Top PDF A função social da família e escola: as novas configurações familiares no ensino fundamental

A função social da família e escola: as novas configurações familiares no ensino fundamental

A função social da família e escola: as novas configurações familiares no ensino fundamental

O presente trabalho busca analisar as dinâmicas de ensino adotadas pelos professores de como são representadas as novas mudanças nas configurações familiares na sala de aula de Ensino fundamental I da rede municipal de ensino, acerca das características e conceitos sobre família como processo de aprendizagem objetivando contribuir para um melhor desenvolvimento social e do papel da escola em relação a essa questão. A pesquisa de caráter qualitativo utilizou como metodologia para coleta de dados a entrevista semiestruturada. A mesma foi realizada no período de fevereiro a maio de 2015, tendo como aporte teórico para discussão os estudiosos como Gimeno (2001), Lévi-Strauss (1980), Prado (2011), Gema (2008), dentre outros. Os resultados apontam que os professores sentem dificuldades e não há uma compreensão e união por parte da família no ambiente escolar e que este distanciamento, afeta diretamente no desenvolvimento da criança, evidenciando uma falta de compromisso por parte dos pais. Entendemos que essa ausência traz prejuízos aos educando uma vez que compreendida que os diferentes contextos familiares e a função da escola influenciam na construção do desenvolvimento e que o individuo necessita compreender as relações entre a escola e família, como também seu contexto histórico cultural e social, que são fundamentais na mediação, integração e apoio para desenvolver e facilitar a compreensão e aprendizagem humana.
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A EFETIVIDADE DO DIREITO FUNDAMENTAL À EDUCAÇÃO E A FUNÇÃO SOCIAL DO ESTADO

A EFETIVIDADE DO DIREITO FUNDAMENTAL À EDUCAÇÃO E A FUNÇÃO SOCIAL DO ESTADO

Logo, o Direito Fundamental à Educação assegurado a todos os brasi- leiros, constitui requisito para a efetivação do Estado Constitucional de Direito que tem como fundamentos a ‘cidadania’ e ‘a dignidade da pessoa humana’. Sen- do que, ao prever a Educação como um dos Direitos Fundamentais, positivado na Constituição, o legislador atribuiu de maneira explícita o elevado valor que atribui à Educação ao estabelecer no art. 205 que: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 2018). Dessa forma, a Constituição, além de prever a Educação como um Direito Fun- damental, ainda estabeleceu princípios a serem observados na sua administração, dentre os quais se destaca, conforme artigo 206 “I - Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; [...] IV - Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; [...] VII - garantia de padrão de qualidade” (BRASIL, 2018).
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Impacto dos fatores familiares, escolares e comunitários na probabilidade de cursar a escola na idade adequada no ensino fundamental e médio

Impacto dos fatores familiares, escolares e comunitários na probabilidade de cursar a escola na idade adequada no ensino fundamental e médio

Os autores estudam o efeito destas dimensões nas transições escolares entre séries para o Brasil com dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio - PNAD - de 1999, utilizando a renda per capita para dimensionar o capital econômico, os anos de estudo do chefe da família para determinar o capital cultural, e, para apurar o capital social familiar, os autores utilizam a chefia feminina, o número de filhos no domicílio e extensão familiar. Como esperado, seus resultados mostram uma relação positiva para as variáveis de capital econômico e cultural e negativa para as variáveis de capital social familiar. O padrão do efeito das variáveis explicativas é crescente até a 4ª série do ensino fundamental, onde começa a declinar, mostrando uma maior influência das variáveis de background familiar até o meio do ensino fundamental.
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A relação família/escola: um estudo de caso na escola estadual de ensino fundamental Tiradentes

A relação família/escola: um estudo de caso na escola estadual de ensino fundamental Tiradentes

Vendo a sociedade atual e em termos das intermináveis mudanças sofridas pela família, uma das mais marcantes é a forma como a família se encontra estruturada, além do modelo nuclear, ainda o mais difundido, têm diversos tipos de núcleos familiares, frutos das grandes transformações da sociedade como núcleo familiar formado por pai e filhos, mãe e filhos, avós e filhos/netos, mãe e ou/pai vindo de outro casamento formando nova base familiar com os filhos do casamento anterior e mais recente núcleos em que os pais são do mesmo sexo; e acaba criando conflitos entre pais, filhos e escola, sendo um dos muitos motivos para se trabalhar bem o tema família na escola, explorando os mais diversos subtemas, inclusive o compartilhamento de responsabilidades. A família é sem dúvida a instituição que dá sentido de grupo, de classe, aquele que nasce em seu contexto. É a família que legitima a condição social de um individuo.
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Novas configurações familiares: uma compreensão a partir das teorias sobre o Édipo e os complexos familiares

Novas configurações familiares: uma compreensão a partir das teorias sobre o Édipo e os complexos familiares

A família medieval, tal como retrata Ariès (1981), em sua obra História social da criança e da família, era uma realidade moral e social, mais do que sentimental. O apego pela criança, que hoje é tido como natural, era muito mais em função do serviço que essa criança poderia prestar à estrutura familiar, da forma como ela podia servir para a sua manutenção, do que propriamente pelo amor que o filho despertava nos pais, uma vez que, nessa época, o enorme índice de mortalidade contribuía para que os pais não se apegassem tanto aos filhos. No século XV, com o advento da extensão da frequência escolar, essa realidade muda. Com o intuito de distanciar a educação das crianças do mundo dos adultos e de seus vícios, mantendo a infância como um período de inocência, passou-se a investir numa educação escolar moralizante. Isso permitia também que os pais possam acompanhar a educação dos filhos, ao invés de entregá-los para serem educados por outras famílias, aumentando a aproximação entre os pais e as crianças. Ariès (1981) cogita a possibilidade de a família moderna ter surgido justamente aí, concomitante com o surgimento da escola, estreitando os laços filiais tratados, atualmente, com tanta naturalidade, mas que nem sempre se mostraram de forma tão evidente.
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A relação escola e família no Ensino Fundamental da rede privada na perspectiva do Coordenador Pedagógico

A relação escola e família no Ensino Fundamental da rede privada na perspectiva do Coordenador Pedagógico

QUE PENA: que poderia ser em outro dia e outro horário. Então você sempre vai encontrar esse tipo de coisa. No início do meu trabalho aqui na escola nós fazíamos essa reunião aí os pais que não podiam comparecer, eles reclamavam que tinha que ter a noite. Até que um determinado tempo aí, a irmã que era diretora porque de vez em quando muda a direção, a direção então concordou que tinha que ter uma reunião à tarde para quem podia à tarde e uma reunião à noite pra quem podia à noite. Então nós fazíamos à tarde individuais, e à noite nós juntávamos porque era um grupo pequeno. Com o passar do tempo você vai percebendo que o grupo da noite vai aumentando até em função da própria situação social do nosso país. Então nós não conseguíamos mais, então nós precisávamos de uma estratégia um pouquinho mais interessante pra nós, mas que os pais também reclamavam. Quem viesse à tarde teria a oportunidade de ver os filhos se apresentando, então normalmente tinha uma música, eles tocavam alguma coisa, ou então faziam algum jogo com os pais, quem vinha à noite puxava nossa orelha. Então de dois anos pra cá, nós mudamos, nós só fazemos reuniões à noite. Só que aí não tem a participação das crianças e aí vem: porque que agente não filma as atividades? Porque vocês não trazem as crianças pra noite pra eles poderem fazer alguma coisa com os pais? Você nunca vai encontrar um consenso pra agradar. Esta última estratégia de fazer à noite e cada dia da semana uma classe é a melhor...foi a melhor coisa que está acontecendo por enquanto, logo, logo vai ter algum outro tipo de problema, mas normalmente é esse tipo de...você sempre encontra dificuldades.
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A Relação Família-Escola sob a ótica de Professores e Pais de crianças que frequentam o Ensino Fundamental.

A Relação Família-Escola sob a ótica de Professores e Pais de crianças que frequentam o Ensino Fundamental.

A partir desses pressupostos, os professores acabam pautando suas expectativas e entendimento das famílias em função da classe social da comunidade que atendem (LEWIS; FORMAN, 2002). Sendo assim, parece haver preferência por aqueles pais de classe média que possuem competência científica semelhante à sua, são mais esclarecidos, estão atentos à criança e conhecem a importância do processo de escolarização (VILLAS-BOAS, s.d). Em contrapartida, existe, também, uma falsa crença por parte dos professores de que os pais provenientes de nível socioeconômico menos favorecido não estão preocupados com seus filhos, adotando postura negligente e pouco participativa. Também pensam que estes não tem nada a contribuir para o currículo escolar, por não terem formação educacional destacada, sendo que sua participação deveria centrar-se em comparecer às reuniões e entregas de boletins (CAVALCANTE, 1998; POLONIA; DESSEN, 2005; RIBEIRO; ANDRADE, 2006). Hill e Taylor (2004) e Lewis e Forman (2002) discutem que, de fato, os professores que provêm de contextos culturais diferentes dos seus alunos, são menos propensos a conhecer esses sujeitos e suas famílias se comparados àqueles que provém de contextos culturais semelhantes aos das famílias que atendem na escola. Além disso, as diferenças culturais entre professores e famílias fazem com que os primeiros acreditem que os alunos e pais sejam desinteressados ou não envolvidos como deveriam na escolarização dos seus filhos.
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A família e o fenômeno do absenteísmo discente no ensino fundamental em uma escola municipal de Belo Horizonte

A família e o fenômeno do absenteísmo discente no ensino fundamental em uma escola municipal de Belo Horizonte

Esta dissertação se insere no campo de estudos da Sociologia da Educação, mais especificamente na área da relação da família das camadas populares com a escolarização de seus filhos. A proposta deste trabalho é investigar a infrequência escolar: de que maneira a família influencia o absenteísmo escolar de seus filhos. Para tanto, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com sete estudantes e cinco familiares do 6º e do 9º ano do ensino fundamental de uma escola municipal de Belo Horizonte, a pesquisa de campo ocorreu no mês de maio de 2012. A escolha dos estudantes se deu pelo fato de todos terem sido retidos por infrequência em 2011 e por estarem matriculados nessa mesma instituição escolar no ano seguinte ao da reprovação. As perguntas das entrevistas abordaram, entre outros temas, o envolvimento familiar na escolarização dos estudantes, o valor da escola para a família, a reação familiar e escolar ao absenteísmo dos estudantes e os motivos que levam os estudantes a faltar às aulas. Os resultados revelaram que a família pode ser um dos fatores determinantes da infrequência escolar de seus filhos, principalmente pelas formas de autoridade típicas das camadas populares, por suas disposições temporais, pelo valor que atribui à escola e pelo envolvimento que tem na escolarização dos filhos. É importante ressaltar que essa conclusão não culpabiliza as famílias pelo absenteísmo escolar dos adolescentes, mas revela dificuldades dessas famílias em investir na escolarização de seus filhos.
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Inclusão escolar e a função social da escola

Inclusão escolar e a função social da escola

Educação Inclusiva no Brasil é hoje um desafio a ser enfrentado dia após dia para os profissionais da Educação. Contudo, é bom lembrar que o conceito de inclusão engloba: atender os alunos com deficiência na vizinhança da sua residência; propiciar a ampliação do acesso destes alunos às classes regulares; propiciar aos professores um suporte técnico; perceber que as crianças podem aprender juntas, embora tendo objetivos e processos diferentes; levar os professores a estabelecer formas criativas de atuação às crianças com deficiência; propiciar um atendimento integrado ao professor de classe comum do ensino regular (NASCIMENTO, 2014).
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O ADOLESCENTE EM CONFLITO COM A LEI E AS CONFIGURAÇÕES FAMILIARES

O ADOLESCENTE EM CONFLITO COM A LEI E AS CONFIGURAÇÕES FAMILIARES

Martins e Pillon (2008) mostram em suas pesquisas que segundo a teoria psicanalítica, pode-se compreender os comportamentos dos adolescentes e, além disso, entender como era a sua relação familiar durante a infância. Na infância, a criança precisa da proteção e do cuidado dos familiares, pois está em processo de formação intelectual e emocional, por isso, se encontra muito frágil para se adaptar ao meio social (RODRIGUES; SOUZA, 2016). Hoje, as pessoas vivenciam relações afetivas enfraquecidas. Os pais passam a maior parte do tempo fora de casa e consequentemente terceirizam a educação de seus filhos. Isso tem prejudicado o desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança (MARTINS; PILLOM, 2008). É função da família proporcionar ao filho valores e princípios, auxiliando na formação do caráter e da personalidade. Uma outra função é de impor leis, limites e regras ao filho (RODRIGUES; SOUZA, 2016).
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Concepção social do ensino de ciências na escola de ensino fundamental a partir da pedagogia histórico crítica

Concepção social do ensino de ciências na escola de ensino fundamental a partir da pedagogia histórico crítica

A investigação teve como base a pesquisa dialética em educação e foi dividida em duas etapas as observações em sala da prática do professor em sete escolas de diferentes regiões da cidade de Ponta Grossa. Na segunda etapa foi realizada uma entrevista semiestruturada com dez professores que atuam no ensino de ciências do 6º ao 9º anos do ensino fundamental, buscando conhecer e analisar sua prática sob a perpesctiva da pedagogia histórico crítica, tecendo relações com os estudos sociais da ciência e tecnologia e o campo da interdiscplinaridade. Como resultados, percebe- se que a Pedagogia Histórico Crítica está estruturada nos projetos politicos pedagogicos das escolas, porém isso não garante que professores a desenvolvam em sala de aula. Nota-se que o ensino tradicional ainda está muito presente nas escolas pelo fato dos professores apresentarem compreensão superficial das orientações teoricas metodologicas da pedagogia histórico crítica.
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A função mediadora do material didático no ensino fundamental I numa escola da zona rural

A função mediadora do material didático no ensino fundamental I numa escola da zona rural

Para Vygotsky (1993) a interação da criança com um parceiro mais experiente gera a chamada “zona de desenvolvimento potencial” que é a distância entre a capacidade da criança, em resolver problemas sozinha e a resolução de problemas com a ajuda de um parceiro mais experiente, como o professor, por exemplo. Por isso, as diferentes formas da criança se relacionar com outras pessoas em seu meio, irão refletir na construção de seus conhecimentos. De acordo com Davis e Oliveira (1994, p. 54) “Apenas conhecendo o que as crianças são capazes de realizar com e sem ajuda externa é que se pode conseguir planejar as situações de ensino e avaliar os progressos individuais”.
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O suporte social e a personalidade são significativos para os objetivos de vida de adolescentes de diferentes configurações familiares?

O suporte social e a personalidade são significativos para os objetivos de vida de adolescentes de diferentes configurações familiares?

No que concerne à associação entre as dimensões das variáveis em investigação, verificou-se que todas se associam de forma positiva, à exceção da dimensão neuroticismo, que revela uma associação negativa com todas as dimensões das variáveis. Embora a literatura encontre algumas lacunas ao nível da ligação entre as variáveis em estudo, é passível assumir que os jovens adolescentes com maior perceção do seu suporte social tendem a apresentar um maior investimento e interesse no estabelecimento dos seus objetivos de vida (Hill, Ramirez, & Dumka, 2003; Nurmi, 1991; Samp, Parker, & Duvall, 2006). Evidências empíricas sugerem que as relações pessoais mantidas com as figuras de suporte social (como sendo a família, os amigos e os pares) constituem um conjunto de experiências que promovem nos jovens uma autoavaliação positiva, motivação, e autoconfiança nas suas capacidades, o que se torna significativo para a realização dos seus objetivos (e.g., Massey et al., 2008; Salmela-Aro, 2009). Assim sendo, tal como esperado, os jovens adolescentes com uma maior perceção do apoio da família, dos amigos e dos professores, denotaram uma visão positiva de si e uma maior motivação e expetativa nas suas capacidades para alcançar objetivos de vida. Por sua vez, os resultados auferiram ainda que o suporte social se encontra associado positivamente às dimensões da personalidade conscienciosidade e extroversão ainda que, negativamente ao neuroticismo dos jovens adolescentes. Nesta medida, é possível aduzir que a perceção que os jovens têm do suporte social, parece contribuir para o desenvolvimento de determinados traços de personalidade, nomeadamente pela perceção de aceitação e abertura nas relações, que vão moldando a forma como cada sujeito se desenvolve. No que concerne à associação entre o suporte social e o neuroticismo, os resultados corroboram a literatura, na medida em que uma baixa perceção da disponibilidade de apoio social se encontra fortemente associada com altos níveis de neuroticismo (e.g., Swickert, 2009). Swickert et al.(2010) acrescentam ainda que maiores níveis de suporte social se encontram associados a elevados níveis de extroversão e conscienciosidade. Assim, torna-se relevante equacionar que os jovens adolescentes com uma maior perceção do seu suporte social tendem a denotar um maior círculo de amigos, podendo potenciar um cariz de maior extroversão e exploração do meio, assim como níveis inferiores de desajuste psicológico.
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O uso das novas tecnologias no ensino de física na escola estadual de ensino fundamental e médio Maria Honorina Santiago

O uso das novas tecnologias no ensino de física na escola estadual de ensino fundamental e médio Maria Honorina Santiago

Quanto a isso, é preciso reconhecer o esforço dos educadores, que por muitas vezes, repensam suas ações e buscam soluções para fatos que não atendem ao todo, ou que comprometem o exercício principal da educação: a concretização dos objetivos referentes à aliança entre a teoria e a prática, educando os alunos para a vida. No entanto tal reconhecimento exige um esforço em massa, das políticas governamentais e da própria escola, no desejo de oferecer cursos de capacitação que favoreçam a esse empenho e assim, apresente novas metodologias que reforcem a vontade de evoluir dos profissionais dessa área que ainda acreditam que a educação se faz com alianças concretas e sábias, para construir o desejo da busca de evolução dos seus alunos.
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A relação família-escola: implicações no desempenho escolar dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental

A relação família-escola: implicações no desempenho escolar dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental

Autores como Paro (2007), Abramowicz (1997), Nunes (1996 apud Coelho, 1997), Coelho (1997), Esteban (2003), Franco (2005) e Malavazi (2000) também trazem reflexões acerca de algumas situações que podem favorecer a existência de alunos fracassados na escola. Essas situações estão relacionadas a: má aparelhagem da escola, métodos inadequados de ensino, má formação dos professores, elevado número de alunos por classe na escola pública brasileira, sobrecarga da escola em suas funções, construções escolares inacabadas e mal conservadas, equipamentos em precária condição de uso, baixos salários dos docentes, formação e atua- lização continuada inexistente ou inadequada, funcionamento escolar em regime de vários turnos, pouco interesse governamental em promover parcerias com universidades públicas para respaldar o trabalho educativo dos docentes do ensino fundamental, negação da legitimidade de conhe- cimentos e formas de vida formulados à margem dos limites socialmente definidos como válidos e utilização de modelos inadequados, parciais e fragmentados de avaliação.
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Novas configurações das eleições na idade mídia.

Novas configurações das eleições na idade mídia.

Independente da amplitude da presença da imprensa, as eleições já na época moderna podem ser caracterizadas como um “foro comunicativo”, no dizer de Alejandro Muñoz Alonso (1989, p.129-150), pois, como momento singular da política, elas exigem de todos os seus atores – desde os conservadores aos revolucionários – um admirável investimento em comunicação, através do acionamento de uma plêiade de estratégias, dispositivos e instrumentos. Afinal, trata-se de comunicar idéias e propostas, convencer, sensibilizar, emocionar. Enfim de mobilizar mentes e corações em uma disputa do poder político na sociedade. E tal embate acontece acordado em normas e, dado fundamental, realizado em ambiente público, buscando reconectar o sistema político e a população, oxigenando-o através da avaliação, da decisão e inclusive da participação dos cidadãos.
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A PRINCESA E O LUXO NOVAS CONFIGURAÇÕES DA MODA

A PRINCESA E O LUXO NOVAS CONFIGURAÇÕES DA MODA

Frédéric Godart (2010) nos diz que, na maioria das vezes, a moda é influenciada por importantes fatores externos, que nos direcionam ao interesse pela difusão dos estilos e mostram que ela não se desenvolve em um vazio social total. Primeiramente, há um grupo de costureiros, valores morais e dispositivos legais que determinam as possibilidades das aparências. Em seguida, há o sistema industrial da moda, que integra a produção do vestuário e a relação dos estilos. Por fim, existe um aglomerado de forças culturais, econômicas, políticas e sociais que definem a transformação na moda.
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Novas configurações da divisão sexual do trabalho.

Novas configurações da divisão sexual do trabalho.

As relações étnicas começam assim a ser remodeladas através das mi- grações femininas e da explosão dos serviços a particulares. As relações de gênero também se apresentam de uma forma inédita: a externalização do tra- balho doméstico tem uma função de apaziguamento das tensões nos casais burgueses dos países do Norte (e em inúmeros países urbanos do Sul, mas, nesse caso, trata-se de movimentos migratórios internos no país em questão) e permite igualmente maior flexibilidade das mulheres em relação à demanda de envolvimento das empresas. Em um plano mais geral, isso permite às so- ciedades do Norte fazer vista grossa a uma reflexão sobre o trabalho domés- tico. Mas essa pacificação das relações sociais nos casais e nas empresas não ajuda a avançar nem um pouco na luta pela igualdade. Ao contrário, ela tem sobretudo uma função regressiva a esse respeito, pois funciona no nível do mascaramento e da negação. Ao mesmo tempo, as relações de classe são exa- cerbadas numericamente, pela maior quantidade de indivíduos, homens e mulheres, engajados nesse tipo de relação e, concretamente, pelo contato fí- sico – por meio do trabalho doméstico – entre mulheres em situação precária (do ponto de vista econômico e/ou legal) e mulheres abonadas.
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Função social da escola e organização do trabalho pedagógico.

Função social da escola e organização do trabalho pedagógico.

Cabe aqui, entretanto, ressaltar que o rebaixamento da qualidade de en- sino da escola pública no Brasil não se abateu somente sobre estas últimas, mas parece que a “cultura de escola de baixa qualidade” passou a fazer parte do imaginário tanto dos profissionais quanto dos estudiosos da educação bra- sileira. E, é claro, esse imaginário não foi construído com base em quimeras, mas corresponde a resultados de políticas educacionais demagógicas, que se utilizaram do discurso de priorização da escola pública para promoção da deterioração das condições de trabalho dentro das escolas: ampliação do nú- mero de turnos e de alunos por turma; ampliação do número de horas de trabalho dos professores para compensar as perdas do poder de compra oriun- das de política de arrocho dos salários dos servidores públicos; absoluta falta de política de formação docente etc.
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Alfabetização no ensino fundamental: novas bases curriculares

Alfabetização no ensino fundamental: novas bases curriculares

Diante de tais considerações e, a partir da transição histórica e política ocorrida pela Lei 11.274/1996, na qual o ensino fundamental passa a ter um ano a mais de duração e a receber crianças que anteriormente eram atendidas pela educação infantil, uma nova configuração se faz necessária. Esta dissertação pretende apresentar dados e discussões oriundos da experiência coletiva do projeto Desafios e articular novas bases curriculares para a alfabetização na série de ingresso com irradiações em todo o ensino fundamental de nove anos. Nesse sentido, temos como objetivo refletir sobre a necessidade de: um plano que considere as transições (seja entre anos ou entre ciclos) e que sustente as continuidades; assumir, a partir do ano de ingresso no ensino fundamental, a perspectiva do regime de ciclo, definindo responsabilidades, objetivos e estratégias articuladas a partir de um trabalho em equipe; aprofundar conhecimentos que permitam considerar os aspectos mais subjetivos da relação educativa, considerando sempre a infância em seu encantamento lúdico; estabelecer uma relação dinâmica e produtiva entre oralidade e escrita, entre língua e literatura; dar maior precisão ao manejo da heterogeneidade desde a série de ingresso, enfatizando o acompanhamento de singularidades e diferenças como forma de resolver o problema dos desníveis em alfabetização.
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