, não só nos aspectos quantitativos, mas, também, qualitativos, bem como as questões de justiça que implicam o abandono secular das populações que necessitam dessa atenção pedagógica.
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Trabalho e formação docente em educação física na educação de jovens e adultos na rede municipal de Belém/PA

Trabalho e formação docente em educação física na educação de jovens e adultos na rede municipal de Belém/PA

Este estudo analisa a configuração do trabalho e formação do (a) docente de Educação Física com atuação na Educação de Jovens e Adultos da Rede Municipal de Ensino de Belém-PA, a partir do contexto da reestruturação produtiva e destaca que estes campos têm sido subsumidos à agenda do capital, sofrendo determinações que interferem diretamente na classe-que-vive-do-trabalho. No estudo, a Educação Física é entendida enquanto um campo pedagógico que trata dos conhecimentos produzidos historicamente pela humanidade no campo da Cultura Corporal, e a Educação de Jovens e Adultos é considerada enquanto um campo de resistência da classe trabalhadora que historicamente vem sendo excluída do acesso e permanência à escola pública de qualidade, referenciada socialmente. Ele foi desenvolvido com base em suportes teóricos-metodológicos de perspectiva crítica, por meio de levantamento bibliográfico e de documentos e de realização de uma pesquisa de campo, com a utilização de entrevistas e questionário aplicados a docentes de Educação Física que atuam na EJA na Rede Municipal de Belém, e tomou como referência analítica os elementos metodológicos da análise de conteúdo. Como resultados, o estudo revelou que o trabalho docente tem se dado de modo expropriado, precarizado, intensificado e solitário e que as condições da formação têm se materializado de modo precário, não ocorrendo integralmente nos cursos de formação inicial para o exercício do trabalho com jovens e adultos, mas a partir das vivências e experiências que se materializam a partir do trabalho docente na escola pública. A diversidade social, cultural e econômica dos jovens e adultos e o contexto de violência que marca a sociedade atual representam grandes desafios ao trabalho docente nesta modalidade de educação. O processo vivenciado pelos docentes de Educação Física, em seu trabalho e formação, e a precarização no contexto escolar, com o fechamento de turmas da EJA na rede municipal, agravam o processo de exclusão de jovens e adultos trabalhadores e provoca a resistência dos docentes, que constroem possibilidades educativas na EF com os jovens e adultos trabalhadores, buscando alternativas com base em suas próprias experiências, trocas com outros docentes, e diálogos na escola pública.
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