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Função Ressocializadora das Penas Alternativas

Função Ressocializadora das Penas Alternativas

Este trabalho tem como tema “Função ressocializadora das penas alternativas”. Trata da eficácia das penas alternativas no processo de ressocialização dos apenados. Para a elaboração deste trabalho utilizou-se da pesquisa bibliográfica nacional e estrangeira, artigos publicados acerca da temática, monografias, bem como legislação nacional e jurisprudência dos tribunais pátrios. O trabalho compõe-se de quatro capítulos, no qual o primeiro traz um breve histórico acerca do surgimento das penas e do direito de punir do Estado. Em seguida, no segundo capítulo são apresentadas as modalidades de pena previstas no ordenamento jurídico brasileiro, analisando-se cada uma de forma um pouco resumida. Após tem-se no capítulo terceiro uma contextualização da aplicação da pena privativa de liberdade, apresentado a realidade do sistema carcerário brasileiro, bem como os elementos que contribuíram para a falência do mesmo. No último capítulo é analisada as penas alternativas como sendo a nova realidade no processo penal brasileiro, concernente à aplicação da pena definitiva. Aborda-se desde seu surgimento até as vantagens de sua aplicação em relação às penas privativas de liberdade. Por fim, chega-se à conclusão de que a aplicação das penas alternativas, obedecendo os requisitos legais, contribui com mais eficácia para a realização da função ressocializadora da pena em sentido amplo.
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A importância da aplicação de penas alternativas diante da crise do sistema penitenciário brasileiro

A importância da aplicação de penas alternativas diante da crise do sistema penitenciário brasileiro

Verifica-se uma grande preocupação com a criminalidade crescente em nosso país c om a “falência” da função ressocializadora da pena privativa de liberdade. A população carcerária aumenta de forma contínua e as instituições penitenciárias não conseguem cumprir com o papel destinado as mesmas devido à sobrecarga de tarefas e ausência de recursos humanos e materiais, e ainda, a promiscuidade e ociosidade da maioria dos encarcerados. Por outro lado, a crise fiscal que assola os estados da federação vem levando alguns dos seus governantes a deixarem em segundo plano a política carcerária, tornando os presídios mais superlotados e insalubres, impossibilitando a individualização da pena e a respectiva ressocialização do apenado.
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Algumas alternativas para a recuperação da função ressocializadora da pena nos casos dos crimes de furto

Algumas alternativas para a recuperação da função ressocializadora da pena nos casos dos crimes de furto

Ora, o crime de furto tem reconhecida baixa expressividade lesiva, uma vez que o legislador cuidou de cominar pena privativa de liberdade de curta duração para este tipo penal. Dessa forma, mais adequado e recomendável será responsabilizar o agressor com uma pena de proporção equivalente ao delito em comento, razão pela qual as práticas como mediação, círculos de paz, conferências restaurativas, etc. podem contribuir para que o acusado reconheça a responsabilidade de seus atos, de modo que a aplicação de, por exemplo, uma das penas restritivas de direito elencadas pelo art. 43, do Código Penal brasileiro, seja suficiente para a reprovação, reparação e prevenção de delitos futuros, evitando, ainda, os efeitos criminógenos do cárcere.
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A eficácia das penas alternativas na perspectiva das vítimas

A eficácia das penas alternativas na perspectiva das vítimas

Penas e medidas alternativas são sanções criminais diferentes da pena privativa de liberdade aplicadas em sentença criminal condenatória ou por meio da transação penal, bem como as condições da suspensão do processo e da suspensão da pena (Barreto, 2007). A aplicação de penas não-privativas de liberdade constitui, para diversas orientações teóricas contemporâneas, um fato positivo “em si”, haja vista os efeitos nocivos que a pena de prisão gera para aqueles que são condenados a esse tipo de pena, dentre outros questionamentos que levaram a se declarar a “falência da pena de prisão” (Bitencourt, 1993), de forma que as alternativas à prisão seriam uma forma menos violenta de intervenção estatal nos conlitos penais. Por outro lado, há correntes que sustentam que essas sanções têm se constituído em mais uma forma de ampliação do controle penal, pois o objetivo declarado de redução do número de encarceramento não foi obtido, ao passo que cada vez mais pessoas têm sido alcançadas pelo poder punitivo em razão do instrumental que essa nova modalidade de pena propicia. Para que pudesse ser realizado estudo de maior profundidade, decidiu-se circunscrever esta investigação a tipos penais especíicos. Os tipos penais escolhidos foram o roubo e o furto, pois eles estão entre os que mais resultam em encarceramento no Brasil. Além disso, a legislação a eles aplicável permite que, em função dos elementos típicos e de circunstâncias
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Penas e medidas alternativas e serviço social : entre a garantia de direitos e o controle social

Penas e medidas alternativas e serviço social : entre a garantia de direitos e o controle social

Os assistentes sociais, na qualidade de executores das penas e medidas alternativas, são parte e expressão do discurso penal. O trabalho desses profissionais movimenta-se na tensão entre o exercício do controle social e a perspectiva da materialização do Projeto Ético-político Profissional. A ausência de uma leitura macroscópica, que leve em conta os aspectos estruturais e contraditórios do real, repercute na compreensão da função histórica do sistema penal, favorecendo a captura da subjetividade dos assistentes sociais, que tendem a perceber o seu trabalho descolado de uma abordagem punitiva voltada ao controle social de determinados grupos sociais. No reverso da mesma moeda, a apreensão da tensão entre a universalidade e a particularidade, mediante uma leitura crítica da totalidade social, permite aos assistentes sociais contribuírem, com seu trabalho na execução de penas e medidas alternativas, para a construção de espaços de resistência, visando à garantia de direitos e à redução do dano inerente ao aparato punitivo do Estado.
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A função ressocializadora da pena privativa de liberdade: os desafios a serem enfrentados

A função ressocializadora da pena privativa de liberdade: os desafios a serem enfrentados

Nessa época, vivia-se em um período de extrema desigualdade, momento no qual o processo penal era inquisitivo, quando os acusados não sabiam nem mesmo quais provas pesavam contra si. Um meio muito utilizado para se obter a confissão dos réus era a tortura. Esse pensamento imperou até a chegada da era iluminista, quando surgiram diversos pensadores que se colocavam contra esse sistema que ate então imperava. O principal deles foi Beccaria, que transformou a maneira como se enxergavam as penas, e aqueles que a elas são submetidas, o autor sempre defendeu que seria melhor prevenir os delitos do que ter que castigá-los 6 .
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Transgressão e subjetividade: um olhar psicanalítico sobre a relação com a droga entre sujeitos em penas alternativas

Transgressão e subjetividade: um olhar psicanalítico sobre a relação com a droga entre sujeitos em penas alternativas

A partir da origem do superego, criança estaria aos poucos entrando em contato com o que é chamado em psicanálise de princípio de realidade, ou seja, vai aos poucos reconhecendo o mundo exterior e a si mesmo como parte dele, estando sujeita às regras desse meio. A função paterna, segundo Dor (2011) desempenha um relevante papel referente à internalização de limites pela criança, esclarecendo que o pai é visto representado pela criança como um agente castrador de seus desejos. Esse mesmo autor ainda ressalta que para a criança a presença concreta desse pai não é algo primordial, ou seja, ela necessita simbolicamente da figura paterna, podendo a criança então identificar- se com outras pessoas de seu convívio que possam de certa forma, exercer essa função. O sujeito então, ao não internalizar tais restrições ainda na infância, quando este encontra-se em fase de estruturação de sua personalidade, não a simboliza de modo que possivelmente terá a necessidade de sofrer a interdição de forma concreta quando já adulto, ou seja, existiria uma falha no que se refere à construção do princípio de realidade, estando esse sujeito regido pelo princípio do prazer, muitas vezes desconsiderando a possibilidade de adiar sua satisfação em determinado momento.
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A finalidade ressocializadora da pena privativa de liberdade

A finalidade ressocializadora da pena privativa de liberdade

O presente estudo monográfico visa analisar a finalidade ressocializadora da pena privativa de liberdade. Nos tempos idos, a sanção penal possuía o condão de apenas intimidar os delinquentes, através da imposição do Estado, por intermédio da ação penal. A instituição das penas tem como fim o equilíbrio das situações rompidas pela prática de um ato antijurídico. Nesse contexto, temos que o Direito Penal serve para garantir liberdades individuais e direitos pertencentes a toda a coletividade. O delito não representa apenas uma violação à ordem jurídica, mas um dano a toda a sociedade, onde o delinquente, subproduto da marginalidade, é o risco social que viola a ordem jurídica. A realidade dos presídios é denunciada diariamente pela mídia, relatando as condições degradantes e sub-humanas a que são submetidos os apenados, fato que impede que a ressocialização seja eficaz. Diante desse cenário, justifica-se o tema pela atualidade das discussões referentes aos problemas do sistema carcerário nacional. A pesquisa é teórico-bibliográfica, tomando por base artigos, livros e jurisprudências referentes à matéria. Ao final, defende-se que deve ser enfatizado o caráter pedagógico e a função social das penas, valorizando-se a ideia de ressocialização. Necessário ainda que haja maior preocupação com a inserção do detento no mercado de trabalho como meio de contribuir para a ressocialização do ex-detento a partir do momento em que conquista a liberdade.
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OS SIGNIFICADOS DA PUNIÇÃO NAS PENAS ALTERNATIVAS

OS SIGNIFICADOS DA PUNIÇÃO NAS PENAS ALTERNATIVAS

De uma forma ampla, a formação do pensamento penal e da cultura jurídica brasileira – e por que não ideológica – está imbricada com a sua matriz punitiva, assim, as formas de punição e a quem punir são expressões da nossa estrutura social e manifestações de nossa prática penal. A punibilidade cruza-se com os valores sociais e as ideias políticas vigentes. Dessa forma, é razoável dizer que o significado social da punição no Brasil está associado ao sentido atribuído ao ato de punir determinados indivíduos e grupos sociais. A punição produziria efeitos positivos por meio da mensagem simbólica que comunica enquanto prática penal a alvos específicos e, além disso, expressaria o baixo status dos infratores em termos político e social. O ato de punir não significa somente uma resposta à violação da norma social, pois também está em função das disposições contextuais da sociedade brasileira que fazem da punição sua contingência. É pela natureza e funcionalidade da pena que são construídas as identidades dos punidos. A punição, de uma forma ou de outra, estabelece e/ou altera a relação dos indivíduos com o mundo social, ela comunica aos punidos de forma afirmativa a produção e reprodução de uma ordem político-social. Assim, a punição é um mecanismo de controle social operado por meio de argumentos legais e jurídicos, técnicos e morais com funções políticas e práticas para objetivação da institucionalidade da estrutura social.
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Repositório Institucional da UFPA: Alternativas penais e democracia: a democratização da justiça criminal pela política de penas e medidas alternativas: um estudo de caso no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, 2008-2010

Repositório Institucional da UFPA: Alternativas penais e democracia: a democratização da justiça criminal pela política de penas e medidas alternativas: um estudo de caso no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, 2008-2010

Neste diapasão, outros modelos de sanção necessitam ser estruturados e praticados pela Justiça Penal com vistas a substituir a prisão como modelo exemplar e privilegiado de processamento dos desapontamentos à lei penal. Acreditamos que um novo modelo, mais ajustado a uma política criminal minimalista e garantista, é já esboçado no projeto das penas e medidas alternativas. As alternativas penais, da forma como concebidas pelas Regras de Tóquio, atualmente incorporadas no Brasil pela Política Nacional de Penas e Medidas Alternativas, são apostas viáveis que uma política criminal concorde com a Constituição pode adotar como caminhos, alternativos em relação ao modelo prisional, de combate ao crime, sobretudo porque apresentam um custo mínimo aos direitos fundamentais dos suspeitos, acusados ou condenados por delitos de menor potencial ofensivo. Sabemos que é hoje mais do que comprovado, apesar da desconfiança da opinião pública, da mídia e do sistema político, que as alternativas penais processam eficazmente os desapontamentos à lei penal, sendo reduzidíssimos os índices de reincidência e de descumprimento das ordens judiciais, ao contrário das taxas do aprisionamento que reforçam a percepção já generalizada de que a prisão é mais uma fábrica de delinqüência do que de correção dos indivíduos. Ademais, as penas e medidas alternativas demonstram apresentar um elevado potencial de democratização da Justiça Penal, visto que sua operacionalização requer uma inexorável participação comunitária, especialmente no caso da prestação de serviço à comunidade, em que os organismos sociais convertem-se em fiscais da execução penal, interagindo com o Judiciário de uma forma como jamais vimos antes na história da Justiça no Brasil. Outro indicador desta democratização da Justiça Criminal é a abertura do campo judicial a agentes de outros campos de conhecimento, flexibilizando o monopólio de juízes e tribunais na interpretação e dicção do direito e no monitoramento da execução penal, que é condição sine qua non do funcionamento de um modelo de alternativas penais que segue o espírito das Regras de Tóquio. A política brasileira de alternativas penais tem avançado neste sentido, havendo optado inicialmente por uma estratégia, que pensamos ter sido e ainda ser necessária dada a precariedade do aparato judicial para o processamento das penas e medidas alternativas que assola o Judiciário brasileiro, de estruturação de equipamentos e serviços públicos que subsidiem o monitoramento e a fiscalização das execuções de alternativas penais.
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Contributo para a noção de penas substitutivas

Contributo para a noção de penas substitutivas

Uma outra orientação se detecta, ainda neste domínio atinente à designação tecnicamente mais correcta. Autores existem que, tendo por base os dois momentos diferentes em que a escolha da pena se pode colocar – logo ao nível do tipo legal de crime, nas hipóteses de multa alternativa, ou no final do procedimento determinativo da medida da pena –, consideram que o mais adequado será designar as penas em estudo como «alternativas» 39 . Em nosso juízo, também este entendimento não colhe. É certo que a escolha da pena se coloca em ambos, mas o juízo exigido ao magistrado é distinto. Quando o tipo legal prevê prisão ou multa como penas principais, será já ao nível da moldura concreta que o juízo, por certo com base nos factores de medida da pena exemplificativamente enunciados no art. 71.º, n.º 2, conclui, à outrance, pela desnecessidade de privar de liberdade o agente, o que não implica que, mais tarde, quando chega ao final de tal procedimento, lhe esteja vedado aplicar ou não uma pena substitutiva 40 . Se as realidades fossem as mesmas – empírica e normativamente –, tal não seria possível. Ora, pode suceder que o juiz, numa primeira fase, considere que as finalidades punitivas reclamam uma pena de prisão e, a final, toda a matéria dada como provada, em especial a personalidade do agente, o seu comportamento anterior e posterior e a execução do facto, aponte para a desnecessidade de a prisão ser determinada, assim cumprindo o mandamento político-criminal ínsito no art. 70.º A escolha entre prisão e multa como penas principais corresponde a um primeiro degrau valorativo, ainda sem a «imagem global do facto», ao passo que a escolha após determinada a medida concreta da pena (privativa de liberdade ou pecuniária) corresponde a um momento posterior, lógica e cronologicamente
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As penas no caso de concurso de crimes

As penas no caso de concurso de crimes

E, como se vê das respectivas conclusões, a recolha efectuada de decisões sobre o tráfico de estupefacientes revelou-se uma base adequada de trabalho, embora insuficiente para a abordagem de alguns aspectos previstos permitiram estudos ali descritos que mostram o que poderá ser feito com uma base de dados mais completa. Com as reservas ali declaradas foram abertos caminhos na relação de alguns dos factores com a medida da pena, as relações entre as decisões da primeira instância e as do STJ e ao uso feito da moldura abstracta («mancha da sua ocupação», – «penas típicas», eventuais pontos de referência para futuros julgamentos) 42 ;
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A violência doméstica e as penas acessórias

A violência doméstica e as penas acessórias

Passando agora à análise das penas acessórias, cumpre dizer que foi com a Lei nº 7/2000, de 27 de Maio, que foi prevista pela primeira vez a aplicação da pena acessória de proibição de contacto com a vítima, incluindo o afastamento da residência desta, pelo período máximo de dois anos. A consagração desta pena acessória específica para o crime de maus tratos a cônjuge resultou da iniciativa do grupo parlamentar do PCP, por intermédio do Projecto de Lei nº 58/VIII, que foi aprovado na generalidade, por unanimidade, em 13 de Janeiro de 2000, após o que baixou à 1ª Comissão, para discussão e votação na especialidade, de onde saiu uma versão final com algumas alterações. Esta matéria veio a ser alterada e completada com a Lei nº 59/2007, de 4 de Setembro, em que foram criadas novas penas acessórias. É patente a preocupação do legislador da revisão de 2007 em, por um lado, dotar a lei de mecanismos tendentes à protecção da vítima, para o que alargou o âmbito de aplicação da pena acessória de proibição de contacto com a vítima, que pode passar a incluir o afastamento do local de trabalho, pelo período de seis meses a cinco anos, e criou como novas penas a proibição de uso e porte de armas, pelo período de seis meses a cinco anos, e a inibição do poder paternal, da tutela ou da curatela por um período de um a dez anos, por outro lado, intervir de forma educacional e ressocializadora junto do agressor, prevendo a obrigação de frequência de programas específicos de prevenção da violência doméstica.
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Condiçoes LMIs alternativas para sistemas Takagi-Sugeno via função de Lyapunov Fuzzy.

Condiçoes LMIs alternativas para sistemas Takagi-Sugeno via função de Lyapunov Fuzzy.

Outro fator que pesa contra a FLF na forma proposta por Tanaka et al. (2003) ´e o fato de que a s´ıntese de con- troladores ´e feita segundo desigualdades matriciais bili- neares (BMIs, acrˆ onimo do inglˆes, bilinear matrix ine- qualities), cuja solu¸c˜ ao ´e mais lenta e pode acarretar em conservadorismo extra. Em (Tanaka et al., 2007; Mo- zelli et al., 2008) s˜ ao propostas alternativas para s´ıntese de controladores atrav´es de LMIs, mas a quest˜ ao sobre o limitante da derivada permanece.

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Apresenta DOS DELITOS E DAS PENAS

Apresenta DOS DELITOS E DAS PENAS

Mas, se as luzes do nosso século já produziram alguns resultados, longe estão de ter dissipado todos os preconceitos que tínhamos. Ninguém se levantou, senão frouxamente, contra a barbárie das penas em uso nos nossos tribunais. Ninguém se ocupou com reformar a irregularidade dos processos criminais, essa parte da legislação tão importante quanto descurada em toda a Europa. Raramente se procurou destruir, em seus fundamentos, as séries de erros acumulados desde vários séculos; e muito poucas pessoas tentaram reprimir, pela força das verdades imutáveis, os abusos de um poder sem limites, e fazer cessar os exemplos bem freqüentes dessa fria atrocidade que os homens poderosos encaram como um dos seus direitos. Entretanto, os dolorosos gemidos do fraco, sacrificado à ignorância cruel e aos opulentos covardes; os tormentos atrozes que a barbárie inflige por crimes sem provas, ou por delitos quiméricos; o aspecto abominável dos xadrezes e das masmorras, cujo horror é ainda aumentado pelo suplício mais insuportável para os infelizes, a incerteza; tantos métodos odiosos, espalhados por toda parte, deveriam ter despertado a atenção dos filósofos, essa espécie de magistrados que dirigem
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As penas de substituição não detentivas

As penas de substituição não detentivas

11 A Reforma de 1954 (Decreto-Lei n. 39688) alargou o âmbito da substituição da prisão por multa do art. 86 do CP de 1886, dado que a possibilidade de conversão passou a assentar na pena aplicada e não na aplicável, ou seja, independentemente da pena máxima abstratamente aplicável que ao crime coubesse, poderia ter lugar a conversão, sempre que se verificasse uma condenação em prisão não superior a seis meses. Contudo, tal conversão deixou de ser obrigatória, salvo em casos expressamente previstos na lei, pois esta dizia: «poderá ser sempre substituída». Não obstante essa faculdade, o Prof. Eduardo Correia defendia que, atenta a razão de ser do instituto - que encontrava efeitos verdadeiramente perniciosos na aplicação das penas curtas de prisão -, o afastamento da substituição da pena só encontrava justificação em casos em que as necessidades de repressão ou intimidação, geral ou especial, se fizessem sentir 13 .
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Direito Penitencirio e de Execuo de Penas

Direito Penitencirio e de Execuo de Penas

O Direito Penitenciário e de Execução de Penas não tem merecido na doutrina nacional uma particular atenção, mas a sua importância e intrínseca ligação ao regime dos Direitos, Liberdades e Garantias impõe que seja feita uma reflexão sobre os inúmeros aspectos em que surgem controvérsias. Por outro lado, embora sejam poucos os Tribunais de Execução de Penas, o certo é que existem numerosos pontos de contacto e, às vezes, de aparente sobreposição com os Juízos e Grandes Instâncias criminais.

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Critérios de justiça e penas em Portugal

Critérios de justiça e penas em Portugal

A especialização dos tribunais vai de par com a complexificação das instituições auxiliares da justiça, nomeadamente as polícias criminais e as penitenciárias. Estas últimas caracterizadas, diferentemente das práticas punitivas pré-modernas, por serem tanto mais elaboradas quanto fechadas ao escrutínio público, atrás de muros. Para cada tipo de crítica política ou administrativa ao desempenho das penitenciárias, as reformas prisionais acrescentam soluções burocráticas especializadas e novas formas de regulação., mesmo se frequentemente falhadas. Às primeiras prisões, como aquelas visitadas por Tocqueville (2005) no princípio do segundo quartel do século XIX nos EUA, por muito duras que fossem, e eram, apesar de morrer muita gente, havia quem sobrevivesse as provações. Mais modernamente, o desenho das penas penitenciárias desenvolveu uma vertente filantrópica de ressocialização, de segunda oportunidade, de reintegração social dos condenados, como segunda finalidade além da pena como castigo. Trata-se, na verdade, de mais retórica do que uma funcionalidade eficazmente institucionalizada. Por exemplo, para o caso português calcula-se que 50% dos presos são filhos de presos, 60% entraram mais de uma vez para a cadeia e 80% viveram parte da infância e juventude em convivências asilares.
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A NATUREZA JURÍDICA DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE

A NATUREZA JURÍDICA DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE

O presente trabalho destina-se a traçar um perfil da atual situação do sistema carcerário no Brasil e demonstrar como as penas privativas de liberdade estão fadadas ao insucesso, visto que o objetivo destas não é executado de forma correta. Será discutido como as penas privativas de liberdade causam males ao condenado, falhando no objetivo de reeducar e deixando o mesmo mais propenso à prática de novos delitos, contribuindo assim para a sua degradação. Apresenta-se ainda como o processo de redemocratização no Brasil, o descompasso entre as mudanças de valores na sociedade e na política, bem como a prática policial e o questionamento da real função da pena privativa de liberdade pela sociedade, produzem uma séria crise no sistema prisional do país.
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O princípio da  na aplicação de penas em direito  disciplinar

O princípio da na aplicação de penas em direito disciplinar

Analisando a processualística disciplinar, verifica-se que legislador dividiu o processo administrativo disciplinar em três fases: instauração, inquérito e julgamento. Por conseguinte, a instauração se dará por determinação da autoridade competente nos termos do regimento interno de cada órgão da Administração Pública. O inquérito será conduzido por uma comissão formada por três servidores, para o caso de processo administrativo disciplinar ou por dois servidores em caso de sindicância. O julgamento se dará nos termos definidos na Lei 8.112/90, podendo a autoridade julgadora ser a mesma autoridade instauradora. Neste ponto, ressalte-se a especial atenção do legislador com a aplicação das penas mais gravosas, ao atribuir à autoridade máxima do respectivo poder a competência para aplicação das penas expulsivas. Nesses termos, dispõe o art.141, I da citada lei:
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