Top PDF Frida - artista e mulher: trajetória de vida

Frida - artista e mulher: trajetória de vida

Frida - artista e mulher: trajetória de vida

Este artigo tem como objetivo, fazer uma breve viagem pela vida de uma das mulheres mais importantes da história da humanidade. Frida Kahlo, foi e continua sendo um ícone da sociedade no que diz respeito à luta pela igualdade feminina e contra o preconceito como um todo. Ela era uma mulher forte, autêntica, empoderada, comunista e bissexual. Sofreu com a dor física e emocional, porém, não se deixou abater por nada, e lutou por seu lugar no mundo em uma época em que as mulheres tinham que resignar-se e sucumbir às vontades que os homens lhes impunham. O estudo da biografia de Frida, além de mostrar a força e vivacidade de uma mulher prodigiosa, mostra que ela era também uma pintora descomunal e autodidata. Suas pinturas retratam o sofrimento passado desde a infância, os amores na adolescência, o acidente que a deixou debilitada, a vida adulta, o cotidiano com limitações, o casamento com o pintor muralista Diego Rivera, as múltiplas e recíprocas traições e a profunda tristeza por não poder ter um filho. Na sociedade de hoje, pelo fato de ainda serem tratadas com inferioridade por pessoas machista, muitas mulheres se sentem ainda impotentes, e lhes falta coragem para alcançar seus objetivos. Apesar de tudo, estão progredindo, conquistando vários espaços, principalmente no âmbito profissional e intelectual. Frida Kahlo ainda é uma figura presente em vários manifestos da luta a favor da igualdade social e racial; essas lutas servem para que a sociedade possa reconhecer os méritos das mulheres, para mostrar que elas são capazes de realizar muitos feitos, e que a vida não é feita de sonhos, mas de realizações.
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FRIDA KAHLO: UMA TRAJETÓRIA DE MARCAS, DORES E CORES

FRIDA KAHLO: UMA TRAJETÓRIA DE MARCAS, DORES E CORES

sua deficiência e suas experiências traumáticas, desde o acidente e até o relacionamento abusivo ao qual foi submetida ao lado de Diego Rivera. Estudar a arte como processo de reconstrução, resistência, reabilitação, através da apreciação de telas selecionadas e da busca de Frida por ela mesma, recuperando o sentido de sua existência num intenso e fecundo processo de criação artística é essencial para entender quem foi essa mulher e seu papel no mundo. Frida viveu num mundo criado por homens, para homens, mostrando, apesar disso, por meio de suas obras pungentes o melhor de sua feminilidade e da cultura na qual estava inserida, tornando-se um ícone na América Latina. Em nenhum momento Frida separou a arte de sua vida, retratou sua própria agonia, que foi a matéria prima de todos os seus quadros, construindo assim a imagem da mulher socialmente engajada, revolucionária, apesar de tudo, livre e muito à frente de seu tempo.
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Selvagem sabedoria : a mulher artista e o discurso político do autorretrato em Oriana Duarte

Selvagem sabedoria : a mulher artista e o discurso político do autorretrato em Oriana Duarte

Dou início a essa dissertação pensando em como nossas escritas não estão em nada dissociadas de quem somos e de onde viemos. Os percursos pessoal e acadêmico encontram-se refletidos de várias maneiras naquilo que se propõe a pesquisar, no que movimenta o desejo de debruçar-se sobre um objeto e mergulhar no mar de teorias que auxiliam nesse fazer. Deste modo, trago brevemente minha trajetória como forma de situar a localidade da pesquisa, sua relevância para mim e para o campo. Dissertar torna material um fluxo de pensamento, estende e externa um punhado de ideias e teorias pessoais. As afetações mundanas fazem parte da experiência de sujeito, desse ser-no-mundo que recebe ao passo que atua na construção da sociedade. Há de se dizer que a comoção embrionária dessa dissertação surge a partir de minhas próprias experiências como mulher, que vibram junto às de outras tantas, em uma sociedade regida por um sistema patriarcal, isto é, de sexismo institucionalizado, sustentado por uma cultura de dominação e hierarquia (HOOKS, 2018) e que regem os modos de vida em que esse trabalho se encontra e do qual pretende escapar.
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A saga de um artista-docente: Reflexões sobre trajetória, formação e transformação do ser/estar professor.

A saga de um artista-docente: Reflexões sobre trajetória, formação e transformação do ser/estar professor.

Tive a oportunidade de conhecer a maior contadora de histórias de todos os tempos. Claro, essa é uma maneira de enaltecer uma mulher guerreira, dentre as tantas guerreiras de minha vida, por quem tenho profundo amor e respeito: minha avó Isaura. Mas nem sempre a vi como uma contadora de histórias. Só agora, aos meus 23 anos, encontro nela minha referência e inspiração no que se refere ao teatro. Lembro com muita saudade das tardes e noites sentados no quintal ou na calçada frente à nossa casa: eu, minha mãe, minha avó, tios e/ou vizinhos. Posso me encontrar ali aos 7 anos, depois de voltar da escola e minha mãe chegar do trabalho; aos 8 anos, 9, 10, 11 anos e até mesmo aos 23, na última visita que fiz à nossa antiga casa. Digo nossa “antiga casa” porque não moro mais lá, minha mãe também não; minha avó ficou e diz que ali ficará até seu último suspiro. Por mais que me refira àquele lugar como “antiga casa”, ainda é meu abrigo, meu lugar de aconchego, onde me conecto com quem sou e me renovo.
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Frida Kahlo: entre pulsões

Frida Kahlo: entre pulsões

No caso de Frida, a antítese amor/ódio, pode, por vezes, ser substituída por amor/sofrimento. O sofrimento e objetivo de fuga do mundo externo podem ser observados em sua obra Duas Fridas, onde demonstra o que sentiu quando se deu a separação. A Frida de branco representa aquela que Diego amava e a outra de trajes tihuana representa o amor perdido, aquela que Diego não amava mais. Ambas estão ligadas por uma artéria, representando a unidade, embora a Frida de branco esteja se esvaindo em sangue, o que mostra todo seu sofrimento de sangrar até à morte, assim como a exposição do coração que representa o amor que foi perdido. A Frida do lado direito segura uma foto de Diego quando criança, a fim de não restar dúvidas quem causou tamanha dor. O quadro foi pintado em 1939 quando se deu a separação do casal (LAIDLAW, 2004).
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Frida e a industrialização da cultura

Frida e a industrialização da cultura

No primeiro estudo de visitantes a uma exposição de Frida Kahlo no México (em conjunto com fotografias de Tina Modotti), realizado em 1983 no Museu Nacional de Arte, registaram-se 64 240 visitas. Mais de metade dos entrevistados (56%) disseram que era a primeira vez que iam ao museu, motivados pela publi- cidade na rádio, televisão, jornais e revistas. Em função da sua formação escolar ou da tradição oral, valorizavam a relação da pintora com «a história do México», «o seu interesse pelas culturas pré-hispânicas» e o «surpreendente» dos seus aci- dentes, as operações e a relação tortuosa com Diego Rivera. A importância do acesso biográfico à obra manifestou-se pela atenção maioritária prestada às car- tas e às fotografias que, segundo disseram, «completam» a mostra.
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O pão que o artista amassou: Happenings e fermentações entre arte e vida

O pão que o artista amassou: Happenings e fermentações entre arte e vida

“O Pão Que O Artista Amassou” teve seu local diferente das outras apresentações e trabalhos do festival, pois ele acontecia entre apresentações distintas nos prédios de artes visuais e teatro. O “entre” se dava tanto no tempo quanto no espaço. As pessoas abordadas estavam indo ou voltando de alguma apresentação da programação ou simplesmente transitavam e logo eram abordadas por mim e o público ia se formando por esse percurso. Quando não consigo distinguir padeira de artista, ou escolher obras ou alimentos, crio um modo de ação diferente, gerando questões. Não se trata de imitação ou simples soma de funções, a ação se multifaceta tornando-se rizomática. A ação se enreda de tal maneira nos percursos cotidianos que se torna impossível dissociá- las. Ricardo Basbaum (2005) discorre sobre o termo ‘artista’ que se sobrecompõe em múltiplas camadas. Adverte ele sobre os significados dos vocabulários em seu texto: AMO OS ARTISTAS-ETC:
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Mulher encarcerada: trajetória entre a indignação e o sofrimento por atos de humilhação...

Mulher encarcerada: trajetória entre a indignação e o sofrimento por atos de humilhação...

Resumo Este trabalho consiste numa tentativa de investigar as possibilidades e contradições em constituir a educação escolar enquanto um dos aSão Pauloectos da operação penitenciária de transformação dos indivíduos punidos. Ponto de inflexão de uma trajetória profissional de dez anos, atuando no Programa de Educação do sistema penal do Estado de São Paulo, o trabalho procura sistematizar uma série de reflexões e questionamentos, cuja nítida orientação era a consolidação de uma proposta educativa própria, destinada à população carcerária. As prisões, suas normas, procedimentos e valores observam a absoluta primazia na dominação e no controle da massa encarcerada. Decorre que a manutenção da ordem e disciplina internas são transfiguradas no fim precípuo da organização penal. Os programas e atividades considerados "reeducativos" inserem-se nesta lógica de funcionamento, pautando suas ações e finalidades pela necessidade de subjugar os sujeitos punidos, adaptando-os ao sistema social da prisão. Contudo, a resistência prisioneira ao controle é patente. A educação, de forma alguma, permanece neutra nesse processo (embate) de subjugação e resistência. Seus pressupostos metodológicos e suas práticas cotidianas podem contribuir para a sedimentação da escola enquanto recurso ulterior da preservação e formação dos sujeitos, nos interstícios dos processos de dominação. A pesquisa procura delinear as possibilidades para que as prerrogativas da gestão penitenciária não irrompam as práticas educativas, prescrevendo suas ações. Por conseguinte, impõe-se a necessidade de inscrever o Programa de Educação de Adultos Presos aos seus congêneres no âmbito nacional, efetivando sua organização por preceitos mormente educacionais e não carcerários
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Entre as palavras, o corpo e as imagens: os biografemas insólitos no enlace da obra e vida de Frida Kahlo

Entre as palavras, o corpo e as imagens: os biografemas insólitos no enlace da obra e vida de Frida Kahlo

Esta investigación tiene como objetivo comprender cómo se configuran las dimensiones insólitas y heterotópicas producidas en el vínculo entre imágenes, palabras y cuerpos presentes en la obra de Frida Kahlo. O corpus de la investigación está compuesto por trechos de El Diario de Frida Kahlo, un autorretrato intimo (2015), de sus pinturas, sus fotografías y su indumentaria. Partimos de una articulación teórica en torno del biografema de cuerpo- espacio, de la ropa, de los elementos ficcionales y del ambiente fantástico, que impregnan tales producciones artísticas los cuales se configuran como factores decisivos para que los procesos de representación de la pintora ocurran como un personaje insólito. El corpus imaginario que compone está investigación fue pensado en base a los temas de cada capítulo y, a pesar que deja la sensación de haber vivido antes y de recurrencia temática, intentamos no ser repetitivos en el análisis, para que sea posible expandir y girar las teorías alrededor de las producciones artísticas analizadas y sus multimundos. Basados en investigadores (as) y teóricos (as) como: Roland Barthes (1975, 1982, 2005, 2009, 2015), Maurice Blanchot (2005), Maurice Halbwachs (2006), Marisa Martins Gama-Khalil (2012, 2016, 2018, 2019), Gaston Bachelard (2001), Michel Foucault (2007, 2013), Alain Corbin (2005), Umberto Eco (1982, 1989, 1994), Maria João Simões (2005), Hayden Herrera (2011). A través de una metodología descriptiva-analítica, entendemos como Frida Kahlo construyó en su obra varias posibilidades de sí misma, por medio de la duplicidad y del juego de espejos; ella se borra/se inscribe vía palabras, imágenes y cuerpos fragmentados, como una forma de sobrevivir al laberinto llamado vida, pluralizando sus diferentes “yos”
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A MULHER E A ESTERILIZAÇÃO: A TRAJETÓRIA RUMO À LAQUEADURA TUBÁRIA

A MULHER E A ESTERILIZAÇÃO: A TRAJETÓRIA RUMO À LAQUEADURA TUBÁRIA

É importante atentar para que, em ambos os grupos, a mulher começou a vida sexual durante a adolescência, quando mais da metade das mulheres teve a primeira relação sexual. Esta informa- ção vem de encontro aos resultados de outras pesquisas na área, como por exemplo o trabalho de Schor (1995). A constatação de que o início da vida sexual freqüentemente ocorre na adolescência reforça a im- portância dos programas de orientação sexual dirigidos aos adolescen- tes e do acesso à informação e aos métodos contraceptivos nesta faixa etária.

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Uma mulher de vanguarda: trajetória social de Eglê Malheiros.

Uma mulher de vanguarda: trajetória social de Eglê Malheiros.

Casada com Salim Miguel desde 1952, mãe de cinco filhos, empenhou seus esforços na carreira docente lutando pela melhoria da qualidade da escola pública. Poliglota, dedicou-se, no período em que ficou afastada da escola, à tradução de textos em inglês, francês, alemão, espanhol e italiano. No Rio de Janeiro, cidade para onde se mudou, participou, ao lado do marido, da equipe de redação da revista Ficção. Foi diretora-secretária da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil, tornou-se mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi vencedora do Prêmio Personalidade Cultural de 1994 pela União Brasileira de Escritores. O companheiro de Eglê Malheiros na vida e na arte nasceu no Líbano, em 1924, e chegou ao Brasil ainda criança. Durante a adolescência, morou no município catarinense de Biguaçu, e mudou-se para Florianópolis no ano de 1943. Pouco tempo depois, integraria, ao lado da futura esposa, o Grupo Sul. Durante sua trajetória profissional, Salim Miguel atuou como jornalista, escritor, argumentista e roteirista de cinema. Foi sócio de uma gráfica e sócio- proprietário de uma livraria. Em 1964, ano em que foi preso pelo regime militar, trabalhava como chefe do escritório da Agência Nacional e na Assessoria de Imprensa do Governo de Celso Ramos em SC. Depois de solto, mudou-se com a família pra o Rio de Janeiro, lá trabalhou na Agência Nacional e na Bloch Editoras, além de colaborar com resenhas e críticas para o Jornal do Brasil. Em 1976, com alguns amigos e sua esposa, editou a revista Ficção, que durou até 1979. Nesse mesmo
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Uma trajetória profissional : percurso de uma vida

Uma trajetória profissional : percurso de uma vida

Diversos autores referem que, por volta do quinto ou do sétimo ano, grande parte dos professores atravessa uma fase de estabilização na sua carreira. Huberman refere que, na literatura “clássica” do ciclo da vida humana, esta etapa corresponde a um estádio de “comprometimento definitivo” e de “tomada de responsabilidades”, um momento-chave de «transição da adolescência, “em que tudo ainda é possível”, para a vida adulta, em que os compromissos surgem mais carregados de consequências». (Huberman, 2006p. 40) Tardif explica que entre o terceiro e o décimo ano da carreira, o professor investe a longo prazo na sua profissão e é reconhecido pelos outros membros da organização como tal. (Tardif, 2000p. 232) Para Gonçalves, este período em que «(…) a confiança foi alcançada, a gestão do processo de ensino- aprendizagem conseguida e a satisfação e um gosto pelo ensino (…)» se afirmam, situa-se entre os 5 e os 7/10 anos. (Nóvoa, 2006, p. 164).
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A mulher na vida e na obra de Nietzsche.

A mulher na vida e na obra de Nietzsche.

Do campo, escrevia ele, certa vez, ao seu grande amigo, barão de Gersdorff: Minha está em minha companhia. Formamos, todo dia, os mais belos projetos para nossa vida futura, idílica, labo- riosa, simples. Tudo vae bem! Desterrei toda tristeza, toda melan- colia para bem longe... E passeava com a irmã, conversava, ria, sonhava e lia... De outra feita, sentia-se obcecado pela lembrança de seu amigo Romundt, que pretendia ordenar-se. Parecia-lhe uma traição, à sua amizade, esse ato do amigo.

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Dorian Gray Caldas: a trajetória biográfica de um artista precursor de uma identidade potiguar (1950-1989)

Dorian Gray Caldas: a trajetória biográfica de um artista precursor de uma identidade potiguar (1950-1989)

Essa aproximação entre Dorian Gray e Ilma Melo explica, muito provavelmente, a nomeação deste artista, em 1967, para dirigir o Teatro Alberto Maranhão, em substituição ao teatrólogo Meira Pires 300 , pelo prazo de um ano, função que o colocava como membro nato do Conselho Estadual de Cultura 301 , no qual permaneceu por muitos anos, mesmo após deixar o teatro. Além disso, em maio de 1968 Dorian foi designado para a direção do Museu de Arte e História, cargo que exerceu até o final do mandato do Monsenhor Walfredo Gurgel, em 1971. Ao tomar posse dessa função, Dorian traçou como planos promover uma exposição de três novas séries de desenhos de Newton Navarro – vaqueiros, futebol e touros, esta última executada em sua viagem a Madrid; ampliar o acervo museológico do Museu do Sobradinho, com apoio dos prefeitos do interior do Estado; criar oficinas de talhas e gravuras e publicar álbuns e livros de “valor histórico” 302 .
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UMA VIDA ESCRITA COM TINTAS, PINCÉIS E DOR: UM ESTUDO SOBRE AS TELAS DA PINTORA FRIDA KAHLO

UMA VIDA ESCRITA COM TINTAS, PINCÉIS E DOR: UM ESTUDO SOBRE AS TELAS DA PINTORA FRIDA KAHLO

Casou-se em 1929 com Diego Rivera, famoso pintor muralista mexicano, e teve com ele uma relação conturbada. Certa vez, Frida disse “sofri dois grandes acidentes em minha vida. Uma que fui abalroada por um bonde. O outro acidente é Diego” (HERRERA, 2011, p. 136). Não realizou seu sonho de ser mãe, pois suas gestações não duravam e sofreu uma série de abortos. Abrigou Trotsky em sua casa e os dois se tornaram amantes. Teve entre seus amantes homens e mulheres, algumas vezes para afrontar Rivera, que também levava uma vida sexual intensa, chegando a ser amante de uma irmã de Frida. Separaram-se, mas voltaram a se casar de novo, permanecendo assim até a morte de Frida. Quando já estava bem debilitada fisicamente, Frida resolveu dar aulas em sua própria casa, e o grupo de alunos ficou conhecido c omo “los fridos”. Nos últimos anos de sua vida, com a amputação da perna direita, Frida era acometida por fortes dores na coluna e vivia quase que constantemente sob o efeito de remédios. Em 13 de julho de 1954, veio a falecer.
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Trajetória de vida e práticas de gestão escolar

Trajetória de vida e práticas de gestão escolar

A presente dissertação intitulada “Trajetória de vida e práticas da gestão escolar”, teve por objetivo analisar como a trajetória pessoal dos gestores interfere em práticas democráticas e relaciona a influência da formação pessoal aos diferentes perfis gestores que se configuram com ações ora mais, ora menos democráticas. A pesquisa fundamenta-se no debate a respeito da profissionalização docente (FREIDSON, 1989; NÓVOA, 1991; DUBAR, 1997,2009), tendo como foco o fazer gestor, onde podemos afirmar que ogestor escolar não é um profissional da gestão escolar, visto que a profissão que lhes permite assumir o cargo é a docência, mas, num contexto democrático, este sujeito tende a ser um docente com perfil de liderança que passou por um processo seletivo e formativo que o conduziu a ocupar a função, podendo ser praticada, com variável nível de comprometimento e influência em sua trajetória de vida, capaz de imprimir ao cargo características mais ou menos profissionais.Tais aspectos, pessoal e profissional, levam em consideração a trajetória de vida dos gestores, em que tem centralidade componentes de suas autorreflexões como parte integrante das histórias sociais que não advém só da socialização primária, mas do cruzamento com os demais campos sociais experimentados (LAHIRE, 2002), e que, via trajetória, são capazes de contribuir para o desenvolvimento de culturas organizacionais (BOTLER, 2010) especificas a partir dos valores que constituem seu perfil pessoal, refletindo assim nas relações de poder estabelecidas dentro da escola. Realizamos pesquisa qualitativa por meio de um estudo de caso do tipo comparativo entre duas escolas da Região Metropolitana do Recife que nos chamam atenção, uma por seu aspecto democrático “até demais” e outra por ter objetivos e metas estruturados, mas sendo, por vezes percebida como centralizadora. Utilizamos como instrumentos de coleta de dados entrevistas semi-estruturadas, observações e memorial investigativo (SANTOS JÚVIOR, 2005), que foram analisados com base na análise de conteúdo (BARDIN, 1977). Entre as conclusões, ressaltamos que a socialização secundária do gestor escolar, permite ampliar a herança familiar, agindo nas estruturas estruturantes do passado, incorporando o presente historicamente acumulado, apesar da significância do hábitus familiar incorporado por este ator plural ao longo da sua trajetória de vida.
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Padre Cícero: um educador e sua trajetória de vida

Padre Cícero: um educador e sua trajetória de vida

64Para o padre Cícero, contudo, não importava apenas zelar por sua reputação religiosa e realizar empreendimentos e ações para consolidar a vida religiosa, econômica, social e política de Juazeiro do Norte. Ele terá pretendido ir muito além, na sua luta para implementar a infraestrutura mais favorável à formação da cidade, e foi assim que, em meio às tarefas cotidianas, buscava expedientes para a transformação da economia, como a eletrificação da cidade, instalação de usina elétrica de beneficiamento de algodão, implantação de via férrea ligando Juazeiro do Norte e Fortaleza para escoamento da produção local e, ao lado disso, educar a juventude para que ela pudesse dar novas contribuições ao desenvolvimento da cidade (ALMEIDA, 2011, p. 65).
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A MULHER ARTISTA NA IDADE MÉDIA: CONSIDERAÇÕES E REVELAÇÕES ACERCA DO SEU LUGAR NA HISTÓRIA DA ARTE.

A MULHER ARTISTA NA IDADE MÉDIA: CONSIDERAÇÕES E REVELAÇÕES ACERCA DO SEU LUGAR NA HISTÓRIA DA ARTE.

“Mais uma vez o centro de gravidade da vida social se desloca do campo para a cidade (...).” (HAUSER, 1972, p.270) Passa-se à fase gótica da arte medieval. A mudança, do ponto de vista cultural, reside em dois grupos ativos, já anteriormente mencionados, o dos artífices e artistas e dos mercadores. A retomada das cidades e dos intercâmbios e de uma cultura mais dinâmica e aberta, entre os séculos XI e XII, traz consigo uma verdadeira revisão dos valores sociais, com a afirmação dos artesãos e das artes, por exemplo. (CAMBI, 1999) O crescimento das cidades motiva o desenvolvimento paralelo de novas estruturas sociais: os ofícios se organizam em corporações e a pujante classe burguesa obtém o controle dos governos municipais”. (BRACONS, 1992, p. 9) A moeda urbana e o comércio conduzem a uma crescente independência cultural e política que, mais tarde, desembocará no predomínio intelectual da burguesia. “Por isso, esta classe representa as tendências mais progressivas e mais produtivas na arte e na cultura, do mesmo modo que na vida econômica.” (HAUSER, 1972, p. 339)
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Políticas da vida : entre saúde e mulher

Políticas da vida : entre saúde e mulher

Essa urgência de descrever uma sociedade de controle, de comunicação instantânea, é que nos possibilita pensar outramente a questão que o lotação nos faz ver: Ter ou não ter filhos? Quantos ter? Quando ter? A questão que está articulando a política põe outra coisa em jogo, não mais uma eugenia, que também nos permite ligar política de planejamento familiar, aborto e violência. Voltemos a Foucault (2003) quando aponta que as diferentes emergências que demarcamos não são figuras sucessivas de uma mesma significação; são efeitos de substituição, reposição e deslocamento. Se interpretar é apoderar-se por violência de um sistema de regras que não tem em si significação essencial e impor-lhe uma direção, dobrá-lo a uma nova vontade e submetê-lo a novas regras, então, o devir da humanidade é uma série de interpretações. “E a genealogia deve ser a sua história: das morais, dos ideais, dos conceitos metafísicos, história do conceito de liberdade ou da vida ascética, como emergências de interpretações diferentes. Trata-se de fazê-las aparecer como acontecimentos no teatro dos procedimentos” (p. 26).
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“Eu escrevo, caso alguém se interesse”: A mulher e a artista na peça “Sombra”, de Elfriede Jelinek

“Eu escrevo, caso alguém se interesse”: A mulher e a artista na peça “Sombra”, de Elfriede Jelinek

Podemos ler na oposição central à peça, aquela representada pelo casal Orfeu e Eurídice – entre homem e mulher, vida (ou corpo) e morte, luz e sombra, profundi- dade e superfície, voz e escrita (ou silêncio) – não apenas uma defesa feminista das segundas metades de cada oposição, mas também um jogo de forças central para a elaboração do pensamento de Jelinek sobre a dramaturgia, particularmente sobre sua relação com o teatro. Afinal, se a figura central da peça é a mulher escritora, como vimos, a escrita dramatúrgica não se limita à superfície da página, à letra morta – é claro que entendendo esse adjetivo a partir da sua avaliação positiva desenvolvida na peça –, ganhando vida no palco, tomando corpo e voz nos atores e atrizes, vindo à luz pelas mãos de um encenador, com frequência um homem (embora não sempre), gerando “uma estranha espécie de ritual de acasalamento” como apontou Gitta Honegger (2007); a própria Jelinek sugeria esse sentido sexual na relação ao dizer para Nicolas Stemann, um dos diretores que encenou mais textos seus, “sinta-se livre para foder comigo” (Feel free to fuck around with me, apud ibid.). Como já dissemos, esse modo de ler a oposição pode parecer contraintuitivo, uma vez que habitual- mente se entende o corpo, a profundidade e a vida como femininos, e provavelmente também a abstração da escrita como masculina. Lembrar dos conceitos derridianos de falogocentrismo, fonocentrismo e fotologia nos ajuda a compreender como o sistema de pensamento metafísico e patriarcal do Ocidente privilegiou alguns termos das oposições em detrimento dos outros. Ora, se Derrida (2009, p. 26, grifo do original) nos lembra que “contra a simples escolha de um dos termos ou de uma das séries”, isso é, contra a mera inversão da hierarquia tradicional, “pensamos que é preciso procurar novos conceitos e novos modelos, uma economia que escape a esse sistema de oposições metafísicas”, a necessidade de encarnação cênica do texto de Jelinek também indica essa mesma preocupação por mudar as relações entre os termos e não simplesmente defender o lado até aqui suprimido. Se, em seus textos, a austríaca parece cair justamente nesse erro,
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