Top PDF Frugivoria por aves em um mosaico de Floresta Estacional Semidecidual e reflorestamento misto em Rio Claro, São Paulo, Brasil.

Frugivoria por aves em um mosaico de Floresta Estacional Semidecidual e reflorestamento misto em Rio Claro, São Paulo, Brasil.

Frugivoria por aves em um mosaico de Floresta Estacional Semidecidual e reflorestamento misto em Rio Claro, São Paulo, Brasil.

(Frugivoria por aves em um mosaico de Floresta Estacional Semidecidual e reflorestamento misto em Rio Claro, São Paulo, Brasil). Visando subsidiar futuros projetos de recuperação florestal com base nas interações animal- -planta, foram avaliadas as espécies ornitocóricas e o consumo de frutos por aves em um mosaico de Floresta Estacional Semidecidual e um reflorestamento misto, em Rio Claro, São Paulo. Através do monitoramento da frutificação e avaliação dos eventos de frugivoria em sessões focais e ad libitum, foram registradas 31 espécies ornitocóricas fornecendo frutos para 38 espécies de aves consumidoras. No reflorestamento misto foram ob- servadas 90,3% (n=28) das espécies ornitocóricas frutificando ao longo de todo ano, enquanto no fragmento florestal, somente 51,6% (n=16) delas foram registradas, com maiores variações temporais na oferta de frutos; 65,2% (n=1027) dos frutos foram consumidos no reflorestamento misto e 34,8% (n=547) no fragmento flo- restal. Tais resultados podem estar relacionados ao menor tamanho do fragmento de vegetação nativa, o que, proporcionalmente, poderia determinar uma menor riqueza de espécies vegetais no mesmo e/ou ao fato de a dispersão abiótica tender a predominar nos locais fragmentados e perturbados. O reflorestamento misto, em- bora apresente algumas espécies vegetais exóticas, está sendo ecologicamente mais funcional para a avifauna e, devido à proximidade com o fragmento, parece estar contribuindo para a manutenção das comunidades de aves residentes e visitantes deste último através dos recursos alimentares oferecidos.
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COMPOSIÇÃO DA AVIFAUNA, FRUGIVORIA E DISPERSÃO DE SEMENTES POR AVES EM ÁREAS DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL E CERRADO, NO PARQUE ESTADUAL DE PORTO FERREIRA, SÃO PAULO

COMPOSIÇÃO DA AVIFAUNA, FRUGIVORIA E DISPERSÃO DE SEMENTES POR AVES EM ÁREAS DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL E CERRADO, NO PARQUE ESTADUAL DE PORTO FERREIRA, SÃO PAULO

Em S. guianensis, por outro lado, a ausência de consumo nas sessões focais decorreu da diluição dos eventos de frugivoria em muitas plantas da espécie, que é abundante na área de estudo, ocorrendo nos três principais ambientes (mata ciliar, FES e Cerrado), tanto no interior quanto nas bordas florestais. Esses fatores certamente mascararam seu potencial de atração através da metodologia utilizada – hipótese reforçada pelo grande número de registros de consumo realizados ad libitum (Apêndice 4.24). Athiê e Dias (2012), em estudo da frugivoria por aves em mosaico vegetacional em Rio Claro, São Paulo, obtiveram resultado similar para Schinus terebinthifolius, planta pioneira e abundante na área, reconhecida como altamente atrativa à avifauna.
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Composição da avifauna e frugivoria por aves em um mosaico de vegetação secundária em Rio Claro, região centro-leste do Estado de São Paulo

Composição da avifauna e frugivoria por aves em um mosaico de vegetação secundária em Rio Claro, região centro-leste do Estado de São Paulo

da destruição ambiental, em toda sua área de distribuição, que vai desde o leste até o sul do Brasil. Talvez seja esse o principal motivo pelo qual a espécie não tenha sido registrada na UPC há 30 anos. É provável que os indivíduos da espécie, aparentemente selvagens, que colonizaram a UPC e suas proximidades, tenham origem na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (FEENA), principalmente por que a espécie é pouco freqüente na Mata São José (MSJ), as quais correspondem às únicas reservas florestais do município. No estudo realizado por Willis (2003) na FEENA, é possível verificar que o número de contatos com a espécie apresentou um crescimento elevado entre 1982 e 2001, o que foi relacionado com a maior disponibilidade de alimentos para a espécie no lago da FEENA e da introdução de exemplares domesticados em 1993-94, resultando em um misto de indivíduos domesticados e selvagens. Atualmente, C. moschata na forma selvagem também pode ser vista no Parque Municipal do Lago Azul (PMLA) (obs. pessoal), mas não há informações sobre a presença/ausência da espécie nesse local em décadas anteriores.
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Epifitismo vascular em duas fisionomias vegetais, floresta paludosa e floresta estacional semidecidual no município de Botucatu, estado de São Paulo, Brasil

Epifitismo vascular em duas fisionomias vegetais, floresta paludosa e floresta estacional semidecidual no município de Botucatu, estado de São Paulo, Brasil

Entre os trabalhos utilizados para comparação realizados em florestas com clima sazonal, a riqueza encontrada no presente estudo pode ser considerada alta, figurando entre as maiores já registradas (Tabela 1). Apenas o levantamento feito por Bonnet et al. (2011), apresentou uma riqueza maior, porém, tal estudo foi realizado em área ecotonal entre FES e floresta ombrófila mista que, segundo Kersten (2010), são as zonas ecotonais que apresentam as maiores riquezas de epífitas vasculares no Domínio Atlântico, além do que este estudo abrangeu oito fragmentos ao longo das margens do médio rio Tibagi, no Paraná, em diferentes altitudes (720 m a 580 m), apresentando uma ampla heterogeneidade ambiental (BONNET et al., 2011). Porém, em comparação com outros levantamentos realizados em zonas ecotonais o presente estudo apresentou maior número de espécies (GERALDINO et al. 2010; KERSTEN; RIOS, 2013).
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Chuva de sementes em Floresta Estacional Semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

Chuva de sementes em Floresta Estacional Semidecidual em Viçosa, MG, Brasil.

No ano de 1922, a floresta nativa foi totalmente erradicada para implantação de cultura do café. Com a fundação da Escola Superior de Agricultura e Veterinária (ESAV), em 1926, a cultura foi abandonada e a área passou a fazer parte do campus, permanecendo sob processo de regeneração natural até os dias atuais. O trecho de floresta onde foi estabelecida a amostragem localiza-se na encosta de uma elevação que varia de 725 m de altitude até 745 m, no topo, com declividade de até 45º e sua face de exposição solar é oeste-sudoeste. Chuva de sementes – Das 100 parcelas de 10×10 m foram selecionadas 25, de forma que os coletores ficassem bem distribuídos ao longo da área demarcada (1 ha), portanto, os coletores foram instalados em faixas alternadas e em parcelas alternadas dentro de cada faixa (Fig. 1). No centro de cada parcela foi instalado um coletor de sementes de área circular de abertura igual a 0,25 m 2 , totalizando 25 coletores. Estes coletores foram
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Composição florística do componente arbustivo-arbóreo em dois trechos de floresta estacional semidecidual na Mata do Paraíso, Viçosa, MG

Composição florística do componente arbustivo-arbóreo em dois trechos de floresta estacional semidecidual na Mata do Paraíso, Viçosa, MG

Consultas a trabalhos desenvolvidos na região de Viçosa mostram que, nos levantamentos florísticos de Florestas Estacionais Semideciduais, as famílias Fabaceae, Euphorbiaceae, Lauraceae, Myrtaceae, Rubiaceae e Annonaceae têm assumido grande importância (PAULA et al., 2002; RIBAS et al., 2003; MARANGON et al., 2003; SILVA et al., 2003; SILVA et al., 2004). Essas famílias foram citadas por Lopes et al. (2002) como as famílias de maior riqueza específica nos remanescentes de floresta estacional semidecídua da Zona da Mata Mineira, após estudo comparativo da composição florística de seis fragmentos da região. A grande importância dessas famílias nas florestas estacionais já havia sido ressaltada por Leitão-Filho (1982). A ocorrência das mesmas famílias com elevada riqueza específica nos remanescentes de floresta estacional semidecídua na porção leste de Minas Gerais demonstra a considerável ligação florística entre as áreas, condicionada pela similaridade de condições ambientais compartilhadas (FERREIRA JÚNIOR et al., 2007).
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Desempenho ecofisiológico de mudas de euterpe edulis martius de diferentes estádios de desenvolvimento e implicações para a restauração ecológica

Desempenho ecofisiológico de mudas de euterpe edulis martius de diferentes estádios de desenvolvimento e implicações para a restauração ecológica

Estudos indicam que a mortalidade de Euterpe edulis em florestas naturais é muito alta na fase de plântula, mas decresce bastante em plantas com mais de 50 cm de altura (CONTE et al., 2003; FANTINI e GURIES, 2007), o que é compatível com estrutura populacional da espécie, que tende ao “J” invertido (CONTE et al., 2003). Ao estudar a dinâmica da regeneração natural de Euterpe edulis, Conte et al. (2000) registraram expressiva mortalidade para plantas com até 10 cm, reduzida mortalidade para plantas entre 11 e 50 cm e mortalidade quase nula para plantas maiores que 50 cm. Diversos fatores foram atribuídos ao lento crescimento inicial e à elevada taxa de mortalidade, como a herbivoria, queda de folhas do dossel, doenças, competição intra e interespecífica e fatores abióticos como luminosidade, fertilidade do solo, precipitação e temperatura, aliado à fragilidade dessas plantas nos estádios iniciais de desenvolvimento. Já o sucesso na sobrevivência de plantas maiores que 50 cm foi atribuído à maior plasticidade fenotípica das plantas, resultando maior capacidade de competição na floresta (CONTE et al. 2000). Entretanto, não há estudos ecofisiológicos que comprovem essa característica.
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ESTRUTURA E GRUPOS ECOLÓGICOS DE UM FRAGMENTO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO TRIÂNGULO MINEIRO, BRASIL

ESTRUTURA E GRUPOS ECOLÓGICOS DE UM FRAGMENTO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO TRIÂNGULO MINEIRO, BRASIL

Foi realizado o levantamento fitossociológico de um fragmento de floresta estacional semidecidual localizado na reserva legal da Fazenda São Pedro-Itaú. O estudo analisou um hectare do fragmento utilizando 25 parcelas permanentes de 20 x 20 m, onde todos os indivíduos vivos arbóreos com circunferência a altura do peito maior que 15 cm foram amostrados e identificados. As espécies foram classificadas quanto aos grupos sucessionais e síndromes de dispersão. Foram amostrados 1144 indivíduos distribuídos em 103 espécies e 41 famílias. O valor de equabilidade e do índice de diversidade de Shannon foram 0,83 e 3,87, respectivamente. Neste fragmento 17% são espécies pioneiras, 49% secundárias iniciais e 34% secundárias tardias, demonstrando um estágio intermediário de sucessão. Ocorre alta porcentagem de espécies zoocóricas (67%), podendo indicar alta atividade da fauna dispersora. O sub-bosque com alta porcentagem de espécies zoocóricas e baixo número de pioneiras também reforçam um estádio intermediário, progredindo a um estádio de mais avançado, na sucessão florestal.
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LEVANTAMENTO FLORISTICO EM FRAGMENTO DE MATA NATIVA NA CIDADE DE GARÇA, SÃO PAULO.MELLO, Anderson Rodrigues; JUNIOR, Edgard Marino; GOMES, Josbio Esteves; PANZIERI, Maria Angela; GARCIA, Rodolfo DAloia; CUNHA, Camila Rossetti ; BUENO, Paulo Rogrio Rosa ;

LEVANTAMENTO FLORISTICO EM FRAGMENTO DE MATA NATIVA NA CIDADE DE GARÇA, SÃO PAULO.MELLO, Anderson Rodrigues; JUNIOR, Edgard Marino; GOMES, Josbio Esteves; PANZIERI, Maria Angela; GARCIA, Rodolfo DAloia; CUNHA, Camila Rossetti ; BUENO, Paulo Rogrio Rosa ; DELGADO, Luiz Gustavo Martinelli ; SURIBA, Victor Lima

Segundo Kronka ET AL. (1993), os fragmentos remanescentes de floresta nativa localizada na região de Marília, são inferiores a 3 % de sua área original. Região de domínio de floresta estacional semidecidual, onde está localizada a Estação Ecológica dos Caetetus, situada no Município de Gália, SP. Essa Estação Ecológica guarda dois mil hectares de floresta madura, no qual as vegetações tem sido integralmente protegidas nos últimos 30 anos.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS

O café (Coffea sp.) é o principal gênero da família das Rubiáceas, sendo que uma delas, a espécie Coffea arabica L. detêm grande importância econômica (Figura 4). O cafeeiro é um vigoroso arbusto e seu fruto é disperso principalmente por primatas e aves através da ingestão e posterior liberação do diásporo (Clarke & Macrae, 1985). Diversas características biológicas do café o capacitam como invasor de ambientes naturais e, embora esteja inserida na comunidade vegetal muito antes da presença humana e da cafeicultura, mostram uma ampla margem de adaptabilidade a diferentes condições edafoclimáticas (Cavarjal, 1984). A espécie é caracterizada quimicamente como produtora de substâncias de metabolismo secundário, no caso, um alcaloide, com atividade biológica pronunciada, algumas das quais apresentando potencialidades alelopáticas comprovadas, como a cafeína, que está presente em grande quantidade nas folhas, frutos, raízes, inclusive em folhas recém-caídas e plântulas (Anaya et al., 2002). O ciclo de vida do cafeeiro está dividido em três grandes períodos: o primeiro – de crescimento, que vai da germinação a maturidade sexual, o segundo refere-se a produção e o terceiro e ultimo é o da decadência fisiológica que termina com a morte do arbusto. Cada uma das fases é influenciada por fatores ambientais como temperatura, radiação, precipitação e características do solo (Evanoff 1994).
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Composição florística de florestas estacionais ribeirinhas no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil.

Composição florística de florestas estacionais ribeirinhas no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil.

Área de estudo – O estudo foi desenvolvido em duas unidades de relevo distintas, a Serra da Bodoquena, onde encontra-se inserido o Parque Nacional da Serra da Bodoquena e a Zona Serrana Oriental a leste da Serra da Bodoquena, a qual está inserida a Bacia Hidrográfica do rio Formoso (21°-21°S e 56°-56°W). O clima da região é do tipo Tropical Chuvoso de Savana (Aw) segundo Köppen (1948). A precipitação média anual varia de 1.400 a 1.600 mm, apresentando dois períodos distintos: um chuvoso (outubro a março) e outro seco (abril a setembro). As temperaturas médias anuais estão entre 22 º e 26 ºC. De maio a agosto a temperatura média está abaixo de 20 ºC e em junho-julho pode ficar abaixo de 18 ºC. A média das máximas anuais fica entre 27 º e 32 ºC, com máximas absolutas entre 35 º e 40 ºC. As mínimas absolutas podem chegar a 0 ºC. A umidade relativa do ar é baixa, raramente atinge 80%. De acordo com o sistema Brasileiro de Classificação de Solos (Embrapa 1999), na bacia do rio Formoso, predominam os solos do tipo Argissolos, de textura arenosa, média, profundos, monofásicos, não hidromórficos, apresentando fertilidade natural baixa e horizonte A moderado. No PARNA da Serra da Bodoquena há predominância de solos do tipo rendzina, caracterizados por serem pouco desenvolvidos, com horizonte A chernozênico sobre a rocha calcária ou sobre um horizonte C derivado desta. O Parque Nacional da Serra da Bodoquena é dividido em dois grandes blocos geomorfológicos com características distintas: um ao norte com área de 27.793 ha e outro ao sul, com 48.688 ha. Ao norte, onde a drenagem converge para o rio Salobra, as feições fluviais são mais marcantes do que as cársticas, havendo a ocorrência de rios entalhados (cânions), onde a borda ocidental da serra apresenta escarpas íngremes e reentrâncias profundas e estreitas. A vegetação é caracterizada pelo contato de fisionomias florestais e savânicas. Ao sul, as águas drenam principalmente para o rio Perdido, e as feições cársticas são mais comuns que as fluviais. Ambos os compartimentos apresentam calcários calcíticos e acredita-se que as diferenças entre eles sejam atribuídas ao maior soerguimento tectônico da parte norte (Sallun et al. 2004; Alvarenga et al. 1982). As coletas de materiais botânicos foram realizadas em seis propriedades rurais, sendo duas associadas ao rio Formoso, duas ao rio Perdido (fragmento sul do Parque), uma ao rio Salobrinha e uma ao rio Salobra, sendo os dois últimos situados no fragmento norte do Parque Nacional da Serra da Bodoquena (Fig. 1):
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Rayane de Tasso Moreira Ribeiro

Rayane de Tasso Moreira Ribeiro

Caracteriza-se por apresentar ramos recobertos com tricomas peltados marrom- avermelhados, folhas inteiras, 5 nectários extraflorais na base do cálice, fruto cápsula loculicida 2-valvar, equinado, marrom-avemelhado quando maduro e sementes com sarcotesta vermelha. Segundo Castro et al. (2009) e Costa et al. (2013), Bixa orellana é uma espécie nativa do Brasil, crescendo também em outras regiões da América do Sul (Equador, Peru) e Central (México), sendo ainda cultivada em outras áreas tropicais como Indonésia, Índia, Quênia e leste da África (Elias et al. 2002). No Ceará, foi registrada em oito municípios em mata úmida (floresta ombrófila densa) e tabuleiro costeiro (floresta estacional semidecidual de terras baixas) (Fig. 2). Aparentemente produz flores e frutos durante todo o ano. Conhecida popularmente como “urucum”, “urucu”, “urucuzeiro”, “açafrão” e “falso-açafrão”. Cabe destacar que B. orellana é largamente utilizada na alimentação e medicina popular cearense, como condimento e no tratamento da asma, colesterol alto, proteção contra insetos e queimaduras por exposição ao sol (Morais et al. 2005; Oliveira et al. 2007).
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Sapindaceae em um remanescente de Floresta Estacional Semidecidual no município de Engenheiro Paulo de Frontin, RJ, Brasil.

Sapindaceae em um remanescente de Floresta Estacional Semidecidual no município de Engenheiro Paulo de Frontin, RJ, Brasil.

Lianas não lactescentes. Caule subcilíndrico ou 3-costado, glabro, em seção transversal composto por um cilindro vascular central e 3-4 (5) cilindros vasculares periféricos, quando mais de 3, dispostos aos pares. Folhas biternadas; pecíolos canaliculados; estípulas ca. 1 mm, triangulares, glabrescentes; folíolos 3-15 × 1,5-5,5 cm, cartáceos, lanceolado- elípticos, elípticos, oblongos ou levemente obovados; ápice acuminado ou cuspidado; base cuneada ou assimétrica; margem inteira ou com 1-3 dentes apicais; concolores, face adaxial glabra, face abaxial pubérula na nervura principal, com domácias pilosas. Tirso racemiforme, 7-26 cm compr., indumento branco- amarelado, denso-pubescente; cincinos 5-6-floros; pedicelo 1,2-1,7 mm compr.; brácteas 1,5-2 mm compr., subuladas, bractéolas ca. 1 mm compr., subuladas. Flores com sépalas 5, cartáceas, externas ca. 1,5 mm compr., obovadas, pubescentes, internas 2,5-3 mm compr., obovadas ou oblongas, tomentosas; pétalas 4, brancas, 2-5 mm compr., obovadas, apêndice petaloide das pétalas posteriores com crista bipartida; lobos nectaríferos posteriores ovoides, laterais elipsoides; androginóforo presente; estames 8, 1,7-3,5 mm compr., pubérulos; anteras amarelas, glabras; ovário trígono-obovóide, 3-carpelar, denso- tomentoso; estilete ca. 0,7 mm compr.; estigma trífido. Mericarpos samaroides, castanho-amarelados, cartáceos, 1,2-3,5 × 2-2,8 cm, ovado-cordados, porção seminífera do mericarpo globosa, tomentosa, crista dorsal ausente, alas pubérulas ou glabras, endocarpo pubérulo ou glabro; sementes subglobosas; embrião com cotilédone externo curvo e interno biplicado. Material examinado: BRASIL. R io de J aneiRo :
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ESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, UBERLÂNDIA, MG

ESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, UBERLÂNDIA, MG

DIAS NETO, O. C.; SCHIAVINI, I.; LOPES, S. F.; VALE, V. S.; GUSSON, A. E.; OLIVEIRA, A. P. Estrutura fitossociológica e grupos ecológicos em fragmento de floresta estacional semidecidual, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. Rodriguésia v. 60, n. 4, p. 1087-1100, 2009. DWYER, J.E.; MCPHERSON, E.G.; SCHROEDER, H.W.; ROWNTREE, R.A. Assessing the benefits and costs of the urban forest. Journal of Arboriculture, v. 18, n. 5, p. 227–234, 1992. FONSECA, R.; RODRIGUES, R. Análise estrutural e aspectos do mosaico sucessional de uma floresta semidecídua em Botucatu, SP. Scientia Forestalis, Piracicaba, v. 57, p. 27-43, 2000. GALETTI, M.; COSTA C.; CAZETTA, E. Effects of forest fragmentation, anthropogenic edges and fruit color on the consumption of ornithochoric fruits. Biological Conservation v. 111, p. 269-293, 2003.
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Termitofauna (Insecta, Isoptera) em Remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Termitofauna (Insecta, Isoptera) em Remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Alterações em um ambiente podem favorecer alguns grupos tróficos (Bignell & Eggleton 2000), ou certas espécies (Wood & Johnson 1986; Donovan et al. 2002) e levar outras à extinção local (De Souza & Brown 1994) seja por atuarem diretamente sobre as populações ou por alterarem os habitats (De Souza et al. 2001). Por exemplo, a área em sucessão vegetal (Imperatriz Leopoldina), após seu desmatamento foi aterrada inúmeras vezes, de modo que colônias de térmitas provenientes de outros locais podem ter sido transportadas juntas, favorecendo a emigração (Fontes 1998b; Diehl et al. 2001) e, por conseqüência, elevando-se a riqueza de espécies. A baixa similaridade entre as comunidades de térmitas dos remanescentes florestais e da área em sucessão vegetal, sugere que, originalmente, a floresta estacional semidecidual na região
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

Dada a extensão da área do Sítio Core e por ser uma Unidade de Conservação, a riqueza de espécies epifíticas é baixa, especialmente se lembrarmos dos estudos realizados em Floresta Estacional Semidecidual de Rogalski e Zanin (2003) que encontraram 70 espécies, de Giongo e Waechter (2004) que amostram 57 espécies e de Cervi e Borgo (2007) que encontraram 56 espécies. Apesar disso, pode ser considerada semelhante, nesse mesmo tipo de floresta, à observada por Aguiar et al. (1981), que amostraram 17 espécies; por Dislich e Mantovani (1998), 34 espécies; por Borgo et al. (2002), com 32 espécies; por Breier (2005), 25 espécies e por Dettke et al. (2008), 29 espécies. Essa baixa riqueza do Sítio Core certamente tem influência do longo período de interferência antrópica sofrida pela floresta (IBAMA 2003). A exploração comercial de árvores (muitas delas utilizadas como combustível nos fornos da siderúrgica) e o desmatamento para extração de minérios, além dos testes com semente e máquinas (citando entre estes os testes de dispersão aérea de agrotóxicos), indubitavelmente exerceram influência sobre comunidade epifítica vascular nesse sítio, uma vez que a perda de diversidade epifítica em função das interferências humanas nos ambientes tem sido relatada por diversos autores (ENGWALD et al., 2000; BARTHLOTT et al., 2001; WOLF, 2005; BATAGHIN et al., 2008; DETTKE et al., 2008).
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Banco de sementes do solo e serapilheira acumulada em floresta restaurada.

Banco de sementes do solo e serapilheira acumulada em floresta restaurada.

A densidade de propágulos foi inferior a diversos estudos sobre banco de sementes em floresta estacional semidecidual na região Zona da Mata de Minas Gerais (BATISTA NETO et al., 2007; MARTINS et al., 2008; FRANCO et al., 2012), porém superior aos estudos de Costalonga (2006) e Braga et al. (2008). Essa variação nos valores dos respectivos trabalhos diante do presente estudo pode estar relacionado com os diferentes tamanhos e quantidades de unidades amostrais utilizados. Além disso, a densidade do banco de sementes, geralmente, ocorre com variação entre um local e outro, com tendência a apresentar maior quantidade em florestas secundárias, onde a densidade de sementes pioneiras é maior devido apresentar dormência e isso permitir a permanência mais longa no solo (BAIDER et al., 2001; DALLING, 2002).
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Ectoparasitos associados a aves de um fragmento de Floresta Estacional Decidual no Rio Grande do Norte, Brasil

Ectoparasitos associados a aves de um fragmento de Floresta Estacional Decidual no Rio Grande do Norte, Brasil

87 having found it on doves and pigeons, but the species were not named. According to BEQUAERT (1955), M. pusilla was found on Columbina sp. and Columba livia Gmelin, 1789 in Rio de Janeiro, and on Crypturellus sp. in Mato Grosso; the author mentions Columbina talpacoti (Temminck, 1811) and Columbina passerina (Linnaeus, 1758) as its hosts. In 2004, VALIM et al. recorded the species on Columbina talpacoti in Rio de Janeiro, corroborating those findings. Therefore, it may be concluded that in Brazil, so far, M. pusilla has been found parasitizing birds of the order Columbiformes exclusively. During an ample survey of birds ectoparasites in northeastern Brazil developed by the Laboratory of Ornithology of UFRN, a specimen of Leptotila verreauxi approximans Cory, 1917 (adult female) was collected on June 10, 2012 in the woods surrounding the Agricultural School of Jundiaí, municipality of Macaíba, RN (forest fragment of about 270 ha, center coordinates 5°53'S and 35°23'W, about 40 m above sea level). The bird was captured with Ecotone mist nets (12x3 m, mesh 19mm), killed by thoracic compression, wrapped in paper towels and kept refrigerated in a plastic bag for later analysis of parasite fauna, taxidermy, and held in the Ornithological Collection of the Federal University of Rio Grande do Norte (COUFRN-654). The collection was authorized by the Brazilian Institute for the Environment and Renewable Natural Resources (IBAMA), under permanent license for collection of zoological material number 19849-1 (authentication code: 28111788; issuance date: 27/04/2009). Before taxidermy, a careful examination of the bird was performed in search of ectoparasites. A female specimen of louse fly was found in the plumage of the chest and belly, collected and preserved in alcohol 70%. The Hippoboscidae was identified in stereomicroscope with the aid of the taxonomic keys by BEQUAERT (1933, 1955) and WOOD (2009), and held in the Entomol ogical Collection ‘Adalberto Antônio Varela-Freire’ at UFRN (MAN-0590). It is important to point out that even though only a single specimen was found, this is the first record of Microlynchia pusilla in northeastern Brazil. Furthermore, although this species commonly infests birds of the order Columbiformes, there is no record of the specific association with Leptotila verreauxi in the country. Such reports contribute to the knowledge of geography and association of parasites with their host species, aiding studies of ecological interaction and coevolution.
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Análise do mosaico silvático em um fragmento de floresta tropical estacional no sudeste do Brasil.

Análise do mosaico silvático em um fragmento de floresta tropical estacional no sudeste do Brasil.

Na área A, observa-se que, mesmo com a grande porcentagem de área ocupada por ecounidades 2A (Tabela 1), não se pode visualizar a existência de uma matriz (Figura 2) ou como denominou Torquebiau (1986), uma "rede" constituída predominantemente por um tipo de ecounidade, em que as demais estariam inseridas. Mesmo assim, as ecounidades em equilíbrio 2A não chegaram a ocupar 50% da área; enquanto Torquebiau (idem), uma "rede" onde as demais ecounidades estariam inseridas. As ecounidades em equilíbrio 2A não chegaram a ocupar 50% da área. Torquebiau (idem) afirmou que as ecounidades 2A devem corresponder à fase de maturidade da floresta, descrita por outros autores (WHITMORE, 1990) como a fase em que a floresta apresenta árvores altas e possui vários estratos bem definidos. Nessa área, a porcentagem de área ocupada por ecounidades em desenvolvimento foi relativamente grande (14,5%), assim como por ecounidades em degradação (5,7%), quando comparadas com as áreas B e C (Tabela 1). Esses resultados indicaram perturbações recentes na área onde, provocando a abertura do dossel, se expuseram os indivíduos jovens, ou seja, as árvores do futuro. A porcentagem de área, também relativamente grande, ocupada por ecounidades em equilíbrio 1A (13,8%) indicou perturbações recentes no dossel que devem ter exposto árvores do estrato intermediário (subdossel ou sub-bosque) da floresta, que devem ter se desenvolvido à sombra e, portanto, naturalmente ramificadas, ou árvores dos estratos superiores (dossel) que, inicialmente, se desenvolveram à sombra e após a perturbação sofreram reiteração. Observando que nessa área as porcentagens de ecounidades em reorganização e degradação (representadas pelas clareiras e pelas árvores mortas ou morrendo) foram altas em comparação com as outras áreas, pode-se dizer que a área se encontrava mais degradada, ou seja, havia sinais de que tenha sofrido perturbações mais freqüentemente.
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Anurofauna de um remanescente alterado de floresta estacional semidecidual as margens do Rio Paranapanema.

Anurofauna de um remanescente alterado de floresta estacional semidecidual as margens do Rio Paranapanema.

RESUMO. Com o declínio evidente de populações de anfíbios causadas pela alteração do hábitat, muitas áreas que estão inseridas em hotspots do Brasil ainda precisam ser estudadas, a fim de aumentar o conhecimento sobre a anurofauna e fornecer melhores perspectivas de conservação. Um dos ecossistemas criticamente ameaçados é a Floresta Estacional Semidecidual (FES), cuja extensão foi reduzida a aproximadamente 7% da cobertura original, dispersos em pequenos fragmentos. O objetivo deste estudo foi descrever a anurofauna de uma localidade inserida em paisagem de FES na região da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, considerada uma lacuna geográfica no conhecimento de anfíbios. Além disso, foi avaliada a eficiência de métodos de amostragem de anuros e verificada a similaridade com taxocenoses inseridas em FES e/ou Cerrado de diferentes regiões da mesma bacia hidrográfica. O estudo foi conduzido nas margens do Rio Paranapanema, divisa dos estados de São Paulo e Paraná. Foram realizadas nove fases de campo trimestrais, entre novembro de 2005 a novembro de 2007 que resultou em um esforço de 45 dias de amostragem. Foram registradas 25 espécies de anfíbios anuros distribuídas em seis famílias. Pelo método de amostragem em sítio de reprodução obteve-se o maior registro de espécies (88,5%). O método de armadilhas de interceptação e queda também foi eficiente, proporcionando o registro de cerca de 45% das espécies registradas, além de possibilitar o registro exclusivo de Physalaemus nattereri (Steindachner, 1863) e Rhinella ornata (Spix, 1824). Além disso, 90% das espécies terrícolas registradas, que são tipicamente categorizadas como espécies de área aberta, foram registradas no interior dos remanescentes florestais por este método. Através da comparação com as outras taxocenoses, verificou-se uma alta dissimilaridade de espécies mesmo em áreas mais próximas e que a composição de espécies entre as localidades não está sendo determinada pela distância geográfica. Características distintas entre as espécies, como modo reprodutivo e associação a diferentes hábitats, em conjunto com grau de diversidade encontrada entre as taxocenoses, deixa clara a importância da preservação desta região para a conservação de anfíbios.
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